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OPINIÃO - Um livro para ser lido

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João Guilherme Vargas Netto


       Quero chamar a atenção dos leitores para um instigante livro do engenheiro mexicano Daniel Reséndiz Núñez, professor emérito da Universidade Nacional Autônoma do México, publicado pela Editora Fondo de Cultura Económica, na série “La ciencia para todos”, em 2008. O título é autoexplicativo em espanhol (ainda não há tradução brasileira): “El rompecabezas de la ingenieria – por qué y cómo se transforma el mundo”.

       O autor enfatiza no prólogo: “Este livro trata da engenharia, porém não é um livro especializado; é dirigido a todos os leitores cultos e curiosos (inclusive os engenheiros) interessados em que a engenharia, ao mesmo tempo em que continue atendendo às necessidades humanas, preste uma atenção crescente a tornar mínimas as repercussões indesejáveis de seus projetos. Para isso, é necessário que a sociedade conheça a maneira como funciona a engenharia e que os engenheiros pensem a sua prática com a ótica da sociedade; isso significa que é preciso que os engenheiros e os não engenheiros compartilhem certas noções sobre a engenharia.”

       O livro é organizado em três grandes eixos temáticos: os processos intelectuais da engenharia, o entorno da engenharia e o contexto da engenharia, todos muito bem desenvolvidos, com muita cultura; con juício, na língua do autor.

       O único reparo crítico que faço à obra é a ausência de preocupação com a diferença entre o trabalho prescrito e o trabalho realizado, entre atribuições e performances, cujo desconhecimento prejudica muito o exercício profissional da engenharia e deforma o relacionamento entre os engenheiros e os outros trabalhadores.

       Para demonstrar a acuidade do professor, permito-me fazer outra citação: “Dado que a engenharia é o meio principal para definir e criar os investimentos em estruturas produtivas e para otimizar a operação delas, a capacidade de um país no campo dos serviços de engenharia pode fazer a diferença entre um desempenho econômico medíocre e um avantajado. (...) Há razões que nos fazem postular que os atores centrais do processo a que nos referimos são quatro: a corporação dos engenheiros (sindicatos, associações, sistema profissional – observação minha), o empresariado, o governo e as instituições acadêmicas relacionadas diretamente com a engenharia.”

       Tal formulação quase parece com o fundamento operacional do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, iniciativa da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) que vem tendo tanto êxito. Leia o livro!


João Guilherme Vargas Netto é analista político e sindical do SEESP


Serviço
Livraria Fondo de Cultura Económica
(11) 3672-3397 / 3875-3835,
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