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As dificuldades econômicas e políticas pelas quais passa o Brasil têm sido tema constante do debate público, que se divide em duas vertentes principais. Uma, que infelizmente vigora no Ministério da Fazenda, acredita que a saída são cortes de gastos, arrocho, elevação da taxa de juros. Outra, a qual nos filiamos, aponta a necessidade de o País andar para frente. Nessa linha de pensamento, permanecem válidas as premissas do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, o qual propugna estímulo à produção e incremento da infraestrutura nacional, ainda precária em diversos setores.


Foto: Beatriz Arruda
Murilo MAI2015 2 editada 
Pinheiro: "Para deixar a crise para trás e buscar o desenvolvimento, é preciso
ter em mente que isso se fará necessariamente sobre trilhos."

 

Um aspecto fundamental aqui, pois implica a circulação de mercadorias no território nacional e o seu escoamento para exportação, é a nossa matriz de transporte que necessita de ajuste estrutural.

 

Conforme a fonte consultada, obtêm-se dados variados, mas em todos eles é excessiva a participação das rodovias. Segundo o Relatório Final do Plano Nacional de Logística e Transporte, em 2011, no País essa era de 52%. De acordo com informações apresentadas pela Frente Nacional pela Volta das Ferrovias em atividade realizada no SEESP em 14 de outubro, atinge 70%. Ou seja, a ferrovia, opção mais econômica e ambientalmente correta, continua à margem. Para se ter uma ideia de quão irracional é essa opção, basta olhar para a comparação entre os valores dispendidos nos dois modais. Enquanto o transporte sobre trilhos custa entre US$ 0,30 e US$ 1,00 por tonelada/km, o rodoviário fica entre US$ 4,00 e US$ 5,00, conforme levantamento feito em 2012 pelo consultor do “Cresce Brasil”, engenheiro Carlos Monte. 

 

A nossa atual situação em relação ao setor remete a décadas de sucateamento da ferrovia, o processo de privatização dos anos 1990 e a incapacidade atual de retomar efetivamente os investimentos, apesar de esses terem sido anunciados. O mais recente deles, a segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL), que prevê R$ 86,4 bilhões para o setor, tem levantado preocupações de técnicos quanto à concretização dos projetos, que correm o risco de não saírem do papel, a exemplo do que ocorreu com a primeira fase da iniciativa.

 

Embora incluída no PIL, também continua na berlinda e gerando dúvidas quanto a sua execução a proposta de integração ferroviária com o Peru, o que abriria uma saída aos produtos brasileiros para o Oceano Pacífico. 

 

Outro ponto a ser levado em consideração é o transporte ferroviário de longa distância de passageiros, praticamente extinto no Brasil e ainda excluído de projetos de retomada dos trilhos. Nessa seara, ficou abandonada ideia do trem de alta velocidade que faria a ligação Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro. A nosso ver, essa seria uma opção de mobilidade válida e necessária, além de ser oportunidade para dotar o País de tecnologia que ainda não domina.

 

Enfim, se nosso intuito é seguir adiante, deixar a crise para trás e buscar o desenvolvimento, é preciso ter em mente que isso se fará necessariamente sobre trilhos.

 


Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente do SEESP

 

 

* Editorial publicado, originalmente, no Jornal do Engenheiro, Edição 485, de 1º a 15 de novembro de 2015









Os serviços de transporte de passageiros que ainda são operados pela Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU) estão ameaçados de extinção. Mesmo que não estejam claros eventuais interesses na privatização, a possibilidade também existe, segundo o coordenador do Departamento de Cidades e Mobilidade, da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), Claudio Costa Manso, que também representa a entidade como membro observador no Conselho das Cidades (Concidades).

O destino da CBTU e seus serviços foi tema de um Grupo de Trabalho do Concidades durante a 46ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nos dias 16, 17 e 18 de setembro de 2015, nas dependências do Ministério das Cidades em Brasília. Um subgrupo de estudo, responsável pela elaboração de propostas de reforma e revitalização dos sistemas de transportes de passageiros sobre trilhos administrados pela CBTU, apresentou relatório aos conselheiros. Foram propostas algumas condições para que a CBTU seja revitalizada.

