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Inscrições abertas

Fonte: VDI-Brasil

A Associação de Engenheiros Brasil Alemanha (VDI-Brasil), em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), promove uma formação prática relacionada à indústria 4.0:
"Webinar com o passo a passo para implementação da Indústria 4.0 na sua empresa", na terça-feira (28/8), às 9h. O evento é gratuíto, em inglês, e necessita de inscrição prévia.

 

Webinar é um seminário online em vídeo, gravado ou ao vivo, onde geralmente há interação da audiência via chat. As principais plataformas de Webinário são Youtube Live (Google Hangouts), WebinarJam e GoToWebinar. Considerado um eficiente formato de conteúdo, é muito utilizado para geração e qualificação de Leads.

A atividade tem como objetivo apresentar o "Workshop VDI 4000",
conduzido pelo Centro de Maturidade da Indústria 4.0 da RWTH Aachen, com foco em "Planejando novas Atividades de Digitalização na Indústria 4.0". Segundo os organizadores, a ideia é apresentar os benefícios dessa indústria e proporcionar insights sobre a aplicação de soluções digitais para demandas já existentes. O palestrante convidado é Sebastian Schmitz, Senior Manager Industrial Practice no I4.0MC.

Inscrições para o evento aqui




Comunicação SEESP*

No próximo dia 26 de abril, a Universidade Paulista (Unip) promove o ciclo de palestras abordando o tema “Indústria 4.0 e Tecnologias Exponenciais – você está preparado para a nova indústria?”, desenvolvido pela coordenação do curso de tecnologia em Automação Industrial e do curso de Engenharia de Controle e Automação da universidade.

A atividade, que é gratuita e aberta ao público, terá início às 19h, no anfiteatro do campus Chácara Santo Antônio. A programação conta com palestras que abordam temas importantes para a compreensão do futuro da indústria no Brasil e do profissional da área de tecnologia.

 

Imagem: Divulgação
Unip palestras090418


Confira a programação:

Palestra 1: Automação industrial robótica, ministrada pelo engenheiro Tiago Barbosa da empresa Dinx Automation. Barbosa é engenheiro mecânico pós-graduado em Engenharia de Produção pela FEI, pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV, cursou especialização em Gestão Estratégica pela Tuck School of Business, é Master Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching e Presidente da AEMA - Associação dos Empreendedores.

Palestra 2: Tecnologias exponenciais, ministrada pelo mestre e professor da UNIP Vinícius Heltai. Graduado em Engenharia Elétrica-Eletrônica pela Universidade Santa Cecília, fez intercâmbio no Institut National dês Sciences Appliquees de Lyon – INSA, mestre em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade São Paulo – USP e certificado Lean Black Belt.

Palestra 3: Indústria 4.0 na indústria de processo, ministrada pelo engenheiro Carlos Gebauer da consultoria Safe Control. Engenheiro Eletrônico pela Universidade Federal de Itajubá, pós-graduado em Administração de Marketing pela ESPM, especialista em automação industrial e segurança de processos, trabalhou em empresas como Yokogawa, Siemens e HIMA.

O campus Chácara Santo Antônio Unip fica na rua Cancioneiro Popular, nº 210. Inscrições e mais informações pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

 

*Com informações da Unip

 

 

 

 

Agência Fapesp*

O Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP) realiza o evento “Mobilização Empresarial pela Inovação e Indústria 4.0”, nesta quinta-feira (5/04), a partir das 10h.

Segundo o IEA, a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) foi criada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 2008, com o objetivo de sensibilizar e mobilizar as indústrias brasileiras a tornarem a inovação parte central de sua estratégia de diferenciação, competitividade e crescimento.

A MEI atua junto ao setor empresarial e órgãos de governo que regulam e financiam a inovação no Brasil. Ao longo deste período, a MEI teve papel importante na formulação e aprovação de políticas públicas que favorecem as atividades inovadoras.

A apresentação incluirá dados históricos da MEI, os programas ora em andamento e as suas ambições futuras. O expositor será Pedro Wongtschowski, presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), membro do Conselho Superior da FAPESP e liderança da MEI.

