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Comunicação SEESP

A cidade de São Paulo é a maior consumidora de energia elétrica do País, gasta o equivalente a ¼ da energia produzida na Usina Hidrelétrica de Itaipu. Para tratar do tema, será realizado o seminário “Energia solar – desafios e diretrizes para uma política municipal”, no dia 19 de março próximo, das 9h às 13h, na Câmara Municipal (Viaduto Jacareí, 100, 8º andar). O evento contará com a parceria, entre outras entidades, do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), instituição de ensino mantida pelo SEESP.

O Isitec fará uma palestra no seminário que abordará, entre outros temas, a importância da energia solar para o clima e a sustentabilidade; pesquisas atuais e formação profissional na área; cadeia produtiva, empresas e geração de empregos verdes; marcos regulatórios e casos de sucesso em outras cidades.

A atividade pretende reunir associações do setor, órgãos de governo, organizações da sociedade envolvidas com gestão municipal e sustentabilidade, agências de financiamento e entidades acadêmicas e de pesquisa. O objetivo é identificar desafios e propor ações para ampliar o uso de energia solar na capital paulista, iniciando, assim, a construção de uma política municipal paulista dessa energia limpa.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.eliseugabriel.com.br ou pelo telefone (11) 3396-4403.


Comunicação SEESP*

A Tesla, que vem ganhando reconhecimento tecnológico por causa da comercialização de carros elétricos, promete inovar também na geração de energia solar. A empresa anunciou recentemente que começará a produzir pra valer, neste ano, suas telhas fotovoltaicas na fábrica SolarCity em Buffalo, Nova York, nos Estados Unidos. O projeto, que havia sido anunciado em 2016, seria iniciado em meados do ano passado. No entanto, seu fundador, Elon Musk, declarou que o produto precisava de um tempo maior de testes para funcionar melhor e de maneira mais adequada.

 

telhas da tesla home



E pelo jeito deu certo. As chamadas Solar Roof começam a ganhar os telhados ainda em 2018, segundo previsão da própria empresa. Além de possuírem um design completamente diferente das placas atuais placas fotovoltaicas, terão um preço muito mais baixo. Segundo a empresa, custarão US$ 21,85 por metro quadrado, o que significa US$ 2,65 a menos do que a mesma metragem de uma telha comum nos EUA.

As telhas de Elon Musk têm a aparência das convencionais feitas de barro ou pedra, mas, são feitas de vidro temperado e texturizado e, segundo a Tesla, três vezes mais resistentes do que as telhas comuns. As novas telhas devem chegar a uma vida útil de 50 anos, segundo Musk e o telhado solar terá 98% de eficiência quando comparado a um telhado solar tradicional, e que eles produzirão quase a mesma quantidade de energia por centímetro quadrado.O material é completamente translúcido, atravessado pela luz. Dali, a luz é transmitida para células solares, que ficam escondidas debaixo das telhas. A empresa anunciou que haverá quatro modelos de telha: ardósia, toscano, liso e texturizado.

Para armazenar a energia captada, a Tesla desenvolveu uma super bateria, a Energy Powerwall 2, que guarda o excesso de energia gerada durante o dia e que pode, também, abastecer o carro elétrico da Tesla, recarregado em um tomada. A bateria funciona ainda como um gerador de emergência quando há queda de energia elétrica regular.

A Powerwall 2 conta com 14kw, o dobro da potência do modelo anterior, e é capaz de alimentar uma casa de dois banheiros por um dia. A bateria está em pré-venda no site da Tesla por US$ 5500, com combinações para quem já possui energia solar ou para quem precisa de uma instalação completa.

O projeto da Tesla inclui a intercalação de telhas comuns e solares, já que não é necessário que todas as peças sejam capazes de produzir energia. A quantidade de telhas solares vai depender da capacidade de energia que a residência precisa produzir. O projeto é customizável, e o consumidor pode incluir, no máximo, 70% de telhas solares. As peças solares e não solares são muito parecidas e não dá para perceber a diferença entre elas depois de instaladas.

De acordo com agências de notícia, quando a pré-venda começou, em maio do ano passado, os clientes nos EUA desembolsaram cerca de US$ 1 mil para receber as telhas solares da Tesla em suas casas.


* Com agências





Comunicação SEESP*

O Brasil alcançou a marca de 1 gigawatt (GW) de potência instalada em usinas de fonte solar fotovoltaica conectadas à matriz elétrica nacional. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), responsável pelo levantamento, a potência é suficiente para abastecer 500 mil residências e atender o consumo de 2 milhões de brasileiros. O resultado também coloca o Brasil entre os 30 países do mundo, de 195, que possuem mais de 1 GW de fonte solar.


