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Comunicação SEESP*

O segundo ato contra o aumento da tarifa dos transportes coletivos em São Paulo reuniu muita gente no final da tarde de quarta-feira (17/1). Apesar da repressão da policia que encerra com praticamente todos os atos convocados pelo Movimento Passe Livre (MPL), os manifestantes mantiveram o ato, que teve aula pública sobre a reivindicação tarifa zero. O local de concentração e o itinerário foram alterados por conta da polícia, que cercou as ruas no entorno da casa do prefeito João Dória, onde estava marcado o protesto inicialmente.


Foto: Centro de Mídia Independente (CMI)
segundo ato contra aumento tarifa CMI home


As tarifas de ônibus, metrô e trens subiram para R$ 4 no dia 7 de janeiro. Antes disso, o MPL já havia anunciado que iria para as ruas como faz tradicionalmente desde 2003, quando surgiu o movimento. Em 2013, o MPL ganhou maior visibilidade com os protestos que levaram milhões às ruas.

Pelo fato da polícia ter fechado ruas próximas ao endereço da casa do prefeito, a concentração foi alterada para o cruzamento da Av. Faria Lima com a Av. Cidade Jardim.

Os manifestantes fecharam o cruzamento das avenidas Faria Lima com a Rebouças, reivindicando a revogação do aumento das passagens. Houve queima de catracas feitas de papelão para simbolizar o posicionamento contra as catracas.

De acordo com manifestantes, a polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo e agrediu os participantes. Relatos dão conta de que após jogarem bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, policiais bateram em diversos grupos de manifestantes. Um deles foi agredido por diversos policiais ao mesmo tempo. Agências bancárias foram alvo de protesto e acabaram tendo seus vidros quebrados.Um fotógrafo da Pavio, que registrou tudo acabou tendo seu equipamento quebrado pelos policiais.

"Já no final do ato comecei a filmar 4 ou 5 moleques que estavam sendo perseguidos por algumas motos da Rocam. os meninos corriam em zigue-zague, pra cima e pra baixo e davam um baile nos PMs. De repente, dois descem da moto e conseguem pegar pelo menos três dos meninos. Espancaram eles até não poder mais e do nada deixam os meninos irem andando pra correr atrás do outro que tinha conseguido escapar. esse deu trabalho pros caras. O menino corria sozinho de uma lado pro outro e os PMs com 5 ou 6 motos não conseguiam pegar o cara. Só conseguiram para-lo quando um jogou a moto pra cima do menino. Imediatamente desceram mais três ou quatro das outras motos e começaram a espancar o menino. Assim que um dos policiais olhou pro lado e percebeu que eu tinha registrado o atropelamento ele veio pra cima de mim, arrancou a câmera da minha mão e segurando pelo monopé começou a bater com ela no chão e quebra-la em vários pedaços", relatou nas redes sociais o fotógrafo Caio Castor.

O ato terminou no Largo da Batata. Manifestantes organizaram um “catracaço” (pular a catraca) na estação Pinheiros do Metrô, zona sul de São Paulo, e foram reprimidos por policiais militares.

Um novo protesto está convocado para terça-feira (23/1), às 17h, na avenida São João com a Ipiranga, no Centro da cidade.



*Com informações do MPL e Revista Fórum


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As nove centrais sindicais que estão à frente da Greve Geral, organizada para o próximo dia 28, se reúnem na sede da Força Sindical, em São Paulo, nesta segunda-feira (24/4), a fim de avaliar o quadro das mobilizações e definir ações práticas da paralisação geral marcada para sexta (28/4). O objetivo é afinar a organização e traçar estratégias de mobilização.

O secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, outras ações ocorrerão até lá. "As direções sindicais, com base no relato das mobilizações pelo País, vão definir o que será feito nos dias que precedem a paralisação e também no próprio dia 28", afirma.

A paralisação promete ser nacional e forte, com adesão de amplos setores, de peso na economia e nos serviços. Segundo o coordenador da Intersindical, Édson Carneiro, o Índio, “muitas categorias fizeram plenárias, aprovaram greve e estão mobilizando as bases”. O sindicalista também vê crescer simpatia ao movimento. “A greve ganha força na medida em que as pessoas vão tomando consciência real das maldades que Temer tenta impor com suas reformas”, comenta.

Organização
Sindicalista do setor de vestuário, Alvaro Egea, que é secretário-geral da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), entende que a reta final da greve é a hora certa de fazer os ajustes. Ele comenta: “O Brasil é grande e variado. Cada setor tem uma experiência própria. Vamos tomar pé da mobilização nas categorias pelo País e verificar de que modo podemos fazer uma paralisação nacional, com forte participação da classe trabalhadora e também apoio social”.

Dieese
Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos  (Diesse), falará aos dirigentes sobre os impactos das reformas, especialmente o que aponta o relatório da reforma trabalhista, aprovado em caráter de urgência. “Temos que pensar o dia 28 e também o pós 28”, orienta.


Fonte: Agência Sindical
(publicado por Deborah Moreira)


Os metalúrgicos de São José dos Campos (SP) e região irão se unir a outras categorias na sexta-feira (25), no Dia Nacional de Paralisações e Greves, para protestar contra as reformas do governo Michel Temer. As manifestações são convocadas pelas centrais sindicais - CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas e CGTB.

cartaz ato dia 25 de novembro600 larg

Haverá paralisações nas fábricas pela manhã e um ato unificado, às 10 horas, na Praça Afonso Pena, que reunirá químicos, petroleiros, servidores municipais, condutores, vidreiros, aposentados e trabalhadores dos Correios e do setor de alimentação.

Para Luiz Carlos Prates (Mancha), diretor do Sindicato dos metalúrgicos, os protestos serão um primeiro passo rumo à greve geral a ser deflagrada no País em 2017.

“Ao lado da luta contra as reformas e a PEC 55 (antiga 241), é urgente se discutir a questão da exigência de conteúdo nacional nos financiamentos do banco de fomento estatal, BNDES, porque ela gera desemprego e agrava a crise econômica”, afirma Mancha.

“O governo e o Congresso Nacional já estão prontos para arrancar direitos históricos dos trabalhadores e aposentados. Para freiar esse trator, é preciso preparar o terreno e construir a Greve Geral. Este vai ser o papel das mobilizações do dia 25”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Fonte: Agência Sindical e Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos





As centrais sindicais CUT, CTB, UGT, Força, NCST, CSP-Conlutas, Intersindical e entidades que formam as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizam na quinta-feira (22/9) o "Dia Nacional de Paralisação, rumo à greve geral – Nenhum direito a menos". As paralisações, atrasos na entrada, assembleias nas portas dos locais de trabalho, passeatas e manifestações ocorrerão durante todo o dia, em diversas cidades do País.
 

