GRCS

Em defesa da universidade pública

Agência Sindical

Centrais Sindicais, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), Confederação das Mulheres do Brasil (CMB) e entidades dos movimentos sociais realizam nesta sexta (29), em São Paulo, o ato "Mulheres Unidas Contra a Reforma da Previdência e Todo Tipo de Violência".

 

protesto sindical de mulheres

 

 

 

O ato será em frente à Superintendência do INSS, no Viaduto Santa Efigênia, região central da capital, a partir das 14 horas. Em seguida, haverá caminhada até o Teatro Municipal. O objetivo é mobilizar a sociedade contra o ataque da reforma de Bolsonaro às aposentadorias, que atinge principalmente as mulheres.

Kátia Rodrigues, diretora da Mulher da Nova Central SP, disse à Agência Sindical que a mobilização vai unir mulheres e homens na defesa dos direitos. "Nós, mulheres, seremos as mais sacrificadas pela proposta de Bolsonaro. Precisamos estar unidas para combater esse ataque. Convidamos também os homens. A união é fundamental", afirma.

“A mídia está apavorada com a possibilidade das brasileiras repudiarem cada vez mais o governo Bolsonaro e suas reformas. Por isso, tenta direcionar os protestos apenas contra a violência, em particular o feminicídio. Somos contra toda forma de violência, entre elas a reforma da Previdência", afirma Gláucia Morelli, presidente da CMB.

Eliane Souza, presidente da Federação das Mulheres Paulistas, reforça: "Estamos convidando todas as entidades ao ato. Ou nos unimos ou seremos derrotados".

Maldades
Segundo Nota Técnica do Dieese, se comparadas às regras atuais, as medidas propostas pelo governo exigirão mais sacrifício da mulher que do homem.

O texto da PEC 6/2019 aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 20 anos. A idade mínima para a mulher se aposentar sobe pra 62 anos. Os professores passarão a ter idade mínima de 60 anos em ambos os sexos. O tempo de contribuição (hoje 25 anos para mulher e 30 homem) será de 30 anos para todos.


A PEC também propõe restringir valores e atuais regras de acesso às pensões por morte, ao acúmulo de benefícios e ao BPC. Em todas essas situações, as mulheres são o público majoritário e serão, por isso, mais atingidas.






Com agências

As tarifas de transporte coletivo na capital paulista sofreram aumento de 5,26% a partir desta segunda-feira (8/1). Metrô, trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e os ônibus na capital paulista ficaram 5,26% mais caras desde o domingo (7). O valor passou de R$ 3,80 para R$ 4. O Movimento Passe Livre (MPL) de São Paulo marcou o primeiro ato contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo (SP) para a próxima quinta-feira (11), às 17h, em frente ao Teatro Municipal, na região central.


Foto: Deborah Moreira
ato teatro municipal 13 de junho 2013Ato contra o aumento da tarifa em 13 de junho de 2013.


Já o valor das tarifas integradas dos ônibus municipais com os trens do Metrô e da CPTM será de 2,44% e o Bilhete Único Integrado subirá de R$ 6,80 para R$ 6,96. O Bilhete Mensal custa agora R$ 194,30. O valor integrado entre ônibus e trens, R$ 307,00; o Bilhete 24 Horas  R$ 15,30 no caso do uso apenas em ônibus ou R$ 20,50 integrado entre os modais. A tarifa escolar passará de R$ 1,90 para R$ 2.

Segundo a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo o aumento das tarifas básicas ficou abaixo da inflação acumulada desde a última correção, em janeiro de 2016 (9,25%). O governo paulista argumentou que foram feitos reajustes "para adequar a receita ao custo dos sistemas. Durante o ano de 2017, a tarifa básica se manteve inalterada". No entanto, somente o valor unitário das passagens ficou congelado em R$3,80, mas houve restrições na gratuidade de transportes públicos, além de aumentos no valor da integração entre ônibus e metrô e na modalidade do bilhete mensal.

O comunicado informa ainda que não haverá mudança no sistema de gratuidades para idosos, estudantes e desempregados. Em 2017, 312 milhões de passageiros foram beneficiados, o equivalente a mais de R$ 2 bilhões. A informação do aumento foi vazada no mês de dezembro e confirmada pelo prefeito João Doria (PSDB) na quinta-feira (4).

