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Os metalúrgicos da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo (ABC), decretaram greve contra demissões em massa. Cerca de sete mil trabalhadores aprovaram a paralisação, que começou na segunda-feira (24/8). Na sexta (21), a empresa iniciou as dispensas, mandando telegramas. Calcula-se que os cortes podem chegar a 1,5 mil metalúrgicos.

 

greve mercedes benz 2015



Desde o início da paralisação, assembleia na fábrica estão ocorrendo durante todos os dias, no período da manhã, conduzida pelo comitê sindical e o sindicato da categoria, quando são passadas informações sobre a greve ou eventual negociação.

Os trabalhadores de todos os turnos na Mercedes, em São Bernardo, participaram da assembleia ocorrida na manhã de terça (25) para encaminhar a luta contra as demissões. Hoje (26) a greve entra no terceiro dia, que começou com manifestação às 7h.

“Todos os trabalhadores estão na luta juntos para fortalecer o movimento e reverter as demissões. As orientações serão feitas dia a dia até que a empresa volte a negociar”, afirmou o diretor de Comunicação do Sindicato e CSE na Mercedes, Valter Sanches.

O dirigente destacou que toda solidariedade é de grande ajuda e leu a carta de apoio encaminhada pelo Comitê Mundial dos Trabalhadores na Daimler aos companheiros na fábrica do ABC.

“Até agora este apoio repercutiu em 39 meios de comunicação internacionais e é importante para a nossa luta”, contou o dirigente. A nota afirma que ´os erros de gestão não podem ser jogados nas costas dos trabalhadores´.

“Tem companheiros que ainda estão recebendo os telegramas sobre a rescisão no contrato e temos que estar juntos contra essa atrocidade que a empresa está fazendo”, prosseguiu.

O vice-presidente do Sindicato e CSE na Mercedes, Aroaldo Oliveira da Silva, destacou a importância do apoio recebido de diversas categorias, sindicatos e CSEs de empresas. “É o compromisso de cada um fazer a sua parte, dialogar com a sociedade e pressionar a direção a refletir sobre essa decisão. É fazer a luta até cancelar todas as demissões”, defendeu.

“Os trabalhadores já aprovaram as discussões sobre o Programa de Proteção ao Emprego, o PPE. Estamos dispostos a negociar e não vamos aceitar imposições nem demissões sob nenhuma hipótese”, concluiu Aroaldo.

Sérgio Nobre, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC diz que a empresa não informou o número exato de demitidos. A multinacional alega ter excedente de duas mil pessoas. “Muitos companheiros receberam telegramas no final da semana. E a empresa disse que haverá uma segunda leva”, explicou.

Resistência
O sentimento entre os funcionários é de resistência. “Será um processo forte de luta até que a empresa revogue a decisão e todos voltem a trabalhar”, avalia Sérgio Nobre, que também é secretário-geral da CUT.

A multinacional alemã se recusa a negociar conforme as regras do Programa de Proteção ao Emprego, recém-lançado pelo governo.

Fonte: Agência Sindical
Com informações do site do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC -   www.smabc.org.br




As centrais sindicais se reúnem nesta terça-feira  (13/1), às 10 horas, em São Paulo, na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT).  Na pauta, a manutenção das vagas dos metalúrgicos no ABC paulista e a conjuntura política e econômica atual. Na manhã desta segunda (12), cerca de 20 mil protestaram na rodovia Anchieta, em São Bernardo, contra as 800 demissões na Volkswagen e outras 244 na Mercedes.


Foto: Adonis Guerra/Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
ato metalurgicos contra demissoes em SBC divulga
Cerca de 20 mil se reúnem em ato na manhã de segunda (12), em São Bernardo


Desde às 7h, os trabalhadores da Mercedes e Ford ocuparam a pista sentido Litoral, do quilômetro 16 ao 21. Já os da Volkswagen saíram do quilômetro 23 e seguiram no sentido Capital. "A Volks tem condições de retomar as negociações com o Sindicato. "Nossa luta é para reverter as demissões", exclamou Rafael Marques, presidente do Sindicato presente no protesto.

Ao final, eles se reuniram no Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cenforpe) para um ato em defesa do emprego, que também contou com a presença de metalúrgicos de outras empresas como Scania e Karmann Guia, além de familiares.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, filiado à CUT, as reivindicações dos trabalhadores da Volkswagen, Mercedes-Benz e Ford serão enviadas ao governo estadual e federal.

