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O Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica, da Universidade de São Paulo (Poli-USP), oferece uma oportunidade de pós-doutorado em Tratamento de Resíduos Sólidos, com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Prazo de inscrição até dia 4 de agosto. A bolsa está vinculada ao projeto temático “Estudo de novas tecnologias e rotas de processamento para o tratamento e reciclagem de resíduos sólidos”. O objetivo geral é caracterizar e estudar processos e alternativas tecnológicas para tratar e reciclar resíduos sólidos de acordo com o que foi estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, além de estudar as implicações e regulamentações previstas na lei brasileira sobre o assunto. 

O bolsista selecionado irá desenvolver o tema “Recuperação de cobre a partir do liquor obtido na biolixiviação de placas de circuito impresso através de eletro-obtenção”. O candidato deve comprovar experiência científica no tema proposto. É desejável que tenha experiência em resíduos sólidos, técnicas eletroquímicas e analíticas (FAAS, ICP, EDX, CI).

As inscrições serão recebidas exclusivamente por e-mail, com documentação anexa em formato pdf, e enviadas ao professor responsável Jorge Alberto Soares Tenório (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), pesquisador principal do projeto.

Os documentos necessários para a inscrição são: Curriculum Lattes atualizado, certificado de conclusão do doutorado e carta de apresentação indicando a razão de interesse na bolsa, com um breve relato da experiência do candidato. A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. Mais informações sobre a bolsa estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

 

Da Agência Fapesp
Comunicação SEESP

 

 

 

 

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes-SP) promove lançamento online da campanha Diadesol, que conscientiza crianças, jovens, familiares e educadores sobre as questões relacionadas aos resíduos sólidos. A atividade é gratuita e aberta ao público.

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes-SP), seção São Paulo, realiza, nesta quarta-feira (19/04), às 10h, o lançamento da 12ª Edição do Diadesol, campanha de conscientização sobre questões relacionadas aos resíduos sólidos. Entre as promoções do evento estão ações de educação ambiental, concursos de desenho (do qual participam estudantes de escolas públicas e privadas) e vídeo amador (estudantes e público em geral).

Para participar, basta se inscrever aqui. Outras informações sobre a campanha em http://www.abes-sp.org.br/diadesol.

Confira a programação a seguir:

10h – Abertura
Ricardo Ribeiro – Abes/SP

10h10 - Lançamento da Campanha Diadesol 2017
Delaine Romano – Coordenadora Adjunta da Câmara Técnica de Resíduos Sólidos da Abes/SP

10h30 - Bate-papo sobre o Tema da Campanha "Os resíduos sólidos e os 5R’s”
Nina Orlow – COE Diadesol e Ana Rogers – Comunicação da Abes

10h50 – Encerramento
Roseane Souza – Diretora da Abes/SP

 

Publicado por Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações da assessoria de imprensa da Abes-SP

 

 

 

 

 

Gestão lixo baixadaA sociedade terá participação garantida na elaboração do plano de gestão integrada de resíduos da Baixada Santista, por meio de oficinas e audiências públicas. A primeira das quatro etapas dos trabalhos – Mobilização e Divulgação Social – tem início previsto para março, com a realização de um encontro regional aberto ao público. Em janeiro, técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) e da Câmara Temática do Meio Ambiente e Saneamento do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb) concluem o cronograma das ações.

As informações são de Cláudia Echevenguá, pesquisadora do Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas do IPT e coordenadora do plano. Cláudia participou da reunião do Condesb, nesta terça-feira, 20 de dezembro, para dar esclarecimentos sobre essa fase de Mobilização Social e Divulgação. “O objetivo é garantir a participação de todos os envolvidos, desde aqueles que geram resíduos domiciliares, de construção civil, pó de varrição etc., até empresas e entidades que trabalham, por exemplo, com coleta, transporte, reciclagem e processamento de materiais. Este envolvimento é fundamental para dar transparência ao processo”, afirmou. Todas as ações, relatórios e cronogramas do trabalho ficarão disponíveis nos sites do IPT e da Agem, que terá, inclusive, seção na qual o cidadão e/ou representantes de entidades poderão registrar suas sugestões.

