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Engenharia2013dentroResultado parcial do censo demográfico de 2010, divulgado no final de 2012 pelo IBGE, comprova que o despertar para a engenharia é um fenômeno recente entre os jovens. Até meados da década passada, o interesse pelas engenharias, incluindo a civil, havia caído 20% em relação aos números mostrados no censo de 2000. Isso explica por que faltam engenheiros atualmente no país.

A formação hoje responde por 7,9% das pessoas matriculadas no nível superior. Há vinte anos, era 9,6%. Para educadores, o quadro só será revertido se o governo estimular a profissão já no ensino médio, principalmente tornando a matemática mais palatável. Atualmente, o déficit no Brasil é de 150 mil engenheiros. Com a demanda aquecida, em cinco anos esse déficit pode duplicar.

Para estancá-lo, seria preciso que pelo menos 15% das pessoas matriculadas nas universidades estivessem estudando engenharia. Mas, além disso, há um outro complicador. No caso específico da engenharia civil, muitos dos que se formam não se dirigem à área técnica e preferem ir para o mercado financeiro. “Esse é um dos principais fatores que causam essa sensação de escassez de mão de obra técnica”, aponta Daniela Ribeiro, da consultoria Robert Half, especializada em recrutamento de engenheiros.

De acordo com a headhunter, o perfil analítico de um engenheiro, aliado a especializações como mestrado e doutorado, o torna muito valorizado para outros mercados que não seja, especificamente, a construção civil. O resultado é que construtoras e empresas ligadas ao setor de óleo e gás – as que mais recrutam engenheiros atualmente – buscam compensar esse déficit fora do país. “Profissionais portugueses, cujos diplomas são reconhecidos no Brasil, têm encontrado um mercado bastante promissor aqui”, explica Daniela Ribeiro.

A especialista avalia que a profissão de engenharia deveria ser mais divulgada, principalmente no ensino médio. “Mostrar a grande quantidade de opções de trabalho para engenheiros é uma alternativa para aumentar o interesse pela profissão. Além disso, mesclar um pouco as disciplinas do curso com aulas mais dinâmicas e atualizadas também ajudaria a conter a evasão”, analisa. Outro ponto destacado é a base matemática dos alunos que optam por engenharia. “Nem todas as escolas, sejam públicas ou privadas, despertam esse interesse nos estudantes, que não tendo uma boa base matemática acabam fugindo de cursos de engenharia“, completa.

 

Imprensa – SEESP
Notícia do Cimento Itambé - por Altair Santos




RecursoshidricosdentroEm 1997, com a promulgação da Lei 9.433, que define a Política Nacional de Recursos Hídricos, as questões de planejamento e gerenciamento de recursos hídricos ganham substancial projeção no cenário nacional. Dentre as ferramentas previstas nessa lei, o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos tem como principal objetivo a coleta, a consistência e a disponibilização de informações sobre recursos hídricos no país. A obra 'Geoprocessamento e recursos hídricos: aplicações práticas', dos engenheiros Cláudio Bielenki Júnior e Ademir Paceli Barbassa, lançamento da EdUFSCar, vem preencher uma lacuna bibliográfica na área, constituindo-se como um manual prático no planejamento, gerenciamento, projeto e operação de sistemas para geração de energia elétrica, controle de enchentes, drenagem, abastecimento de água, controles de erosão e sedimentação e da poluição, irrigação, navegação e uso recreativo da água, entre outras aplicações diretas.

Reunindo áreas aparentemente distantes como as Engenharias Civil e Ambiental, com os aspectos relacionados à Hidrologia e aos Recursos Hídricos e à Geografia por meio do geoprocessamento, a obra apoia-se ainda no avanço da informatização e no aperfeiçoamento de técnicas e ferramentas computacionais para a captura, armazenamento e processamento de informações espaciais, como o uso do software SPRING (Sistema de Processamento de Informações Geográficas), para cálculo de parâmetros hidrológicos.

O livro contém informações bem ilustradas por diagramas, tabelas e imagens que vão do básico sobre o SPRING, como recursos de instalação e uso das barras iniciais (menu, status e ferramentas) até noções de cartografia que complementem a utilização do software e permitam sua aplicação prática. Acompanha o livro um CD com arquivos que permitem cálculos de parâmetros e a produção de mapas e gráficos de bacias hidrográficas, bem como um tutorial em vídeo sobre o uso do programa.

Destinado a profissionais de engenharia e de ciências ambientais, bem como a instituições públicas envolvidas na gestão de recursos hídricos, a obra contribui para a formação de recursos humanos preocupados com a preservação e gestão sustentável dos vastos recursos hídricos do país.

Sobre os autores
Cláudio Bielenki Júnior é engenheiro cartógrafo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2007), especialista em Geoprocessamento pela Universidade Federal de São Carlos (2007) e mestre em Engenharia de Transportes pela Escola de Engenharia de São Carlos (2008). Desde 2003 é especialista em Geoprocessamento da Agência Nacional de Águas em Brasília.

Ademir Paceli Barbassa é engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (1980), mestre e doutor em Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos (1984 e 1991, respectivamente) e pós doutorado pela Universidade do Colorado, EUA (2000). É professor da UFSCar.

 

Imprensa – SEESP
Informação da Pluricom – Comunicação Integrada




superviadentroDois engenheiros da SuperVia, que opera o serviço de trens urbanos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, desenvolveram um projeto que deve deixar os trens mais distantes das oficinas por conta de problemas nas portas. William Frossard e Claudino Barreira criaram uma trava mecânica que irá dificultar a abertura irregular e perigosa realizada por alguns passageiros durante as viagens. O projeto será aplicado em 140 das 190 composições da concessionária (trens chineses e coreanos contam com dispositivo original de fábrica). A concessionária gasta, por ano, R$ 1 milhão em consertos de portas. O projeto do dispositivo, que foi inscrito no Prêmio Destaque Odebrecht 2012 na categoria Inovação, deve ficar pronto em 100 dias.