Costa Manso explica que um novo padrão de serviço é necessário para esses sistemas que estão praticamente paralisados ou oferecendo um péssimo atendimento à população. Por isso, o Concidades deve se dedicar ao tema nas seções futuras.  Na reunião de setembro, diversos possíveis cenários foram apresentados para a recuperação dos serviços. Os trabalhos serão aprimorados pelo Grupo de Trabalho e serão apresentados na próxima reunião.

A reunião debateu também o Estatuto da Metrópole, lei que aguarda regulamentação no Congresso e que deve ser tema de debate do Departamento de Cidades e Mobilidade da CNTU. Na ocasião foi anunciado o lançamento da “Cartilha Nacional do Ciclista” cujo conteúdo trata, na forma de manual, a implantação de ciclovias e normas de condutas para a sua utilização. O lançamento ocorreu no Dia Mundial sem Carros, em 22 de agosto.

Costa Manso distribuiu aos presentes 100 exemplares da Revista Brasil Inteligente, da CNTU, que tem a mobilidade urbana entre seus temas de preocupação e que é objeto de campanha da confederação.


 

Imprensa SEESP
Fonte: Redação CNTU








A nova diretoria da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp) foi empossada no dia 6 último, na sede do SEESP, em São Paulo, para o triênio 2014/2016. No discurso de posse, o presidente da entidade, Emiliano Stanislau Affonso Neto, destacou a importância dos sistemas sobre trilhos para dotar o País de meios de deslocamento mais capazes de impulsionar a economia, de reduzir o desperdício energético e garantir a sustentabilidade ambiental e o efetivo direito à cidadania.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Aeamesp possedentro Diretoria da Aeamesp empossada para o mandato de 2014/2016


Segundo Neto, será um mandato de três anos que compreenderá período de alegrias e desafios. “As alegrias se referem à possibilidade de convívio com tantos e tantos companheiros e parceiros. Sobre os desafios, é preciso ressaltar que foram eles que levaram a criar a Aeamesp. Eles nos instigaram a construir uma entidade sempre atenta ao desenvolvimento profissional e tecnológico em nosso setor e às necessidades da nossa sociedade.”

Para ele, a experiência dos profissionais, adquirida originalmente nas escolas, foi sendo temperada na atuação quotidiana no planejamento, implantação, operação e manutenção dos mais complexos e precisos meios de transporte urbano, solução efetiva para garantir a mobilidade nos grandes centros. “Devemos nos orgulhar dessa nossa condição e trabalhar para que nosso País efetive os projetos de transporte sobre trilhos”, defendeu.

Neto refere-se às ligações urbanas e metropolitanas sobre trilhos e também ao transporte ferroviário de longo percurso, alternativas capazes de consolidar a indústria em nosso setor, e fazer avançar as profissões técnicas e o domínio que temos sobre as tecnologias novas e tradicionais nesse campo. “Trabalhamos com a certeza de que os sistemas sobre trilhos sejam eles de média ou grande capacidade, dotarão o País de meios de deslocamento mais capazes de impulsionar a economia, de reduzir o desperdício energético e garantir a sustentabilidade ambiental e o efetivo direito à cidadania”, ressaltou.

Empossados
Diretoria Executiva: Emiliano S. Affonso Neto, Presidente; Ayres Rodrigues Gonçalves Vice-presidente de Administração e Finanças; Arnaldo Pinto Coelho, Vice-presidente de Atividades Técnicas; Carlos Augusto Rossi, Vice-presidente de Assuntos Associativos; Agostinho Minicuci Junior, 1º Diretor Tesoureiro; Antônio Luciano Videira Costa, 2º Diretor Tesoureiro; Maria Toshiko Yamawaki, 1º Diretor Secretário; Luiz Antônio Cortez Ferreira, 2º Diretor Secretário.