A pesquisadora do IPT explicou que o trabalho terá base no 'tripé da sustentabilidade', considerando os aspectos econômico, social e ambiental. “São vários segmentos e interesses envolvidos e a gente precisa primar pela isenção tecnológica. Vamos analisar todos os processos e possibilidades para apontar soluções adequadas e integradas. A proposta é um plano regional, por isso, serão necessários os arranjos municipais, para buscar alternativas consorciadas, de apoio mútuo.”

Claudia ressaltou que é importante que os novos prefeitos disponibilizem rapidamente os dados necessários para que o IPT possa realizar um levantamento mais completo sobre a região. “Precisa ter uma base de informações e diagnósticos para poder trabalhar. Os responsáveis legais pelos resíduos são os prefeitos. Precisamos ter a transição e conversar com as novas gestões. Sem essas informações disponíveis para poder avaliar os cenários e as possibilidades, fica muito difícil”, esclareceu.

 

 

Comunicação SEESP
Reprodução de notícia do IPT

 

 

 

 

 

 

 

A partir do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, criado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) há dez anos e cuja edição deste ano tratou das cidades, a Delegacia Sindical do SEESP de Bauru elaborou um trabalho específico com sugestões técnicas e democráticas para a cidade. O presidente da regional, Luiz Roberto Pagani, disse que os seus candidatos à Prefeitura local foram contatados para receberem a propositura.

Num esforço que contou com o estudo de profissionais da engenharia, a Delegacia apresentou propostas viáveis para diversas áreas que constituem a vida urbana. Por isso, estão no documento proposições para a questão habitacional, regularização fundiária, planejamento e legislação urbanística, saneamento, tratamento de resíduos sólidos e aterro sanitário, drenagem urbana, iluminação pública, mobilidade, trânsito, transporte coletivo, regularização de imóveis e ocupação de vazios urbanos e, por fim, ações e desenvolvimento regional.

O trabalho aponta que a cidade de Bauru tem uma situação dramática com relação a questões “que foram mal conduzidas e que viraram pendências estruturais permanentes”. Nessa situação, exemplificam os diretores da Delegacia, está a situação da Cooperativa Metropolitana Habitacional (Cohab) local, enfrentando dívidas e ações judiciais de antigas construtoras.



Foto: Divulgação Delegacia Sindical de Bauru
Bauru 3 
Entre os candidatos que atenderam ao chamado da Delegacia está
Clodoaldo Gazzetta (PSD) que está no segundo turno.
 

O documento avalia que a incapacidade de se dar soluções aos problemas locais fica patente com “o final da vida útil do aterro sanitário dos resíduos sólidos urbanos que está sendo constantemente postergado, porque não se obteve o licenciamento ambiental de um novo aterro e, como consequência absolutamente previsível, teve-se de passar a usar do aterro sanitário privado de Piratininga e com isso aumentando as despesas de deslocamento e transporte”.


Bauru RaulRaul Gonçalves (PV), que também está no segundo turno, esteve na sede da
Delegacia e recebeu as propostas.

 

Outro problema constatado é com relação à estação de tratamento de esgoto, que está com atraso no cronograma de obras. “É uma conquista ambiental expressiva, mas que corre o risco de se transformar em novo ´esqueleto´, que depende de eventuais decisões equivocadas dos gestores públicos ou deficiências da empreiteira.” Na mesma linha, o documento da Delegacia de Bauru afirma que não “há como se insurgir contra o aumento crescente da perda de água tratada do DAE [Departamento de Água e Esgoto] que atinge o índice de 48,7% quando a média nacional é de 37%”.

Por isso, a Delegacia defende uma nova postura do novo governo municipal para fazer o devido e correto enfrentamento das pendências estruturais, com visão técnica arrojada e criativa para equacionar e solucionar os entraves. E defende: ”Torna-se necessário o aprofundamento do debate e a busca de profissionais especializados e qualificados com experiência para a gestão de empresas do município, para enfrentamento de graves questões que estão a inviabilizar o desenvolvimento da cidade.”

