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Soraya Misleh
Comunicação SEESP 

As mudanças trazidas pela reforma trabalhista (Lei 13.467/2017) vêm gerando muita confusão e distorção na interpretação quanto à forma de custeio das entidades sindicais. Diferentemente do que vem sendo alardeado amplamente, a despeito das mudanças contidas na nova norma, que tornam mais vulneráveis os trabalhadores, a Contribuição Sindical não acabou. Os engenheiros seguem tendo que recolhê-la até o próximo dia 28 de fevereiro, inclusive os empregados, para que evitem o desconto de um dia de trabalho. É o que explica o assessor jurídico do SEESP, advogado Jonas da Costa Matos, nesta entrevista. Ele esclarece ainda a importância de seu pagamento para a representação da categoria.

 Foto: Beatriz Arruda/SEESP

jonas 
Jonas da Costa Matos: contribuição sindical é vital para representação dos engenheiros.

 

O que é e para que se destina a Contribuição Sindical?
Oriunda da era Vargas e mantida pela Constituição Federal, a Contribuição Sindical surge a partir da conquista de direitos trabalhistas. É considerada um imposto. Antes era inclusive assim denominada. Existe para o fortalecimento do sistema confederativo, tanto que de sua arrecadação a maior parte destina-se ao sindicato da respectiva categoria (60%). O restante é dividido entre federação (15%), confederação (5%), central, se houver (10%), e Fundo de Amparo ao Trabalhador, do governo (10%). Caso não haja central sindical, a este último correspondem 20% do montante (confira a distribuição no caso dos engenheiros no Estado de São Paulo). 

Qual a sua importância para a categoria?
A Contribuição Sindical é vital para a existência das entidades sindicais, que garantem a defesa dos interesses dos trabalhadores, por meio de negociação coletiva ou direito individual. O SEESP tem várias ações nessa direção e muitos benefícios à categoria. Negocia com cerca de 50 empresas e entidades patronais nos mais diversos segmentos, em campanhas salariais que abrangem aproximadamente 100 mil engenheiros. Entre suas lutas prioritárias estão a defesa do salário mínimo profissional estabelecido pela Lei 4.950-A/66, a criminalização do exercício ilegal da profissão e a instituição da carreira pública de Estado para engenheiros. Também participa de maneira qualificada do debate sobre a retomada do desenvolvimento nacional, que tem como agentes seus representados. Entre os instrumentos para tanto estão o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” e o movimento “Engenharia Unida”, iniciativas da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), à qual o SEESP é filiado. Ademais, como grande contribuição à formação de mais e melhores profissionais da categoria, mantém desde 2013 o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), que oferece bolsas integrais a graduação pioneira em Engenharia de Inovação, hoje em sua sexta turma, além de cursos de especialização e extensão. Para que siga trabalhando na defesa do profissional e da engenharia nacional, o sindicato precisa ser cada vez mais forte, o que requer a contribuição e participação da categoria, sempre devolvida na forma de representação, serviços e atendimento qualificado em sua sede na Capital e nas 25 Delegacias Sindicais distribuídas pelo Estado. 

O que mudou com a reforma trabalhista?
Com a aprovação pelo Congresso Nacional da Lei 13.467/2017, relativa à reforma trabalhista, essa Contribuição se tornou facultativa. Ou seja, para que seja obrigatória, deve ser “prévia e expressamente autorizada”. Preenchendo esse requisito, o recolhimento segue as mesmas regras anteriores à nova norma. 

Como se dá essa autorização?
A lei não esclarece, mas juízes do trabalho reunidos em Brasília em 9 e 10 de outubro último, durante jornada promovida pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, a Anamatra, pacificaram entendimento que a autorização prévia e expressa se dá de forma coletiva – portanto, por meio de Assembleia Geral da categoria convocada para esse fim e de acordo com as regras estatutárias de cada entidade. Ou seja, faz parte do Direito Coletivo, não individual (confira Enunciado 12 Título: Contribuição Sindical, Comissão Temática 3. Contribuição Sindical). Em outras palavras, com a autorização prévia e expressa em assembleia, agora necessária, diferentemente de antes, a Contribuição Sindical volta a ser obrigatória. 