Foto: Beatriz Arruda/Comunicação SEESPato pelo emprego 2016 foto bia 600 largAto realizado pelas centrais, pela manutenção do emprego, na Paulista, em 22 de julho.


São Paulo

Em São Paulo, o ato está marcado para às 10h. Os trabalhadores iniciarão uma concentração na frente da Fiesp, Avenida Paulista, 1313, onde às 11h, os sindicalistas entregarão a diretores da instituição empresarial a pauta em defesa dos direitos sociais e trabalhistas.

Às 15h, os manifestantes programaram uma concentração em frente ao Vão Livre do Masp, onde os professores da Rede Pública Estadual estarão reunidos em assembleia.

Às 16h, haverá um ato público com todas as categorias profissionais que vão participar do Dia de Paralisação.

Nenhum direito a menos
Além das dezenas de projetos que preveem a ampliação da terceirização em pauta no Congresso Nacional, ministros do governo Michel Temer têm dado declarações que colocam em risco os direitos da classe trabalhadora, entre elas, a reforma da Previdência, com idade mínima de 65 anos e redução de benefício; mudanças na Lei trabalhista para permitir acordos de redução de salários, alteração no 13º e fatiamento das férias. A PEC 241, que reduz os investimentos sociais, em especial as áreas de saúde e educação, também é outra pauta dos manifestantes.

É contra esses ataques aos direitos sociais e trabalhistas que todos os trabalhadores têm de participar do Dia Nacional de Paralisação e se preparar para a greve geral, explica o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.

Para Adilson Araújo, da CTB, “o degaste será acelerado conforme os trabalhadores da ativa e aposentados forem sentindo na pele que são o alvo do ajuste neoliberal do governo”.

Na segunda-feira (19), a Nova Central SP e a Federação dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de São Paulo (FTTRESP) realizaram uma plenária, com cerca de 250 pessoas, de diferentes categorias, no CMTC Clube, Zona Norte de São Paulo. "Fizemos um debate amplo. Alertamos os trabalhadores sobre a urgência de estarmos mobilizados para preservar direitos. Mostramos o que pode acontecer, caso nossas conquistas sejam perdidas", diz Luiz Gonçalves (Luizinho), presidente da Nova Central - SP.

As centrais sindicais defendem um projeto de desenvolvimento com geração de emprego e distribuição de renda, trabalho decente, aposentadoria digna e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário.



Comunicação SEESP
Com informações da Agência Sindical e CUT







Cerca de duas mil mulheres marcharam em São Paulo (SP) em celebração do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, ontem (25/7). O ato lembrou que são as cerca de 49 milhões de mulheres negras brasileiras as que mais sofrem com feminicídio, estupros e desigualdade econômicas e sociais.


Foto: Gisele Brito/BdFmarcha das mulheres negras sp 25 de julhoMarcha das Mulheres Negras


“As pautas das mulheres negras são diferentes. Enquanto as mulheres brancas lutam por direito ao corpo, nós lutamos por comer, andar de ônibus, por ter moradia digna. Por isso, hoje estamos aqui e vamos marchar pela vida dos nossos irmãos e filhos”, afirmou Leila Rocha, do Coletivo de Oiá.

No ato, as mulheres também lembraram o aumento da violência contra elas, denunciando que o feminicídio no Brasil tem cor: houve um aumento de 54% de assassinatos de mulheres negras. “Estamos aqui por estarmos cansadas de sermos mortas, estupradas, de chorar por nossos filhos mortos e presos. Não queremos mais apenas sobreviver. Nós resistimos”, afirmou Mara Catadora, uma das participantes do ato.

A marcha saiu da Praça Franklin Roosevelt, na região central, e partiu em direção ao Largo do Paisssandu - sítio histórico da luta negra na capital paulista - acompanhada por tambores do grupo Ilu Obá De Min.

Luta histórica
O movimento feminista negro ganhou autonomia no Brasil por volta da década de 1980. “As mulheres protagonizaram muitos momentos da nossa história, mas ela sempre foi apagada, principalmente a luta das mulheres negras. Nesses últimos tempos, as mulheres protagonizam esse momento porque são os nossos direitos que estão sendo atacados: a Secretaria de Igualdade Racial, a Secretaria de Mulheres, que antes tinham caráter de ministério, foram extintos (durante o governo interino de Michel Temer). Então é emblemática olhar para as bancadas legislativas e não nos vermos representadas. Nós nos vemos nas ruas. E não sairemos daqui até ocuparmos todos os espaços que pudermos ocupar”, afirmou Sara Siqueira, da Marcha Mundial das Mulheres.


Fonte: Brasil de Fato





Um dia antes da data marcada para o aumento das passagens de ônibus e mêtro em São Paulo (SP), o Movimento Passe Livre (MPL) voltou às ruas. Para analisar o atual momento e explicar o início das mobilizações deste ano, o Brasil de Fato entrevistou Laura Viana, integrante do MPL.A partir de sábado (9), a tarifa na capital paulista passa de R$ 3,50 para R$ 3,80. Para a militante, a prefeitura e o governo do estado "estão escolhendo quem eles beneficiam'. "A lógica de remuneração atual é de que a cada vez que a catraca roda o empresário ganha [...] Sempre que se pensa o aumento a ideia é não comprometer o lucro de quem controla que são as empresas de ônibus, pessoas que financiam campanha eleitoral. Então o nosso ponto principal é que se corte do lado mais forte. Não é a população que tem que pagar por isso", disse.


Foto: Marcelo Aguilar

laura mplLaura Viana, do MPL

 

As duas primeiras manifestações ocorreram nos dias 8 e 12 de janeiro, na região central da cidade, além de atos em alguns terminais de ônibus. Nos dois protestos houve confronto com a Polícia Militar que usou a tropa de choque contra os manifestantes. Durante o segundo protesto contra o aumento das passagens, a PM começou a reprimir antes mesmo do ato sair da concentração, na Praça do Ciclista, na avenida Paulista. De acordo com a organização da marcha, os manifestantes decidiram ir até o Largo da Batata, na região oeste da cidade, pela Avenida Rebouças. No entanto, a PM impediu que fosse feito esse trajeto. Enquanto um integrante do MPL negociava com a PM, a explosão da primeira bomba foi escutada.

