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Comunicação SEESP*

No dia 16 último, o Núcleo Jovem Engenheiro (NJE) do SEESP esteve presente na Escola Estadual Wilson Rachid para apresentação do projeto “Cresce Brasil - Itaim Paulista + Engenharia + Desenvolvimento”. A escola fica localizada no bairro em que será implementada a segunda fase do projeto, o “Ciclo Educativo de Sustentabilidade”.

A reunião contou com a participação da diretoria, professores e coordenadores do colégio, e também da gestora Ambiental da Brasil Sustentável Editora, Cláudia Saleme, e, representando a Subprefeitura do Itaim Paulista, Valdemir Gonzaga Taveira. Pelo núcleo estava a estagiária Jéssica Trindade Passos.

À abertura, Passos falou sobre o papel do NJE, a inclusão dos jovens no debate das questões fundamentais da engenharia e sua contribuição à sociedade por meio de trabalhos voluntários, o ciclo é um deles e tem o intuito de realizar atividades e oficinas voltadas à conexão do ensino com a educação ambiental e a tecnologia.

De acordo com o tema em questão, Saleme explanou sobre a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) para o desenvolvimento dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs), que visam alcançar proteção ambiental e melhoria social.  Segundo ela, é importante trabalhar com essa agenda dentro das escolas estaduais e municipais para que crianças, adolescentes e jovens entendam seu papel no processo.

Passos informa que o NJE aguarda a aprovação da escola para que os trabalhos do ciclo sejam realizados.

* Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro

 

Da Agência Fapesp*

A cena se repete a cada verão. As chuvas que caem durante essa época do ano elevam o nível dos rios e causam enchentes, colocando em risco vidas humanas e gerando prejuízo para quem vive às margens dos cursos d’água.

No último período chuvoso, entre novembro de 2016 e abril de 2017, ocorreram 55 inundações em São Paulo, média de uma a cada três dias, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura. Os alagamentos não afetam apenas os moradores da capital paulista. Belo Horizonte, Recife, Campinas e muitas outras cidades brasileiras sofrem com os transbordamentos.

Para lidar com o problema, órgãos de defesa civil e gestão de recursos hídricos, como a Agência Nacional de Águas (ANA), empregam um conjunto de ferramentas para monitorar o nível e a vazão dos rios e alertar a população para o risco de alagamentos.

Esse aparato é composto por radares meteorológicos, imagens de satélite, pluviômetros, modelos numéricos de previsão de chuvas e plataformas de coleta de dados para medição do nível de cursos d’água. A fim de contribuir para esse sistema de prevenção e alerta, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) criaram o e-Noé, uma rede de sensores sem fio para monitorar rios e córregos urbanos.

O dispositivo, já operacional, é formado por um conjunto de sensores submersos instalados em vários pontos do rio sujeitos a alagamentos. Conectados entre si por uma rede sem fio, esses sensores detectam alterações na altura da coluna d’água. Paralelamente, câmeras fotografam o leito do rio, registrando o nível das águas. As imagens e as informações dos sensores são enviadas por sinal de celular para uma infraestrutura de nuvem, onde são acessadas pela Defesa Civil da cidade.

“Diferentemente da hidrometria convencional, em que os dados só são coletados quando o usuário vai até a estação para extraí-los, numa rede de sensores sem fio, como a nossa, as informações são transmitidas em tempo real para os interessados. O próprio sistema pode emitir automaticamente alertas de enchentes”, afirma o cientista da computação Jó Ueyama, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP de São Carlos e coordenador do projeto.

>> Leia a notícia completa em: http://revistapesquisa.fapesp.br/2018/01/16/alerta-contra-inundacoes

* Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo/Por Yuri Vasconcelos

 

O Núcleo Jovem do SEESP realiza reunião no próximo sábado (17/09), na sede do sindicato, na Capital paulista (Rua Genebra, 25, Bela Vista), das 9h às 12h. A atividade é aberta também aos que ainda não estão engajados no Núcleo e queiram participar. Na ocasião, será dada continuidade ao trabalho sobre o bairro Itaim Paulista, que sofre há muito tempo com enchentes por causa das chuvas.

O Núcleo, inclusive, já iniciou a elaboração de uma cartilha e a organização de uma feira no local. Os dois eventos têm o propósito de melhor elucidar a população da comunidade sobre como lidar com o meio ambiente, conhecendo seus deveres e obrigações e os benefícios que isso traz para toda a população não só do bairro.

