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Cerca de 400 engenheiros aprovaram, em Assembleia Geral Extraordinária, a retomada da proposta da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP), reunida no Projeto de Lei (PL) 305/15. Entre os pontos acordados está o estabelecimento de carreira própria para engenheiros (também arquitetos) e 8,5 salários mínimos aos iniciantes, o que equipara os rendimentos da categoria com a Lei Salarial 4.950-A, de 22 de abril de 1966, que determina o piso de nove salários mínimos para jornada de 40 horas semanais. Trata-se de uma bandeira histórica do SEESP.


Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESPvotacao assembleia 14-10-15 600 largVotação favorável a retomada do PL 305/15 vence


A assembleia ocorreu no início da tarde de quarta-feira (14/10), no auditório do sindicato, na Bela Vista, em São Paulo (SP). Os presentes se dividiram em dois grupos: os que eram a favor da retomada do PL na Câmara e os contrários ao PL. Após as diversas explanações e defesas de suas posições, foi realizada uma votação sobre a aceitação dos termos atuais propostos pelo Executivo municipal. Durante a votação, arquitetos que estavam presentes foram retirados do local para que não houvesse dúvidas quanto ao resultado.


Apesar de pontos discordantes do PL, como a conversão do salário por rendimentos em subsídio, que retira conquistas históricas do servidor público como as gratificações por tempo como quinquênio (a cada cinco anos) e sexta parte (a cada 20 anos), o assessor do sindicato Carlos Hannickel faz uma avaliação positiva, enfatizando os avanços obtidos após dois anos e meio de mobilização e a importância do despertar dos servidores na defesa de seus direitos.

“Vou ser repetitivo, mas faço questão de repetir isso sempre que possível por ser o mais importante: somos agora uma categoria que se organiza e luta por seus interesses. Reitero o orgulho que temos de representá-los nas negociações. Foi graças a essa mobiliação que conquistamos carreira própria, piso salarial e reposição de perdas que alcança parcelas significativas da categoria”, declarou Hannickel durante a assembleia.

A decisão de convocar uma nova assembleia e colocar o PL em votação veio logo após diversas tentantivas do SEESP em alterar o texto do PL tanto em mesa de negociação quanto em reuniões realizadas com interlocutores do governo, que nesta semana afirmou que não avançará mais nas negociações, alegando que a prefeitura chegou ao limite financeiro possível e não dispõe de margem para concessões, sob risco de comprometimento do orçamento municipal.

Ao final da assembleia, Hannickel lembrou dos esforços dos servidores em pressionar o governo Fernando Haddad a recuar sobre a proposta da remuneração por subsídio e conceder reajustes também aos mais experientes. “É incontestável que o sindicato sempre buscou negociar tudo, no limite do possível, defendendo a remuneração por vencimentos e contrário ao subsídio, para atender a todos. Não gostaríamos de aprovar o subsídio. Mas, a categoria não suporta mais a pressão do arrocho salarial e vimos, na própria assembleia, pessoas que vêm lutando há muito tempo contra esse PL , votando a favor do subsídio para ter um alívio a curto prazo”, observou o assessor do sindicato, lembrando que ao retornar à Câmara dos Vereadores, deverão ser feitas alterações.

assembleia 14-10-15 600 LargMesa da assembleia composta por delegados sindicais do SEESP Deodoro Vaz, Carlos Eduardo Lacerda, Sergio Souza e Frederico Okabayashi (da esquerda para a direita). No centro, o assessor do sindicato Carlos Hannickel.


“É preciso corrigir eventuais distorções que ainda estão no texto e cobrar do governo sobre os pontos que ele se comprometeu. É ponto pacífico, por exemplo, que a nomenclatura das carreiras deve ser Engenheiro e Arquiteto e não analista como está no PL”, completou.


Os delegados do SEESP na PMSP estimam que 314 dos cerca de 1400 engenheiros e arquitetos na ativa deverão ficar sem reajuste com a proposta atual do prefeito. “O governo Haddad não cumpriu a promessa de campanha feita neste sindicato. Não buscou conciliar e valorizar 100% a carreira. Em nenhum momento ele fez isso. E até tentou dividir a categoria”, exclamou o delegado sindical Sergio Souza, que também falou da importância do movimento criado pelas duas categorias.

“Muitos aqui jamais estiveram em tão boa companhia. Muitos engenheiros estão, hoje, junto com outros engenheiros que nunca tinham conhecido e nunca tinha reconhecido os seus rostos, porque cada um ficava no seu quadrado e não reconhecia o trabalho do colega”, recordou Souza.

Todos os delegados sindicais presentes à mesa da assembleia reforçaram que esta campanha salarial é “só o começo de uma grande caminhada” tendo em vista o sucateamento das carreiras ao longo das últimas administrações. Desde 2007, não há reposição da inflação – cujas perdas ultrapassam os 60% - por conta, entre outros motivos, do estabelecimento da Lei Salarial 13.303/02, que permite ao Executivo reajustar os salários muito abaixo da inflação – em 0,01%.

Reconhecimento nacional
Durante o IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse) a luta dos engenheiros municipais de São Paulo foi lembrada. O assessor Carlos Hanickel contou aos presentes sua impressão sobre a percepção do movimento, nos outros estados. “Muitos dos companheiros de outros estados, presentes em Campo Grande, comentaram sobre o nosso movimento aqui em São Paulo. Eles nos acompanham com muita atenção. Tudo o que nós conquistamos e avançamos aqui demonstram a unidade da engenharia necessária para superar os obstáculos”, disse.


Deborah Moreira
Imprensa SEESP






A luta dos engenheiros da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) é destaque no JE na TV desta semana, que entrevista os servidores Carlos Eduardo de Lacerda e Silva e Frederico Okabayashi, delegados sindicais do SEESP no serviço público municipal.

Murilo Pinheiro, presidente do SEESP e também da FNE, falou em sua coluna semanal “No Ponto” sobre a importância do Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), que está em sua nona edição e termina nesta quarta-feira (7/10), em Campo Grande (MS).

Na reportagem da semana, a mobilização da Baixada Santista para impedir o desemprego na região.

O programa vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.


Assista ao programa na íntegra, abaixo:





Imprensa SEESP





Engenheiros da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) fazem uma grande manifestação na quarta-feira (23/9), em frente ao gabinete do prefeito, no viaduto do Chá. A concentração será a partir das 12h, em frente ao Teatro Municipal. Os delegados sindicais orientam que todos devem ir vestidos de preto como forma de fortalecer a unidade na luta.


Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
Engenheiros PMSP 600 larg



Por volta das 13h, os servidores seguirão em passeata à sede do Executivo com objetivo de “sensibilizar” o prefeito Fernando Haddad a retomar as negociações do Projeto de Lei da Carreira Própria de Engenheiros e Arquitetos Municipais, lembrando que, desde a retirada do PL 305/15 da Câmara, não houve manifestação do governo, contrariando o que ele mesmo havia afirmado de negociar com os sindicatos uma nova versão do projeto.

"No dia 23, o nosso compromisso é com o resgate da nossa dignidade enquanto servidores municipais valorizados. Nada é mais importante que a nossa presença e participação no movimento que precisamos para romper a barreira da intransigência do Executivo. Discuta com os seus colegas de área e mobilizem a todos para estarmos na rua, indistintamente, unidos e solidários em torno de nossas bandeiras", diz um informe dos delegados sindicais do SEESP na PMSP.

Nesse sentido, é fundamental a presença de todos para demonstrar ao prefeito a indignação e revolta com o tratamento que tem sido dispensado às nossas reivindicações. Vamos aumentar a pressão que fizemos na audiência pública na Câmara Municipal, onde 600 engenheiros e arquitetos marcaram presença e exigiram respeito profissional e remuneração digna para suas carreiras.


Imprensa SEESP





O prefeito Fernando Haddad retirou o PL 305/15 da Câmara Municipal, de sua autoria, cuja segunda votação estava prevista para ocorrer nesta terça-feira (8/9), conforme deliberado pelos vereadores na última reunião do Colégio de Líderes. Diante da inusitada atitude do Executivo, sem qualquer comunicação prévia, e da brusca interrupção do processo que trata da carreira de engenheiros e arquitetos municipais, bem como impedindo a apresentação de um PL substitutivo, o SEESP convoca a todos para uma Assembleia Geral Extraordinária hoje (8), às 12h30 (2ª convocação), no auditório da sede do sindicato.

Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
IMG 7308 editadaEngenheiros e arquitetos participam em peso da audiência pública ocorrida em 19 de agosto último, na Câmara


O PL 305 que instituia a carreira própria para engenheiros e arquitetos estava sendo alvo de muitas críticas tanto por parte dos servidores, quanto pelos vereadores. Em audiência pública ocorrida em 19 de agosto último, que discutiu o teor do PL, as duas categorias deixaram claro que o texto era ruim porque mantinha antigas propostas feitas pelo Executivo, já rejeitadas anteriormente, como a remuneração por subsídio, que congela os salários já que o piso e todas as gratificações que compõem a remuneração do servidor são somados, tornando-se um valor único. Uma vez somados, os trabalhadores serão obrigados a abrir mão de futuras gratificações, que atualmente são pagas por tempo de serviço ou cargo exercido.

Em 2014, o Executivo aceitou retirar do PL 312/14, que propunha o subsídio para todos os servidores, os engenheiros e arquitetos com o compromiss de enviar novo projeto de lei com carreira própria. No entanto, ao enviar o novo texto, enviou a mesma proposta do subsídio. Diante disso, um conjunto de vereadores preparava um texto substitutivo que seria apresentado no lugar do texto enviado pelo prefeito. Só que a retirada do PL 305 da Câmara acaba impedindo a apresentação do substitutivo e também interrompendo todo o processo.

Na pauta da assembleia, os encaminhamentos necessários diante dessa nova e grave situação. Cabe ressaltar que o SEESP sempre priorizou a negociação, buscando sempre o melhor acordo para os engenheiros. Todavia, o Executivo, em meados de junho, interrompeu as conversações e enviou o PL à Câmara. Da mesma forma, agora interrompe o seu trâmite naquela Casa, sem apontar qualquer perspectiva para solução da carreira desses profissionais, criando clima de insegurança no corpo técnico do município. Não vamos tolerar passivamente esse tipo de tratamento, que fere o princípio básico e democrático das negociações salariais.

Os delegados do SEESP estão em busca de informações e detalhes que nos esclareçam sobre esse ato do prefeito, uma vez que os entendimentos entre ele e o vereador Nelo Rodolfo (PMDB) encontravam-se em estágio avançado e promissor, conforme diversas vezes nos foi relatado pelo próprio vereador. Trataremos de todas essas questões em nossa assembleia.

Assembleia Geral Extraordinária
Data: 8 de setembro de 2015 (terça-feira)
Horário: 12h (1ª convocação) – 12h30 (2ª convocação)
Local: Auditório do SEESP
Local: Rua Genebra, 25 – 1º andar – Bela Vista – São Paulo/SP
Pauta: Informações, discussão e deliberação sobre os encaminhamentos que daremos ao nosso movimento com a retirada, pelo Executivo, do PL 305/15 junto à Câmara Municipal.



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Em acordo firmado pelos vereadores no Colégio de Líderes, na terça-feira (1º/9), ficou estabelecido que a segunda votação do projeto de lei (PL) 305/15 será na terça-feira (8). Na mesma oportunidade deverá ser votado o projeto substitutivo, a ser encaminhado pelo vereador Nelo Rodolfo (PMDB), que conta, até o momento, com 43 assinaturas de vereadores em apoio a nossa luta. Haverá concentração às 12h em frente ao SEESP, que fica próximo à Câmara Municipal.

 

Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
audiencia publica 19 de agostoAudiência pública ocorrida em 19 de agosto último, na Câmara, reuniu centenas de servidores


De acordo com os delegados sindicais do SEESP na Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP), a mobilização massiva da categoria junto aos vereadores, mostrando os erros e "injustiças" do PL proposto pelo Executivo, foi fundamental para sensibilizá-los e tê-los empenhados "em mudar uma proposta perversa e punitiva, sobretudo para os servidores mais antigos."

No dia 8 de setembro, o SEESP convida a todos os servidores a realizarem a maior de todas as mobilizações para mostrar determinação em  termos um plano de carreira digno e que reflita o respeito profissional que engenheiros e arquitetos merecem. A luta já assegurou avanços significativos, todavia não existe vitória se ela não abranger a todos. Portanto, o compromisso é lotar o plenário da Câmara Municipal em apoio aos vereadores comprometidos com as nossas reivindicações.