O evento é público e gratuito, sem necessidade de inscrição, e ocorrerá na sala Alfredo Bosi do IEA, rua da Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária.

>> Haverá transmissão ao vivo em www.iea.usp.br/aovivo

>> Mais informações: www.iea.usp.br/eventos/mei-e-industria-4.0

* Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

 

De Agência Fapesp*

O aumento do nível de automação na indústria mundial tem reduzido o incentivo para empresas multinacionais terceirizarem sua produção para economias emergentes, como China, Brasil e outros países da América Latina, onde essas corporações tradicionalmente instalavam suas fábricas por disporem de mão de obra barata.

A fim de se preparar para essa nova realidade, em que a mão de obra será menos intensiva e as tarefas nas indústrias serão mais relacionadas ao controle do que à execução de processos, os países latino-americanos devem investir fortemente na capacitação de sua força de trabalho a fim de dotá-la de novas habilidades requeridas na economia pós-manufatura. E, além disso, incentivar as novas gerações a ingressarem em carreiras relacionadas à ciência, tecnologia e inovação.

A avaliação foi feita por participantes de debates sobre os impactos da quarta revolução industrial durante o Fórum Econômico Mundial na América Latina, realizado na semana passada, na capital paulista.

“É preciso dotar as atuais e futuras gerações de trabalhadores na América Latina de habilidades sociais, como inteligência emocional e capacidade de raciocínio lógico para solucionar problemas, entre outras, que não são encontradas em livros didáticos”, disse Angel Melguizo, economista-chefe da unidade da América Latina e do Caribe da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). “As empresas não estão conseguindo encontrar essas habilidades nos trabalhadores na região hoje.”

Um estudo realizado pela instituição, em parceria com o Manpower Group Latin America, apontou que mais de 50% das empresas estabelecidas na América Latina não conseguem encontrar candidatos com as habilidades sociais de que precisam – como de comunicação, análise e pensamento crítico – em comparação com 36% das empresas nos países da OCDE.

Esse problema é mais agudo no Peru, Brasil e México e afeta principalmente os setores considerados fundamentais para atualizar e diversificar a economia latino-americana, como o de produção de veículos motorizados, de máquinas avançadas e o de serviços.

Ao mesmo tempo em que a América Latina apresenta a maior escassez de competências no mundo na economia formal, dois em cada cinco jovens não estudam nem trabalham e 55% dos trabalhadores da região trabalham na economia informal, aponta o estudo.

“Essa falta de um conjunto adequado de trabalhadores qualificados na América Latina e o grande número de pessoas sem emprego formal e em situação de vulnerabilidade econômica têm dificultado a superação da armadilha da renda média na região”, disse Melguizo.

O economista argentino se refere ao fenômeno em que um país emergente, após atingir um nível de renda média, não consegue sustentar sua trajetória de crescimento econômico de modo que sua população consiga alcançar níveis mais elevados de renda.

“Isso contrasta com o que aconteceu com a maioria das economias europeias e asiáticas, que se tornaram economias de alta renda per capita e saíram da armadilha da renda média ao investir na qualidade da educação, no desenvolvimento de habilidades de seus trabalhadores e de um ambiente amigável à inovação. Vimos isso em Portugal, Irlanda e Coreia do Sul, por exemplo”, disse Melguizo.

Currículos inovadores
Para dar o mesmo salto dos países europeus e asiáticos, as nações latino-americanas precisarão promover reformas em seus currículos educacionais e criar programas de aprimoramento que conjuguem treinamento técnico com o desenvolvimento de habilidades fundamentais, como capacidade de raciocínio lógico e de cooperação, apontaram os especialistas.

“É preciso que as linguagens de programação, por exemplo, façam parte do currículo escolar, de modo a preparar crianças, jovens e professores para um mundo cada vez mais digital”, disse Jennifer Artley, presidente para as Américas da BT Group – empresa de telecomunicação britânica com operações em mais de 170 países.

