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Araçatuba, no interior paulista, está recebendo recapeamento na região central. A rua Silva Jardim, uma das principais vias da cidade, está passando por uma total revitalização. As obras foram intensificadas no domingo último (14/8) para não atrapalhar o fluxo de veículos, que é intenso no local. Os trabalhos estão sendo feitos pela Samar Soluções Ambientais de Araçatuba e fazem parte do acordo com a administração pública local para melhoria no sistema de escoamento de água na área urbana do município. Outra ação do poder Executivo é uma operação de fiscalização sobre veículos abandonados em vias públicas.


Foto: Site da Prefeitura de Araçatuba
RUA-SILVA-JARDIM RECAPE



O prefeito do município, Cido Sério, e uma equipe, estiveram na Rua Silva Jardim na manhã do domingo. Ele disse que esta é “mais uma importante é estratégica obra que estamos realizando para fazer de Araçatuba um lugar sempre melhor para se viver.”

Fiscalização
Já a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana realiza até o final desta semana uma operação de fiscalização de veículos abandonados em vias públicas. Os trabalhos começaram na segunda-feira (15) e seguem até sexta-feira (19).  Até agora, de acordo com o secretário de Mobilidade Urbana, Wilson Braz, 27 veículos foram encontrados em estado de abandono.

Os fiscais têm percorrido as ruas da cidade e notificando os proprietários ou responsáveis para que providenciassem a remoção do veículo em situação de abandono, dentro do prazo estabelecido, que é de cinco dias.

As metas da secretaria são o de garantir a segurança da população e o de diminuir o número de veículos encontrados em estado de abandono. Segundo a Lei Municipal nº 7.496/2012 e a Portaria da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana nº 001/2013, configura situação de abandono, veículos estacionados em vias públicas por mais de dez dias.

O descumprimento das normas resulta no recolhimento do veículo por meio de guincho, sendo responsabilidade do proprietário de efetuar os devidos pagamentos para recuperar o veículo. A tarifa de remoção do guincho é de R$ 259,05 e R$ 25,91 por diária de pátio, além de eventuais pendências junto aos órgãos de Trânsito Estadual, como, por exemplo, licenciamento, IPVA e multas.


Com informações da Prefeitura de Araçatuba





1) Que ironia: No dia do acendimento da tocha olímpica (iniciando seu caminho para o RJ); da morte de Tiradentes (líder e mártir da independência brasileira) e aniversário da inauguração de Brasília (orgulho da engenharia nacional), uma ressaca destrói parte da recém-inaugurada “Ciclovia Tim Maia”.

2) Causas estão sendo apuradas. Mas, além do pontual, do individual, será que questões sistêmicas não estão a afetar a engenharia nacional?

3) Essa reflexão/discussão precisa ser trazida à mesa. Alguns até já ensaiam. CONFEA, CREAs e entidades representativas de profissionais e empresas do setor não podem estar alheios. Aliás, melhor se, de forma estruturada, a capitaneassem.


Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESPFrederico Bussinger beatriz arruda
Frederico Bussinger durante evento na sede do SEESP


“Uma imagem vale mais que mil palavras”
[Confúcio]

Dentro de algumas semanas, quando forem concluídos os respectivos laudos técnicos, será possível saber as causas (normalmente nunca é uma, isoladamente!) da queda de um trecho de cerca de 50m da recém-inaugurada (17/JAN/2016) “Ciclovia Tim Maia” no Rio de Janeiro (a Cidade-Olímpica): 3,9 km de extensão, ligando o Leblon a São Conrado. E, além disso, se teria sido possível evitar aquelas mortes, mesmo ante a consumação da tragédia.

Incidental e ironicamente ela ocorreu no dia em que foi acesa a tocha na Grécia; da morte de Tiradentes (líder e mártir da independência brasileira) e aniversário da inauguração de Brasília (orgulho da engenharia nacional)!

Inicialmente, como recomendam as normas e protocolos, não se pode descartar nenhuma hipótese: concepção; projeto; materiais; execução; fiscalização, operação, etc. Todavia, ante as primeiras evidências, especialistas do CREA-RJ, Clube de Engenharia, UFRJ e COPPE, dentre outros, não se furtaram a indicar a causa mais provável: o projeto.

Também, pela apuração da imprensa, já vai sendo aclarado que inexistiam planos de contingências. E que, tanto a natureza (ressaca prevista) como a própria obra, em si (trincas), haviam dado seus alertas a tempo. Neste caso, intrigantemente (vale uma reflexão, em si!), por uma instituição não integrante do mundo da engenharia: o TCM do RJ, em relatório 9 meses antes (JUL/2015)!

