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O Instituto Mauá de Tecnologia e o Centro de Estudos e Pesquisas Ferroviárias -(Cepefer) realizam na terça-feira (21/2), no Campus de São Paulo, às 19h, o workshop “Formação Profissional em Sintonia com o Desenvolvimento Futuro dos Transportes Metroferroviários”.

 

workshop metroferroviário


O Evento é destinado a engenheiros e interessados que estão em busca de mais informações sobre a formação complementar, em nível de Pós-Graduação, em Engenharia Metroferroviária.

No workshop, será destacada a atuação de alguns profissionais do setor por palestras divididas em três assuntos: Panorama da Indústria Metroferroviária Brasileira -  Desenvolvimento e Perspectivas Futuras; O Perfil Profissional e as Atividades das Operadoras Transportadoras de Cargas e de Passageiros; A Ementa Adequada às Necessidades de Formação para as Atividades Relacionadas com o Transporte de Carga e de Passageiro.

Para o coordenador de Pós-Graduação do Instituto Mauá de Tecnologia, prof. Julio Lucchi, a urgência no desenvolvimento do nosso sistema de transportes metroferroviários  conduz à necessidade de profissionais especializados na área.

Inscrições para o Workshop, acesse este link.

Fonte: Instituto Mauá




Murilo Pinheiro, representando o SEESP e a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), participou do lançamento da Frente Parlamentar em prol do Transporte Metroferroviário (FTRAM), na segunda-feira (7/11). Criada para contribuir com a melhoria do transporte público urbano, abrindo um espaço para o debate de propostas e estabelecer ações que contribuam para a expansão ferroviária,  especialmente na região metropolitana de São Paulo, a frente será formada por representantes de órgãos governamentais, da sociedade civil, além de empresários e especialistas no tema.

Foto: Paula BortoliniFrente parlamentar metroferroviaria 1Pinheiro, no canto direito, integra mesa de abertura
do lançamento da Frente Parlamentar.


Pinheiro, que é presidente do sindicato e da Federação,  integrou a mesa de abertura da cerimônia, juntamente com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) Vicente Abate; o presidente do Conselho da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (Anptrilhos), Joubert Fortes Flores Filho; o diretor-presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, e o diretor presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) Paulo De Magalhães Bento Gonçalves.


"É uma honra o SEESP e a FNE integrarem a frente, deixando as entidades à disposição nas discussões e no que mais for possível", afirmou Murilo Pinheiro durante o evento.

Para o coordenador da frente, o deputado João Caramez (PSDB),a iniciativa "espera agregar num único espaço de discussão atores envolvidos direta e indiretamente na questão do transporte metroferroviário, tema de grande relevância para o nosso Estado e principalmente para a região metropolitana de São Paulo".

Caramez disse ainda esperar que os grupos de trabalho que serão formados apontem os gargalos do transporte sobre trilhos " tanto de passageiros quanto de cargas " e busquem soluções para eles. Portanto, o deputado cobrou empenho dos participantes na discussão, que é, afinal, em defesa dos interesses da população paulista.

Também esteve presente o presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), Emiliano Stanislau Affonso Neto, que  uma fez explanação sobre os dados levantados na última pesquisa origem-destino feita com usuários de transporte público, que apontou, entre outras coisas, o crescimento do uso do transporte público e também do uso de integração entre os modais de transporte através de bilhetes do tipo único.

Segundo Emiliano Affonso, é preciso investir no transporte público, pois as perdas econômicas geradas com o trânsito na cidade de São Paulo chegam a afetar o PIB nacional. Para isso, é preciso criar, por exemplo, fontes de recurso permanentes e ainda uma sintonia entre os três poderes.




