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OPINIÃO - Amarras injustas na negociação

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João Carlos Gonçalves Bibbo

       A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) teve lucro líquido de R$ 1,048 bilhão em 2007, o que corresponde a aumento de 34,64% sobre o ganho de R$ 778,9 milhões auferido em 2006. Também respeitáveis são as marcas das receitas bruta e líquida, que chegaram a R$ 6,448 bi e R$ 5,970 bi.
       ais números são motivo de comemoração para o seu principal acionista, o Estado de São Paulo, e orgulho para seus empregados, sobretudo os técnicos que dedicam seu conhecimento e experiência a levar o melhor serviço possível à população de 366 municípios paulistas e a tornar a empresa a que servem cada vez mais forte. Lamentavelmente, esse contingente de excelentes profissionais não recebeu na Campanha Salarial 2008 a devida recompensa pelo seu esforço. Foi um longo período de negociação, que acabou remetido ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e ainda não encontrou solução final.
       A provável conclusão insatisfatória desse processo, apesar de toda a mobilização da categoria e de todo o empenho do SEESP, pode ter suas origens num documento datado de 23 de novembro de 2007, assinado pelo Secretário Chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, que também acumula o cargo de presidente da Comissão de Política Salarial.
       No ofício, uma lista de 21 itens que orientam as empresas da Administração Indireta do Estado a como proceder nas negociações salariais. Ao longo de sete páginas, basicamente uma ordem: intransigência na conversa com os sindicatos. Proíbem-se aumento real, criação de novos benefícios, definição de indicadores e metas para PLR (Participação nos Lucros e Resultados), além de combater a garantia do nível de emprego. Em caso de decisão judicial que contrarie os pressupostos da comissão, as empresas deveriam recorrer, com pedido de efeito suspensivo.
       Claro está que, sob tal ordem, a campanha salarial transcorreu sem diálogo real, tendo em vista que uma das partes já começou o processo sem qualquer disposição para tanto. Analisando o bom desempenho da Sabesp, fica também evidente que as amarras impostas foram injustificadas e constituem verdadeira agressão aos empregados da companhia, que não tiveram seu trabalho valorizado. Espera-se que no futuro a empresa esteja disposta à livre negociação, o que não ocorreu em 2008.


João Carlos Gonçalves Bibbo é vice-presidente do SEESP e engenheiro da Sabesp

 

 

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