Imprensa – SEESP
Informação ANP Trilhos 



Edson-ShimabukurodentroTerminamos 2012 com muitas festividades e comemorações pelos objetivos alcançados e outros que, certamente, conseguiremos atingir em 2013. Nos mais diversos setores, 2012 foi um ano de grandes e importantes concretizações.

Para nós, técnicos e lideranças da engenharia, é fato notório a aliança entre participação política e questões técnicas inerentes à profissão. Temos visto constantemente a nossa categoria ser apontada como essencial ao processo de desenvolvimento vivido pelo Brasil. A presidente Dilma Rousseff, durante o seminário empresarial “Desafios e oportunidades de uma parceria estratégica”, ocorrido no dia 12 de dezembro último em Paris, mais uma vez ressaltou a necessidade de engenheiros no setor produtivo do País.

Considerando esses aspectos, a CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados), juntamente com a FNE e as demais entidades a ela integradas, tem promovido discussões e planejado ações essenciais à continuidade da educação. Essa, juntamente com a inovação tecnológica e a ciência, é o que de mais precioso conseguimos concretizar no sentido de atender às necessidades inerentes à realidade brasileira.

Ao longo de 2012, incansavelmente, buscamos a representatividade da área tecnológica junto às esferas públicas municipais, estaduais e federais. No ano que se inicia, vamos, cada vez mais, trabalhar por parcerias e inserção social. Pensando em todas essas questões e levantando tais bandeiras, conquistamos uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande (MS), onde é certo que poderemos contribuir para ampliar a representatividade da engenharia, contando com o apoio dos colegas nas lutas que travaremos em prol da nossa classe e da sociedade. Seremos o portador e o baluarte do projeto que visa à valorização dos profissionais e a conquista de um Brasil inteligente, conforme defende campanha da CNTU.

Com muita experiência, ética e incansável dedicação, estaremos juntos. Estamos conscientes dos problemas que envolvem as cidades, entre eles trânsito, mobilidade urbana e acessibilidade, impermeabilização do solo e enchentes, saúde, segurança, meio ambiente e, principalmente, educação. Para enfrentá-los, promoveremos discussões, audiências públicas e também cursos, visando soluções viáveis a essas demandas.

Os trabalhos dos quais participamos junto ao Senge-MS, à FNE, ao Sistema Confea/Creas, à CNTU e, claro, a caminhada como engenheiro civil capacitaram-nos a reunir conhecimentos suficientes para solucionar os principais entraves do desenvolvimento como representante da sociedade.

Um fraterno abraço e desejos sinceros de que 2013 seja um ano de união e importantes realizações.

* por Edson Shimabukuro – Presidente do Senge-MS e vereador pelo PTB na cidade de Campo Grande


Imprensa - SEESP
Artigo publicado no jornal "Engenheiro", da FNE, Edição 128/Janeiro/2013



 

Entre os dias 12 e 18 de novembro, um grupo formado por 638 estudantes de todo o País se reunirá em São Paulo para disputar a edição 2012 da Olimpíada do Conhecimento. Mais que um torneio que avalia a habilidade e o desempenho em 54 profissões, a competição, promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), funciona como uma vitrine do que o País tem de melhor no chamado ensino profissionalizante. Para os jovens, é a chance de “carimbar o passaporte” para a disputa mundial, a WorldSkills, na qual o Brasil vem fazendo bonito nos últimos anos. Na edição 2011, realizada em Londres, os representantes brasileiros ficaram na segunda posição, atrás apenas dos colegas da Coreia do Sul.

Quem passa por esses funis, tanto na etapa nacional como na internacional, transforma-se numa espécie de “Einstein do chão de fábrica”, por aliar conhecimento teórico e técnico de alto nível. Tão importante quanto esse reconhecimento é que os estudantes que se dão bem na competição passam a ser disputados pelas empresas. É o caso de Mateus Benedetti Freitas, de Campinas, no interior de São Paulo, ganhador da medalha de ouro em eletrônica em 2009. “O curso técnico me ajudou a entender a rotina de uma empresa”, diz Freitas, que trabalha como técnico de processos na coreana Samsung. “Isso é importante diferencial para quem pretende ingressar no mercado de trabalho.”

Aluno do terceiro ano de engenharia da Pontifícia Universidade Católica (PUC), Freitas faz parte de um seleto grupo que enxergou na formação técnica um atalho para o primeiro emprego. Apesar das evidências – cerca de 90% dos egressos de instituições como o Senai conseguem emprego na área desejada –, apenas 6,6% dos jovens brasileiros, entre 15 e 19 anos, optam pela formação técnica no nível secundário. Nos Estados Unidos e na Europa essa taxa chega a 50%. Para o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, esse fenômeno é fruto do modelo educacional brasileiro, que tem uma forte vertente academicista. “Não havia um incentivo à graduação técnica, pois se partia do princípio de que todos os jovens irão para a faculdade”, afirma Lucchesi.  

A prática mostra, no entanto, que somente 14% dos que concluem o segundo grau seguem estudando. O resultado disso se traduziu, nos últimos anos, no fenômeno batizado pelos especialistas como “apagão de mão de obra”. É fácil encontrar alguém que já penou para conseguir contratar um eletricista, um marceneiro ou um pedreiro para fazer um conserto ou uma reforma em sua casa. Mais: um dos motivos apontados para a desaceleração do ritmo da construção civil foi a falta de pedreiros, mestres de obras e operadores de máquinas. “O Brasil vive uma situação duplamente ruim”, diz o economista John Schulz, sócio-fundador da BBS Business School, de São Paulo. “Faltam tanto técnicos de nível médio quanto de nível superior.”  