Comunicação SEESP
Com informações do site da Alesp







A indústria ferroviária, representada por sua entidade de classe, a Abifer, foi recebida pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, em 17 de junho último, em Brasília. “Foi um encontro positivo, onde colocamos que o setor cresce na medida em que o transporte ferroviário se expandir”, informou o presidente da entidade, Vicente Abate, esclarecendo que isso se refere à carga e passageiros.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Vicente Abate 
Abate é categórico: "Indústria brasileira está preparada para modernizar vagões e locomotivas no País" 


No encontro, foi discutida a repactuação das concessões atuais para que as permissionárias consigam fazer maiores investimentos. Abate lembrou que o Programa de Investimento em Logística (PIL), segunda edição, lançado em 2015, prevê investimentos da ordem de R$ 86 bilhões nas ferrovias. “Esses recursos já estão acontecendo, mas podem avançar mais com as repactuações.” Ele explica que as empresas se sentem mais seguras em aplicar recursos com um prazo maior para amortização desses investimentos. “Não é um prazo seguro ter apenas dez anos pela frente, ter mais 30 anos é melhor”, observa. Por isso, salienta, a Abifer dá apoio total à prorrogação dos contratos atuais das concessionárias ferroviárias do País. “Nessa reunião, deu para perceber que o governo entende que isso leva a novos investimentos e ao crescimento de todos”, garante.

Frota moderna e competitiva
Outro item da audiência com o Ministro foi a renovação da frota ferroviária. “É um tema que estamos tratando há mais de dois anos junto ao governo e às próprias concessionárias.” Segundo ele, estudos a respeito foram feitos há dois anos com o governo, mas ainda não saiu do papel. "As eleições de 2014 e o ajuste fiscal interromperam esse processo", lamenta. Mas agora, diz, o assunto voltou à baila. "Sabemos que está em elaboração, inclusive, uma medida provisória (MP) que dispõe sobre a venda da frota, por parte das concessionárias, com mais de 40 anos de uso e com a obrigação de aplicar o que for levantado nessa venda em vagões e locomotivas e na própria manutenção das vias permanentes." E completa: “Tirar essa frota antiga ineficiente por uma mais moderna significa ganhar produtividade."

Abate explica que dos cerca de 120 mil vagões existentes no País, 40 mil têm idade avançada de mais de 40 anos - a vida útil desse equipamento, em média, é de 30 anos. “A proposta é trocar esses 40 mil por equipamentos mais modernos numa quantidade equivalente a 18 mil. Ou seja, você teria melhor rendimento com produto mais moderno que tem menor peso, o que confere maior velocidade de carga e descarga. Faríamos com 18 mil o que se faz hoje com 40 mil.” 

Esses vagões, esclarece, como são antigos, não têm a tecnologia atual e pesam de cinco a dez toneladas a mais do que os modernos. “Conseguimos transformar em capacidade útil de carga quando se reduz o peso do vagão e se tem sistemas automatizados de carga e descarga. Fora isso, os vagões antigos eram usados para qualquer tipo de carga, hoje eles são customizados – isso dá uma produtividade maior também”, defende. E acrescenta: “Existe uma obsolescência natural ao longo de 30 anos.”

No caso das locomotivas, prossegue o empresário, é a mesma coisa. A frota atual é de 3.600 unidades, dessas, 1.400 têm mais de quatro décadas. “Nesse caso, estamos querendo trocar 1.400 por 600 novas locomotivas, com potência de 4.400 HP ante 1.200 HP das antigas. Elas também significam redução de consumo de combustível e admitem o biocombustível. “E estamos falando de vagões e locomotivas totalmente fabricados no Brasil. Isso é importante.”

A indústria brasileira, garante Abate, está preparada para esse desafio com qualidade e competitividade. “Num programa de renovação de frota, o nosso setor trabalha com a previsibilidade de fabricar um número definido de vagões ou locomotivas, com regularidade de entrega.” Para ele, tal situação significa movimentar a economia do País de forma vigorosa, com a geração de empregos, maior arrecadação de impostos e melhor desenvolvimento das ferrovias. “Todos ganham.”

Como ele informa, hoje a indústria ferroviária emprega cerca de 20 mil pessoas diretamente das quais oito mil estão ligadas à fabricação de vagões e locomotivas. “Prevemos para essa renovação mais dois mil empregos diretos, desde emprego de fábrica até engenharia de produção, de projeto e outras.” E finaliza: “Temos total capacidade de produção desses veículos, ajudando todos crescerem e ganharem.”


Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
Colaboração Soraya Misleh








 

Depois de um longo ciclo histórico de desativação dos serviços ferroviários de passageiros, as principais cidades brasileiras enfrentam o completo colapso da solução rodoviária para mobilidade urbana e regional, com as principais rodovias congestionadas diariamente no entorno dos principais aglomerados urbanos.

Por outro lado, as faixas de domínio das antigas ferrovias continuam presentes, algumas com transporte de carga, mas do ponto de vista urbanístico constituem barreiras urbanas e não oferecem deslocamento de passageiros ao longo de seus eixos, exceto por algumas malhas suburbanas que não oferecem serviços regionais de média e longa distância.

Progressivamente estão sendo estudadas as implantações de serviços ferroviários de média distância, ligando regiões urbanas, chamados também de trens intercidades. Mas a presença de espaço disponível não basta para que a inauguração desses serviços seja suficiente. Apenas existirá demanda caso os serviços tenham desempenho e conforto compatível com o desejo dos usuários e eles tenham capacidade e disposição de pagar as tarifas.

Por isso é que projetos dessa natureza requerem estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, que comprovem a atratividade do serviço, suas condições de investimentos e custos que contemplem todas as restrições técnicas e ambientais para sua instalação.

A indústria nacional e estrangeira oferece um grande conjunto de alternativas tecnológicas para cada situação e tipo de serviço e a definição das tecnologias mais adequadas decorre dos estudos mencionados.

Além de orientação sobre os tipos de trens, também são necessários sistemas de energia, controle, sinalização e comunicação, que são resultados do desenvolvimento tecnológico desse tipo de infraestrutura em todo o mundo.

Pela sua importância na conjuntura atual apresentarei o tema no Congresso da SAE Brasil. O objetivo é auxiliar no entendimento das principais variáveis e restrições que condicionam esse tipo de projeto, demonstrando também a grande oportunidade que os serviços ferroviários representam para a solução da mobilidade em diversas regiões do Brasil.

 

* Gabriel Feriancic, diretor da Sistran Engenharia, mestre em Engenharia de Sistemas Logísticos (Poli-USP) e doutor em Engenharia de Transportes (Poli-USP)

 

 

 

 

 

 

 

Passageiros que utilizam na Linha 7 (Rubi), da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na região noroeste da capital paulista, enfrentam problemas na manhã desta quarta-feira (6/1). O serviço foi paralisado entre as Estações Pirituba e Francisco Morato, no início das operações, às 4h30, por motivo de manutenção, segundo a CPTM.


Imagem: reprodução imagem TV Globo
passageiros caminham trilhos cptm



A circulação só foi retomada duas horas depois, mas com lentidão.  O Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado com ônibus extras para atender os passageiros.

Ontem (5), uma avaria na rede aérea que fornece energia elétrica a esses mesmos trens paralisou o funcionamento também na estação Pirituba às 17h. Com isso, os usuários desceram para os trilhos e houve concentração nas áreas de embarque. Às 19h30, os trens voltaram a circular com velocidade reduzida.

Algumas pessoas começaram uma manifestação por volta das 18h30 próximo à Estação Pirituba, da CPTM. Segundo a Polícia Militar, o protesto terminou por volta das 20h.


Fonte: Agência Brasil





Mais uma vez a volta do feriado exigiu muita paciência dos paulistanos. Muita gente ficou horas parada no trânsito para conseguir voltar pra casa. Um amigo levou 10 horas para fazer um trajeto entre o litoral e a capital que normalmente dura 3 horas. Imagine só… você passa quatro dias descansando, mas chega em casa totalmente estressado depois desta agradabilíssima viagem de volta…

Já está mais do que claro que duplicação de rodovias, construção de novas pistas, túneis e viadutos não resolvem esse problema. Além de não darem conta da demanda – que só aumenta à medida que se abre mais espaço para veículos passarem –, as consequências ambientais são sempre grandes e raramente mitigáveis. Destruímos serras para chegar mais rápido e usufruir… das próprias serras…

Antigamente era possível ir de trem até Santos e até mesmo para o Guarujá. Lembro que íamos de trem para o Rio, para Minas e para todo o interior de São Paulo. É inacreditável que hoje, com tantos recursos e tecnologias disponíveis, não exista essa alternativa.