Conheça mais sobre o projeto: Cresce Brasil - “Cresce Brasil – Itaim Paulista” é lançado

 

Comunicação SEESP







O Núcleo Jovem Engenheiro realizou, no dia 4 de junho último, mesa-redonda com especialistas para discutir problemas relacionados às inundações nas cidades a partir das informações levantadas junto aos moradores do bairro Itaim Paulista, de São Paulo, que sofrem com o fenômeno regularmente após precipitação pluviométrica. Inicialmente, a coordenadora do núcleo, Marcellie Dessimoni, agradeceu a presença dos profissionais, estudantes e recém-formados em engenharia e ressaltou que o projeto “Cresce Brasil – Itaim Paulista” já integra os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU). “Precisamos aproximar a nossa área cada vez mais das pessoas, aliar a engenharia ao protagonismo humano, além de buscarmos, claro, a nossa segurança profissional”, observou.


Fotos: Beatriz Arruda/SEESP
MesaRedonda 04JUN2016 
Abertura da atividade contou com a participação do coordenador do projeto Cresce Brasil,
Fernando Palmezan (ao microfone); de Marcellie Dessimoni, do Núcleo Jovem Engenheiro;
e dos diretores Celso Renato de Souza (esq.) e José Carlos Bento
 

A primeira apresentação foi da professora Melissa Cristina Pereira Graciosa, da Universidade Federal do ABC (UFABC), que agradeceu muito a oportunidade de contribuir com o projeto do sindicato. “A iniciativa de vocês vem ao encontro do que acredito deva ser a engenharia e a universidade”, elogiou. Na sequência, ela detalhou conceitos pertinentes à temática, fazendo a seguinte pergunta: “Por que a cidade está sempre embaixo de água?”. Segundo ela, são várias as causas naturais e antrópicas que devem ser sempre consideradas a partir da bacia hidrográfica inserida dentro de um contexto urbano. “Estamos falando, no caso dos fenômenos naturais, das chuvas, das ressacas marinhas etc.. Já no caso antrópico (tudo aquilo que resulta da intervenção humana), temos as ocupações das várzeas, a impermeabilização de áreas e canalização e tamponamento dos rios urbanos.” E acrescentou: “O rio, em seu estado natural, não aguenta a urbanização.”

Outro ponto destacado pela professora foi a devida conceituação dos termos enchente, alagamento e inundação. O primeiro refere-se ao aumento do nível do rio; o segundo é quando as redes de drenagem não funcionam; e o último é no momento em que as águas atingem as pessoas nas cidades. Para trabalhar essas situações, a engenharia, observa Graciosa, dispõe da moderna drenagem urbana que aborda de forma integrada a bacia hidrográfica, com quatro objetivos: controle da quantidade e da qualidade; restauração dos rios urbanos e recarga dos aquíferos com o restabelecimento da parcela de infiltração. “A ferramenta que temos à disposição hoje é o plano diretor de macrodrenagem”, salienta.

* Confira aqui a apresentação da professora da UFABC

Na sequência, o delegado sindical do SEESP Pedro Bonano, da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), apresentou a missão da empresa que é a de promover a melhoria contínua da qualidade de vida da população, oferecendo produtos e universalizando serviços de saneamento ambiental. Para ele, é fundamental que a engenharia saiba se comunicar com todos os segmentos da sociedade e também com os profissionais de outras áreas. Ao mesmo tempo, defendeu que o lucro de quem quer que seja não pode se sobrepor à qualidade e procedimentos vitais da engenharia.

Bonano salientou que para cada dólar investido em saneamento se economiza cinco dólares em saúde curativa, citando dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). “O saneamento está ligado diretamente à redução da mortalidade infantil”, também observou.

* Confira aqui a apresentação de Bonano

Já a professora Claudia Bittencourt, das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e engenheira na Sabesp, atuando na regulação do setor de saneamento, destacou a importância de se saber o que é recurso hídrico para se saber as soluções necessárias nas cidades, assim como construir uma educação para a civilização que está em pequenos gestos, como a de não jogar lixo no chão em hipótese alguma. “Tudo é meio ambiente e todas as ações, desde projetos grandiosos de engenharia até ações individuais, são importantes.” Ela explicou que a sustentabilidade compreende três pilares: o social, o ambiental e o econômico. E falou sobre a evolução do conceito já que teve um tempo, disse, que o nível de poluição indicava o desenvolvimento de um país.

Bittencourt mostrou a evolução em prol do meio ambiente, citando o Relatório Brundtland, também conhecido como “Nosso Futuro Comum”. No início da década de 1980, a ONU retomou o debate das questões ambientais e indicou a primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, para chefiar a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, para estudar o assunto. O documento final foi apresentado em 1987 e propôs o desenvolvimento sustentável, que é “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas necessidades”.

Nesse sentido, ressalvou a engenheira química, é importante que as políticas públicas sejam criadas a partir desse entendimento sobre o que é sustentabilidade.

