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Comunicação SEESP*

Estudantes de sete países se reunirão a partir de terça-feira (4/9) na terceira edição do Encontro Internacional para Liderança na Engenharia (Eile), que traz novamente o tema Cidade do Futuro. Além de brasileiros, italianos, peruanos, venezuelanos, colombianos, nigerianos e portugueses participam do evento que tem como objetivo desenvolver soluções para os problemas de cidades brasileiras baseadas em aspectos como inovação, viabilidade de implementação e impacto na sociedade.

O Eile é organizado pelo Grêmio Politécnico - associação dos alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - e conta com o apoio da Universidade de São Paulo (USP). Segundo os organizadores participam do encontro 32 alunos de graduação e pós-graduação, que irão debater com professores e especialistas temas como mobilidade urbana, sustentabilidade, energia e tecnologia. O programa conta com uma semana de atividades no campus da USP (em Santos), dois meses para os grupos de alunos estruturarem propostas de solução para as cidades e seis meses para que o melhor projeto seja desenvolvido.


* Com informações da assessoria de imprensa




No dia 22 de abril último, mais de 500 cidades no mundo participaram da Marcha pela Ciência. A CNTU também esteve presente ao movimento, que reuniu cientistas, professores, pesquisadores e estudantes. O objetivo é destacar a importância da pesquisa científica para a humanidade. A inspiração para o ato veio dos Estados Unidos, onde cientistas estão se articulando contra os cortes no orçamento da área de pesquisa e o posicionamento do governo de Donald Trump em relação a temas como o aquecimento global. No Brasil, mais de 20 cidades convocaram a marcha. Os participantes pediram mais recursos e apoio à pesquisa e ciência.

O diretor de Articulação Nacional da confederação, Allen Habert, participou da atividade na cidade de São Paulo, onde os manifestantes reuniram-se no Largo da Batata, zona oeste da capital. No local, foram montadas tendas onde as pessoas podiam obter, por exemplo, informações sobre a dengue.

Foto: CNTU
O diretor da CNTU, Allen Habert (de blusa vermelha), defende avanço científico e tecnológico durante ato em São Paulo.


O pesquisador Joaquim Adelino de Azevedo Filho e presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APQC) disse que o ato é mundial e visa a demonstrar a importância da ciência. "Há 40 anos, logo depois da 1ª Guerra Mundial, o Brasil importava sementes de hortaliças e frutas. Com a guerra, isso ficou inviável. O Brasil teve então que investir em pesquisas para produzir aquilo que a população estava acostumada a comer", disse, acrescentando que os 19 institutos científicos do estão "há 20 anos sofrendo um desmonte".

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, ressaltou que o ato de é mundial e apartidário. "Ele está presente em mais de 60 países e 600 cidades e 25 delas no Brasil. Hoje é o dia do Planeta Terra. Está sendo uma marcha pela ciência porque algumas pessoas passaram a questionar o valor da ciência", explicou.

Helena Nader disse ainda que a ciência no país vive uma crise."A produção científica está indo muito bem, com aumento do número de publicações e da qualidade medida pelo impacto. No entanto, quando se olha o financiamento, ele está inversamente proporcional. Com o contingenciamento, não temos como sobreviver. E isso não vem deste ano. Vem de alguns anos", acrescentou.

Brasília
Em Brasília, os manifestantes reuniram-se em frente ao Museu da República, na zona central da cidade. Acompanhados por um caminhão de som e portando faixas, cartazes e balões eles marcharam pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional. Lá, espetaram os balões no gramado como forma de chamar a atenção dos parlamentares.

A conselheira da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e professora da Universidade de Brasília (UnB) Laila Espíndola destacou a diminuição de recursos para o setor e a fusão entre o antigo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a pasta das Comunicações.“Já está começando a Escolha de Sofia. Estamos tendo que escolher onde alocar recursos”, afirmou a professora, uma das organizadoras da marcha no Distrito Federal.

Rio
No Rio de Janeiro, embaixo de chuva, o ato ocorreu pela manhã em frente ao Museu Nacional, na zona norte da cidade. Levando tesouras, os participantes protestaram contra o corte no orçamento do ministério.

A presidenta do sindicato dos trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Justa Helena, lembra que, sem investimento de grande porte, a pesquisa não avança. “Por exemplo, se não tivesse tido pesquisa em relação à febre amarela, hoje a gente não poderia produzir as vacinas para a febre amarela que estão salvando muitas vidas no nosso país. É um processo lento, mas que precisa caminhar”.

O diretor do Instituto Oswaldo Cruz, Wilson Savino, que compareceu ao evento representando a presidência da Fiocruz, afirma que os cortes de verba têm afetado as pesquisas. “Vai ser um atraso muito maior nosso em relação ao desenvolvimento da ciência no mundo como um todo. É o que a gente pode chamar de tiro no pé, não investir em ciência e tecnologia e em educação quando um país está em crise econômica.”

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, destaca que a ausência de recursos desestimula os jovens a ingressarem no mundo científico. “Se não tem bolsas de iniciação científica em quantidade suficiente, se os laboratórios estão desorganizados e desconstruídos, se projetos de pesquisa têm que ser interrompidos por falta de verba, é claro que isso é uma sinalização objetiva para a juventude: se afastem da ciência."


Comunicação CNTU
Com informações da Agência Brasil

 

 

 

A Delegacia Sindical do SEESP em Lins prepara-se, após um 2016 difícil, para um ano novo diferente, intensificando o contato com os profissionais abrangidos pela regional. A indicação é do presidente Juliano Munhoz Beltani, engenheiro eletricista e professor: “Este ano não foi fácil para os profissionais da área técnica por causa de tanta indecisão política e instabilidade financeira.” A ideia, diz Beltani, é intensificar as atividades junto aos profissionais, criando debates importantes sobre a profissão e a intervenção em assuntos das cidades. “Temos um histórico importante nesse sentido que nos credencia para esse debate.” 


