GRCS

Valorização profissional

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

Em sessão solene na manhã desta quinta-feira (14/12), a Câmara dos Deputados homenageou os profissionais pelo Dia do Engenheiro, comemorado em 11 de dezembro último. A solenidade foi requerida pelo deputado Roberto Sales (PRB-RJ) que, à abertura, leu discurso do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), onde destacou que o Brasil e a humanidade devem muito aos engenheiros, pois esses são fundamentais ao desenvolvimento social e econômico de uma Nação.

Reprodução de transmissão da TV Câmara
Ronaldo Lessa 14DEZ2017Deputado Ronaldo Lessa na briga pela aprovação de projeto que cria a carreira de Estado para os engenheiros.

O deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL), presidente da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, também participou do evento, onde cobrou mais valorização dos profissionais da área tecnológica, salientando a importância do Congresso Nacional, aprovar, por exemplo, projeto de lei que cria a carreira de Estado para o engenheiro, arquiteto e agrônomo. “O engenheiro precisa ser protagonista no País.”

O senador Hélio José (PROS-DF) reforçou a defesa da engenharia nacional, comparando o número de profissionais formados em países mais desenvolvidos, como Estados Unidos, China, Coreia, Rússia com o Brasil. “Aqui temos um déficit anual de 20 mil engenheiros, enquanto esses países formam mais de 100 mil profissionais por ano. E somos um país com dimensão continental”, criticou. Ele citou: “Segundo dados, são oferecidas 320 mil vagas de cursos de engenharia no País, apenas 120 mil são ocupadas; mas a evasão é altíssima, em torno de 55%.”

O deputado Evair Vieira de Melo (PV-ES) fez questão de subir à tribuna para endossar os discursos anteriores: "A engenharia tem papel importante no processo produtivo, nas intervenções urbanas e logísticas. Ela aplica o conhecimento que vai ter utilidade na vida das pessoas."

A solenidade contou, ainda, com a participação de representantes de entidades da engenharia e de graduandos da área.

 

Comunicação SEESP*

No dia 17 de novembro último, a coordenadora do Núcleo Jovem da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Marcellie Dessimoni, apresentou palestra na I Semana da Engenharia Química da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no Recife, abordando o tema "O papel da engenharia no desenvolvimento nacional". Estiveram presentes o coordenador do curso de Engenharia Química da instituição, José Edson Gomes, e o presidente do Diretório Acadêmico, Gabriel Aragão Lopes.

Dessimoni falou sobre as bandeiras da FNE, os desafios da categoria e o papel frente ao desenvolvimento nacional. Também orientou os futuros profissionais em relação às perspectivas do mercado de trabalho. Durante o evento, a coordenadora discorreu sobre o movimento "Engenharia Unida", lançado em 2016 pela federação, que tem sido fundamental à unidade da área tecnológica em prol da valorização profissional e da retomada do crescimento do País com sustentabilidade e justiça social.

 

Dessimoni, coordenadora do Núcleo Jovem da FNE, apresenta palestra em universidade pernambucana.

 

* Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP

 

Do Jornal da USP

Os professores Vahan Agopyan e Antonio Carlos Hernandes são os novos reitor e vice-reitor da Universidade de São Paulo (USP). A nomeação foi feita pelo governador Geraldo Alckmin, na segunda-feira (13/11). 

Agyopan USP 2017O novo vice-reitor, Antonio Carlos Hernandes (à esquerda), e o novo reitor da USP, Vahan Agopyan – Foto: Marcos Santos / USP Imagens


A chapa de Agopyan e Hernandes foi a mais votada, com 1.092 votos, e encabeçava a lista tríplice, encaminhada ao governador, resultante da eleição realizada na universidade, no último dia 30 de outubro.

Faziam parte do colégio eleitoral os membros do Conselho Universitário, dos Conselhos Centrais (Graduação, Pós-Graduação, Pesquisa e Cultura e Extensão Universitária) e das Congregações das Unidades e dos Conselhos Deliberativos de Museus e Institutos Especializados, o que totalizou 2.094 eleitores, dos quais 1.949 (93%) registraram seus votos.