Os países latino-americanos são ávidos consumidores de novas tecnologias. O Brasil, por exemplo, é a terceira maior plataforma de usuários do Facebook e um dos maiores usuários do aplicativo de trânsito Waze, desenvolvido em Israel e comprado pelo Google, em 2013. Mas o país e seus vizinhos precisam transformar esse interesse em iniciativas para gerar maior inovação na região, avaliaram os participantes dos debates.

Para aumentar o nível de inovação na região, na avaliação deles, será preciso aumentar o acesso de jovens à universidade na América Latina em cursos relacionados principalmente à ciência, robótica, engenharia, matemática, artes e design, entre outros.

“Ciência e tecnologia são fundamentais para impulsionar a inovação nos países latino-americanos. Podemos continuar produzindo nossas commodities. Mas é preciso usar parte dos dividendos da exportação de matérias-primas para investir em ciência e tecnologia. Na Colômbia, por exemplo, 10% dos royalties do petróleo são destinados para ciência e tecnologia”, disse Mauricio Cárdenas, ministro de Finanças da Colômbia.

A dependência de muitos países latino-americanos em commodities, aliás, não é incompatível com o desafio da região de diversificar suas economias e ingressar na era pós-manufatura. Ao contrário: pode ser um gatilho para a região desenvolver novos serviços ligados a esse setor, segundo Melguizo.

“É possível agregar valores e desenvolver serviços relacionados às commodities. O Chile tem feito isso no setor de mineração e o Uruguai também no setor de alimentos”, disse Melguizo.

* Por Elton Alisson/ Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

 

Marcelo Toledo *

Vivemos os primórdios da 4ª Revolução Industrial (ou Revolução 4.0). É a emergência, nas mais diversas áreas, de novas tecnologias, como a inteligência artificial, a robótica, a internet das coisas, os veículos autônomos, a impressão em 3D, a nanotecnologia, a biotecnologia, as ciências dos materiais, o armazenamento de energia e a computação quântica.

Em ensaio sobre o tema, Klaus Schwab, presidente-executivo do Fórum Econômico Mundial, alertou para a velocidade das mudanças. “Muitas dessas inovações”, diz ele, “são tão profundas que, na perspectiva da história humana, nunca houve um momento tão potencialmente promissor ou perigoso”.

As relações de produção continuarão a ser capitalistas, com mais exploração da força de trabalho e aumento dos lucros no processo produtivo. Segundo Schwab, 80% das atuais profissões podem ser extintas em até 30 anos, num reflexo da aplicação crescente das novas tecnologias no processo de produção de mercadorias. Dezenas de milhões de pessoas serão atingidas mundo afora.

A miséria e a exploração crescerão, tal como o caráter concentrador e excludente do sistema. Vale lembrar que 1,3 bilhão de pessoas estão sem acesso ao principal avanço da 2ª Revolução Industrial, a eletricidade, e 4 bilhões ainda não se conectam à internet, ícone da 3ª Revolução Industrial. As tecnologias da Revolução 4.0 tampouco serão universalizadas.

À luz das transformações em curso, a política industrial tem de se associar, cada vez mais, aos avanços da tecnologia aplicada nos processos produtivos.

Um novo projeto de desenvolvimento nacional pressupõe a reindustrialização do País, a qualificação do setor produtivo, o incentivo à pesquisa e à inovação, além da valorização do trabalho. Amplos setores da sociedade devem ser envolvidos nesse debate – do meio acadêmico ao setor industrial, passando pela classe trabalhadora e suas entidades representativas.

Marcelo Toledo
* Secretário de Formação da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal)

 

 

 

 

 

 

Comunicação SEESP*

No dia 24 de fevereiro último, o Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP realizou a sua primeira reunião do ano para dar início às atividades de 2018. Entre essas, está a segunda fase do “Cresce Brasil - Itaim Paulista” que visa a implantação do projeto na escola estadual da região. Jéssica Trindade, estagiária do núcleo, falou sobre reunião realizada com o corpo docente e os próximos passos. Também foi abordado que o NJE irá focar na formação e qualificação dos futuros profissionais e daqueles que já atuam no mercado de trabalho; para tanto, serão realizados minicursos sobre temas voltados à liderança, gestão, gerenciamento e engenharia. A coordenadora Marcellie Dessimoni ressaltou a importância de obter qualificações para corresponder às expectativas do mercado de trabalho.

