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O Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), instituição de ensino mantida pelo SEESP, realizará a Semana da Engenharia de Custos de 21 a 26 de agosto próximo, na capital paulista. A atividade vai abordar três pontos básicos: a viabilidade econômica e financeira na construção civil; as técnicas de planejamento e de orçamento de obras. Garanta já a sua vaga fazendo a inscrição aqui. Mais informações sobre a semana a seguir:

Da Agência Fapesp*

Estão abertas até o dia 1º de setembro de 2017 as inscrições para o Processo Seletivo 2018 para mestrado e doutorado no Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção (PPGEP) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O programa se concentra na área de Gestão da Produção, a qual compreende seis linhas de pesquisa: Gestão de Sistemas Agroindustriais; Instituições, Organizações e Trabalho; Gestão da Qualidade; Gestão da Tecnologia e da Inovação; Planejamento e Controle de Sistemas Produtivos; e Trabalho, Tecnologia e Organização.

Estão disponíveis 70 vagas. O processo seletivo consiste na realização de três etapas: duas provas escritas (prova de Gestão da Produção e prova de conhecimento específico), defesa oral do projeto e avaliação curricular.

Os interessados devem preencher ficha de inscrição e entregá-la na secretaria do PPGEP da UFSCar, que fica na rodovia Washington Luís, km 235, São Carlos (SP). A ficha de inscrição deve ser entregue junto com: histórico escolar de graduação (para os candidatos ao mestrado) ou histórico escolar de mestrado (para os candidatos ao doutorado); curriculum vitae; projeto de pesquisa com a proposta inicial de projeto de dissertação ou tese, com o máximo de dez páginas; cópia autenticada de CPF, RG, certidão de nascimento ou de casamento; diploma ou certificado de conclusão de curso de nível superior para os candidatos ao Mestrado e diploma ou certificado de conclusão do curso de Mestrado para os candidatos ao Doutorado.

Mais informações sobre as vagas e o processo seletivo no edital ou pelo site do PPGEP.

 

* Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

 

 

 

Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) inicia o calendário anual de pós-graduação na cidade de Campinas. O curso lato sensu de engenharia de segurança do trabalho começa em 10 de março próximo.  Entre as disciplinas da grade curricular constam: prevenção e controle de riscos em máquinas, equipamentos e instalações; gerência de risco; sistemas de proteção contra incêndios e explosões; legislação; administração aplicada à engenharia de segurança no trabalho; proteção ao meio ambiente do trabalho; e condições e meio ambiente do trabalho nas atividades rurais.
 
O diretor de Extensão e Pós-graduação do Isitec, Antonio Octaviano, ressalta o protagonismo do instituto na aplicação do curso e as possibilidades de atuação para os profissionais que vierem a se especializar. "Os que fizerem o curso terão uma nova habilitação profissional, como engenheiro de segurança do trabalho, permitindo atuar em uma nova área em adição a sua formação original", destaca.
 

A coordenação técnica do curso é do professor Celso Atienza, renomado especialista em engenharia de segurança do trabalho. O objetivo, informa o coordenador, é expandir a qualificação dos profissionais. "Tivemos a preocupação em formatar um curso que pense em geração de empregos, em sustentabilidade e em criar melhores condições de trabalho", completou Atienza.

As aulas serão ministradas semanalmente nos fins de semana, com carga horária de 680 horas e duração de dois anos - sextas à noite e sábados nos períodos manhã e tarde. O curso terá duração de dois anos, com pagamento de 24 parcelas mensais de R$ 700.

Associados ao SEESP têm 10% de desconto. O mesmo percentual de desconto também será aplicado aos profissionais vinculados ao Sinaenco e ao Sinduscon e aos profissionais registrados e em dia com o pagamento da anuidade junto ao Crea-SP. Informações e inscrições na Delegacia Sindical do SEESP em Campinas: telefone (19) 3368-0204 ou no endereço Avenida Júlio Diniz, 605, ou e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

Nos próximos dez ou 15 anos, a educação continuada terá papel fundamental para formar o profissional de engenharia e arquitetura no processo BIM (em inglês Building Information Modeling), que significa Modelagem da Informação da Construção. A previsão é da professora Regina Coeli Ruschel, especialista do tema no País, em sua apresentação no 2º Fórum Educacional BIM, realizado nesta quinta-feira (3/11), na sede do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), na capital paulista. “A universidade entrará nesse campo tardiamente”, aponta.