No caso dos engenheiros, o recolhimento é obrigatório?
Sim, pois em 21 de dezembro de 2017, a Assembleia Geral da categoria, devidamente convocada pelo SEESP, autorizou expressa e previamente o desconto da Contribuição Sindical. Cumpriu, assim, todas as exigências da Lei 13.467/2017. Portanto, os engenheiros profissionais liberais devem recolhê-la até 28 de fevereiro próximo, no valor aprovado de R$ 281,10, assim como os empregados que quiserem evitar o desconto em folha de pagamento de um dia de trabalho – obrigação da empresa caso o profissional não apresente a guia devidamente paga em tempo hábil ao setor de recursos humanos. 

Quais as implicações do não recolhimento da Contribuição Sindical?
Se não efetuar o recolhimento, o engenheiro não pode participar de licitações e se encontrará irregular ao exercício da profissão, passível inclusive de ser suspenso pelo conselho profissional. Assim como a empresa que não fizer o desconto, fica ainda sujeito a cobrança judicial. O principal é que sem a existência do sindicato ou com seu enfraquecimento, ficam prejudicadas a mobilização e luta mais necessárias do que nunca diante da reforma trabalhista que precariza direitos. 

 

 

Blog Você S/A*

Confira as vagas com inscrições abertas até o final de janeiro:


Banco Toyota

Oportunidades em São Paulo (SP) na área de cobrança e de marketing para estudantes com formatura prevista a partir de 2019, nos cursos de Engenharia de Computação e Engenharia de Produção. Inglês Intermediário/Avançado e Excel Avançado são requisitos.

Inscrições: até 30/1
Site: http://www.pagetalent.com.br/


Bollhoff

Vagas na área de engenharia de processos para trabalhar em Jundiaí, destinadas a estudantes de Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica e de Engenharia de Manufatura que vão se formar entre dezembro de 2018 e dezembro de 2019. Inglês intermediário e Excel intermediário são requisitos.

Inscrições: até 30/1
Site: http://www.pagetalent.com.br/


Cartões Elo

Vagas na área de business analytics destinada a estudantes de Engenharia da Computação, com conclusão prevista entre dezembro de 2018 e dezembro de 2019. Inglês avançado e Excel avançado são requisitos.

Inscrições: até 30/1
Site: http://www.pagetalent.com.br/


Keysight

Estágio na área de engenharia de aplicação para estudantes de Engenharia da Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia de Controle e Automação e Engenharia Eletrônica, com formatura prevista entre dezembro de 2018 e dezembro de 2019. Inglês avançado e Excel avançado são requisitos.

Inscrições: até 30/1
Site: http://www.pagetalent.com.br/


Techint

Oportunidades nas áreas de Engenharia de Produção, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica e diversas áreas. As vagas são para São Paulo (SP) e inglês avançado é exigido.

Inscrições: até 30/1
Site: http://www.pagetalent.com.br/


Lojas Americanas

Programa de estágio voltado a estudantes dos cursos de engenharias e diversas áreas, com previsão de formatura até dezembro de 2018.

Inscrições: 31/1
Site: http://estagio.lasa.com.br/


Marisa

As oportunidades são para as áreas de Planejamento, Inteligência e análise do negócio. Alunos de Engenharia que estejam cursando do sétimo ao décimo semestre podem se inscrever. Atuação na Barra Funda (SP).

Inscrições: até 23/1
Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


Amgen

Vagas destinadas a alunos de engenharia e diversos cursos, com formatura prevista entre dezembro de 2019 a dezembro de 2020. É pedido inglês avançado e domínio do pacote Office. Atuação na capital paulista e Taboão da Serra.

Inscrições: até 28/1
Site: http://www.pagetalent.com.br/


OdontoPrev

A companhia busca estudantes cursando o penúltimo ou o último ano de bacharelado em engenharias e diversos cursos. O local das vagas é em Barueri (Alphaville).

Inscrições: até 30/1
Site: http://www.odontoprev.com.br/home/portugues/index.xhtml


Czarnikow

Oportunidades em São Paulo (SP) na área de market research para estudantes de engenharias e diversos cursos, que devem se formar entre dezembro de 2018 e dezembro de 2019. Os candidatos devem ser do período matutino. Inglês avançado ou fluente e Excel avançado são requisitos.