Foto: Núcleo Jovem Engenheiro
Professor Ricardo Carmona com os estudantes de engenharia do núcleo do SEESP.

Outro tema colocado em pauta foi a cobrança de anuidade, num valor simbólico, para o estudante pela utilização dos serviços, benefícios e bolsas que os acadêmicos usufruem do sindicato. Tal encaminhamento foi aprovado por unanimidade.

Na última parte da reunião, foi realizada o “Círculo de Diálogo” do núcleo, cujo tema, desta vez, foi “Indústria e profissional 4.0” com palestra de Ricardo Carmona, graduado em engenharia mecatrônica pela Universidade de Mogi das Cruzes, mestre em engenharia biomédica, pós-graduado em planejamento e implementação e gestão da EaD pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Durante a exposição, Carmona enfatizou a importância dos profissionais da área treinarem suas habilidades humanísticas como a gestão de pessoas, liderança, visão holística do todo para encontrar saídas na resolução de problemas.

Carmona abordou os sistemas de produção inteligentes, internet das coisas, análise de dados, robótica, realidade aumentada, as tendências mundiais e principalmente a necessidade de profissionais voltados a essa área. Segundo ele, a engenharia tem um papel fundamental no desenvolvimento de novas tecnologias, mas para que isso aconteça é preciso investimento e profissionais qualificados, hoje já existem cursos de cientistas de dados uma nova profissão surgindo para atender à demanda dessa nova indústria.

O especialista esclareceu, ainda, dúvidas e indicou caminhos para os futuros engenheiros que ainda não conseguem vislumbrar um cenário positivo em suas profissões. “Concluímos que o profissional 4.0 deve estar preparado para suprir a demanda do mercado aliado à uma equipe multidisciplinar, mudando o conceito onde trabalhadores apenas exerciam o fazer agora passam a exercer o pensar (desenvolver)”, observou Dessimoni.  

* Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro

 

Da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)*

Entre 7 e 9 de fevereiro, São Paulo vai sediar o 3º BootCamp - Creative Startups. O evento marca o início do processo de aceleração de 14 startups de todo o Brasil selecionadas na terceira etapa do programa, realizado com o apoio de 10 incubadoras de empresas. Além do Estado de São Paulo, foram selecionadas startups e qualificadas incubadoras do Amazonas, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O Creative Startups é resultado da colaboração entre a Samsung, a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), o Centro Sul-Coreano de Economia Criativa e Inovação (CCEI) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O programa tem apoio do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

No primeiro dia do BootCamp (7/2), representantes dessas instituições se reunirão com lideranças das startups e incubadoras participantes da terceira rodada do programa, investidores, instrutores, mentores e parceiros associados à Anprotec de todo o País. O encontro ocorrerá na sede da Samsung, em São Paulo. Já no segundo e no terceiro dia (8 e 9/2), as atividades serão no COW Berrini, na Vila Gertrudes.

A programação do evento prevê apresentações sobre o ciclo de incubação do Creative Startups, os negócios e tecnologias das instituições promotoras, além de sessões de mentoria das startups. “É a oportunidade que a Anprotec e os demais parceiros têm para conhecer o grupo todo, confraternizar e passar as mensagens que são importantes para que o processo de aceleração ocorra da melhor forma possível”, explica Sheila Pires, diretora executiva da Anprotec.

Os interessados em participar devem confirmar presença pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Neste terceiro ciclo, o programa recebeu o recorde de 400 propostas de negócios inovadores, as quais foram avaliadas por uma banca composta por executivos e especialistas da Anprotec, Samsung, incubadoras apoiadas pelo programa e Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP).

Agricultura digital
Além de manter o incentivo a áreas tecnológicas já fomentadas pelo programa – como mobilidade, realidade virtual, inteligência artificial, segurança, fintech, saúde digital, educação digital, entre outras –, a partir desta rodada, a ideia é estimular projetos inovadores na área da agricultura digital.