Concentração no SEESP rumo à Câmara Municipal
Data: 8 de setembro de 2015 (terça-feira) – Horário: 12h
Local: Rua Genebra, 25 – Bela Vista – São Paulo/SP

 

 



Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





Cerca de 400 pessoas compareceram a Audiência Pública no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo que discutiu o projeto de lei (PL) 305/15, do Executivo, que institui as carreiras de engenheiro e arquiteto do município. Por falta de espaço, outras 200 permaneceram do lado de fora da Casa, de acordo com estimativa dos delegados sindicais do SEESP da prefeitura, presentes na atividade.


Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
audiencia publica PMSP


Proposta pela Comissão de Constituição e Justiça, a audiência foi marcada por manifestações contrárias ao PL que, ao contrário do que o governo havia se comprometido anteriormente, mantêm os servidores públicos em regime de subsídio. Todos os nove servidores que puderam falar, como profissionais ou como entidades, fizeram críticas ao projeto e, a grande maioria, a forma de remuneração proposta, por subsídio, que congela os salários uma vez que o piso e todas as gratificações que compõem a remuneração do servidor são somados, tornando-se um valor único. Uma vez somados, os trabalhadores serão obrigados a abrir mão de futuras gratificações, que atualmente são pagas por tempo de serviço ou cargo exercido.

Em 2014, o Executivo aceitou retirar do PL 312/14, que propunha o subsídio para todos os servidores, os engenheiros e arquitetos com o compromisso de enviar novo projeto de lei com carreira própria.

“Mandaram a mesma proposta do ano passado, por subsídio, com um texto cheio de vícios, erros e equívocos. A posição da categoria ficou clara de manter a remuneração por vencimentos.  Entendemos que a Casa recebeu muito bem essa manifestação. Precisamos mudar isso. E já que é pra mudar, vamos exigir a remuneração por vencimentos”, declarou ao final da audiência o engenheiro Sergio Souza, delegado sindical do SEESP.

“Eu acho que não houve tempo suficiente para debatermos com profundidade a questão da forma como merece. Mas do ponto de vista da participação da categoria, foi ótimo. Ficou de forma inequívoca a posição nossa sobre o PL”, completou Carlos Hanickel, assessor do SEESP também presente.

O vereador Aníbal de Freitas (PSDB), que compôs a mesa, lembrou que outras categorias já foram contempladas com projetos aprovados na Câmara e questionou qual o porquê de os engenheiros e arquitetos ainda não. “Existe muita discrepância nesse projeto. Sou engenheiro de carreira e eu gostaria que houvesse uma sensibilidade muito grande do executivo porque os vereadores terão. Querem defender. Não tem um vereador que é contra”, disse o vereador sob uma salva de palmas.

Quem também foi bastante aplaudido foi o vereador Nelo Rodolfo (PMDB) ao lembrar que o governo se comprometeu com os servidores de enviar um plano “resgatando cada engenheiro e cada arquiteto da cidade”.

“O Executivo mandou o mesmo plano colocando engenheiros e arquitetos no subsídio. Nós não vamos votar isso. Os líderes da Câmara vão votar o projeto que foi combinado com o governo. Engenheiro tem que ser engenheiro e arquiteto tem que ser arquiteto”, exclamou Rodolfo, referindo-se à classificação dos profissionais como “Analista de Desenvolvimento Urbano”. O parlamentar do PMDB propôs enviar um texto substitutivo para o Executivo, caso ele não o faça.

Participação
Durante a atividade, que duro uma hora, diversas falas emocionadas se sucederam, como de Taisa Endrigue, que há 9 anos atua como arquiteta do município, e lembrou que há menos de dois meses a Casa aprovou a valorização da carreira dos Auditores Fiscais com remuneração a partir de vencimentos, acatando, portanto, “a premissa de que para se ter uma carreira capaz de manter seus melhores profissionais no quadro da prefeitura precisa contemplar uma forma de remuneração que estimule a produção e seja baseada no mérito”. A servidora lembrou da notícia divulgada no site da Câmara que alguns vereadores declararam que essa remuneração por mérito deveria ser estendida às demais carreiras da prefeitura.

“Menos de dois meses depois estamos aqui, engenheiros e arquitetos, diante de uma proposta de subsídio que retira todos os itens de mérito da nossa remuneração. Como a gratificação de produtividade, os cargos incorporados, difíceis, quinquênios e a sexta parte. Igualando situações completamente desiguais. Sofri muito para incorporar o cargo que eu tenho com 9 anos de prefeitura. E agora eles vão me tirar”, declarou a arquiteta, emocionada, sendo bastante aplaudida de pé por todos os presentes.

Ela aproveitou para mandar um recado direto ao líder do governo, o vereador Arselino Tatto (PT), na mesa, lembrando que na mesma matéria da Câmara, Tatto diz que, ao aprovar o PL dos auditores com uma carreira valorizada como a deles, quem ganha é a administração e a população. “Acredito que o mesmo vale para nós engenheiros e arquitetos, não”, indagou ela.

O engenheiro Paulo Simardi elencou os benefícios do pagamento por rendimentos, quando comparado ao subsídio, se dirigindo ao secretário de Finanças municipal, Valter Correia, que estava na mesa.

De acordo com relato de Simardi, que se aposentou em 2014 após 35 anos de carreira como concursado, e mais cinco como comissionado, o rendimento por vencimento premia o mérito e a experiência acumulada do servidor além do tempo dedicado ao serviço público, uma vez que permite o pagamento de gratificações, que são uma conquista dos servidores, para engeheiros e arquitetos com atuações diferenciadas relativas à natureza e ao local de trabalho, como por exemplo os plantões e locais distantes. Permite, ainda, gratificação por resultados de desempenho, produtividade e conquista de metas. Incentiva o aprimoramento técnico de profissionais a partir de cursos específicos. Promove ganho adicional independente das políticas publicas de cada governo. Com os adicionais por tempo de serviço, conhecidos como qüinquênios (a cada cinco anos) e sexta parte (a cada 20 anos) conquistados por mérito e tempo de serviço e permite a paridade entre ativos, inativos e pensionistas. Torna os concurso de acesso mais disputados, selecionando e mantendo nos seus quadros profissionais mais preparados que enxergam a visão de beneficio a longo prazo, o que faz com que a prefeitura não os perca para a iniciativa privada ou para outros órgãos de administração publica que tem seus vencimentos como forma de remuneração.

Paulo Simardi esclareceu, ainda, que nada disso pode ser implementado com subsídio que para ele deve ser pago "para função temporária e não se conaduna com funcionário que muitas vezes dedica toda a sua vida ao funcionalismo publico". "Se o sistema de remuneração fosse tão bom porque tantas categorias no Brasil, incluindo a magistratura, do Ministério Público estão lutando para reestabelecer as parcelas de adicionais por tempo de serviço, que o sistema de remuneração de rendimentos garante", declarou, lembrando de categorias que perderam anteriormente suas gratificações com a adoção do subsídio.