O novo reitor da USP, Vahan Agopyan, é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica (Poli), mestre em Engenharia Urbana e de Construções Civis pela mesma instituição e Ph.D. pela Universidade de Londres King’s College.

Professor da USP desde 1975, foi vice-diretor e diretor da Poli; diretor-presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT); coordenador de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo e vice-presidente do Conselho Internacional para Pesquisa em Inovação em Edificação e Construção.

Agopyan foi pró-reitor de Pós-Graduação da USP no período de 2010 a 2014 e, atualmente, ocupa o cargo de vice-reitor da Universidade.

O novo vice-reitor, Antonio Carlos Hernandes, é professor titular do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) desde 2008. Graduou-se em Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e obteve título de doutor em Física Aplicada pela USP, com estágio na Universidade de Gênova, na Itália.

É coordenador de Ensino e Difusão Científica do Centro para o Desenvolvimento de Materiais Funcionais (Cepid/Fapesp), vice-coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Materiais em Nanotecnologia e coordenador do Centro de Tecnologia de Materiais Híbridos, um dos Núcleos de Apoio à Pesquisa da USP.

Hernandes foi diretor do IFSC no período de 2010 a 2014. Atualmente, ocupa o cargo de pró-reitor de Graduação da Universidade.

O mandato dos novos dirigentes é de quatro anos (período de 2018 a 2022).

Prêmio Personalidade da Tecnologia
O novo reitor da USP já foi um dos agraciados do prêmio Personalidade da Tecnologia, conferido, tradicionalmente, pelo SEESP no Dia do Engenheiro, 11 de dezembro. A iniciativa tem por objetivo registrar na história da categoria a atuação de profissionais que se dedicaram a defender a Engenharia brasileira e a melhorar as condições de vida de nossa população. Agopyan recebeu a distinção no ano de 2008 na categoria "Valorização profissional".

 

Comunicação FNE
Com informações da Agência Senado

Engenheiros e arquitetos poderão exercer, cumulativamente, dois cargos públicos, conforme previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2015. A matéria foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, na quarta-feira (4/10), e segue para discussão e votação final em Plenário, em dois turnos. Para pressionar os senadores pela aprovação do texto, é possível votar na enquete promovida pelo E-Cidadania. Para participar é necessário um cadastro rápido, justamente para evitar fraude.


Foto: Pedro França/Agência Senado
CCJ, em reunião deliberativa no dia 4, analisou 37 itens, entre esses a PEC 14/2015.

Segundo o presidente em exercício da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Carlos Bastos Abraham, a PEC é benéfica para os profissionais da engenharia. "Os engenheiros, a partir dessa PEC, poderão ter mais mobilidade dentro do mercado de trabalho e possibilidade, inclusive, de contribuir de forma mais efetiva para o desenvolvimento nacional, com um incentivo de um acréscimo remuneratório, num país ainda carente de profissionais da área."

O autor, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), aponta que esses profissionais têm assumido um papel essencial no desenvolvimento do País devido às demandas nas áreas de infraestrutura e tecnologia. Para ele, o contexto atual “requer a atuação de profissionais qualificados e aptos a realizar atividades de alta complexidade”.

Atualmente, professores e profissionais da saúde já podem acumular até dois cargos ou empregos públicos, “desde que haja compatibilidade de horários que permita o bom desempenho das funções”.

O relator da PEC, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), deu parecer favorável à proposta, por classificá-la como “meritória, pois permite que o Poder Público aproveite, de forma abrangente, o potencial laboral de arquitetos e engenheiros, profissionais que desempenham atribuições de grande relevância econômica e social”. Anastasia afirma que essa medida é especialmente positiva para as administrações de municípios de pequeno e médio porte, em que se verifica escassez de profissionais qualificados nessas áreas de especialização.


