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Comunicação SEESP

No próximo dia 27 de fevereiro a delegacia sindical do SEESP em Taubaté realiza o debate “Eficiência energética e hidráulica no saneamento”, com palestra do engenheiro José Francisco de Carvalho, especialista em Engenharia de Saneamento Básico da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Carvalho abordará o tema apresentando aos profissionais da área de saneamento, estudantes e interessados no assunto oportunidades para redução de desperdícios energéticos e hidráulicos, bem como custos financeiros em diversas etapas da atividade e o desenvolvimento da consciência ambiental.  

A atividade, que terá início às 19h, é aberta ao público e acontece na sede da delegacia de Taubaté (Rua Venezuela, 271 - JD das Nações). Os interessados devem entrar em contato com a delegacia para confirmar presença por telefone: (12) 3633-5411 / (12) 3633-7371, ou através do e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

 

 

Comunicação SEESP*

A III Semana da Engenharia de Energia (Senerg) do Campus de Rosana acontece de 2 a 6 de outubro próximo. A edição atual tem como tema "Eficiência energética". Palestras, minicursos e visitas técnicas compõem as atividades, que serão realizadas na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Primavera/Rosana - SP. As inscrições já começaram, mais informações aqui.

O evento contará com a participação de docentes internos e externos, como, por exemplo, professores da Universidade Federal do ABC (UFABC), que são da área de Engenharia de Energia e trarão as mais diversas contribuições, além disso, profissionais da área, como representantes da ESSS, Pontal Solar, Cesp, Rio Paranapanema Energia e Odebrecht.

* Com informações da Unesp

 

O SEESP, representado pela coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro, Marcellie Dessimoni, participou do 3° Fórum Empresarial Chico Mendes de Sustentabilidade promovido pelo Instituto Internacional de Pesquisa e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes, e teve como tema “Energia: tendências e soluções.  a convite da Editora Brasil Sustentável.


Foto: DivulgaçãoMarcellie ChicoMendes 600 largMarcellie Dessimoni (a segunda da direita para a esquerda), juntamente com participantes do evento.

A atividade ocorreu na terça-feira (29/11), no Clube Esporte Sírio, na capital paulista, e tem como proposta aglutinar ideias, discussões, propostas, análises de desafios e oportunidades para garantir o uso racional dos diferentes tipos de energia e as perspectivas de desenvolvimento do setor elétrico.

Muitos profissionais aproveitam o evento para trocar informações e experiências do setor. Nesta edição, o Fórum teve dois painéis com palestras e debates. No primeiro, representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) debateram eficiência energética – o plano nacional, deficiências, desafios e perspectivas. No segundo painel, empresas apresentaram suas experiências em medidas de uso racional e eficiente de energia, como Itaipu Binacional, Eletrobras Amazonas, entre outras.

Comunicação do SEESP
Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro




O engenheiro mecânico Lucas Alexandre de Carvalho Zuzarte, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), foi premiado no primeiro Concurso Melhores Projetos para Eficiência Energética da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco). O concurso contou com a participação de diversos projetos voltados para a área de eficiência energética, enviados por estudantes e profissionais de todo o país.

Zuzarte conquistou o segundo lugar por participar do desenvolvimento de um sistema que aproveita o calor gerado pelo sistema de refrigeração da geladeira para aquecer a água da torneira de cozinha e chuveiro. Trata-se de um dispositivo que pode ser usado tanto em residências como em estabelecimentos comerciais. O sistema foi concebido juntamente com o professor José Roberto Simões Moreira, coordenador do Laboratório de Sistemas Energéticos Alternativos (SISEA) do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli.

Além de Lucas Zuzarte, também foram premiados pela Abesco o engenheiro especialista em tecnologia eletrônica, Gerdson Tanaka Soares; e o bacharel em Ciência da Computação e Técnico em Informática do Departamento de Engenharia Elétrica da Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB/Unesp), Manoel Rodrigues Porcino da Silva.

O anúncio do prêmio foi feito durante o 12º Congresso Brasileiro de Eficiência Energética (COBEE), realizado pela Associação nos dias 25 e 26 de agosto passado, na cidade de São Paulo.