 

Para o MPL, o aumento de 20 centavos neste ano pode voltar a suscitar grandes protestos. Em 2013, o movimento organizou os protestos que se tornaram conhecidos como Jornadas de Junho e levaram ao recuo do aumento em decisão conjunta tomada pelo governador Geraldo Alckmin e pelo então prefeito Fernando Haddad.

Veja os novos valores das tarifas:

Tarifa do Metrô: de R$ 3,80 para R$ 4

Tarifa da CPTM: de R$ 3,80 para R$ 4

Tarifa dos ônibus municipais (SPTrans): de R$ 3,80 para R$ 4

Integração ônibus + trens (Metrô/CPTM): de R$ 6,80 para R$ 6,96

Bilhete Diário comum (24 horas): de R$ 15 para R$ 15,30

Bilhete Diário integrado (24 horas): de R$ 20 para R$ 20,50

Bilhete Mensal comum: de R$ 190 para R$ 194,30

Bilhete Mensal integrado: de R$ 300 para R$ 307




Agência Sindical

Os auditores-fiscais do trabalho de todo o País paralisaram suas atividades em protesto contra as novas regras definidas pelo governo, que impedem o combate ao trabalho escravo.

A Procuradoria-Geral da República e o Ministério Público do Trabalho já recomendaram ao ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, a revogação da Portaria 1.129/2017, que libera a exploração de mão de obra em condições análogas à escravidão.

Porém, após reunião na última quarta-feira (18/10) com o titular da Pasta, o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Carlos Fernando da Silva Filho, denunciou que não sentiu disposição do governo para atender a recomendação.

“A reunião foi infrutífera, o ministro Nogueira não se mostrou, em nenhum momento, favorável à revogação da Portaria. Seu teor é tão absurdo que deixou todos os auditores-fiscais do trabalho e o sindicato sem acreditar no que está acontecendo”, disse Silva Filho.

Segundo informações do Sinait, o movimento foi deflagrado de forma independente, por iniciativas locais, com adesão mais intensa em São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

Para Artur Bueno de Camargo, coordenador do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) e presidente da Confederação do Setor de Alimentação (CNTA Afins), a medida é mais uma maldade que será combatida em todas as manifestações sindicais.

“Não descartamos ações judiciais contra essa medida, em todas as instâncias. Esse governo demonstra, mais uma vez, que não tem responsabilidade com a população e com os trabalhadores. Como acabou o dinheiro para emendas, agora tenta se segurar no poder incentivando o trabalho escravo", ressalta Camargo.


Ilegalidades  

Segundo análise do MPT e PGE, a portaria contraria leis como o Código Penal, duas convenções da Organização Internacional do Trabalho, decisões do Supremo Tribunal Federal e a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Protesto
Auditores-Fiscais de todo o país participaram de um ato público na Câmara dos Deputados na quinta-feira (19/10), pela revogação da Portaria nº 1.129/2017, editada pelo Ministério do Trabalho no dia 16 de outubro último, que desmantela o conceito de trabalho escravo contemporâneo, coloca entraves à fiscalização do trabalho e destrói a credibilidade da Lista Suja, o cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas às de escravos. O protesto foi convocado pelo deputado Alessandro Molon (Rede/RJ), que também é autor de um Projeto de Decreto Legislativo – PDC nº 791/2017 para sustar a portaria. Até agora, quase 15 PDCs com o mesmo objetivo foram apresentados.

 

 Imagem da capa: Site do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait)



No terceiro dia de mobilizações na Mercedes, em São Bernardo, os trabalhadores queimaram os telegramas com os avisos de demissões enviados pela montadora. O ato foi realizado na manhã desta sexta-feira (19/8), na portaria da fábrica. “A queima dos telegramas é para a direção da empresa ver o destino que vamos dar aos avisos que mandou de maneira indigna aos trabalhadores. Não tem validade e não aceitaremos tamanho desrespeito”, afirmou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.


Foto: Edu Guimarães
metalurgicos queimam telegramas



“E que nunca mais se cometa esse tipo de violência contra a classe trabalhadora. Todo problema tem sua solução e é preciso ter vontade para encontrar caminhos de maneira negociada”, destacou.

No fim do ato, a direção da empresa entrou em contato com a representação dos trabalhadores para nova reunião hoje. Na próxima segunda-feira (22), às 10h, a assembleia será em frente ao Sindicato.