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Juliano Munhoz Beltani 2 
 Beltani: "Como em todos os seguimentos, a engenharia sofreu com as indecisões
políticas e a instabilidade financeira do País."
 

Qual o balanço que o senhor faz das atividades e ações sindicais da Delegacia Sindical em 2016 na região?
Juliano Munhoz Beltani – Estamos sempre presentes em ações realizadas em nossa região, com destaque para as atividades que envolvem o Poder Público, como é o caso do Plano Diretor do Município de Lins, que passa por uma ampla renovação e atualização. 

O ano foi difícil?
Beltani – Realmente 2016 não foi fácil. Como em todos os seguimentos, a engenharia sofreu com as indecisões políticas e a instabilidade financeira do País. Mas acredito que os momentos de crise também servem para a busca de novas oportunidades, com os profissionais ainda mais empenhados na inovação, aperfeiçoamento, criatividade e empreendedorismo. Inclusive participamos de um projeto inovador que foi a implantação de uma usina solar de 554 kWp, instalada nas dependências do Centro Universitário de Lins (Unilins). Estivemos presentes, como em outros anos, no Concurso de Ideias de Negócios, denominado “Empreendedor do Futuro - 2016”.  

Já existem planos de trabalho para 2017?
Beltani – Ano novo! Vida que segue! Intensificaremos nossas atividades junto aos nossos profissionais, pois acredito que com mais capacitação, o engenheiro poderá ter mais oportunidades. Além, é claro, de nos colocarmos sempre à disposição para participar de projetos voltados ao Poder Público e à comunidade geral de Lins e região.  

Como o senhor vê o papel da inovação?
Beltani – Como professor universitário nas áreas de engenharia elétrica, logística e gestão da produção, além de empresário, vejo a inovação e a tecnologia como fontes de crescimento de um País. Hoje, as tecnologias estão sendo inovadas com uma velocidade muito rápida. Na área acadêmica, incentivo os estudantes a inovarem e a conhecerem as tecnologias, assim poderão ser grandes profissionais.  

Quantos profissionais e quais cidades a Delegacia Sindical abrange?
Beltani – Temos cerca de 600 profissionais na região. Além de Lins, a Delegacia abrange as cidades de Promissão, Guaimbê, Uru, Cafelândia, Getulina, Guaiçara, Sabino, Guarantã e Pongai.  

Quando foi fundada a Delegacia Sindical?
Beltani – Em 1994. No começo, ficamos no mesmo prédio da Sociedade dos Engenheiros, Arquiteto e Agrônomo da Região Administrativa de Lins (Senag), mas em razão de um projeto inovador do presidente Murilo Pinheiro conquistamos, em 2009, sede própria.  

Como o senhor vê o movimento Engenharia Unida da FNE?
Beltani – Estou muito feliz com o atual movimento, pois quando a classe está unida, todos são favorecidos. Espero que em 2017 os governos (municipais, estaduais e até o Federal) possam ouvir e atender as sugestões da nossa classe.

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP






 

A primeira Delegacia Sindical do SEESP foi criada, em 1980, em Campinas. Hoje, a cidade e região são consideradas um polo fundamental na área de tecnologia, reunindo cerca de 20 mil profissionais. “Somos conhecidos, inclusive, como o ´Vale do Silício´brasileiro”, comemora o presidente da regional, Francisco Alvarenga Campos, referindo-se à região dos Estados Unidos, na Califórnia, que concentra diversas empresas de tecnologia da informação, computação entre outras. No início do ano, inclusive, quatro parques tecnológicos instalados na cidade foram credenciados junto ao Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec). Alvarenga salienta, ainda, a excelência da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que “acaba atraindo mais conhecimento, possibilidades de pesquisas científicas”.


Foto: Jéssica Silva/SEESP
Alvarenga 3 
Alvarenga: "Estamos inseridos numa região onde tem muita pesquisa tecnológica."
 

Em balanço das atividades do ano, o dirigente, que é aposentado pela Telefônica Vivo onde atuou como engenheiro de telecomunicações, destaca, entre outras ações, a reforma da parte superior da sede adquirida há sete anos e da área de lazer, a realização de palestras, a atuação nas campanhas salariais. Para 2017, Alvarenga se mostra entusiasmado especialmente com o início do curso de especialização em Engenharia de Segurança no Trabalho na área rural, numa parceria com o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), faculdade mantida pelo SEESP. “Temos um grande número de profissionais de agronomia, porque Paulínia é um polo muito importante de indústria de defensivos agrícolas e ainda temos o Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Ou seja, essa atividade tem tudo a ver com o perfil social e econômico da nossa região.”

Jovens e Engenharia Unida
Outro destaque merecido de 2016, prossegue Alvarenga, foi a criação do “Sindicato Jovem” na delegacia que vem reunindo, regularmente e de forma organizativa, estudantes da área, que discutem mercado de trabalho e diversos assuntos atinentes à profissão. “Eles criaram até uma startup”, comemora.

Alvarenga também está preocupado com a fase difícil por que passa o País com as mudanças políticas e econômicas, mas considera que o sindicato está no “caminho certo ao se dedicar de forma responsável às lutas sindicais e à disseminação da importância da inovação na engenharia”. Por isso, também parabeniza a iniciativa da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) em articular o movimento nacional Engenharia Unida. “É a contribuição efetiva da nossa categoria em prol do desenvolvimento nacional com sustentabilidade e justiça”, realça.

