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Opinião - Por que terceirizar os serviços da Sabesp?

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 Tomás Antonio Rocha de Abreu

“Se tens que lidar com água, consulte primeiro a experiência, depois a razão.”
Leonardo da Vinci

 

        Nas empresas, os funcionários e sua experiência constituem a matéria-prima fundamental nos seus processos de geração de produtos e serviços. Esse know-how é repassado continuamente entre todos, gerando as normas, regulamentos e procedimentos adotados, ou seja, o acervo técnico e administrativo da companhia. Para tanto, é fundamental que a mão-de-obra da qual deriva esse conhecimento permaneça no exercício das suas atividades e não seja substituída por terceiros.
        Ao lançar mão de efetivo terceirizado para executar tarefas e funções próprias dos seus empregados diretos, a política administrativa adotada pela Sabesp elimina a possibilidade de se desenvolver e manter a “cultura” da companhia. Com funcionários que vêm e vão com freqüência e facilidade, desmotivados por se saberem descartáveis, pouco ou nada se agrega do conhecimento gerado por esses.
        Da mesma forma que o quadro geral de pessoal, que foi parcialmente substituído nos últimos dez anos por aproximadamente 2.500 novos terceirizados, a área de engenharia sofreu, na mesma proporção, redução significativa do número dos seus profissionais. Nesse caso, por se tratar de trabalhadores que exercem atividades-fim, a conduta deixará a Sabesp sem condições de atender com qualidade as necessidades da população, agravando a situação do saneamento no Estado de São Paulo.
        A conseqüência última da continuidade de tal política, que o SEESP vê com grande preocupação, será a incapacidade da Sabesp de gerir com eficiência suas atividades, o que, em médio prazo, lhe causará danos irreversíveis.


Tomás Antonio Rocha de Abreu é diretor do SEESP e engenheiro da Sabesp

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