GRCS

No dia 11 de maio último, foi realizado o Simpósio de Engenharia Ferroviária 2017, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a presença de especialistas, docentes e empresas. O professor Auteliano Santos, da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp, explicou que o pano de fundo da atividade traz uma nova abordagem que está sendo utilizada pelas empresas do setor: investir em pesquisas conjuntas para resolver problemas reais. "É investir recursos em bolsas, patrocínio de pesquisas e planos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Isso já vem ocorrendo."

Atualmente, há dois grandes projetos sendo desenvolvidos na FEM, no valor de R$ 2 milhões. "O pessoal da Vale tem financiado projetos também em outras universidades, como a USP (Universidade de São Paulo), a Federal do Espírito Santo, a Universidade Federal do Maranhão. Eles têm fornecido importante apoio à pesquisa e têm encontrado diversos interessados nesse trabalho", revelou.

O objetivo do evento é divulgar oportunidades de financiamento para os professores e as pesquisas que já estão sendo feitas em diversos institutos pela empresa Vale. Destina-se a profissionais que trabalham em empresas da área ferroviária, alunos de pós-graduação vinculados aos projetos da Vale e profissionais e pesquisadores que atuam nas empresas ferroviárias. "Esse simpósio trata especificamente de transporte ferroviário de carga e é voltado às empresas que trabalham com transporte de carga e pesquisas nessa área. Pretendemos fazer outros, voltados ao transporte de passageiros", anunciou.

Para o diretor da FEM, Antonio Carlos Bannwart, o tema da pesquisa ferroviária é vital para o Estado, para o País e para a universidade, pois forma pessoas que vão trabalhar no setor industrial. “Os estudantes precisam ter um engajamento com os temas nacionais, e a proposta do simpósio inclui uma discussão entre a academia e o setor industrial. Minha pesquisa, por exemplo, é na área de energia. E vejo aqui um esforço grande e uma contribuição fundamental que a área ferroviária pode dar ao racionalizar o sistema de transportes”, afirmou.

Visão empresarial

O Brasil tem que passar pelo aumento da infraestrutura de transporte, não só ferroviário, mas de rodovias, hidrovias, portos e aeroportos, para fazer o País crescer. A observação foi feito pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, que participou do simpósio.

Em sua opinião, o gargalo no setor de transporte ferroviário está na questão das linhas, que precisam ser modernizadas e expandidas, o que deve ocorrer também com as vias permanentes. “Temos hoje apenas 30 mil quilômetros de ferrovias de carga e desses, boa parte não é utilizada. Na parte de passageiros, há só mil quilômetros no Brasil todo, e só na parte urbana", informou.

"Precisamos de trens regionais de média e de longa distância. Para isso, o governo de São Paulo deve lançar neste ano um edital de trens entre as cidades que vai sair de São Paulo vindo até Americana, passando por Campinas, inclusive pelo Aeroporto Internacional de Viracopos. A medida visa resgatar o transporte ferroviário de passageiros sobre trilhos a partir desse projeto que chama trem entre as cidades", contou o presidente da Abifer.

Denile Boer, da gerência executiva de tecnologia e inovação da empresa Vale e ex-aluna da Unicamp, apresentou o que é a área de inovação da mineradora e quais são as opções de pesquisas que a empresa tem apoiado nos últimos anos. A Vale é uma mineradora que está presente nos cincos continentes. É líder mundial na produção de minério de ferro e também produz carvão, fertilizantes, manganês, ferro, ligas e subprodutos como ouro, prata, cobalto e platina. Também faz investimentos em logística, siderurgia e energia.

O evento foi organizado conjuntamente pelo Laboratório de Interação Veículo-Via (Labvia) da FEM, pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e o Instituto Federal de São Paulo (IFSP).