Além de ficarmos engavetados em viagens intermináveis, nossos carros entopem as belas praias, montanhas e cidades históricas que vamos visitar. Na maior parte delas, aliás, não há a menor necessidade de uso do carro. É possível resolver tudo a pé ou de bicicleta, ou usar transportes locais, minimizando o enorme impacto ambiental que essa imensa quantidade de veículos causa a pequenas vilas e cidades.

Precisamos urgentemente de um trem que ligue a metrópole ao litoral e ao interior.

No ano passado, o Governo do Estado anunciou a construção de uma linha de trem de média velocidade – 120 km por hora – para fazer essa ligação. O projeto – chamado de Trem Intercidades – prevê 430 km de malha ferroviária.

De acordo com o que foi divulgado pela imprensa, esse trem ligaria a capital a Campinas, Americana, Jundiaí, Santo André, São Bernardo, São Caetano, Santos, Sorocaba, São Roque, São José dos Campos, Taubaté e Pindamonhangaba. A publicação do edital para concorrência pública para empresas interessadas em entrar no projeto, via parceria público-privada, foi prometida para este ano, mas até agora nada…

Já imaginaram? Poder viajar tranquilamente, com conforto e hora marcada pra sair e pra chegar, preservando nossas praias e nossas cidades dos danos causados pelos carros?

Queremos um trem para o litoral e interior já!


*Por Raquel Rolnik, urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada. Texto originalmente publicado no Yahoo!Blogs







 

Acontece nesta sexta-feira (25/4) o debate “Sistema ferroviário brasileiro – Diagnósticos e propostas”, em comemoração aos 160 anos da ferrovia no Brasil. A atividade, que ocorre na sede da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), é promovida pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e pretende refletir sobre esse modal de transporte, sua importância em tempos remotos e atualmente.

Foto: divulgação FNE
abertura debate sobre trens FNE 1
Sessão de abertura da atividade Sistema Ferroviário Brasileiro: Diagnóstico e Propostas


A abertura do evento contou com a participação do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que ressaltou a iniciativa da Federação, em promover o modal sobre trilhos. "Fico feliz em ver engenheiros, este país ficou 30 anos cuidando da moeda e esquecemos de sonhar. A gente sonha com engenheiros e arquiteto. Não havia projetos na área de infraestrutura no Rio.. Este País parou. Perdemos essa memória e vemos o pais precisando cada vez mais de bons projetos, embora tenha recursos", disse Pezão.

O presidente do SEESP e da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, ressaltou a necessidade de elaborar propostas para retomar investimentos na ferrovia com urgência.

O consultor no setor de transporte e logística, Marcelo Perrupato, lembrou que o Plano Nacional de Logística e Transporte prevê R$ 428 bilhões de investimentos até 2023, sendo 47% só para ferrovias. 

 

Programação

9h Credenciamento

9h30 Sessão de abertura

Luiz Fernando de Souza (Pezão) – Governador do Estado do Rio de Janeiro

Murilo Celso de Campos Pinheiro – Presidente da FNE

Orlando Diniz – Presidente da Fecomércio

11h O futuro da ferrovia no Brasil

Palestrante: Marcelo Perrupatto – Consultor no setor de transporte e logística

Coordenador: Carlos Bastos Abraham – Vice-presidente da FNE

12h Intervalo para almoço

14h As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)

Palestrante: Carlos Monte – Consultor da FNE

Coordenador: Fernando Palmezan Neto – Coordenador do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”

14h45 Mesa-redonda
Debatedores:
Ministério dos Transportes/Secretaria de Política
Nacional de Transportes (MT/SPNT)
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
Associação Nacional de Transportes Ferroviários (ANTF)
Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan)
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Coordenadora: Clarice Aquino Soraggi – Diretora regional Sudeste da FNE