* Confira aqui a apresentação da professora da FMU

Maior parque linear do mundo
Fechando as atividades do dia, a coordenadora do Programa Várzeas do Tietê do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), Marta Maria Alcione Pereira, apresentou o Parque Várzeas do Tietê (PVT) que tem 75 km de extensão e 107 km2 de área, colocando-o como o maior parque linear do mundo. Implantado ao longo do rio Tietê, unindo o Parque Ecológico do Tietê (localizado na Penha) e o Parque Nascentes do Tietê (localizado em Salesópolis), o projeto foi apresentado pelo Daee em 20 de julho de 2010 e teve início em 2011.

O empreendimento, destacou Pereira, beneficiará diretamente três milhões de pessoas da Zona Leste da capital e indiretamente toda a população da Região Metropolitana de São Paulo. O investimento previsto é de R$ 1,7 bilhão até 2022, sendo que a programação de trabalho está dividida em três fases. A primeira, de 5 anos, entre 2011 a 2016, será implantada num trecho de 25km entre o Parque Ecológico do Tietê até a divisa de Itaquaquecetuba. A segunda etapa tem 11,3 quilômetros e abrange a várzea do rio em Itaquaquecetuba, Poá e Suzano, com previsão de término em 2018. E a terceira fase, de 38,7 quilômetros, se estenderá de Suzano até a nascente do Tietê, em Salesópolis e deverá ser concluída em 2022.

Segundo ela, o objetivo do programa é recuperar e proteger a função das várzeas do rio, além de funcionar como um regulador de enchentes, salvando vidas e o patrimônio das pessoas. O PVT também oferecerá uma grande área de lazer à população, com  33 núcleos de lazer, esportes e cultura; 77 campos de futebol; 129 quadras poliesportivas; 7 polos de turismo; ciclovia com 230 km de extensão; recomposição de mata ciliar, equivalente a 360 campos de futebol; reordenação da ocupação das margens; recuperação e preservação do meio ambiente; despoluição de córregos; redução de 3.800 milhões m3 em perdas de água, entre outros benefícios.

* Confira aqui a exposição da coordenadora do Daee

A mesa-redonda contou com a participação, ainda, do coordenador do “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Fernando Palmezan, para quem a ação do núcleo do SEESP agrega ainda mais valor e maturidade ao projeto lançado há dez anos pela entidade. “Desde 2006, discutimos grandes temas nacionais, e agora, no debate das cidades, temos a contribuição do núcleo jovem que se debruça num problema que aflige uma comunidade paulistana.” Estiveram presentes os diretores do sindicato Celso Renato de Souza (São José dos Campos) e José Carlos Bento (Marília). Os trabalhos técnicos do Itaim Paulista do Núcleo Jovem Engenheiro contam a assessoria do professor Marcelo de Melo Barroso, do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec).


MesaRedonda 04JUN2016 8Da esquerda para a direita: Marta Maria Alcione Pereira (Daee); Marcelo de Melo Barroso (Isitec);
Melissa Graciosa (UFABC); Marcellie Dessimoni; Pedro Bonano (Sabesp) e Claudia Bittencourt (FMU)

 


Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP









 

O Instituto de Estudos Sociais (IES) promoverá no próximo sábado (18), às 10h, novo encontro em Cubatão para tratar de prevenção às enchentes no município. A reunião faz parte do "Fórum: A cidade de Cubatão que queremos para 2021" e será realizada na sede da Sociedade de Melhoramentos do Jardim Ilha Caraguatá.

 

Foto: Matheus Tagé/Diário do Litoral

Vila São José crédito MATHEUS TAGÉ Diario do LitoralNovo encontro em Cubatão debaterá enchentes. Na imagem, enchente na Vila São José, Cubatão


Este é o segundo encontro com o mesmo objetivo: discutir com a população as possíveis soluções para este problema que atinge toda a cidade e afeta milhares de pessoas todos os anos. Neste encontro, o arquiteto Adalberto Ferreira e o engenheiro Márcio Lara, responsável pelo projeto Santos Novos Tempos, vão expor a situação da cidade e as possíveis soluções para a questão.

O primeiro encontro foi realizado na Vila Natal e contou com a presença do engenheiro José Roberto Calazans. Na oportunidade, ele explicou o que significam obras de micro e de macrodrenagem e enfatizou a necessidade de um plano municipal integrado de saneamento básico para acabar com as enchentes de Cubatão.

Calazans também deu exemplos de municípios que têm investido em obras para prevenir e acabar com as enchentes, como Cabreúva, Salto e São Roque, que investiram em obras de macro e microdrenagem.

Programa de macrodrenagem
O programa de macrodrenagem Santos Novos Tempos tem o objetivo de beneficiar 120 mil pessoas. São três fases para atender os bairros de Saboó, Castelo, Rádio Clube, Chico de Paula, Santa Maria, Bom Retiro, Caneleria e Ilhéu. O programa terá um investimento total de R$ 1,4 bilhão. É financiado pelo Banco Mundial e conta com recursos dos governos federal, estadual e contrapartida da Prefeitura.