Se nada for feito, a situação só tende a piorar. O Mapa do Trabalho Industrial 2012, elaborado para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), indica que, no período 2012-2015, serão necessários 7,2 milhões de técnicos em 177 áreas distintas. Em muitas delas, o salário inicial é de R$ 2,1 mil, de acordo com Lucchesi. O lado bom dessa história é que essas profissões (veja as mais cobiçadas no quadro abaixo) podem se constituir em uma porta de entrada segura para quem deseja ingressar no mercado. Principalmente no caso dos jovens entre 16 e 24 anos, faixa etária na qual o nível de desemprego é de 13%, o dobro da registrada no País. Uma das explicações para essa distorção é a falta de qualificação. Problema que nunca afetou o paulista Fernando José Mangili Luiz.

Nascido em Bauru, ele vive hoje no Rio de Janeiro, onde atua como projetista de tubulações para prospecção de petróleo na Subsea 7. “Desde o início dos cursos tenho sido contratado para fazer projetos”, afirma. Assim como o campineiro Freitas, ele se sagrou campeão da WorldSkill, na edição realizada no Canadá, em 2009, na categoria desenho mecânico em CAD. Para dar vazão à crescente demanda do País por técnicos, a direção do Senai está expandindo sua rede de escolas. A meta é ampliar o número anual de matrículas de 2,5 milhões para quatro milhões, até o final de 2014. Hoje, os cursos são realizados em 900 unidades e 300 escolas-móveis, além das cerca de 100 indústrias conveniadas. “Cobrimos 2,6 mil municípios”, afirma Lucchesi. O alvo são os jovens como o catarinense Natã Miccael Barbosa.  

Desde a infância ele era apaixonado por informática. O desejo de montar e desmontar computadores o levou a se matricular em um curso técnico no Senai, quando completou 17 anos. Três anos depois, em 2011, foi para Londres, onde bateu 28 colegas da Coreia, da China e dos Estados Unidos, entre outros países, no WorldSkill de Londres. Hoje, ele atua no desenvolvimento de softwares para a cadeia de suprimentos da Neogrid, em Joinville, no norte de Santa Catarina. À noite, frequenta o curso de sistemas de informação na Universidade Católica de Santa Catarina. Assim como acontece com seus colegas, as despesas com a faculdade são pagas pelo Senai. “A opção pelo curso técnico me garantiu uma carreira sólida na área que sempre pensei em atuar”, diz Barbosa.

 

Imprensa – SEESP
Notícia da Revista Istoé Dinheiro – por Rosenildo Gomes Ferreira - 04/11/2012




O déficit de 150 mil profissionais foi projetado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), mas os que estão trabalhando aparecem entre os profissionais mais bem pagos do mercado e, mesmo assim, apenas 10% dos universitários brasileiros cursam carreiras ligadas às engenharias - sem contar os que devem desistir pelo caminho e abandonar a faculdade. Um cenário pouco animador que escancara um dos gargalos do sistema educacional - e que afeta a capacidade de produção e inovação da indústria.

Para se ter uma ideia, o País tem hoje seis engenheiros para cada mil pessoas economicamente ativas - nos Estados Unidos e no Japão, por exemplo, a proporção é de 25 engenheiros por mil trabalhadores, segundo Financiadora de Projetos (Finep), órgão do governo federal.

A falta de profissionais tornou os engenheiros os trabalhadores mais bem pagos do mercado - ao lado de médicos (que também existem em número inferior ao necessário) e graduados em carreiras militares -, segundo estudo feito pelo economista Naercio Menezes Filho, coordenador do Insper (Centro de Políticas Públicas do Instituto de Ensino e Pesquisa) e da USP (Universidade de São Paulo).

Com base nos dados do Censo, o economista reuniu informações sobre os 10,6 milhões de brasileiros com diploma universitário em 2010 (e os 5,4 milhões na mesma situação em 2000) e seus respectivos salários. A conclusão foi que, em média, um engenheiro recebe hoje remuneração mensal de R$ 7.156 - valor 20,6% superior ao salário médio da categoria em 2000.

Formação
A valorização do profissional e a carência deles no mercado ocorrem porque, na última década, o número de formandos não acompanhou o ritmo dos novos postos de trabalho. "A demanda aumentou e a oferta diminuiu", afirma Menezes. "A evolução do salário médio se deu justamente porque a economia do País está precisando muito desses profissionais."

Em 2000, o Brasil tinha 141,8 mil engenheiros civis. Dez anos depois, eles eram 146,7 mil. No entanto, apesar do pequeno aumento, a proporção de graduados em Engenharia em relação ao total dos graduados caiu de 2,76% para 1,45%. O mesmo aconteceu com Medicina. O número de médicos cresceu pouco entre 2000 e 2010, saindo de 207 mil para 225 mil. E a proporção no total da população diplomada caiu de 4,04% para 2,23%. "É o que chamamos de apagão de mão de obra qualificada", resume Menezes.

Cenários semelhantes ocorrem em outras carreiras tidas como mais técnicas, como as demais Engenharias, Odontologia, Estatística e Economia. Isso ocorre porque, apesar de aumentar o número de universitários, cada vez mais os jovens têm procurado os cursos de humanas em detrimento aos de exatas e biológicas.

O número de jovens formados em Administração, por exemplo, subiu de 594 mil para 1,473 milhão entre 2000 e 2010. Dentre os diplomados do País, a participação do grupo saltou de 11,6% para 14,6% no mesmo período. A demasiada oferta teve um reflexo negativo no salário médio da categoria, que atingiu R$ 3.791 em 2010 - um recuo de 17,8% em uma década.

