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As negociações salariais de 2017 com a Telefônica Vivo foram iniciadas em 11 de agosto último. O SEESP e a categoria estão firmes na defesa de um Acordo Coletivo de Trabalho decente e que valorize o esforço e o trabalho dos engenheiros da empresa. No primeiro encontro, foi assegurada a data-base em 1º de setembro e apresentada, pela companhia, uma prévia do Programa de Participação nos Resultados (PPR) atual com base nos bons resultados aferidos no primeiro semestre desse ano – se a apuração terminasse hoje atingiríamos 109% da meta.

Ainda à mesa, os representantes patronais, considerando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de agosto/2017 só será divulgado em 6 de setembro próximo, propuseram calendário de negociação com reuniões nos dias 15 e 29 de setembro. Na sequência, eles fizeram uma preleção sobre a conjuntura econômica do País e os resultados obtidos pela Telefônica Vivo e, a partir dela, indicou que caminharia nessa negociação para postergar o reajuste salarial para o início de 2018 com a contrapartida de formas de compensação do atraso da aplicação do reajuste a serem avaliadas (abono, por exemplo).

Todavia, o sindicato esclareceu que a categoria não pode aceitar novo atraso no reajuste salarial, pois tal procedimento tem redundado em perda salarial crescente nos últimos anos, até porque abono não integra salário. O SEESP também reiterou, em relação à valorização profissional dos engenheiros, o devido cumprimento da Lei 4.950 A/66 que define o piso salarial dos engenheiros.

Na oportunidade, o sindicato indicou o histórico das campanhas salariais realizadas neste ano em relação às demais empresas e setores econômicos com quem negocia, que tem tido como regra pelo menos a correção inflacionária integral, aumento real em alguns casos e várias situações de significativo aumento real nos demais benefícios de caráter econômico, com destaque para os vales refeição e alimentação, garantindo-se sempre a retroatividade à data-base. Por isso, o SEESP espera que a Telefônica Vivo reveja sua posição, trazendo, já na próxima reunião, proposta compatível com os anseios da categoria e o bom momento econômico vivido pela empresa.

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

A décima sétima edição do Seminário de Abertura das Campanhas Salariais, realizada pelo SEESP, em 18 de abril último, na sua sede, na capital paulista, atraiu importante participação de profissionais, dos sindicatos dos engenheiros (Senges) filiados à Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), de presidentes dos conselhos regionais (Creas) do Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Norte, Pará, Amapá e Alagoas e da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea (Mutua), Paulo Guimarães, além do vice da Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas, departamento de Minas Gerais, Alfredo Marques Diniz. Murilo Pinheiro, presidente do sindicato, saudou os presentes e falou da satisfação de se fazer um evento onde os interesses e direitos dos profissionais da área são discutidos com seriedade e responsabilidade.  “Precisamos entender o cenário onde as campanhas salariais se darão. Por isso mesmo, dá certa tensão, mas o resultado tem sido positivo e obtemos sempre ensinamentos importantes”, observou à abertura.

Como tradicionalmente ocorre, a atividade apresentou a análise de especialistas nas áreas de política e economia e, na sequência, os representantes das empresas falaram sobre as expectativas com relação às negociações dos acordos e convenções coletivas de trabalho do ano. Começando o evento, o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, discorreu sobre o cenário econômico do País, destacando que estamos no terceiro ano de recessão – já considerada a maior da história do País, segundo ele – com chance de termos alguma saída ao longo de 2017. “Todos devemos considerar a adversidade em que vivemos”, ponderou.

Todavia, prosseguiu ele, o desafio se dá na construção de relações de trabalho que permitam ao sindicato e às empresas desenvolverem estratégias que protejam o emprego, o salário e a atividade produtiva, elementos fundamentais à própria saída da crise. Na avaliação do técnico, 2017 pode render resultados mais favoráveis aos verificados nos dois últimos anos. “Considero o ano interessante do ponto de vista da taxa da inflação, já que estamos próximos a 4%, diferente dos 10% dos períodos anteriores. Esse cenário facilita às empresas recuperarem os salários.”