Fonte: Diário do Litoral





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As catástrofes ocasionadas por chuvas aconteceram e continuarão a acontecer no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense devido a obras mal planejadas, disse o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro, durante divulgação de relatório sobre inspeção feita em dezembro do ano passado pelo conselho em áreas de risco afetadas por enchentes no fim de 2013.

Guerreiro disse que os técnicos encontraram pontes baixas e muito pequenas ou com pilares que dificultam ou impedem a passagem da água em momentos de grande incidência de chuva, entre outros problemas. “O que vimos na visita foram exemplos de várias áreas do município, da região metropolitana e do estado de novas catástrofes que vão acontecer”, disse o engenheiro, que trabalha há mais de 30 anos com áreas de risco. “Lamentavelmente, percebemos que os problemas não são corrigidos. Não há manutenção preventiva nem planejamento com correções definitivas”.

No caso do canal construído no Rio Abel, em Queimados, na Baixada Fluminense, Guerreiro disse que a construção foi feita apenas no perímetro da área urbana, o que serviu para potencializar os efeitos da enchente. “A canalização passa por dentro da cidade, mas antes da área urbana não tem canalização. Com a chuva, o lixo, troncos de árvores, criou-se uma barreira e com a velocidade da água do rio não canalizado, a água se espalhou para os lados e inundou as casas”, explicou. “Obra de canalização, se não cuidar do entorno, é jogar dinheiro fora”.

Dentre as orientações do relatório, que foi enviado às prefeituras do Rio, de Queimados, de Nova Iguaçu, de Japeri e ao governo do estado, estão reflorestamento na bacia hidrográfica dos rios da região, o recolhimento de lixo nas bordas dos rios durante o período da seca e o saneamento dos esgotos. O texto diz que apenas construir estações de tratamento de rios não é suficiente, assim como os desassoreamentos (retirar o assoreamento, como areia e lixo, de rios ou lagoa para liberar o fluxo das águas) e propõe que se evite que os esgotos cheguem à calha fluvial, com a coleta desses resíduos antes deles serem despejados no meio ambiente.

Guerreiro disse que muitas das sugestões do relatório são as mesmas que o Crea-RJ deu aos municípios da Região Serrana e ao governo do estado após as enchentes de 2011. “As pequenas barragens de contenção ao longo dos rios, que já recomendamos na Região Serrana e até hoje não fizeram, são obras relativamente baratas que podem salvar vidas, pois tiram o impacto da água”, disse. “Passados esses anos todos, muito pouco foi feito. Nossa esperança é que desta vez seja diferente”.

O presidente do Crea-RJ lembrou que bastaria o poder público respeitar as leis ambientais para que boa parte do problema fosse solucionada, pois a maioria das tragédias ocorrem em áreas ocupadas irregularmente como margens de rios, locais de declividade íngreme e topo de morros.

“As prefeituras são responsáveis pelo uso do solo urbano. Mas a maioria não fiscaliza. As pessoas não foram morar ali [áreas de risco] por seu bel prazer. Então o primeiro momento é que tinha que ser evitado, impedir que encostas perigosíssimas fossem ocupadas”, disse Guerreiro.



Fonte: Agência Brasil







A Lei Federal número 12.608, de abril de 2012, instituiu a nova política nacional de proteção e defesa civil. A maior novidade foi a ênfase dada à prevenção dos desastres naturais, segundo avaliação do pesquisador Omar Yazbek Bitar, do Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT): “Historicamente o foco do poder público brasileiro, no que diz respeito aos desastres naturais, concentrou-se em defesa civil e ações emergenciais. Com a nova lei ganha destaque também o planejamento territorial, ambiental e urbano.”

A lei altera o Estatuto das Cidades e inclui, pela primeira vez no País, a obrigatoriedade da carta geotécnica (mapeamento) como ferramenta de planejamento, inclusive para acesso a recursos que viabilizem obras emergenciais ou preventivas nos municípios suscetíveis a processos que podem gerar desastres, com muitas vítimas e grandes danos materiais. “O IPT é uma das instituições pioneiras no Brasil em elaboração de cartas geotécnicas desde os anos 70”, afirma o pesquisador.

A implantação das medidas previstas na lei é feita por meio do ‘Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais’, lançado em agosto de 2012, cuja execução conta com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento, o PAC. O conhecimento e a experiência acumulados pelas equipes do IPT, nesta área, foram relevantes para a decisão da CPRM de contratar o Instituto. O contrato foi assinado no último dia 2 de maio.