O desinteresse do jovem pelas carreiras de exatas e biológicas, de acordo com especialistas, está ligado à pouca qualidade da educação básica - que também carece de professores de matemática, física e química, aulas supridas, em muitos locais, por professores de outras disciplinas, sem a formação adequada. Sem aprender os conhecimentos básicos de matemática, o estudante passa a não gostar da disciplina e, assim, dificilmente terá interesse em seguir uma carreira ligada à área.

Dados do Censo do Ensino Superior, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), mostram que apenas 10% dos universitários brasileiros estão matriculados em carreiras ligadas à Engenharia, Produção e Construção. O grupo formado por Ciências Sociais, Negócios e Direito (que inclui o curso de Administração) representa 41% das matrículas das graduações. A área de Educação ( curso de Pedagogia e as licenciaturas) somam 21%.

 

Imprensa – SEESP
Informações do Estadão Online



Desde a descoberta de indícios de petróleo no pré-sal na Bacia de Santos, pela Petrobras, em 2006, a Baixada Santista, litoral paulista, não é mais a mesma. Passados seis anos, a região conquista para si a atenção não só da petrolífera brasileira, mas de outras empresas e negócios em torno do setor de petróleo e gás.

Reportagem recente do site G1 informa que algumas novas oportunidades de emprego, na área, chegam a oferecer remunerações que ultrapassam os R$ 20 mil. Márcia Chiadegatti, da Robert Half, empresa de recrutamento com mais de 300 escritórios pelo mundo e responsável pelas operações na Baixada Santista e no ABC Paulista, acredita que a região ainda tem muito para crescer. “A gente percebe um movimento mais tímido de empresas que vem para Santos e elas estão começando a contratar profissionais mais técnicos”, diz.

Há muitas oportunidades para profissionais mais especializados como gerentes de manutenção e diretores. O salário depende do nível de conhecimento e de responsabilidade dentro da empresa. Segundo ela, um gerente geral do setor de petróleo e gás, responsável por uma operação como um todo, pode ganhar em tornou de R$ 35 mil. Após dez anos na empresa, o salário chega a R$ 68 mil em grandes companhias. Diretores comerciais, que estão começando na empresa, podem ter a remuneração de até R$ 27 mil. Outros profissionais como engenheiros e coordenadores contábeis precisam ser graduados, além de já terem experiência de cerca de 3 a 4 anos na área e um bom nível de inglês. Para esses profissionais, o salário inicial gira em torno de R$ 5 mil. De acordo com a Chiadegatti, o inglês é muito importante no setor de petróleo e gás. “Grandes empresas precisam fazer negócios com essas pessoas, ou então ela faz parte de um grupo de fora do país e precisa reportar as informações da empresa”, explica.

O professor do curso de Engenharia de Petróleo e Gás, Áureo Emanuel Pasqualeto Figueiredo, explica que os salários são elevados porque a indústria de petróleo segue padrões internacionais. Tudo é cotado em dólar. Para ele, a remuneração vai de acordo com as exigências do mercado. “Precisa saber inglês, ter noções de qualidade, noções de logística, além do conhecimento técnico específico. Essas pessoas podem estar trabalhando hoje aqui e amanhã em outro lugar do mundo”, diz.

O especialista diz que o mercado de petróleo na Baixada Santista é antigo por conta do refino e distribuição de derivados da Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, que existe há mais de 50 anos. Ele fala que, agora, o foco é a exploração e a produção do petróleo. “A colocação de pessoas contempla um efeito multiplicativo, desde as profissões técnicas e toda a cadeia de serviços, como área de saúde e hotelaria", diz.

Engenharia ´subsea´
Figueiredo explica que a engenharia ´subsea´, especialidade da engenharia de petróleo e gás em que é preciso saber toda a complexidade de situação para explorar o petróleo que esta a 2 mil metros abaixo da terra, saber sobre pressão atmosférica, condições das correntes do mar e temperatura, é uma das áreas em que se procuram mais profissionais no mundo. “Tem poucas pessoas especializadas nisso. Temos que começar a nos preparar. Tem coisas que só ao longo do tempo as pessoas vão aprender. Se os brasileiros não ocuparem o espaço eles vão trazer gente da Indonésia, de outros lugares", fala. Ele diz que o primeiro passo para concorrer a essas vagas é ser graduado e se qualificar na área.

Porém, o especialista afirma que é preciso cautela por parte do mercado para que não haja uma grande quantidade de profissionais do mesmo setor. Uma recente pesquisa feita pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo mostrou que 49% dos alunos matriculados em 2010, no ensino a distância, optaram por cursos no setor de petróleo e gás. Ele dá o exemplo da Bacia de Campos. “Milhares de pessoas foram para lá e criou-se um cinturão de pobreza em volta da cidade. As pessoas não tinham qualificação. Se o cara nem consegue entender a ordem que está sendo dada a ele, porque é em outra língua, ele não vai ser colocado em um lugar que ele pode até morrer”, explica.

Para ele, a vinda de estrangeiros é imprescindível. “Não vamos ter a pretensão de que tudo vai ser ocupado por brasileiros. Vai precisar vir pessoas com conhecimentos que acabarão passando informações para os nossos profissionais. Assim como quando implantaram a refinaria, vieram técnicos estrangeiros. Hoje nós temos uma engenharia de excelência nessa área”, diz ele. Figueiredo explica que é importante empregar profissionais brasileiros, de várias áreas, para que possam fazer essa indústria do petróleo e gás crescer e que o núcleo de riqueza retorne para o próprio país.

 

Imprensa – SEESP
Informações do G1/Globo



Engenheiros de várias partes do Brasil estão reunidos a partir desta segunda-feira (24/09) e até a próxima quarta, na Capital paulista, na oitava edição do congresso nacional da categoria (Conse), organizada pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros). À abertura do evento, na parte da manhã, na Sala São Paulo, estiveram presentes várias autoridades, entre elas o governador do Estado, Geraldo Alckmin; o prefeito Gilberto Kassab; o ministro do Esporte, Aldo Rebelo; o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa), deputado Barros Munhoz; e o desembargador William Carlos Roberto Campos, representando o presidente do TJ-SP, Ivan Sartori.

