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O projeto de Lei 1016/2015 que tramita na Câmara dos Deputados visa alterar a lei  5.550, de 1968, que define as atribuições dos zootecnistas. Proposto pela deputada Júlia Marinho (PSC-PA), se aprovado, o PL restringirá as atribuições de engenheiros agrônomos e médicos veterinários na área de produção animal, atividades que passarão a ser exclusivas de zootecnistas.

 

Foto: Agência de Notícias Embrapa

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O assunto tem sido alvo de debates e manifestações de associação de engenheiros agrônomos em todo o país, já que os engenheiros agrônomos são pioneiros no Brasil nas atividades voltadas à produção animal. As atribuições na área são conferidas aos Engenheiros Agrônomos desde 1933, quando promulgado, pelo então presidente Getúlio Vargas, o decreto 23.196, que regulou o exercício da profissão. Outro fato relevante é o de que disciplinas que integram as matrizes curriculares dos cursos de Agronomia de todo o país conferem aos engenheiros agrônomos a capacidade técnica para a atuação na área de produção animal.

Para debater o tema, o Crea-MS promove nesta terça-feira (25/8), em Campo Grande (MS), a partir das 17h, o 1º Ciclo de Palestras Agronômicas que tem como tema “A atuação do Engenheiro Agrônomo nas atividades de zootecnia”.  Serão palestras e debates com renomados profissionais da agronomia em áreas como produção animal em pasto, melhoramento genético animal e rastreabilidade e certificação animal.

As inscrições estão sendo feitas gratuitamente no site www.creams.org.br e para participar é necessário colaborar com 1kg de alimento não perecível. Informações podem ser obtidas pelo telefone 67 3368-1026, das 12h às 18h.

Confira a programação:

17h – Abertura

17h30 a 18h15 – Palestra 1 – Atribuição Profissional do Engenheiro Agrônomo para o Exercício da Zootecnia

Ministrante: Engª. Agrª. Me. Maria Rita Jacinto Rodrigues Por Deus – Gerente do Departamento de Assessorias Técnicas do Crea-MS

18h15 a 19h15 – Palestra 2 – Produção Animal em Pasto

Ministrante: Eng. Agr. Dr. Rodrigo Amorim Barbosa – Pesquisador da Embrapa Gado de Corte – Embrapa CNPGC

19h15 – Intervalo

19h45 a 20h45 – Palestra 3 – Tema: Melhoramento Genético Animal

Ministrante: Eng. Agr. Dr. Roberto Augusto de Almeida Torres Júnior – Pesquisador da Embrapa Gado de Corte – Embrapa CNPGC

20h45 a 21h30 – Palestra 4 –Rastreabilidade e Certificação Animal

Ministrante: Eng. Agr. Márcio Vinicius Ribeiro de Moraes – Consultor e Proprietário da Empresa Pantanal Certificadora de Rondonópolis – MT.

21h30 a 22h – Mesa redonda


Fonte: Crea-MS




No Programa de Pós-graduação em Sistemas Agrícolas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em Piracicaba, pesquisa avaliou o consumo de água de um canavial e as relações com as variáveis micrometeorológicas. O principal objetivo do trabalho do engenheiro agrônomo Daniel Nassif foi estudar o consumo hídrico da cana, separando o consumo de água em evaporação e transpiração, relacionando-o com os fenômenos meteorológicos e simulação dos processos envolvidos. Os resultados apontam que o uso de água é elevado, mas pode ser reduzido a partir de estimativas de consumo.

Atualmente, no Brasil, o etanol é um produto com grande potencial comercial e sua demanda está aumentando muito. O preço do açúcar está em alta e mudanças climáticas poderão interferir, dependendo da região, na matéria-prima desses produtos, a cana-de-açúcar. Em regiões como o Centro-Oeste e Nordeste, o clima não é muito favorável e, por isso, torna-se essencial a irrigação nos canaviais.

Na região Sudeste, apesar de a irrigação não ser essencial, em um ano como o de 2014 a irrigação torna-se interessante, para ajudar a reduzir a perda de produção da cana. Porém, a forma como é realizado o processo de irrigação tem resultado em algum desperdício de água e, portanto, a diminuição dessa utilização em excesso é necessária.

Consumo hídrico
Para analisar o consumo hídrico da cana-de-açúcar, Nassif utilizou diferentes técnicas de estudo. O projeto teve orientação de Fábio Marin, professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas e a proposta do projeto foi verificar a quantidade necessária de água em um canavial, para tentar reduzir a utilização dessa água no processo de irrigação.