Redação da Federação Nacional dos Engenheiros

Na manhã desta terça-feira (22), representantes da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) fizeram uma visita à Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais, com o objetivo de conhecer a instituição de ensino, apresentar a federação aos seus alunos e professores e debater temas de interesse da área tecnológica.

No espírito do movimento “Engenharia Unida”, Carlos Bastos Abraham, presidente em exercício da federação, o diretor Antonio Florentino Filho e o coordenador do projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento", Fernando Palmezan Neto, foram recebidos pelo reitor José Roberto Soares Scolforo, juntamente com o pró-reitor de Graduação, Ronei Ximenes Martins, o chefe do Departamento de Engenharia, Carlos Eduardo Silva Volpato, e a professora Giselle Borges de Moura, coordenadora do II Congresso Mineiro de Engenharia e Tecnologia, previsto para 8 de dezembro próximo. O evento terá como tema central a união das engenharias em prol do desenvolvimento do País e contará com participação central da FNE, que será responsável pela palestra de abertura.


Foto: FNE
Diretores da FNE na universidade de Lavras.

Durante a visita, entraram em pauta os desafios impostos pela crise política e econômica e a necessidade de maior protagonismo dos profissionais do setor no debate nacional.

Para os dirigentes sindicais e acadêmicos, é fundamental que haja avanço tecnológico e industrial para que o Brasil deixe de depender do comércio de commodities e passe a oferecer produtos com maior valor agregado. Em destaque ainda a necessidade de ênfase à inovação e ao empreendedorismo na formação dos engenheiros.

Também entrou na pauta o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec). A ideia é estabelecer parceria entre a Ufla e a faculdade de Engenharia de Inovação mantida pelo SEESP, com apoio da FNE. Scolforo destacou o esforço que vem sendo feito para garantir o crescimento da universidade, apesar das restrições orçamentárias. Segundo ele, já consolidada nas engenharias agronômica e agrícola, a instituição visa expandir sua expertise para outros ramos da engenharia, já tendo iniciado novos cursos.

Ao final, os dirigentes da FNE visitaram as obras do futuro Parque Tecnológico da Ufla.

 

 

 

 

Em assembleias gerais extraordinárias realizadas nos dias 19, 20 e 21 de julho último, os engenheiros representados pelo SEESP ratificaram a contraproposta final da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) para o Acordo Coletivo de Trabalho 2017-2019, com data-base 1º de junho, após cinco rodadas de negociações. A proposta patronal prevê, entre outros itens: reajuste salarial: 3,6% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IPCA-IBGE), a partir de 1º de junho de 2017, índice cheio do período; Participação nos Lucros e Resultados (PLR): reajustado também pelo mesmo índice de 3,6%, a partir de 1º de junho de 2017, na parcela fixa. Foram mantidos os mesmos indicadores do ano anterior. E adiantamento da PLR no valor de R$ 4.000,00, em 15 de setembro de 2017, o restante em março de 2018; e função acessória: reajuste de 3,6% (IPCA-IBGE), a partir de 1º de junho de 2017, com a manutenção da cláusula, com ajuste na redação para abrangência somente aos cargos técnicos/operacionais; e vale-refeição e cesta básica: reajustados em 3,6% mais 1% de ganho real, totalizando majoração de 4,6% a partir de 1º de junho de 2017.
 
Fazem parte do acordo aprovado: na questão da política de emprego ficou definida a manutenção de cláusula no formato atual; pagamento da primeira parcela do 13º salário: em janeiro de 2018; piso salarial dos engenheiros: foi mantido, conforme a Lei nº 4.950-A/66; e liberação de dirigente sindical: manutenção dos atuais liberados e às novas será considerado um empregado para sindicatos com base superior a 200 empregados.
 