Questionada se os atos continuam se o reajuste da tarifa prosseguir, Laura Viana é categórica: "Sem dúvida. Hoje é só o 'avisinho'". A entrevista ocorreu antes do protesto.

Confira a entrevista completa:


Brasil de Fato - Como o MPL analisou este momento do anúncio do aumento das passagens?
Laura Viana: Ele foi um momento muito cruel, porque eles não deram nenhum tipo de notícia e a gente não esperava que isso fosse acontecer. A gente estava fazendo a análise política e não econômica. Do ponto de vista político, parece meio burro fazer um aumento em um momento de eleição. Mas do ponto de vista econômico, uma coisa que a gente sabe que não parou para pensar, é que estava em um contexto de crise e que provavelmente o dinheiro que deixava de chegar no bolso dos empresários do transporte ia ter que ser reposto de alguma forma, ou seja, com o aumento.

A prefeitura e o governo estadual soltaram uma nota com o anúncio do aumento, em que falaram que o reajuste foi abaixo da inflação e que 50% da população não seria afetada pelo aumento, por causa do Bilhete Único Mensal e categorias subsidiadas. Como vocês enxergam estas informações?
Primeiro que o argumento da inflação é um argumento técnico através do qual eles tentam dar aquela 'passada de pano' em uma decisão que é claramente política, do ponto de vista de beneficiar [um setor em detrimento de outro]. Eles estão escolhendo quem eles beneficiam. Eles sabem que a população também sofre com a inflação. Então, quando eles tentam repor esta 'suposta' perda causada pela inflação aumentando o preço da passagem, eles escolhem prejudicar a população. A gente até lançou uma análise na página do Passe Livre esta semana na qual a gente fez um gráfico, [com dados] desde 1994, acompanhando o aumento das passagens proporcionalmente à inflação. A conclusão é que a passagem deveria custar R$ 2,60.

Quando a inflação está baixa eles aproveitam que é um momento em que não tem crise econômica, e a situação econômica do país não está comprometida, e soltam para cima da inflação, “tranquilamente”. Agora eles jogam quase na linha da inflação e o que a gente tem é uma passagem que custa muito mais.

Seguindo este mesmo argumento, ela custa muito mais do que tem que custar. Quanto aos bilhetes temporais - mensais e semanais - eles não foram reajustados e têm uma proposta muito interessante pelo fato de você parar de ver o transporte como um meio de trabalho. Nele você pode usar o bilhete como quiser e isso favorece que as pessoas andem pela cidade. Só que é um passe muito caro. Ele é, principalmente, muito caro porque você tem que pagar de uma vez só.

Então ele reflete muito bem qual é a política da prefeitura de São Paulo: uma política de valorização do transporte público, dos transportes alternativos, que não sejam o carro. Só que é uma valorização para a classe média. É uma valorização que não pensa na população de renda mais baixa. Por exemplo, quem sofre mais com o aumento de tarifa é a população que está em empregos informais, que não tem emprego ou pagamento fixo e, já por aí, não ganham vale transporte e, na maior parte das vezes, acaba trabalhando por um salário mínimo ou menos. Se você parar pra pensar, o que se gasta com ônibus fica em torno de ⅕ ou ⅙ do salário mínimo, então, é uma quantia muito alta.

Saiu esta semana uma análise que estas modalidade de bilhete único não chegam a 11% do que o governo pensou que seria a adesão. Então não tem sido uma saída muito agradável para a população. Sai mais barato realmente, só que agora também está [relativamente] mais barato porque a passagem está muito cara. Então, não é como se o bilhete mensal fosse a grande graça do governo Haddad.

As gratuidades: a gente parte da ideia que não são nenhum favor, principalmente o passe estudantil. Existe uma propaganda da prefeitura em falar que este passe é um grande favor da gestão para os estudante, e não é. Ele é um passe que favorece muita gente e foi fruto de muita luta, mas ele ainda não quebra com a lógica de remuneração do transporte, porque é um passe que não é pago pelo usuário. Ele mantém a lógica de remuneração atual de que a cada vez que a catraca roda o empresário ganha - tendo sido esta passagem paga pelo usuário ou não. Então isso faz com que toda vez que um estudante passa, de certa forma, tem alguém pagando - e é a população, sempre.

O transporte foi declarado como direito social o ano passado. O aumento da passagem interfere neste direito?
Sem dúvida. Saiu uma pesquisa do Ipea esta semana em que eles calculam que, quando existe um aumento, proporcionalmente, a mesma quantidade de pessoas proporcional ao valor do aumento deixam de conseguir pagar o transporte. Se você vê que tem gente deixando de se movimentar pela cidade e deixando de até, muitas vezes, conseguir chegar ao emprego pelo preço da tarifa é porque tem alguma coisa muito errada. Este direito à locomoção não está sendo respeitado e não está sendo garantido pelo poder público.

A prefeitura, neste anos, tem discutido muito esta questão da mobilidade, inclusive com a questão da ciclofaixa, faixa de ônibus, limites de velocidade. Não é um contra-senso aumentar a tarifa da forma que foi feito?
Como eu te falei, são políticas de transporte público pensadas para a classe média [que habita a região] central. A gente até brinca que a gestão Haddad pensa a cidade de um jeito europeu, aquela cidade que ainda é feita para o capital e tudo mais, e aí você vai tentando humanizar ela um pouco mais, fazer com que as pessoas deixem de usar o transporte privado para usar o transporte público. Só que isso sempre é pensado para quem já mora na região central. Uma prova disso são as ciclovias: são poucas e muito mal feitas na periferia. As que funcionam estão no centro. Então é uma política de transporte que existe, que é muito boa de certa forma pra quem ela está sendo pensada, interessante também do ponto de vista ambiental; mas não é uma política que chega na periferia, não é uma política que ajude as camadas mais pobres da população.

Que alternativas existem ao aumento da passagem?
A gente sempre fala de corte no lucro dos empresários. É essencial repensar a forma como eles são remunerados. Sempre que se pensa o aumento, a ideia é não comprometer o lucro de quem controla, que são as empresas de ônibus, pessoas que financiam campanha eleitoral. Então o nosso ponto principal é que se corte do lado mais forte. Não é a população que tem que pagar por isso. Em última instância, [defendemos] a tarifa zero.