Cidades representadas
Além da cidade de Campinas, a Delegacia Sindical abrange Aguaí, Águas da Prata, Águas de Lindóia, Americana, Amparo, Artur Nogueira, Atibaia, Bragança Paulista, Caconde, Casa Branca, Cosmópolis, Divinópolis, Engenheiro Coelho, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itapira, Itobi, Jaguariúna, Lindoia, Mococa, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Nazaré Paulista, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Pinhal, Pinhalzinho, Santa Bárbara D´Oeste, Santa Cruz das Palmeiras, Santo Antonio de Posse, Santo Antonio do Jardim, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Gama, Serra Negra, Socorro, Sumaré, Tambaú, Valinhos e Vinhedo.


 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP








Representantes do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), mantido pelo SEESP, e do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Mantiqueira, em reunião no dia 8 de outubro último, discutiram a parceria em diversos projetos para fomento de conhecimento sobre inovação e tecnologia. Durante o encontro, inclusive, foi feito o convite para que o a instituição de ensino dos engenheiros faça parte da rede que o NIT – órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O convite foi feito pelo coordenador geral do Núcleo, João de Oliveira Júnior ao diretor-geral do ISITEC, Saulo Krichanã, que aceitou o convite. O termos da participação ainda serão acertados e formalizados.

De acordo com João de Oliveira Júnior, coordenador geral do núcleo, "há um interesse muito grande do próprio ministério de que seja agregado aos arranjos, outras entidades ou empresas do tipo do Isitec".


Foto: Angélica Perez/Isitec
Isitec NIT 
Representantes das duas entidades empenhadas no fomento à inovação e tecnologia 



Imprensa SEESP
Com informação do Isitec









 

A partir do dia 15 de outubro até 15 de janeiro de 2016 podem ser feitas inscrições ao processo seletivo para a graduação em Engenharia de Inovação do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), cujo mantenedor é o SEESP. A seleção será feita pela Cia. de Talentos e terá três fases: testes de análise de aptidão lógica online; resultado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); análise e interpretação de linguagens e produção textual.

A essa segunda turma da graduação, serão disponibilizadas 30 vagas, todas com bolsa de estudo integral e ajuda de custo mensal estimada em cerca de R$ 500,00. Mais informações e edital do processo seletivoaquiObtenha ficha de inscrição prévia.



Deborah Moreira
Imprensa SEESP










O Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) realizou, no dia 11 de setembro último, na Capital paulista, a segunda edição do Seminário e Feira da Inovação, cujo tema, este ano, foi "A inovação como instrumento da sustentabilidade". Compuseram a mesa de abertura, no período da manhã, o presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, o secretário municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) de São Paulo, Artur Henrique, o coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) Mantiqueira, João de Oliveira Jr, e o professor Adalberto Fazzio, subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa (SCUP) do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).


Fotos: Beatriz Arruda
Isitec 4 
À mesa de abertura, o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, destacou
compromisso do sindicato com o saber
 

Fazzio agradeceu a oportunidade de participar do evento organizado por um projeto diferenciado e pioneiro no ensino de engenharia, referindo-se ao Isitec, "focado na área de inovação e tecnologia”. Segundo ele, apesar da situação econômica por que passa o País, o setor de inovação não pode perder vigor, “porque na hora em que sairmos da crise temos de estar preparados e no rumo certo”.

O professor afirmou que eventos como o do Isitec contribuem ao desenvolvimento da inovação no Brasil, pois estimulam os estudantes a conhecerem mais sobre a área de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). O secretário Henrique reforçou a importância de feiras e seminários com essa proposta. Para ele, o País exportador de matéria-prima, como minério de ferro, soja e outros produtos agrícolas, deve investir cada vez mais em C&T para agregar mais valor ao que produz. Nesse sentido, ele coloca o Isitec como uma importante frente nessa perspectiva.

Ele falou, ainda, das iniciativas da prefeitura paulistana a favor da C&T. “As semanas de tecnologia eram voltadas a públicos internos e específicos, isso mudou a partir de 2014 quando resolvemos levá-las às escolas municipais”, pontuou. E acrescentou: “O nosso sonho é implementar o parque tecnológico da Zona Leste.”

Já Oliveira apresentou o projeto Educar para Inovar e a importância de investir e levar a base do conhecimento em inovação, principalmente para crianças e adolescentes.  Segundo ele, a ideia é gerar produtos que simulem o desenvolvimento tecnológico, existente nos laboratórios das instituições de pesquisa.

Pinheiro agradeceu aos presentes e reafirmou o compromisso e responsabilidade do sindicato – mantenedor do Isitec – com questões relacionadas à inovação e tecnologia. “Temos a responsabilidade de avançar e democratizar o conhecimento e o saber.”

Nanotecnologia

Isitec professorNa sequência, o professor Fazzio [foto ao lado] fez a primeira palestra do dia sobre "Nanotecnologia como plataforma para a inovação tecnológica". O Brasil, segundo dados apresentados por Fazzio, possui mais de 100 mil pesquisadores que trabalham nessa área, é a maior comunidade de C&T qualificada da América Latina e é responsável por 2,2% das publicações científicas mundiais. Todavia, ainda são poucas as empresas, em território nacional, em torno de 200, que estão envolvidas em pesquisas de nanotecnologia e temos apenas 0,2% do total de patentes mundiais. Para ele, a inovação será, cada vez mais, o grande diferencial de desenvolvimento de um país.