"Caso o subsídio seja implantado hoje, despertaria na maior parcela da nossa categoria um profundo sentimento de frustração e derrota. Que seria em pouco tempo incorporado naqueles que hoje nãos e dão conta do engodo que são vítimas" lamentou.

Pouco antes do encerramento, o secretário tomou a palavra para deixar claro que
, com relação à mudança da nomenclatura da carreira e outros pontos, é possível alterações, mas reafirmou o posicionamento do prefeito Fernando Haddad, de manter a remuneração por subsídio "que é uma realidade e veio pra ficar na Prefeitura de São Paulo. "Isso será feito para todas as carreiras", enfatizou.

Deborah Moreira
Imprensa SEESP






Acontece na quarta-feira (19/8). das 13h às 14h, a Audiência Pública sobre o Projeto de Lei 305/15, do Executivo,  que institui a carreira própria para engenheiros e arquitetos da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP). A audiência será no Salão Nobre da Câmara Municipal, 8º andar. Os servidores irão se concentrar a partir das 11h na sede do SEESP.

 

AUDIENCIA PUBLICA 19 DE AGOSTO 600 LARG



"Vamos dar uma grande manifestação de força e determinação na luta por uma carreira própria que nos respeite enquanto profissionais e nos remunere de forma digna e adequada", diz um comunicado dos delegados sindicais do SEESP da prefeitura.

Entre os pontos a serem debatidos na audiência estão: remuneração por vencimentos; paridade, integralidade e temporalidade para servidores ativos e inativos; migração das carreiras atualmente existentes (EA, QPDU, EDU) para a nova carreira por tempo efetivo de exercício; e nomenclatura dos cargos e atribuições de acordo com a legislação federal (Confea/Crea/CAU).

Serviço:
Audiência Pública do PL 305/15
Das 13h às 14h no Salão Nobre da Câmara Municipal

Concentração no SEESP: às 11h
Local: Rua Genebra, 25, Bela Vista – São Paulo/SP


Imprensa SEESP






Cerca de 120 engenheiros e arquitetos da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) se mobilizaram para acompanhar o Colégio de Líderes da Câmara Municipal e, posteriormente, as votações em plenário, nesta terça-feira (4/8). Os servidores pedem urgência aos vereadores nas discussões e ajustes que ainda precisam ser feitos no Projeto de Lei 305, do Executivo, que institui a carreira das categorias no serviço público municipal, ainda no mês e agosto.

Fotos: Deborah Moreira
no plenarioMetade do plenário foi ocupado nesta terça (4) por engenheiros e arquitetos

 

“Estamos aqui para pedir, mais uma vez, que os senhores nos dêem espaço, novamente, neste mês de agosto, e que a gente consiga, ainda neste mês, encerrar essa discussão porque ninguém consegue mais suportar mais (a situação), nem o Executivo, nem seus servidores. Pedimos espaço para que possamos explicar os pontos ainda divergentes que demandam ajustes para beneficiar a carreira como um todo”, ressaltou a engenheira Denise Lopes Souza, da secretaria municipal de Habitação, e colaboradora do sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP)

Denise Lopes representou o SEESP durante a reunião das lideranças da Casa, que concederam um tempo para os servidores explanarem a situação. “É urgente que se faça a discussão sobre o PL porque ele não foi debatido na íntegra. Infelizmente, foi encaminhado sem a discussão de seus itens, da sua forma. Somente foram tratados com o Executivo os valores”, completou a engenheira, lembrando que o teor do PL só foi conhecido depois de sua publicação pela Câmara, depois de ser encaminhado pelo Executivo.

Ela lembrou, ainda, que muitos de seus colegas mais experientes “ainda estão prejudicados” de acordo com o texto apresentado. De acordo com a proposta feita pelo prefeito Fernando Haddad, os profissionais mais experientes, já no final da carreira, também deverão regredir na carreira, retornando ao meio do caminho da nova carreira proposta.

Outro ponto colocado pela servidora foi a forma de remuneração proposta, por subsídio, que “não é compatível com a carreira (dos engenheiros e arquitetos) que gera receitas e viabiliza investimentos públicos para o beneficio direto da população”. Ou seja, o subsídio impossibilita a implementação de mecanismos de gratificação intrínsecos à atuação desses profissionais, cujas atividades estão diretamente relacionadas à produtividade e metas.


denise no colegio de lideresA engenheira Denise Lopes fala durante Colégio e Líderes da Câmara, na terça (4)


O pagamento por subsídio, que o governo insiste em oferecer em sua proposta aos engenheiros e arquitetos, já foi rejeitado anteriormente quando na ocasião do PL 312/14, que acabou sendo aprovado para uma boa parte do funcionalismo municipal. De acordo com avaliação dos delegados sindicais do SEESP, o subsídio é ruim porque incorpora todas as gratificações em um primeiro momento. Mas, as futuras gratificações  – que são conquistas da categoria – são extintas. Além disso, desconsidera as especificidades das diferentes atribuições profissionais, nivelando todos os profissionais em um mesmo patamar.

Outros pontos negativos do texto, apontados pelo SEESP, são: denominação dos servidores como Analistas de Desenvolvimento Urbano e não como engenheiros e arquitetos;   Não define as atribuições específicas dos profissionais e indica que será regulamentado por decreto específico – o que não é possível, já que é preciso que as atribuições conferidas a cada trabalhador devem vir antes; define prazo para opção de migração para a nova carreira inferior ao prazo de sua regulamentação.

Se por um lado há o fato positivo de valorização dos que estão em início de carreira, respeitando o piso salarial para engenheiro e arquiteto, de outro, há críticas em relação aos salários já estabelecidos para 2016, sem levar em conta as perdas inflacionárias do próximo ano.

Ao encerrar a reunião, ao final, o presidente da Câmara, o vereador Antonio Donato (PT), lembrou que esse foi um projeto muito debatido pela casa, muitos lideres se empenharam para que o Executivo enviasse para a casa. E certamente nesse calendário que vamos definir haverá um espaço especial para o debate do projeto dos engenheiros.


Deborah Moreira
Imprensa SEESP










Durante a reunião da diretoria plena do SEESP, de 25 de junho, engenheiros e arquitetos da Prefeitura de São Paulo foram homenageados por conta da campanha de doação de sangue realizada no dia 12 último. Emocionados, os servidores agradeceram o apoio e lembraram a situação precária dos servidores municipais.