A ferramenta prevista é a elaboração de ‘Carta Geotécnica de Suscetibilidade’ para cada município, abordando especialmente os movimentos de massa e as inundações. A escala das cartas será de 1:25.000, e elas devem sintetizar as condições presentes no território municipal que favoreçam o desenvolvimento dos fenômenos de risco. A duração do projeto está prevista em 10 meses, sendo contemplados 100 municípios, e o IPT como responsável por 75 deles em três estados. Em São Paulo são 40, outros 27 em Santa Catarina e oito no Espírito Santo. A meta da CPRM é chegar a 284 municípios até o final de 2014. Mas os números poderão ser ainda maiores, levando-se em conta o cadastro federal de municípios suscetíveis a deslizamentos e inundações, superando a marca dos 800.

Para Cassio Roberto da Silva, responsável pelo Departamento de Gestão Territorial, vinculado à Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial do Serviço Geológico do Brasil da CPRM, a parceria com o IPT veio em boa hora em vista da carência no momento de pesquisadores para atender à demanda do governo federal em diminuir os problemas enfrentados pelas populações nos últimos anos com deslizamentos e inundações. “Também será muito importante a transferência de conhecimentos que a equipe do IPT, com mais de 40 anos de experiência, irá repassar para a CPRM. É uma parceria estratégica, principalmente pelo compartilhamento de conhecimento e a execução das ‘Cartas Municipais de Suscetibilidade a Movimentos de Massa e Inundações’.”

Este modelo de estudos, segundo Silva, poderá ainda beneficiar populações em outros locais: “A nossa intenção é continuar essa parceria nos próximos anos e estender para as outras regiões do País.”
 

Fonte: IPT




Forteschuvasdentro1Obter previsões mais rápidas e precisas para salvar vidas e diminuir os prejuízos causados pelas fortes chuvas são as principais metas do governo federal ao ampliar a rede de equipamentos contra desastres naturais, conforme divulgado pelo Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais. Ao todo, serão investidos R$ 100 milhões na compra de nove radares meteorológicos, 1.500 pluviômetros automáticos e 1.100 semiautomáticos, além de 280 sensores geotécnicos para áreas de deslizamento. Estão previstas ainda atividades e obras preventivas, corretivas e de planejamento urbano, além de um sistema de monitoramento e alerta.

De acordo com Agostinho Tadashi Ogura, diretor do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), órgão ligado ao MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), a aquisição dos sensores já foi contratada e esses serão instalados a partir de março em diversos pontos do País. O objetivo é melhorar a base de observação através do monitoramento das áreas de risco visando a redução dos desastres naturais, informa ele. “Essa melhoria ocorrerá a partir de dados de chuva registrados pelos pluviômetros, de movimentação dos terrenos pelos sensores geotécnicos e de informações sobre o potencial de chuva futura indicado pelos radares meteorológicos que são enviados contínua e automaticamente ao Cemaden”, detalha.

Na prática, os radares trazem estimativa de quanto pode chover em algumas horas e em qual localidade. Os pluviômetros automáticos registram a quantidade de chuva que está caindo e podem enviar esses dados ao Cemaden a cada cinco minutos. Já os pluviômetros semiautomáticos servem para indicar ao técnico através de um visor quanto de chuva já caiu e o que representa esse valor em termos de potencial de risco de um determinado desastre natural, dando a possibilidade de agir preventivamente.

Também serão integrados de forma inteligente softwares e sistemas dinâmicos de análise de risco, dados de diferentes equipamentos e satélites. Dessa forma, o País poderá avançar no sentido de monitorar de maneira correta a possibilidade de situações de risco iminente, emitir alertas precoces e antecipar cenários de perigo, de modo a atuar na remoção emergencial e preventiva de pessoas que moram em áreas suscetíveis a desastres.

Para o geólogo Eduardo Soares de Macedo, pesquisador do Laboratório de Riscos Ambientais do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a falta de equipamentos e de dados sempre foi um problema no Brasil. “As regiões Norte e Nordeste e o interior são desprovidos dessa tecnologia, ou seja, não têm a menor ideia de quando e onde vai chover. Acredito que com a aquisição desses novos radares e pluviômetros, vamos ter uma melhoria sensível na precisão da meteorologia que é base para trabalhar com defesa civil”, menciona.

