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Em mais uma entrevista da série sobre as atividades das delegacias sindicais do SEESP neste ano, o engenheiro civil com especialização em segurança do trabalho Luiz Roberto Pagani fala sobre as diversas atividades e ações empreendidas em 2016 pela regional que preside em Bauru. O dirigente já apresenta o planejamento das atividades para o próximo ano, que tem como foco, além da própria valorização da categoria, manter relação estreita com os poderes constituídos - Legislativos e Executivos - no sentido de apresentar propostas da engenharia para a construção de cidades melhores para se viver. "Para isso, tomamos como base o projeto "Cresce Brasil - Cidades" da nossa federação", observa.


Foto: Divulgação
Pagani 2 
Presidente da Delegacia de Bauru destaca, nesta entrevista, diversas ações da regional,
como as campanhas salariais das energéticas e a defesa dos interesses da sociedade.
 

Qual o balanço que o senhor faz das atividades e ações sindicais empreendidas pela Delegacia Sindical em 2016 na região?
Luiz Roberto Pagani –
Acredito que positivo. Estivemos à frente de muitas ações e participamos de tantas outras. Primeiramente, como interesse direto dos engenheiros, destaco as negociações coletivas com as energéticas - Cesp, Electro, Cteep, Emae e AES. Na outra ponta, saliento a defesa dos interesses dos moradores de Bauru com a representação junto ao Ministério Público Estadual sobre a inconstitucionalidade de vários artigos da Lei de Regularização de Imóveis.

Tivemos ainda participação ativa na 6ª Conferência Municipal da Cidade de Bauru, elegendo três diretores da nossa Delegacia, o João Carlos Herrera, o Cezar José Sant’anna e o Afonso Celso Pereira Fabio, como delegados à conferência estadual. Da mesma forma tivemos uma atuação ativa em diversos conselhos criados pela Prefeitura Municipal de Bauru, com reuniões mensais e que tratam de assuntos ligados à segurança pública, abastecimento de água, esgoto e energia, habitação, entre outros.

Muitas atividades mesmo.
Pagani –
E ainda tem a execução de toda infraestrutura para o curso de Engenharia de Segurança no Trabalho, com ênfase na área rural, promovido pelo Isitec (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia), com previsão de início em janeiro de 2017. Está em pleno funcionamento o projeto de moradia econômica, o Promore, coordenado pelo nosso diretor Luiz Antônio Battaglini, destacando que neste ano de 2016 foram iniciados 45 processos de construção nessa modalidade; e elaboração do documento “A Engenharia e a Cidade”, que juntamente com a revista “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, foram entregues a todos os seis candidatos à Prefeitura de Bauru, apresentando os principais problemas e sugestões de solução, na área de engenharia.

Como foi o ano para os profissionais da região que a delegacia representa?
Pagani –
Pelo que pudemos observar não foi um bom ano para a nossa categoria, principalmente na área de relação empregado/empresa. Tivemos muita dificuldade nas campanhas salariais e enfrentamos um quadro de demissões, somente neste ano realizamos 35 homologações. Outra luta importante é pela criação de novos empregos e pelo cumprimento do piso salarial de acordo com a Lei 4.590-A/66.

Quais os planos de trabalho para 2017?
Pagani –
Dar ampla divulgação aos programas do SEESP, notadamente para os estágios, elaboração de currículo, carreira profissional e oportunidade de emprego, em nossa região, motivando assim os jovens engenheiros a se associarem e terem uma participação mais ativa na área sindical. Promover palestras nas universidades da região para divulgar o trabalho e as ações do nosso sindicato.

Está no nosso planejamento manter relação próxima aos Executivos e Legislativos das cidades da região de forma a poder influenciar no desenvolvimento da engenharia na nossa região.

Como o senhor vê a inovação e a tecnologia para o profissional da engenharia?
Pagani –
Nesse mundo globalizado em que vivemos, principalmente na área em que atuamos, a inovação e a tecnologia são imprescindíveis. E aqui, mais uma vez, nosso presidente Murilo Pinheiro demonstrou total alinhamento com essas premissas, ao dar integral apoio à criação do Isitec. Entendemos esse Instituto como o grande diferencial para os futuros engenheiros e também para os atuais, fomentando cursos de graduação e pós-graduação em áreas ainda não exploradas pelas demais instituições existentes no mercado atual.

Quantos profissionais e quais cidades a Delegacia Sindical abrange?
Pagani –
Na região de abrangência de nossa Delegacia, composta pelas cidades de Agudos, Arealva, Avaí, Balbinos, Bariri, Barra Bonita, Bocaina, Bauru, Boracéia, Cabrália Paulista, Dois Córregos, Duartina, Iacanga, Itapuí, Jau, Lençóis Pta., Lucianópolis Macatuba, Mineiros do Tietê, Pederneiras, Pirajuí, Piratininga, Presidente Alves, Reginópolis e Ubirajara estimamos um total de três mil engenheiros, sendo que desse total cerca de 600 são associados.

Quando foi fundada a Delegacia?
Pagani –
A nossa Delegacia foi fundada em setembro de 1983, tendo como primeiro presidente nosso amigo Alberto Pereira Luz, que junto com os engenheiros José Roberto Munhoz e Clóvis Peralta Garcia, constituíram a primeira diretoria, que foi chamada de transitória, da Delegacia do SEESP/BAURU. Na época, o presidente estadual do SEESP era o engenheiro Antonio Octaviano, que iniciou o programa de interiorização do sindicato, uma vez que naquela ocasião existiam apenas a sede em São Paulo e a Delegacia de Campinas.

Como o senhor vê o movimento Engenharia Unida lançada, neste ano, pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE)?
Pagani –
Esse movimento foi mais uma brilhante iniciativa da nossa federação. Aliás, sempre que tenho oportunidade destaco que na nossa visão, o nosso sindicato tem duas fases distintas, antes e depois do Murilo. Ele está conseguindo com sua habilidade, unir os vários setores da engenharia em todo o Brasil e considero isso fundamental ao sucesso futuro da nossa classe profissional. Precisamos estar unidos, associações, sindicatos, conselhos e institutos representativos da nossa classe para defender os direitos adquiridos bem como conseguir melhorar nossa representatividade e participação nas questões da área de engenharia não só a nível nacional como também mundial. Vale aqui dizer uma frase criada por um dos nossos diretores: “Engenharia é inteligência e a Engenharia Unida é uma alternativa inteligente”.



Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP







 

 

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