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TECNOLOGIA - Profissionais em jornada aeroespacial

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       Provenientes de todo o Estado, quase 30 profissionais – entre diretores do SEESP e membros do seu CT (Conselho Tecnológico) – estiveram no dia 4 de novembro na cidade de São José dos Campos. A viagem visou a realização de visitas técnicas à Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) e ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que integraram a quarta jornada de ciência e tecnologia promovida pelo CT do sindicato.
        Na Embraer, que completa 40 anos de fundação em 2009 e foi privatizada em 1994, os engenheiros visitaram dois hangares, um reservado à confecção da fuselagem de aeronaves comerciais e outro relativo à linha de montagem. Segundo informação institucional, são atualmente mais de 19 mil empregados, sendo 6 mil engenheiros a garantir a fabricação de aviões, incluindo de defesa e executivos. A marca Embraer hoje contribui para encurtar as distâncias entre os diversos destinos e eleva aos céus a competência nacional no desenvolvimento tecnológico de produtos de alto valor agregado. Conforme Marco Túlio Grassi, diretor de Engenharia de Aviação Comercial da empresa, são necessários em torno de seis meses somente ao processo de produção, o que inclui desde o trabalho no chão de fábrica até a simulação em sistema de realidade virtual e testes diversos, inclusive em túnel de vento no CTA (Centro Tecnológico da Aeronáutica). A especificação, arquitetura, projeto e planejamento são feitos por brasileiros, assim como partes da aeronave.

No Inpe
       Criado em 1961 e ligado atualmente ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o instituto tem papel crucial para fazer cumprir a missão espacial brasileira. Sua parte é desenvolver satélites. São 2.500 trabalhadores, sendo 1.135 funcionários públicos, aproximadamente 40% da área de engenharia. Além disso, conta com 532 estudantes de mestrado e doutorado.
       O Brasil tem desenvolvido, através do Inpe, satélites para coleta de dados ao redor da Terra e de sensoriamento remoto, esses em parceria com a China. Dos primeiros, conta com dois, SCD-1 e SCD-2, lançados na década de 90. Juntos, contaram US$ 32 milhões de investimentos. Com vida útil estimada de um ou dois anos, continuam, contudo, em atividade. De pequeno porte, têm cerca de 1m de diâmetro e pesam aproximadamente 115kg. Levam 100 minutos para uma volta ao redor da Terra. Servem à meteorologia e hidrologia. Incluem experimentos de células solares desenvolvidos no Brasil. Protótipos desses e de outros modelos estavam em exposição durante a visita dos engenheiros.
       Entre os realizados mediante acordo de cooperação com a China, como parte do programa denominado “Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres”, a linha CBERS. Os três primeiros foram lançados em 1999, 2003 e 2007. Dois deles ainda encontram-se em operação. Permitem o monitoramento diário dos recursos naturais e regiões remotas. Levam 26 dias para a cobertura completa do globo. Cruzam a linha do Equador sempre às 10h30, horário em que o centro de controle recebe a informação, e ficam a uma altitude de 778km. Captam imagens numa faixa de 120km de largura em alta resolução, de até 20 x 20m por uma de suas câmeras. E a ideia para os próximos modelos – três deles em fase de testes e com expectativa de lançamento para final de 2010 – é ampliar a resolução espacial para 5 x 5 metros. O que significa que o nível de detalhamento no imageamento será ainda mais elevado. Através deles, é possível verificar a ocorrência de queimadas, desmatamento. Servem ainda a outros fins, como cartografia e planejamento urbano.
       Além de obterem informações gerais sobre o Inpe e os satélites, os engenheiros puderam observar, através de uma proteção de vidro, o LIT (Laboratório de Integração em Testes). Testes térmicos sobre um dos novos satélites sino-brasileiros foram realizados há três semanas no local e um protótipo em escala 1:1 do CBERS podia ainda ser visto na câmara de termovácuo. Nela são realizados testes de pressão e temperatura e simulado o ambiente espacial. Corresponde à primeira etapa do processo. Entre outras câmaras utilizadas às análises das condições de voo, estão as de vibração (no momento do lançamento do satélite) e a anecóica. Nessa última, o objetivo é testar a compatibilidade eletromagnética. Como conta José Sérgio de Almeida, coordenador do Laboratório de Simulação Espacial do Inpe, em seu interior não é possível escutar a própria voz, já que qualquer eco é eliminado. Dentro dela, também segundo sua afirmação, cabe um avião de pequeno porte.
       No planejamento do instituto até 2020, estão incluídos ainda os satélites Amazônia 1 e 2, de órbita equatorial, com o objetivo de monitorar de modo mais intenso toda a floresta amazônica. Já em desenvolvimento, o primeiro deve ser lançado em 2011/2012
e o segundo, em 2015.


Soraya Misleh

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