Comunicação SEESP
 
 
 
 
 

“Uma estratégia de pensar o futuro e valorizar a profissão.” Assim a engenheira ambiental e sanitarista Marcellie Dessimoni define a importância do Núcleo Jovem Engenheiro da FNE, o qual coordena. A iniciativa lançada em 2015 tem a proposta de garantir, junto aos 18 sindicatos estaduais filiados à federação, espaço qualificado para aproximar recém-formados e estudantes da luta sindical da categoria e do debate sobre a retomada do crescimento rumo ao desenvolvimento sustentável do País.

Durante a 74ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia, em Belém (PA), que acontece em agosto, realizará reunião com estudantes e recém-formados de todo o Brasil para organizar o primeiro Encontro Nacional de Jovens Engenheiros da FNE. Até o momento, 13 Senges implantaram, estão iniciando seus núcleos ou já os incluíram em seus planos de ação (confira abaixo). “A federação tem dado as diretrizes, mas cada estado tem suas especificidades,” explica Dessimoni.

Entre os objetivos, segundo ela, está levar aos jovens informações sobre a importância e responsabilidades da engenharia para a sociedade e o profissional. “Tenho visto em alguns estados ações relevantes de envolvimento de estudantes e recém-formados. Há também um intercâmbio geracional, com profissionais experientes interagindo com a juventude na realização de projetos que tragam melhoria à qualidade de vida”, conta. A coordenadora na FNE – que também está à frente do Núcleo Jovem Engenheiro do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) – exemplifica: “Em alguns estados como Acre e Goiás tem havido atuação direta junto às universidades, com jornadas esportivas, eventos científicos em que são apresentados trabalhos, artigos, projetos. Isso estimula os alunos da área tecnológica a proporem soluções aos desafios enfrentados pela sociedade. No Ceará também se começou a trabalhar com esse viés. No Amazonas, ainda, tem sido feito um trabalho importante com parcerias.” Em São Paulo, de acordo com ela, a opção foi por “ir a campo, fazer com que a juventude conheça a área urbana, a realidade e seus desafios”. Assim nasceu o “Cresce Brasil – Itaim Paulista” – fruto de visitas ao bairro no extremo leste da capital do estado e da interação com a situação vivida pela população local, que sofre há décadas com enchentes durante as chuvas de verão. Inserida no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” – lançado pela FNE em 2006 e atualizado desde então –, a iniciativa deu origem a uma publicação lançada em agosto do ano passado. Como continuidade, terá início em agosto um ciclo educativo de sustentabilidade ambiental em um estabelecimento de ensino da região atingida por alagamentos. “Vamos fazer oficinas, trazer parceiros com o intuito de fazer com que aquela escola se torne um modelo de sustentabilidade. A última atividade será uma feira no primeiro semestre de 2018”, salienta. Em outros estados, segundo Dessimoni, os núcleos jovens vêm realizando, em parceria com universidades, visitas técnicas. É o caso do Acre, à Fundação de Tecnologia do Estado (Funtac), ao Instituto de Mudanças Climáticas local, bem como às usinas hidrelétricas de Santo Antônio-Porto Velho (RO) e solar fotovoltaica de Cobija, na Bolívia.

Na sua concepção, essa é a “ponta do iceberg da ‘Engenharia Unida’” – referência ao movimento lançado pela FNE que chama a articulação da área tecnológica ao enfrentamento da crise atual no País. Para ela, “não há como pensar nisso sem contemplar a universidade, atualizar e informar seus estudantes sobre esse grande projeto da federação. É uma contribuição importante do núcleo”.