Foto: Renew Energia
energia solar fotovoltaica foto Renew EnergiaImagem aérea feita por drone.



O presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, reconhece que houve avanço, mas destaca que o País ainda está abaixo do seu potencial. “O Brasil está mais de 15 anos atrasado no uso da energia solar fotovoltaica. Temos condições de ficar entre os principais países do mundo nesse mercado, assim como já somos em energia hidrelétrica, biomassa e eólica. Para isso, precisamos de um programa nacional estruturado para acelerar o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica”, disse por meio de nota.

Ele também explicou que O desempenho positivo se deve ao crescimento dos mercados de geração centralizada, com a inauguração de grandes usinas solares fotovoltaicas contratadas pelo governo federal em leilões de energia elétrica realizados em 2014 e 2015. Neste caso, as usinas em funcionamento estão localizadas principalmente na Bahia, Piauí, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Pernambuco e representam uma potência total de 0,935 GW.

Também houve aumento da chamada geração distribuída, quando as placas solares estão em residências, prédios comerciais ou públicos, também foi registrado crescimento no uso pela população, empresas e governos, bem como nas zonas rurais das diversas regiões brasileiras. A potência total, neste caso, é de 0,164 GW.

Somando, os dois segmentos atingem praticamente 1,1 GW operacionais em todo o País desde o início de 2018.

Incentivo
Por pressão do mercado, alguns governos têm isentado a cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a energia injetada na rede e compensada na geração distribuída. Atualmente, 23 estados brasileiros mais o DF aderiram ao Convênio ICMS nº 16/2015. Ainda faltam aderir Amazonas, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

Em São Paulo, o governo do estado publicou recentemente, no Diário Oficial, o Decreto 63.695 que altera o Regulamento do ICMS e isenta equipamentos e componentes para geração de energia elétrica solar fotovoltaica destinada ao atendimento do consumo de prédios próprios públicos estaduais. Ainda no primeiro trimestre deste ano a Universidade Estadual Paulista (Unesp) apresentará um edital público para fornecimento de energia solar para seus prédios.

O benefício impacta as partes, peças, estruturas de suporte, transformador, cabos elétricos, disjuntor, inversor CC/CA ou conversor, string box ou quadro de comando e rastreador solar (tracker). A norma foi divulgada ainda no final de dezembro e atende a uma demanda do setor fotovoltaico ao validar o convênio ICMS 114/2017 celebrado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária.

O levantamento do potencial solar paulista mostra que São Paulo pode gerar até 12 TWh/ano. O mapeamento dos níveis e faixas de irradiação apontam a viabilidade técnica e econômica para a geração de energia fotovoltaica entre as faixas de radiação anual de 5,61 e 5,70 kWh/m² ao dia, considerando a melhor faixa de aproveitamento, correspondente a 0,3% do território paulista.


* Com Agência Brasil e Canal Energia



Em mais uma reunião realizada no interior paulista, desta vez da Delegacia Sindical de Barretos, em 7 de fevereiro último, foi apresentada à diretoria executiva do SEESP um relato sobre as atividades da regional. O presidente da delegacia e secretário municipal de turismo e desenvolvimento econômico de Olímpia, o vereador Luiz Antônio Moreira Salata, observou que a engenharia é um agente de mudanças e que a cidade não seria a mesma sem a aplicação desse saber. Salata destacou a liderança de Murilo Pinheiro, presidente do sindicato e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), no estado de São Paulo e no País. E informou que a delegacia está envolvida no debate sobre energias renováveis e que pretende realizar um evento sobre o tema, especificamente sobre a solar, em março próximo. 

Os profissionais da região, que prestigiaram o encontro em grande número, falaram sobre a importância dos técnicos ocuparem os espaços devidos nas prefeituras e em demais órgãos de governo, solicitando que o sindicato atue ainda mais nesse sentido. 

Foto: Paula Bortolini

Profissionais comparecem em peso à reunião da Delegacia Sindical de Barretos.


Murilo agradeceu a oportunidade de poder conversar diretamente com os profissionais, realçando a importância da atuação de Salata como representante dos engenheiros na Câmara Municipal e à frente da secretaria. Em sua exposição, o presidente do SEESP abordou a conjuntura nacional, a crise econômica, o desemprego crescente, as reformas previstas (trabalhista, previdenciária e sindical), a abertura do País ao capital estrangeiro, as privatizações. Para ele, a posição do sindicato apartidária permite discutir de forma tranquila todas as questões de maneira muito forte. “Precisamos discutir empregabilidade, e não desemprego. Reindustrialização e crescimento, e não recessão.” 