O diretor do Dieese ponderou de forma preocupante sobre a estratégia econômica atual do País, que adota um processo acelerado e acentuado de internacionalização da economia. “Isso tem um reflexo direto sobre o mundo da engenharia, e pode significar a perda de milhares de postos de trabalho e desvalorização da área.” Ganz Lúcio exemplificou, citando a recente mudança da política de conteúdo local, a preferência às empresas estrangeiras em concessões e privatizações de serviços públicos e o edital que restringiu, de forma severa, a participação de empresas de engenharia do País na retomada das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). “Estão quebrando a nossa coluna vertebral de inserção no próprio País e em outros países”, lamentou. E continuou: “Essa subordinação ao capital internacional fará retrocedermos décadas em relação ao nosso desenvolvimento soberano.”

Perigos à vista
O técnico afirma que, nessa estratégia, “a engenharia brasileira não tem vez”. Por isso, conclamou que nas campanhas salariais se defenda e se recoloque o papel e a centralidade da engenharia como indutora do desenvolvimento nacional. “Somos um dos territórios com o maior volume de riqueza disponível à valorização do capital, porque temos as maiores extensões de terra agriculturável e reservas de água potável e de petróleo, a joia da coroa, do planeta.”

Ganz Lúcio, que fez um chamamento à unidade em prol da engenharia nacional, disse que, provavelmente no segundo semestre, o governo fará uma lei que autorizará a compra de terras por estrangeiros e um projeto de lei que abrirá o espaço aéreo do País em 100% sem qualquer contrapartida. “Nenhum país do mundo cede esse espaço aéreo de mais de 40% sem contrapartida equivalente.”

A complexidade do País se estende ao campo político, como informou o diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, o Toninho. “Não temos como negar que o ambiente está conturbado.” Apesar dos avanços alcançados no País nos últimos dez anos, com a implantação de diversas leis, como a que proíbe a compra de voto, a da transparência, a do acesso à informação, a da delação premiada, entre outras, o Brasil está paralisado por conta de investigações no âmbito da operação Lava Jato, da Polícia Federal. “Importantes setores da nossa economia foram atingidos em função dessas investigações, desde fundos de pensão, grandes construtoras à Petrobras”, descreveu.

Toninho contextualizou o momento do País, lembrando a troca de governo, que completa um ano no mês de maio, que significou mudança de paradigmas. “Se antes tínhamos a preocupação com o social e o desenvolvimento soberano; hoje temos um governo com visão estritamente liberal e fiscalista, que segue a agenda do mercado financeiro, cujo senso de realidade é zero”, criticou. Com isso, prosseguiu na análise, se tem a apresentação de ajustes e reformas com carga enorme de agressividade. “A despeito da baixa popularidade desse governo, assim mesmo o Congresso Nacional e a mídia têm dado apoio as suas iniciativas.”

As medidas econômicas que têm sido tomadas, avalia Toninho, vão deixar o Brasil muito barato. “Na prática, isso significa estarmos no fundo do poço.” Para se contrapor a esse descalabro, o diretor do Diap exorta a engenharia a buscar um papel protagonista na discussão e apresentação de propostas sérias que assegurem a retomada do desenvolvimento.

Preparando a reação
Ao consultor sindical João Guilherme Vargas Netto coube fazer uma digressão sobre as lutas do movimento sindical em diferentes épocas e lugares para mostrar que a reação unitária dos trabalhadores se faz imprescindível para barrar as reformas pretendidas pelo governo Temer, que significarão a perda de direitos fundamentais. Nesse sentido, Vargas Netto conclamou os presentes a engrossarem as fileiras da mobilização do dia 28 de abril próximo. “Já temos compromissos de vários tipos de participação, desde greve a atos de ruas. É um movimento de baixo para cima, molecular, de indignação", definiu.

Para o consultor, o que se coloca é uma resistência ao desmanche do País, à recessão prolongada e uma marcha pelo desenvolvimento. Ele também endossou o papel singular da engenharia unida nesse processo em defesa do Brasil.

