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Canteiro – Concessão de linhas do metrô deve ser revista

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Apesar de diversas ações judiciais que demonstravam irregularidades e da constatação técnica de sérios problemas em um processo injustificável e viciado, o Governo do Estado concluiu a concessão de duas linhas do metrô (5-Lilás e 17--Ouro) em construção por 20 anos à iniciativa privada. No leilão, realizado em 19 de janeiro último na Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Bovespa), após várias liminares, sob protestos dos trabalhadores e na sequência de uma greve dos metroviários, consórcio liderado pela brasileira CCR venceu a disputa, ao ofertar R$ 553,9 milhões.

Em artigo de sua autoria, o diretor do SEESP e especialista do setor metroferroviário, Emiliano Affonso Neto, salienta: “O governo paulista, com a concessão das linhas 5 e 17 à iniciativa privada sem nenhuma obrigação com a construção ou ampliação das linhas, desmonta o discurso de trazer recursos privados para acelerar a implantação de novas linhas e puxa o gatilho de uma bomba de efeito retardado que a médio prazo pode onerar o custo da mobilidade. É fundamental que esse tipo de concessão seja revisto (...), que o governo se espelhe nos países com uma boa mobilidade e se conscientize que ela é fundamental para o crescimento econômico e melhoria da qualidade de vida.”


Tragédia anunciada

Em coletiva de imprensa na sede do SEESP no dia 17, Affonso Neto já havia alertado sobre o prejuízo ao avanço da mobilidade na cidade. Assim como José Manoel Ferreira Gonçalves, presidente da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (FerroFrente), que apontou: a lógica por trás desse processo vai de encontro ao interesse público: “É a do capital imobiliário, que leva trabalhadores para longe e depois restringe a capacidade de mobilidade conforme o bolso.” Agraciado pelo SEESP em 2017 com o prêmio Personalidade da Tecnologia em Transporte, ele listou alguns dos problemas: “O vencedor do leilão vai faturar R$ 400 milhões ao ano. Em 20 anos serão R$ 8 bilhões. E o Governo do Estado não divulgou qualquer estudo que demonstrasse a seriedade no processo, com parâmetros técnicos, a vantagem da licitação em relação à operação por uma empresa pública (Metrô de São Paulo) que já vem fazendo isso há décadas e muito bem”, enfatizou. Gonçalves sugeriu na ocasião a possibilidade de ingresso de outra ação civil pública “para impedir a assinatura do contrato”.

Já o coordenador do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Wagner Fajardo, denunciou o “jogo de cartas marcadas”. “A CCR e a Odebrecht realizaram o estudo de viabilidade e vão receber R$ 204 mil por isso. E temos convicção que se a CCR não vencer, vai operar as linhas. Isso porque é a empresa que atende os requisitos técnicos, que não por acaso ela própria definiu.” Fajardo lembrou que a privatização fracassou em Londres (Inglaterra), que voltou atrás, e que outras cidades de países centrais, como Paris (França) e Nova York (EUA), mantêm o metrô nas mãos do Estado.

 

Projeto Brasil 2022 aponta rumos ao País

Com o intuito de contribuir para que a comemoração do Bicentenário da Independência se dê numa dinâmica de mobilização coletiva, visando o avanço socioeconômico, científico e cultural do País, aconteceu em 15 de janeiro último, na sede do SEESP, na Capital, a primeira reunião de 2018 do Departamento Brasil 2022 (leia cobertura completa). Allen Habert, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) e coordenador do projeto Brasil 2022, destacou à abertura: “Temos condições de dar um salto no nosso desenvolvimento se tivermos clareza, rumo e determinação.”

 

Cresce Baixada avança no debate sobre o aço na construção civil

Em 19 de janeiro último, ocorreu na sede da Delegacia Sindical do SEESP na Baixada Santista (Desibas) reunião do Fórum Cresce Baixada. Além da representação dos engenheiros, participaram sindicatos das demais categorias envolvidas, como rodoviários, consertadores de carga do Porto de Santos, trabalhadores da construção civil e representantes da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal). “Discutimos os prós e os contras da aplicação do aço no setor da construção civil. É uma tendência mundial, enquanto o País está na concretagem ainda. Precisamos criar condições para que o mercado brasileiro absorva essa tecnologia”, afirmou o vice-presidente do SEESP, Newton Guenaga Filho. Outro ponto ressaltado por ele é a capacitação técnica para esse tipo de construção, adquirida já pelos trabalhadores da Usiminas. Uma das medidas tiradas é a proposição de um projeto de lei municipal que propicie a entrada do aço no mercado brasileiro, criando condições econômicas.

 

Adeus a Luiz de Queiroz Orsini

O SEESP lamenta o falecimento no dia 20 de janeiro último do professor emérito da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) Luiz de Queiroz Orsini. Agraciado pelo sindicato com o prêmio Personalidade da Tecnologia em Educação no ano de 2011, sua atuação é considerada crucial na modernização do ensino de engenharia elétrica no Brasil, área em que era formado desde 1946. A participação de Orsini também foi decisiva ao desenvolvimento da pesquisa na Poli, inicialmente no Departamento de Física e mais tarde no então de Engenharia de Eletricidade. Autor de diversos livros, deixa importante legado e exemplo de dedicação a uma educação de qualidade.

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