A Mercedes começou a enviar os telegramas de demissão na segunda, 15, e colocou todos os companheiros na planta em licença remunerada. Na quarta, mais de sete mil metalúrgicos caminharam da Sede até a Praça da Matriz, no Centro. No dia seguinte, os trabalhadores fizeram passeata pelas ruas no entorno da fábrica até a via Anchieta contra demissões.

No dia 2, a empresa divulgou comunicado com a intenção de demitir mais de dois mil trabalhadores considerados excedentes.


Fonte: Site do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC






Secretário de Transportes da gestão Luiza Erundina (1989-1993) na prefeitura de São Paulo e elaborador do Projeto Tarifa Zero, que pretendia subsidiar integralmente as passagens de ônibus na capital paulista, o engenheiro Lúcio Gregori informou que, comparativamente a outras cidades do mundo, o preço do transporte coletivo público brasileiro é muito alto e pouco subsidiado. Segundo ele, com os mesmos níveis de subsídio de Paris, Pequim e Buenos Aires, São Paulo deveria ter uma tarifa de, no máximo, R$ 1,27. Hoje é de R$ 3,80.


Imagem: reprodução TV GAzeta no site Mobilize.org
lucio-gregori 600 largLucio Gergori



“No Brasil, a tarifa de transporte coletivo proporcionalmente é muito cara. Isso não é de hoje. É de longa data. Se considerássemos Pequim, Paris e Buenos Aires, a tarifa de ônibus de São Paulo deveria oscilar entre R$1 e R$1,27. Então, não é uma questão de discutir se o reajuste foi acima ou abaixo da inflação. Não é nada disso. A tarifa do transporte coletivo no Brasil é muito alta, porque é muito pouco subsidiada”, afirmou.

De acordo com o engenheiro, a questão mais importante não é se a cidade tem ou não recursos suficientes para o subsídio, mas a política que se pretende implementar para tornar o padrão de incentivo ao transporte coletivo da cidade parelho ao de outras capitais do mundo.

“Na verdade, a discussão não é se há dinheiro ou não, mas a política que precisamos estabelecer para arranjar recursos para uma tarifa de acordo com o padrão da tarifa mundial do transporte coletivo.”

“E essa discussão passa sempre pelo mesmo lugar: onde conseguir dinheiro para serviços públicos? Não tem outra fonte que não seja dos impostos e taxas. E impostos e taxas têm de ter uma regra. Você tem de cobrar mais imposto de quem tem mais dinheiro e menos imposto de quem não tem”, acrescentou.

Desde o início do ano, o Movimento Passe Livre (MPL) tem feito manifestações na cidade contra o aumento das passagens, que saltaram de R$3,50 para R$3,80 no início de janeiro. O movimento pede ainda a gratuidade das passagens de trens, metrôs e ônibus a todos os cidadãos. Os protestos têm como alvo o governador do estado, Geraldo Alckmin, e o prefeito da cidade, Fernando Haddad.

Na última semana, Haddad, disse, em entrevista coletiva, que a prefeitura - responsável pelos transporte de ônibus - já concedeu passe livre para estudantes, lembrando que o município tem outras prioridades além do transporte coletivo. Ele ressaltou que, com o dinheiro da isenção da tarifa para estudantes, o município poderia construir 20 centros Educacionais Unificados (CEUs) ou quatro hospitais gerais.

“Não prometi passe livre para estudantes na campanha. [As pessoas] foram para a rua. Demos o passe livre. Agora, querem para todo mundo. Então, é melhor eleger um mágico, porque um prefeito não vai dar conta.” “Tem tanta coisa que poderia vir antes. Podia dar almoço grátis, jantar grátis, viagem para a Disney grátis”, ironizou.

Segundo a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, responsável pelo transporte de metrôs e trens estaduais, o reajuste ficou abaixo da inflação acumulada desde o último reajuste, em 6 de janeiro de 2015. A inflação acumulada no período foi de 10,49%, enquanto o aumento das tarifas alcançou 8,57% para o bilhete unitário.

Segue a íntegra da entrevista com o ex-secretário de transportes da gestão Luiza Erundina, Lúcio Gregori.

Agência Brasil: O senhor acha viável o passe livre em São Paulo?