* Confira aqui o documento da Delegacia Sindical de Bauru

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP







A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) promoverá, no dia 7 de outubro, em São Paulo, o Simpósio Nacional Impacto das Novas Leis no Saneamento Ambiental. O evento reunirá representantes do Poder Legislativo, operadores, juristas e profissionais do setor de todo o Brasil para analisar e discutir, em três painéis, o impacto das leis 13.329, do Regime Especial de Incentivo para o Desenvolvimento do Saneamento Básico (REISB); 13.303, conhecida como a Lei das Estatais; e 13.312, que trata da medição individualizada de água nas novas edificações condominiais.

“A análise profunda destes dispositivos e suas implicações no saneamento ambiental no Brasil constituirá um importante instrumento para balizar futuras iniciativas e investimentos do setor no país. O Simpósio resultará em um documento com diretrizes e propostas para a homologação das referidas Leis para encaminhamento ao Congresso Nacional”, ressalta o presidente nacional da associação, Roberval Tavares de Souza.

O evento será no auditório do Conselho Regional de Química, que fica na Rua Oscar Freire, 2039. Inscrições: associados ABES: R$ 480,00 e não associados: R$ 600,00 (pagamento em até 2x). Mais informações e inscrições clique aqui.



Edição Rorsângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações da Assessoria de Imprensa da Abes








 

Produtividade, sustentabilidade e Inovação. Esses foram os pontos centrais apontados por Murilo Pinheiro, presidente do SEESP, e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), durante a cerimônia de abertura do curso “Introdução à Gestão Integrada de Resíduos Sólidos” do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), em parceria com a Prefeitura de São Paulo, com apoio da EcoUrbis.


murilo pinheiro curso de residuosMurilo Pinheiro fala durante aula inaugural do novo curso do Isitec


“Vocês estão dentro da casa da inovação. Esta é a primeira faculdade de Engenharia de Inovação da América. Posso dizer que já é uma referência em todo País e totalmente financiada pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo. Estamos colocando no mercado engenheiros que tenham capacidade de inovar e debater as questões relevantes para a sociedade”, afirmou Pinheiro, lembrando que o SEESP é o mantenedor do Isitec.

O presidente do sindicato fez questão de frisar que não se trata de “uma faculdade para ganhar dinheiro”.  “Os mantenedores não recebem recursos financeiros de volta. Nosso retorno é interferir positivamente na sociedade brasileira. Essa é construção do SEESP e sua contribuição à sociedade brasileira”, completou.

 As aulas começaram nesta quinta e ocorrerão sempre as quintas, e vão até 25 deste mês. Para o diretor administrativo e financeiro da EcoUrbis, Cesar Urien, o curso retoma o que há de mais precioso no homem, que é a vontade de aprender. “Tenho orgulho em poder ser convidado pelo Sindicato dos Engenheiros  e pelo poder público em participar dessa iniciativa. Tenho orgulho em estar presente em um projeto que os próprios funcionários da minha empresa quiseram participar. Iniciativas como essa, retomam o melhor momento do homem, que é a fome por saber”, declarou Urien.

Ricardo Brandão, presidente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb),  órgão da prefeitura envolvido no projeto,  lembrou-se do momento em que surgiu a ideia de promover um curso com esse foco. “Surgiu numa conversa nossa quando assumi  a Amlurb. O nosso serviço na prefeitura é o único que  atende, no mínimo, 12 milhões de clientes, por dia. Todos os domicílios dependem dos serviços de coleta e gestão de lixo. E essa administração atual acumulou um conhecimento tal que pensamos que esse conhecimento aprendido deveria ser disseminado”, disse Brandão, lembrando que o curso irá reunir prática e teoria ao mesmo tempo. “ Isso tem tudo a ver com a inovação proposta pelo Isitec. Certamente esse conteúdo que será fornecido aqui nas aulas, nunca foi visto. É a junção da prática à teoria na gestão de resíduos”, ressaltou o presidente da Amlurb.