Segundo Fazzio, é preciso que as pesquisas sejam orientadas para as necessidades do País e que o setor privado participe intensivamente dessas atividades, sendo este o foco de orientação do MCTI para as Unidades de Pesquisa. Ele comparou que enquanto nos Estados Unidos mais de 90% das missões em C&T são orientadas, no Brasil esse índice alcança apenas 30%, envolvendo os ministérios da Ciência e Tecnologia, da Educação, da Agricultura e da Saúde e órgãos como os institutos de Geografia e Estatística (IBGE) e de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Ele declarou que “precisamos entender que o que é bom para o Brasil é bom para o Brasil”, mudando a famosa frase do embaixador Juracy Magalhães, em Washington (EUA), depois do golpe civil-militar de 1964, de que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”.

O professor informou, ainda, que as áreas que mais desenvolvem pesquisas em nano, no País, são energia (captação), baterias, toxicologia, purificação de água, partículas, células, combustível, entre outras. Ele apresentou um quadro referente ao período 2006 e 2011 sobre a evolução da nanotecnologia no mundo: Índia, China e México aumentaram suas pesquisas na área, respectivamente, em 38%, 29% e 28%, e o Brasil, em 23%.

Escola do Futuro

Isitec professoraA professora e coordenadora científica da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo (USP), Brasilina Passarelli [foto ao lado], apresentou toda a estrutura e ações da escola que nasceu como um núcleo de pesquisa da instituição, em 1989. “Fomos criados com a preocupação de que as novas tecnologias afetariam profundamente o ensinar e o aprender”, assinalou. No início, lembrou, o núcleo se sustentou com bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), agência do MCTI, mas logo a escola buscou parcerias com governos e iniciativa privada. “O que nos propiciou garantir esses 25 anos de vida”, observou Passarelli.

A escola desenvolve ações e pesquisas com foco nas novas linguagens midiáticas e transmidiáticas. “Trabalhamos com os conteúdos e as potencialidades”, explicou, lembrando que a escola nasceu transdisciplinar, aglutinando as áreas de engenharia, física, comunicação, matemática, arquitetura.

Um dos trabalhos desenvolvidos pela Escola do Futuro alcançou uma dimensão importante socialmente, o AcessaSP, programa de inclusão digital que já fez 70 milhões de atendimentos nos seus 804 postos espalhados em todo o Estado de São Paulo. O programa, inclusive, em 2013, foi premiado pela Fundação Bill & Melinda Gates, concorrendo com 300 candidaturas de 56 países.

Desafios da internet

Finalizando as atividades da parte da manhã do seminário do Isitec, o engenheiro Demi Getschko, considerado um dos pioneiros da Internet no Brasil e que atualmente ocupa o cargo de diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), falou sobre os desafios da rede mundial de computadores. O profissional observou que já são 27 anos de conexões brasileiras à redes acadêmicas e 26 anos do registro .br.

Getschko observou que os desafios que se colocam para a Internet no Brasil e no mundo são quanto à diversidade cultural, inovação livre, garantia de neutralidade, inimputabilidade da rede, funcionalidade, segurança e estabilidade.

 

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, esteve, no dia 1º de agosto último, no Instituto de Medicina Física e Reabilitação (IMREA), em São Paulo (SP). A visita ocorreu a convite da secretária de Estado (São Paulo) dos Direitos da Pessoa Humana com Deficiência, Linamara Rizzo Battistela, e teve o objetivo de discutir oportunidades de cooperação entre os governos federal e estadual para ampliar a tecnologia e inovação para a medicina de reabilitação e para o esporte paralímpico.

O IMREA integra a estrutura acadêmica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, criada pelo Governo do Estado de São Paulo.

Durante a visita, a secretária apresentou ao ministro o projeto de parceria para a criação de um laboratório de tecnologia assistiva, que funcionaria com base no IMREA e no Centro Paraolímpico Brasileiro. A ideia é aproveitar o esporte de alto rendimento praticado pelos atletas paralímpicos para desenvolver tecnologias e inovações para aperfeiçoar os processos de reabilitação. "Vamos conhecer o desempenho dos atletas para saber como podemos melhorar as ações de reabilitação e os equipamentos voltados para o tratamento", observou Linamara.

À secretária, o ministro disse que projetos que tenham como objetivo melhorar a qualidade do atendimento e do tratamento dos pacientes com deficiência física são de grande interesse para o MCTI. "Trata-se de um projeto de grande importância por combinar a prática do esporte de alto rendimento, saúde e ações de pesquisa", disse, acrescentando que o desenvolvimento da tecnologia assistiva também contribui para que as empresas fabricantes de equipamentos de reabilitação aperfeiçoem seus processos de produção, com vistas à melhoria do bem-estar das pessoas portadoras de deficiência.

A construção do Centro Paraolímpico Brasileiro também partiu de uma cooperação entre os governos federal e estadual, estabelecida entre o ministro Aldo Rebelo, à frente da pasta do Esporte, e a secretaria comandada por Linamara. O projeto foi concebido em 2012 e as obras do prédio começaram em 2013. O centro, que será o maior da América do Sul dedicado ao esporte paralímpico, deve ser inaugurado em breve.

Durante a reunião, Linamara elogiou o empenho do ministro na condução do projeto do centro. "Ministro, o centro é o seu legado para o País e foi um exemplo de como o estado e a federação conseguem trabalhar de maneira muito sinérgica", disse Linamara.

Acompanhado da secretária, Aldo Rebelo conheceu as instalações da unidade. Visitou os ginásios terapêuticos de fisioterapia, de terapia ocupacional (adulto e infantil), de condicionamento físico, além da área de internação, o Laboratório de Robótica e Neuromodulação aplicados à reabilitação e a oficina de órteses e próteses

Também participaram da visita ao IMREA a diretora executiva do instituto, Margarida Miyazaki, o professor Arturo Forner-Cordero da Escola Politécnica da USP e representantes de empresas fabricantes de equipamentos para tratamento e reabilitação de pessoas portadoras de deficiência física.