Nesse caminho está o movimento Engenharia Unida, destacou Murilo, que tem uma agenda positiva e baseada em discussões técnicas voltadas ao desenvolvimento do País com sustentabilidade e justiça e à valorização dos engenheiros, com geração de emprego e respeito aos direitos da categoria, como o piso salarial (Lei 4.950-A/66). Entre outras ações positivas, a liderança relacionou o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) que, neste ano, está na sua quarta turma do curso de graduação Engenharia de Inovação; a edição atual do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” que aborda as cidades brasileiras; e a atuação da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) que reúne, além da categoria, os odontologistas, economistas, farmacêuticos e nutricionistas. 

A necessidade de trazer os jovens à vida sindical também foi ressaltada pelo presidente do sindicato. “Que eles participem da política da engenharia, que eles entrem nas questões nacionais. Somente no conjunto é possível resolvermos os problemas”, observou. Nesse sentido, a coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP, Marcellie Dessimoni, falou sobre o trabalho do setor e convidou todos os presentes a participarem dos projetos e ações, também com olhar social da engenharia. 

A delegacia de Barretos abrange as cidades de Altair, Bebedouros, Cajobi, Colombia, Embaúba, Guaira, Guaraci, Jaborandi, Monte Azul Paulista, Olímpia, Pirangi, Severina, Taiaçu, Taiuva, Terra Roxa, Viradouro, Vista Alegre do Alto. Participaram também da reunião do dia 7 de fevereiro os diretores da regional Marcos Costa, Maria Aparecida Moreira Kamla, Jodemir Batista Garcia, Hassem Mustafe Haj Hammoud e Ricardo Moraes Soares. O vice-presidente do SEESP, João Carlos Gonçalves Bibbo, também esteve presente.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações da assessora da Presidência - Paula Bortolini

 

 

 

 

Começa amanhã (23/8) e vai até quinta (23) a Intersolar South America, uma feira do setor de energia solar, que congrega profissionais e empresas do mundo inteiro no esforço de aumentar a participação desse tipo de fonte energética, na geração e fornecimento de energia elétrica. De acordo com os organizadores, há um aumento de 100% no espaço de exposição desde a última edição, em 2015.


Foto: Solar Promotion International GmbH
Intersolar South America 2015 600 largOs visitantes receberão informações sobre as áreas de energia fotovoltáica e tecnologias termossolares.



Para Edgard Laureano da Cunha Jr, diretor executivo da Aranda Eventos, que promove o evento, o aumento do número de expositores é um termômetro sobre o setor, que vem crescendo no País: “É um sucesso esmagador. Dá pra sentir que os investidores globais e as empresas nacionais têm confiança no mercado brasileiro”.

A feira oferecerá uma grande variedade de expositores, incluindo fabricantes de células e módulos fotovoltáicos (FV), empresas de inversores, fornecedoras de componentes FV, de tecnologia de monitoração e controle, de sistemas de rastreamento, de sistemas de montagem, de tecnologia termo-solar, de sistemas de armazenamento de energia, além de distribuidoras de aplicativos FV.

Para uma das empresas participantes, a Schletter, fornecedora de sistemas de montagem, o Brasil será um mercado central no futuro da América do Sul. A empresa já possui um destacado projeto de referência no Brasil – um parque solar ao sul de Florianópolis que é um dos maiores projetos FV do país. “A Intersolar South America é o principal ponto de encontro do setor solar no continente. É perfeito para fazer contatos e negócios, e para nos atualizarmos sobre os mais recentes avanços. O mercado brasileiro oferece um futuro promissor para a tecnologia solar,” declara Silke Kaufmann, da empresa.

Paralelamente à feira, ocorrerá o Congresso da Intersolar South America , e este ano com mais sessões e oficinas. O número de congressistas esperados ultrapassará os 800 do ano passado. O congresso trará informações em primeira mão sobre o desenvolvimento futuro do setor solar brasileiro. Analisando os desafios dos sistemas de compensação de energia, tributação, procedimentos de conexão à rede, disseminação e financiamento, o congresso também examinará o segmento bastante promissor da energia FV distribuída. Outro ramo emergente enfocado no congresso será o da geração centralizada, especialmente em vista dos exitosos leilões nacionais de energia FV, conduzidos pelo Governo Federal nos últimos 3 anos. Outro leilão está previsto para dezembro de 2016.