Quem também esteve presente foi a coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP, Marcellie Dessimoni, que falou de sua experiência prática com o sindicato, onde recentemente concluiu um estudo sobre o bairro de Itaim Paulista, Zona Leste da cidade, e que será lançado no sábado (6/8), no bairro que foi foco do levantamento. É o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento Itaim Paulista. “Tive a oportunidade de trabalhar com os estudantes e professores do Isitec, nesse estudo ,  e eles demonstraram a preocupação com a comunicação com a comunidade,  em entender quais as necessidades do outro, de perceber quais são suas dificuldades e facilidades”, contou a jovem coordenadora, que é engenheira ambiental e falou, ainda, da importância da união de esforços entre sociedade organizada, poder público e iniciativa privada.

Quem também falou sobre isso foi Antonio Octaviano, diretor de Extensão e Serviços de Consultoria do Isitec. “Quanto mais interagirmos entre nós, sindicatos, organizações sociais, empresas e o setor público, mais ideias boas se concretizarão”, falou Octaviano, que apresentou os convidados aos presentes, que estavam ansiosos para o início.

Como a química, Dilcelli Soares Moura, 38 anos, que está buscando atualização no currículo. Ela atua no setor de resíduos sólidos há 10 anos, no setor privado, com avaliação das características químicas dos resíduos. “Quero entender mais a gestão dos resíduos, em todo o processo. Quero estar à frente das novas tendências. E também conhecer mais pessoas que atuam no setor ”, declarou Moura.


Deborah Moreira
Imprensa SEESP







O engenheiro ambiental e aluno do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP), Clauber Barão Leite, em uma parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), dentro do Programa Novos Talentos, está trabalhando em um projeto de avaliação comparativa de duas tecnologias de tratamento (digestão anaeróbia e incineração) de resíduos sólidos com aproveitamento energético. A escolha do pesquisador pelo tema para a sua dissertação de mestrado foi motivada por duas questões socioeconômicas que estão na ordem do dia: a crescente demanda pela geração de energia elétrica e o aumento da quantidade de resíduos sólidos, e a intenção de buscar uma solução conjunta.

Uma das disposições da Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pelo Governo Federal em 2010, é a observação da seguinte ordem de prioridade na gestão e no gerenciamento de resíduos sólidos: não geração; redução; reutilização; reciclagem; tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, aqui definidos como todos os resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as chances de tratamento e de recuperação por processos tecnológicos economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade além da destinação final.

“Os resíduos sólidos têm uma componente energética importante: no meu estudo, a intenção é avaliar o seu aproveitamento, levantando informações sobre o potencial de geração de energia, e as tecnologias existentes”, explica Leite. Analisando a composição dos resíduos no Brasil, continua ele, a média é de 50% de material orgânico, 25% a 30% de resíduos passíveis de reciclagem e o restante (20% a 25%) do rejeito propriamente dito: “Somente os rejeitos deveriam ser destinados aos aterros; tudo o que é passível de aproveitamento, tanto orgânicos como recicláveis, deveria passar por um tratamento antes da destinação final, mas isso ainda não acontece."

A digestão anaeróbia e a incineração são os processos mais utilizados para o tratamento dos resíduos sólidos na Europa e nos Estados Unidos e foram as escolhidas pelo pesquisador para o estudo. “Meu trabalho segue uma linha de comparação, mas de adaptar o cenário para a realidade brasileira porque existem diferenças – não basta transferir uma tecnologia bem-sucedida no exterior para o Brasil, pois existem diferenças nos tipos de resíduos e nos hábitos da população, e tudo isso provoca impactos na operação e nos custos”, ressalta ele. Embora ainda não estejam presentes no Brasil em larga escala, o pesquisador optou pelas duas tecnologias por conta da rentabilidade econômica, enfatizando que processos como o plasma térmico e a gaseificação estão ainda em um patamar científico ou não têm viabilidade comercial.