Fonte: Site da Escola Politécnica




Mais de 1,3 bilhão de pessoas vivem sem energia elétrica em todo o mundo, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Como se não bastasse esse dado alarmante, ainda há mais de 670 milhões de lâmpadas alimentadas por querosene - que além de caras, representam riscos tanto à saúde humana como ao meio ambiente de forma geral, devido à poluição atmosférica. Ao pensar nisso, a engenheira Aisa Mijena desenvolveu uma fonte de luz de baixo custo, que precisa de apenas um copo d’água e duas colheres de sopa de sal – dosagem que garante oito horas de luz.


Foto: divulgação
lampada de sal e agua



A "The Salt Lamp", como foi batizada, também funciona com a água do mar. Seus eletrodos podem trabalhar durante um ano inteiro sem precisarem ser substituídos. Essa fonte econômica e segura (não provoca incêndios, por exemplo) é também uma ótima alternativa para crises de energia elétrica.

Funciona assim: as células galvânicas, que convertem a energia química em energia elétrica, alteram os eletrólitos e geram assim uma solução não tóxica. Lançada recentemente nas Filipinas, a The SALt Lamp será comercializada em breve para todos os tipos de consumidores. A pré-venda já se encontra disponível no site da companhia, onde é possível conhecer outros produtos ambientalmente responsáveis, como um carregador de dispositivos eletrônicos portáteis.


Fonte: EcoDesenvolvimento




Nesta quinta-feira (11/6), o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) promove aula aberta sobre Eficiência Energética aos interessados na pós-graduação em Gestão de Energia - European Energy Manager (Eurem). O evento acontece na sede da instituição de ensino, Rua Martiniano de Carvalho, 170, Bela Vista, em São Paulo, das 19h às 21h30. Será possível conhecer mais sobre o cenário atual desse setor no Brasil e conhecer detalhes do curso. A aula será ministrada por Lineu Belico Reis, engenheiro eletricista e professor da Universidade de São Paulo (USP) e do Eurem.

Ao mesmo tempo em que lhe possibilita seguir com sua carreira profissional, essa pós-graduação oferece a oportunidade de entrar em contato com professores de alto nível e um grupo dinâmico de participantes. Após as apresentações os participantes poderão sanar suas dúvidas junto à organização do curso. Compareça à aula aberta e viva de maneira antecipada a experiência Eurem. Informações: (11) 3254-6874 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Clique aqui e veja as informações sobre o curso.

A seguir a programação:

19h - Recepção

19h30 - Abertura e boas vindas

José Marques Póvoa – Coordenador da Pós em Gestão de Energia - Eurem e diretor do Isitec

19h40 - Estrutura do curso: pontos fortes e método de aprendizagem

Daniely Andrade - Diretora de Meio Ambiente, Energias Renováveis e Eficiência Energética da Câmara Brasil-Alemanha SP

20h - Cenário e Desafios relacionados com a Eficiência Energética e o Curso Eurem

Lineu Belico dos Reis – Prof. da USP e do curso de Pós-Graduação Eurem

21h – Esclarecimentos aos participantes

21h30 - Encerramento

 

 

Imprensa SEESP
Com informações do Isitec

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


A Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Guaratinguetá organizou, nos dias 12 e 13 de fevereiro, o primeiro encontro entre as instituições que formam o consórcio vencedor da chamada Global Innovation Initiative. Além da Unesp estiveram presentes representantes dos demais membros do consórcio, a Purdue University, dos Estados Unidos, e a DeMontford University, do Reino Unido.

O Workshop of the Consortium for Rapid Smart Grid Impact foi o primeiro encontro entre estas universidades desde maio de 2014, quando foi anunciado o resultado da chamada que visa incentivar a criação de parcerias entre universidades norte-americanas, britânicas e de quatro países em desenvolvimento (Brasil, Indonésia, Índia e China). "As três partes têm estado com contato com bastante frequência nos últimos meses, mas na maioria das vezes por vídeo-conferência. Esta é a primeira chance de nos encontrarmos para conversar pessoalmente", explica o professor Dionízio Paschoarelli, responsável por coordenar a atuação da Unesp no consórcio. Outro encontro semelhante já está previsto para Junho de 2015, no Reino Unido.