Inscrições: até 30 /1
Site: http://www.pagetalent.com.br/


Hughes

As oportunidades são para área de planejamento e administração comercial para estudantes de engenharias e diversos cursos, que vão se formar em dezembro de 2019. Inglês intermediário e Excel intermediário são requisitos.

Inscrições: até 30/1
Site: http://www.pagetalent.com.br/


Carrefour

Programa de estágio com 25 vagas para trabalhar em São Paulo e duração de dois anos, destinado a estudantes de engenharias e diversas área, com conclusão prevista para julho ou dezembro de 2019.

Inscrições: até 19/2
Site: http://www.estagioscarrefour.com.br/

 

 

 

*Exame.com – Clipping da FNE 22/1/2018.

 

 

 

 

Comunicação FNE*

Engenheiros de Santos estão preparando um manifesto em que defendem a manutenção da navegação na Hidrovia Tietê-Paraná, por sua importância para o escoamento de cargas em direção ao Porto de Santos. O documento intitulado Carta Moção de Comunhão Hidroviária  está circulando entre organizações e autoridades e recebendo assinaturas.

A iniciativa é da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos (AEAS) que pretende encaminhar a carta ao governador Geraldo Alckmin; o secretário estadual de Logística e Transportes, Laurence Lourenço; o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, e diretores das agências nacionais de Águas (ANA), de Transportes Aquaviários (Antaq) e de Energia Elétrica (Aneel), além de deputados da Baixada Santista e da publicação na imprensa.

A hidrovia pode ser afetada pela redução dos níveis de suas águas, para priorizar a produção de energia elétrica. O perigo de inviabilização da hidrovia  foi tema do seminário Hidrovia Já, realizado pela AEAS em 17 de outubro.

 

Foto: Gilberto Marques/ A2img -- Fotospublicas.com
Hidrovia TietêParaná Foto Gilberto Marques A2 600

 

 

*Federação Nacional dos Engenheiros

 

 

 

 

Comunicação FNE
Com informações da Agência Senado

Engenheiros e arquitetos poderão exercer, cumulativamente, dois cargos públicos, conforme previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2015. A matéria foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, na quarta-feira (4/10), e segue para discussão e votação final em Plenário, em dois turnos. Para pressionar os senadores pela aprovação do texto, é possível votar na enquete promovida pelo E-Cidadania. Para participar é necessário um cadastro rápido, justamente para evitar fraude.


Foto: Pedro França/Agência Senado
CCJ, em reunião deliberativa no dia 4, analisou 37 itens, entre esses a PEC 14/2015.

Segundo o presidente em exercício da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Carlos Bastos Abraham, a PEC é benéfica para os profissionais da engenharia. "Os engenheiros, a partir dessa PEC, poderão ter mais mobilidade dentro do mercado de trabalho e possibilidade, inclusive, de contribuir de forma mais efetiva para o desenvolvimento nacional, com um incentivo de um acréscimo remuneratório, num país ainda carente de profissionais da área."

O autor, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), aponta que esses profissionais têm assumido um papel essencial no desenvolvimento do País devido às demandas nas áreas de infraestrutura e tecnologia. Para ele, o contexto atual “requer a atuação de profissionais qualificados e aptos a realizar atividades de alta complexidade”.

Atualmente, professores e profissionais da saúde já podem acumular até dois cargos ou empregos públicos, “desde que haja compatibilidade de horários que permita o bom desempenho das funções”.

O relator da PEC, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), deu parecer favorável à proposta, por classificá-la como “meritória, pois permite que o Poder Público aproveite, de forma abrangente, o potencial laboral de arquitetos e engenheiros, profissionais que desempenham atribuições de grande relevância econômica e social”. Anastasia afirma que essa medida é especialmente positiva para as administrações de municípios de pequeno e médio porte, em que se verifica escassez de profissionais qualificados nessas áreas de especialização.


A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) lançará, na próxima semana, a nova edição do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Com foco em Cidades, o documento traz uma série de diagnósticos e propostas sobre a qualidade de vida nas cidades e o desenvolvimento local. Em ano de eleições municipais e com o cenário econômico instável, o documento coloca os engenheiros no centro dos desafios: identificação de problemas prioritários, avaliação de alternativas para enfrentamento e superação, e definição de caminhos para implementar tais soluções.