 

Publicado por Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações do portal da Unicamp

 

 

A indústria ferroviária, representada por sua entidade de classe, a Abifer, foi recebida pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, em 17 de junho último, em Brasília. “Foi um encontro positivo, onde colocamos que o setor cresce na medida em que o transporte ferroviário se expandir”, informou o presidente da entidade, Vicente Abate, esclarecendo que isso se refere à carga e passageiros.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Vicente Abate 
Abate é categórico: "Indústria brasileira está preparada para modernizar vagões e locomotivas no País" 


No encontro, foi discutida a repactuação das concessões atuais para que as permissionárias consigam fazer maiores investimentos. Abate lembrou que o Programa de Investimento em Logística (PIL), segunda edição, lançado em 2015, prevê investimentos da ordem de R$ 86 bilhões nas ferrovias. “Esses recursos já estão acontecendo, mas podem avançar mais com as repactuações.” Ele explica que as empresas se sentem mais seguras em aplicar recursos com um prazo maior para amortização desses investimentos. “Não é um prazo seguro ter apenas dez anos pela frente, ter mais 30 anos é melhor”, observa. Por isso, salienta, a Abifer dá apoio total à prorrogação dos contratos atuais das concessionárias ferroviárias do País. “Nessa reunião, deu para perceber que o governo entende que isso leva a novos investimentos e ao crescimento de todos”, garante.

Frota moderna e competitiva
Outro item da audiência com o Ministro foi a renovação da frota ferroviária. “É um tema que estamos tratando há mais de dois anos junto ao governo e às próprias concessionárias.” Segundo ele, estudos a respeito foram feitos há dois anos com o governo, mas ainda não saiu do papel. "As eleições de 2014 e o ajuste fiscal interromperam esse processo", lamenta. Mas agora, diz, o assunto voltou à baila. "Sabemos que está em elaboração, inclusive, uma medida provisória (MP) que dispõe sobre a venda da frota, por parte das concessionárias, com mais de 40 anos de uso e com a obrigação de aplicar o que for levantado nessa venda em vagões e locomotivas e na própria manutenção das vias permanentes." E completa: “Tirar essa frota antiga ineficiente por uma mais moderna significa ganhar produtividade."

Abate explica que dos cerca de 120 mil vagões existentes no País, 40 mil têm idade avançada de mais de 40 anos - a vida útil desse equipamento, em média, é de 30 anos. “A proposta é trocar esses 40 mil por equipamentos mais modernos numa quantidade equivalente a 18 mil. Ou seja, você teria melhor rendimento com produto mais moderno que tem menor peso, o que confere maior velocidade de carga e descarga. Faríamos com 18 mil o que se faz hoje com 40 mil.” 

Esses vagões, esclarece, como são antigos, não têm a tecnologia atual e pesam de cinco a dez toneladas a mais do que os modernos. “Conseguimos transformar em capacidade útil de carga quando se reduz o peso do vagão e se tem sistemas automatizados de carga e descarga. Fora isso, os vagões antigos eram usados para qualquer tipo de carga, hoje eles são customizados – isso dá uma produtividade maior também”, defende. E acrescenta: “Existe uma obsolescência natural ao longo de 30 anos.”

No caso das locomotivas, prossegue o empresário, é a mesma coisa. A frota atual é de 3.600 unidades, dessas, 1.400 têm mais de quatro décadas. “Nesse caso, estamos querendo trocar 1.400 por 600 novas locomotivas, com potência de 4.400 HP ante 1.200 HP das antigas. Elas também significam redução de consumo de combustível e admitem o biocombustível. “E estamos falando de vagões e locomotivas totalmente fabricados no Brasil. Isso é importante.”

A indústria brasileira, garante Abate, está preparada para esse desafio com qualidade e competitividade. “Num programa de renovação de frota, o nosso setor trabalha com a previsibilidade de fabricar um número definido de vagões ou locomotivas, com regularidade de entrega.” Para ele, tal situação significa movimentar a economia do País de forma vigorosa, com a geração de empregos, maior arrecadação de impostos e melhor desenvolvimento das ferrovias. “Todos ganham.”

Como ele informa, hoje a indústria ferroviária emprega cerca de 20 mil pessoas diretamente das quais oito mil estão ligadas à fabricação de vagões e locomotivas. “Prevemos para essa renovação mais dois mil empregos diretos, desde emprego de fábrica até engenharia de produção, de projeto e outras.” E finaliza: “Temos total capacidade de produção desses veículos, ajudando todos crescerem e ganharem.”


Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
Colaboração Soraya Misleh








 

A Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) consolidou os volumes de produção de veículos da indústria ferroviária brasileira de 2015. O setor entregou 4.683 vagões de carga (75 para exportação), 322 carros de passageiros (78 para exportação), além de 129 locomotivas (6 para exportação), índice histórico de fabricação no Brasil. O faturamento total da indústria ferroviária, incluindo sua cadeia produtiva, ficou em R$ 6,2 bilhões, um crescimento de 10,7 % em relação a 2014, que fechou em R$ 5,6 bilhões.

A indústria brasileira fechou o ano de 2015 com acréscimo de 60% de locomotivas fabricadas, em relação a 2014, em que foram entregues 80 unidades. Estabilidade marcou a produção de vagões, comparada às 4.703 unidades fabricadas em 2014. Já a entrega de carros de passageiros oscilou negativamente frente às 374 unidades de 2014, cuja diferença já está adicionada ao volume previsto para 2016.

As projeções para 2016 apontam para a produção e entrega de 4 mil vagões (50 para exportação), 473 carros de passageiros (72 para exportação) e 100 locomotivas (10 para exportação), com previsão de ligeiro aumento do faturamento total. As exportações de componentes de veículos e de materiais para via permanente serão também alavancadas com a consolidação do câmbio favorável.

“A premente necessidade de novas ferrovias no País e a melhoria das existentes, a partir de primordiais investimentos públicos e privados, demandarão um permanente desenvolvimento local de competências tecnológicas para a produção no Brasil dos veículos e sistemas ferroviários. Capacidade instalada, alta tecnologia e mão de obra especializada não faltam à indústria ferroviária brasileira, que tem dedicado o melhor dos seus esforços para colaborar com o desenvolvimento social e econômico do Brasil, gerando bons empregos e renda ao trabalhador brasileiro e maior produtividade às concessionárias de carga e de passageiros”, enfatiza o presidente Vicente Abate, presidente da Abifer.

 

 

Fonte: Abifer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) consolidou os volumes de produção de veículos da indústria ferroviária brasileira de 2014. O setor industrial produziu e entregou 4.703 vagões de carga, 374 carros de passageiros e 80 locomotivas. O faturamento total da indústria ferroviária, incluindo sua cadeia produtiva, ficou em R$ 5,6 bilhões, um crescimento de 24% em relação a 2013, que fechou em R$ 4,5 bilhões.

Vale destacar que a indústria brasileira fechou o ano de 2014 com o dobro de vagões fabricados em relação a 2013, em que foram entregues apenas 2.280 unidades. Ocorreu também um acréscimo de 70% na produção de carros de passageiros comparada às 219 unidades fabricadas em 2013, em linha com os elevados investimentos governamentais e privados na melhoria da mobilidade urbana. A fabricação de locomotivas se manteve estável frente às 83 unidades de 2013.

Para 2015, as projeções apontam para a produção e entrega de 4 mil vagões (75 para exportação), 420 carros de passageiros (90 para exportação) e 90 locomotivas (10 para exportação), com previsão de ligeiro aumento do faturamento. Para os próximos anos, o Programa de Renovação da Frota de Vagões e Locomotivas, a ampliação da malha ferroviária de cargas e a continuidade dos investimentos no setor de passageiros demandarão mais serviços para a indústria ferroviária instalada no Brasil.

“A indústria ferroviária brasileira continua investindo fortemente em toda a sua cadeia produtiva, tanto na aplicação de tecnologia de ponta e no treinamento de sua mão de obra, quanto na construção, expansão e modernização de suas fábricas. Os investimentos da indústria, previstos para o triênio 2014/2016, situam-se entre R$ 400 e R$ 600 milhões. A inovação tecnológica contida em todos os seus produtos tem colaborado para aumentar a produtividade e a competitividade de seus clientes”, afirma o presidente da associação, Vicente Abate.



Fonte: Abifer








agenda