O projeto vencedor da chamada dá atenção especial à eficiência energética nas áreas rurais por meio do uso de tecnologias, mas também pela conscientização e educação dos consumidores. Este foi o ponto bastante destacado na palestra do coordenador geral do consórcio, Athula Kulatunga. Para o professor da Purdue University, desenvolver e identificar práticas que promovam o consumo eficiente e envolver a população local neste processo é um ponto fundamental. "O maior desafio do projeto é identificar, demonstrar e conseguir replicar práticas na comunidade local. É desta forma que nós vamos alcançar o máximo de impacto possível na sociedade", aponta. "Este tipo de projeto que nós estamos desenvolvendo também se esforça na mudança de atitude das pessoas. Temos a intenção de interagir com essas comunidades. Uma idéia é ir às escolas e informar as crianças sobre o consumo energético. Em geral, crianças têm um poder multiplicador muito forte dentro de suas casas”.

Durante o seminário foi apresentado o papel de cada instituição no desenvolvimento do projeto e discutiu-se um cronograma para ser cumprido ao longo de dois anos, tempo de duração do consórcio. Um dos papeis da Unesp, por exemplo, será selecionar e treinar as equipes que irão trabalhar junto às comunidades. A idéia é que essas equipes colham informações sobre demanda energética das comunidades rurais, identifiquem potencialidades de economia de energia, e multipliquem conhecimentos sobre o uso racional da energia.

Meses antes do seminário, o professor Athula já havia estado no Brasil para acompanhar o professor Paschoareli em visitas aos assentamentos sem-terra que servirão de modelo para o projeto, na região de Ilha Solteira. Em sua apresentação, o professor da Purdue University compartilhou suas impressões da visita, dando o tom da atuação educacional do projeto. "Eu notei que as pessoas que estão ali deixaram a cidade e foram ao campo para serem bem sucedidas, mas ainda trazem hábitos da cidade que não deveriam ser compatíveis com o campo", afirmou, citando como exemplo o uso generalizado do chuveiro elétrico – de alto consumo energético – em uma região com grande incidência solar.

Em sua apresentação, o professor Dionízio Paschoarelli lembrou que o projeto envolve outras faculdades de engenharia da universidade, e que a proposta da chamada é que a maior parte dos recursos seja investido na mobilidade dos pesquisadores.

O projeto prevê ainda a aplicação de redes energéticas inteligentes (smart grids, em inglês) nas comunidades. Tais redes aplicam tecnologia da informação ao sistema elétrico, abrindo a possibilidade para a troca de dados e de energia entre usuários e fornecedores e entre os próprios usuários que produzam energia. A instalação de medidores inteligentes fornecerá ainda dados importantes sobre consumo, tensão e corrente dos usuários, permitindo uma gestão mais eficiente da rede.

O desenvolvimento de um modelo aplicado às comunidades rurais e os estudos relacionados ao uso dos smart grids em sistemas de energias renováveis serão executados pela equipe da DeMontfort University, cabendo à Unesp a aplicação do modelo no contexto rural.

Neste sentido, o evento também teve apresentações das experiências de empresas brasileiras que estão instalando redes inteligentes de forma experimental nos municípios de São Luis do Paraitinga e de Aparecida, ambos na região do Vale do Paraíba.



Fonte: Agência de Notícias da Unesp - UnAN







Em 3 de fevereiro, o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) realizou em suas dependências, no bairro da Bela Vista, na Capital, aula aberta sobre eficiência energética, que contou com a presença de 24 pessoas. Na ocasião, foi apresentada a proposta de curso de pós-graduação lato sensu sobre o tema. Prevista para ter início em março, com 18 meses de duração, a especialização a ser ofertada é parceria do instituto e a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.

 

Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
aula aberta foto reduzida p site
Aula aberta sobre eficiência energética debateu panorama atual de escassez de energia



Diretor de extensão do Isitec, Antonio Octaviano informou sobre a concepção do Isitec, cujo projeto pedagógico visa formar engenheiros multiespecialistas. Nesse sentido, oferecerá a partir de 23 de fevereiro graduação pioneira no País, em Engenharia de Inovação, assim como tem oferecido especializações sobre questões fundamentais, como o de eficiência energética.