 


Fotos: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
homenagem 1


De acordo com o delegado sindical Sergio Souza, que compôs a mesa, a mais recente ação do grupo beneficiou pelo menos 230 pessoas atendidas pelo hemocentro do Hospital São Paulo.

Souza agradeceu ao presidente do sindicato, Murilo Celso de Campos Pinheiro, pelo apoio e em especial ao assessor Carlos Hanickel, que “sempre nos apoiou de forma incondicional nas passeatas, greves, mobilizações, nas faixas, na condução política”.

Ele exaltou a união das duas categorias que vêm desde o início da atual gestão realizando uma séria de mobilizações pela valorização das carreiras e pela recomposição salarial

“Pela primeira vez essa união está acontecendo dentro do município de São Paulo. Efetivamente, somos vencedores, doamos o sangue pela categoria e depois doamos sangue para no mínimo 230 pessoas. Estão todos de parabéns, foi emocionante todo aquele dia e nos dias posteriores quando outros ainda foram até o Hospital São Paulo", exclamou Souza.

O presidente do SEESP lamentou a defasagem salarial e o texto do projeto de lei enviado pelo executivo municipal, que “precisa de ajustes”. Para ele, é inadmissível que um profissional com 25 anos, 30 anos de carreira volte ao meio da carreira, como está proposto na tabela do PL. ´”É preciso classificar os cargos como engenheiro e arquiteto”, afirmou.

O vereador Eliseu Gabriel (PSB), presente na mesa feita especialmente para a cerimônia, lembrou da vitória dos servidores de serem retirados da lei que instituiu a remuneração por subsídio para boa parte do funcionalismo e de terem um projeto próprio de carreira, e fez coro com Pinheiro: “Alguns de nós (vereadores) batemos o pé que não votaríamos alguns projetos enquanto não chegasse o projeto de vocês. E assim fizemos. Agora, temos a obrigação e dever de colocar o título de engenheiro (e arquiteto) no texto para não virar uma bagunça. Os engenheiros têm um papel decisivo nesta prefeitura”, destacou Gabriel.


homenagem 2

Outro vereador presente que lembrou a luta das categorias nas galerias da Câmara foi Mario Covas Neto (PSDB). “A pressão com os vereadores é fundamental. Quando há movimentação nas galerias as mudanças acontecem”, declarou Mario Covas Neto, que destacou a doação de sangue. “Foi um gesto bonito esse da doação de sangue. Quem sabe a prefeitura se sensibilize e doe um pouco mais a vocês”, completou.

Adilson Amadeu (PTB) lembrou que a prefeitura tem beneficiado algumas categorias em detrimento de outras. “Eu sempre defendi e defendo que os auditores (fiscais) devem esperar um pouco para que os engenheiros possam ter sua carreira valorizada. Por que eles foram muito privilegiados na administração passada e agora vêm galopando para ter muito mais e os senhores ficaram para trás”, recordou Amadeu.

Depoimentos
Além das manifestações de apoio e agradecimento da mesa, alguns servidores na plateia também falaram. Com os olhos marejados, a arquiteta Taisa da Costa Endrigue,35 anos, fez questão de demonstrar sua gratidão pelo apoio recebido do sindicato e dos vereadores: “Tenho 9 anos de prefeitura e ainda sou considerada inicial de carreira e estou tendo grande prejuízo com esse PL do Executivo. Então, não são somente os iniciais que são privilegiados com esse PL. Também serei prejudicada”.

O engenheiro civil Gilberto Coelho Hardagh, 59, lamentou que depois de 35 anos de dedicação não vai evoluir em nada na carreira. “Após sete anos sem reajuste salarial me deparo com essa proposta que me mantém no mesmo lugar. É isso que me resta?”, indagou Coelho.

Ele lembrou que além dos filhos, esposas e maridos, os trabalhadores têm ainda despesas altas com os pais, que são idosos: “Os remédios são caros e a administração não oferece assistência médica. Enfim, a situação é crítica”.

Claudio de Campos, 47, há nove anos é arquiteto concursado. Atualmente na Secretaria de Coordenação das subprefeituras, lembrou que a grande preocupação das categorias é poder assumir efetivamente “a função dos servidores, que é melhorar a vida das pessoas do ponto de vista do desenvolvimento urbano”. “Mas para que a gente possa fazer isso com tranquilidade precisamos suprir as nossas vidas, das nossas famílias. Temos que ter condições financeiras para oferecer a população o nosso melhor desempenho”, indignou-se.


homenagem 3

 

Após ouvir os relatos, o presidente do SEESP fez questão de encerrar a homenagem com uma fala contundente, lamentando a tristeza e a indignação dos servidores presentes. “Não poderíamos de forma nenhuma escutar isso. O engenheiro não pode ser colocado dessa forma. Não podemos conduzir a maior cidade do País e uma das maiores do mundo com essa fala (situação). Essa fala é muito difícil para nós”, declarou.

 

Confira os depoimentos em vídeo:

         



Deborah Moreira
Imprensa SEESP





Nesta edição, o cônsul dos Países Baixos em São Paulo, Rogier Van Tooren, fala sobre os recursos hídricos em seu país. Na coluna semanal “No Ponto”, Murilo Pinheiro fala das implicações da elevação da taxa selic. Na reportagem, a luta dos engenheiros e arquitetos da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) que neste mês de junho realizaram uma vitoriosa campanha de doação de sangue. O objetivo foi estimular outras pessoas a fazerem o mesmo neste período de frio, quando diminui muito o número de doadores, além de chamar a atenção para a situação das duas categorias no serviço público do município.

Tudo isso e muito mais você confere no programa que vai ao ar, às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet  no mesmo dia e horário neste link. O programa é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.



Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

A reunião mensal de diretoria Plena do SEESP homenageará os engenheiros e arquitetos da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) que no último dia 12 de junho realizaram uma campanha de doação de sangue que mobilizou cerca de 100 servidores. O evento ocorrerá nesta quinta-feira (25/6), às 14h, no Auditório do sindicato. Um dos temas que deverão ser apontados durante a cerimônia é a chegada à Câmara do projeto de lei 305/2015, do prefeito Fernando Haddad, que não atende às reivindicações dos trabalhadores.