O processo envolve um conjunto interrelacionado de políticas, processos e tecnologias para gerenciar a essência do projeto, construção e operação de edifícios no formato digital em todo o ciclo de vida da edificação. Segundo ela, o ensino da metodologia ainda está em fase inicial e longe da grade curricular das faculdades de engenharia e arquitetura no País, “lacuna que deverá ser preenchida pela educação continuada para garantir uma prática que será exigida cada vez mais pelo mercado”. Ela reforça: “Não vai dar para o profissional dessas áreas ficar fora ou alheio ao BIM. Será uma formação necessária.”


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Autodesk BIM 
Marcio Reis Pinto e Regina Coeli Ruschel debatem o ensino de BIM em evento no Isitec.
 

Ruschel compara essa nova realidade à transição que ocorreu da prancheta para o CAD (Computer-Aided Design): “Agora veremos a transição do CAD para o BIM.” Dentro desse vanguardismo no ensino se insere o Isitec que está lançando pós-graduação em BIM, sob a coordenação da professora aposentada da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com início previsto para o primeiro semestre de 2017 (as inscrições já estão abertas, confira mais informação aqui).

Ruschel analisa que o mercado nacional está acordando para essa demanda em BIM. “O que está colocado é o ato de fazer melhorado e renovado, otimizando o desempenho na elaboração do projeto, inclusive simulando o que vai ser construído.” Como salienta a especialista, o novo ferramental computacional vai beneficiar a todos os envolvidos: “Desde ter menos desperdício durante a construção, entregar no tempo e no valor que se prometeu até garantir um empreendimento com sustentabilidade.”

O processo BIM, apesar de estar relacionado diretamente à engenharia civil, tem interface com outras modalidades da área, como a de infraestrutura e elétrica, por exemplo, além do profissional de arquitetura. A metodologia está associada, ressalva Ruschel, à indústria da Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC).

Autodesk
O evento realizado no Isitec contou com a apresentação do trabalho educacional desenvolvido pela Autodesk University (AU), presente no Brasil há seis anos e já com trabalho há mais de 20 anos no mundo, pelo seu gerente de marketing e estratégias Marcio Reis Pinto. Ele reforça a posição de que as universidades do País ainda não estão preparadas para trabalhar com novas metodologias de ensino, mantendo-se, diz, no método tradicional do ensino de engenharia. Segundo Reis Pinto, o peso do BIM na AU chega a quase 60% direcionada ao mercado AEC. “O que vemos é a importância do engenheiro multiespecialista.”

Segundo o executivo, a AU Brasil, pelo seu ineditismo, acaba se transformando numa “vitrine” de empresas e profissionais pioneiros na adoção do BIM, quando atende à necessidade prática de “saber como fazer”, no apoio à criação de uma comunidade especialista no processo e também na promoção de parcerias para pilotar o BIM na cadeia AEC.

O público atendido pela Autodesk, conforme números apresentados pelo executivo, é formado por 70% de empresas privadas e os 30% restantes pelo setor público e estudantes. Por área profissional, 30% são de arquitetura, 37% de engenharia e o restante da área de mídias. 


* Confira mais fotos do evento aqui


Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP







 

Durante entrevista ao programa Repórter Sindical na web, exibido na quinta (14/1), pela TV Agência Sindical, o engenheiro Fernando Palmezan falou sobre a importância em investir em educação. Com o tema “Sindicalismo e Educação”, Palmezan falou da experiência exitosa do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), onde atua como diretor Administrativo e Financeiro, sobre o recém sancionado Marco Regulatório da Ciência, Tecnologia e Inovação, entre outros pontos.

 

Imagem: reprodução
entrevista palmezan

 

Ele lembrou que todo o processo do Isitec começou em discussões travadas dentro do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) e todo o material pedagógico foi preparado para apresentar ao Ministério de Educação para obter a autorização para funcionamento e ser reconhecido, o que ocorreu em 2011.

Formado em engenharia elétrica pela Faculdade de Engenharia São Paulo (Fesp) e eletrotécnica no Mackenzie, Fernando Palmezan lembrou do método totalmente inovador adotado no Isitec, no curso de graduação em Engenharia de Inovação, em que o aluno “primeiro vai para o laboratório ver a experiência ocorrendo, na prática, para depois discutirem em sala de aula a parte teórica”.

Neste ano ocorrerá o segundo vestibular da graduação, que é em período integral e mantida pelo SEESP. "É possível criar instituição qualificada de engenharia. O interesse do sindicato é formar profissionais altamente qualificados. O Isitec é uma experiência inovadora que pretendemos divulgar em todo o País provando que é possível fazer algo desse nível", contou.

Sobre o Marco Regulatório da ciência tecnologia e  inovação,  o engenheiro ressaltou sua importância, lembrando que se trata de um “passo importantíssimo para o desenvolvimento do País”.