A demissão dos funcionários da Volks ocorreu por telegrama, às vésperas do Ano Novo. Em solidariedade, a  CUT divulgou moção de apoio. “A CUT apóia e se soma à luta dos 13 mil trabalhadores da Volks em greve contra as demissões e pela garantia de emprego”, diz um trecho do documento.

Para a CUT, os patrões desrespeitaram a dignidade dos trabalhadores e quebraram o acordo coletivo que garante estabilidade até 2016. Para as centrais, as montadoras tiveram incentivos fiscais do governo e agora precisam ser cobradas a dar contrapartida social. Uma estimativa dos sindicatos é que a cada vaga excluída equivale a 18 postos de trabalho na cadeia produtiva.

 Na sexta (9), os 244 metalúrgicos demitidos na Mercedes-Benz, em São Bernardo, realizaram, juntamente com seus familiares, um protesto na porta da montadora em ato contra as demissões. Metalúrgicos de outros setores interromperam as atividades em solidariedade. A ação repercutiu e a direção da montadora retomou o diálogo, que havia sido interrompido desde o anúncio das demissões.

A Anfavea (sindicato patronal das montadoras) declarou à grande imprensa que as demissões são pontuais e não contaminarão o setor.



Imprensa SEESP
Com agências





A Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) realizará na sexta-feira (30/5) e sábado (31), em São Paulo, seu 1º Congresso que elegerá a nova diretoria.


Imagem: divulgação FitMetal
congresso fitmetal




O presidente da organização, Marcelino Rocha, informou que a categoria conseguiu avanços importantes nos últimos anos. “Mesmo com conquistas como o pleno emprego, os filhos dos operários frequentarem a Universidade entre outros benefícios, algumas pautas dos trabalhadores estão paradas”, frisou ao destacar as campanhas salariais como um dos pontos da agenda da categoria que será desenvolvida no decorrer deste ano.

De acordo com ele, a Fitmetal - que atualmente conta com mais de 400 mil trabalhadores - surgiu pela necessidade de organizar as lutas dos metalúrgicos que queriam fundar uma entidade classista, plural, politizada e democrática.

Na ocasião, também será lembrado o papel fundamental que os metalúrgicos tiveram na redemocratização do país durante a ditadura militar (1964-1985). Serão homenageados 15 trabalhadores que representarão a categoria no evento, que tem como lema “Valorizar o trabalho para conquistar o Brasil”.

Cerca de 200 delegados oriundos de nove estados brasileiros devem participar da atividade que ocorre às vésperas da federação completar quatro anos, no dia 1º de junho.

O congresso contará com a análise conjuntura nacional e internacional e a inserção da classe trabalhadora diante da crise do capitalismo. A atividade será realizada no Hotel Braston, que fica na Rua Martins Fontes, 330, Consolação.

Fonte: Portal CTB







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Assinado nesta quarta-feira (16/4), o primeiro acordo coletivo nacional de trabalho de uma empresa do ramo metalúrgico, a ThyssenKrupp Elevadores. A assinatura do acordo foi na sede da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), com a presença de representantes de sindicatos de metalúrgicos cutistas que têm, em sua base, unidades da empresa.

O acordo estabelece igualdade de condições na concessão da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) a todos os cerca de dois mil metalúrgicos da base sindical da CUT em todo o país. Para o presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, o acordo nacional é um passo importante para que a categoria consiga avançar para o Contrato Coletivo Nacional de Trabalho por setores do ramo metalúrgico.

“Há muito tempo defendemos o Contrato Coletivo, que garantiria direitos e remuneração iguais para trabalhadores de todo o país. O que justifica uma empresa diferenciar tanto a remuneração e as condições de trabalho entre unidades em diferentes estados? Os preços são nacionais e por que não os salários, já que a qualificação da mão de obra tem de ser a mesma?”, questiona Paulo Cayres.


O sindicalista lembra ainda que apenas duas categorias têm contratos coletivos nacionais: os bancários e os petroleiros.

A sede da Confederação, onde será assinado o acordo com a ThyssenKrupp, fica na avenida Antártico, 480 – São Bernardo do Campo/SP.

Fonte: CUT 





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