A questão da viabilidade é uma pergunta muito perigosa, porque você pode dizer: agora não tenho dinheiro, estou em crise. Você tem de ter no Brasil uma política de subsídio ao transporte coletivo nas tarifas. No Brasil, a tarifa de transporte coletivo proporcionalmente é muito cara. Isso não é de hoje. É de longa data. Se considerássemos Pequim, Paris e Buenos Aires, a tarifa de ônibus de São Paulo deveria oscilar entre R$1 e R$1,27. Ela é R$ 3,80.

A receita não é discutir se o reajuste foi acima ou abaixo da inflação. Não é nada disso. A tarifa no transporte coletivo no Brasil é muito alta, porque ela pouco subsidiada.

Para subsidiar, precisamos de recursos novos, porque, supostamente, o dinheiro disponível é gasto para aquilo que se precisa. Na verdade, a discussão não é se há dinheiro ou não, mas a política que temos de estabelecer para arranjar recursos para uma tarifa de acordo com o padrão da tarifa mundial do transporte coletivo.

Essa discussão passa sempre pelo mesmo lugar: onde conseguir dinheiro para serviços públicos. Não tem outra fonte que não seja dos impostos e taxas. E impostos e taxas tem de ter uma regra. Você tem de cobrar mais imposto de quem tem mais dinheiro e menos imposto de quem não tem. É uma regra básica praticamente de todos os impostos. É a discussão que se coloca sempre.

Agência Brasil o Movimento Passe Livre argumenta que a isenção da tarifa faria as pessoas circularem mais, o que estimularia a economia e faria a prefeitura obter recursos com outros impostos.

Isso me lembra um pouco o décimo terceiro salário. Em 1963, quando João Goulart anunciou o décimo terceiro salário, a manchete dos jornais dizia que era uma proposta comunista, que iria acabar com o Brasil. Hoje, não imaginamos a economia do país sem o décimo terceiro salário.

Eu diria a mesma coisa. Quando temos o transporte pago pelos impostos, assim como a saúde, educação e segurança pública, é óbvio que as pessoas vão ficar com mais dinheiro no bolso. Esse dinheiro será gastos com outras coisas. Essas outras coisas acionarão outras cadeias de produção, que podem aumentar os impostos arrecadados.

É uma contabilidade que podemos fazer ao longo do tempo. Não sou capaz de afirmar que o aumento de imposto decorrente dos movimentos do comércio e serviço será suficiente para pagar a tarifa. Tenho minhas dúvidas, mas é um elemento a mais.

Posso dar um exemplo concreto. A cidade de Santa Bárbara do Oeste (SP), em janeiro de 2013, portanto antes mesmo de todas as manifestações, instituiu o transporte gratuito aos sábados. Em outubro de 2014, a Câmara de Vereadores não aprovou uma tal verba e eles tiveram de cancelar a gratuidade do ônibus aos sábados.

O presidente da Associação Comercial de Santa Bárbara do Oeste reclamou que tinha piorado seus negócios. Ele disse que o movimento do comércio caiu 15% por conta do cancelamento da gratuidade dos ônibus. Isso é uma prova insofismável de que sobrará mais dinheiro no bolso e que as pessoas consumirão outras coisas, principalmente no comércio.

Agência Brasil: Por que não deu certo o passe livre na gestão Erundina?

Na época, o que foi proposto era uma reforma de tributos na prefeitura para conseguir dinheiro para a nova gratuidade, sem prejudicar os demais serviços. Em 1990, essa reforma era calcada, principalmente, no IPTU. Fazia-se uma ampliação substantiva do IPTU pago por casas de luxo, sedes de banco e prédios de alto valor.

Em alguns casos, o cidadão de um apartamento de luxo pagava de condomínio 1,5 mil cruzeiros e de IPTU, 1,5 mil cruzeiros anuais. Mesmo que passasse para 3 mil cruzeiros o IPTU ainda assim seria muito pouco frente ao que ele pagava de condomínio.

Com esses valores adicionais, seria feito um fundo que bancaria o serviço gratuito de transportes. Foi feita uma pesquisa pelo Instituto Toledo e Associados, em dezembro de 1990, quando então o projeto já estava na Câmara para eventual votação do orçamento. Nesse período, a prefeitura fez várias campanhas, debates, sessões na televisão, filmetes, entre outras formas.

A pesquisa deu o seguinte resultado: 76% da população foram favoráveis à reforma tributária proposta, enquanto 68% se manifestaram a favor de que a Câmara aprovasse o uso desses recursos para serviço gratuito de ônibus na cidade de São Paulo. A Câmara votou com a minoria. Esses são dados palpáveis e concretos que mostram a disputa política que está em jogo.