Ao final das avaliações dos especialistas, o presidente da Mútua, Paulo Guimarães, fez questão de falar e dizer que estava satisfeito em participar do evento, assim como de salientar que a entidade apoia as ações do SEESP e da FNE em prol da categoria e do País. E informou que a Mútua está estabelecendo várias parcerias, entre elas com o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), cujo mantenedor é o sindicato paulista dos engenheiros.

A voz das empresas
João Alberto Viol, vice-presidente de Gestão e Assuntos Institucionais do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva – Regional São Paulo (Sinaenco-SP), afirmou que, diante do momento de crise por que passa o País, a palavra deve ser “união em prol da engenharia” e defendeu a elaboração do projeto como fundamental ao bom empreendimento. “Ele é a maior vacina anticorrupção”, defendeu. Cely Singergut Roselli, gerente de Cargos e Salários e Relações Sindicais da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb); Lívia Gerbasi, da área de Recursos Humanos da Amazul; Lucília Emi Nagai, do Recursos Humanos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp); Daniele Azevedo de Souza, gerente do Departamento Sindical da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); e Maria Cecília Frozza, gerente de Recursos Humanos da Rio Paranapanema Energia, ressaltaram a importância do diálogo à mesa de negociação.

Já Marcio Massao Shimamoto, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon-SP) e representando a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), disse que a negociação coletiva, dentro das possibilidades, deve ser boa para os dois lados e que deve ser construída dentro de uma visão de união e não de impasse. A posição foi endossada por Norberto Zerbetto Hausmann, da Gestão organizacional e estratégias de Remuneração da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep). Da mesma forma, Mônica Vohs de Lima, gerente de Recursos Humanos da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), observou que as negociações serão duras, mas que as questões devem ser enfrentadas com sabedoria.

Milena Moromizato, gerente de Relações Trabalhistas da Usiminas de Cubatão, fez uma rápida explanação dos momentos difíceis por que passou a siderúrgica em 2016, quando desativou a sua linha primária de produção e demitiu mais de dois mil trabalhadores diretos, entre metalúrgicos e engenheiros. “Acreditamos que devemos superar esses momentos com negociação e respeito. O que estará colocado nas negociações deste ano”, indicou. Para Elisabete Cristina de Carvalho, gerente de Desenvolvimento organizacional e Recursos Humanos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), apesar das dificuldades que estão colocadas, é importante a unidade para melhorar o País e garantir os empregos.

A busca do entendimento foi também defendida por Willian Domingues das Neves, representante do setor de Recursos Humanos da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), para quem o ano será difícil, “mas chegaremos a um consenso”; e por Eder Santos, especialista de Relações Trabalhistas Elektro Distribuidora de Energia, para quem é importante prevalecer o companheirismo durante o processo negocial. Rildo Martins da Silva, gerente de relações trabalhistas da Telefônica-Vivo, disse que era o sétimo ano que participava da atividade. Para ele, as campanhas salariais de 2017 serão bem difíceis, dado a situação, segundo ele, das empresas que precisam reduzir custos.  

Além deles, participaram do seminário interlocutores da São Paulo Transporte (SPTrans) com a presença de membro da diretoria de Representação dos Empregados; e da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET-SP), com Andrea Firopilo Vizzoni, gerente de Recursos Humanos.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

No dia 7 de julho último, foi realizada a segunda reunião de negociação entre os representantes do SEESP, das demais entidades sindicais e da AES Tietê, na sede da empresa em Barueri. Em discussão a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2016/2018. A empresa ofereceu uma contraproposta que prevê: reajuste salarial de 5% em junho de 2016 mais 3% em janeiro do próximo ano, totalizando 8,15% para os salários e benefícios; validade do acordo por dois anos, até 2018; alteração do quadro mínimo da empresa de 300 funcionários para 320; e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com antecipação de R$ 4.000,00 para o dia 12 setembro próximo. Nova rodada de negociações deverá acontecer entre os dias 18 e 22 de julho.

A proposta da companhia foi rejeitada pelos sindicatos, porque os índices estão aquém da inflação do período e reivindicaram a aplicação do Índice do Custo de Vida do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (ICV do Dieese) de 9,44% mais 3% de aumento real, a título de produtividade.