Ademais, em todos os estados, têm sido organizadas palestras e eventos em instituições de ensino sobre o que é o sindicato dos engenheiros, qual a sua importância e ações. “A proposta é desmistificar ideias equivocadas e generalizações sobre as organizações dos trabalhadores. Tenho percebido que essa consciência está se tornando algo mais palpável. Os estudantes conseguem compreen­der. Antes, enxergavam como algo muito distante de sua realidade. Quando o sindicato mostra a cara, os trabalhos e debates em que está envolvido, inclusive à valorização da profissão, eles mudam a visão”, constata a coordenadora junto à FNE. Ela aproveita para destacar: há uma preocupação em demonstrar aos jovens que desde o piso salarial até o 13º e as férias são conquistas que levaram “tempo, suor, lágrimas e sangue”. “A juventude precisa ser lembrada disso. E para garantir que o resultado dessas lutas intensas não se perca, precisa continuar e se mobilizar, já que hoje, com propostas de reformas, como a trabalhista, essas conquistas estão ameaçadas. Se permitirmos, voltaremos a viver basicamente como as gerações passadas, sem nenhuma condição que nos assegure e a nossos direitos enquanto trabalhadores”, alerta.

Aproximação e formação
Para o engenheiro químico Noé Rafael da Silva, coordenador do Núcleo Jovem Engenheiro de Mato Grosso, em implantação, essa aproximação é fundamental. “É nessa fase que os estudantes vão conhecer a política sindical, bem como participar do planejamento das políticas públicas nos diversos órgãos do estado.” Ele revela a primeira ação a ser conduzida logo após o lançamento em Cuiabá: fazer uma palestra no centro acadêmico da universidade federal para explicar os objetivos do núcleo. No Ceará, como detalha o coordenador do núcleo, o estudante de Engenharia Civil na Faculdade Faria de Brito Kayubi Mota de Souza, a metodologia para aproximar o sindicato local dos alunos tem sido participar de semanas de engenharia e apoiar pesquisas científicas.

Para o engenheiro eletricista Diego MizetteOliz, diretor de negociações coletivas do Senge-RS, responsável por organizar a implantação do núcleo junto ao sindicato gaúcho, é preciso pensar na renovação, na inserção da inovação junto à experiência. Saulo Pereira de Souza, coordenador desse espaço no Amazonas, aponta como principal iniciativa nessa direção “o trabalho de formação de novas lideranças na engenharia, através de um curso com ementa elaborada por engenheiros sêniores e recém-formados”. Além disso, destaca a extensa programação de oficinas, workshops, cursos, além da participação em semanas de engenharia.

No Acre, entre as próximas ações, está prevista a criação de programa de aulas de reforço nas áreas de exatas, em parceria com a Prefeitura Municipal de Rio Branco, na busca por solucionar o grave problema de evasão no primeiro ano de graduação em engenharia. Também estão programados minicursos, palestras, novas visitas técnicas, além de contribuições ao desenvolvimento de semanas acadêmicas e incentivo à pesquisa via iniciações científicas. Um programa de estágio profissionalizante aos formandos também está entre as pretensões do Núcleo Jovem Engenheiro do Acre. “Esse trabalho tem extrema importância, pois existe a necessidade de renovação das lutas sindicais e dos engenheiros. Temos ciência que o novo se cria com a intersecção da sabedoria alcançada pelos fundadores e lutadores que estão até hoje contribuindo com a iniciativa e a proatividade dos novos que estão entrando. É necessário que o engenheiro tenha em mente que existe um sindicato que o defende e que é obrigação dele fazer parte e lutar. Com o apoio da FNE, o Senge-AC tem trabalhado para que os nossos direitos não sejam extintos e que novos sejam conquistados. Como atual coordenadora do núcleo e participante desse movimento desde sua criação, posso dizer que aprendi e aprendo a cada dia e anseio novas participações em todo movimento que for em prol da categoria”, enfatiza a estudante de Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Acre (UFC) Taynara Bastos, à frente do trabalho junto à juventude no estado.

No Maranhão, o também estudante de Engenharia Elétrica na universidade federal local (UFMA), Felipe da Silva Raposo é o coordenador do núcleo. Ele destaca ações em instituições de ensino superior, como debates, workshops e palestras. “Temos a função de abrir as discussões e unir os alunos.” Assim, vislumbra ele, manterão a coesão após formados, em prol da sociedade e do País. Dessimoni assinala que uma parceria natural é entre os núcleos jovens e o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), mantido pelo Seesp com o apoio da FNE.