Aprimorar a gestão
Para o diretor do Cemaden, as dificuldades na área de prevenção do Brasil envolvem questões culturais, políticas e sociais. Entretanto, ele acredita que o maior problema seja o de gestão. “É por isso que devemos atuar em diversas frentes, por conta do elevado número de áreas de risco que foram se formando de maneira descontrolada nas cidades” opina Ogura. Macedo, do IPT, avalia que grande novidade do plano nacional e da ampliação da rede é justamente unir Defesa Civil e as áreas de planejamento urbano, de atendimentos de emergência, de monitoramento e de meteorologia. Para ele, esse trabalho deve ser baseado em três pilares: “O primeiro é o conhecimento, que se refere a mapear todas as áreas para conhecer os motivos que fazem acontecer os deslizamentos e as inundações, entender as questões da meteorologia e da climatologia e criar cursos para formar profissionais para atuar nesse campo. O segundo ponto é a mitigação de risco, que significa resolver o problema que já está instalado, ou seja, a obra em si. O último pilar é o atendimento do desastre, a emergência. Portanto, quando se fala em gestão, é preciso pensar em todos esses aspectos para obtermos sucesso na prevenção.”

Na sua visão, o maior impasse é a falta de equipes municipais adequadamente treinadas para lidar com a complexidade do problema. “Não adianta colocar profissionais como engenheiro, arquiteto, geólogo e geógrafo, se eles não são sabem mapear, reconhecer uma área de risco, o momento que precisa retirar as pessoas, trabalhar com planejamento urbano ou mesmo avaliar um loteamento que possa dar problema no futuro”, alerta. (Por Lucélia Barbosa)

 

Imprensa – SEESP
Matéria publicada no jornal da FNE – Edição 129/FEV/2013
Imagem: site SOS Casa & Decoração 




CampinasA Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Serviços Públicos, informa balanço das ações de cuidado com a cidade previstas no Plano dos 100 Dias. Já foram tapados 5,5 mil buracos desde o lançamento da atividade, em 7 de janeiro. Também foram desobstruídas e limpas 1,2 mil bocas de lobo no Centro da cidade.

Outra grande obra, a do Viaduto Cury, está com 90% da reforma concluída. O recapeamento está pronto. Faltam apenas a pintura e a troca de juntas de dilatação, que devem ser terminadas até a próxima sexta-feira. A previsão inicial era de que o viaduto seria entregue reformado em 15 dias, mas a chuva obrigou a dilatação do prazo.

A drenagem de águas pluviais com ampliação de galerias e recapeamento da Rua Delfino Cintra, no Cambuí, também já está com 70% dos serviços executados. Até o próximo final de semana esta obra vai ficar pronta.

Na comunidade do Iraque, em Sousas, as equipes da Prefeitura já promoveram a limpeza e a remoção de detritos. Além disso, a Secretaria de Serviços Públicos está em fase de negociação com a Construtora MRV para mitigação por dano ambiental e reurbanização da praça local, que deve ter obras iniciadas em dez dias.

O recapeamento da Rodovia Heitor Penteado, na chegada de Sousas, foi iniciado. No Parque Santa Bárbara, região norte da cidade, foram executadas 60% das obras de urbanização das praças frontais e do bosque.

Na região leste, já foram realizadas 30% das obras de recuperação do Centro de Lazer e da praça Jaime Lerner, na Vila Nova. Também foram feitas 30% das obras de reurbanização do Centro de Lazer e do Bosque Omar Cardoso, no Flamboyant. Os dois locais vão receber nova iluminação, rearborização, reformas das quadras polieseportiva e do playground, restauração dos passeios e pintura.

As escadarias da catedral Metropolitana e a rua 13 de Maio, no centro comercial da cidade, têm sido lavadas diariamente, há dez dias. Os monumentos da região central também foram limpos. A partir de agora, a lavagem e a limpeza serão contínuas. Além do cuidado com os locais e monumentos, na linha de cuidado com as pessoas prevista no Plano dos 100 Dias, a população de rua que circula pela região central vai receber atenção especial da Secretariai de Cidadania, Assistência e Inclusão Social. E a Secretaria de Segurança também vai atuar no local com maior intensidade.


Imprensa – SEESP
Informação da Prefeitura de Campinas




LinschuvadentroA cidade de Lins receberá, do governo do Estado, R$ 1 milhão para a recuperação de áreas afetadas pela chuva no município. Foram verificados problemas, como falta de galeria de águas pluviais e de macrodrenagem. Os recursos serão utilizados para recuperar pontes, galerias e socorrer vítimas.


Imprensa – SEESP
Informação do Portal do Governo do Estado de SP



DefesaCivilSantosdentroTécnicos da Defesa Civil do Estado de São Paulo e do Instituto Geológico de São Paulo estiveram, na última semana, em Santos acompanhando vistoria da Defesa Civil em dois morros, que estão sob estado de atenção desde o dia 3 último por conta das fortes chuvas dos últimos dias.

No Morro do Marapé, os técnicos interditaram dois cômodos da casa da manicure Nilza Caldeira, em decorrência de um deslizamento de terra ocorrido no quintal. Segundo a Defesa Civil, existe risco iminente de novos deslizamentos em parte da Encosta da Rua Romeu Aceture.