 

 

Fonte: IPT

 

 

 

 

 

 

A cidade de Sorocaba, no dia 25 de abril último, aderiu ao Sistema Estadual de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (Sigor), módulo Construção Civil. O sistema possibilita o registro, o controle e o acesso às informações previstas na Política Estadual de Resíduos Sólidos, em especial no que se refere ao Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, ao Sistema Declaratório Anual e ao Inventário de Resíduos. Com isso, a partir de agora será possível monitorar a gestão dos resíduos de construção civil desde a geração até a sua destinação final, incluindo transporte.


Foto ilustrativa/imagem captada na internet
Residuo solido construçao 
 O sistema possibilita o registro, o controle e o acesso às informações previstas na
Política Estadual de Resíduos Sólidos

 

De imediato, em Sorocaba o Sigor contempla responsáveis por obras acima de 1.000m², mas gradativamente todas as obras estarão inseridas neste sistema. Para obter o habite-se, os responsáveis devem encaminhar cópia do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil (PGR Final), elaborado por meio do Sistema Estadual de Gerenciamento Online de Resíduos Sólidos (Sigor). Esse cadastro deve ser realizado diretamente no site http://cetesb.sp.gov.br/sigor

Devem se cadastrar os geradores de resíduos de construção (construtoras), transportadores de resíduos (caçambeiros) e áreas de destino de resíduos de construção. O cadastro deve ser realizado em até 30 dias para que possa participar do treinamento de utilização do sistema, realizado pela Cetesb.

Quem vai construir ou reformar tem de solicitar aprovação junto a Secretaria de Mobilidade, Desenvolvimento Urbano e Obras (Semob). Se a obra tiver mais de 1.000m² o gerador deve elaborar o PGR através do Sigor e transportar seus resíduos contratando transportador devidamente habilitado, para que o descarte do material seja feito em área licenciada.

 

 

Fonte: Prefeitura Municipal de Sorocaba

 

 

 

 

 

Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010 instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que regulamenta a gestão integrada e o gerenciamento dos resíduos sólidos, tendo como principal objetivo a proteção da saúde pública e da qualidade ambiental. 

Por resíduo sólido, entende-se qualquer "material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível". (1)

Valendo-se dos princípios da ecologia industrial, a lei coloca entre seus principais objetivos a não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

Como atingir esses objetivos? O caminho para a correta implementação da PNRS passa necessariamente pelo desenvolvimento científico e tecnológico, bem como pela implementação de ferramentas tecnológicas já disponíveis para a indústria e o poder público.

Os sistemas industriais são alimentados por energia, matéria-prima e água, que, transformados pelos processos industriais, resultam em produtos e resíduos. O termo "ecologia industrial" engloba diferentes princípios e estratégias para evitar o desperdício de materiais e energia, minimizando a geração de resíduos e encontrando formas de incorporá-los novamente aos ciclos produtivos.

O estudo da ecologia industrial visa propulsionar a circulação desse fluxo de materiais dentro do sistema, aumentando seu aproveitamento e balanceando os fluxos de entrada e saída a fim de não alterar o equilíbrio do ambiente. O princípio de produzir sem desperdício e sem emissões, evitando impactos ambientais, é a base ecológica para o desenvolvimento sustentável. (2) (3)

Identificar e caracterizar as possíveis fontes de impactos ambientais, no caso é o primeiro passo para a aplicação do conceito de sustentabilidade ao processo industrial, desde a obtenção da matéria-prima, a manufatura, até o consumo e o descarte final. Isso significa acompanhar e gerenciar a produção de resíduos e rejeitos (reaproveitáveis ou não) não só na saída do processo produtivo, mas ao longo de todas as suas etapas - um dos princípios básicos da nova legislação.

Os resíduos e rejeitos não reaproveitáveis, particularmente, demandam o desenvolvimento de técnicas e métodos de tratamento visando ao descarte ou disposição final ambientalmente adequada. Além disso, necessitam de pesquisas tecnológicas para viabilizar sua reciclagem ou reaproveitamento, tendo como diretriz a meta de rejeito zero.