“À partir da análise dos dados, foi possível afirmar que o uso da água nos canaviais pode ser reduzido e, com base nas simulações realizadas em laboratório pode-se predizer a demanda de água de um canavial de acordo com as condições climáticas e características do solo, por exemplo”, reforça o autor da pesquisa.

A pesquisa foi desenvolvida na fazenda Areão, em área experimental da Esalq, e foi utilizado um pivô central de irrigação. Entre os resultados obtidos, destaca-se que é possível reduzir o uso de água pela irrigação em canaviais, evitando o desperdício. “O maior benefício da pesquisa foi o aumento no conhecimento do consumo de água pela cana, com intuito de avaliação da real necessidade de irrigação da cultura”, conclui Nassif.



Fonte: Agência USP de Notícias







No dia 12 de outubro comemorou-se o Dia do Engenheiro Agrônomo. Foi neste dia, em 1933, que o presidente Getúlio Vargas regulamentou a profissão. Trata-se de uma das profissões mais ecléticas e importantes para o Brasil e para o mundo. O agro é responsável pela produção, processamento e distribuição de alimentos saudáveis, energia limpa e renovável e fibras, além de cuidar do meio ambiente, da paisagem e dos recursos naturais, essenciais para a produção agropecuária sustentável. Dentre os profissionais que atuam no agro, nas ciências agrárias, o Engenheiro Agrônomo tem uma grande responsabilidade.

É o profissional que tem atribuições para atuar no "antes da porteira" (insumos, máquinas e equipamentos, planejamento, crédito e seguro rural), "dentro da porteira" (produção de animais e vegetais) e "depois da porteira" (processamento, armazenamento, transporte e comercialização de produtos agropecuários). Trata-se do profissional que apresenta competência para planejar, coordenar, fiscalizar e executar atividades no agro, nas áreas de produção, ensino, pesquisa, extensão e fiscalização. Pode liderar equipes constituídas por diversos profissionais de nível técnico e tecnológico. Estima-se que existam mais de 100.000 engenheiros agrônomos atuando no Brasil. E que são necessários cerca de 150.000 para atender, adequadamente, as necessidades do setor.

No Brasil existem cerca de 5.000.000 de propriedades rurais e cerca de 25.000.000 de produtores rurais. O agro é responsável por mais de 25% do PIB do Brasil e de mais de 30% dos empregos e das exportações. É o setor responsável pela balança comercial positiva do país. É mais barato criar empregos no agro que nos demais setores da economia. O Brasil apresenta vantagem competitiva, em relação aos outros países do mundo, no agro. Temos terras agricultáveis de boa qualidade, clima favorável e a maior reserva de água doce do mundo. Temos tecnologia agrícola tropical de qualidade, produzida em nossas universidades e institutos de pesquisa. A produtividade de grãos, no Brasil, dobrou nos últimos 20 anos. Os produtores agrícolas são tecnificados e competentes para incorporarem novas tecnologias. O Brasil é visto pelos órgãos internacionais (FAO, OCDE) como o celeiro do mundo, a "grande fazenda". Estima-se que, até 2050, o mundo vai necessitar de 70% a mais de alimentos. O Brasil deve ser o responsável por 40% deste aumento na produção mundial. A agroenergia (etanol, biodiesel, biomassa) vai ocupar, cada vez, maior espaço na matriz energética mundial. Podemos aumentar muito as nossas florestas plantadas. Tudo isto sem necessitar desmatar novas áreas. É um grande desafio e uma grande oportunidade.

Para assumirmos este papel de protagonistas precisamos formar profissionais cada vez mais qualificados. O Engenheiro Agrônomo demandado tem que apresentar sólida formação básica e profissional, incluindo aspectos ambientais e sociais. Deve apresentar características pessoais exigidas pela sociedade (ética, liderança, capacidade de trabalhar em equipe), domínio de idiomas e informática, capacidade de gestão e de comunicação. Há necessidade que as Escolas tenham qualidade e formem profissionais competentes. É necessário que atendam todas as áreas de conhecimentos e conteúdos necessários para a formação apropriada. Atualmente são cerca de 230 Instituições de Ensino de Engenharia Agronômica no Brasil. Em 2010 foram oferecidas mais de 17.000 vagas e tínhamos mais de 50.000 estudantes matriculados. Ainda em 2.010 ingressaram nas Escolas de Engenharia Agronômica mais de 14.000 novos estudantes e formaram-se quase 6.800  Engenheiros Agrônomos.