16h Intervalo para café

16h15 Ferrovia no século XXI – Instituto Nacional de Pesquisa Ferroviária
Palestrante: Wellington de Aquino Sarmento – Consultor na área de transportes
Coordenador: Luiz Euler Mello – Presidente da Associação
de Engenheiros Ferroviários (Aenfer)

16h45 Museu Nacional Ferroviário
Palestrante: Francisco Costa – Secretaria Nacional de Política dos Transportes
Coordenador: Luiz Euler Mello – Presidente da Associação
de Engenheiros Ferroviários (Aenfer)

17h30 Encerramento


Imprensa SEESP






 

A previsão foi feita por Guilherme Quintella, da Chairman da UIC International Union of Railways, durante a cerimônia de abertura da NT Expo – Feira, que acontece até 7 de novembro, no Expo Center Norte, em São Paulo. Segundo ele, nos próximos 15 anos o mundo investira US$ 1 bilhão por dia em transporte sobre trilhos. "É um desafio enorme que no Brasil ainda é incipiente e temos um vasto território a ser explorado. Temos que trazer essa cultura ferroviária para o país e aqui é o grande momento de você encontrar o que é melhor, mais moderno e mais adequado para as demandas atuais.”

E a 16ª edição, a feira traz uma novidade: 120 rodadas de negócios com as concessionárias de carga e passageiros, por meio das empresas associadas da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), no caso de cargas, e da ANPTrilhos, para passageiros. "Isso vai permitir que a indústria mostre as inovações tecnológicas, fomente o encontro entre os empresários do setor dentro de um âmbito de negócios”, explica Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer).

Para João Gouveia, diretor de Operações da concessionária Supervia, o contexto atual não poderia ser mais propício, tendo em vista que há três anos os governantes começaram a olhar com mais atenção o segmento trilhos. "Isso faz todo o sentido, porque o modelo de mobilidade atual está esgotado, não funciona mais”.  Por isso, ele considera que o NT Expo 2013 se transformou na voz dos trilhos, uma voz uníssona que fornece a oportunidade imperdível  para os ferroviários externarem suas opiniões.

Os 10 mil visitantes previstos poderão conferir o que a indústria ferroviária nacional  tem a oferecer entre os mais de 200 expositores, entre carros de passageiros, vagões de cargas, locomotivas, materiais de via permanente entre outros tanto pela indústria nacional como pelos estrangeiros.

"O grande resultado dessa feira será colocar a indústria nacional e estrangeira em contato com os clientes, as operadoras e a cadeira produtiva brasileira, aponta Luiz Ferrari, vice-presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre). Para ele, a troca de informações homogeneizadas proporcionará o entendimento das necessidades do setor metroferroviário brasileiro, fornecendo subsídios para que a cadeia produtiva possa planejar seus próprios investimentos internos e, assim, tornarem-se mais competitivos.

 

Fonte: Assessoria da NT Expo - 16ª feira Negócios nos Trilhos (NT 2013)



 

Se, historicamente a universidade tem formado os profissionais para trabalharem nas empresas, os avanços tecnológicos, os intercâmbios internacionais de conhecimento e a diversidade de necessidades específicas das empresas têm aproximado as universidades das empresas. Esta foi a tônica do 7º painel "O papel das universidades e empresas na formação complementar específica para o setor”, realizado na quinta-feira (12/09) como parte da programação da 19ª. Semana de Tecnologia Metroferroviária, realizada pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp), no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Durante o encontro – que se encerra nesta sexta-feira – ficou evidenciado que o bom momento que vive o setor metroferroviário e os grandes investimentos programados e em execução na ampliação oferecem boas perspectivas para o mercado de trabalho para o setor, que tem uma carência regular de pessoal especializado.

Manoel Mendes, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas Ferroviárias e Rodoviária (Cepefer), de Curitiba (PR), atribui o desinteresse dos jovens para o setor metroferroviário à imagem que eles têm dos trens, como uma coisa do passado. Some-se a isso, o período de estagnação das ferrovias desde a década de 1970 e que só começou a ser retomada com as concessões das ferrovias na década de 1990. A expansão das operações do transporte ferroviário de cargas e, mais recentemente de passageiros nas regiões metropolitanas, começou a exigir parcerias das grandes operadoras com as universidades para aperfeiçoar e especializar engenheiros para atender às suas demandas. Mendes exemplificou com os cursos de pós-graduação do Instituto Militar de Engenharia e da UniGranRio, de Duque de Caxias (RJ).