Veja aqui as fotos da abertura do VIII Conse
Veja aqui as fotos do período da tarde do evento 

O presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, em seu discurso de saudação aos presentes, destacou que o VIII Conse marcava uma história árdua da entidade. “Podemos, sim, acreditar que o possível é uma questão de querer, de trabalhar e de nos dedicarmos às nossas causas”, destacou. Ao mesmo tempo, disse que os últimos três anos da entidade foram marcados por muitas lutas e grandes vitórias e que isso foi possível ao “esforço coletivo de uma equipe de diretores, presidentes de sindicatos e de vários profissionais de Norte a Sul, de Leste a Oeste desse nosso grandioso país. E isso nos faz crer que vale à pena continuarmos o caminho que traçamos.”

A posição favorável do Brasil em vários rankings mundiais, como o da economia e da competitividade, também foi lembrada por Pinheiro, que exaltou a necessidade do país alcançar, agora, outros rankings, como o do desenvolvimento humano, com melhor distribuição de renda, saúde, cultura e lazer para todos.

O papel da FNE, portanto, como observou o presidente, vai além da representatividade sindical em busca da valorização do profissional da área, é o de atuar, também, firmemente nas políticas públicas com a elaboração de propostas factíveis, várias delas já reunidas no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela entidade em 2006.

O ministro Aldo Rebelo lembrou os convênios de colaboração técnica firmados, no início deste ano, com a FNE, para as obras de infraestrutura da Copa de 2014. Para ele, o Brasil recupera no seu imaginário da vida institucional, social e econômica o papel fundamental da engenharia. Rebelo defendeu que conceito contemporâneo de democracia inclui o direito ao desenvolvimento, sem exclusões sociais. “Se não há democracia sem desenvolvimento, não há desenvolvimento sem engenharia”, exaltou, ressaltando que o Brasil acolhe, nos próximos anos, os dois eventos esportivos mais importantes do mundo, como a Copa e as Olimpíadas, “não há como realizá-los sem o concurso, a história e as tradições das nossas engenharias”.

O governador Geraldo Alckmin disse que a escolha do local para a abertura do congresso foi muito feliz, porque ele era fruto da engenharia. “Estamos numa estação de trem, a Júlio Prestes, que foi convertida numa das melhoras salas de concerto do mundo”, destacou. Ele lembrou que aprendeu muito com o ex-governador Mário Covas, “que era engenheiro e tinha a objetividade da profissão e a grande sensibilidade do homem público. Covas sempre dizia que a segurança do seu trabalho veio da engenharia. Todas as profissões contribuem para o desenvolvimento do nosso país, mas eu diria que no centro de todas elas vemos a presença do engenheiro, artífice do desenvolvimento”.

O prefeito Gilberto Kassab expressou sua gratidão para com a engenharia, responsável pelos grandes projetos nacionais.

Participaram, ainda, da mesa de abertura do VIII Conse, os deputados federais Arnaldo Jardim (PPS) e Carlos Zarattini e Paulo Teixeira (ambos do PT); os vereadores paulistanos Eliseu Gabriel (PSB) e Jamil Murad (PCdoB); o presidente do Confea, José Tadeu da Silva; os secretários municipais de São Paulo Marcos Cintra (Desenvolvimento Econômico e Trabalho), Miguel Bucalem (do Desenvolvimento Urbano) e o secretário adjunto da Habitação do Estado, Marcos Penido; o secretário adjunto de Cultura do Estado de São Paulo, Sérgio Tiezzi; e o secretário da Infraestrutura do Estado de Goiás, Danilo de Freitas.

O VIII Conse prossegue com os trabalhos no Novotel Jaraguá até o dia 26 próximo, com exposições e debates com o tema “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento – Brasil + Inteligente”. Confira toda a programação aqui.

Orquestra
Ao final da cerimônia, a Orquestra de Câmara da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da USP (Universidade de São Paulo), sob a regência do maestro Gil Jardim, apresentou obras de Beethoven.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP



Centenas de profissionais de todo o Brasil estarão reunidos na capital paulista entre os dias 24 e 26 de setembro para participar do VIII Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse). Realizado a cada três anos, o encontro promovido pela FNE vai discutir o desenvolvimento do país, sob o tema “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento – País + Inteligente”.

A sessão de abertura, que será realizada na Sala São Paulo, contará com a participação de autoridades, entre elas, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, o ex-presidente do BNDES, Carlos Lessa, e o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

“No Conse reafirmamos a convicção da necessidade de manter e aprimorar políticas que estimulem a atividade econômica e beneficiem a produção e o emprego, fundamentais à construção de uma nação”, observa o presidente da entidade, Murilo Celso de Campos Pinheiro.

Durante o encontro, além dos gargalos de infraestutura no país, os engenheiros vão discutir os desafios e preparativos para Copa 2014. O debate contará com a participação do secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes; o assessor especial para Aeroportos do Grupo EcoRodovias, Dario Rais Lopes; a diretora do Departamento de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Luiza Gomide de Faria Vianna ; e os diretores executivos Ricardo Trade e Rogério Caboclo, respectivamente de Operações e de Relações Institucionais do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo).

Balanço Cresce Brasil
Lançada em 2006, a primeira versão do “Cresce Brasil” tornou-se uma ferramenta valiosa para a mobilização da categoria em torno do desenvolvimento nacional e para apontar ao governo federal os principais gargalos de infraestrutura. 

Desde então, o projeto foi apresentado e debatido com diversos setores da sociedade. Um reflexo positivo desse esforço foi a presença de inúmeras propostas do “Cresce Brasil” no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), anunciado em 2007 pelo governo federal.