Além da pesquisa e desenvolvimento tecnológicos para assegurar a implantação da PNRS, evidencia-se como questão crucial o planejamento das atividades de gerenciamento dos resíduos sólidos, ou seja, sua logística no aspecto econômico e social. Atualmente, ainda não há um mercado capaz de assimilar os custos para a segregação e armazenamento de muitos materiais descartados, hoje considerados resíduos ou rejeitos. O problema exige uma abordagem global que inclua estudos para a viabilização econômica dos procedimentos, a caracterização dos resíduos, ações que promovam a educação ambiental e o envolvimento do terceiro setor, bem como a elaboração de mecanismos simplificados para operações unitárias para armazenamento, organização e transporte. Trata-se de um grande desafio a ser enfrentado pelas indústrias, governos, e sociedade civil, com o apoio tecnológico das instituições de pesquisa.

O IPT já se consolidou como parceiro do setor público e industrial nesta questão. Embora a PNRS seja recente, o Instituto acumula grande experiência em estudos para gestão de resíduos, desenvolvendo desde a década de 90 planos de ações para os resíduos sólidos urbanos municipais. 

Sua atuação multidisciplinar permite a realização de análises complexas dos processos produtivos da indústria primária e de transformação, melhorando sua produtividade e minimizando a geração de resíduos industriais. Além disso, o IPT desenvolve tecnologias de reciclagem e tratamento, visando o reaproveitamento dos resíduos ou o seu correto descarte.

Nas próximas colunas técnicas, discutiremos as ferramentas da Ecologia Industrial que podem ser aplicadas ao setor produtivo para o atendimento dos objetivos da PNRS (não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final), promovendo simultaneamente a adequação à nova legislação e ao princípio da sustentabilidade.

Notas:

(1) Ver capítulos I e II da Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010


Referências Bibliográficas:

(2) ERKMAN, S. Industrial ecology: an historical view. J. Cleaner Prod.; vol 5, n° 1-2, pp. 1-10, 1997.

(3) ALMEIDA, C. M. V. B.; GIANNETTI, B. F. Ecologia Industrial: conceitos, ferramentas e aplicações. São Paulo: Edgard Blücher; 2006.

 

 

 

Fonte: Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por meio da participação em reuniões do comitê orientador do plano e dos processos de consulta e audiência pública, Michel Xocaira Paes, aluno de doutorado do Programa de Ciências Ambientais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Sorocaba, contribuiu para o debate sobre a gestão dos resíduos no município de Sorocaba, estado de São Paulo.

Segundo o aluno e pesquisador “o plano de gestão integrada de resíduos foi elaborado de forma participativa e democrática, atendendo assim alguns dos princípios e objetivos da política nacional de resíduos sólidos”.

O doutorando destacou ainda que “o plano prevê ações necessárias e importantes, como a ampliação da coleta seletiva, análise sobre a gestão compartilhada dos resíduos urbanos com municípios vizinhos, além de estudos sobre novas tecnologias para o reaproveitamento do grande volume de resíduos orgânicos que hoje vão para o aterro”.

“A coleta seletiva já existe e deve ser intensificada e ampliada. Porém há de se ter cautela quando se pretende adotar alguma alternativa tecnológica para o maior reaproveitamento dos resíduos e o município de Sorocaba está tendo”, destacou o aluno.

A participação de alunos de pós-graduação em Ciências Ambientais na discussão política das principais questões ambientais contemporâneas, notadamente em Sorocaba e região, é incentivado e contribui sobremaneira para a formação científica, social e humana do corpo discente.


 

Fonte: Agência Unesp de Notícias








A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei 12.305, em 2010, é o tema da entrevista do programa de televisão do SEESP, o Jornal do Engenheiro (JE), desta semana. O advogado especialista em gestão ambiental, Fabrício Soler, fala sobre os avanços que a política trouxe ao país e como a legislação nacional é mais avançada em relação a outros países da Europa e dos Estados Unidos, por exemplo. “A nossa lei é primorosa e inteligente ao envolver vários atores no gerenciamento dos resíduos. Ela criou a responsabilidade compartilhada”, observa.