Sobre a questão do financiamento, como funcionaria uma política de subsídios boa?
Particularmente, aumentar subsídio eu não acho que seja, por si só, a solução, porque se você aumenta o subsídio, você praticamente só muda quem está pagando para o empresário. O corte de lucro é a chave, porque a gente poderia impedir que uma parcela tão grande do orçamento municipal fosse comprometida sem ter que aumentar as tarifas. É um absurdo. Quando a gente teve a última auditoria das linhas que foi chamada pela gestão Haddad, logo após junho de 2013, ela concluiu que o lucro está 18% acima do que deveria estar. E isso não quer dizer que se a gente tirasse os 18% eles iriam parar de lucrar, eles ainda iriam lucrar bastante. O que acontece agora é que tem esta quantidade abusiva.

Em relação a auditoria, teria que ter uma mais recente?
Isso seria interessantíssimo, porque a população não tem acesso ao que compõe a tarifa. A gente está pagando, mas não sabe o quanto vai para a manutenção, o quanto vai pra lucro, o que realmente paga a circulação. E a gente precisa realmente saber, porque é um volume muito grande de dinheiro. Se você pensar que a cidade tem, contando a população flutuante, mais ou menos umas 12 milhões de pessoas e que metade disso deve usar o transporte público, são R$ 3,80 vezes 6 milhões todo dia. É um volume muito grande de dinheiro que a gente não sabe para onde vai. E todo ano tem reajuste e a gente continua pagando a mais e sem saber pra onde está indo. Essa última auditoria aconteceu, mas a gente não teve os dados muito amplamente divulgados. O Passe Livre mesmo teve que ir atrás para conseguir. Então, a gente precisava de uma que fornecesse mais transparência e que permitisse que a população opinasse sobre o funcionamento do transporte.

Como vão ser as mobilizações deste ano?
A gente pretende continuar com os grande atos como sempre, porque é onde a gente encontra as pessoas e faz contatos. A gente espera que estas mobilizações passem do Passe Livre. Que elas não sejam chamadas só por nós, mas por qualquer um que tenha algum descontentamento com o transporte público e que cada um chame um ato, faça um trancaço ou fechamento de terminal no seu bairro para manifestar o descontentamento.

E se aumento ocorrer de fato no sábado, as manifestações vão continuar?
Sem dúvida. Hoje é só o 'avisinho'.





Fonte: Brasil de Fato

 

 

 

 

 

 

 

 






Na quinta-feira (3/12), as Centrais Sindicais, sindicatos e entidades do setor produtivo realizam em São Paulo (SP) um ato para apresentar um documento que propõe uma nova agenda para a retomada do crescimento com o objetivo de sensibilizar governo, empresários, instituições e sociedade civil para a causa. O SEESP, juntamente com a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), soma seus esforços nessa frente pelo desenvolvimento nacional.

 

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A ação do movimento se apoia em quatro propostas fundamentais: retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento social; geração de empregos; destrave dos investimentos em infraestrutura (como o PAC, por exemplo), dos investimentos da Petrobras, recuperação da capacidade produtiva e operacional dos setores da Construção e Naval e a preservação e fortalecimento da capacidade de engenharia nacional.

O texto “Compromisso pelo desenvolvimento” enfatiza a necessidade "superar os atuais entraves aos investimentos em infraestrutura, destravar a capacidade do Estado para exercer suas funções, incrementar a produtividade, gerar empregos  de  qualidade,  aumentar  a renda  média,  garantir  educação  de  qualidade, fortalecer a democracia e suas instituições, corrigir e reorientar a política econômica e o regime fiscal".

No dia 9 de dezembro, o documento será entregue à presidente Dilma Roussef. Um dia antes, o Rio de Janeiro sediará um ato de lançamento do material, reunindo trabalhadores de vários estados do Brasil.

Outro assunto apontado no documento é a investigação da operação lava-jato, que deve prosseguir sem paralisar as operações das empresas referenciais para a economia brasileira, como a Petrobras. São pelo menos 29 empresas nessa situação, o que tem gerado demissões em massa.

Adilson Araújo, presidente da CTB, destaca que o compromisso nacional é sair do olho do furacão. "Não existe outra solução que não seja a retomada das grandes obras do PAC e do Pré-sal, e a Petrobras retomando os investimentos no país”, afirmou o sindicalista.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna) reforçou a disposição do sindicalismo de ampliar o debate sobre os rumos da economia do País “para além da pauta do que acontece em Brasília”.

"Queremos criar um ambiente para debater a economia e a realidade que afeta diretamente o povo, quebrando a lógica de juros altos e desemprego. O objetivo é continuar buscando um debate amplo, que inclua os empresários e outros setores sociais", afirmou Juruna.

Segundo o secretário-geral da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Alvaro Egea, o consenso entre trabalhadores e empresários é que o País precisa de medidas emergenciais, pró-retomada do crescimento econômico. “Serão medidas capazes de lançar uma mensagem positiva, que se contraponha ao pessimismo disseminado diariamente”, comentou.

O movimento deverá atuar ainda como um fórum com ampla participação do movimento sindical e promovendo a interlocução com o empresariado e também potencializando o diálogo com a sociedade.

Abaixo, a íntegra do documento, que ainda está recebendo adesões:

Compromisso pelo desenvolvimento

O Brasil é muito maior que a crise, porém, diante do agravamento da situação econômica e dos impactos sociais decorrentes, são urgentes ações propositivas por parte dos que estão preocupados com o emprego, a produção e o bem-estar de milhões de brasileiros.  Não é possível aceitar passivamente as projeções de um 2016 perdido, visto que 2015 já está na conta da recessão e do desemprego crescente.

As brasileiras e os brasileiros querem construir um país com desenvolvimento econômico, social e ambiental, soberano, republicano e democrático.
Afirmamos o compromisso com o Brasil e as gerações presentes e futuras para avançar no fortalecimento do nosso sistema econômico produtivo, das condições e das relações de trabalho. Por isso, reunimos forças para propor mudanças emergenciais que revertam as expectativas que ameaçam o presente e o futuro do país.

Superar os atuais entraves aos investimentos em infraestrutura, destravar a capacidade do Estado para exercer suas funções, incrementar a produtividade, gerar empregos de qualidade, aumentar a renda média, garantir educação de qualidade, fortalecer a democracia e suas instituições, corrigir e reorientar a política econômica e o regime fiscal para o crescimento são alguns dos desafios estruturais do nosso desenvolvimento. O combate ininterrupto à pobreza, à desigualdade, à corrupção e à ineficiência deve ser institucionalmente fortalecido.