Em 2009, o projeto foi atualizado e ampliado, sob o título “O Cresce Brasil e a superação da crise”. Atualmente, tem o foco na Copa 2014, nos desafios e na oportunidade que o evento representa em termos de avanço na infraestrutura das cidades-sedes dos jogos no País.

No Conse 2012, juntamente com o balanço do projeto e o debate sobre suas perspectivas, a FNE lança um livro com a memória do “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, intitulado “A FNE e o desenvolvimento nacional”. Ainda durante o evento, estará aberta visitação à exposição fotográfica sobre o projeto.

Serviço:
VIII Conse – Congresso Nacional dos Engenheiros
Data: 24 a 26 de setembro de 2012
Local: Sala São Paulo e Novotel Jaraguá
Tema do evento: “Cresce Brasil + Engenharia+ Desenvolvimento – País + Inteligente”

Transmissão online no link: http://www.interrogacaostream.net/viiiconse/

Programação:

Segunda-feira, 24 de setembro


9h Abertura solene
Geraldo Alckmin
Governador do Estado de São Paulo
Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente da FNE
Autoridades convidadas
Apresentação da Orquestra de Câmara da USP (Universidade de São Paulo)

14h Projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”: balanço e perspectivas

Carlos Monte - Coordenador técnico do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”
João Guilherme Vargas Netto - Consultor sindical da FNE
Carlos Lessa -Presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) entre janeiro/2003 e novembro/2004

Lançamento do livro “A FNE e o desenvolvimento nacional”


18h Show com Monarco da Portela – participação especial de Juliana Diniz e Marquinhos Diniz

Terça-feira, 25 de setembro


9h Cresce Brasil – Copa 2014: desafios, preparativos e legado
Luis Fernandes - Secretário executivo do Ministério do Esporte
Dario Rais Lopes - Assessor especial para Aeroportos do Grupo EcoRodovias
Luiza Gomide de Faria Vianna - Diretora do Departamento de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades
Ricardo Trade - Diretor executivo de Operações do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo)
Rogério Caboclo - Diretor executivo de Relações Institucionais do COL

14h30 O Brasil após a Rio+20: compromissos e conquistas
Gilberto Carvalho - Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
Wagner Costa Ribeiro - Professor titular do Programa de Pós-graduação em Ciência Ambiental da USP (Universidade de São Paulo)
Valmir Gabriel Ortega - Diretor do Programa Sênior de Política da Conservação Internacional do Brasil

Quarta-feira, 26 de setembro


9h Brasil Inteligente: um país desenvolvido, justo e soberano
Embaixador Samuel P. Guimarães
Ceci Juruá - Pesquisadora da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro)
Jorge Messias - Secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação
Marco Aurélio Cabral Pinto - Professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) e consultor do projeto “Cresce Brasil”

14h30 Plenária final

17h Encerramento

 

Imprensa - SEESP
Rita Casaro 



O primeiro debate do ciclo “A engenharia e a cidade”, em Bauru, ocorreu no dia 4 último, com a candidata Chiara Ranieri, do DEM, à prefeitura local. Durante uma hora, ela apresentou suas propostas e fez duras críticas à administração municipal atual, como a compra de imóvel que abrigou a antiga estação ferroviária por R$ 6 milhões, cujo recurso, defende, deveria ter sido usado, por exemplo, para adquirir uma grande área para a instalação de um distrito industrial.

Ranieri também apontou gargalos nas áreas da saúde pública, saneamento, pavimentação e infraestrutura. Pretende viabilizar obras nesses setores com parcerias junto ao governo federal. Na área habitacional, defendeu o prosseguimento da construção de casas populares, recorrendo ao programa habitacional da União “Minha Casa, Minha Vida”.

O evento, organizado pela delegacia sindical do SEESP, foi no auditório da Assenag (Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru), que fica na rua Fuas de Mattos Sabino, 1-15. Veja aqui os demais debates.


Imprensa – SEESP
Com informação do Jornal da Cidade



A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) está oferecendo para o recém-formado em engenharia e que deseja ampliar seus conhecimentos atuando na área, o PEE (Programa de Especialização em Engenharia), uma parceria da empresa com o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), que oferece o título de mestrado profissional em engenharia aeronáutica, reconhecido pela CAPES/ MEC. Os cursos e atividades são ministrados em dependências da empresa por profissionais da Embraer e consultores contratados.

Com início em 2001, o PEE já formou 17 turmas com cerca de 1200 engenheiros. No momento duas turmas estão em andamento com 105 engenheiros. Dia 1º de agosto deste ano a turma 20 iniciará com 60 engenheiros.

São elegíveis ao PEE pelo processo de seleção 2013 os engenheiros fluentes em inglês graduados entre 2010 e julho de 2013 nas modalidades civil, computação, elétrica, eletrônica, mecânica, mecatrônica, materiais, naval, produção ou outras relacionadas a estas.

Veja quais as etapas do processo seletivo:
Inscrições e teste on-line de inglês – até 31/08/2012 – inscrições aqui
Convocação para os testes presenciais – 14/09/2012 (e-mail)
Testes Presenciais – 30/09/2012 (diversas cidades)
Convocação para as entrevistas – 10/10/2012  (e-mail)
Entrevistas presenciais – 17/10/2012 à 25/11/2012  (Embraer em São José dos Campos)
Convocação dos aprovados para PEE 21 – 19/12/2012  (e-mail)
Convocação dos aprovados para PEE 22 – 08/03/2013  (e-mail)

Metodologia do PEE
O PEE combina a carga de especialização técnica com o desenvolvimento de conhecimento multidisciplinar. A visão sistêmica é estimulada no profissional com ações de aprimoramento das habilidades em comunicação, valorização do relacionamento interpessoal, da ética profissional e conhecimento da cultura, das pessoas e da estrutura da Embraer. Os cursos são complementados com visitas técnicas às áreas da Empresa, feiras de aviação, laboratórios, museus e participação em congressos e seminários.