São estes Profissionais que podem fazer a diferença. Assumindo a responsabilidade técnica de atividades relevantes para o Brasil. Produzindo cada vez mais, respeitando o homem e o ambiente, Os Engenheiros Agrônomos podem atuar nas áreas de produção de vegetais, produção de animais, processamento de produtos agropecuários, biotecnologia, engenharia a de biossistemas, economia, administração e sociologia rural e recursos naturais /manejo ambiental. Podem atuar em empresas privadas e instituições públicas, nas áreas de produção, consultoria/assessoria, transferência de tecnologia, pesquisa, ensino, fiscalização etc. Existe um mercado de trabalho bastante aquecido e um futuro promissor. A  Engenharia Agronômica é a profissão "do hoje", do Brasil que tem vocação para o agro.

* por José Otavio Menten, presidente do CCAS (Conselho Científico para Agricultura Sustentável)


Imprensa - SEESP



Lendo ali, acolá, em tempos de eleição pensei que os produtores poderiam lançar uma nova sigla, para lutar por suas necessidades, o PPD (Produzir, Preservar para quem tem o Dom). Ultimamente, tenho visto diversas discussões relacionadas ao campo, código florestal, plano safra 2012/2013, agrotóxicos no leite materno, resíduos em alimentos, desmatamento, sequestro de CO2, na maioria das vezes pautadas pela emoção, pouca ciência e o pior: muito pouco de razão. Acredito que isso seja cultural, oriunda de nossa cultura antepassada. Mas, em algum momento, teremos que mudar os nossos hábitos que discriminam o nosso maior bem. Lembre-se: o produtor rural vem fazendo isto há bastante tempo.

Temos muitos exemplos: o plantio direto, a preservação de grande parte do nosso meio ambiente, a maior economia verde do mundo, e ainda tem gente que a chama de economia marrom, onde estamos? Particularmente, o produtor tem buscado melhorar seu desempenho. Um processo que tem se difundido muito é a certificação, ou seja, o controle total de suas atividades tanto do ponto de vista social, ambiental e de boas práticas. O que isso significa? Que o consumidor está exigindo este processo e que não tem volta. Temos alguns exemplos como cana de açúcar, mamão, uva, morango, soja, laranja entre outras. Estive recentemente participando de algumas discussões em São Paulo, nos planos de governos municipais, onde um dos pontos discutidos é exatamente este. E a pergunta que deve ser respondida é a seguinte: como podemos ajudar os produtores a certificar-se? Tarefa aparentemente fácil, um agrônomo ou veterinários ou técnicos agrícolas podem fazer isso, certo ou errado? Errado: do ponto de vista operacional. Já do ponto de vista técnico: sem problemas. Eles são capazes e competentes. No entanto, os entraves são enormes, poucos têm conhecimento das metodologias. Os supermercados exigem a certificação, porém não mostram o caminho aos produtores. Seria função deles? As cooperativas tentam, mas seu foco mudou, nem sempre tem foco em assistência, as revendas no mesmo caminho, as indústrias fazem educação, porém pode e deve fazer mais, e o governo, ah governo, o que está fazendo?

Todas essas questões são difíceis de serem respondidas, talvez pela falta de estrutura de assistência técnica do governo que realmente está sucateada em quase todo o país. Sinceramente, se não criarmos um sistema onde todos possam ajudar-se, teremos uma dificuldade enorme em chegar à certificação, processo que irá garantir definitivamente a segurança alimentar dos brasileiros. Isso não quer dizer que não tenhamos, mas acredito que todas as donas de casa gostariam de saber onde, de onde e como são produzidos os alimentos. Tudo isso, sem dúvidas, sem notícias alarmantes, que expõem o Brasil aos nossos concorrentes. Em muitas vezes, desnecessariamente.    

Alguns municípios já estão pensando nisto e com certeza serão pioneiros. Além de produzir para a sua população, saberão quais alimentos produzem e a sua origem. Tudo isso pensando em você: consumidor. Tarefa difícil ou fácil? Imagino que seja difícil, mas como disse anteriormente: se trabalharmos como os "jipeiros nas trilhas", onde todos se ajudam mutuamente, certamente nossa tarefa será menos árdua. Lembrem-se: o melhor está por vir!

* Por José Annes Marinho, engenheiro agrônomo, gerente de Educação da Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal)


Imprensa - SEESP


 

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