As reflexões e proposições do documento versam sobre temas como finanças, mobilidade e transporte, saneamento básico, habitação, iluminação e internet pública. Com foco na boa gestão das localidades, a Federação irá debater e encaminhar suas análises para os candidatos às eleições municipais, representando a contribuição dos engenheiros para a formulação de planos e programas de governo.

“Entendemos que os recursos são escassos, tendo em vista a dependência dos municípios em relação aos estados e à União. Pelos nossos estudos, vimos que falta também capacidade administrativa e técnica para elaborar, executar e fiscalizar projetos e obras. Em outras palavras, as cidades brasileiras carecem de engenharia e estamos cumprindo nosso papel e pretendemos contribuir para as novas gestões municipais”, analisa Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da FNE.

As questões urbanas dizem respeito a 84% da população brasileira que vive nas cidades, de acordo com o último censo do IBGE. O Brasil é o país mais urbanizado entre os BRICS e sua taxa de urbanização é quase igual à da França (85%) e pouco maior que a dos Estados Unidos (82%), que têm receitas públicas e padrão de qualidade da vida urbana muito superiores. O tamanho do desafio enfrentado nos 5.570 municípios brasileiros envolve mais de 190 milhões de habitantes demandando condições de vida, trabalho, convívio e lazer minimamente dignas.

O projeto Cresce Brasil completa dez anos em 2016 e segue a mesma metodologia, com a análise de especialistas e acadêmicos, elaboração de notas técnicas e eventos para debater os cenários e formular caminhos parta as soluções. Na edição “Cidades”, os engenheiros ressaltam que é urgente formular novas modalidades de desenvolvimento de projetos em infraestrutura urbana, de maneira a canalizar esforços fiscais para projetos de investimento resultantes de planejamento integrado, com informações sobre o território (demanda e oferta), boa engenharia e, elemento indispensável, gestão eficaz.

Alguns temas
Detalhando o conteúdo do novo documento, as propostas na área de habitação de qualidade focam em duas questões centrais: a urgência de regularização fundiária e a necessidade de assistência técnica para melhorias em residências e a consequente saída da informalidade. O documento traz ainda um balanço do programa Minha Casa Minha Vida que já entregou aos beneficiários mais de 2,6 milhões unidades, e já efetivou investimentos de R$ 294,5 bilhões, o que representa 45% do montante contratado.

No que diz respeito à mobilidade urbana, as análises dos engenheiros mostram a urgência de planejamento urbano e organização da gestão pública. Sobre os desafios e a precariedade do saneamento básico, o documento destaca dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) que demonstram que cada real aplicado em saneamento resulta em economia de R$ 4,00 nos custos do atendimento à saúde pública. Apesar da parcela da população brasileira com acesso a redes de coleta de esgotos sanitários ter evoluído de 44,5% em 2009 para 48,6% em 2013, cerca de 100 milhões de cidadãos ainda não são atendidos.

Outra área que soma esforços da FNE há tempos, a Iluminação Pública é foco de um projeto de lei que está tramitando no Senado Federal. A iluminação pública está diretamente ligada à segurança – pois previne a criminalidade –, estimula o comércio, embeleza as áreas urbanas, destaca e valoriza monumentos, prédios, praças, paisagens e permite melhor aproveitamento das áreas de lazer. De acordo com as análises, um projeto técnico de modernização e eficientização de uma cidade, que leve a uma melhoria significativa no nível de iluminação do sistema, também pode culminar em reduções de consumo de energia elétrica superiores a 50%, autofinanciando sua execução e gerando demanda firme por produtos industrializados no País.

Movimento Engenharia Unida - Lançado neste ano pela FNE, o movimento defende a valorização da profissão, destacando os engenheiros como protagonistas para o crescimento e desenvolvimento, inclusive na gestão pública. O quadro de crise nacional coloca para a engenharia brasileira um desafio adicional, que se apresenta como uma exigência à categoria: a união de propósitos e esforços dos profissionais no sentido de sua ação coordenada e a serviço do progresso do País, com urgência, demanda “muita engenharia”.