O Programa está estruturado em três fases distintas com duração de 5 a 6 meses cada (Fundamentos de Aeronáutica, Especialização e Projeto do Avião). As aulas são ministradas de segunda a sexta, em período integral das 7h30 às 17h, por professores do ITA, especialistas da Embraer e consultores de diversos países. Para atividades de projeto em equipe, o PEE conta ainda com um seleto time de mentores – profissionais da Embraer tidos como referência técnica em suas áreas de atuação.

 

Imprensa – SEESP
* Informação da Embraer



Poucas categorias profissionais ganharam tanto prestígio na história recente do Brasil quanto os engenheiros. Seja por causa do pré-sal, seja pelas obras da Copa e das Olimpíadas, só se fala que o país precisa de mais engenheiros. Advogados já temos demais, argumentam alguns.

Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que, até 2014, o Brasil vai demandar 90 mil novos engenheiros no mercado de trabalho, somados aos 854 mil inscritos hoje no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Tal número já é considerado praticamente inalcançável, na avaliação da própria CNI.

Com isso, o país importa mão de obra e aumenta os salários de quem já está dentro do mercado. De 2011 para cá, 6 dos 20 cargos que mais tiveram valorização salarial são engenharias, segundo o site de emprego Catho. O salário médio para um profissional na área de petróleo e gás (o site não especifica o nível de conhecimento) passou de 5,6 mil reais para 8,8 mil reais entre um ano e outro, com uma valorização de 55%.

Não se pode dizer que o Brasil não reagiu à demanda nos últimos anos. Entre 2001 e 2010, o número de formandos em Engenharia mais do que duplicou, saindo de 18 mil para mais de 41 mil. Os números de cursos e vagas cresceram de maneira exponencialmente maior que o PIB. Para o Confea, o Brasil começou a responder ao estímulo por desenvolvimento depois da letargia econômica das décadas de 80 e 90.

Mesmo assim, ainda estamos atrás na corrida por tecnologia. Dados do Banco Mundial compilados pelo professor da Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Vanderli de Oliveira, mostram que 27% dos estudantes da Rússia estão matriculados em cursos relacionados à tecnologia, incluindo engenharia, enquanto no Brasil são 9% e, na China, 14%.

Confira três mudanças que o Brasil precisa levar adiante para ficar em dia com os profissionais engenheiros.

1) Educação na base

Desafio: fazer mais gente se interessar por engenharia

Na última edição do PISA, o teste internacional de avaliação da educação, o Brasil não foi bem em ciência e leitura (para ambas as disciplinas ficou na 53ª posição, de um total de 65 países), mas foi um pouquinho pior em matemática (57º). Trata-se de um sintoma de fácil detecção: muitos alunos preferem passar longe dos números.

Embora alguns cursos de engenharia já há alguns anos estejam entre os mais concorridos nas universidades públicas (no vestibular da USP do ano passado, engenharia civil ficou à frente de medicina), quase 40% das vagas ficam ociosas, com concentração nas universidades particulares. Ter mais engenheiros no Brasil significa conseguir que mais alunos não tenham medo - e gostem - de matemática e física.

“O professor morre de medo da matemática porque ele não sabe (o conteúdo). Na pedagogia, todo mundo morre de medo”, afirma o pesquisador em educação Cláudio de Moura Castro, sobre o fato dos professores do ensino básico terem pouca afinidade com ciências exatas.

No caso de professores que se graduaram em matemática, o problema é inverso. “Eles receberam uma formação de matemática avançada, mas nunca ninguém ensinou como se chega em uma sala e ensina fração ou regra de 3”, diz Castro.

2) Evasão

Desafio: quem quiser engenharia, tem que querer ficar até o final

Dos alunos que começam algum curso de engenharia, 43% não o terminam, segundo a Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge). A grande maioria desiste logo nos primeiros dois semestres. Ou seja, dos brasileiros que se dispõem a enfrentar os números, grande parte acaba desistindo no meio da empreitada.

“O sujeito não vem bem preparado, não acompanha e abandona. Ele prefere outros cursos onde teoricamente é mais fácil progredir”, afirma Vanderli de Oliveira, da UFJF e diretor da Abenge.

Terminar com a evasão é um dos principais pontos do programa Pró-Engenharia, traçado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e enviado em 2011 para análise do Ministério da Educação, mas que ainda não saiu do papel. O problema, segundo Vanderli, não é exclusivamente brasileiro e as universidades não podem se furtar de lutar contra este cenário.

“Não adianta colocar a culpa no ensino médio. Temos que recuperar o aluno que chega para que ele não abandone”, afirma o diretor da Abenge.

O especialista Cláudio de Moura Castro ressalta que as universidade de engenharia têm que repensar os próprios currículos, pois ensinam muito mais do que o aluno precisa e não se adaptam a ele. ”Você tem que ajustar a dificuldade do curso ao aluno. Se ele chega no ensino superior, o pior que se pode oferecer é uma matemática que está acima do nível dele. Um problema adicional nosso é que temos uma grande relutância em aceitar que o aluno não sabe quase nada. O ensino brasileiro tem vergonha”, destaca.

O resultado é que a evasão nas públicas gira em torno de 40%, mas nas privadas, onde muitas vagas já estão ociosas, o índice chega a 60%, segundo a Abenge.

3) Engenheiros fora da engenharia

Desafio: quem cursar e concluir engenharia, tem que visualizar carreira na área

Quando a CNI calcula que o Brasil vai precisar de 90 mil engenheiros até 2014, pode não parecer tão difícil, já que a estimativa é de que em 2011 tenham sido formados 47 mil.