A Defesa Civil de Santos solicita que os moradores comuniquem qualquer alteração no terreno ou indícios de problemas como trincas, rachaduras, pedra que rolou, água barrenta, inclinação de poste ou muro. O telefone é o 199 e funciona 24 horas por dia.

A frente fria já está se afastando da região Sudeste e o tempo começa a melhorar neste final de semana, embora possa haver ainda pancadas rápidas de chuvas. Mas, ainda assim, a Defesa Civil mantém o estado de atenção nos morros.

Nenhuma ocorrência grave foi registrada nas últimas 24 horas. O PPDC (Plano Preventivo de Defesa Civil) continua também com as equipes de plantão 24h para qualquer emergência. Até as 18h, o índice pluviométrico das últimas 72h registrava 120.7 mm.


Imprensa – SEESP
Informação da Prefeitura de Santos



FrancaA secretaria de Serviços e Meio Ambiente da Prefeitura de Franca realizou limpeza de terrenos públicos e praças e a remoção de entulhos dos canteiros das principais avenidas da cidade. O intuito é evitar que esse material, formado por folhagens e restos de lixo e que muitas vezes é deixado nas calçadas, tome o destino das redes de galerias, o que pode gerar problemas mais sérios com os entupimentos da canalização. Nas margens dos canais dos Córregos dos Bagres e Cubatão houve a necessidade do recolhimento de galhos de árvores que foram arrancados, além de danos provocados no asfalto. Nessas situações, as equipes fizeram o isolamento dos locais, desviando o trânsito de modo a preservar a segurança dos condutores e dos pedestres. A medida foi para evitar enchentes e alagamentos devida a ocorrência de chuvas.

Junto com esse esforço na limpeza dos terrenos, poda de grama, canteiros e dos jardins, a secretaria de Serviços e Meio Ambiente espera também, conquistar outros aliados na população, que na medida do possível vem sendo alertada e conscientizada a não destinar em qualquer local o lixo que produz.

A secretaria observa que por mais simples que seja, uma sacola plástica ou pedaço de papelão que é atirado numa praça ou terreno baldio, seja ele público ou particular, pode dar causa a obstrução das bocas de lobo, provocando danos ambientais sérios com o rompimento das galerias. Durante este e os próximos dois meses, a prefeitura pretende repassar pelo menos mais duas vezes o trabalho de manutenção dos parques ambientais e demais áreas públicas.

Imprensa – SEESP
Com informação da Prefeitura de Franca



PrefeitoHaddaddentroO prefeito Fernando Haddad, após reunir-se, nesta terça-feira (2/01), com integrantes do Comitê de Ordenação Territorial e Urbana, definiu 16 ações para a prevenção de enchentes:

1. Coordenar ações de limpeza de ramais, galerias e bocas de lobo. Diminuir a periodicidade das limpezas de bimestral para quinzenal nos 132 pontos de reincidência de alagamento e nas sub-bacias de maior risco.

2. Estabelecer convênio entre a Prefeitura e a Sabesp para o uso de caminhões de hidrojatos no período de chuvas para reforçar a estrutura existente nas Subprefeituras.

3. Solicitar às concessionárias a instalação de  contêineres  em pontos estratégicos nas regiões do Brás, Bom Retiro, Santa Efigênia, 25 de Março e Pari para o despejo de lixo comercial em larga escala.

4. Dotar as Subprefeituras com estrutura de cavaletes, cones e faixas de sinalização, bem como planos de desvio de rota para atuarem emergencialmente em situações de alagamento até a efetiva operação da CET.

5. As concessionárias deverão providenciar caçambas de até 26 metros cúbicos, em número suficiente, nos Ecopontos, para evitar o depósito de resíduos em locais onde há risco dos detritos escorregarem para a via pública ou encostas de córregos.

6. Intensificar o monitoramento dos pontos de descarte de entulho irregular (pontos viciados). Promover, quando necessário, o recolhimento de entulho.

7. Por decreto, atribuir aos agrônomos das Subprefeituras o poder de emitir o laudo de autorização de poda de árvore.

8. Permitir, no período de enchentes, o deslocamento das equipes entre as regiões das subprefeituras para atender situações de emergência e/ou demanda acumulada.

9. Redimensionar e equilibrar a estrutura disponível para a Defesa Civil nas Subprefeituras e criar um corpo permanente de atendimento às emergências.

10. Reunir prontamente os subprefeitos e secretários envolvidos para repasse das novas orientações sobre a Defesa Civil.

11. Fazer o monitoramento e a limpeza manual e/ou mecânica dos córregos de maior incidência de chuva, evitando os pontos de estrangulamento.