É imprescindível mobilizar a vontade coletiva para viabilizar um modelo de desenvolvimento com valorização da produção e do trabalho. Para isso é preciso promover mudanças, sobretudo no sentido de priorizar o setor produtivo e não o capital especulativo.

O Compromisso pelo Desenvolvimento é um esforço na direção de um entendimento propositivo entre trabalhadores e empregadores, que busca articular forças com o objetivo de Construir a mais rápida transição para a retomada do crescimento e do desenvolvimento econômico e social no médio e longo prazo, com sustentabilidade ambiental.

Para tanto, o Compromisso pelo Desenvolvimento demanda o encaminhamento imediato, em espaços de negociação tripartite, inclusive no Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e Previdência Social, da seguinte agenda:

•    Retomar rapidamente o investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social e urbana, ampliando os instrumentos para financiá-la, bem como criando ambiente regulatório que garanta segurança jurídica;
•    Retomar e ampliar os investimentos no setor de energia, como petróleo, gás e fontes alternativas, em especial na Petrobras;
•    Destravar o setor de construção, por meio de instrumentos institucionais adequados, inclusive acordos de leniência, entre outros, que garantam a penalização dos responsáveis e a segurança jurídica das empresas, com a manutenção dos empregos;
•    Criar condições para o aumento da produção e das exportações da indústria de transformação;
•    Priorizar a adoção de políticas de incentivo e sustentabilidade do setor produtivo (agricultura, indústria, comércio e serviços), de adensamento das cadeias produtivas e de reindustrialização do país;
•    Ampliar, em condições emergenciais, o financiamento de capital de giro para as empresas, com contrapartidas sociais e ambientais;
•    Adotar políticas de fortalecimento do mercado interno para incremento dos níveis de consumo, de emprego, renda e direitos sociais.


São Paulo, 3 de dezembro de 2015


CSB - Central dos Sindicatos Brasileiros

CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

CUT - Central Única dos Trabalhadores

Força Sindical

NCST - Nova Central Sindical de Trabalhadores

UGT - União Geral dos Trabalhadores

Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção

Abrinq - Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos

Clube de Engenharia

Federação Nacional dos Engenheiros (FNE)

Instituto Ethos

Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP)



Imprensa SEESP
Com informações da Agência Sindical e CTB




Trabalhadores e representantes da indústria nacional realizaram nesta quinta-feira (13/8) o ato Grito em Defesa da Indústria e do Emprego, para pressionar o governo e o Congresso Nacional chamar a atenção da população sobre os rumos da política econômica do País, cada vez mais atrelada aos juros altos, excessiva carga tributária, câmbio sobrevalorizado. A atividade ocorreu no vão livre do Masp, na avenida Paulista, em São Paulo (SP), e mobilizou diversas categorias como metalúrgicos, aeroviários, comerciários e gráficos, em defesa do emprego.


Fotos: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
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A conjuntura econômica somada à ausência de investimento público e de uma política efetiva que vise a reestruturação da indústria, além do aumento no custo de energia, acaba valorizando a importação e limitando a fabricação do produto nacional.

A mobilização foi convocada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), juntamente com as centrais sindicais Força Sindical, União Geral de Trabalhadores (UGT) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

Nas falas dos dirigentes presentes a tônica era a defesa do emprego a partir da redução dos juros e dos tributos; ampliação dos investimentos públicos; adoção de política cambial equilibrada.

De acordo com dados da Abimaq, o ramo de bens de capital vem perdendo milhares de postos de trabalho nos últimos quatro anos -  55 mil demissões desde2012, sendo 30 mil só entre janeiro e junho deste ano. Atualmente, conta com 7 mil empresas e 330 mil empregos diretos, com carteira assinada.

“Há alguns anos estamos alertando as autoridades sobre o fenômeno da desindustrialização, que ocorre nos últimos 20 anos. No entanto há uma desaceleração muito grande nos últimos três, quatro anos”, alertou José Velloso, presidente executivo da Abimaq, presente na manifestação .

ele lembrou que a indústria de máquinas e equipamentos é um termômetro do setor, uma vez que “é a indústria de fazer a indústria”. “Vivemos os últimos quatro anos com seguidas quedas de faturamento na indústria de máquinas e equipamentos, o que denota que a indústria não está investindo. Agora, exaurimos todos os canais. Então, como última alternativa, nós aliamos aos trabalhadores, que estão sofrendo, e viemos para a rua”, completou Velloso.

Velloso atribui a piora da situação ao que ele classificou como “uma das maiores crises econômicas da história do país”. Para ele, país perdeu uma grande oportunidade de, nos anos em que tivemos as commodities estavam valorizadas , tornar sua industria competitiva.

Sobre a conjuntura política, Velloso concorda que a atual crise do governo Dilma Rousseff pode ter alguma influência nos baixos resultados, mas ressalta que a situação ruim é anterior a este momento. “Muito antes dessa crise política já estávamos perdendo. A indústria de transformação saiu de 27% do PIB para 9% do PIB”, lembrou.

Centrais

 

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As centrais sindicais presentes apostam na unidade política dos trabalhadores e empresários para salvar o emprego e combater a atual política econômica. Para Miguel Torres, presidente da Força Sindical, somente a pressão nas ruas forçará o Congresso a votar projetos que visem a indústria nacional. “Boa parte do Congresso abraça a causa dos trabalhadores, mas é preciso fazer pressão. Por isso três setores da indústria se uniram neste momento - máquinas, autopeças e aço – para vir às ruas”, disse Torres.


Deborah Moreira
Imprensa SEESP





Milhares de trabalhadores cruzaram os braços nesta terça-feira (15/4) para pressionar o Congresso Nacional a arquivar o projeto de lei 4330/04, que amplia a terceirização do trabalho. Desde o início da manhã, diversos atividades integram o Dia Nacional de Paralisação convocado pelas centrais sindicais Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central, Intersindical e Conlutas, além de movimentos sociais do campo e da cidade, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).


Foto: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
ato ABC paulista contra terceirizacao
Categoria paralisou atividades no ABC em protesto contra a terceirização



O projeto já foi aprovado pela maioria dos deputados federais e deve seguir para apreciação no Senado, onde parlamentares da base do governo se articulam para garantir um amplo debate acerca dos direitos trabalhistas. O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou a forma como o texto foi votado pela Câmara e disse ter ouvido de deputados que muitos sequer leram o texto antes da votação. O senador informou ter recebido do presidente do Senado, Renan Calheiros, a garantia de que o projeto não será aprovado apressadamente pelo Senado e que será debatido exaustivamente antes da votação."

