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Eleições 2012 – Transporte inteligente para uma cidade mais justa

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Soraya Misleh


Destacando como um dos eixos estruturais em seu programa de governo a questão da mobilidade urbana, a candidata a prefeita de São Paulo Soninha Francine (PPS), apresentou à categoria suas propostas para a área no dia 3 de julho. Sua preleção foi feita em atividade na sede do SEESP, na Capital paulista, que inaugurou o ciclo de debates “A engenharia e a cidade”. Promovido pela entidade, é uma oportunidade aos seus representados e interessados em geral de conhecerem os planos dos candidatos para as eleições municipais deste ano.

Soninha afirmou, na ocasião, o caráter decisivo da mobilidade para uma cidade mais “justa, sustentável, agradável, feliz”. E destacou: “Não temos adotado um modelo muito inteligente. Esse é o que investe em transporte coletivo, que deve ser prioridade.” Lembrando ser atribuição da Prefeitura cuidar do sistema de ônibus, apontou que a troncalização e a melhor operação dos corredores exclusivos estão entre suas metas. Isso resultará, segundo ela, em fluidez, regularidade e previsibilidade adequadas. A candidata salientou ainda estar entre seus planos aprimorar os serviços, com mais conforto e informação aos usuários, inclusive nos pontos de ônibus. “Hoje tem tecnologia para isso.”

Também na área de mobilidade, Soninha pontuou o papel das bicicletas, com o planejamento de sistema cicloviário integrado aos demais modos de transporte. As dificuldades para os pedestres por exemplo atravessarem grandes avenidas e marginais também foram preocupação levantada por ela. E, associada à melhoria do transporte coletivo, a já conhecida solução de aproximar o emprego da moradia e vice-versa. “Da zona leste para o centro vem e volta um Uruguai por dia. No centro, para cada 28 postos de trabalho há um morador. Na Cidade Tiradentes, para cada 45 moradores há um emprego. É preciso ter uma cidade inteligente, mista e compacta.”

Para conter especulação imobiliária com a valorização da região que deve advir dessa mudança, a candidata propõe mecanismos já previstos em lei, como demarcar zonas especiais de interesse social e onerar a propriedade mal-utilizada mediante IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) progressivo.  Por outro lado, estimular o empreendedor para investimentos de interesse da cidade, com “linhas de crédito especiais, subsídios”.

 

Outras áreas

Questionada pela categoria, Soninha abordou outros temas fundamentais. Sobre segurança pública, além de zeladoria urbana e iluminação pública, reiterou que o caminho passa por se planejar a cidade mista. Assim, resolveria o problema de bairros inteiros que ficam desertos à noite. Além disso, oferecer possibilidades de prazer e realização pessoal para além do que é vendido pela publicidade. “O esporte e a cultura fazem muito bem esse papel. Ajudam a promover a cultura de paz.”

Ao sistema de saúde, indicou a necessidade de se sanar carências, como a falta de pediatras ou psiquiatras infantis. “Uma forma de incentivar a formação nessas áreas é a Prefeitura conceder bolsas de estudo.” Quanto à educação, foi enfática: “É preciso ter um prédio que preste, recursos humanos bem treinados e motivados, boas condições de trabalho.” Soninha falou ainda sobre coleta e destinação de lixo, ponderando que “as cooperativas de serviços devem ser remuneradas adequadamente”. Conforme ela, a Prefeitura tem condições de garantir mercado a produtos reciclados, por exemplo na compra de materiais escolares.

A todas as áreas, destacou a importância de que se tenham ações planejadas e sistema de informação que garanta transparência, participação e controle social. De acordo com a candidata, é necessário ainda solucionar entraves legais para agilizar as soluções aos cidadãos. Outro nó é quanto à dívida da Prefeitura com a União, “inamortizável”. Soninha explicou: “Nos anos 90, era de R$ 10 bilhões. Já foram pagos R$ 14 bilhões, e a administração deve R$ 40 bilhões. No ano passado, foram R$ 4 bilhões somente para amortizá-la. Imagine quanto daria para fazer com esse dinheiro.” Ela defendeu, desse modo, que o pagamento efetuado seja convertido em reinvestimento da União para o município. “É uma proposta que tramita no Congresso Nacional.”

Ao final, Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do SEESP, entregou à candidata o documento “Cresce Brasil – Região Metropolitana de São Paulo” e a revista “Brasil Inteligente”. O primeiro, resultado de seminário sobre o tema realizado pelo sindicato e a FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), traz premissas à qualidade de vida na região. Já a publicação, distribuída pela CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados) na Rio+20 e na Cúpula dos Povos, em junho último, aponta caminhos para cidades e País inteligentes, rumo ao desenvolvimento sustentável.


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