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O Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) está com inscrições abertas para a próxima turma do curso de pós-graduação European Energy Manager (Eurem): Pós-graduação em Gestão de Energia. O curso é uma aposta na capacitação dos profissionais que atuam nos campos da eficiência energética e da conservação de energia. Em parceria com a Câmara de Comércio Brasil-Alemanha, a pós-graduação tem certificação reconhecida pela União Europeia.

O Isitec fica na Rua Martiniano de Carvalho, 170, Bela Vista, São Paulo. Mais informações: (11) 3254.6850 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo." data-mce-href="mailto:Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.">Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


Sobre o curso
Eurem é um treinamento padronizado de Educação Continuada, com duração de 380 horas, que propõe melhorar e padronizar as habilidades dos estudantes na área de melhoria da eficiência energética. O programa foi criado em parceria com o Intelligent Energy Europe Programme (IEE), da União Européia. Além do reconhecimento brasileiro, os certificados também são reconhecidos pela União Européia.

Energy Concept
Um elemento decisivo na metodologia do curso é o energy concept, que garante a prática imediata dos conhecimentos adquiridos no treinamento. A partir dessa ferramenta um projeto concreto para a empresa já se inicia durante o período de aprendizagem. Este projeto prático é trabalhado utilizando o conteúdo estudado nos módulos-seminário: análise, possibilidades de otimização e cálculo de economia.

Público alvo
Destina-se aos profissionais que atuam e têm interesse na área de produção, distribuição, controle, conservação e consumo de energia elétrica, visando sua utilização econômica, eficiente e com qualidade.

Requisitos:
Graduados em engenharia, economia ou em áreas técnicas correlatas;
Conhecimentos básicos em tecnologias / produção / processos da área energética;
Cargo de gerência ou direto acesso aos tomadores de decisão;
Possuir competência de decisão (no âmbito das suas tarefas e orçamentos);
Experiência profissional na área.

O conteúdo programático do curso será dividido em 19 blocos:

1. Compra e venda de Energia, Legislação, Comércio de Emissões
2. Cálculo de Rentabilidade/Gestão de Projeto
3. Gestão de dados de Energia/Gestão de Carga
4. Fundamentos de Energia
5. Exigências de Energia na Construção / Eficiência Energética em Prédios
6. Aquecimento
7. Processos de Aquecimento, Vaporização e Recuperação de Calor
8. Cogeração/Produção combinada de calor e energia
9. Climatização
10. Refrigeração
11. Engenharia Elétrica e Motores elétricos
12. Iluminação
13. Ar comprimido
14. Energia Solar
15. Biomassa
16. Energia Geotérmica
17. Energias Renováveis
18. Contratação de serviços ESCOS
19. Green IT

Investimento
18 parcelas de R$1500,00, com desconto de 10% para associados: SEESP, SINAENCO, SINDUSCON, CREA E CÂMARA BRASIL ALEMANHA e 10% para quem pagar até o dia 05 de cada mês. Para quem atender aos requisitos dos dois descontos cumulativos, o valor pode cair para R$1.200,00.
Não há taxa de inscrição.

Início do curso: agosto/2016

Horários das aulas: quinzenalmente, às sextas-feiras das 19h às 23h e aos sábados das 8h às 17h.

Download da ficha de inscrição aqui. Após preenchê-la, enviar para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


isitec posgraduacao gestao de energia



Fonte: Isitec







A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). em parceria com a norte-americana ContourGlobal, começaram a produzir, no domingo (21/6), no Parque Eólico Chapada do Piauí I, energia eólica no total de 210 megawatts, suficientes para abastecer um terço da população piauiense de 3,2 milhões de habitantes.