Foto: Deborah Moreira
engenheiros PMSP red
Durante campanha de doação de sangue, engenheiros e arquitetos fazem ação no semáforo para atrair motoristas para hemocentro



Além da presença maciça da categoria, também estarão presentes vereadores que apoiam a Campanha Salarial 2015 dos servidores municipais, como Juliana Cardoso (PT), Adilson Amadeu (PTB), Nelo Rodolfo (PMDB), Eliseu Gabriel (PSB), Police Neto (PSD),entre outros.

PL da carreira única chega à Câmara
O projeto de lei do Executivo Municipal que instituí a carreira própria para engenheiros e arquitetos da PMSP e estabelece novos rendimentos e plano de carreira chegou à Câmara dos Vereadores na segunda-feira (22). A informação foi confirmada pelos delegados sindicais do SEESP na prefeitura, que fizeram uma análise preliminar do texto. “O executivo nos traiu ao não apresentar o escopo do projeto, onde passamos a ser denominados ‘analistas’ e não como engenheiros e arquitetos como sempre preconizaram , inclusive, nas referências da tabela com valores que não valorizam os mais experientes”, declara o engenheiro Sérgio Souza, delegado sindical.

Com isso, abre-se uma brecha para a inclusão de outras categorias técnicas nas funções de engenheiro e arquiteto.

Uma das críticas mais contundentes à proposta inicial discutida em algumas mesas de negociação (sem avanços concretos) é a proposta de remuneração por subsídio com 17 níveis auferindo perdas perenes de até 61 % aos aposentados, e a não valorização dos ativos mais experientes na administração pública, obrigando-os a trabalharem mais seis anos para alcançarem o final de carreira. “Não existirá nenhum colega que alcançará os valores preconizados no nível 17 ate o ano de 2021”, lamenta Souza.

Ainda de acordo com os representantes do sindicato, a tabela proposta no PL, denominado 305/2015, deixa sem reposição salarial cerca de 400 colegas. “Ao fazer isto perenizaram perdas de até 61% referentes ao período de maio de 2007 a maio de 2015”, continua a análise dos delegados sindicais.

Outro ponto observado no texto é que não foi mantida a retroatividade ao ano de 2014 ou, ao menos, de janeiro deste ano conforme havíamos solicitado. “Pior, postergaram para julho de 2015 a data-base”.

Na avaliação do SEESP, o PL só deve ser votado em agosto, após o recesso parlamentar. Até lá, um grupo de servidores está marcando presença no colégio de líderes para deixar claro o posicionamento contrário da categoria sobre a texto apresentado por Haddad.

Deborah Moreira
Imprensa SEESP




O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de São Paulo (Sintunifesp), Fasubra, aprovaram uma moção de apoio às pautas dos servidores públicos municipais em campanha salarial, representados pelo SEESP. Abaixo, a moção na íntegra, aprovada em assembleia da categoria, que está em greve desde o dia 1º de junho.

 

Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
acao PMSPEngenheiros e arquitetos promovem ação de solidariedade no Hemocentro do Hospital São Paulo


No Hospital São Paulo, onde cerca de 100 engenheiros e arquitetos da PMSP estiveram no local para realizar dezenas de doações de sangue, na sexta (12/6), os salários atrasam e há 7 anos não há reposição da inflação. A administração do equipamento público alega passar por uma grave crise financeira. Os servidores públicos federais reivindicam 75,48% de reajuste, incorporação de gratificações ao salário e plano de carreira, além de melhorias nas condições de trabalho. Pelos cálculos do Sintunifesp, 60% dos cerca de 5 mil funcionários do local aderiram à greve e estão parados.

Histórico
A doação de sangue foi mais uma ação para chamar a atenção da população paulistana sobre a situação dos servidores municipais. Mesmo os que não puderam doar, devido a restrições médicas, permaneceram durante todo o dia no lugar em solidariedade à luta dos servidores municipais por reposição das perdas inflacionárias (que chegam a 51%) e para pressionar o prefeito Fernando Haddad a enviar à Câmara o projeto e lei que instituí carreira única para as duas categorias. Há informações de que o projeto será, enfim enviado na segunda-feira (22).

Após ampla pressão das duas categorias na Câmara Municipal de São Paulo, no final de 2014, o governo municipal retirou oficialmente, no dia 19 de novembro as categorias do Projeto de Lei 312/14, enviado pelo Executivo à Câmara Municipal de São Paulo, que propõe uma nova remuneração dos servidores a partir do chamado subsídio. O anúncio foi feito pelo líder do governo na Casa, vereador Arselino tatto (PT), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Tanto engenheiros, quanto arquitetos são contrários ao pagamento por susídio, que congela os salários de todo o funcionalismo municipal. O pagamento por subsídio soma o piso e gratificações adicionais, acabando com a incorporação de futuras gratificações. De acordo com os delegados sindicais do SEESP, na Prefeitura, os servidores em início de carreira defendem o subsídio por terem aumento relevante. Mas, após 5 anos, começarão a sentir as perdas. Além disso, quem está no final da carreira não terá reajustes significativos com a proposta atual. Os servidores públicos municipais recebem desde 2007 0,01% de reajuste, previstos na Lei Salarial 13.303/02.

Moção de Apoio

Aos Servidores Públicos do Município de São Paulo

Os servidores  públicos  federais técnicos administrativos em educação da Universidade Federal de São Paulo UNIFESP, em Greve desde o dia 01/06/2015 em Assembleia  Geral da categoria realizada em 16/06/2015 vem por meio deste manifestar Moção  de Apoio as pautas de reivindicações dos servidores públicos municipais em campanha salarial representados pelo SEESP Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo.


Comando Local de Greve Sintunifesp

São Paulo 19 Junho de 2015

Confira a Moção de Apoio em pdf aqui.



Imprensa SEESP






As 68 doações de sangue realizadas por engenheiros e arquitetos da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) concederam a pacientes, que aguardavam na fila para procedimentos cirúrgicos, a oportunidade da realização dos mesmos. De acordo com o Hemocentro do Hospital São Paulo, essa quantidade de doadores na sexta-feira (12/6), quando ocorreu a ação, é o número desejável para se manter o estoque em condições ideais.

Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
doacao engenheiros red



“Para manter o estoque do banco de sangue em um nível ideal, é preciso que haja de 60 a 80 doações ao dia. Infelizmente, a realidade nossa é de 40 a 50 doações, ao dia, o que faz com que a gente atenda a demanda imediata e até falte subprodutos, como as plaquetas", explica a assistente social, Rudneia Faria de Rezende, responsável pela captação de doadores do banco de sangue.

