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Comunicação SEESP*

Os engenheiros do Grande ABC comemoram, tradicionalmente, o Dia do Engenheiro em uma sessão solene na Câmara Municipal, devido a um decreto legislativo de 1995 que determina que a data seja celebrada na primeira quinzena de novembro. Neste ano, será no dia 7, às 19h, no plenário, e há um motivo a mais para a comemoração: os 25 anos da Delegacia Sindical na região. Dois engenheiros do Grande ABC serão homenageados, representando a atuação do profissional no mercado de trabalho.

Após a cerimônia, haverá um coquetel para brindar a ocasião no salão do Sindicato dos Bancários do ABC.

“É com grande alegria que celebramos esses 25 anos. A região possui muitos engenheiros na indústria, que possuem sindicatos majoritários. Então, tem sido um trabalho intenso para conscientizar a categoria sobre a importância de fortalecer a nossa entidade”, ressalta Silvana Guarnieri, presidente da Delegacia Sindical do SEESP no Grande ABC.

 

* Texto publicado, originalmente, no Jornal do Engenheiro, edição de outubro de 2017

 

O presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, prestigiou a comemoração pelos 25 anos da Agência Sindical, no dia 15 de julho último, na sede do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, na Capital paulista. O evento recebeu cerca de 60 pessoas, que participaram de um coquetel e assistiram ao lançamento do vídeo institucional que mostra o trabalho da empresa no período.


Foto: Agência Sindical
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Sindicalistas e jornalistas participam de homenagem
 

Sindicalistas, assessores, profissionais da imprensa sindical e personalidades do meio jornalístico, como o ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Audálio Dantas; e o radialista, político e ativista social ítalo-brasileiro, José Luís Del Roio, marcaram presença.

O jornalista João Franzin, fundador e coordenador da agência, agradeceu a todos que acolheram o convite, destacando que o objetivo da Agência foi reunir pessoas comprometidas com as lutas da classe trabalhadora e a democracia para um bate-papo.

Aos 25 anos, além do trabalho de assessoria a entidades de diferentes categorias, a Agência se empenha na consolidação de sua rede própria de comunicação. A proposta é abrir mais um espaço para a difusão de ideias sobre o mundo do trabalho e divulgação das ações das entidades sindicais, que não encontram espaço na mídia tradicional.

Compromisso
Criada em julho de 1991, a Agência Sindical tem como sócio o jornalista Robson Gil Gazzola. Ele resume a trajetória da empresa: “A agência se pauta pelo trabalho profissional, respeitando a orientação política de cada entidade.”



Imprensa SEESP
Fonte: Agência Sindical







 

Em 15 de julho próximo, a Agência Sindical, baseada na cidade de São Paulo, completa 25 anos de grandes e importantes ações e lutas ao lado dos trabalhadores brasileiros. Esse, inclusive, é um dos grandes orgulhos do idealizador e criador da agência, o jornalista João Franzin. Nesta entrevista, ele mostra que desde sempre sua atuação profissional está a serviço do movimento sindical brasileiro e em defesa do Estado de Direito, da soberania e da justiça social. Tudo isso, salienta, pode e deve ser feito com as melhores “armas”: qualidade, regularidade e credibilidade. “A imprensa sindical sabe fazer o bom e combatente jornalismo.”


Foto: Vinícius Firmino
Franzin CNTU  2 foto de Vinícius Firmino 
Para Franzin, a imprensa sindical brasileira tem todas as condições de fazer o bom jornalismo
 

Como é comemorar 25 anos de Agência Sindical no momento político atual do País?
João Franzin –
Mais do que um evento festivo de congraçamento é um momento de reafirmar princípios, é na hora de crise que eles são norteadores. Nesse sentido, reafirmamos o trabalho profissional que respeite a complexidade e a variedade do movimento sindical brasileiro. O nosso maior compromisso é respeitá-lo do jeito que ele é. Procuramos unir pessoas, assessores e dirigentes sindicais que se identifiquem com as lutas democráticas e populares e com o projeto democrático de inclusão social.

Como surgiu a ideia da Agência Sindical?
Franzin –
Em 1991, eu já trabalhava para diversas entidades sindicais e não tinha um centro que organizasse essa atividade. Por isso, tive a ideia de constituir uma célula produtiva e articuladora com uma base, ou seja, local, equipe e equipamentos. Nascemos com essa missão e, agora, estamos conseguindo viabilizar a empresa como uma espécie de agência de notícias do sindicalismo.

Como contar a história da agência ao longo desses 25 anos e as lutas dos trabalhadores do País?
Franzin –
Surgimos mais ou menos no período da redemocratização do Brasil, no início dos anos 1990, na época do governo Collor. Ou seja, num momento onde tínhamos ainda um governo conservador e de ataque aos direitos dos trabalhadores e grave crise econômica e política. Naquilo que lhe era cabível, a agência fez um incessante combate ao projeto do Collor de Estado mínimo. Começamos já na linha de frente de combate. Fizemos até um jornal para o Sindicato do Vestuário de São Paulo, que tinha mais de 110 mil trabalhadores na base, denunciando o pacote como recessivo e de arrocho salarial. Tudo o que fazemos tem foco profissional, que é o de fazer jornalismo sindical bem feito, com regularidade, qualidade e credibilidade.

