GRCS

Movimento sindical

Mundo do trabalho

João Guilherme Vargas Netto*

 

Continua em ritmo acelerado nas direções e nas bases a preparação da greve geral do dia 14 de junho contra o fim das aposentadorias.

 

Em São Paulo uma aguerrida plenária estadual (03/06) traçou as diretivas e determinou as tarefas. Em Brasília a plenária nacional dos transportes (05/06) aprovou unanimemente fazer a greve e a assembleia dos metroviários de São Paulo (06/06) confirmou o voto.

 

Entre os metalúrgicos, petroleiros, químicos, bancários e muitas outras categorias sucedem-se as assembleias nos locais de trabalho que reforçam a convocação e a mobilização.

 

Em muitas cidades pelo Brasil afora as direções de categorias se reúnem e organizam as paralisações e manifestações do dia 14. Os comerciários, por exemplo, (agredidos irresponsavelmente por Guedes e Cia.) preparam atos a serem efetivados durante a jornada.

 

Há um clima animado e com responsabilidade crescente. Está chegando a hora da onça beber água.

 

Neste clima vou reproduzir o poeta Geir Campos do Violão de Rua de 1962.

 

“Eu quisera ser claro de tal forma

que ao dizer


     - rosa!


todos soubessem o que haviam de pensar.

Mais: quisera ser claro de tal forma

que ao dizer


      - já!


todos soubessem o que haviam de fazer.”

 

 

 

 

 

 

Joao boneco atual  

 

 *consultor sindical.

 

 

 

 

 

 

 

João Guilherme Vargas Netto*

 

Depois da jornada do dia 26 ficou tudo como antes e, portanto, o ímpeto governista foi derrotado.

 

A cobertura da mídia grande de maneira unânime ressaltou o apoio dos manifestantes às deformas, mas não pode deixar de dizer que ele se chocará com a vontade da população quando ela for confrontada, por exemplo, com a deforma previdenciária.

 

Para o movimento sindical dos trabalhadores persiste a tarefa de resistência a ela e de preparação da greve geral de 14 de junho.

 

O tripé no qual se sustenta a iniciativa dos trabalhadores é formado pela defesa da Constituição, pela exigência do destravamento da economia com a criação de empregos e pela contenção dos danos causados pelas políticas do governo (previdenciária, trabalhista, educacional, de saúde pública, do meio ambiente, cultural, da segurança pública, na infraestrutura, no desmanche do Estado e da soberania nacional).

 

Continua sendo uma luta defensiva capaz de articular o movimento sindical com todas as outras forças de resistência, por exemplo, com o apoio material, logístico e de pessoal à manifestação dos estudantes e professores no dia 30 de maio em defesa da Educação.

 

A contenção de danos pressupõe diversas frentes de resistência, objetivas, agregadoras e múltiplas, capazes também de influir no andamento das discussões congressuais.

 

No complicado tabuleiro político e social em que segue o jogo a relevância do movimento sindical dos trabalhadores precisa se impor, com pautas corretas e empenho mobilizador e unitário.

 

 

 

 

 

 

Joao boneco atual  

 

  *consultor sindical.

 

 

 

 

 

 

 

João Guilherme Vargas Netto*

 

Três semanas nos separam do dia 14 de junho data prevista para a greve geral contra a deforma da Previdência e o fim das aposentadorias.

 

Neste intervalo de tempo estão programadas em todo o Brasil duas manifestações de rua: as do dia 26 de maio dos extremados bolsonaristas contra o STF, o Congresso Nacional e o “sistema” (talvez insuflados pelo próprio presidente que, no entanto, não participará delas) e as do dia 30 de maio dos estudantes, professores e diretores contra os cortes nas universidades e nos institutos técnicos federais e contra as agressões do ministro Cacho de Uva à Educação e a seus representantes (apesar do recuo ministerial nos cortes).

 

O movimento sindical dos trabalhadores em decisão unânime das centrais sindicais aderiu a estas manifestações e sem interferência na tática e com pleno endosso de sua pauta dará a elas todo apoio para o seu êxito.

 

A reunião das centrais, assessoradas pelo Dieese, que determinou o apoio à luta da Educação também reforçou o conjunto de medidas políticas, organizacionais, logísticas, de propaganda e comunicação capazes de garantir o sucesso da greve de 14 de junho, a grande tarefa do movimento sindical.

 

Seu cumprimento exige o diálogo com as bases dos trabalhadores em seus locais de trabalho, seja com a coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a deforma, seja com assembleias que garantam a aprovação dos trabalhadores e sua adesão à greve, seja com as articulações com outras forças e entidades favoráveis à pauta unitária e apoiadoras da greve.

 

Quaisquer atividades decorrentes da vida normal dos sindicatos e das categorias como campanhas e negociações salariais devem levar em conta o objetivo estratégico de preparação e reforço da greve, sem prejuízo do seu encaminhamento.

 

Assim, os motoristas e cobradores de São Paulo e de Guarulhos obtiveram vitórias em suas campanhas salariais (manutenção das cláusulas dos acordos, ganhos reais e aumentos da PLR), os primeiros com uma grande assembleia que culminou sua campanha e os segundos com uma greve de um dia.

 

Os professores das escolas particulares de São Paulo estão sendo convocados pelo Sinpro-SP para uma concentração dia 29, às 14h, na sede do TRT (Rua da Consolação, 1272) quando haverá uma audiência de conciliação na campanha salarial levada à dissídio.

 

Estes exemplos de iniciativas são mais que “esquentas”; são o que a vida corrente determina, os trabalhadores querem e os sindicatos realizam.

 

Quando se tem um objetivo claro todos os passos firmes ajudam na caminhada a se chegar a bom termo.

 

 

 

Joao boneco atual 

 

  *consultor sindical.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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