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Opinião – Gestão de saúde assertiva e transparente no Metrus

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Nestor Tupinambá

 

Saúde e previdência podem eventualmente ser consideradas menos relevantes para um sindicato. Esse é um engano que não é cometido pelo SEESP, diante de correções abusivas nos planos de saúde e previdência privada, principalmente para os mais velhos. Essa preocupação foi detectada no início de 2017 em reuniões setoriais com a categoria nos edifícios, pátios e canteiros de obra da Companhia Metropolitana de São Paulo (Metrô-SP).

Com a proposta de manutenção de valores compatíveis com a capacidade de pagamento dos associados ao plano de saúde da empresa – o Metrus –, o engenheiro Mohamed Choucair foi eleito em junho último para o Comitê de Gestão de Saúde desse instituto. É a primeira vez que o SEESP se faz representar nesse espaço.

Quando o Metrus excluiu o Hospital Sírio-Libanês da lista de estabelecimentos à disposição dos conveniados, houve muitos protestos. Reunidos com o presidente e o diretor de saúde do plano, respectivamente Rubens Skaf e Mário Fioratti, descobrimos que os problemas eram muitos, como as intercorrências durante uma internação. Entre as alegações, cirurgias que exigiam profissionais e serviços não existentes no plano, o que gerava contas de alto valor tanto para o participante como para o Metrus, resultando em longas e desgastantes tratativas.

Para solucionar essa questão, temos feito uma série de reuniões com os engenheiros, bem como com o presidente e o diretor de saúde do Metrus. Já fomos ao Centro de Controle Operacional (CCO) e ao Edifício Metrô I, à Rua Augusta. Seguiremos com encontros tanto em canteiros de obras como nos pátios de manutenção, bem como a esclarecer dúvidas, por todos os lados.

Nessas reuniões foram exibidos novos padrões, mais eficientes, como médicos e enfermeiras que visitam os hospitais assistindo cirurgias e outros procedimentos. Só no seu primeiro mês, uma enfermeira glosou, em vários hospitais, mais de R$ 130 mil. Médicos de renome estão sendo contratados para supervisionar as indicações de cirurgias, nem sempre necessárias. Programas de prevenção têm sido sugeridos, como acompanhamento de problemas na coluna vertebral e de doenças crônicas muitas vezes controladas por ginástica e outros.

Também os investimentos e a superação de revezes foram abordados, apontando que estão sendo contabilizados, rumo à adequação. Abriu-se, assim, uma discussão franca e direta que se revela profícua a ambos os lados. Somos informados e, também, contribuímos.

Embora muito mais tenha sido discutido, o foco aqui é demonstrar a importância de ouvir atentamente os engenheiros, sem preconceitos e sem tabus, fazendo uma gestão transparente e assertiva.

 

Nestor Tupinambá é engenheiro, diretor do SEESP e representante da entidade nas negociações com o Metrô

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