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Engenharia

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Discutir políticas públicas e estimular a inovação

Soraya Misleh

Esses são objetivos do Conselho Tecnológico do SEESP. Criado em 16 de outubro de 1987, é hoje formado por cerca de 50 pessoas, a maioria engenheiros. Como forma de estimular a inovação, uma de suas ações desde que foi fundado é a outorga do prêmio Personalidade da Tecnologia aos profissionais que se destacam durante o ano em suas áreas de atuação. Em sua 27ª edição, a homenagem é feita sempre por ocasião do Dia do Engenheiro – 11 de dezembro.

Em 2013, a solenidade ocorrerá nessa data. Já foram definidas as áreas a serem contempladas, em reunião no dia 7 de agosto. Serão: Saneamento ambiental; Inclusão digital e internet pública; Empreendedorismo e inovação na educação; Mobilidade urbana; Planejamento urbano; além de Valorização profissional. À exceção dessa última, que se mantém imutável ao longo dos anos, conforme José Roberto Cardoso, coordenador do Conselho Tecnológico, as demais variam de acordo com a evolução tecnológica. “Fizemos uma votação entre 14 inicialmente apresentadas e escolhemos cinco. A próxima etapa é sugerir nomes para cada uma delas”, explica ele. Cada conselheiro tem a incumbência de indicar cinco por área, o que ocorrerá já no começo de setembro. Os nomes serão discutidos e ao final de outubro, as personalidades escolhidas serão notificadas da homenagem. Para Cardoso, que é diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o prêmio, já tradicional, é “um dos mais importantes para a engenharia neste momento. Contempla a inovação, a pesquisa, o empreendedorismo”.  Ele lembra que, nessa trajetória, o SEESP agraciou personalidades renomadas. Entre elas, o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, em Valorização humana; o médico Adib Domingos Jatene, em Saúde; o biólogo e geneticista Crodowaldo Pavan, em Biotecnologia; o empresário José Mindlin, em Indústria; a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik, em Planejamento urbano; o engenheiro Adriano Murgel Branco, em Transportes; o economista Marcio Pochmann, em Valorização profissional; além de muitos outros, incluindo políticos, que de alguma forma deram sua contribuição para a melhoria do bem-estar da população, a engenharia, ciência, inovação e tecnologia.

 

Propostas ao Estado e País

Além de indicar os agraciados com o prêmio Personalidade da Tecnologia, o Conselho Tecnológico do SEESP serve como balizador à entidade na proposição de políticas públicas ao Estado e ao País. Assim, auxilia o sindicato na análise de iniciativas governamentais e em suas ações junto aos poderes Executivo e Legislativo e à sociedade. Oferecer contribuições ao desenvolvimento nacional sustentável, à profissão e à tecnologia estão no seu escopo. “O conselho funciona como um assessor da Presidência e Diretoria do SEESP nas discussões mais importantes que afetam a engenharia no momento, dando-lhes suporte em suas decisões”, ratifica Cardoso. Com esse intuito, reúne-se uma vez por mês. Temas como mobilidade urbana, investimentos em infraestrutura e outras questões prementes apontadas nas manifestações que marcaram os meses de junho e julho deste ano, como educação, têm sido pauta nesses encontros.

Entre as preocupações, o diagnóstico de que o País precisa de mais e melhores engenheiros para fazer frente ao crescimento socioeconômico de forma sustentável. O Brasil forma atualmente cerca de 40 mil; a estimativa é de que seriam necessários em torno de 60 mil. Ademais, é crucial que os futuros profissionais sejam educados para a inovação – proposta do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec). O Conselho Tecnológico aponta caminhos nesse sentido, que aprofundam e vão ao encontro do papel do SEESP enquanto sindicato-cidadão. Alinha-se ainda com as propostas elencadas no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) em 2006, que conta com a adesão do sindicato paulista.

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Comentários   

# UMA CATEGORIA MUITO IMPORTANTEuriel villas boas 12-09-2013 11:17
A engenharia em todos os países tidos como dsenvolvidos tem um papel dos mais importantes. Afinal a elaboração de projetos e pesquisas e as implementações transformas as mais diferentes áreas. Do campo à cidade mais evoluida percebe-se a presença de uma atuação do engenheiro. Dai a razão que fundamenta a concessão de um Prêmio que por certo serve de estímulo e também é um desafio para todos os integrantes da categoria. E por fim, que o Brasil consiga suprir a falta dessa mão de obra, promovendo os incentivos para que mais e mais jovens se candidatem aos cursos que são oferecidos. E que não se limitem aos diplomas, mas sobretudo aos conhecimento necessário.
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