GRCS

 

 

Covid-19: aumento de casos, vacinas e a necessidade de bom senso

 

Números recentes apontam para segunda onda ou repique da primeira e exigem que todos, governos e cidadão, comportem-se com seriedade. Em meio à dura realidade, resultados positivos das vacinas em teste dão o tom de otimismo.

 

Passados oito meses do início da quarentena no Brasil, País se vê diante de novo crescimento do contágio, com risco de pressão sobre o sistema de saúde. Após semanas registrando quedas nos números de casos e de mortes por Covid-19, os dados voltam a ser preocupantes, puxados especialmente por São Paulo e Rio de Janeiro.  

 

Na segunda-feira (23/11) à noite, registravam-se 169.541 mortes, conforme divulgação do consórcio de meios de comunicação que compila dados fornecidos pelas secretarias estaduais de Saúde. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos sete dias foi de 496. A variação foi de +51% em comparação a 14 dias atrás.

 

O quadro pode configurar uma segunda onda da pandemia em território nacional ou mesmo um repique da primeira, já que nunca se conseguiu interromper a transmissão do vírus totalmente. Independentemente de como seja classificado, a conclusão óbvia é que a situação exige seriedade das pessoas e dos governantes.

 

Em primeiro lugar, é preciso primar pela transparência e clareza na divulgação do quadro real, visando a melhor ação possível para proteger a saúde pública. Depois, as providências a serem tomadas devem ser planejadas com racionalidade e bom senso, tendo em mente que a prioridade sempre deverá ser salvar vidas.

 

É uma dura realidade, mas continuamos a conviver com os impactos da pandemia do novo coronavírus que nos afligem desde março. Portanto, juntamente com as medidas sanitárias, há que se garantir compensações aos impactos econômicos gerados por elas.

 

Se cabe às autoridades planejar e agir, também tem papel fundamental a responsabilidade individual dos cidadãos. Estamos todos exaustos do isolamento e das limitações trazidas por ele. Mas pessoas adultas devem se comportar como tal e temos que cumprir nosso papel nesse embate coletivo que travamos contra uma doença ainda misteriosa para a medicina. A retomada de atividades econômicas não pode ser vista como um convite à inconsequência, correndo-se o risco de se perderem os avanços obtidos ao longo de árdua caminhada pela volta à normalidade.

 

Nesse cenário cinzento, as notícias alvissareiras dizem respeito ao avanço no desenvolvimento de vacinas, tendo em vista os testes clínicos realizados em várias das alternativas para a imunização. Em que pese a ainda necessidade de verificação dos resultados divulgados, esses são animadores e apontam para uma solução que pode chegar em breve.

 

Continuemos no bom caminho, com fé na ciência, fazendo a nossa parte e cobrando que os governos façam a sua.

 

Eng. Murilo Pinheiro – Presidente

agenda