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Engenheiro XXI - Um profissional em busca de conhecimento e valorização

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Jéssica Silva

Dinamismo. Essa é a palavra que define o engenheiro do futuro, para o estudante de Engenharia Elétrica Fernando dos Santos Gil, 23. O jovem, que está no último semestre da graduação pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), teve a oportunidade de estudar na França por dois anos. Esteve nas melhores universidades do ramo – Université de Technologie de Compiègne (UTC) e École Polytechnique – cursando na área de biomédica, para ampliar seus conhecimentos nos diversos segmentos da engenharia, além de poder, futuramente, atuar com duplo diploma. De volta ao Brasil em agosto último, Santos Gil conta ao JE como foi a experiência e aponta perspectivas na área.
Como chegou ao estudo no exterior?
Comecei a faculdade em 2011. Em 2014, tive a oportunidade de participar do duplo diploma, que é uma parceria entre a Poli e as faculdades do exterior, por meio da bolsa Brafitec (programa federal de intercâmbio desenvolvido no âmbito de cooperação entre o Brasil e a França), voltada ao estudante de engenharia. Eu já havia feito uma pesquisa na área de biomédica, depois, fiz uma matéria sobre e me interessei. Na hora de escolher (o intercâmbio), acabei optando pela área.

Valeu a pena a experiência?
Foi uma experiência muito boa e proveitosa. É interessante ver como as pessoas de fora pensam a engenharia e a universidade. Percebi como é diferente o papel da universidade fora do Brasil. Aqui elas têm muito mais um papel social. Na USP, por exemplo, cheguei a dar aulas em cursinhos; lá tem curso de línguas. Na França, as universidades são fechadas entre elas, o aluno fica lá dentro apenas para estudar, a vida universitária é muito mais intensa. Tem aula de tudo. Se você quiser participar de uma orquestra, por exemplo, tem aula. Eu estava numa faculdade para 5 mil pessoas que tinha muito mais atividades de extensão do que na USP, com 100 mil alunos.

Falta oportunidade ao novo engenheiro?
Particularmente, encontrei pouca oferta. Acredito que as crises que o País enfrenta tenham contribuído, mas desde que entrei (na faculdade) ouço esse papo, de ser difícil de conseguir estágio em engenharia. Muitos acabam ficando em um trabalho que não é na área pelos benefícios, pela estabilidade. Quero trabalhar com biomédica, o que é bem complicado, porque são poucas as empresas do ramo no Brasil.

Como a engenharia pode contribuir para a retomada do crescimento do País?
Acredito que o ideal seria investir em infraestrutura. Morei fora, e a diferença é gritante no transporte público, por exemplo. Em Paris, você consegue ir a qualquer lugar de metrô. Fui à Barcelona pelo custo de dez euros, em torno de R$ 35,00. Aqui é difícil utilizar o transporte público. Claro que o Brasil é muito maior que a França, talvez seja muito mais difícil. Mas sempre é possível melhorar. Vejo que aqui falta vontade de fazer. Na comunicação, a diferença também é enorme. Na telefonia, por exemplo, eu pagava 20 euros, o equivalente a aproximadamente R$ 75,00, por um plano de 50 gigas (de uso de internet no celular) por mês. No Brasil, nas maiores operadoras, um plano de 30 gigas está em torno de R$ 1 mil. E além da internet, conseguia ligar para o Brasil. Aqui é praticamente impossível de se fazer isso por um valor acessível. São inovações voltadas para facilitar o dia a dia das pessoas.

Como você definiria o engenheiro do século XXI?
Dinamismo é a palavra ideal para descrevê-lo. Quero trabalhar num local em que eu possa aprender e me desenvolver, como pessoa e como profissional, ganhando conhecimento além de dinheiro.

Leia a entrevista na íntegra

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