A doação de sangue em massa chamou a atenção para as dificuldades atuais dos bancos de sangue de maneira geral, como atesta a médica do local, Maria Angélica de Camargo Soares: “Nesta época de frio, quando as pessoas doam menos, temos dificuldade de obter um componente derivado do sangue, a plaqueta, que dura até três dias e é fundamental para atender aos que fazem transplante de medula ou quimioterapia, por exemplo”.

De acordo com a médica, o Hemocentro do Hospital S. Paulo vem trabalhando com déficit de 20% a 30%, atendendo sempre sob demanda. “Sem a doação, não temos como dar continuidade a muitos tratamentos de saúde. Sangue é fundamental porque não existe um substituto. E para cada doação a gente obtém três ou mais subprodutos”, conta.

Servidores em campanha salarial

Cerca de 100 engenheiros e arquitetos participaram da doação de sangue. Mesmo os que não puderam doar, devido às restrições médicas, permaneceram durante todo o dia no lugar em solidariedade à luta dos servidores municipais por reposição das perdas inflacionárias (que chegam a 51%) e para pressionar o prefeito Fernando Haddad a enviar à Câmara o projeto e lei que instituí carreira única para as duas categorias.

O engenheiro civil Aristeu Nakamura, servidor do município há 27 anos, lembrou que a proposta atual do Executivo é ruim para os que estão chegando ao final da carreira: "Vou perder tudo se aceitar essa tabela, que impõe o subsídio. Serão 27 anos jogados no lixo. É uma falta de consideração da atual administração com a categoria".

Como Nakamura, a arquiteta Dalva Tomas trabalha para a cidade há muito tempo: 37 anos. Com base na última proposta feita pelo prefeito, terá cerca de R$ 100 de aumento.  “É um ato político que representa o nosso desejo de ser valorizados. Estamos sendo desvalorizados, inclusive, perante outras categoriais do município”, diz a servidora, que, com os demais colegas, é veementemente contrária ao pagamento por subsídio. “A nossa meta é começar a carreira com os 8,5 salários mínimos. Mas, a proposta que veio do governo só estabeleceu esse patamar para quem está no início de carreira. Para nós que já estamos no final da carreira, a tabela proposta vai achatando os valores”, lamenta.

Também servidora há 37 anos, a arquiteta Alice Cruz Antunes fez questão de estar presente: “Estou inconformada com esse salário. Há 11 anos a gente recebe 0,01% de aumento. Isso é ridículo e a população precisa saber como a prefeitura trata a gente”.

Mais novos também na luta
Recém chegado à Prefeitura, o engenheiro agrônomo André Tadeu Gasparoto, tinha a expectativa de encontrar um ambiente “que rendesse melhorias para a cidade”. “O que eu vejo é uma precarização do trabalho e uma consequente desvalorização do profissional”, lamenta Gasparoto. Há nove meses na atual administração, tem um ganho líquido de R$ 2700, já inclusos o vale-alimentação e o vale-refeição.

“Há pelo menos duas semanas não há avanço nas negociações. Com o que ganho não é possível aproveitar o que a cidade oferece de melhor e estou sempre precisando economizar”, diz o agrônomo que trocou o transporte público pela bicicleta para economizar R$ 7 ao dia. Sobre duas rodas, e sem motor, ele conta que percorre 14 quilômetros diariamente e que, além de economizar dinheiro, também ganha tempo. “De ônibus eu gasto cerca de uma hora e vinte minutos só na ida. Com a bike são 25 minutos pedalando”, completa.

“Doamos um pouco mais de nós à população. Além disso, é uma maneira de apimentar a campanha salarial. Esperamos sensibilizar o governo sobre a nossa capacidade e competência, que podem e devem ser melhores aproveitadas no serviço público em beneficio da população”, afirma o engenheiro Deodoro Vaz, delegado sindical do SEESP, na PMSP.


"Estamos em um momento de muita decisão e tudo indica que o governo em breve enviará à Câmara o projeto. Esse ato é em solidariedade ao banco de sangue da cidade, que está com uma baixa muito grande e de reforço da nossa união, mostrando que o funcionário público da prefeitura de São Paulo vive há muito tempo uma situação precária. É uma forma de demonstrar que estamos juntos", diz Sarita Tobias de Andrade, arquiteta da Secretaria de Licenciamento há dois anos.


Histórico
Após ampla pressão das duas categorias na Câmara Municipal de São Paulo, no final de 2014, o governo municipal retirou oficialmente, no dia 19 de novembro as categorias do Projeto de Lei 312/14, enviado pelo Executivo à Câmara Municipal de São Paulo, que propõe uma nova remuneração dos servidores a partir do chamado subsídio. O anúncio foi feito pelo líder do governo na Casa, vereador Arselino tatto (PT), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Tanto engenheiros, quanto arquitetos são contrários ao pagamento por susídio, que congela os salários de todo o funcionalismo municipal.

O pagamento por subsídio soma o piso e gratificações adicionais, acabando com a incorporação de futuras gratificações. De acordo com os delegados sindicais do SEESP, na Prefeitura, os servidores em início de carreira defendem o subsídio por terem aumento relevante. Mas, após 5 anos, começarão a sentir as perdas. Além disso, quem está no final da carreira não terá reajustes significativos com a proposta atual. Os servidores públicos municipais recebem desde 2007 0,01% de reajuste, previstos na Lei Salarial 13.303/02.



Deborah Moreira
Imprensa SEESP






Esqueça apitos, megafones e palavras de ordem. O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) promove uma mobilização diferente na próxima sexta-feira, 12 de junho. Nesse dia, engenheiros e arquitetos realizam uma grande campanha de doação de sangue em ato de pressão para valorização dos trabalhadores. O ato de cidadania integra a Campanha Salarial 2015 e volta seus esforços em benefício da sociedade.


DOACAO DE SANGUE NOVA VERSAO red


A mobilização começará com uma concentração às 9h, em frente ao shopping Metrô Santa Cruz. De lá, os manifestantes irão caminhando até o Hospital São Paulo e promovem durante todo o dia a campanha de doação de sangue, sensibilizando engenheiros, arquitetos e cidadãos para a importância da doação e chamando atenção também para as necessidades da categoria na capital do estado.


Os organizadores destacam que quem participar do ato e apresentar o comprovante da doação de sangue terá o ponto do dia abonado. O objetivo é voltar os esforços em benefício da sociedade e demonstrar a união da categoria nesse movimento. O ato acontece às vésperas do Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado no dia 14 de junho.