“Voltado às demandas do mercado, esse é um curso extremamente necessário, em qualquer época e mais ainda na atual, em que se verifica escassez de energia, preços disparando.” Tal cenário foi apresentado por Rodrigo Aguiar, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco). Segundo ele, vários países têm adotado medidas para garantir conservação e eficiência energética.

“Os processos e projetos podem e devem ser revistos continuamente.” Ainda conforme Aguiar, de 1999 para cá o Brasil não cresceu quase nada nessa área. “Estamos em um momento em que finalmente a eficiência energética começa a ser falada não só pela iniciativa privada, mas pelo poder público. O Ministro de Minas e Energia revelou no começo do ano que em 60 a 90 dias será apresentado um plano para tanto.”

Entre as motivações, está o alto custo da energia. “Térmicas estão funcionando 24 horas por dia a mais de R$ 1.200,00 o MW/h. Qualquer projeto de eficiência tem custo médio de R$ 60,00 o MW/h, é totalmente viável.” Esse quadro, como frisou o presidente da Abesco, indica mercado crescente e uma grande demanda por profissionais, já que ainda há poucos especialistas na área. “Eficiência energética tem potencial de movimentar R$ 60 bilhões/ano, garantindo produtividade e competitividade ao País.”

Daniely Andrade, diretora de meio ambiente, energias renováveis e eficiência energética da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, explicou como funcionará o curso sobre o tema. “Terá a mesma base de conteúdo da especialização ministrada na Alemanha e em toda a União Europeia, com algumas adequações conforme a realidade local. A grade curricular brasileira é bem extensa, parte da gestão, gerenciamento de projetos, fundamentos de energia, compra e venda. As aulas serão presenciais, quinzenalmente, às sextas-feiras, das 19 as 23h e aos sábados, das 8h às 17h. À certificação, é requerido 75% de presença, exame presencial, energy concept final (monografia) com apresentação para banca. Nesse, deverá ser apresentada resposta a um problema dentro de uma empresa, ou seja, um projeto real de eficiência energética.” Andrade enfatizou que o profissional, ao concluir o curso, obterá dupla certificação: lato sensu via Isitec e como energy manager, pela Alemanha, o que lhe permitirá atuar em toda a União Europeia.

Também proferiram a aula aberta, apresentando sua experiência, os ex-alunos da European Energy Manager (Eurem) Márcio Takata e Rodrigo Andrade, este último representante de marketing technical services da Eastman Chemical Company. Docente e diretor da Enova Solar Tecnologia, o primeiro deles ministrará uma das aulas do curso. Mais informações sobre a pós-graduação pelos telefones (11) 3254-6850/60.

 




Soraya Misleh
Imprensa SEESP

 

 

 







Em tempos de grandes debates e ações por técnicas e práticas sustentáveis, o sindicato está oferecendo um novo curso para engenheiros e outros profissionais. É o de aplicabilidade da cogeração de energia como redutor de custos em hotéis, indústrias, shopping centers, fazendas, hospitais, centrais de computador, e outros espaços que utilizam energia elétrica e térmica.

Ministrado pelos engenheiros Sokrats Novickis e Simanis Imants Novickis, tem como objetivo despertar o conhecimento nessa modalidade e contribuir para a melhoria da eficiência energética nacional, ao mesmo tempo em que incentiva os profissionais a fazerem carreira no setor.

O sistema, explicam os professores, gera energia elétrica juntamente com uma ou mais formas diferentes a partir de uma mesma fonte. “Por exemplo, após instalação de sistema de fornecimento de gás natural e motogerador, teremos somente geração de energia elétrica. Para fazermos a cogeração, devemos instalar um sistema de recuperação de energia, retirada do motor, gerando uma nova energia, como térmica (água quente ou vapor), ou outra”, explica Sokrats.