 

 

Fonte: Renata Dias/InPress

 

 

 

 

 

 

Em seminário realizado no dia 9 de dezembro último, na sede do SEESP, pelo departamento Jovem Profissional da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), o especialista em economia do trabalho e professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Waldir Quadros, apresentou um mapeamento socioeconômico dos jovens profissionais das seis categorias que compõem a entidade - engenheiros, médicos, odontologistas, farmacêuticos, economistas e nutricionistas. A base de dados, informou ele, foi a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicou que as seis profissões atingiram, em 2013, 1,284 milhão de pessoas, 63% a mais ante 2004, quando esse número era de 796 mil.

Confira a íntegra desse trabalho clicando aqui.



Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP






 



Uma dissertação de mestrado da Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo (EEL-USP) buscou encontrar novos materiais que possam ser utilizados como sensores e atuadores (elementos que produzem movimento, a partir de comandos manuais, elétricos ou mecânicos), levando em conta o custo e a maior magnetostricção dos materiais, criando um transdutor para a realização dos testes. A magnetostricção é um fenômeno físico na qual os materiais se deformam fisicamente (dilatam ou contraem) somente com a aplicação de um campo magnético, que interage com a componente magnética dos átomos do material, gerando um afastamento ou aproximação.

Sob a orientação da professora Cristina Bormio Nunes, o engenheiro de materiais Mateus Botani pesquisou ligas de ferro e alumínio (Fe-Al) com adição do elemento químico boro (B), que têm um custo reduzido e potencial para serem utilizadas em equipamentos de movimento e captação. Na magnetostricção os valores de deformação são pequenos, por volta de dezenas de partes por milhão. “Imagine que eu aplique um campo magnético em uma barra do nosso material [Fe-Al-B] de 100 metros de comprimento, a deformação seria por volta de 7 milímetros!”, cita Botani.

Entretanto, a principal aplicação dos materiais magnetostrictivos está relacionada com sensores e atuadores, já que as propriedades magnéticas dependem do estado de tensão do material. Estes materiais são aplicados em diversas áreas, como por exemplo, a automobilística (sensores para medir o torque do eixo de virabrequins e atuadores que permitem o funcionamento da injeção eletrônica nos carros), médica (atuadores para manipulação de endoscópios, instrumentos com câmaras e bisturis que são utilizados em cirurgias pouco invasivas), militares (sonares subaquáticos) e energéticas (coletores de energia que transformam a energia mecânica do ambiente em energia elétrica, como a eólica).

Para a realização dos testes, foi construído um transdutor, que é um aparelho que transforma um tipo de energia em outra (como um microfone, que transforma as ondas sonoras em energia elétrica e, no caso da magnetostricção, a energia eletromagnética em energia mecânica, que gera a deformação do material). Botani estuda materiais magnetostrictivos desde 2010, na qual realizou uma iniciação científica com o tema. Seu mestrado e doutorado seguem os mesmo caminhos: “Até o presente momento, as ligas de Fe-Al-B já renderam 4 artigos científicos em revistas de alto fator de impacto da área de Engenharia de Materiais”, comenta.

 

 

Informação da Agência USP de Notícias

 

 

 

 

 

 

 

Engenheiros e Arquitetos e demais categorias de nível superior, do Município de São Paulo, estão em greve desde a zero hora desta terça-feira (27/5). As categorias, representadas pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) e pelo Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep-SP), que juntos representam cerca de 7 mil trabalhadores, realizam assembleia - prevista para às 14h -, em frente ao Gabinete do Prefeito, no Centro da capital paulista. Por volta das 12h30, cerca de 400 engenheiros e arquitetos se reuniram em assembleia na sede do SEESP.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
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Engenheiro Murilo Pinheiro defende luta da categoria no município



“Abrimos a assembleia aqui no SEESP para unificar a luta e organizar nossa mobilização durante toda a tarde de hoje. Há mais de 20 dias a administração pública não fez qualquer tipo de contato, proposta ou tentativa de retomar a negociação. Não há avanço. Portanto, não nos resta outra alternativa se não levar nossa indignação para conhecimento público”, lamenta o engenheiro Sergio Souza, delegado sindical do SEESP na Prefeitura Municipal de S. Paulo (PMSP).

O presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, abriu a assembleia “reforçando o apoio aos trabalhadores”. O presidente do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (Sasp), Maruílio Ribeiro Chiaretti, também presente, falou sobre a importância da luta dos servidores e sua unificação.