Com relação aos vales alimentação e refeição foi reivindicado um reajuste superior a 14%, devido a grande variação da cesta básica. Além disso, solicitaram que o adiantamento da PLR tenha o mesmo índice de correção dos salários.

Os dirigentes do SEESP ainda pediram à empresa avaliar os demais itens da pauta de reivindicações encaminhada, destacando-se, entre eles, abono por perdas salariais, verba para movimentação de pessoal e Plano de Cargos e Salários (PCS).



Imprensa SEESP








Está marcada para a quarta-feira (14/5) a próxima reunião de negociação entre engenheiros do SEESP, demais sindicatos dos trabalhadores, e representantes da AES Tietê, para negociar a campanha salarial 2014. Na quarta-feira (7) foi realizada a segunda rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho dos engenheiros da empresa, que não apresentou nenhuma proposta.

A AES Tietê afirmou estar disposta a ouvir e comentar as principais reivindicações dos sindicalistas mas justificou a ausência de propostas por conta da atual conjuntura econômica do setor, tendo em vista que até 2015 vigorará o contrato bilateral de compra e venda de energia com a Eletropaulo e, depois dessa data, a energia poderá ser vendida para o consumidor livre.

Os dirigentes do SEESP voltaram a reforçar pontos importantes como a escolha do índice econômico (referente à data-base, em 1º de junho) para reajuste salarial e dos benefícios e ganho real. Propuseram, ainda, a rediscussão da forma e das metas da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e, também, afirmaram a necessidade do respeito à Lei 4.950-A, que estabelece nove salários mínimos vigentes. 

Fonte: Bletim SEESP




 

Assinado nesta quarta-feira (16/4), o primeiro acordo coletivo nacional de trabalho de uma empresa do ramo metalúrgico, a ThyssenKrupp Elevadores. A assinatura do acordo foi na sede da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), com a presença de representantes de sindicatos de metalúrgicos cutistas que têm, em sua base, unidades da empresa.

O acordo estabelece igualdade de condições na concessão da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) a todos os cerca de dois mil metalúrgicos da base sindical da CUT em todo o país. Para o presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, o acordo nacional é um passo importante para que a categoria consiga avançar para o Contrato Coletivo Nacional de Trabalho por setores do ramo metalúrgico.

“Há muito tempo defendemos o Contrato Coletivo, que garantiria direitos e remuneração iguais para trabalhadores de todo o país. O que justifica uma empresa diferenciar tanto a remuneração e as condições de trabalho entre unidades em diferentes estados? Os preços são nacionais e por que não os salários, já que a qualificação da mão de obra tem de ser a mesma?”, questiona Paulo Cayres.


O sindicalista lembra ainda que apenas duas categorias têm contratos coletivos nacionais: os bancários e os petroleiros.

A sede da Confederação, onde será assinado o acordo com a ThyssenKrupp, fica na avenida Antártico, 480 – São Bernardo do Campo/SP.

Fonte: CUT 





A Delegacia Sindical do SEESP em Campinas realizará assembleia nesta quinta-feira (02/08), às 17h30 em primeira convocação, e às 18h em segunda convocação, em sua sede (avenida Júlio Diniz, número 605, Jardim Nossa Senhora Auxiliadora) para deliberação sobre a proposta final da CPFL para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2012/2013.

Foram realizadas 11 rodadas de negociação entre os sindicatos e a empresa para se chegar a uma proposta final, cujos principais itens são:

- Reajuste salarial: 6,1% e mais 0,2% da verba de movimentação de pessoal, totalizando um reajuste de 6,3%, a partir de 1º de junho de 2012, exceto para os ocupantes dos cargos executivos de Diretores e Gerentes.

- Verba de Movimentação de Pessoal: a CPFL destinará 0,8% da sua folha base salarial para dar suporte financeiro à concessão de aumentos e bônus para os empregados que apresentarem os melhores desempenhos, avaliados com base no Sistema de Gestão de Desempenho da CPFL. A verba relativa ao período de janeiro a dezembro de 2012 será utilizada em maio de 2013.