Agência Brasil: O que a prefeitura deve fazer hoje para conseguir recursos para o passe livre?

Não tenho elementos em mãos, como o orçamento. Genericamente, diria que não há uma solução tão única. Cada prefeitura é uma prefeitura, com suas características e planilha de gastos, tamanho, problemas. Cada caso é um caso.

De modo geral, a questão passa por recursos federais, estaduais e municipais. Cada um terá de ter uma forma de arrecadar impostos adicionais para fazer um fundo que pode garantir a gratuidade na cidade.

Temos de lembrar o transporte metropolitano, que é fundamental hoje. Aí já tem de ter dinheiro do estado. Diria que não são mais recursos exclusivamente do município ou do IPTU. À época isso foi uma saída.

Estávamos em 1990. Hoje, temos de ter mecanismos mais amplos de financiamento, por meio de vários impostos. Se aumentarmos o só o IPTU para pagar a gratuidade, temos de comprar o óleo diesel lá na ponta para colocar no ônibus. O diesel tem um imposto federal e, curiosamente, estamos aumentando o IPTU, mas pagando o imposto federal. A solução tem de ser mais federativa. Do contrário, estaremos financiando o governo federal com aumento de imposto municipal.


Fonte: Agência Brasil



A quinta edição da Marcha da Margaridas será realizada em um momento delicado para a conjuntura política do país, avalia a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que organiza a mobilização. O objetivo é apresentar uma pauta de reivindicações que atenda às necessidades das mulheres que vivem e trabalham no campo e se contrapor ao conservadorismo político atual, que pode levar ao retrocesso das conquistas históricas dos trabalhadores brasileiros.


Foto: Arquivo Rede Brasil Atual
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Marcada para começar na tarde desta terça-feira (11/8), em Brasília (DF), a marcha contará com a participação de 27 federações e 11 entidades parceiras. Entre os pontos principais da pauta, estão o fim da violência contra a mulher e o combate ao uso de agrotóxicos. Na quarta-feira (12), a presidenta Dilma Rousseff participará de um ato, no estádio Mané Garrincha, onde apresentará o compromisso do governo federal com as reivindicações listadas na pauta do movimento.

A Marcha das Margaridas é considerada a maior manifestação pelos direitos das mulheres no mundo. De acordo com a secretária de Mulheres Rurais da Contag, Alessandra Lunas, nos últimos meses o conservadorismo em diversos setores da política tem dificultado o acesso das mulheres a uma série direitos, como o direito a educação, participação igualitária na política e ocupação de cargos nas esferas decisórias do país – além de colocar em risco direitos sociais já conquistados e a própria democracia. “Chegamos ao ponto de assistir a agressões machistas feitas à presidenta da República, sem nenhum pudor”, afirma.

Para ela, os ataques são um reflexo das diversas formas de violência dirigidas às mulheres no Brasil. Um ataque que vai além do que está sendo verbalizado. “O que nós mulheres vemos hoje é uma ofensiva raivosa contra o governo, mais do que algo real que esteja acontecendo. A gente sabe que tem segundas intenções neste processo.”

Alessandra afirma que os movimentos sociais não devem deixar de cobrar o governo federal para que reveja posições na área econômica que estão comprometendo o orçamento de políticas públicas e o crescimento econômico. Mas vê nos ataques da oposição a tentativa de atingir e desmoralizar todo o governo por questões de disputada partidária, sem nenhuma preocupação com a consequências para o país. “Quando se diz, com a prisão de José Dirceu, que o alvo é atingir quem o comandava, o recado já está sendo dado. Só não vê quem não quer”, afirma.

Em relação à presidenta Dilma, a dirigente da Contag avalia também que o machismo é um fator de peso nessa pressão política focada exclusivamente nela. E isto tem sido demonstrado em diversos momentos, como o tratamento desrespeitoso contra ela, manifestado em diversos momentos, como o que aconteceu durante a abertura dos jogos da Copa do Mundo e as próprias piadas envolvendo a figura da presidenta.

Para Alessandra, o momento é preocupante e exige uma reação efetiva da militância nas ruas, principalmente porque envolve a defesa da democracia e das conquistas históricas dos trabalhadores.