Sustentabilidade

O sistema reduz a emissão de calor para a natureza, consequentemente contribui para não aumentar o aquecimento global e para a sustentabilidade do planeta. É um processo que não é caro, porém tem uma relação dependente da tarifa de energia elétrica e do valor do combustível utilizado. “O investimento que se faz no sistema tem um custo que se paga em menos de quatro anos”, explica Sokrats. Apesar das vantagens, Simanis reclama que a falta de divulgação das vantagens oferecidas pela alternativa faz com que a técnica ainda seja pouco utilizada no País, mesmo em áreas com grande potencial, como em prédios comerciais e residenciais, shopping centers, indústrias e em construções e atividades que tenham outra forma de energia além da elétrica.

Após análises, como ressalta Simanis, cogeração pode ser implantada em projetos novos e antigos e aplicada em qualquer instalação apta a utilizar mais de uma forma de energia.  “Em projetos novos, o estudo é de viabilidade para a inclusão do sistema. Já em antigos ou em construção, a avaliação é de viabilidade e adaptação”, informa.


Dinâmica

O curso será ministrado em dois sábados, com carga de quatro horas cada, e um terceiro dedicado a uma visita técnica à planta de cogeração do Condomínio Comercial Rochaverá, localizado próximo ao Shopping Morumbi, em São Paulo. No programa,  constarão os seguintes temas: energia elétrica + água quente; energia elétrica + vapor; energia elétrica + (a + b); definição de cogeração; exercícios práticos para assimilação do conceito; exemplos de aplicação do sistema em hotéis, indústrias, shopping centers, entre outros; exercícios práticos para assimilação dos conhecimentos adquiridos e visitação à instalação com cogeração de energia. O valor para associados ao SEESP é de R$ 232,00, para os demais, R$ 290,00. As aulas estão previstas para 16 e 23 de março e 6 de abril. Mais informações e inscrições pelo telefone (11) 3113-2641 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. .

NiobiodentroO desenvolvimento de novas superligas à base de nióbio poderá levar a uma maior eficiência energética em usinas termelétricas e em sistemas de propulsão de aviões e foguetes. Uma grande contribuição para que isso ocorra vem de uma pesquisa do Departamento de Engenharia de Materiais (Demar) da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP. Os pesquisadores desenvolveram o diagrama de fases para os elementos nióbio (Nb), cromo (Cr) e boro (B). O diagrama de fases é uma espécie de mapa (ou gráfico) que fornece as informações sobre o que vai ocorrer com a estrutura microscópica da mistura desses três elementos em quaisquer proporções e em diferentes temperaturas.

“Podemos fazer uma analogia do diagrama de fases pensando nos elementos nióbio, cromo e boro como se eles fossem ingredientes de um bolo”, compara o professor Gilberto Carvalho Coelho, um dos pesquisadores envolvidos no projeto. “A proporção correta de ingredientes, assim como a temperatura do forno, é fundamental para que o produto final [o bolo] esteja adequado para consumo”, explica.

Para o desenvolvimento de uma nova superliga seria preciso ainda adicionar outros elementos. “Então, o diagrama de fases desenvolvido na EEL, adicionado a outros diagramas de fases, de outros elementos, forneceria os dados necessários para os engenheiros de materiais desenvolverem as novas superligas”, destaca o pesquisador.

Mas para isso ocorrer, conta o docente, é preciso que as superligas mantenham suas propriedades mecânicas, de resistência à corrosão e à oxidação, mesmo em altas temperaturas. Isso mostra a importância da pesquisa desenvolvida na Escola de Engenharia de Lorena.

Cerca de 90% das reservas mundiais de nióbio economicamente viáveis de exploração estão localizadas no Brasil, principalmente na cidade de Araxá, em Minas Gerais. A indústria mundial tem um enorme interesse no metal, pois seu ponto de fusão é altíssimo: 2.468 graus Celsius (°C).

Propriedades mecânicas
O professor Gilberto Carvalho Coelho conta que os três elementos — nióbio, cromo e boro — foram escolhidos para compor o diagrama de fases exatamente pelas propriedades que conferem ao material. “O nióbio foi utilizado pensando na sua altíssima temperatura de fusão que o torna tão atraente para a indústria. Já o cromo confere resistência à oxidação a uma peça metálica através da formação de uma camada protetora, como uma pele, em sua superfície. No caso de uma turbina, por exemplo, o processo de aquecer e esfriar pode fazer essa camada trincar. O boro ajuda na regeneração dessa camada protetora da superfície da peça ”, descreve o docente.