 

Fonte: MCTI









04/02/2015

Asas à inovação

De estudos para produção de terras-raras à nanotecnologia, entre diversas áreas de pesquisa tecnológica no País que contam com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, serão investidos 1,5 bilhão de reais em seis anos. É o que informa a revista Carta Capital na matéria intitulada ‘União tecnológica’ da edição de 21 de janeiro.

Para estimular empresas e institutos no caminho da inovação, a Embrapii está ampliando o arco de instituições de pesquisa engajadas neste processo em todo o País. O núcleo inicial foi formado pelo IPT, Instituto Nacional de Tecnologia (INT) do Rio de Janeiro e Senai/Cimatec da Bahia, e incorporou outras dez instituições em 2014.

Segundo o presidente da Embrapii, João Fernando Gomes de Oliveira, “as instituições foram à caça de projetos e as empresas responderam de forma positiva”. A amplitude da inovação não tem fronteiras. O diretor presidente do IPT, Fernando Landgraf, explica na reportagem que a pesquisa de terras-raras tem como foco o mercado internacional de superímãs e trata-se de “um projeto estratégico que pode mudar a dinâmica mundial desse mercado”.

 

 

Fonte: IPT

 

 

 

 

 

 

 

Com inscrições abertas até o dia 20 deste mês, o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), criado em 2011 e credenciado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2013, recebe a primeira turma de Engenharia de Inovação em 23 de fevereiro próximo. A instituição, que tem como entidade mantenedora o SEESP e conta com o apoio da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), surgiu a partir da necessidade de se formar profissionais aptos a empreender e buscar soluções para a indústria nacional, que precisa ganhar competitividade. Com esse norte, foi criada uma grade curricular para cinco anos em período integral, que somarão 4.620 horas. E em vez de “despejar” conteúdos sobre os alunos, a proposta é fazer com que esses “aprendam a aprender”, afirma o seu diretor-geral, Saulo Krichanã Rodrigues. Em entrevista aos jornalistas Rita Casaro e Fábio Pereira, para o jornal O Engenheiro, da FNE, ele falou sobre o projeto, “desde o início, vencedor”.

Quais são os diferenciais do curso de Engenharia de Inovação que o Isitec oferece a partir deste ano?
Saulo Krichanã Rodrigues –
Estamos tendo uma oportunidade muito rica para qualquer profissional, que é implantar um projeto, desde o início, vencedor e muito ousado do Seesp, presidido pelo engenheiro Murilo Celso de Campos Pinheiro (também à frente da FNE). Seguindo uma necessidade dos mercados de engenharia e tecnologia, o sindicato teve a audácia (no bom sentido) de, junto com a comunidade de engenheiros, apresentar uma proposta de curso de Engenharia de Inovação que foi aprovada por unanimidade e com louvor no MEC no final de 2013.  Ele é inédito também na sua matriz curricular. São 4.620 horas, em período integral. Além disso, o aluno terá bolsa integral, não restituível, e ainda recebe auxílio para despesas.


Fotos: Beatriz Arruda
Saulo editado
Diretor-geral do Isitec em evento, em 2014, na sede da instituição, em São Paulo 


O que haverá de inovador no ensino?
Os nossos professores já estão sendo treinados na nova forma de ensinar engenharia; com a preocupação de estimular a inovação e empreendedorismo, desde 1º de agosto. O sonho de todo e qualquer docente é poder dizer “as matérias são todas integradas”. E será assim na concepção do Isitec. Os professores estão de fato matriciando os programas para ver como as matérias vão se inter-relacionar. Em algumas aulas, haverá mais de um professor com a turma, devido a essa interação. É uma nova forma de ensinar, e não só o currículo é inovador. Em primeiro lugar, a ideia é superar o processo antigo em que o professor “ensina”, mas não se sabe se há “aprendizagem”. Não é mais aquela postura do professor no púlpito, despejando conteúdo, enquanto os alunos fazem de conta que aprendem.

Como é a proposta do Isitec de formar um “multiespecialista”?
O aluno entra como engenheiro de inovação e vai primeiro apreender os conceitos e as experimentações para depois saber em que ramo da engenharia ele vai querer se aprofundar. Como dizer que alguém é especialista, se a todo momento algo está sendo inventado? É preciso fazer o sujeito aprender sempre. Por isso os professores estão imersos nesse processo.

No primeiro dia de aula, os alunos vão para uma bancada fazer experimentos. Depois, aprenderão teoricamente. Nos anos 1980, ficou famoso “o engenheiro que virou suco”. Havia um desemprego fantástico, e esse profissional abriu uma lanchonete na Avenida Paulista. Crise sempre vai haver, mas os nossos engenheiros vão estar aptos a enfrentar as dificuldades.

Saberão fazer bem mais do que suco, a qualquer tempo... É uma mudança estrutural profunda, que envolve todo o Isitec, inclusive o corpo administrativo da instituição.

E como está o processo seletivo?
Em 1º de outubro começou o processo para seleção dos 60 alunos que vão constituir a primeira turma de Engenharia de Inovação e inclusive aí houve uma inovação. Sob a coordenação da Cia. de Talentos, os inscritos farão um exercício de aptidão lógica online, com prazo para inscrição até 20 de janeiro. No dia 22, acontece uma prova presencial, de expressão. E também temos a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Esses três vetores vão selecionar os primeiros alunos do curso, que tem início no dia 23 de fevereiro de 2015.