Fonte: Rede Brasil Atual




Os movimentos sociais e partidos políticos voltaram a ocupar as ruas de São Paulo, na segunda-feira (4/8), para exigir o fim do genocídio do povo palestino na Faixa de Gaza.

Em quatro semanas de ataques incessantes, promovidos pelo Exército israelense, quase 1.900 palestinos foram mortos – a maioria civis entre mulheres e crianças - cerca de 9 mil estão feridos e mutilados, enquanto o número de mortos em Israel é de 64 soldados e três civis.

“O povo palestino está sendo vítima de um Holocausto moderno com o financiamento dos Estados Unidos”, denunciou a presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, durante o percurso do 3º Ato Unificado pela Palestina, onde centenas de manifestantes se concentraram em frente ao Teatro Municipal e saíram em caminhada até a Praça da Sé.

A CTB foi representada pela secretária da Mulher Trabalhadora, Ivânia Pereira, que destacou a resistência das mulheres palestinas ao fazer referência aos mais de cinco mil palestinos presos – incluindo mulheres e crianças - pelos israelenses, pelo fato de lutarem pela libertação da Palestina. Em 1948, grupos sionistas expulsaram os palestinos de suas terras para a criação do Estado de Israel que, em 1967, ocupou o restante do território.“Fora Israel da Palestina! Não se trata de uma guerra e sim de um genocídio”, exclamou a cetebista.

Representando o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), que tem tido uma participação significativa desde o primeiro ato unificado, Ana falou da homenagem dos sem-teto aos palestinos “ Temos dois assentamentos, um em Paraisópolis que se chama Faixa de Gaza e outro no Jardim Ângela, o Vila Nova Palestina, que representam a população que é massacrada nas periferias", expressou.

Em frente à Catedral, o Padre Julio Lancellotti também foi prestar sua solidariedade. Ele pediu que os manifestantes se deitassem no chão e depois levantassem para “ressurgir” como o povo palestino. “Somos palestinos e como os palestinos vamos ressurgir”, disse após a realização do ato simbólico.

Para exigir o rompimento imediato das relações militares, comerciais e diplomáticas com Israel, assim como o fim do Tratado de Livre Comércio (TLC) do Mercosul com o Estado sionista, a CTB convoca seus sindicatos para assinarem a petição pública (clique aqui e assine) ao governo brasileiro em prol de boicotes, desinvestimentos e sanções a Israel.

Solidariedade internacional

A Federação Sindical Mundial em coordenação com a União Geral dos Trabalhadores Palestinos (GUPW, por sua sigla em inglês) iniciou uma Campanha de Solidariedade ao Povo Palestino.

O objetivo da iniciativa é fortalecer a solidariedade sindical internacional com os palestinos e contra a política criminosa do governo de Israel, contra os ataques, sequestros e a expansão dos assentamentos nos territórios palestinos e além disso arrecadar dinheiro para enviar medicamentos e outros artigos necessários para o povo palestino afetado pelos ataques.

Todos as pessoas, trabalhadores e sindicatos interessados podem enviar suas doações para a seguinte conta bancária abaixo e avisar no e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou fax (+30) 210 9214517

Banco: NATIONAL BANK OF GREECE
Beneficiário: 1. BALTAS ILIAS 2. IQNAIBI MOHAMMED ABDEL AZIZ
Número da Conta: 146/ 762787-41
IBAN: GR8701101460000014676278741
SWIFT CODE BANK: (BIC) ETHNGRAA

Fonte: Portal CTB





O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que promove desde o início da manhã desta quinta-feira (15/5) uma série de mobilizações, em São Paulo e outras capitais, em defesa da moradia e contra os gastos públicos da Copa 2014, desmentiu alguns veículos de imprensa que divulgaram que o movimento teria dado um “ultimato” ao governo federal. Em coletiva de imprensa no SEESP, por volta das 14h30 de hoje, representantes da organização social fizeram um balanço positivo sobre a mobilização, que ainda terá uma marcha com concentração a partir das 17h, na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP 
coletiva mtst
Coletiva MTST: da esquerda para a direita, Jussara Basso, Gulherme Boulos e Josué Rocha


“Foi publicado que o MTST teria dado um ultimato a presidente da república e isso não procede. Não nos colocamos na condição de dar ultimato a quem quer que seja, ainda menos para a presidente da República. Colocamos que esperamos que essas pautas sejam atendidas. O movimento está nas ruas para isso e o governo já tem conhecimento. Enquanto não forem atendidas, vamos continuar nas ruas, o que é natural” explicou Guilherme Boulos, da coordenação nacional do MTST.