Devido ao altíssimo ponto de fusão, o nióbio é utilizado na produção de materiais estruturais sólidos, na construção de turbinas de termelétricas e em sistemas de propulsão da indústria aeronáutica e aeroespacial, e em mais uma série de outras utilizações. Outro exemplo é na fabricação de ligas supercondutoras para peças de tomógrafos por ressonância magnética nuclear, devido a sua propriedade de supercondutividade (resistência elétrica nula).

Atualmente, grande parte da indústria utiliza as superligas de níquel para estas aplicações, cuja temperatura de trabalho é, no máximo, de aproximadamente 1.150°C. “Porém, estas ligas já são aplicadas em ambientes cuja temperatura é próxima de seus pontos de fusão, em torno de 1.350°C, o que limita ganhos adicionais de eficiência das turbinas”, comenta o pesquisador, lembrando que o preço das superligas de nióbio ainda têm custo muito elevado.

Redução de emissões de gases
“Os setores de geração de energia e de transporte respondem por cerca de 30% a 40% das emissões de gases causadores do efeito estufa e apresentam as maiores taxas de crescimento dessas emissões, tornando-os foco de atenção para ações futuras. O uso de ligas com metais refratários, tais como nióbio e molibdênio, poderá contribuir de forma mais efetiva para aumentar a eficiência dos equipamentos”, afirma o pesquisador.

Segundo ele, quanto maior for a capacidade de uma turbina operar em temperatura elevada, maior será a sua eficiência energética. No caso de uma termelétrica, por exemplo, ela converte o gás natural em energia elétrica. Nessa conversão, se for usado menos combustível, serão gerados menos poluentes. Por isso, os aspectos ecológico e econômico da proposta de se desenvolver novas superligas a base de nióbio são tão interessantes.

“O caminho percorrido por essa pesquisa sugere que alterações nos materiais possam responder em até 50% do potencial de redução das emissões desses setores até o ano de 2020”, aponta.

 

Imprensa – SEESP
Informação da Agência USP de Notícias




A afirmação é de Eloy Casagrande Jr., doutor em Engenharia de Recursos Minerais e Meio Ambiente, pela University of Nottingham, e pós-doutor em Inovação Tecnológica e Sustentabilidade, pelo Instituto Superior Técnico (IST), de Lisboa. Atualmente é professor na UTFP (Universidade Tecnológica Federal do Paraná). Ele falou sobre o assunto em entrevista ao IHU (Instituto Humanitas Unisinos), do Rio Grande do Sul. Reproduzimos, a seguir, trechos da entrevista.

IHU On-Line - O Ministério de Minas e Energia divulgou que 15% dos domicílios brasileiros já dispõem de energia solar. O que esse percentual significa em termos de investimento em energia renovável?
Eloy Casagrande Jr. -
Significa muito à medida que o governo começa a reconhecer as energias renováveis como a solar, a eólica e a biomassa. Representa que, de algum modo, o país está saindo desse paradigma da energia hidrelétrica e termoelétrica. O investimento nas energias renováveis contribui para a redução de emissões, para uma maior eficiência energética, gerando menos gastos à sociedade. Então, o governo poderia aumentar, como fizeram em outros países, a linha de apoio por meio de isenções fiscais, linhas de financiamento especiais, porque, com esse tipo de apoio, se consegue que novas tecnologias entrem no mercado com mais força, possibilitando o acesso dos consumidores.

IHU On-Line - Por que o investimento em energia solar ainda é baixo, visto que o país possui os recursos necessários? Como entender a falta de incentivo para a produção de energia alternativa no Brasil, como a energia solar, por exemplo?
Eloy Casagrande Jr. -
O Brasil tem um potencial de energia solar e eólica ainda inexplorado. De fato, há uma baixa geração comparada ao potencial brasileiro. Nesse sentido, ainda há um caminho longo para percorrer em termos de desenvolvimento, tecnologia, know-how, criação de mais empregos, etc. Quando um país começa a sair do paradigma de uma energia poluente, como a energia baseada no combustível fóssil, e passa a investir em uma energia como a renovável, tem que investir em informação, educação, inovação, e precisa criar condições para que essa energia possa ser consolidada no mercado. Vejo que em todos os países isso acontece por meio de ações do governo. Não se pode deixar o mercado atuar sem nenhum tipo de apoio. Há de ter aí a "mão forte" do governo para isso acontecer.