Depois tivemos o ataque do presidente Fernando Henrique ao movimento sindical, que tentou, durante todo o seu governo, desmontar a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Nessa época, já era o projeto neoliberal – do Estado mínimo, do negociado sob o legislado, da terceirização e da desregulamentação da legislação trabalhista. Fizemos um combate incessante a esse capitalismo selvagem do governo FHC.


Foto: Reprodução de vídeo da Agência Sindical
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Redação da Agência Sindical: apuro nas informações do movimento sindical
 

Qual é o papel da imprensa sindical na disputa pela informação?
Franzin –
A Agência Sindical tem uma postura crítica com relação à grande mídia pelas suas próprias características. Ela é a grande mídia da classe dominante e deve ser combatida naquilo que considero um desvio das suas funções definidas pela Constituição, porque ela defende os interesses do capital e desconsidera os da sociedade brasileira. Defendo duas frentes: a primeira é fazer com que essa imprensa respeite os preceitos constitucionais e cumpra suas finalidades educacional, cultural, democrática, sintonizada com o Estado de Direito e com o republicanismo; a outra, é construirmos meios de comunicação próprios. Acredito que a Agência Sindical é a democratização da comunicação na prática, porque temos uma estrutura que pode fazer material impresso, rádio e TV na Web, um programa de TV em Guarulhos, boletim eletrônico para mais de 42 mil endereços, um site, militância nas redes sociais. Isso é a democratização da mídia na prática.

A imprensa sindical tem lado?
Franzin –
Tem lado, claro. O lado da imprensa sindical é o da democracia, da justiça e inclusão social e dos que acordam cedo para trabalhar, dos que produzem a riqueza do País. Do povo que às cinco horas da manhã já está na rua para ir trabalhar.

A imprensa sindical não é a maior redação jornalística do País?
Franzin –
Sim. A imprensa sindical precisa se constituir em rede. A internet possibilita isso. Por exemplo, uma conquista dos bancários de Fortaleza, no Ceará, deve ser divulgada pela imprensa sindical. Uma luta que está sendo travada pelos trabalhadores rurais de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, pode estimular uma luta dos trabalhadores do setor canavieiro de Pernambuco. Uma vitória judicial de um sindicato de professores em Belo Horizonte pode repercutir para o professorado inteiro do Brasil. Ou seja, precisamos interligar as várias “ilhas” de jornalismo sindical espalhadas por todo o País.


Foto: Reprodução de vídeo da Agência Sindical
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Agência também tem programa de rádio e TV na Web, mais informação confiável para o trabalhador
 

Como fazer isso?
Franzin –
Por exemplo, as centrais sindicais deveriam ter um inventário de quem são os seus jornalistas e de quais meios eles dispõem para trabalhar. Se cada segmento fizer esse levantamento, poderemos saber como essa comunicação pode ser compartilhada para o bem da luta dos trabalhadores. Tem uma estrutura comunicacional que está solta por aí e até subutilizada que poderia e deveria estar a serviço do movimento sindical.

Os projetos da Agência daqui para frente.
Franzin –
Consolidar o boletim eletrônico diário Repórter Sindical, que está na edição 2.293. A nossa ideia é estudar meios de adensar o informativo nos 63 canais comunitários no Estado de São Paulo, cuja cobertura é de quase 15 milhões de pessoas. Há uma ideia de produzir duas edições anuais em formato de jornal do Repórter, com avaliação do semestre anterior e indicando perspectivas para o próximo período. Queremos melhorar a parte gráfica do nosso material e a apuração das informações e o senso de oportunidade da notícia, para construir convergências. As disputas diárias já nos dividem demais, por isso buscamos a convergência.

A Agência Sindical nasceu dentro de uma boa luta, um quarto de século depois está de novo num combate importante.
Franzin –
Sem dúvida, uma conjuntura bem difícil para os trabalhadores. O que nos leva ao combate incessante e duro a toda e qualquer iniciativa neoliberal de desmonte de Estado e de precarização das relações de trabalho, com o negociado prevalecendo sobre o legislado e a “joia da coroa” que é a expansão da terceirização à atividade-fim, combate a toda ação entreguista das nossas riquezas e toda e qualquer iniciativa de desmonte do Estado para que ele seja ocupado pelo mercado.


Foto: Reprodução de vídeo da Agência Sindical
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Boletim eletrônico é diário e distribuído para mais de 40 mil endereços por e-mail
 

Foram várias ações nesses 25 anos?
Franzin –
Pequenas coisas que fizemos ao longo desses 25 anos que acredito sejam importantes que mostram a nossa atividade. Em 1991, no então governo estadual de Fleury, fizemos uma campanha em todo o Estado de estímulo à carteira de trabalho assinada. Fizemos uma luta emblemática, no governo Fernando Henrique, pela proibição das bombas automáticas nos postos de combustível, que era uma imposição da Shell e que significaria desemprego e o fechamento de postos familiares. No governo Lula ajudamos a armar a resistência contra a montagem de um sindicalismo de viés liberal, com as centrais sindicais substituindo as confederações nacionais. Em março de 2004, fizemos uma grande manifestação na Esplanada dos Ministérios em defesa da estrutura sindical historicamente construída no País que é a da unicidade na base. E, mais recentemente, participamos da ação pelo trabalho decente. Outra bandeira atual foi alertar o movimento sindical para a resistência à aprovação do Projeto de Lei 4.430 que expande a terceirização à atividade-fim.


 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP









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