O que é a Casa da Inovação?
É uma Oscip, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, que foi criada para ser o mecanismo do que se chama “fundo de endowment”, que vai amealhar os recursos necessários para bancar o desenvolvimento do curso de graduação dentro desse contexto de ter uma bolsa integral, não restituível. Ali, receberemos doações de empresas e entidades que queiram contribuir com a proposta da nossa faculdade. A renda desse fundo, como acontece nas universidades americanas ou europeias, é que vai permitir o custeio das atividades da graduação. É preciso prover recursos sempre para manter a qualidade. Nós somos uma instituição de ensino superior privada sem fins lucrativos, mas não podemos receber doações porque não somos uma instituição de utilidade pública. A Oscip terá estrutura toda apartada da mantenedora e do Isitec. Os recursos que entrarem lá só poderão ser aplicados para o que foi determinado no orçamento, o que dá segurança para quem investe e pereniza o investimento na graduação. Quem investe participa através de um conselho desse fundo, onde acompanhará o desempenho do curso, dos professores e dos alunos.

Como está a área de educação continuada do Isitec?
Isso é muito importante. Nós temos matérias muito específicas que serão dadas na graduação, que podem ser transformadas num curso de educação continuada e até mesmo a distancia (EAD). Já fizemos o quarto curso sobre iluminação pública; está em andamento a pós-graduação lato sensu em gestão ambiental. Foi dado um curso sobre concessões e parcerias público-privadas, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em março, começa um curso, em parceria com a Câmara de Comércio Brasil-Alemanha, sobre gestão energética, também pós-graduação lato sensu. Teremos ainda um MBA de gestão de resíduos sólidos. E estamos desenvolvendo uma plataforma para ensino a distância, que levará o Isitec aonde houver demanda.

Saiba mais sobre o Isitec e o curso de Engenharia de Inovação em www.isitec.edu.br











O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) vai dobrar a capacidade para receber estudantes de graduação em São José dos Campos. A partir do próximo ano, a instituição dará início a um projeto de expansão e vai ampliar, de maneira gradativa, o total de vagas na graduação, que deve chegar a 1.200 alunos. O edital para licitação da primeira etapa da obra foi publicado nesta semana no Diário Oficial da União. A primeira fase do projeto de expansão prevê investimentos de R$ 49 milhões pelo governo federal. O prazo para conclusão do primeiro módulo é de 12 meses, mas as novas vagas só devem ser abertas a partir de 2017.

Ao todo, o projeto prevê a construção de três novos prédios que devem abrigar novas salas de aula, laboratórios, biblioteca, auditório e alojamentos para os estudantes. De acordo com o pró-reitor de extensão e cooperação Anderson Correia, a expansão do instituto atende a necessidade de oferecer maior número de profissionais ao mercado de engenharia e aeronáutica no país. Os alunos do ITA têm muita facilidade para entrar no mercado de trabalho e as empresas têm cobrado mais alunos do ITA. “O mais importante é formar uma boa mão de obra para provocar o impacto na indústria que o instituto sempre provocou", afirma.

Segundo Correia, um dos principais desafios do ITA é manter a qualidade de ensino. Atualmente, o vestibular da instituição é um dos mais concorridos do país e conta com 170 vagas para quase 8 mil concorrentes por ano. Com as obras de expansão, as vagas pela seleção devem chegar a 240. Para garantir o reconhecimento no ensino, também está previsto aumento nas vagas de pós-graduação, mestrado e doutorado. A partir de 2015 também deve haver contratação de novos professores para a instituição. A previsão é que o total de docentes passe de 147 para 300 até 2019. Atualização do ensino Paralelo ao projeto de expansão, a instituição vê a necessidade atualizar a grade curricular, com a proposta de desenvolver habilidades que garantam maior independência dos estudantes no mercado.

Para os próximos anos, o ITA também estuda a viabilidade de centros de inovação dentro do instituto e no Parque Tecnológico de São José. "Queremos trazer mais cooperação internacional, com mais alunos passando tempo em universidades reconhecidas no exterior e novos conteúdos para serem ministrados nas salas de aula. Conteúdos de inovação, empreendedorismo e liderança", explica o pró-reitor.


 

Imprensa SEESP
Com informação do G1-Globo









Embraer, Eletrobras, Oxiteno e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) estão na lista dos parceiros do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp). O balanço das relações já estabelecidas pelo centro com mais de 26 empresas e instituições foi um dos destaques da reunião de governança realizada, no final de novembro, em Campinas.

“Atualmente, temos cerca de 30 projetos sendo desenvolvidos simultaneamente com essas empresas e instituições. Há peculiaridades em cada um desses relacionamentos, sendo que alguns são mais formais e outros mais informais”, explicou o diretor executivo de Relações Externas do CeMEAI, Francisco Louzada Neto, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, onde o centro está sediado.

Segundo Louzada, um dos principais papéis do CeMEAI é facilitar a interação academia-indústria. “Ainda há muito que aprendermos nessa frente de atuação, pois no Brasil há várias particularidades quando se estabelecem projetos envolvendo as universidades e as empresas”, explica o professor, que também é coordenador de Transferência de Tecnologia do Centro.

Para Louzada, o desafio para o próximo ano será formalizar as parcerias já estabelecidas em caráter informal. Outra proposta que desponta para 2015 é a realização de um workshop de transferência tecnológica entre os vários CEPIDs sediados na região de São Carlos.