Além disso, mesmo sem invocar exemplos estrangeiros (como a “Atlantic Ocean Road”, em condições tão ou mais severas, no Mar do Norte), e como uma Espada de Dâmocles ou a impávida Esfinge, a foto frontal da tragédia, que percorreu o mundo (inevitável, pois associada aos Jogos Olímpicos que a cidade sediará dentro de poucos meses), maculando a reputação/imagem da engenharia brasileira, é um misto de roteiro de investigação e de acusação: por que a ciclovia, recém inaugurada, não resistiu; enquanto que o velho viaduto sobre a “Gruta da Imprensa” lá permanece enfrentando as ressacas dos últimos 100 anos? (Como registrou o Presidente do, também centenário, Clube de Engenharia do RJ, Pedro Celestino Pereira Filho).

Infelizmente esse não é caso isolado!

É verdade que o País tem importantes núcleos de excelência em engenharia. Aliás, são eles os responsáveis pelo fato do Brasil integrar um seleto grupo de 15 países que, regularmente, exportam serviços de engenharia (projetos, obras, gerenciamento, etc); e que, na América Latina, seja exemplo único.

Mas, a par deles, há inúmeros exemplos, distribuídos por quase todos os setores da engenharia e regiões do País, que destoam desses padrões; e da própria história da engenharia brasileira: escavações de túneis que “não se encontram”; aeroporto inaugurado sem estrada de acesso; parque eólico pronto sem linha de transmissão; porto sem ferrovia, ferrovia sem porto; frota nova de trens entregue (e ociosa) por falta de via permanente e/ou capacidade energética; acesso de navio a terminal portuário turístico de passageiros impedida por falta de calado aéreo de ponte (construídos quase simultaneamente), re-trabalhos, obras paralisadas (muitas por mais de uma vez!), extensão de prazos e aumento de custos; etc. etc.

Para muitos profissionais há, até, a sensação de que, em alguns casos, “andamos para trás”! “Já fomos melhores”!

As causas e as responsabilidades do acidente/tragédia da ciclovia dentro de poucas semanas serão conhecidas. Mas, além do pontual, do individual, será que questões sistêmicas não estão a afetar a engenharia nacional?

Qualificação dos profissionais? Ética? Haveria correlação entre a corrupção, que vai sendo revelada (envolvendo algumas empresas do setor) e a própria engenharia? Se identificadas, seriam decorrentes da queda no padrão dos cursos? Mudança na forma de contratação de planos, projetos e obras (com destaque para a introdução do RDC )? Primado da marquetagem no processo decisório brasileiro (principalmente governamental)? Esvaziamento das áreas técnicas nas empresas estatais?

A valorização do profissional, tão cara e bandeira das entidades, depende e será tão mais exitosa quando mais respeitada for a engenharia brasileira: Pouco adiantará seguirmos brandindo o orgulho do seu histórico de sucessos (que é amplo!); que “somos mais de 1 milhão de profissionais”; que “mais de 70% do PIB envolve engenheiros e profissionais do sistema” (como também, pessoalmente, já repeti inúmeras vezes!); que “a engenharia e engenheiros têm participação decisiva no processo decisório em países desenvolvidos”; etc; etc.

Cada acidente desse tipo, além de ser um golpe às vítimas, especificamente; e, no caso, ao querido Rio de Janeiro e às Olimpíadas, é mais um golpe à engenharia nacional; visto que “a profissão realiza-se pelo cumprimento responsável e competente dos compromissos profissionais, munindo-se de técnicas adequadas, assegurando os resultados propostos e a qualidade satisfatória nos serviços e produtos, e observando a segurança nos seus procedimentos” (Art. 8º, IV do “Código de Ética Profissional”, em consonância com a lei regulamentadora da profissão - Lei nº 5.194/66).

Essa reflexão/discussão é inadiável! Precisa ser trazida à mesa nesse momento de passar o Brasil à limpo!

Aliás, alguns até já ensaiam. CONFEA, CREAs e entidades representativas de profissionais e empresas do setor não podem estar alheios. E, antes que se cogite de “chamar o síndico” (relembrando o inesquecível Tim Maia; que deu nome à Ciclovia), seria melhor se, de forma estruturada, elas capitaneassem tais reflexões/discussão.