12. Estudar a possibilidade de contratar imediatamente o IPT, por 120 dias, para que geólogos realizem o monitoramento dos locais mais críticos dentro dos setores avaliados como Risco Muito Alto (R4) das 407 áreas de risco mapeadas, reforçando as equipes da Defesa Civil.

13. O Centro de Gerenciamento de Emergências sairá da Secretaria de Infraestrutura Urbana e será subordinada à Defesa Civil, Secretaria de Segurança Urbana.

14. Ampliar o número de núcleos de Defesa Civil (líderes comunitários treinados para o mapeamento e alertas de área de risco).

15. Atualizar decreto que cria o Programa de Defesa Civil e a portaria que regulamenta o referido decreto. Ações preventivas serão institucionalizadas por decreto.

16. Acionar a cláusula contratual das concessionárias do lixo para a elaboração e execução de plano de comunicação para prevenção de enchentes.

Seminário
Em novembro último, o SEESP realizou o seminário "Evitar e proteger a população", onde foram discutidas medidas emergenciais a serem adotadas na cidade de São Paulo para impedir os problemas provocados pelas chuvas que ocorrem até o mês de março, principalmente. O sindicato encaminhou ao prefeito de São Paulo documento com todas as propostas apresentadas no evento. Confira o que foi apresentado no seminário no vídeo a seguir.


Imprensa - SEESP
Com informações e foto da Prefeitura Municipal de São Paulo



 

ChuvasRJA frente fria que chegou com força na madrugada desta quinta-feira (3/01) ao Rio de Janeiro provocou chuvas intensas na região serrana, no sul do estado e na Baixada Fluminense. Uma pessoa morreu em Xerém, distrito de Duque de Caxias, onde o Rio Capivari subiu ao nível das pontes e alagou diversos bairros. As informações foram divulgadas pela Defesa Civil Estadual.

Em Teresópolis, as sirenes foram acionadas em cinco comunidades com a subida do Rio Paquequer. Cinquenta pessoas ficaram desalojadas nas localidades do Vale da Revolta, de Perpétuo, Rosário, Caxangá e Pimentel. Em Petrópolis, os rios Bingen e Piabanha transbordaram. Houve escorregamento de terra e pedras nos bairros Independência, Siméria e São Sebastião.

Em Angra dos Reis, no sul do estado, oito casas desabaram e há 32 pessoas desalojadas. Na mesma região, em Mangaratiba, houve rolamento de pedras e um muro desabou, causando destruição em uma casa, na localidade de Conceição de Jacareí. Em Mambucaba, há 100 desalojados.

Seminário
Em novembro último, o SEESP realizou o seminário "Evitar e proteger a população", onde foram discutidas medidas emergenciais a serem adotadas na cidade de São Paulo para impedir os problemas provocados pelas chuvas que ocorrem até o mês de março, principalmente. No entanto, várias das questões levantadas pelos especialistas presentes ao evento valem também para outras regiões brasileiras. Por isso, vale à pena conferir o que foi apresentado no seminário, registrado pelo vídeo a seguir.


 

Imprensa – SEESP
Com informações da Agência Brasil
Foto UOL Notícias 



EnchenteRobson VenturaFolhapressdentroO Ministério das Cidades publicou, nesta terça-feira (18/12), no DOU (Diário Oficial da União), a Portaria Interministerial nº 598 que aprova a liberação R$ 3,02 bilhões de recursos do Orçamento-Geral da União (OGU), no âmbito do PAC2 (Programa de Aceleração do Crescimento), para execução de obras de macrodrenagem, prevenção de enchentes, enxurradas, alagamentos e contenção de encostas.

Do valor total, R$ 835,4 milhões serão executados pela Secretaria Nacional de Acessibilidade e Programas Urbanos para obras de contenção de encostas, e R$ 2,18 bilhões pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, para obras de macrodrenagem, prevenção de enchentes, enxurradas e alagamentos.

Os recursos serão destinados aos principais municípios atingidos por eventos naturais críticos. As regiões beneficiadas com os investimentos em prevenção são Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

De acordo com a portaria, os empreendimentos selecionados beneficiarão áreas urbanas de municípios localizados em regiões metropolitanas ou com população total superior a 50 mil habitantes, exceto para obras de contenção de encostas. Neste caso, serão beneficiadas populações que se enquadrem na linha de risco, independente do porte populacional.

As contratações das operações serão realizadas nesta quarta-feira (19/12), sob a responsabilidade da CEF (Caixa Econômica Federal). A apresentação da documentação técnica deve ser enviada pelos governos estaduais e municipais a Caixa até o dia 28 de março de 2013. O primeiro repasse dos recursos será feito após 12 meses, a partir da contratação da operação, prorrogáveis por igual período.

 

Imprensa – SEESP
Ministério das Cidades
Foto: Robson Ventura/Folhapress 



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