Para o Brasil enfrentar o desafio de produzir mais alimentos, de maneira sustentável e a custos menores, o trabalho na agricultura deve ser equipado com ferramentas e técnicas inovadoras, particularmente as tecnologias digitais, de acordo com a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá. “As oportunidades e desafios surgem em todas as áreas, desde o investimento, desenvolvimento e uso das tecnologias de internet das coisas no campo, passando por questões de capacitação, regulação, definição de padrões e segurança da informação”, ressalta.

Nesse ambiente interligado característico da chamada era da agricultura 4.0, a geração de conhecimento, a mobilidade e o aumento da oferta de aplicativos para dispositivos móveis são crescentes. “Espera-se que nessa era da agro 4.0, os agricultores possam usufruir dos benefícios desta oferta de tecnologia e conhecimento em suas propriedades, propiciando competitividade e melhoria de renda, além do aumento da oferta de alimentos para o Brasil”, afirma Silvia.

Com o objetivo de estimular negócios inovadores nas diversas áreas tecnológicas apoiadas, o Creative Startups investe até R$ 250 mil por empreendimento e possibilita que as empresas aprimorem seus projetos em uma das incubadoras e aceleradoras credenciadas em todo o território nacional.

As startups contam com um pacote ampliado de serviços e conveniências das empresas parceiras, que inclui acesso a ativos, tecnologias, laboratórios de Pesquisa e Desenvolvimento, treinamentos, assessorias, mentorias, networking e redes de investidores. Além disso, contam com infraestrutura e serviços oferecidos pela Anprotec e sua rede de incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos.

* Com informações das assessorias de comunicação da Anprotec e Samsung


Jornal Engenheiro*

A quarta revolução industrial, ou a indústria 4.0, é irreversível, conforme aponta o representante da fundação alemã Friedrich Ebert Stiftung (FES), Thomas Manz. A instituição privada, que promove pesquisas e estudos sociais, realizou, juntamente com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 10 de outubro último, na capital paulista, o seminário “Política de inovação na era da digitalização: desafios para as relações de trabalho”.

Como destacou o coordenador de educação e comunicação do Dieese, Fausto Augusto Júnior, o movimento sindical brasileiro deve entrar nesse debate devidamente preparado. “A nossa tarefa é contribuir com essa reflexão, mostrando como as mudanças tecnológicas e digitais vão afetar o mundo do trabalho.”

O professor e pesquisador Anderson Luis Szejka, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), coordenador do curso de especialização em Engenharia e Gestão da Indústria 4.0, explica que a chamada quarta revolução industrial é ainda apenas um conceito que envolve a conectividade e a interação entre os domínios físicos, digitais e biológicos, que surgiu em 2011 na tradicional feira de Hannover, na Alemanha.

Segundo ele, esta era está inteiramente relacionada à engenharia, pois prevê a aplicação e utilização de robôs autônomos, manufatura aditiva, internet das coisas (IoT) e computação em nuvem. Tal concepção, para Manz, traz riscos e oportunidades: “Assim como pode facilitar o trabalho, ela pode significar a perda de emprego. Se antes a automatização substituiu a atividade de menos qualidade, repetitiva e perigosa, a digitalização ameaça os trabalhos de boa formação e qualidade.” Raquel Duaibs, professora na Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec), que tem se dedicado à pesquisa principalmente sobre indústria 4.0, internacionalização produtiva, sindicalismo e cooperativismo, reforça que com o avanço da inteligência artificial, quase todos os trabalhos poderão ser facilmente eliminados. “De metalúrgicos a vendedores, de professores a contadores, todos podem ser substituídos por máquinas, robôs e drones.” Para o professor da PUC paranaense, assim como algumas funções deixarão de existir, outras poderão emergir “no intuito de desenvolver e dar suporte a esses novos conceitos da indústria inteligente e conectada”.

Consequências
Duaibs avalia que ainda é cedo para dizer quais serão as reais consequências da indústria 4.0 e como elas ocorrerão em cada país. Mas em um primeiro momento, aponta, a ideia é eliminar custos, principalmente aqueles relacionados à força de trabalho humana. Por isso, problematiza: “Como o processo de eliminação dos empregos já está ocorrendo, o grande desafio para o mundo do trabalho será se reinventar de modo que a sociedade consiga criar novas formas de ocupação ou de geração de renda em um contexto sem empregos.”

