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Opinião - A engenharia em seu devido lugar

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Márcio Mesquita Serva

       A palavra crise parece fazer parte do cotidiano da humanidade. O importante neste momento é dar ao mundo alguma coisa que não se sabia que estava faltando e essa é uma das competências do engenheiro. O profissional, que na década de 80 ironicamente era tido como aquele que havia virado suco, hoje ressurge com todas as potencialidades e prestígio a que faz jus.
       Sendo expoente na arte de construir e criar condições de romper barreiras, encurtar distâncias, facilitar a comunicação entre povos, projetar máquinas que minimizam os efeitos das catástrofes impostas pela natureza, esse profissional deve ser colocado no espaço do qual nunca deveria ter sido tirado.
      Até mesmo o Governo Federal despertou do profundo sono da omissão dos artífices de grandes conquistas sem espaços definidos: terra, mar e ar – os espaços do engenheiro.
       No âmbito institucional de uma universidade, a engenharia sempre ocupou o papel de pilastra, ou seja, um dos tripés que sustentam sua finalidade: de gerar inovações tecnológicas que tantos benefícios trazem ao progresso científico e facilitam a vida da humanidade.
      A falta de interesse pela engenharia ficou no passado. Em todos os seus ramos, vem despontando como ciência indispensável às diversas áreas do conhecimento. Ela não tem limites; sua intervenção é vivida e valorizada onde quer que o homem atue. O engenheiro, de qualquer ramo, reencontrou sua posição meritória que tende a crescer cada vez mais.
      O MEC (Ministério da Educação), percebendo a falta de motivação dos jovens para cursar engenharia, deu um considerável impulso a essa carreira tão nobre e influente. Em seus programas que facilitam o acesso de jovens carentes ao ensino superior, entre eles ProUni (Universidade para Todos) e Fies (Financiamento Estudantil), o MEC priorizou os cursos de engenharia. Além de conceder financiamento em porcentagem superior em relação aos demais cursos, o número de bolsas ProUni também passou a privilegiar os estudos nessa área.
      Esse reencontro da engenharia com seus objetivos e prerrogativas é justo e necessário. Por conseguinte, a oposição dialética entre formar ou não engenheiros em todos os ramos, no dizer de Marx, é a síntese de um processo racional, exato e real.



Márcio Mesquita Serva é reitor da Unimar (Universidade de Marília)

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