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OPINIÃO - A continuidade do “Cresce Brasil”

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Celso Rodrigues


        O projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado há seis anos com o objetivo de levar à classe política e à opinião pública em geral as ideias da categoria e apresentar sugestões sérias e bem elaboradas, visando o crescimento desta nação, obteve êxito total. Tal se comprova comparando-se as propostas contidas no documento com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e verificando-se muitas convergências.

        Não podemos parar esse movimento vitorioso. Porém, está na hora de olhar para eixos mais específicos. Quais as áreas mais favoráveis para investir e atingir nossos objetivos? Temos que encontrar nosso próprio caminho, valorizando e tirando proveito das peculiaridades que distinguem nossa terra e nosso povo.

        O município de São Paulo e sua Região Metropolitana possuem um potencial turístico muito maior que diversos países. A cidade é um dos maiores centros gastronômicos e comerciais do planeta e dispõe de diversos locais que podem ser aproveitados para lazer, como o Jardim Botânico, o Parque do Ibirapuera, o Parque da Luz etc. O Interior do Estado tem potencial para produção, comercialização e turismo “caipira”, com hotéis-fazenda, turismo ecológico e rural, rodeios, musica sertaneja, festas tradicionais. Esse panorama também está presente nos demais estados da Federação. Cada um pode promover o que possui de cultura, lazer e produtos regionais. Onde neste mundo se encontram doces como os da feira de Poços de Caldas (em Minas Gerais)?

        Vamos investir em pesquisas na engenharia de alimentos. Produtos regionais podem ser patenteados e conquistar o mundo com as marcas do Brasil. Nos supermercados existem produtos alimentícios de preparo rápido e que dispensam refrigeração, como arroz, feijão, milho. Outros são valiosos, como a castanha-do- -pará. Vendendo-se três quilos da iguaria compra-se um tablet, com a vantagem de que a castanha será consumida em uma semana. Além disso, a tendência é que a os preços desses itens fiquem cada vez mais próximos. Nessa linha, ainda temos a cachaça (já viu o valor atual da branquinha?), amendoim salgado, castanha de caju, buchada de bode, sarapatel, canjiquinha mineira, pequi, torresminho, feijoada.

        A ideia mais importante é que temos que trabalhar para elevar a participação da agricultura familiar, dos pequenos produtores, dos artesãos, dos artistas regionais e da população brasileira como um todo, principalmente promovendo o desenvolvimento do interior e das cidades menores.

        E não se trata de apenas aumentar o número mágico e conhecido por PIB (Produto Interno Bruto). O desenvolvimento desta nação tem que priorizar a melhoria da qualidade de vida de todos os cidadãos brasileiros, em todos os níveis sociais.


Celso Rodrigues é diretor da Delegacia Sindical do SEESP em Campinas




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