Já o professor Daniel Buhr, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, no seminário do dia 10, disse ver com cautela a empolgação com a digitalização associada à indústria e defendeu a inserção qualificada do movimento sindical e da sociedade nessa discussão para que junto com essas mudanças seja garantido e ampliado o Estado de bem-estar social, com a produção de políticas públicas que assegurem, por exemplo, a inclusão digital de qualidade de todas as pessoas, a educação e direitos sociais básicos. “Não vamos resolver tudo apenas usando a tecnologia, a questão social é do cidadão”, vaticinou. Por isso, a professora da Fatec vê com apreensão as pessoas difundindo os impactos positivos da revolução tecnológica, sem que haja o debate das consequências negativas.

Duaibs sugere que a ideia de “paraíso laboral” vendida junto com a indústria 4.0 está longe de ser realidade, “especialmente nos países que não lideram a corrida pelo desenvolvimento tecnológico de ponta, como é o caso do Brasil e da América Latina de uma forma geral”. Para ela, em um cenário como o brasileiro, certamente as pessoas trabalharão menos, “mas não porque existe uma estrutura social que viabilize a redução da jornada de trabalho sem a redução dos salários, e sim porque teremos uma massa de desempregados ou de subempregados muito maior do que a que existe hoje”.

José Silvestre, técnico do Dieese, durante o seminário, lembrou que tal discussão se dá no momento em que a legislação trabalhista passa por um sério desmonte e diante de um profundo processo de desindustrialização no País. “O debate está posto, e essa pauta deve estar devidamente incorporada ao dia a dia sindical”, advertiu, reforçando que a revolução tecnológica e digital poupa esforço, mas também mão de obra.

Apesar dos percalços, Duaibs acredita que a “indústria 4.0 pode, verdadeiramente, ser uma grande aliada de uma sociedade melhor e mais justa, pois é capaz de proporcionar aos indivíduos mais tempo para se dedicarem à família e às realizações pessoais”. Como continua ela, “isso vai depender de como cada país está se reestruturando para receber esse novo modelo de produção”. Nesse sentido, ganha força a proposta da renda básica universal, que prevê o pagamento pelo Estado de um valor mensal para todos os cidadãos, com o intuito de garantir suas necessidades básicas. “Essa ideia está sendo discutida e colocada em prática com muita seriedade em alguns países, como a Finlândia, o Canadá e a Holanda. Alguns empresários do setor de tecnologia também a defendem, como Mark Zuckerberg, Elon Musk e Stewart Butterfield.” 

* Por Rosângela Ribeiro Gil. Edição 186/Novembro de 2017

>> Leia também
Indústria 4.0: entre a revolução tecnológica e a justiça social
Uma revolução industrial marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas

 

Comunicação SEESP

Inteligência artificial, realidade aumentada, digitalização dos processos, carros autônomos, maior interatividade entre diversos setores. Tecnologias que compõem a chamada Indústria 4.0. Para falar um pouco sobre o tema e apontar quais os caminhos para a formação do profissional que precisa se integrar a esse novo cenário, sujeito à mudanças radicais e rápidas, o JE na TV desta semana entrevistou Maurício Muramoto, vice-presidente da VDI Brasil - Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha.


Na Reportagem da Semana, a mobilização nacional dos metalúrgicos ocorrida no último dia 14 de setembro para protestar contra as reformas trabalhista e previdenciária.

O JE na TV vai ao ar toda segunda-feira pela TV Aberta São Paulo, ao vivo e em mais de 40 cidades do Estado, sempre tratando de assuntos relevantes à engenharia. Todas as edições ficam também disponíveis no canal do SEESPl do SEESP no Youtube.