A Vale, maior empresa de logística e transportes do país e grande operadora ferroviária, com 77 mil empregados, opera em 14 Estados, além de 37 países. Suas necessidades são proporcionais ao seu gigantismo e convênios com universidades, como com a Escola Politécnica da USP não são suficientes.

Alexsandra Salles, gerente da área da Capacitação da Universidade Corporativa da Vale (Valer) mostrou o programa de educação da empresa que investiu em 2012 US$ 65 milhões, equivalentes a R$ 1.100 por empregado em cursos de nível técnico, de especialização e liderança. Em Tubarão (ES), a empresa mantém uma sede com seis andares contendo laboratórios de eletrotécnica e simuladores de cabine de trem, para atender funcionários e oferece algumas vagas para escolas e universidades locais. Além disso, dispõe de extensa bibliografia com trabalhos técnicos e material didático para todos os níveis. Os profissionais seniores das diferentes áreas da empresa são treinados para dar aulas e transmitir suas experiências aos recém-contratados em cursos, cujas apostilas são montadas a partir dos conhecimentos desses profissionais. No Maranhão, a Vale treina professores das universidades para lecionarem na empresa aproveitando os recursos que dispõe.

O professor João Batista Camargo Jr, da Escola Politécnica da USP, falou sobre as mudanças que estão sendo implantadas no currículo dos cursos de Engenharia, com ênfase para as matérias básicas até o terceiro ano, permitindo que os alunos possam escolher a especialização nos dois últimos. Mas isso não basta, disse ele. "Atualmente, metade dos alunos passam parte do curso em universidades conveniadas com a USP no exterior e, com o domínio das novas tecnologias, obtêm muito mais informações do que a escola lhe pode ensinar”. Segundo Camargo, os alunos novos precisam ser desafiados em criatividade e a USP está construindo um novo prédio para abrigar salas para novas experiências.

Os convênios com as grandes empresas que mantêm universidades corporativas, como a Vale e o Metrô de São Paulo, por exemplo, têm sido uma tradição na Poli, segundo Camargo, mas hoje é a própria Poli que busca as experiências nas empresas em busca de maior sinergia visando atender à necessidade de sua modernização. "A universidade está aberta para debates de ideias e trocas de conhecimentos e habilidades”, concluiu.

 

Imprensa – SEESP
Informação da Assessoria da Aeamesp




A Aeamesp (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô) e entidades parceiras apoiam a realização do I Seminário Internacional de Sinalização e Comunicações Ferroviárias, que acontecerá nos dias 27, 28 e 29 próximos, na sede da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), em Brasília. A abertura do encontro, a partir das 14h, contará com a presença do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos e do diretor geral da agência reguladora, Ivo Borges. 

Serão discutidos os seguintes temas: A importância da definição dos padrões de sinalização e de comunicação para as ferrovias brasileiras; Plano de revitalização das ferrovias; Estrutura europeia para a regulação de padrões de sinalização e comunicação ferroviárias; O papel da agência reguladora na padronização e interoperabilidade da sinalização europeia; A experiência das concessionárias brasileiras (painel, reunindo Vale, ALL, MRS, CPTM, Supervia) e sessões focalizando as experiências norte-americana, australiana e japonesa; Sistemas padrão GSM-R e IP-R4 de comunicações ferroviárias; Considerações iniciais para a definição de um padrão de comunicação para as ferrovias brasileiras e Reuniões técnicas do Comitê de Sinalização e Comunicações Ferroviárias com representantes dos modelos norte-americano, australiano, japonês e europeu.

 

Imprensa – SEESP
Informação da Aeamesp



Resgatar e revitalizar o transporte de passageiros no Brasil. Foi o principal objetivo do seminário ‘Trens de Passageiros – uma necessidade que se impõe’, realizado na última semana, na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), em Brasília. Especialistas do setor público e privado reuniram-se para discutir alternativas capazes de tornar essa modalidade de transporte mais conhecida e utilizada no país. 