Mobilização
Vinte e um movimentos sociais, partidos políticos, pastorais sociais e centrais sindicais promovem, a partir das 17h, no Largo da Batata, Zona Oeste da Capital paulista, um ato contra o projeto de lei das terceirizações (PL 4.330), contra a redução da maioridade penal, e em defesa da reforma política, do fim do financiamento privado de campanhas e pela taxação de grandes fortunas.

Pelo Brasil
Aracaju: na rótula do Centro Administrativo próximo ao Tribunal de Contas das 6h às 8h. Das 9h às 11h, haverá panfletagem no Calçadão da rua João Pessoa (concentração em frente ao Bingo Palace). E às 14h, Marcha Estadual em Defesa e Promoção da Educação Pública (concentração Parque da Sementeira).

Belém: desde às 8h, haverá concentração na Praça do Operário, com as categorias em greve, MST e movimentos sociais. E saem em caminhada até o CIG – Centro Integrado de Governo. Supermercados vão parar. Também paralisação de terceirizados do governo Jatene, que estão há cinco meses sem salários.

Belo Horizonte: às 4h30, houve concentração no Sindimetal em Contagem, no Bairro Jardim Industrial. Por volta das 5 horas, ato na porta de fábrica e depois na Refinaria Gabriel Passos, em Betim, para realizar ato em defesa da Petrobrás, juntamente com os petroleiros. Das 7h às 12h, bancários participarão de mobilização e panfletagem na Praça Sete, na Região Central de Belo Horizonte, com paralisação das agências bancárias até o meio-dia.

No período da manhã, as famílias das ocupações urbanas, organizadas pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) realizarão manifestações, assim como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MA) e a Vida Campesina, além de outros movimentos e entidades. Sind-UTE/MG convocou paralisação de 24 horas para o dia 15 de abril. No período da manhã atividade organizada pelo Sindifes discutirão PL no Campus da UFMG; Às 16 horas, todos vão se concentrar na Praça Afonso Arinos, em frente à Escola de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para um grande ato unificado, com a participação das centrais CTB e CSP Conlutas, seguido de marcha até a Praça Sete.

Boa Vista: panfletagem na praça do centro cívico em frente à assembleia legislativa e no centro comercial.

Brasília: às 16h, tem uma concentração em frente à sede da CUT, que fica na SDS - Ed. Venâncio V - subsolo - lojas 14 – Bloco R, Asa Sul. Depois, militantes seguem em caminhada até a rodoviária.

Campo Grande: haverá paralisação da Energisa, companhia de Energia que tem 97 trabalhadores terceirizados. Caminhada até a Praça Ari Coelho (onde passam os ônibus de todas as partes). Panfletagem e Ato Político.

Cuiabá: às 16h, haverá concentração na Praça Alencastro, com ato político.

Curitiba: o ato começa a partir das 11h30, na Praça Santos Andrade, com caminhada até a Boca Maldita. Os rodoviários, os comerciários, urbanitários e bancários prometem paralisações.

Fortaleza: ato na Praça do Carmo a partir das 8h.

Florianópolis: ato na Praça XV, em frente à Catedral, às 16 h.

Em Goiânia: ato na praça do Bandeirante, com carreata do SINTEGO chegando ao Ato. Panfletagem nos terminais de ônibus com a cara dos deputados. A CUT-GO fará outdoor. Em todo o Estado haverá carreatas.

Em João Pessoa: a partir das 9h, concentração em frente à Loja Esplanada na Lagoa – Parque Solon de Lucena, e depois caminhada até a Assembleia Legislativa.

Macapá: ato na praça da Bandeira com panfletagem e caminhada até o centro comercial.

Em Maceió: concentração a partir das 8h em frente ao CEPA para ato público e caminhada em direção ao centro, com paradas em frente à Caixa Econômica (pauta do movimento pela terra) e Casa da Indústria. Paralisação dos meios de transporte (ônibus, trens, transportes alternativos, etc.); fechamento de rodovias interestaduais em pontos estratégicos; bloqueio de entradas estratégicas da |cidade de Maceió (quatro pontos), e panfletagem nas portas dos cursinhos.

Em Manaus: panfletagem e mobilização no centro comercial nas ruas Eduardo Ribeiro e 7 de setembro.

Natal: petroleiros realizarão manifestação na sede administrativa da Petrobras, a partir das 9 horas. A partir das 15h, diversas categorias farão uma concentração unitária, em frente ao prédio administrativo da FIERN.

Porto Alegre: durante a parte da manhã, haverá várias paralisações, como metalúrgicos, sapateiros, petroleiros e bancários. Os sindicatos realizarão atividades com suas categorias. Às 12h, os militantes e trabalhadores se concentração em frente à Federação do Comércio, na Av. Alberto Bins, 665. Depois, seguirão caminhando até a Assembleia Legislativa.

Recife: a partir das 14h, ato em frente à FIEPE. Com participação de professores da rede estadual que estão em greve. Paralisações previstas: professores da rede municipal de Recife, servidores do Judiciário, (exceto Justiça do Trabalho), metrô, rodoviários, bancários, trabalhadores do Serpro. Os bancários vão fazer um ato no Banco do Brasil do Recife antigo e vão sair em marcha para o ato na FIEPE.

Rio Branco: panfletagem no centro comercial e ato público.

Rio de Janeiro: às 16h, começa a concentração na Cinelândia. Depois militantes e trabalhadores seguem em caminhada até a Firjan.

Salvador: 4 h da manhã, haverá paralisações. Às 6h: ato da jornada de lutas por moradia na Praça Municipal. Às 15h, caminhada das centrais sindicais, movimento sindical, social, popular e da Juventude, do Campo Grande até a Praça Municipal.

São Luís: urbanitários fazem assembleia na CAEMA. Ferroviários fazem paralisação na entrada da Vale. Pela manhã, ato em frente à FIEMA, em conjunto com a CTB. À tarde, passeata junto com a CPT e movimentos sociais e entrega no judiciário do Caderno de conflitos da terra no estado.

Teresina: o ato começa às 10h, na Praça Rio Branco. Paralisação dos rodoviários, dos comerciários nas principais lojas do centro comercial, de parte das agências bancárias e dos urbanitários.