A 73ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia – SOEA, que ocorrerá no Paraná no final de agosto próximo, é uma excelente oportunidade para tanto. Aliás, bem sintônica com seu tema central: “Engenharia a favor do Brasil – Mudanças e Oportunidades”.



* Frederico Bussinger, engenheiro, consultor técnico e ex-secretário Municipal dos Transportes de SP. Foi presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), de 1988 a 1993. Artigo publicado, originalmente, no site Portogente

 

 






No âmbito da saúde, uma prática muito observada no Brasil é a automedicação. Para resolver um problema, a pessoa se dirige à farmácia e, sem prescrição médica, adquire os medicamentos que, em seu entendimento, irão aliviar os incômodos que a afligem. As graves consequências dessa prática são cada vez mais discutidas. Dentre os efeitos negativos estão a ocultação de sintomas e a combinação inadequada de drogas. Curiosamente, as edificações brasileiras sofrem do mesmo problema: são “automedicadas” por seus usuários. É o que afirma o engenheiro civil Flávio Figueiredo, conselheiro do IBAPE/SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo) e diretor da Figueiredo & Associados Consultoria.


Foto: Free Images

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“Basta que se troque a palavra farmácia por loja de materiais de construção e se substitua receita médica por projeto e especificação e se estará face a face com inúmeras tentativas empíricas de se solucionar manifestações indesejáveis nos mais diversos tipos de construções”, relata o especialista.
 
Segundo Figueiredo, são observadas “automedicações” em imóveis de todos os tamanhos, tipos e padrões, desde o mais simples barraco ao escritório em edifício de alto padrão. O engenheiro informa os exemplos mais comuns de automedicação:

- Trocar disjuntores por outros com maior amperagem, quando os originais desarmam com frequência em razão de excesso de carga;

- Esconder trinca ou bolor com papel de parede;

- Aplicar argamassa em peças de concreto armado, sem critério técnico definido, para encobrir armaduras oxidadas;

- Ocultar marquises ou outras estruturas em concreto armado deteriorado atrás de belas fachadas decorativas, em vidro ou alumínio, por exemplo;

- Emendar tubulações com fitas adesivas ou massa plástica.
 
Essas ações podem “maquiar” o problema, mas não eliminam suas origens. “Muitas vezes, as patologias são até agravadas ou continuam a se desenvolver de forma oculta e, de um momento para o outro, se manifestam com intensidades tão relevantes a ponto de levar a construção à ruína”, afirma Figueiredo. É importante ressaltar que as manifestações patológicas não ocultadas funcionam como indicadores das reais condições de segurança, além de fornecerem pistas para o diagnóstico de sua origem.
 
“Para resolver pequenos problemas, as pessoas acreditam que não precisam de orientação de especialistas. São razões culturais, da mesma forma que acontece com a automedicação. A pessoa está com uma dor na perna e logo vai à farmácia para comprar anti-inflamatórios, sem saber os riscos que corre tomando aquele remédio sem a indicação de um médico”, esclarece Figueiredo.
 
Ainda usando a analogia com a medicina, edificações também são vítimas do uso de vitaminas e anabolizantes não prescritos. “De um simples benjamim, para ampliar a quantidade de tomadas em um ambiente, à colocação de caixas d’água adicionais, ou até a construção de pavimentos extras sem quaisquer projetos e análises, nossas construções são submetidas a muitas intervenções que podem equivaler a doses letais de suplementos hormonais”, explica o engenheiro.
 
Neste cenário, é preciso estar sempre atento às intervenções realizadas nas edificações. A falta de prescrições feitas por profissionais habilitados, ou intervenções feitas sem respeitar a boa técnica, pode ter consequências graves, tanto para os edifícios quanto para seus usuários.


Fonte: Segs




Existem até agora pelo menos sete propostas para administrar o estádio do Pacaembu. A informação foi dada pelo secretário municipal de Esportes, Lazer e Recreação, Celso Jatene (PTB).“Tivemos sete interessados e os sete foram habilitados. Lógico que o novo modelo arquitetônico vai respeitar o tombamento”, afirmou.

Foto: Luiz França/CMSP
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O secretário de Esportes do município, Celso Jatene, à esquerda

 

De acordo com Jatene, as propostas dos interessados na gestão do estádio estão sendo estudadas e esta etapa deve ser finalizada no fim de julho com a escolha de uma empresa. Quem apresentar o melhor modelo de gestão deverá ser o responsável pela modernização e revitalização do estádio. Ainda segundo ele, não haverá privatização.