Foto: Paulo Barros
parque eolico piaui foto Paulo Barros
Parque Eólico Chapada do Piauí I

 



O engenheiro Airton Freitas Feitosa, gerente regional de Operação Oeste da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, disse que às 14h55 do dia 16 de junho foi energizada, em vazio, sob à Subestação Picos, localizada no município de Picos, a Linha de Transmissão de 230 KV, de Codificação Operacional 04P1, que interligará o Parque Eólico Chapada do Piauí I, localizado no entorno das áreas dos Municípios de Marcolândia, Caldeirão Grande, Simões e Padre Marcos, permitindo o escoamento da energia elétrica gerada no mesmo para o Sistema Interligado Nacional.

A linha de transmissão tem 85 quilômetros de extensão e em 20 de junho teve início ao processo de energização da barra de 34,5 KV, em fase de teste, que coletará a energia gerada naquele Parque Eólico.

Fase de teste
Desde ontem, foi iniciada a fase de teste dos 115 aerogeradores do Parque Eólico Chapada do Piauí para que possam ser disponibilizados para entrarem em operação comercial já a partir do dia 1º de julho, com geração total de 210 megawatts, o suficiente para atender a uma demanda populacional da ordem de 400 mil pessoas.

A usina de Boa Esperança, em Guadalupe, inaugurada em abril de 1970, produz 273,7 megawatts, quase a mesma quantidade produzida pelo Parque Eólico Chapada do Piauí. As duas empresas que já produzem na Pedra do Sal, em Parnaíba (345 km de Teresina), geram 88 megawatts. Há registros de que a maior demanda de energia do Piauí foi registrada no dia 21 de outubro de 2013, que foi de 783 megawatts.

Os investimentos necessários para viabilizar este empreendimento foram da ordem de R$ 840 milhões feitos pela Chesf (49%) e ContourGlobal (51%).

O Piauí, que teve o seu efetivo início de desenvolvimento em 7 de abril de 1970, com o advento da Usina Boa Esperança, agora através da Chesf e ContourGlobal passa a ter papel de destaque na geração eólica do País.

Com agências




A afirmação é de Eloy Casagrande Jr., doutor em Engenharia de Recursos Minerais e Meio Ambiente, pela University of Nottingham, e pós-doutor em Inovação Tecnológica e Sustentabilidade, pelo Instituto Superior Técnico (IST), de Lisboa. Atualmente é professor na UTFP (Universidade Tecnológica Federal do Paraná). Ele falou sobre o assunto em entrevista ao IHU (Instituto Humanitas Unisinos), do Rio Grande do Sul. Reproduzimos, a seguir, trechos da entrevista.

IHU On-Line - O Ministério de Minas e Energia divulgou que 15% dos domicílios brasileiros já dispõem de energia solar. O que esse percentual significa em termos de investimento em energia renovável?
Eloy Casagrande Jr. -
Significa muito à medida que o governo começa a reconhecer as energias renováveis como a solar, a eólica e a biomassa. Representa que, de algum modo, o país está saindo desse paradigma da energia hidrelétrica e termoelétrica. O investimento nas energias renováveis contribui para a redução de emissões, para uma maior eficiência energética, gerando menos gastos à sociedade. Então, o governo poderia aumentar, como fizeram em outros países, a linha de apoio por meio de isenções fiscais, linhas de financiamento especiais, porque, com esse tipo de apoio, se consegue que novas tecnologias entrem no mercado com mais força, possibilitando o acesso dos consumidores.

IHU On-Line - Por que o investimento em energia solar ainda é baixo, visto que o país possui os recursos necessários? Como entender a falta de incentivo para a produção de energia alternativa no Brasil, como a energia solar, por exemplo?
Eloy Casagrande Jr. -
O Brasil tem um potencial de energia solar e eólica ainda inexplorado. De fato, há uma baixa geração comparada ao potencial brasileiro. Nesse sentido, ainda há um caminho longo para percorrer em termos de desenvolvimento, tecnologia, know-how, criação de mais empregos, etc. Quando um país começa a sair do paradigma de uma energia poluente, como a energia baseada no combustível fóssil, e passa a investir em uma energia como a renovável, tem que investir em informação, educação, inovação, e precisa criar condições para que essa energia possa ser consolidada no mercado. Vejo que em todos os países isso acontece por meio de ações do governo. Não se pode deixar o mercado atuar sem nenhum tipo de apoio. Há de ter aí a "mão forte" do governo para isso acontecer.