As múltiplas facetas do congresso se completam com eventos paralelos especiais tais como a apresentação do relatório da Greenpeace, “A Alvorada da Revolução Energética”, além de um jantar exclusivo de entrosamento.

Tal como nas edições anteriores, haverá oficinas especiais para técnicos em instalação, como, por exemplo, “Como instalar sistemas de aquecimento solar em casas existentes”, para engenheiros e, juntamente com o “Programa Intersolar de Estudos”, também para estudantes de mestrado em engenharia e economia.

As fontes renováveis oferecem um ampla variedade de novas oportunidades de carreira. Pela primeira vez, a feira incluirá um fórum de empregos e carreiras, que oferecerá uma plataforma de informações sobre opções de treinamento e formação.

A entrada à feira é gratuita, aberta das 12h às 20h. É preciso pré-cadastrar-se aqui. Mais informações em www.intersolar.net.br





Fonte: Intersolar





Com o objetivo de solucionar os “problemas estéticos”, envolvendo as placas solares convencionais, empresas italianas aprimoraram a tecnologia e desenvolveram uma telha cerâmica fotovoltaica, que se integra à estrutura da casa ou edifício. Um dos motivos que levou ao desenvolvimento da nova telha, foi o fato de os painéis tradicionais serem grandes e pesados, eram alvo de reclamações de grande parte do público, que rejeitava os modelos alegando que não queria danificar a estética dos telhados, impedindo a disseminação da energia solar.

 

Foto: divulgação
telha-solarTelhas são feitas de cerâmica e possuem células fotovoltaicas embutidas.

 

Feita cerâmica, as telhas possuem quatro células fotovoltaicas embutidas e a fiação segue embaixo do telhado para o conversor. De acordo com o fabricante, além de ser capaz de substituir os painéis para captação de luz do sol, a telha, batizada de Tegola Solare, pode gerar cerca de 3kw de energia em uma área instalada de 40m², ou seja, um telhado completo ou parcialmente coberto já poderia suprir as necessidades energéticas de uma casa tranquilamente. Porém, um impedimento para adquirir o produto, ainda, é que são mais caras do que as placas convencionais.

De acordo com os fabricantes, cidades como Veneza já adoraram a telha para manter suas características. A Itália é um país que possui muitas casas antigas e os centros históricos têm muitas regras de preservação, logo, em algumas cidades, a colocação de painéis solares é muitas vezes proibida por lei.

Como é a instalação?
A instalação das telhas fotovoltaicas é feita normalmente, como a de qualquer outro telhado, e a área que captará a luz solar depende da necessidade do imóvel. Por isso, os fabricantes também disponibilizam o mesmo modelo em telhas comuns.


Com informações do site Pensamento Verde






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Desde o dia 1º de março estão valendo as novas regras da Resolução Normativa nº 482/2012, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que estabelece condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica, com sistema de compensação de energia elétrica. Com isso, a partir de agora o consumidor está permitido a instalar pequenos geradores (tais como painéis solares fotovoltaicos e microturbinas eólicas, entre outras fontes renováveis) em sua casa ou outro local, denominado como unidade consumidora, para trocar energia com a distribuidora local com objetivo de reduzir o valor da sua fatura de energia elétrica.

Foto: Divulgação Renew Energia
energia fotovoltaica foto divulgacao



As adesões ao modelo de geração distribuída têm crescido expressivamente desde as primeiras instalações, em 2012. Entre 2014 e 2016 os registros quadruplicaram passando de 424 conexões para 1930 conexões. Com a revisão da norma, que simplifica procedimentos de registro, a estimativa é que até 2024 mais 1,2 milhão de consumidores passem a produzir sua própria energia, o equivalente a 4,5 gigawatts (GW) de potência instalada.

A resolução autoriza o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, denominando-se microgeração distribuída a central geradora com potência instalada até 75 quilowatts (KW) e minigeração distribuída aquela com potência acima de 75 kW e menor ou igual a 5 MW (sendo 3 MW para a fonte hídrica), conectadas na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.
 
Quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. O prazo de validade dos créditos passou de 36 para 60 meses, e podem ser usados também para abater o consumo de unidades consumidoras do mesmo titular situadas em outro local, desde que na área de atendimento de uma mesma distribuidora. Esse tipo de utilização dos créditos é chamado de “autoconsumo remoto”.