Conselho Deliberativo: Plínio Assmann, Manoel Santiago da Silva Leite, Mohamed Choucair, Mara Silvana Siqueira, Fabio Tadeu Alves, Odécio Braga de Louredo Filho, Antônio Fioravanti, Pedro Armante C. Machado, Valter Belapetravicius, Rolando José Santoro Netto, Thais S. Ambrósio G. Herani, Sidiney Assis da Silva Junior.

Conselho Fiscal: Iria A. Hissnauer Assef, Antônio Marcio Barros Silva e Luiz Eduardo Argenton.


Imprensa - SEESP








 

O governo federal, em parceria com estados e municípios, investirá R$ 143 bilhões em mobilidade urbana, segundo anúncio feito pela presidente Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (10/02). A prioridade será o transporte sobre trilhos com R$ 33 bilhões só do governo federal para construir metrôs em nove cidades brasileiras. "Nosso objetivo é ampliar e acelerar as obras, que vão tornar o transporte coletivo mais confortável, rápido e muito mais seguro e com um preço bem acessível".

Dilma informou, ainda, que o investimento contempla mais de 3,5 mil quilômetros em obras de transporte coletivo, que incluem metrôs, trens urbanos, monotrilhos, veículos leves sobre trilhos (VLTs), além dos corredores de ônibus. “Começamos com R$ 93 bilhões e fomos aumentando os recursos em mais de R$ 50 bilhões, a partir do Pacto da Mobilidade Urbana que eu anunciei em junho do ano passado. Vamos diminuir o tempo que as pessoas perdem no trânsito e devolvemos a cada uma delas um tempo precioso de vida.”

Ainda de acordo com a presidente, a modalidade sobre trilhos é um transporte de alta capacidade. “E, ao mesmo tempo, garante o deslocamento dos passageiros de forma muito mais rápida e segura. Não há interrupção pelo trânsito, por exemplo. É um transporte direto. Quanto maior a cidade ou quanto maior a região metropolitana, mais o transporte sobre trilho é importante.”

Dilma destacou que foram construídos ou estão em implantação em seu governo metrôs em nove cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte. “Só para fazer o metrô, o governo federal está colocando R$ 33 bilhões em investimentos. Outros R$ 15,5 bilhões são a contrapartida dos estados e municípios. E, além desses recursos, as empresas privadas também participam dos investimentos.”

O prazo de financiamento das obras de transporte coletivo é 30 anos, com juros de 5,5% ao ano. Estados e municípios têm quatro anos de carência, ou seja, só começam a pagar quatro anos depois.

 

Com informação da Agência Brasil.


* Foto da home do Metrô Rio









Na segunda-feira (10/09), foi autorizada a licitação dos projetos básico e executivo para implantação do Trem Expresso Jundiaí, que terá recursos de R$ 3,2 bilhões. A linha seguirá ao lado da atual ferrovia, que passa por Perus. O trecho ligará a futura estação Água Branca, em São Paulo, até Jundiaí em 25 minutos e sem parada. A nova ferrovia vem paralela a atual até Perus. E de Perus até Jundiaí segue outro trajeto, encurtando em quase 8 km a ferrovia. A previsão é que o modal entre em operação entre 2016 e 2017.

Linha-7
Foram anunciadas, ainda, a modernização ou a reconstrução de oito estações da Linha-7 Rubi (Luz - Jundiaí). As estações Pirituba, Perus, Caieiras, Baltazar Fidelis, Botujuru, Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista já tiveram os projetos básico e executivo contratados pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), além da estação Jundiaí, que será restaurada por ser um patrimônio tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico).

Serão investidos cerca de R$ 30 milhões nos estudos e R$ 675 milhões em obras, que têm entrega prevista para 2014 e 2015. Todas as estações serão equipadas com itens de acessibilidade, como elevadores, piso e rotas táteis, comunicação em braille e adequação de corrimãos. O investimento para adequar todas as estações é de cerca de R$ 2,3 milhões.

A Linha7 recebe 420 mil usuários por dia útil e atende aos municípios de São Paulo, Franco da Rocha, Francisco Morato, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista e Jundiaí.


Imprensa – SEESP
Informação do Governo do Estado de São Paulo



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