Quatro grandes áreas
Os cerca de 30 projetos que estão sendo realizados atualmente pelos pesquisadores que fazem parte do CeMEAI podem ser agrupados em quatro grandes áreas: otimização aplicada e pesquisa operacional; inteligência computacional e engenharia de software; mecânica dos fluidos computacional; e avaliação de risco.

“A quantidade e a qualidade das nossas publicações científicas durante o primeiro ano de funcionamento do Centro foi muito expressiva”, declarou o vice-diretor do CeMEAI, José Mario Martinez, professor do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC) da Unicamp.

Nesse campo, o desafio é aumentar a interação entre os pesquisadores do Centro, que fazem parte de diversas instituições do país. Para isso, serão realizados workshops científicos em 2015. O primeiro está agendado para acontecer em fevereiro no Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Unesp, em São José do Rio Preto.

A área de educação e difusão do conhecimento é outra que receberá atenção especial no próximo ano. Entre as ações propostas pelo coordenador de Educação e Difusão do Conhecimento do CeMEAI, Lúcio Tunes dos Santos, está a criação de um laboratório de matemática industrial, em que os estudantes poderão ver experimentos acontecendo e entender com mais facilidade alguns conceitos fundamentais da matemática aplicada. “Queremos também levar materiais didáticos manipulativos para escolas, faculdades e sindicatos”, finalizou Santos, que também é professor do IMECC.


 

Imprensa SEESP
Fonte: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP









A sustentabilidade na construção civil é tema cada vez mais presente no mercado brasileiro. O Brasil é o quarto país no ranking da certificação verde em edifícios, o Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), da norte-americana Green Building Council. Entre 2012 e 2013, o número de empreendimentos comerciais quase dobrou (de 79 para 150). De olho nesse mercado, o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), mantido pelo Seesp, com o apoio da FNE, inicia neste semestre o curso de extensão “Construção civil e sustentabilidade”.

Com previsão de início em 15 de abril, a grade curricular está dividida em oito módulos, com 60 horas cada, sendo sete deles obrigatórios. “É possível optar por seis módulos e mais um que é o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Os módulos são independentes e compactos”, explica o coordenador do programa, Alexandre Amato Sanches Nóbile.

Ele revela que o conteúdo das aulas foi planejado com base na realidade brasileira – em que ainda há poucas construções sustentáveis, apesar do crescimento –, mas também abordará experiências internacionais. Em sua avaliação, ainda falta conscientização. “Pensamos nesse curso para levar a cultura da sustentabilidade ao setor. A construção civil pode contribuir para melhorar a vida das pessoas. Esse aquecimento fora do normal que tivemos no verão passado poderia ter sido menos sentido nas residências, por exemplo, com projetos que ventilam e iluminam o ambiente sem que o sol incida diretamente”, completa o coordenador, que lembra que existem ainda poucas disciplinas que abordam gestão ambiental na graduação e que as especializações são em número reduzido.

Custo-benefício
Hamilton de França Leite Jr., diretor de sustentabilidade do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e da Casoi Desenvolvimento Imobiliário, avalia que o País está bem posicionado nos empreendimentos comerciais verdes. Na classificação da certificadora Green Building Council, só perde para Estados Unidos, Emirados Árabes e China. Já nos residenciais, o Brasil está bem atrás. Até meados de 2013, só possuía um certificado.

“Ainda falta demanda por esses empreen­dimentos, por pura falta de informação. No País, não há indicativos sobre o quanto se economiza com água e energia, por exemplo. Temos muitos dados do exterior. Também há poucos dados sobre os benefícios da construção sustentável. Tudo isso, somado à falta de conscientização sobre as mudanças climáticas”, ponderou Leite, que será um dos professores do curso no Isitec.

De acordo com o diretor de sustentabilidade, muitos dos empreendedores justificam que o fator financeiro é decisivo para não optar por edificações ambientalmente responsáveis. Em 2013, o representante do Secovi-SP fez um mestrado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) sobre os aspectos econômicos relacionados à construção sustentável. Após ouvir 800 profissionais que atuam em incorporadoras, concluiu que o grupo que adotou essa prática teve adicional no custo de 1,6% a 8,6%. Já a percepção de incorporadoras sem experiência nesse tipo de construção é que esse ágio pode variar de 3,5% a 17,6%. Ou seja, mais que o dobro do relatado por quem viveu a experiência. “Falta percepção real dos custos. Alguns itens têm custo adicional, como a madeira certificada. Mas, ao utilizá-los, os benefícios são dez vezes superiores. Vai ter menos gasto com água, com energia e uma produtividade maior. Além de menos problemas de saúde e melhor qualidade de vida”, explica.

Canteiro mais limpo
Quem também atesta a escolha por projetos sustentáveis é Mariana Roquette, gerente e sócia da Bakuara, uma consultoria especializada em gestão de resíduos, que auxilia incorporadoras em busca da certificação verde. Além de planejar a gestão dos materiais, de monitorar o dia a dia da obra, a consultoria também vem dando workshops sobre resíduos e materiais.

“A sustentabilidade deve se tornar uma palavra obsoleta com o tempo. Nós, que temos essa preocupação, esperamos que seja incorporada de forma sistêmica no trabalho. Infelizmente quem nos contrata busca a certificação por uma questão empresarial, e não de consciência ambiental”, declara Roquette, que dará aulas no programa de extensão do Isitec sobre a organização do canteiro de obras.

O engenheiro Bráulio Cesar Bosso Querubim, da JHSF Incorporações, atua como assistente em uma obra particular residencial de alto padrão, que busca o selo verde da Fundação Vanzolini, o Aqua. “Fizemos o plano de gerenciamento de resíduos com uma consultoria terceirizada e foi essencial na escolha e uso dos materiais. Os gastos com mão de obra foram menores, e o canteiro de obras fica mais organizado, mais limpo”, conta ele, que pagou cerca de R$ 3.500,00 ao mês pelo trabalho de gestão de resíduos. Mesmo sem ainda ter feito o cálculo total dos gastos da obra, que deve terminar em junho deste ano, Querubim já afirma que valeu a pena.