Outra inovação da norma diz respeito à possibilidade de instalação de geração distribuída em condomínios (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras). Nessa configuração, a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores.

A Aneel criou ainda a figura da “geração compartilhada”, o que possibilita que diversos interessados se unam em um consórcio ou em uma cooperativa, instalem uma micro ou minigeração distribuída e utilizem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Com relação aos procedimentos necessários para se conectar a micro ou minigeração distribuída à rede da distribuidora, a Aneel estabeleceu regras que simplificam o processo: foram instituídos formulários padrão para realização da solicitação de acesso pelo consumidor. O prazo total para a distribuidora conectar usinas de até 75 kW, que era de 82 dias, foi reduzido para 34 dias.
 
Adicionalmente, a partir de janeiro de 2017, os consumidores poderão fazer a solicitação e acompanhar o andamento de seu pedido junto à distribuidora pela internet.
 
A geração de energia perto do local de consumo traz uma série de vantagens, tais como redução dos gastos dos consumidores, economia dos investimentos em transmissão, redução das perdas nas redes e melhoria da qualidade do serviço de energia elétrica. A expansão da geração distribuída beneficia o consumidor-gerador, a economia do país e os demais consumidores, pois esses benefícios se estendem a todo o sistema elétrico.

Fonte: Aneel




Para reduzir o custo dos sistemas de conversão de energia solar em energia elétrica, a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou projeto que isenta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de PIS/Pasep e da Cofins painéis fotovoltaicos e outros componentes dessa modalidade de energia renovável, fabricados no país.

O autor da proposta (PLS 167/2013), senador Wilder Morais (DEM-GO), também prevê isenção do Imposto de Importação para componentes fabricados em outros países, até que haja similar nacional equivalente ao importado, em padrão de qualidade, conteúdo técnico, preço e capacidade produtiva.

Conforme observa o autor, o alto preço dos painéis solares no Brasil representa um obstáculo ao maior aproveitamento da energia solar no país. Ele afirma que a disseminação de células fotovoltaicas em telhados de casas e fachadas de edifícios na Europa decorre de incentivos tributários inseridos na legislação dos países da União Europeia.

O relator da matéria na CI, senador Blairo Maggi (PR-MT), também avalia que o potencial brasileiro de uso de energia solar está subaproveitado e acredita que a redução de custos, a partir da desoneração proposta, dinamizará a produção alternativa de energia no país.

Ele informa que o setor estima um aumento do consumo de energia elétrica em torno de 46% até 2023, especialmente na indústria, sendo urgente a necessidade de incentivo a novas fontes.

A renúncia de receita estimada pelo Ministério da Fazenda, disse, caso as desonerações previstas no projeto sejam adotadas, ficará entre R$ 15 milhões e R$ 18 milhões anuais, o que torna a proposta exequível, na opinião de Blairo.

No debate na CI, o senador Walter Pinheiro (PT-BA) considerou o projeto uma importante alavanca às indústrias de componentes para aproveitamento da energia solar no Brasil.


 

Fonte: Agência Senado







A afirmação é de Eloy Casagrande Jr., doutor em Engenharia de Recursos Minerais e Meio Ambiente, pela University of Nottingham, e pós-doutor em Inovação Tecnológica e Sustentabilidade, pelo Instituto Superior Técnico (IST), de Lisboa. Atualmente é professor na UTFP (Universidade Tecnológica Federal do Paraná). Ele falou sobre o assunto em entrevista ao IHU (Instituto Humanitas Unisinos), do Rio Grande do Sul. Reproduzimos, a seguir, trechos da entrevista.

IHU On-Line - O Ministério de Minas e Energia divulgou que 15% dos domicílios brasileiros já dispõem de energia solar. O que esse percentual significa em termos de investimento em energia renovável?
Eloy Casagrande Jr. -
Significa muito à medida que o governo começa a reconhecer as energias renováveis como a solar, a eólica e a biomassa. Representa que, de algum modo, o país está saindo desse paradigma da energia hidrelétrica e termoelétrica. O investimento nas energias renováveis contribui para a redução de emissões, para uma maior eficiência energética, gerando menos gastos à sociedade. Então, o governo poderia aumentar, como fizeram em outros países, a linha de apoio por meio de isenções fiscais, linhas de financiamento especiais, porque, com esse tipo de apoio, se consegue que novas tecnologias entrem no mercado com mais força, possibilitando o acesso dos consumidores.