“A gente quer retomar a vocação original do Pacaembu, que é a prioridade para esportes de várias modalidades, mas também um local para eventos cívicos e culturais. O Pacaembu não nasceu com uma concha acústica para levar bolada em dia de jogo de futebol. Eu tenho certeza absoluta de que a modernização do Pacaembu, e sobre o barulho é totalmente diferente”, disse durante audiência pública ocorrida na Câmara Municipal de São Paulo na quinta-feira (28/5).

A discussão sobre o futuro de um dos principais símbolos da cidade ganhou importância depois da inauguração das novas arenas do Corinthians e do Palmeiras. Hoje, ele enfrenta dificuldades para manter-se financeiramente devido à perda de arrecadação com a inauguração dos novos estádios.

Santos
Em relação ao Santos, Jatene afirmou que não há nenhuma conversa em andamento com o clube da Baixada no momento. “O Santos não é um dos sete interessados na concessão. Um dos interessados é uma empresa chamada Luarenas, que informou à secretaria que tem uma parceria com o Santos. Mas, essa empresa ainda tem que ser escolhida na concorrência.


Fonte: Câmara Municipal de S. Paulo





A luta dos engenheiros pela valorização do seu trabalho na Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) é um dos destaques do Jornal do Engenheiro na TV desta semana. Uma matéria especial mostra a atuação desses profissionais que são responsáveis pelas transformações da cidade. O consultor sindical João Guilherme Vargas Netto também abordou o assunto na entrevista concedida ao jornalista Fábio Pereira.

Imagem: reprodução
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Praça faz parte do conjunto de obras do entorno do Itaquerão, fiscalizadas por engenheiros da Prefeitura de SP


“Muitas obras foram planejadas e executadas. Precisou de todo o corpo técnico de engenheiros e arquitetos da prefeitura para a realização disso e acompanhamento. Toda a fiscalização das obras ficou sob a responsabilidade desses profissionais da Prefeitura para que isso se concretização. A região leste passou por uma transformação muito grande, destaca o engenheiro civil, Mauro Messa Martins, assistente técnico da PMSP.

Já o consultor sindical do SEESP, João Guilherme Vargas Netto, que é o entrevistado do programa, lembra que  os engenheiros da prefeitura formam “uma categoria diferenciada” que, no entanto, é dispersa na grade do funcionamento da administração municipal e que por conta da desvalorização generalizada da categoria, se unificaram na luta pela valorização. “Eles vinham há anos sendo sacrificados  por ausências de reajustes e temas correlatos no dia a dia. Neste ano, se unificaram reivindicando esses temas: salário e condições do trabalho, reconhecimento profissional. E encontraram no Sindicato dos Engenheiros uma guarida natural para ser o desaguadouro de suas manifestações”, ressalta.
Além disso, Vargas Netto lembra o papel do presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, e do representante do sindicato, Carlos Hannickel, nas negociações.

Universitários regulamentados em luta

O presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, destaca em sua conversa semanal a mobilização dos trabalhadores liberais universitários regulamentados, vinculados à CNTU, pelos grandes temas nacionais como saúde, alimentação saudável e integração da América Latina. Para exemplificar, citou o Seminário de Integração Latino-Americana dos Trabalhadores Universitários, que ocorreu nos dias 22 e 23 de maio. Promovida pela Confederação, a atividade refletiu sobre as questões que unem os trabalhadores dos países latino-americanos com o objetivo de fortalecer as bandeiras históricas das diversas categorias representadas pela entidade.

Tudo isso e muito mais você confere no JE na TV que é exibido às segundas-feiras, às 19h30, na Capital paulista, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet (neste link) no mesmo dia e horário. O programa é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.



Assista a íntegra do JE desta semana:






Imprensa SEESP




A carência e a deficiência da capacidade técnica na realização de projetos e obras de engenharia estarão em debate na quarta-feira (21/5), em audiência pública promovida pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI). Esse é um dos temas previstos na agenda da comissão no biênio 2013/2014. Desde o ano passado a CI discute com especialistas soluções em investimento e gestão para desatar o nó logístico do país.

Os participantes vão apresentar depoimentos, análises e informações acerca de propostas setoriais para a infraestrutura, especialmente com vistas à modernização e expansão dos serviços, ao aumento da competitividade, à avaliação da capacidade de crescimento da economia e do bem-estar da população.

São convidados para a audiência pública o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Celso de Campos Pinheiro; o diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Tarcísio Gomes de Freitas; e Wilson Lang, ex-presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).


 

Imprensa – SEESP
Fonte: Jus Brasil Online









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