“É muito importante trazer o público jovem para dentro do Senge, mobilizá-los enquanto engenheiros e cidadãos”, conclui o estudante do último ano de Engenharia Civil na Uniasselvi Jean Hening, que coordena o núcleo junto ao sindicato de Santa Catarina.

Mercado de trabalho
Outra relevante ação é dar suporte ao desafio de começar a carreira e ingressar no mercado de trabalho. “Cada estado tem sua forma de encaminhar o jovem e dar orientação profissional, por exemplo sobre como montar um currículo competitivo. Alguns possuem parcerias com empresas que inclusive divulgam vagas no site da entidade. Em São Paulo, compartilhamos possibilidades de estágios atuando em conjunto com o Departamento de Oportunidades e Desenvolvimento Profissional, temos o serviço de coaching de carreira com uma psicóloga especialista, assim como análise de currículo e simulação de entrevista”, relata Dessimoni.

Em Roraima, uma das pretensões do recém-implantado núcleo, segundo a coordenadora, engenheira civil Lilian Carla de Souza Cruz, é “montar um banco de empregos para profissionais e estudantes (estágios), bem como elaborar um processo de orientação em relação à legislação”. No Ceará, entre as próximas ações, está prevista a iniciativa “Orientando carreiras”, cujo objetivo é reunir grandes empresas brasileiras e estrangeiras para exporem como é o trabalho dentro das corporações, apresentar oportunidades e processos seletivos para estágios. Também Goiás, cujo coordenador é o engenheiro sanitarista e ambiental AquilaLevindo, está com projetos nesse sentido. Entre eles, o “Quase engenheiros: primeiros passos para o mercado de trabalho”, para suporte ao desenvolvimento profissional e elaboração de currículos; e o “Quase engenheiro e agora?”, para auxiliar o estudante no planejamento de sua carreira.

Núcleos no Brasil

Acre
Coordenação: Taynara Bastos Trindade
Jovens associados: Aproximadamente 1.500
Criação: Outubro de 2015
Contato: (68) 9239-7823 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Amazonas
Coordenação: Saulo Pereira de Souza
Jovens associados: 423 – Criação: Janeiro de 2016
Contato: (92) 99304-5291

Ceará
Coordenação: Kayuby Mota de Sousa
Jovens associados: 200 – Criação: Abril de 2017
Contato: (88) 99945-2776 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Distrito Federal
Em planejamento após próxima eleição de diretoria em agosto de 2017
Contato: Pedro Ivo, (61) 99985-8250

Goiás
Coordenação: AquilaLevindo
Jovens associados: 18
Criação: 2015
Contato: (62) 8228-1586 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Maranhão
Coordenação: Felipe Raposo
Jovens associados: Aproximadamente 30
Criação: Setembro de 2016
Contato: (98) 99130-6869

Mato Grosso
Coordenação: Noé Rafael da Silva
Em implantação – previsão: início do segundo semestre de 2017
Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Pará
Responsável: Eugênia Von Paumgartten, presidente do Senge
Em implantação
Contato: (91) 99146-8878 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Piauí
Responsável: Antonio Florentino, presidente do Senge
Em implantação – previsão: segundo semestre de 2017
Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Rio Grande do Sul
Em planejamento após próxima eleição de diretoria no segundo semestre de 2017
Contato: Diego MizetteOliz, (51) 3230-1605 / 99684-7874 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Roraima
Coordenação: Lilian Carla de Souza Cruz Silva
Em implantação desde junho de 2017
Contato: (95) 98103-6553

Santa Catarina
Coordenação: Jean Hening
Criação: 2016
Contato: (47) 98908-5756

São Paulo
Coordenação: Marcellie Dessimoni
Jovens associados: 3.841
Criação: 2015
Contato: (11) 99783-9292 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

* Interessados em participar ou obter mais informações sobre as ações e organização em outros estados podem contatar o Núcleo Jovem Engenheiro da FNE pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou whatsapp (11) 99783-9292.