IHU On-Line - Por que o investimento em energia solar ainda é baixo, visto que o país possui os recursos necessários? Como entender a falta de incentivo para a produção de energia alternativa no Brasil, como a energia solar, por exemplo?
Eloy Casagrande Jr. -
O Brasil tem um potencial de energia solar e eólica ainda inexplorado. De fato, há uma baixa geração comparada ao potencial brasileiro. Nesse sentido, ainda há um caminho longo para percorrer em termos de desenvolvimento, tecnologia, know-how, criação de mais empregos, etc. Quando um país começa a sair do paradigma de uma energia poluente, como a energia baseada no combustível fóssil, e passa a investir em uma energia como a renovável, tem que investir em informação, educação, inovação, e precisa criar condições para que essa energia possa ser consolidada no mercado. Vejo que em todos os países isso acontece por meio de ações do governo. Não se pode deixar o mercado atuar sem nenhum tipo de apoio. Há de ter aí a "mão forte" do governo para isso acontecer.

IHU On-Line - A proposta para a ampliação da energia solar consiste em investir em um modelo de energia descentralizado ou num modelo centralizado?
Eloy Casagrande Jr. -
Os investimentos apontam para a energia descentralizada. A última resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sinaliza para que os consumidores, a partir de 2013, possam instalar uma regulamentação para energia fotovoltaica, energia eólica e energia de biomassa, ou seja, para que possam instalar minigeradores, microgeradores nas suas casas, nos escritórios, no hospital, numa escola, e a partir disso estar conectados à rede. Vamos nos tornar todos distribuidores de energia. Este é um modelo que já existe fora do Brasil há muitos anos. Ao investir nesse modelo, se tem a possibilidade de reduzir os custos da instalação, por exemplo, de painéis fotovoltaicos, que ainda necessitam das baterias. Além disso, ao produzir essa energia que não será consumida, será possível trocá-la por crédito de energia da rede, para utilizar a energia em momentos em que não há Sol, como à noite. Nesse sentido, percebe-se que há uma tendência clara para descentralizar a energia. Evidentemente, não se trata de grandes geradores, mas já é um avanço.

IHU On-Line - Quais os desafios em relação à energia solar no país? É possível garantir a eficiência energética investindo somente em energias renováveis?
Eloy Casagrande Jr. -
Temos que olhar a energia do ponto de vista sistêmico. Qualquer geração de energia do futuro vai ter que ser composta de diversas fontes. Não se pode, por exemplo, depender somente da energia oriunda de hidrelétricas, pois basta não chover por um período e ficaremos sem energia. Então, a matriz energética tem de oferecer um conjunto de ofertas de energia, que possam suprir as deficiências de cada uma.

Quando se discute a matriz energética, não se trata de dizer que a melhor energia é a hidrelétrica, a solar ou a eólica. O conjunto delas, associado a um bom programa de eficiência energética, o qual o Brasil precisa assumir, traria resultados. Ainda há muito o que fazer em relação às perdas de distribuição, em relação à melhoria dos equipamentos e dos produtos que utilizam energia elétrica, como os eletrodomésticos. As próprias construções também podem ser um alvo de estudo em posição de maior eficiência energética. Na Universidade Federal do Paraná, por exemplo, realizamos o projeto do "escritório verde", que aponta um conjunto de soluções para maior eficiência energética e uso racional da energia. Entre as propostas, estuda-se o isolamento térmico de futuras casas, com vidros e paredes duplas, com iluminação natural, com energia solar e com lâmpadas leves. Então, é esse conjunto de tecnologias e equipamentos que vai determinar o quanto de energia será possível dispor no futuro, trazendo economia.

IHU On-Line - É possível vislumbrar a geração de energia descentralizada e autossuficiente no futuro?
Eloy Casagrande Jr. -
Não sei se vamos ver um modelo energético autossuficiente no futuro, mas podemos encaminhar para não sermos tão dependentes de um modelo centralizado. Claro que isso mexe com grandes negócios, mexe com grandes lobbies, que estão envolvidos com a energia elétrica, desde que ela se tornou uma commodity que capta, concentra e vende a energia. Essas empresas de energia elétrica têm ações na bolsa de valores. Energia virou um produto que precisa render. Essa visão também já nos traz uma visão mercantilista da energia.

No futuro até podemos discutir essa visão, mas hoje é o modelo que temos: existem grandes interesses econômicos ao redor de tudo isso, e se formos fazer uma retrospectiva histórica da construção das hidrelétricas no Brasil, veremos que são as mesmas construtoras que constroem as hidrelétricas de hoje.

 

Imprensa – SEESP
* Informação do IHU-Online



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