Para resgatar a eficiência do transporte ferroviário de passageiros no país, o diretor de Planejamento e Avaliação da Política de Transporte do Ministério dos Transportes, Francisco Luiz da Costa, afirmou que o momento para as discussões é propício, uma vez que o governo tem retomado investimentos no setor de infraestrutura a partir do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). 

Costa destacou que o governo trabalha atualmente com prioridade em seis trechos ferroviários, que são resultado de um levantamento concluído em 2002. Dois deles – Londrina/Maringá (120 km) e Bento Gonçalves/Caxias do Sul (80 km), no Paraná e Rio Grande do Sul, respectivamente – estão com os estudos de viabilidade concluídos. Eles devem ser entregues até o final de novembro para iniciar a execução dos projetos. 

Os estudos de viabilidade técnica, ambiental e econômica dos outros quatro trechos devem ser concluídos no primeiro semestre de 2013. Os próximos passos são o diagnóstico da malha ferroviária existente e a definição da metodologia para análise. Costa frisou que os projetos serão finalizados e levados adiante apenas nestas seis vias porque “o estudo de 2002 é uma fotografia daquela época e é preciso fazer uma nova análise nacional”. 

De acordo como representante do Ministério, um novo estudo deve ser realizado -  a licitação para contratar a empresa responsável deve sair ainda este ano - para buscar a viabilidade em novos trechos para o transporte ferroviário de passageiros. A intenção do governo, adiantou, é implantar um material rodante moderno, sustentável, fabricado pela própria indústria brasileira e movido com tração a diesel, biodiesel ou GNV (Gás Natural Veicular). 

Marco regulatório
Questionado sobre a necessidade de um novo marco regulatório para o transporte ferroviário de passageiros no Brasil, Costa concordou que é importante estabelecer regras a nível nacional. “Precisamos aprimorar essa análise. Este é um momento adequado para estudarmos a operação ferroviária”, disse. 

Segundo ele, existem temas muito importantes que precisam ser regulamentados. Entre eles, por exemplo, a velocidade de tráfego, o compartilhamento das vias e o preço da passagem. “Tudo isso precisa de compatibilidade, é uma questão de segurança”, avaliou.

Investimentos públicos
O diretor da ANTT Jorge Luiz Macedo Bastos também destacou que a revitalização do transporte de passageiros é um problema do Estado, cujo resgate deve estar relacionado à busca de uma solução moderna, segura, limpa e energicamente eficaz. “A atenção é voltada ao transporte de cargas, que é mais lucrativo. Nossas ferrovias são antigas e o traçado não é viável ao transporte de passageiros”, disse. 

De acordo com o diretor da EPL (Empresa de Planejamento e Logística), Hélio Mauro França, essa opção de transporte de passageiros precisa ser resgatada com urgência. “Não existem outras alternativas para médias distâncias, apenas os automóveis e aviões. Mesmo sem apresentar a rentabilidade do transporte de cargas, essa é uma modalidade que precisa de suporte público.”

 

Imprensa - SEESP
Informação da Agência CNT de Notícias



Nesta semana, o JE (Jornal do Engenheiro) na TV entrevista o 2º tesoureiro do sindicato, engenheiro Flávio Brízida, sobre o SEESPPrev, o primeiro Plano de Previdência Complementar do país, na modalidade Instituidor. Já na reportagem será apresentado todo o debate do seminário “O futuro do sistema do transporte ferroviário do Estado de São Paulo”, realizado no dia 22 de agosto último, que reuniu o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, o presidente e o diretor de Planejamento da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), respectivamente, Mário Bandeira e Silvestre Eduardo Rocha Ribeiro, além de técnicos na área, engenheiros e professores.