IHU On-Line - A proposta para a ampliação da energia solar consiste em investir em um modelo de energia descentralizado ou num modelo centralizado?
Eloy Casagrande Jr. -
Os investimentos apontam para a energia descentralizada. A última resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sinaliza para que os consumidores, a partir de 2013, possam instalar uma regulamentação para energia fotovoltaica, energia eólica e energia de biomassa, ou seja, para que possam instalar minigeradores, microgeradores nas suas casas, nos escritórios, no hospital, numa escola, e a partir disso estar conectados à rede. Vamos nos tornar todos distribuidores de energia. Este é um modelo que já existe fora do Brasil há muitos anos. Ao investir nesse modelo, se tem a possibilidade de reduzir os custos da instalação, por exemplo, de painéis fotovoltaicos, que ainda necessitam das baterias. Além disso, ao produzir essa energia que não será consumida, será possível trocá-la por crédito de energia da rede, para utilizar a energia em momentos em que não há Sol, como à noite. Nesse sentido, percebe-se que há uma tendência clara para descentralizar a energia. Evidentemente, não se trata de grandes geradores, mas já é um avanço.

IHU On-Line - Quais os desafios em relação à energia solar no país? É possível garantir a eficiência energética investindo somente em energias renováveis?
Eloy Casagrande Jr. -
Temos que olhar a energia do ponto de vista sistêmico. Qualquer geração de energia do futuro vai ter que ser composta de diversas fontes. Não se pode, por exemplo, depender somente da energia oriunda de hidrelétricas, pois basta não chover por um período e ficaremos sem energia. Então, a matriz energética tem de oferecer um conjunto de ofertas de energia, que possam suprir as deficiências de cada uma.

Quando se discute a matriz energética, não se trata de dizer que a melhor energia é a hidrelétrica, a solar ou a eólica. O conjunto delas, associado a um bom programa de eficiência energética, o qual o Brasil precisa assumir, traria resultados. Ainda há muito o que fazer em relação às perdas de distribuição, em relação à melhoria dos equipamentos e dos produtos que utilizam energia elétrica, como os eletrodomésticos. As próprias construções também podem ser um alvo de estudo em posição de maior eficiência energética. Na Universidade Federal do Paraná, por exemplo, realizamos o projeto do "escritório verde", que aponta um conjunto de soluções para maior eficiência energética e uso racional da energia. Entre as propostas, estuda-se o isolamento térmico de futuras casas, com vidros e paredes duplas, com iluminação natural, com energia solar e com lâmpadas leves. Então, é esse conjunto de tecnologias e equipamentos que vai determinar o quanto de energia será possível dispor no futuro, trazendo economia.

IHU On-Line - É possível vislumbrar a geração de energia descentralizada e autossuficiente no futuro?
Eloy Casagrande Jr. -
Não sei se vamos ver um modelo energético autossuficiente no futuro, mas podemos encaminhar para não sermos tão dependentes de um modelo centralizado. Claro que isso mexe com grandes negócios, mexe com grandes lobbies, que estão envolvidos com a energia elétrica, desde que ela se tornou uma commodity que capta, concentra e vende a energia. Essas empresas de energia elétrica têm ações na bolsa de valores. Energia virou um produto que precisa render. Essa visão também já nos traz uma visão mercantilista da energia.

No futuro até podemos discutir essa visão, mas hoje é o modelo que temos: existem grandes interesses econômicos ao redor de tudo isso, e se formos fazer uma retrospectiva histórica da construção das hidrelétricas no Brasil, veremos que são as mesmas construtoras que constroem as hidrelétricas de hoje.

 

Imprensa – SEESP
* Informação do IHU-Online



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