Serviço
Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec)
Programa de extensão “Construção civil e sustentabilidade”
A partir de 15 de abril, na sede do instituto em São Paulo, com duas turmas: segundas e quartas e terças e quintas-feiras, sempre das 19h às 22h35. São oito módulos de 60 horas cada.
Valor: R$ 2.300,00 cada módulo. Pagamento parcelado. Descontos de 20 a 70% por mérito e de 30% para algumas entidades.
Mais informações e inscrições pelo telefone (11) 3254-6878, e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou no site www.isitec.org.br

(Por Deborah Moreira)

 

Fonte: Jornal Engenheiro, Edição 143/ABR/2014
Para ler a versão em PDF na íntegra clique aqui










Brasil e Angola pretendem estreitar a cooperação e intensificar esforços nas áreas de formação de recursos humanos e de infraestrutura científica. A ideia é que experiências brasileiras possam contribuir com o plano estratégico de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) angolano, em fase de construção, que tem entre uma de suas metas titular 120 doutores até 2020.

As possíveis parcerias foram discutidas, nesta segunda-feira (24/02), em reunião com a participação do ministro em exercício da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Antonio Elias, o secretário de Ciência e Tecnologia de Angola, João Sebastião Teta, o diretor-geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões, e equipes técnicas e científicas das duas nações.

“O Brasil tem experiência avançada na área de formação, o que não temos”, justificou Teta, ao relatar o recente esforço de seu país de estruturar uma política de CT&I tendo como ponto de partida a educação profissional e o ensino superior. Fazem ainda parte do rol de áreas estratégicas para o governo angolano: agricultura e pesca, tecnologias da informação e da comunicação (TICs), petróleo e gás, saúde, recursos hídricos, energia e meio ambiente.

Na reunião, o secretário de C&T de Angola assinalou que contará com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Fundação Carlos Gulbekian para desenvolver o Programa Doutoral de Angola e destacou o  interesse na participação de universidades e centros de pesquisa brasileiros no esforço de formação e qualificação de quadros no seu país. Há também expectativa na troca de experiências em calibração de laboratórios, em regulação e na criação de comitês de alto nível.

“É uma determinação do governo brasileiro  empreender esforços de cooperação com os países africanos”, ressaltou o secretário executivo Elias, que participou do encontro como ministro porque Marco Antonio Raupp está em comitiva presidencial na Bélgica. Ele destacou a possibilidade de colaboração no desenvolvimento de parcerias em áreas de interesse comum, em especial aquelas relacionadas a TICs e à interconexão de redes físicas de pesquisa, como indicou o diretor da RNP, entre outros presentes.

Os dois países concordaram em identificar e mapear as possibilidades de participação de pesquisadores angolanos em instituições de pesquisa do Brasil e em intercambiar informações sobre as áreas de interesse, especialmente, de cursos de capacitação de especialistas existentes nas diversas instituições de excelência brasileiras.


* Com informação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)








Robo1Sejamos honestos: a maior parte dos robôs da vida real não é muito legal. Seja o pequeno disco Roomba que limpa seu chão ou o emaranhado de hastes e fios que constrói seu carro, essas máquinas parecem, na falta de um termo melhor, rudimentares. Mas não o Valkyrie.

O Centro Espacial Johnson da NASA resolveu mostrar o que estava preparando para o desafio robótico DARPA e o que eles fizeram é incrível. O robô humanoide mede pouco mais de 1,80m, pesa cerca de 125 quilos e foi construído para dar conta de desastres. O Valkyrie têm duas armas que se parecem com canhões e são intercambiáveis. Suas pernas foram projetadas para caminhar sobre terrenos irregulares. Ele é equipado com câmeras na cabeça, no corpo, nos braços, nos joelhos e nos pés, para não mencionar as unidades LIDAR e os sonares acoplados. Ele já opera remotamente, mas o objetivo final é fazer com que o Valkyrie seja o mais autônomo possível. É difícil ver o círculo brilhante no centro de seu peito e não lembrar do Homem de Ferro.

De pé sobre duas pernas, o Valkyrie seguramente lembra outro desafiante do DARPA: o ATLAS. De qualquer modo, ao contrário do robô que está sendo construído pela Boston Dynamics, o Valkyrie funciona com bateria e pode andar por aí sem precisar estar ligado a nada. Isso que dizer que ele poderia andar em torno das ruínas de um edifício que desabou procurando vítimas ou usar seu canhão de laser para afastar invasores alienígenas (ok, talvez seja cedo demais pra pensar num robô que guerreie contra ETs, mas você entendeu o que eu quis dizer).

Com todas essas capacidades, é difícil acreditar que o Valkyrie estará funcionando em apenas um ano. O pessoal do Centro Espacial Johnson está lutando contra o tempo para fazer com que o robô esteja pronto durante o próximo round do desafio robótico. E não pense que eles só querem fazer com que funcione: a ideia deles é conseguir um robô fodão. “Se vale a pena fazer, vale a pena fazer do jeito mais legal,” disse o líder do time do Centro Espacial Johnson, Nicolaus Radford para o IEEE. “[O Valkyrie] tem alguma coisa de super herói porque, sinceramente, é isso que o DARPA quer: um robô super-herói.” E aqui está ele.


 

Fonte: VDI Brasil com informações do Instituto de Engenharia







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