 

Matéria publicada no jornal Engenheiro, da FNE, Edição 182, de julho de 2017
Texto de Soraya Misleh
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

Por ampla maioria, a chapa única “Trabalho-Integração-Compromisso”, encabeçada por Murilo Pinheiro, foi eleita pelos engenheiros associados ao SEESP para o próximo quadriênio (2018-2021). Foram 14.012 votos a seu favor, ante 410 em branco e 78 nulos. Ou seja, 96,6% de aprovação. O pleito ocorreu pela Internet entre 6 e 10 de abril. No último dia, foram disponibilizadas mesas receptoras na sede do SEESP, na Capital, e em suas delegacias no Interior. 

 “O voto online proporciona facilidade e maior participação. Esse número é positivo e muito significativo”, comemorou o presidente da Comissão Eleitoral do SEESP, Francisco Carlos Castro Rodrigues Netto. Ele considerou o pleito um sucesso, superior inclusive ao último, em 2013, que contou com 11.271 eleitores. Na sua opinião, isso amplia a responsabilidade da gestão que vem pela frente, “o que é bom, a diretoria quer”.

 Para o engenheiro civil da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) Francisco da Silva Santos, o resultado quase unânime é resposta ao “bom trabalho que vem sendo feito”. Já que muitas vezes não consegue estar pessoalmente na entidade, conforme contou, Santos resolveu votar na sede do SEESP, aproveitando assim para dar uma “passada” e ver como estão as coisas. “Sempre acompanho pelo Jornal do Engenheiro e gosto muito do que vejo. Mesmo não sendo tão presente, pensei em contribuir para o sindicato continuar com a atuação que tem hoje”, disse.

 A mesa receptora no processo eleitoral do SEESP é uma tradição simbólica, já que o voto pela Internet é adotado pela instituição desde 2001. Os associados aptos a participar receberam em casa uma correspondência com um passo a passo de como votar e a senha randômica para acesso único. Segundo o diretor adjunto do SEESP Henrique di Santoro Junior, esse sistema “dá visão de um processo individual e transparente na busca de uma eleição clara e reta”.

 Nas delegacias sindicais, poucas pessoas optaram por comparecer. “A comunicação da matriz foi rápida e eficiente na orientação (de como votar). Tudo ocorreu na mais perfeita ordem”, salientou a secretária da subsede no Grande ABC, Ivete Ghirelli. “Como estamos conectados o tempo todo, os profissionais preferiram votar de onde estavam, devido à facilidade”, elogiou Jesse Moises dos Santos, assistente administrativo da delegacia em Guaratinguetá.

 O engenheiro metalurgista Carlos Eduardo Gaspar dos Santos ressalta a importância de escolher seu representante sindical pelo voto. “Toda eleição é sinal de democracia”, afirma. O diretor do SEESP Balmes Vega Garcia atestou: “Nesse processo sempre vence a vontade dos associados.”

 

 Trabalho, integração e compromisso

 Reeleito para seu quinto mandato como presidente, Murilo Pinheiro comemorou o resultado como um voto de confiança dos associados. “Recebemos um aval para seguir com os projetos de fortalecimento e crescimento da nossa entidade, com a luta em defesa dos engenheiros e o trabalho em benefício dos filiados”, afirmou. Com 82 anos de trabalho, o sindicato tem atualmente mais de 60 mil associados e representa aproximadamente 200 mil profissionais em todo o Estado.

 Composta por lideranças que vão atuar nas 25 delegacias sindicais do SEESP, a diretoria eleita será empossada em janeiro de 2018. Murilo enfatiza que os desafios estão colocados desde já, diante de medidas governamentais que representam ataque a direitos históricos dos trabalhadores e ao movimento sindical. Assim, frisou que os engenheiros, por meio do SEESP, estão “firmemente engajados na luta contra tais propostas, como a reforma da Previdência Social, que restringe o direito à aposentadoria, a terceirização irrestrita, que precariza o trabalho, e a mudança da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que elimina conquistas históricas”. Ele ressaltou que é papel da entidade organizar e mobilizar a categoria na resistência a essas medidas, pois “é função principal (do SEESP) defender seus interesses coletivamente”.