Na semana passada, quando a presidente Dilma Rousseff visitou o estádio do Itaquerão, ela se encontrou com representantes do movimento, que naquele dia fez o lançamento da campanha “Copa sem povo; tô na rua de novo” com a ocupação de três empreiteiras na capital paulista – as que mais lucraram com as obras da Copa, de acordo com eles. Na ocasião, foram apresentadas as reivindicações tanto para a presidente, quanto para o prefeito Fernando Haddad, também presente.

Na pauta, consta o controle público do reajuste de aluguéis urbanos estabelecendo índice inflacionário como teto, para combater a especulação imobiliária que afeta os trabalhadores mais pobres; política federal de prevenção de despejos forçados, com a formação de uma Comissão de Acompanhamento, ligada à Secretaria Especial de Direitos Humanos; mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida, fortalecendo a modalidade Entidades e com regras que estimulem melhor localização e maior qualidade das obras.

Josué Rocha, também da coordenação do MTST, ressaltou as responsabilidades das outras instâncias de governo, estadual e municipal, sobre a questão da moradia. “Em relação à ocupação 'Copa sem povo' temos um indicativo de uma conversa de cobrar os governos municipal e estadual em relação a desapropriação da área. As próprias mobilizações não são focadas no governo federal, mas sim para cobrar as responsabilidades de todos”, declarou Josué.

Questionados sobre o uso eleitoral das mobilizações contra a Copa de 2014, ano de eleição majoritária no País, os integrantes esclareceram que de fato têm receio de que as mobilizações sejam usadas eleitoralmente por partidos de oposição ao governo, como PSDB e PSB "setores conservadores que não nos representam, atrasados, na nossa opinião”.

“O que os candidatos Aécio Neves e Eduardo Campos têm defendido vai na contramão. Reduzir meta da inflação, aumentar superávit primário, esse tipo de discurso não tem condições de atender as reivindicações das ruas", declarou Boulos.

Para o movimento há uma clara diferença entre 
o governo atual e o governo anterior, inclusive em número - referindo-se aos projetos neoliberais que antecederam o atual projeto do PT. O MTST fez questão de enfatizar que tem autonomia em relação a partidos e governos. "O MTST tem sua posição própria e entende que nenhum governo atual do país está efetivamente comprometido com as reivindicações dos trabalhadores. Por isso estamos fazendo as mobilizações", completou Boulos. 

Os sem-teto estimam que com os recursos gastos na Copa, que eles calculam em cerca de R$ 30 bilhões, seria possível construir cerca de 1 milhão de moradias populares.

Ato unificado

Uma mobilização unificada - entre o MTST e ocupações de outros movimentos - está sendo preparada para a quinta (22), onde estudantes, trabalhadores e coletivos de juventude serão chamados. Os sem-teto já contam com o apoio de estudantes e entidades como o Movimento Passe Livre (MPL). “Pretendemos ter entre 15 e 20 mil pessoas, inclusive trabalhadores de assentamentos rurais. A idéia é levar bastante gente às ruas em defesa da pauta dos trabalhadores”, explicou Guilherme.

Perguntados se haverá protestos durante a copa, os militantes disseram que tudo dependerá dos desdobramentos das negociações com os governos. “Não temos nenhum fetiche ou intenção em barrar a Copa. Não se trata disso. Estamos com uma pauta muito bem definida e buscando fazer mobilizações para pressionar e chamar a atenção”, acrescentou Guilherme. Ele lembrou que atualmente o déficit habitacional no país é de 7 milhões de famílias, segundo IBGE, o que representa cerca de 25 milhões de pessoas.

Sobre as remoções ocorridas por conta das obras da Copa, não há nenhum dado concreto sobre o número total de famílias atingidas. Nem o governo federal, nem os movimentos de moradia realizaram um levantamento. O que existe apenas são estimativas. "O governo não solta nenhum dado unificado. O que há é uma completa desinformação sore os despejos que estão acontecendo por causa da Copa do Mundo. O que temos de mais confiável é um relatório da (urbanista) Raquel Rolnik, que fala em um número considerável", lamentou Boulos, se referindo aos dados divulgados pela Relatoria de Direito à Moradia da ONU de que pelo menos 200 mil famílias foram removidas por causa de obras diretas ou indiretas.