Tudo isso e muito mais você acompanha no programa do SEESP que vai ao ar nesta
segunda-feira (27/08), às 23h30, pelos canais 9 (Net), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital). Ou, no mesmo dia e horário, pela internet neste link. Já em outras cidades paulistas ou estados, os dias e horários são diferentes, veja aqui a grade da transmissão.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP





Em seminário sobre “O futuro do sistema de transporte ferroviário no Estado de São Paulo”, realizado no dia 22 de agosto último, pelo SEESP, na Capital Paulista, o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e o presidente da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), Mário Bandeira, mostraram que a mobilidade de carga e de passageiros no estado está baixa, dispersa e fragmentada, principalmente na RMSP (Região Metropolitana de São Paulo), e apresentaram projetos de expansão e modernização do sistema metroferroviário, com a previsão da retomada dos trens regionais, com três projetos iniciais de Jundiaí, Sorocaba e Santos; concretização do ferroanel e implantação do TAV (Trem de Alta Velocidade) Campinas/São Paulo/Rio de Janeiro.

* Veja aqui as fotos do seminário

Os recursos no setor, segundo os representantes do governo estadual, terão uma tendência crescente, podendo chegar a quase R$ 10 bilhões ao final da administração atual. A extensão da rede metrô+CPTM prevista, que em 2011 era de 328,2 km, é alcançar 633,6 km, em 2020, levando em conta que também neste ano a população da RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) estimada será de 20.438.643 (hoje é de 19.867.456).

Veja a seguir a apresentação dos participantes do seminário:

* Jurandir Fernandes, secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos
“O futuro do sistema ferroviário de SP”

* Mário Bandeira, presidente da CPTM
“Projetos de Expansão e Modernização da CPTM”

* Silvestre Eduardo Rocha Ribeiro, diretor de Planejamento e Projetos
“Futuro das ligações ferroviárias”

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP



Nesta quarta-feira (22/08), será realizado importante seminário na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) com autoridades do governo estadual. Estará em discussão “O futuro do sistema do transporte ferroviário no Estado de São Paulo”. O evento debaterá os investimentos necessários em tecnologia, infraestrutura e ampliações dos serviços da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Criada há 20 anos, a CPTM tinha 270 quilômetros de malha, resultado da junção de trechos da Sorocabana, Central do Brasil e Santos-Jundiaí, que tinham como objetivo principal o transporte de carga. Hoje, ela transporta mais de 2,6 milhões de passageiros em 22 municípios da Grande São Paulo. Mas a demanda pelo transporte ferroviário é cada vez maior e se impõe como uma necessidade para melhorar a mobilidade urbana, com um modal não agressivo ao meio ambiente. Além disso, outras cidades paulistas carecem de trens de passageiros.

O seminário é uma realização conjunta SEESP, FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), CPTM e Governo do Estado de São Paulo. O evento é aberto ao público.

Programação

9h - Abertura

Murilo Celso de Campos Pinheiro - Presidente do SEESP e da FNE

Jurandir Fernandes - Secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos

Mário Bandeira - Diretor-presidente da CPTM

José Roberto Cardoso - Coordenador do Conselho Tecnológico do SEESP e diretor da Escola Politécnica da USP

9h30 - Investimento no Sistema de Transportes Metropolitanos

Palestrante - Jurandir Fernandes

Debatedor - Adriano Murgel Branco - Diretor da AMBranco Consultores

10h30 - Investimento em Infraestrutura e Modernização Tecnológica do Sistema Ferroviário

Palestrante - Mário Bandeira

11h - O futuro das ligações regionais sobre trilhos no Estado de São Paulo

Palestrante - Silvestre Eduardo Rocha Ribeiro - Diretor de Planejamento da CPTM

Debatedor - Ettore Bottura - Professor da Escola Politécnica ad USP

Coordenador - Edilson Reis - Diretor do SEESP

12h - Debate

12h30 – Encerramento

 

Serviço
O que: Seminário O futuro do sistema ferroviário no Estado de São Paulo
Quando: 
22 de agosto de 2012 – das 9h às 12h30
Onde: Sede do SEESP
Endereço: Rua Genebra, 25, Bela Vista, São Paulo 

 

Informações para a imprensa:
Departamento de Imprensa do SEESP
Rita Casaro
(11) 3113-2651                                    
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