- Auxílio Refeição: de R$ 500,00 para R$ 535,00 (7%); Auxílio Alimentação: de R$ 155,41 para R$ 166,29 (7%); Linha de corte: R$ 5.462,59 para R$ 5.806,73 (6,3%); Redução da participação de 10% para 8%; Auxílio Creche: de R$ 352,16 para R$ 376,81(7%); Gratificação de Férias: de R$ 1.780,54 para R$ 1.892,71(6,3%).

- PLR 2012: o montante a ser distribuído será de 1,11% da somatória dos Resultados dos Serviços das empresas CPFL Paulista, CPFL Piratininga, CPFL Geração e CPFL Comercialização, sem participação de outras empresas (exemplo: Sul Centrais, Ceran, Baesa, Enercan, Clion e Conesul). Manutenção das atuais regras da PLR de 2011 e inclusão de três metas específicas para quem atua nas áreas corporativas. A PLR destinada aos empregados ocupantes de cargos gerenciais e diretivos continuará seguindo regras próprias, diversas das estabelecidas, definidas diretamente pela CPFL e interessados.

Marta Adriano Rabelo Rocha
Delegacia Sindical de Campinas

Foi assinado o ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) 2012/2013, nesta quarta-feira (18/07), pelo presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, na presença de Luis Antonio Escarabello, representante da Cteep. Com isso, o pagamento dos salários com os reajustes acontecerão já neste mês, como também de todas as diferenças que retroagem ao dia 1º de junho de 2012.

Desconto de 50%
Com a finalização desse processo, o SEESP informa sobre a Contribuição Assistencial/Negocial, que consta na cláusula 40 do ACT vigente, aprovada pelos engenheiros nas assembleias que definiram os seguintes valores: duas parcelas mensais iguais e consecutivas de 1,5% do salário nominal corrigido com o índice conquistado.

Além disso, conforme autorizado na Assembleia Anual Ordinária que estabeleceu os parâmetros das contribuições assistenciais de 2012, o SEESP decidiu premiar seus associados em dia com um desconto de 50%. Portanto, para esses, a contribuição assistencial na Cteep será de duas parcelas iguais mensais e consecutivas de 0,75%.

O desconto da primeira ocorrerá no mês posterior à assinatura do acordo. Caso o engenheiro seja contrário a essa contribuição para a sua entidade representativa, deverá entregar pessoalmente, na sede do SEESP ou em uma de suas delegacias sindicais no Estado, carta de oposição com sua assinatura até o dia 28 de julho de 2012.

Confira, na tabela abaixo, as principais conquistas do ACT 2012/2013: 

 

Vigência

• Um ano (1º/6/2012 a 31/5/2013) – cláusulas econômicas e  pagamento de compensação de horas extras

Reajuste salarial

• IPC-Fipe + aumento real = 6% (seis por cento)

Gratificação de férias

• 6% (seis por cento)

Pisos salariais

 

 Ajudante: ajustar pelo índice de reajuste salarial
= 6% (seis por cento)
• Engenheiro: ajustar pelo valor do salário mínimo da categoria

Função acessória

• 6% (seis por cento)

Auxílio vale-refeição

 

• 10% (dez por cento)

– Tabela participação: corrigir por 6% (seis por cento) da remuneração base

Vale Cesta básica 
(auxílio-alimentação)

• 10% (dez por cento)
– Tabela participação: corrigir por 6% (seis por cento) da remuneração base

Auxílio-creche

• 10% (dez por cento)

Auxílio bolsa estudo

• Valor R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais)

Pagamento e compensação de horas extras

• Manter a sistemática vigente

 

Adicional de 
sobreaviso

Pagamento sobre a remuneração base

PLR 2012

• Valor R$ 11.500.000,00 (onze milhões e quinhentos mil reais)
– Indicadores:
   . Enes - Meta para 2012 (MWh)
     . Limite inferior: 4836
     . Limite superior: 1614
– Novos empreendimentos

PLR 2013

• Premissas:
– Empresa garante a negociação da PLR 2013
– Mesmos moldes da PLR 2012
– Indicadores, pesos e metas serão discutidos a partir de janeiro de 2013

 

 


Lourdes Silva
Imprensa – SEESP



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