Vitória: fechamento das entradas da cidade junto com CTB, Intersindical e Conlutas. Às 14h, concentração em frente à Federação da Indústria.


Imprensa SEESP
Com agências




As Centrais Sindicais intensificam a mobilização contra o pacote fiscal, diante da falta de disposição do governo para negociar mudanças efetivas nas Medidas Provisórias 664 e 665, que alteram as regras trabalhistas e previdenciárias. Desde o início da manhã desta segunda-feira (2/3), sindicatos e representantes das centrais estão concentrados em frente às Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego de todo o País.


Foto: Força Sindical/divulgação
ato das centrais nos Ministerios do Trabalho red
Ato em frente a Superintendência do Trabalho em S. Paulo, na rua Martins Fontes


Os dirigentes também alertam para a volta à baila de propostas de precarização das condições de trabalho, como a possibilidade de votação do projeto de lei 4.330 - que abre a possibilidade da terceirização nas atividades-fim das empresas. “Essas medidas trazem grandes prejuízos à classe trabalhadora”, expressou o secretário geral da CTB, Wagner Gomes.

Em entrevista a Agência Sindical, José Calixto Ramos, presidente da Nova Central, durante o lançamento na terça (24), em São Paulo, de uma campanha contra abusos trabalhistas no McDonald’s, reafirmou que a posição dos trabalhadores continua sendo a de defender a revogação das MPs.

“A decisão que tomamos foi pedir a retirada das medidas, para que pudéssemos discutir o assunto sem uma guilhotina armada”, destaca. No entanto, após participar da reunião com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), voltou a defender a articulação contra as MPs no Congresso: “Não tem outro caminho”.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, cobrou coerência por parte dos interlocutores na Esplanada dos Ministérios. “O governo ainda não percebeu a dimensão em que nos coloca. Se não houver mudanças objetivas nessas medidas, não teremos como aceitá-las”, afirma. O sindicalista aponta que a mobilização nas ruas é o caminho para barrar as tentativas de retrocesso nos direitos.

Também ocorrem manifestações em Maceió, Alagoas; em Manaus, Amazonas; Salvador, Bahia; Goiânia, Goiás. Em Belo Horizonte, Minas Gerais, a manifestação ocorreu no Centro e terminou por volta das 10h. Por volta das 11h15, cerca de 100 trabalhadores do Recife (PE), se concentravam na Praça do Derby para sair em passeata pela Avenida Agamenon Magalhães. Os trabalhadores pretendem fazer uma caminhada até a Superintendência Regional do Trabalho, no bairro do Espinheiro.

Na Baixada Santista, o ato foi na Praça José Bonifácio, em Santos, e as centrais afirmam que permanecerão concentradas na porta do Ministério de Trabalho, durante a segunda-feira. Em Sorocaba, cerca de 80 pessoas ocuparam o prédio da Gerência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego.

Em São Paulo, os dirigentes informaram que o ato reunia cerca de 600 trabalhadores.

A primeira manifestação contra as MPs 664 e 665 ocorreu dia 28 de janeiro. Saiba como foi aqui.


Com agências





O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a articulação e movimentos Resistência Urbana tingiram de vermelho a Ponte Estaiada, cartão postal da cidade de São Paulo, na noite de quinta-feira (23/5), durante o 3° Ato “Copa Sem Povo, Tô na Rua de Novo!”. Apesar da forte chuva que se abateu pela cidade e dos reflexos da greve dos motoristas e cobradores de ônibus, o protesto reuniu milhares de pessoas. Segundo os organizadores cerca de 20 mil. Outros atos devem ocorrer ao longo de junho.


Foto: Mídia Ninja
MTST copa do povo foto ninja
Movimentos afirmam que se reivindicações não foram atendidas novos atos ocorrerão em junho, mês da Copa 



Também participaram do ato: Movimento Passe Livre (MPL), Comitê Popular da Copa, Se não Tiver Direitos Não vai ter Copa, Frente Nacional de Lutas Campo e Cidade, Coletivo Juntos, Fórum Popular de Saúde, Coletivo Construção, Coletivo Domínio Público, Rede Emancipa, Conafer, Nós da sul e MST/Taboão.

A manifestação, tingida de vermelha graças às camisetas dos integrantes, saiu do Largo da Batata (Pinheiros), passou pela Marginal Pinheiros, ocupando as vias completamente. Os manifestantes não concordam com os gastos com a Copa do Mundo que, de acordo com eles, só favorecem as grandes construtoras e o mercado imobiliário.

Não houve incidentes ou confrontos com a polícia. O MTST convocará novos atos caso não haja atendimento das pautas reivindicadas aos governos.

As pautas específicas do MTST, ligadas à moradia e reforma urbana, são:

1. Por um controle público do reajuste de aluguéis urbanos estabelecendo o índice inflacionário como teto dos reajustes. Esta medida é essencial para combater a especulação imobiliária que afeta os trabalhadores mais pobres.

2. Por uma política federal de prevenção de despejos forçados, com a formação de uma Comissão de Acompanhamento, ligada a Secretaria Especial de Direitos Humanos.

3. Mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida, fortalecendo a modalidade Entidades e com regras que estimulem melhor localização e maior qualidade das obras.

O MTST promove no sábado (24) um sarau em memória aos operários mortos nas obras da Copa do Mundo, às 18h, na Ocupação Copa do Povo, próximo ao Itaquerão.

Greves pelo país

Nesta semana, diversas categoriais deflagraram greves e paralisações em várias cidades brasileiras. A capital paulista foi palco de novos atos dos professores municipais e do MTST e foi surpreendida pela greve dos condutores de ônibus, na terça (20) e quarta-feira (21), à revelia do sindicato. Na Universidade de São Paulo (USP), funcionários, professores e estudantes também declararam greve geral a partir da próxima semana. Também os metroviários votaram estado de greve na última assembleia e ameaçam cruzar os braços na terça-feira (27).

No Rio de Janeiro, professores e funcionários em greve decidiram apoiar explicitamente os protestos contra a Copa, inclusive se incorporando. Para as entidades e movimentos sociais os gastos da copa e os "desmandos" da Fifa evidenciaram o papel dos governos enquanto parceiros dos lucros do grande capital, enquanto os problemas estruturais da população brasileira não são enfrentados. Questionados sobre o fato de as mobilizações estarem ocorrendo neste momento, quando o Brasil sedia uma copa do mundo, representantes das organizações sociais negaram que as manifestações e paralisações ocorram só por causa da Copa do Mundo e com o objetivo de desgastar o governo da presidente Dilma Rousseff. Mas, eles afirmaram que o megaevento expõe as contradições do País que financia estádios e obras bilionários, incentiva a especulação imobiliária, no entanto, continua com sérios problemas de infraestrutura e serviços públicos.


