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O papel do movimento sindical

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       A organização dos trabalhadores brasileiros tem dado, nos últimos anos, demonstrações seguidas de compreensão da realidade social, política e econômica nacional. Diante da crise financeira que se espalhou pelo mundo e ameaça o Brasil com retrocesso no processo de crescimento ao qual finalmente havia se engajado, o movimento adotou uma postura correta de defesa do emprego e do poder aquisitivo, ativo precioso para que o País possa enfrentar as dificuldades atuais.
      Como já assinalou o consultor João Guilherme Vargas Netto, é provavelmente o segmento social que mais tem se mostrado apto a lidar com a situação de forma não sectária, embora firme. Por tudo isso, no cenário atual, as entidades sindicais têm um papel fundamental de interlocutoras com as empresas e com o Governo. Mais importante, têm sido capazes de agir unitariamente, em torno de uma agenda comum, e fazer frente ao imediatismo do capital que, ao primeiro sinal de risco, lança mão do salve-se quem puder, o que em geral significa corte de pessoal.
      Tal disposição ficou clara na comemoração do 1º de maio, quando, em atos diversos, o movimento sindical reuniu quase 2 milhões de pessoas, apenas na Capital paulista. Espalhados pelas zonas norte, sul e centro da cidade, as manifestações tinham uma pauta comum: a luta pelo desenvolvimento socioeconômico. Como também pontuou Vargas Netto, o Dia do Trabalhador é preparatório às batalhas por vir, que se fundamentam em quatro eixos: o fortalecimento das campanhas salariais; o acompanhamento e reivindicação de avanços nas questões de interesse dos trabalhadores que encontram-se estagnadas no Parlamento, tais como a aprovação da Lei do Salário Mínimo, da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) pela redução da jornada sem diminuição de salários, a definição do fim do fator previdenciário e a ratificação da Convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que proíbe a demissão imotivada no setor privado; participação ativa para adoção de medidas anticíclicas nos setores atingidos pela crise; e reforço às exigências de redução de juros e spreads, além de alívios fiscais ligados à garantia de preservação do emprego.
      Ou seja, na batalha para se colocar o trabalho e o produtivismo de volta ao centro da agenda nacional – agora que o rentismo sofre a debacle causada por anos de farra financeira mundial –, o movimento sindical dá sua contribuição inconteste. E nesse propósito conta com o apoio irrestrito da organização dos engenheiros, que há anos clama por desenvolvimento e justiça social.

Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente

 

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