A edição que foi ao ar primeiramente na segunda-feira (18/9) pode ser vista abaixo.


https://www.youtube.com/watch?v=2OfUSLu3o7M




 

 

Aumentar a competitividade brasileira com as fábricas inteligentes, que usam tecnologias físicas e digitais na produção, é um dos desafios imediatos do setor privado e tema do fórum "Indústria 4.0: A era da manufatura avançada", que acontece, na quarta-feira (19/07), das 8h às 13h, na capital paulista, na sede da organizadora do evento, a American Chamber of Commerce for Brazil (Amcham), na Rua da Paz, 1.431, Chácara Santo Antônio. 

O impacto que a informatização das fábricas traz à economia será debatido pelo diplomata e economista Marcos Troyjo, da Columbia University (EUA), e Rodrigo Damiano, diretor da PwC.  Troyjo detalha as competências mais recomendadas aos profissionais para adaptação ao novo cenário e Damiano aborda as vantagens competitivas do uso de tecnologias como sistemas ciber-físicos, internet das coisas, computação em nuvem e outras nas indústrias. 

Troyjo também modera o painel sobre a Indústria 4.0 no Brasil. Os painelistas são Márcio Girão, diretor de inovação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e Fernando Pimentel, presidente do conselho de administração da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). 

As indústrias que adotam tecnologias digitais no Brasil participam do painel seguinte. Dividindo experiências e acertos no processo, estão Daniel da Rosa, CEO da Thyssenkrupp, Celso Luis Placeres, diretor de engenharia de manufatura da Volkswagen, Edouard Mekhalian, diretor-gerente da KUKA Roboter, e Marcio Mariano Jr., CEO da startup Forsee.

 

Comunicação SEESP
Informação da assessoria de imprensa do evento

 

 

 

 

 

A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK São Paulo) realiza, por meio do seu Centro de Competência de Mineração e Recursos Minerais, o 2º Seminário Brasil-Alemanha de Mineração e Recursos Minerais no dia 22 de junho, no Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte (MG). Em sua segunda edição, o evento, que tem como objetivo proporcionar aos participantes conhecimento e expertise sobre as tendências e tecnologias alemãs para o setor, em especial com as oportunidades da Indústria 4.0, terá como tema central “Mineração 4.0 – uma tendência em pauta: tecnologias alemãs para o setor no Brasil”. 

Dividido em painéis, o conteúdo do seminário, que reunirá especialistas brasileiros e alemães, engloba diversas vertentes atuais da mineração, com foco na quarta revolução industrial. Neste sentido, abordará assuntos como, por exemplo, a digitalização aplicada na indústria de mineração; como ganhar competitividade e redução de custos com as novas tecnologias; os avanços com o monitoramento online e trará ainda um case de sucesso para o gerenciamento de produção por meio da implementação de um aplicativo móvel. Completando os assuntos, haverá um debate com a proposta de se responder a pergunta: “De que forma a Mineração 4.0 pode ser aplicada com sucesso no Brasil?”.

Além disso, o momento contará com informações atuais sobre as reformas do Ministério de Mineração e Energia e suas possíveis consequências, as quais devem direcionar o País para uma nova dinâmica no setor. Entre os palestrantes estão Vicente Lôbo, secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME); Marcello Ribeiro Lima Filho, sócio da Lima & Feigelson Advogados, e Ruben Fernandes, CEO da Anglo American Brasil. Propostas de cooperação bilateral Brasil-Alemanha também serão expostas por especialistas de renomadas entidades dos dois países, como Andrea Jünemann, subsecretária da Unidade de Política Internacional de Recursos Minerais do Ministério de Economia e Energia (BMWi) da Alemanha; Jorge Eduardo Ledsham, diretor-presidente da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), e Sven-Uwe Schulz, consultor da Agência Alemã de Recursos Minerais (Dera) dentro da Agência Alemã de Geociências e Recursos Minerais (BGR).

O tema “Segurança na mineração”, que é de extrema importância, visto os incidentes ocorridos, também será abordado nesta edição. Cases de sucesso serão expostos por Alberto Abdu, gerente de Desenvolvimento de Negócios em Mineração da Bosch, e por Aldo Souza, diretor de Sustentabilidade da Anglo American Brasil.

Mais informações e inscrições clique aqui.


Publciado por Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações da assessoria de imprensa do evento

 

 

 

 

 

 

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