Imprensa SEESP
Com informações do MTST e agências







Desde o início da manhã desta quinta-feira (15/5), integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fazem uma série de bloqueios de vias na capital paulista. As ações fazem parte do protesto “Copa sem povo, to na rua de novo!”, que também promove hoje, a partir das 17h, uma passeata. Às 14h, o MTST e o Movimento dos Trabalhadores Rurais em Terra (MST), que também integra a ação, dão uma coletiva de imprensa no auditório do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP).


Foto: MTST/divulgação
radial leste itaquerao

Sem-tetos realizam manifestação na Radial Leste, em frente ao Itaquerão, Zona Leste de S. Paulo

As manifestações desta manhã ocorrem na Radial Leste, em frente ao Itaquerão, com cerca de 1.500 pessoas da Ocupação Copa do Povo (MTST); na Marginal Pinheiros, próximo à Ponte João Dias, onde se concentram cerca de 2.000 pessoas das Ocupações Nova Palestina e Dona Deda (MTST); Marginal Tietê, próximo à Ponte Estaiadinha, com a presença de 300 pessoas da Ocupação Estaiadinha (MTST); Giovanni Gronchi, próximo ao Shopping Jardim Sul, com pelo menos 500 pessoas das Ocupações Faixa de Gaza e Capadócia (MTST); Ponte do Socorro, onde cerca de 800 pessoas da Ocupação Anchieta Grajaú (Nós da Sul).

Também ocorrem manifestações em outras capitais do país, ligadas ao MTST e a movimentos da Frente de Resistência Urbana, como Brasília (DF), Palmas (TO), Curitiba (PR) e Belém (PA).

Entre as reivindicações dos movimentos sociais envolvidos nas ações deste 15 de Maio, que vem sendo chamado 15M, em alusão ao 15M espanhol - protesto que ocorreu em Madri, contra a crise econômica europeia, em 2011, que passou a ser chamado também de Indignados -, estão: o controle público do reajuste de aluguéis urbanos estabelecendo o índice inflacionário como teto, para combater a especulação imobiliária que afeta os trabalhadores mais pobres; política federal de prevenção de despejos forçados, com a formação de uma Comissão de Acompanhamento, ligada a Secretaria Especial de Direitos Humanos; mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida, fortalecendo a modalidade Entidades e com regras que estimulem melhor localização e maior qualidade das obras.


Imprensa SEESP
Com informações MTST






Movimentos sociais, principalmente de moradia, ocuparam as sedes da Odebrecht , OAS Empreendimentos e Andrade Gutierrez , na capital paulista, responsáveis pela construção dos estádios para a copa 2014, marcada para começar no dia 12 de junho, na mesma cidade. Os atos, ocorridos na quinta-feira (8/5), foram para protestar contra os gastos no megaevento e chamar a atenção para a situação de milhares e famílias sem-teto. A presidenta Dilma Rousseff e o prefeito Fernando Haddad se encontraram no mesmo dia com lideranças dos movimentos.


Foto: MTST-divulgação
ocupacao construtoras
Movimentos de moradia ocupam sedes de construtoras


Os militantes apresentaram à presidenta reivindicações para mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida. Os sem-teto pretendiam fazer um ato em frente ao Itaquerão durante a visita de Dilma ao estádio. A manifestação foi suspensa após o encontro. Segundo um dos coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, o encontro durou 20 minutos e foi positiva. O governo afirmou que vai estudar a possibilidade de desapropriação do terreno onde está a ocupação Copa do Povo, em Itaquera, desde o sábado (3), com cerca de 1,5 mil famílias acampadas.

Na quarta (7), o juiz Celso Maziteli Neto, da 3ª Vara Cível de Itaquera, concedeu uma liminar determinando o fim da ocupação , atendendo ação movida pela Viver Incorporadora, proprietária do terreno. No entanto, ontem, o juiz Celso Maziteli Neto suspendeu a liminar de reintegração de posse após pedido de reconsideração dos advogados do MTST. Foi marcada Audiência de Conciliação para a sexta-feira (23).

De acordo com relatos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), também foram realizadas passeatas em diversas regiões da capital, como na Avenida Paulista. Durante as ocupações, foram colados cartazes e feitas pichações e leitura de manifesto contra a Copa.

Anistia lança campanha por liberdade de manifestação

Foi lançada na quinta (8) a campanha mundial “Brasil, chega de bola fora”, promovida pela Anistia Internacional. O objetivo é defender o direito à liberdade de expressão e manifestação pacífica durante a Copa do Mundo, tendo em vista os projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional e que podem levar à restrição de direitos e à criminalização de manifestantes.

Foram mobilizadas 20 seções da Anistia Internacional em diversos países para coletar assinaturas online nos endereços cartaoamarelo.org.br e aiyellowcard.org. A petição será entregue à presidente Dilma e ao presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, no início de junho.

De acordo com a assessora de direitos humanos da Anistia Internacional Brasil, Renata Neder, a petição pretende dar um cartão amarelo ao governo brasileiro, como um aviso de que o mundo inteiro está de olho na garantia do direito à manifestação pacífica.

A campanha defende a regulamentação do uso de armas chamadas de “menos letais”, além de treinamento adequado aos agentes de segurança que atuam em manifestações. Também foi lembrado o uso inadequado da legislação para enquadrar os manifestantes detidos. “Em São Paulo, foi a Lei de Segurança Nacional; no Rio de Janeiro, a Lei de Organizações Criminosas. Muitas pessoas sendo enquadradas pelo crime de formação de quadrilha, uma legislação que não tem nada a ver com o contexto dos protestos, e sim com o crime organizado. Na nossa avaliação, isso é uma tentativa de criminalizar os manifestantes”, afirma Renata Neder.

Outro problema, segundo a Anistia Internacional, é a falta de investigação dos abusos cometidos pelas forças de segurança. “Não há mecanismos claros de investigação e responsabilização dos eventuais abusos cometidos pela polícia, então todas essas denúncias feitas por manifestantes que sofreram agressões e violações não estão sendo devidamente investigadas e os responsáveis não estão sendo levados à Justiça, isso é muito grave”.


Imprensa SEESP
com informações da Agência Brasil e MTST





 

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