 Dentre as propostas da chapa está a luta pelo desenvolvimento do Estado e do País, o que, na visão do presidente reeleito, “é essencial para que os engenheiros tenham oportunidade de trabalho e protagonismo social”. Também prioridade da diretoria é o intenso trabalho de aproximação à vida sindical dos estudantes e recém-formados, através do Núcleo Jovem Engenheiro.

 O Conselho Tecnológico do SEESP se mantém no debate e propostas de soluções e políticas públicas para as questões que são pertinentes à engenharia no próximo quadriênio, afirmou ainda Murilo, tendo como norte os projetos “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” e o movimento “Engenharia Unida”, ambos elaborados pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), à qual o sindicato é filiado.

 

Por Jéssica Silva

Os primeiros meses de 2017 estão, indubitavelmente, marcados por dificuldades econômicas, com destaque para o desemprego, e ameaças a direitos, como as propostas de reforma da Previdência Social e da legislação trabalhista.

Também na mira dessa metralhadora giratória está a engenharia nacional, que pode se ver sucateada se não houver medidas que propiciem a sua participação qualificada em empreendimentos e projetos de monta. Para o SEESP, este cenário indica claramente a necessidade de seguir trabalhando. Sem espaço para o desânimo, nossa participação deve ser ainda mais qualificada e intensa para que possamos dar contribuição decisiva à reversão do quadro negativo.

Tal perspectiva guia a atuação de nossa entidade de forma integral em todo o Estado de São Paulo. Em visitas realizadas às nossas delegacias sindicais, iniciadas em meados de janeiro e que devem prosseguir até a primeira semana deste mês, essa disposição de buscar resultados em benefício da categoria, do conjunto dos trabalhadores e da população brasileira ficou bastante clara. Nossos dirigentes, distribuídos pelas 25 cidades em que o SEESP mantém subsedes, além da Capital, estão prontos a enfrentar o desafio de superar a grave crise que aflige o Brasil e se faz sentir em todas as localidades.

Um ponto central na estratégia de ação do SEESP é lutar pela valorização dos engenheiros. Isso significa defender remuneração justa, condições de trabalho adequadas, acesso a atualização profissional e reconhecimento de seu saber técnico. Porém, também implica afirmar nosso protagonismo nas questões nacionais que dizem respeito à engenharia. E um plano nacional de desenvolvimento é tema de nosso interesse com prioridade. Por isso mesmo, o nosso sindicato, juntamente com a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), vem se fazendo presente nos debates fundamentais para se definir que modelo de País teremos: soberano e próspero ou subalterno e pobre. Uma dessas questões é a discussão quanto à exigência de conteúdo local na definição das regras para as próximas licitações para exploração de petróleo e gás no Brasil. Diante da proposta do governo de reduzir os índices de contratação nacional, a FNE, juntamente com outras entidades de engenharia e representantes da indústria, vem se mobilizando e reivindicando que essa posição seja revista (leia matéria na página 5). Precisamos evitar esse prejuízo e garantir que a riqueza do petróleo seja também traduzida em desenvolvimento econômico, social e tecnológico.

8 de março – A busca por igualdade de gênero e emancipação feminina, de forma a garantir às mulheres plenos direitos e cidadania, é certamente uma agenda permanente. Contudo, o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é momento propício para nos lembrarmos de quão essencial é essa pauta para construirmos uma sociedade sem discriminação, exclusão e violência. Viva a luta das mulheres, da qual fazem parte todos que acreditam em justiça social.


90 Murilo
Eng. Murilo Pinheiro
Presidente

 

 

* Editorial publicado, originalmente, no Jornal do Engenheiro, Edição 501, de março de 2017

 

 

 

 

 

Página 1 de 2

agenda