A PNRS estabelece um conjunto de normas para o setor empresarial, o poder público e a sociedade em geral. A grande novidade, segundo Soler, é o conceito e a prática da logística reversa, que é o retorno do pós-consumo, nesse caso, estão implicados do próprio fabricante, passando pelo importar, distribuidor, prefeituras, até o cidadão.

A eficácia da legislação ainda enfrenta problemas. A lei, informa Soler, determinou que até agosto de 2012 municípios e estados deveriam elaborar e aprovar seus planos de gerenciamento de resíduos, todavia, apenas 10% das cidades cumpriram a meta. Outra questão é que a lei estabeleceu que até agosto próximo os lixões a céu aberto deveriam ser eliminados, para evitar uma série de problemas, como a catação dos dejetos e a contaminação dos lençóis freáticos. Ele tem dúvidas se tal propósito legal será alcançado.

Gás e petróleo
O JE na TV traz reportagem sobre a exploração do gás e petróleo no Brasil e a demanda que ela cria aos profissionais de engenharia. Segundo o engenheiro químico e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Aníbal dos Anjos Pardal, todas as especializações da engenharia são requeridas pelo setor, que teve um aquecimento com a descoberta do pré-sal, a partir do ano de 2007. Ele aborda, ainda, a qualificação necessária e também os riscos do trabalho.

No quadro “No Ponto”, o presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, fala da posse da nova diretoria do sindicato, para a gestão 2014-2017, e dos 80 anos da entidade. Tudo isso e muito mais você confere no JE na TV que é exibido às segundas-feiras, às 19h30, na capital paulista, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet (neste link) no mesmo dia e horário. O programa é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP










A Lei Federal nº 12.305/10, que trata sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelece como deve ser feita a gestão integrada dos resíduos sólidos, atribuindo responsabilidades ao Poder Público, setores privados e sociedade em geral. Entre os instrumentos criados pela PNRS, merecem destaque os planos de resíduos sólidos, a coleta seletiva, os sistemas de logística reversa e outras ferramentas relacionadas à implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, o incentivo à criação de formas de associações de catadores de materiais recicláveis, monitoramento e fiscalização ambiental, educação ambiental, incentivos fiscais, entre outros.

Em Taubaté, o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) foi elaborado numa parceria entre Prefeitura e a empresa Resitec. A partir do estudo resultante desse trabalho, foram realizadas reuniões internas aconteceram entre as Secretarias de Serviços Públicos (SESEP), Obras, Planejamento e Meio Ambiente que estimularam, além da apreciação e avaliação do Plano, alguns ajustes. No ultimo dia 26 de novembro, a SESEP promoveu uma oficina para que munícipes interessados neste assunto pudessem se manifestar e agregar valor ao trabalho. Mais uma reunião interna, entre membros da administração pública, iria avaliar as sugestões originadas na Oficina e o plano seria finalizado, levando em conta as propostas da população. O texto final deverá passar por aprovação do Executivo.

A PNRS também estabelece valores a serem buscados pelos sistemas de gestão de resíduos. Trata-se de diretrizes que devem motivar políticas públicas e privadas estabelecidas por lei. De acordo com a PNRS, a gestão dos resíduos no âmbito local, das cidades, deve ser feita por meio do Plano Municipal de Gestão de Resíduos, o qual deve ter como base o diagnóstico da situação dos resíduos sólidos gerados no respectivo território, tendo nele detalhados: a origem, o volume, a caracterização e as formas de destinação e disposição final adotadas. Devem ser previstas metas de não geração, redução, reutilização, coleta seletiva e reciclagem, entre outras, visando reduzir a quantidade de rejeitos a serem encaminhados para disposição final. Os planos municipais devem ser elaborados de forma participativa e transparente. Seus conteúdos devem estar articulados com outras leis que tratam de resíduos.

 


Fonte: Prefeitura de Taubaté









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