Histórico

Após ampla pressão na Câmara Municipal de São Paulo, o governo municipal retirou oficialmente, no dia 19 de novembro de 2014, os engenheiros e arquitetos do Projeto de Lei 312/14. Enviado pelo Executivo à Casa, o projeto transformado em Lei 16.119/15 assumiu uma nova remuneração aos servidores restantes a partir do subsídio. Em suma, o pagamento por subsídio soma o piso e gratificações adicionais, acabando com a incorporação de futuras gratificações - que são conquistas dos servidores. De acordo com os delegados sindicais do SEESP, na Prefeitura, os servidores em início de carreira foram contemplados com o piso relativo a 8,5 salários mínimos iniciais. Mas, após alguns anos, começarão a sentir as perdas na escala ofertada. Além disso, quem está no final da carreira não terá reajustes significativos com a proposta atual. Os servidores públicos municipais recebem desde 2007 0,01% de reajuste, calculados pela Lei 13.303/02 que carece ser banida, o que representa 51% de perda salarial.


Tanto engenheiros quanto arquitetos são contrários ao subsídio que uniformiza de forma injusta os salários da categoria, ao conceder aumentos diferentes aos servidores com tempos iguais de serviço, e ao beneficiar quem não objetivou progresso na carreira. Na atualidade, a proposta deixa de contemplar mais de 400 engenheiros e arquitetos da ativa e inativos, em um universo de 2200 trabalhadores.


Neste momento, os profissionais aguardam (desde o segundo semestre de 2014) o envio, à Câmara, de um novo projeto de lei que institui a carreira única para engenheiros e arquitetos do município.


Serviço:
Campanha de Doação de Sangue

Data: 12 de junho 2015

Hora: 9h

Local: Hemocentro do Hospital São Paulo - Rua Dr. Diogo de Faria, 824, 1ºandar, esquina com Rua dos Otonis, Vila Clementino

Concentração: Pátio térreo do shopping Metrô Santa Cruz

Informações para a Imprensa:
Renata Dias
Tels.: (61) 30499577 / 81677682
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Imprensa SEESP




Os engenheiros da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) se reúnem em Assembleia Geral Extraordinária, na quarta-feira (27/5), às 11h (2ª convocação), para analisar o andamento do processo de negociação com o município sobre o projeto de lei (PL) de carreira própria de engenheiros e arquitetos.


Foto: Imprensa SEESP
assembleia PMSP marco 2015
Assembleia de engenheiros em março deste ano


Também serão discutidas as propostas feitas pelo Executivo até o momento, bem como encaminhamentos da campanha salarial como atos, mobilizações e eventual movimento de greve geral da categoria.

Proposta do Executivo
Em reunião de negociação realizada na sexta-feira (22/5) o Executivo apresentou uma nova tabela de remunerações para engenheiros e arquitetos municipais na forma de subsídio. Na ocasião, os representantes municipais informaram que o Projeto de Lei da carreira própria desses profissionais só seria encaminhado à Câmara após a assinatura de um protocolo de entendimento com as entidades representativas dos servidores.

O SEESP, embora reconheça avanços na proposta financeira apresentada, afirmou que qualquer medida nesse sentido seria deliberada em assembleia da categoria, esclarecendo, sobretudo, que o pleito de campanha dos engenheiros, anteriormente aprovado, era o de remuneração por vencimentos e contra os subsídios. Todavia, o Executivo, por meio de seus representantes, reafirmou e manteve a sua proposta de subsídio. Também foi enfatizada a necessidade de uma melhor definição, na proposta do governo, sobre a migração dos não optantes (QPDU) e sua abrangência sobre aposentados e pensionistas, os quais têm de ser tratados com respeito e justiça. O sindicato ainda aguarda a apresentação da minuta do PL contendo suas regras e as soluções para essas e outras questões, o que ficou prometido para a segunda-feira (25). Essa documentação é necessária para que se possa analisar e deliberar em assembleia sobre a proposta da Prefeitura.

União
A união e determinação na luta garantiu os avanços até aqui verificados. Fruto de um trabalho árduo e solidário, os servidores conquistaram um PL de carreira própria, o piso equivalente a 8,5 salários mínimos e reposição de perdas para a maior parcela da categoria, o que nos obrigou a atuar firmemente para ampliar a sua abrangência, sobremaneira nas faixas em final de carreira.

O SEESP tem recebido muitas manifestações pela aprovação da tabela proposta e aceitação do subsídio, sobretudo do pessoal em início de carreira e mais beneficiado por ela. Nesse sentido, é preciso que todos compareçam na assembleia desta quarta para contribuir com o debate e a deliberação das soluções de forma coesa e solidária. "Vamos democraticamente debater a proposta alcançada e deliberar com serenidade sobre ela e eventuais encaminhamentos que daremos à negociação", ressalta Carlos Hanickel, assessor do SEESP.

Diante de uma convocação de engenheiros ilegítima de outro sindicato, que fere a autonomia do SEESP, cabe esclarecer em nota abaixo o posicionamento da entidade.

Nota de esclarecimento
Estranhamente, o Sindsep está “convocando” uma plenária de arquitetos e engenheiros no dia de nossa assembleia. Cabe ressaltar que o representante legal dos engenheiros no Estado de São Paulo é o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP). E mais, é o legítimo representante desses servidores nas negociações, lembrando que se dependesse do Sindsep, os engenheiros e arquitetos hoje estariam dentro da Lei 16.119/15, que até hoje suscita críticas de categorias não ouvidas e prejudicadas irreparavelmente por suas características de atuação. Portanto, companheiros, fiquem atentos a manobras de quem nunca os representou e agora age para destruir um conceito de coletivo que ainda vai nos proporcionar muitas conquistas. Lembrem-se, as perdas que sofremos foram resultado de atuações nefastas ou omissões ao longo do tempo.

Serviço:

Assembleia Geral Extraordinária
Data: 27 de maio de 2015 (quarta-feira)

Horário: 10h30 (1ª convocação) e 11h (2ª convocação)
Local: Auditório da Sede do SEESP
(Rua Genebra, 25, 1º andar, Bela Vista – São Paulo/SP)

Pauta:

- Análise do andamento do processo de Engenheiros deliberam sobre proposta da PMSP
- Discussão e deliberação sobre as propostas do Executivo;
- Debate e deliberação sobre os encaminhamentos que daremos à campanha salarial, atos, mobilizações e eventual movimento de greve geral da categoria.


Imprensa SEESP





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