“Mas dos que se formam, apenas 2 em cada 7 vão de fato trabalhar com engenharia. Ou seja, eu preciso de muito mais formados. Como serão demandados 90 mil engenheiros, teriam que se formar 321 mil profissionais. Quer dizer, se eu não mudar o cenário atual, vou ter um déficit de 48 mil engenheiros”, afirma Luis Gustavo Delmont, analista de desenvolvimento empresarial do IEL/CNI.

O fato é que o Brasil precisa dos engenheiros para crescer. E os engenheiros só vão se interessar pelo Brasil se o país crescer. Dados compilados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em 2010 mostram que a demanda por engenheiros no país aumenta 7% se o PIB brasileiro subir 3%. Quando a economia cresce 7%, a procura por engenheiros aumenta 13%.

A dúvida é: quanto o Brasil vai continuar crescendo?


Imprensa - SEESP
* Texto do repórter 
Marcos Frates para a revista Exame



 

Mais do que uma comemoração, o Dia Estadual dos Engenheiros de Segurança do Trabalho (27 de julho) foi um momento de reflexão desses profissionais e de outros que integram o Seesmt (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho em Medicina do Trabalho). Eles estiveram presentes no evento realizado na sede do SEESP, na Capital, além de pós-graduandos nessa disciplina da Unip (Universidade Paulista). A data foi instituída pela Lei 14.818, de 26 de junho de 2012. Participaram do evento Celso Atienza, vice-presidente do SEESP; Leonídio Francisco Ribeiro Filho, professor e coordenador do curso de pós-graduação de Engenharia de Segurança do Trabalho da Unip; Marcos Antonio de Almeida Ribeiro, presidente do Sintesp (Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado de São Paulo); Marcelo Azevedo, presidente da Aeest-SP (Associação dos Ex-alunos de Engenharia de Segurança do Trabalho da Unip); e do candidato a vereador Gilberto Kfouri (PSOL). 

Ao iniciar, Atienza informou que a Lei 7.410, de 27 de novembro de 1985, que criou as categorias dos engenheiros e técnicos de segurança do trabalho, com apoio do general Luis Faro e do doutor Jorge Maluly Neto, foi regulamentada pelo Decreto-lei 92.530, de 1986. “Tivemos muitas vitórias, mas nada sem luta e sem muito esforço”, disse. E acrescentou: “Isso vai continuar, porque a engenharia de segurança se caracteriza pela persistência e pela vontade que os profissionais têm de fazer valer a preservação da integridade física do trabalhador.” Segundo ele, “conseguimos criar as Câmaras de Engenharia de Segurança do Trabalho e hoje há um movimento de oposição do atual presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) querendo eliminá-las no Brasil”.

Outra frente de luta é instituir a Coordenadoria de Engenharia de Segurança do Trabalho e Fiscalização dos Projetos e Obras de Infraestrutura junto às Secretarias do Estado de São Paulo, objeto do Projeto de Lei nº 38/2012, de autoria do deputado Carlos Giannazi (PSOL) – também responsável pelo PL que deu origem à Lei 14.818/2012. O parlamentar afirmou: “Nossa luta é para que esse profissional seja valorizado e contratado nas organizações públicas e privadas, o que é fundamental. Vamos salvar muitas vidas com sua atuação”, acredita. 

Mudar o Capítulo 5º da Consolidação das Leis do Trabalho, que trata da Segurança e Medicina do Trabalho, é outra ação que exigirá mobilização da sociedade e no Legislativo Federal e da sociedade, ressalta Atienza. O deputado estadual colocou a bancada na Câmara dos Deputados e no Senado à disposição. Na opinião de Ribeiro Filho, é essencial que haja valorização do Seesmt e de seus profissionais e a reformulação dos cursos de engenharia de segurança do trabalho, com maior carga horária e conteúdo que atenda a necessidade do mercado. O presidente do Sintesp concorda que os profissionais têm que se qualificar, buscar conhecimento, unir-se aos demais que atuam nesse serviço e fazer com que a sociedade conheça o papel de cada um deles. 

 

Lourdes Silva
Imprensa - SEESP



Reunidos em Assembleias Gerais Extraordinárias nos dias 25 e 26 de julho, respectivamente na sede da empresa em Barueri e em Bauru, os engenheiros aprovaram, por unanimidade, a proposta final da AES Tietê para o Acordo Coletivo de Trabalho 2012/2014.

Já os engenheiros da CET-SP estão convocados para assembleia geral extraordinária nesta quarta-feira (1º/08), às 18h30, em primeira convocação, e às 19h, em segunda, no CMTC Clube, na avenida Cruzeiro do Sul, 808 (próximo ao Shopping D e à estação Armênia do Metrô), em pauta: avaliação da campanha salarial 2012 e discussão e deliberação sobre os próximos passos da campanha salarial.

 

Imprensa - SEESP



Foi no dia 19 último. Depois de muita discussão entre os representantes da empresa e do SEESP ficou garantido aos engenheiros o pagamento da PLR (participação nos lucros e resultados) da seguinte forma: 1,5% sobre o resultado de serviço e desse valor apurado serão distribuídos 5,477% entre os engenheiros de forma proporcional ao salário de cada um deles; se houver aumento no quadro de engenheiros ativos da empresa, o percentual acima descrito será acrescido proporcionalmente à variação positiva do quadro.

O valor da PLR será formado a partir dos indicadores: observações de segurança: 11.577; DEC (Duração Equivalente por Cliente), o que significa “duração de interrupção de energia” em 9h28; disponibilidade da Central de Atendimento ao Cliente: 93%. Para apuração desses itens, fica definida a metodologia de compensação entre as metas.

 

Imprensa – SEESP
* Informação da Ação Sindical/SEESP



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