Bloqueios em avenidas


Foto: RUA Foto Coletivo/Rodrigo Zaim
protesto MTST
Protesto na Radial Leste, próximo ao Itaquerão, na manhã desta quinta


As manifestações desta manhã mobilizaram mais de seis mil moradores de ocupações. Elas ocorreram na Radial Leste, em frente ao Itaquerão, com cerca de 2.000 pessoas da Ocupação Copa do Povo (MTST); na Marginal Pinheiros, próximo à Ponte João Dias, onde se concentram cerca de 2.000 pessoas das Ocupações Nova Palestina e Dona Deda (MTST); Marginal Tietê, próximo à Ponte Estaiadinha, com a presença de 300 pessoas da Ocupação Estaiadinha (MTST); Giovanni Gronchi, próximo ao Shopping Jardim Sul, com pelo menos mil pessoas das Ocupações Faixa de Gaza e Capadócia (MTST); Ponte do Socorro, onde cerca de 800 pessoas da Ocupação Anchieta Grajaú (promovida pelo movimento Nós da Sul).

Também ocorrem manifestações em outras capitais do país, do MTST e dos que compõem a Frente de Resistência Urbana, como Brasília (DF), Palmas (TO), Curitiba (PR), Belém (PA), Fortaleza (CE) e João Pessoa (PB).

Com relação á atuação da polícia, não houve abusos em São Paulo. Segundo Jussara Basso, coordenadora do MTST, houve excesso em Brasília (DF) durante a ocupação da Terracap, responsável pela construção do estádio na capital federal. "Por conta de nossa organização em São Paulo não houve abuso da polícia. Deixamos claro que a manifestação era pacífica e que não concordamos com depredação do patrimônio público. As marchas de hoje foram para denunciar o gasto de dinheiro público em estádios e obras de mobilidade que ligam somente aeroportos a hotéis e hotéis a estádios, enquanto a população pobre está pagando essa conta", lamentou.



Deborah Moreira
Imprensa SEESP





 

Desde o início da manhã desta quinta-feira (15/5), integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fazem uma série de bloqueios de vias na capital paulista. As ações fazem parte do protesto “Copa sem povo, to na rua de novo!”, que também promove hoje, a partir das 17h, uma passeata. Às 14h, o MTST e o Movimento dos Trabalhadores Rurais em Terra (MST), que também integra a ação, dão uma coletiva de imprensa no auditório do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP).


Foto: MTST/divulgação
radial leste itaquerao

Sem-tetos realizam manifestação na Radial Leste, em frente ao Itaquerão, Zona Leste de S. Paulo

As manifestações desta manhã ocorrem na Radial Leste, em frente ao Itaquerão, com cerca de 1.500 pessoas da Ocupação Copa do Povo (MTST); na Marginal Pinheiros, próximo à Ponte João Dias, onde se concentram cerca de 2.000 pessoas das Ocupações Nova Palestina e Dona Deda (MTST); Marginal Tietê, próximo à Ponte Estaiadinha, com a presença de 300 pessoas da Ocupação Estaiadinha (MTST); Giovanni Gronchi, próximo ao Shopping Jardim Sul, com pelo menos 500 pessoas das Ocupações Faixa de Gaza e Capadócia (MTST); Ponte do Socorro, onde cerca de 800 pessoas da Ocupação Anchieta Grajaú (Nós da Sul).

Também ocorrem manifestações em outras capitais do país, ligadas ao MTST e a movimentos da Frente de Resistência Urbana, como Brasília (DF), Palmas (TO), Curitiba (PR) e Belém (PA).

Entre as reivindicações dos movimentos sociais envolvidos nas ações deste 15 de Maio, que vem sendo chamado 15M, em alusão ao 15M espanhol - protesto que ocorreu em Madri, contra a crise econômica europeia, em 2011, que passou a ser chamado também de Indignados -, estão: o controle público do reajuste de aluguéis urbanos estabelecendo o índice inflacionário como teto, para combater a especulação imobiliária que afeta os trabalhadores mais pobres; política federal de prevenção de despejos forçados, com a formação de uma Comissão de Acompanhamento, ligada a Secretaria Especial de Direitos Humanos; mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida, fortalecendo a modalidade Entidades e com regras que estimulem melhor localização e maior qualidade das obras.


Imprensa SEESP
Com informações MTST






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