Segundo os trabalhadores, todas as subprefeituras estão com atividades paralisadas, além de todas as secretarias que funcionam no edifício Martinelli, como as de Habitação e Planejamento, e empresas Emurb e Cohab-SP. Outras paralisações temporárias já foram feitas durante a campanha salarial 2014. Desta vez, os trabalhadores afirmam que não há previsão para retorno.

A mobilização envolve servidores das áreas da saúde, educação, cultura, subprefeituras, assistência social, verde e meio ambiente, serviço funerário, HSPM, AHM, esportes, zoonoses, habitação, entre outras, que estão em estado de greve. Por volta das 14 horas, eles se reúnem reunirão em frente à Prefeitura, onde esperam ser reunidos mais uma vez pelo Executivo. Porém, desta vez, com nova proposta. Há a expectativa de que todos os servidores votem e aprovem paralisação de todo o funcionalismo do município.

Câmara

Antes de chegarem à prefeitura, engenheiros e arquitetos saíram em passeata do SEESP, rumo à Câmara Municipal, onde e reuniriam com presidente da Casa, o vereador José Américo, e outros parlamentares. Também estava previsto que duas mudas de árvores plantadas há cerca de 15 dias pelas categorias, em frente à Câmara, em outro protesto, seriam regadas. As mudas representam as duas categoriais que reúnem cerca de 1400 servidores e vêm atuando de forma unificada na campanha.

Entre as principais reivindicações dos servidores estão nova Lei Salarial que possibilite o aumento dos salários dos servidores e a recomposição da inflação do período (6,45% conforme Dieese, no período de maio de 2013 à abril de 2014); recomposição das perdas inflacionárias de 58% (entre 2005 e 2012), cumprimento da cláusula do acordo de 2013 sobre o plano de carreira e adoção do piso do engenheiro, de 8,5 salários mínimos.


Deborah Moreira
Imprensa SEESP






 

Os cerca de 1.500 engenheiros e arquitetos do município de São Paulo estão em estado de greve. A decisão foi tomada na quarta-feira (16/4), durante uma assembleia extraordinária, realizada na mesma data, com cerca de 200 participantes. Segundo a Associação de Engenheiros e Arquitetos do Município de S. Paulo (SEAM), a categoria decidiu dar continuidade à campanha salarial que reivindica alteração da Lei Salarial 13.303/02, que permite ao Executivo reajustar os vencimentos muito abaixo da inflação. Desde 2007 os trabalhadores estão sem correção da inflação.

Foto: Beatriz Arruda
assembleia engenheiros prefeitura SP
Arquitetos e engenheiros decretam estado de greve durante assembleia e decidem aderir à mobilização na segunda (28/4)

O posicionamento foi decidido diante da falta de retorno da prefeitura, após algumas rodadas de negociação e a realização de duas manifestações dos servidores. Tanto o SEESP, quanto o Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (SASP) decidiram, ainda, se somar a uma nova manifestação nos servidores de São Paulo, marcada para segunda-feira (28), às 14h, em frente ao gabinete do prefeito, no Centro da capital paulista.

Além disso, o Fórum de Entidades - que congrega todas as entidades de servidores municipais - marcará uma assembleia para definir um dia de luta e paralisação.

A Lei Salarial em vigor permite reajuste de 0.01%, ao ano. Outros pontos reivindicados pela categoria é a adoção de uma data-base e a não adoção da remuneração de todos os servidores a partir de um subsídio, equiparando todos em um mesmo patamar.




Imprensa SEESP






O engenheiro da Nasa John Cornelius Houbolt, conhecido por suas contribuições para o sucesso da missão que levou o homem à lua, em 1969, morreu aos 95 anos no Estados Unidos, na terça-feira (15/4), depois de complicações do mal de Parkinson. A morte foi confirmada pelo genro de Houbolt, Tucker Withington, à agência AP na noite de sábado (19).

John Houbolt é um dos nomes mais importantes na história da Nasa, tendo em vista que seu trabalho é considerado vital para o sucesso da ida e volta da tripulação da Apollo à Lua com segurança, durante a década de 1960, período da corrida espacial entre os EUA e a União Soviética.

Com agências







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