IHU On-Line - A proposta para a ampliação da energia solar consiste em investir em um modelo de energia descentralizado ou num modelo centralizado?
Eloy Casagrande Jr. -
Os investimentos apontam para a energia descentralizada. A última resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sinaliza para que os consumidores, a partir de 2013, possam instalar uma regulamentação para energia fotovoltaica, energia eólica e energia de biomassa, ou seja, para que possam instalar minigeradores, microgeradores nas suas casas, nos escritórios, no hospital, numa escola, e a partir disso estar conectados à rede. Vamos nos tornar todos distribuidores de energia. Este é um modelo que já existe fora do Brasil há muitos anos. Ao investir nesse modelo, se tem a possibilidade de reduzir os custos da instalação, por exemplo, de painéis fotovoltaicos, que ainda necessitam das baterias. Além disso, ao produzir essa energia que não será consumida, será possível trocá-la por crédito de energia da rede, para utilizar a energia em momentos em que não há Sol, como à noite. Nesse sentido, percebe-se que há uma tendência clara para descentralizar a energia. Evidentemente, não se trata de grandes geradores, mas já é um avanço.

IHU On-Line - Quais os desafios em relação à energia solar no país? É possível garantir a eficiência energética investindo somente em energias renováveis?
Eloy Casagrande Jr. -
Temos que olhar a energia do ponto de vista sistêmico. Qualquer geração de energia do futuro vai ter que ser composta de diversas fontes. Não se pode, por exemplo, depender somente da energia oriunda de hidrelétricas, pois basta não chover por um período e ficaremos sem energia. Então, a matriz energética tem de oferecer um conjunto de ofertas de energia, que possam suprir as deficiências de cada uma.

Quando se discute a matriz energética, não se trata de dizer que a melhor energia é a hidrelétrica, a solar ou a eólica. O conjunto delas, associado a um bom programa de eficiência energética, o qual o Brasil precisa assumir, traria resultados. Ainda há muito o que fazer em relação às perdas de distribuição, em relação à melhoria dos equipamentos e dos produtos que utilizam energia elétrica, como os eletrodomésticos. As próprias construções também podem ser um alvo de estudo em posição de maior eficiência energética. Na Universidade Federal do Paraná, por exemplo, realizamos o projeto do "escritório verde", que aponta um conjunto de soluções para maior eficiência energética e uso racional da energia. Entre as propostas, estuda-se o isolamento térmico de futuras casas, com vidros e paredes duplas, com iluminação natural, com energia solar e com lâmpadas leves. Então, é esse conjunto de tecnologias e equipamentos que vai determinar o quanto de energia será possível dispor no futuro, trazendo economia.

IHU On-Line - É possível vislumbrar a geração de energia descentralizada e autossuficiente no futuro?
Eloy Casagrande Jr. -
Não sei se vamos ver um modelo energético autossuficiente no futuro, mas podemos encaminhar para não sermos tão dependentes de um modelo centralizado. Claro que isso mexe com grandes negócios, mexe com grandes lobbies, que estão envolvidos com a energia elétrica, desde que ela se tornou uma commodity que capta, concentra e vende a energia. Essas empresas de energia elétrica têm ações na bolsa de valores. Energia virou um produto que precisa render. Essa visão também já nos traz uma visão mercantilista da energia.

No futuro até podemos discutir essa visão, mas hoje é o modelo que temos: existem grandes interesses econômicos ao redor de tudo isso, e se formos fazer uma retrospectiva histórica da construção das hidrelétricas no Brasil, veremos que são as mesmas construtoras que constroem as hidrelétricas de hoje.

 

Imprensa – SEESP
* Informação do IHU-Online



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