“Sem duvida vamos avançar muito. Essa lei é basicamente a (regulamentação da) forma de relacionamento entre as instituições de ensino e a iniciativa privada, costurando a maneira como empresas, industrias, instituições de ensino e governo vão se relacionar sobre esse tema (ciência, tecnologia e inovação), sendo um instrumento articulador”, explicou Palmezan.

Ele lembrou, ainda, que existe um desenvolvimento bastante razoável em polos isolados, como na academia, na indústria, mas que ainda faltava interligar esses trabalhos e atores. “É um passo a mais para facilitar esse processo para o entendimento entre iniciativa privada e as instituições de ensino, definindo como pode, quanto pode, tudo o que precisa para alavancar o desenvolvimento em ciência, tecnologia e inovação”, completou.

Também falou da revista Brasil Inteligente, produzida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), cuja última edição dá destaque a educação continuada.

“Se a gente ficar fora da tecnologia e inovação, vamos ficar para trás. Então precisamos capacitar nossos trabalhadores para obter avanços no processo competitivo global. E uma maneira primordial é a educação continuada”, explicou, falando de uma das leis defendidos pela CNTU de que os profissionais da área de engenharia tenham direito a seis dias ao ano, durante a semana, para se dedicar aos estudos. A lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo, mas ainda não foi regulamentada.

Durante a entrevista, Palmezan também lembrou das aulas abertas inaugurais que estão marcadas para ocorrer até março, de cursos de pós-graduação do Isitec, como no dia 16 de fevereiro, em Marília, no Interior de São Paulo, de Gestão Ambiental Sustentável. Em 2 de março haverá aula aberta de Gestão de Energia e Energia Heliotérmica, que terá entre seus professores um profissional vindo da Alemanha para compartilhar sua experiência naquele país. No dia 9 de março, a aula aberta será na sede do Insitec, na capital paulista, sobre a pós-graduação em Gestão Ambiental Sustentável que ocorrerá também na capital, no dia 29 de abril. Em média, os cursos de pós possuem mais de 360 horas – durando cerca de três semestres.


Confira abaixo a entrevista na íntegra:







Imprensa SEESP






Estão abertas as inscrições para o curso de pós-graduação em Gestão Ambiental Sustentável do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), instituição de ensino mantida pelo SEESP. O curso terá duas turmas, uma em São Paulo e outra em Marília, e é coordenado pelo professor João Sergio Cordeiro, especialista nessa área. Serão 360 horas divididas em três semestres. As aulas acontecerão as sextas à noite e sábados durante o dia, quinzenalmente.

As demandas da sociedade pelo desenvolvimento sustentável e o advento da Agenda 21, a criação de normas ambientais da série ISO aliados ao fato de a gestão ambiental não ser objeto de formação em nível de graduação motivaram a criação do curso. O objetivo é complementar a formação profissional de nível superior de profissionais de diversas áreas para atuarem em gestão ambiental de forma interdisciplinar, capacitando-os para o entendimento sistêmico dos múltiplos aspectos ambientais e para a contribuição na solução de seus mais importantes problemas.

A carga total do curso será de 408 horas. Mais informações e inscrições pelo telefone (11) 3254-6850 ou e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Confira mais detalhes sobre o curso clicando aqui.

Aulas abertas
Os interessados poderão ter uma prévia do conteúdo do curso e também tirar dúvidas em duas aulas abertas que serão realizadas em 16 de fevereiro próximo, em Marília, e em 9 de março, em São Paulo.


 

Edição Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
Com informações do Isitec









O seminário “Trabalho, política e cultura – construindo diretrizes e propostas de ações”, realizado no dia 9 de dezembro último, na sede do sindicato dos engenheiros, na Capital paulista, significou um marco na organização da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU). A atividade foi promovida pelo departamento Jovem Profissional da entidade, com o intuito de ajudar na formulação de políticas públicas e estimular a participação da juventude no movimento sindical. À abertura, o presidente da CNTU, Murilo Celso de Campos Pinheiro, saudou a participação dos jovens de várias partes do País. “Juntos faremos a diferença”, conclamou. E acrescentou: “O nosso futuro é crescer, por isso estamos de portas abertas ao jovem profissional.”
 


Fotos: Beatriz Arruda/SEESP
CNTU 09dez2015 árvore 1 editada 
Jovens profissionais, ao final do seminário, mostram árvore "montada"
com propostas e sugestões de trabalho para 2016 


A coordenadora nacional do departamento, Marcellie Dessimoni, definiu o seminário como o início da construção de um trabalho da juventude da entidade. “A atividade foi extremamente positiva porque conseguimos a participação de todas as categorias profissionais que compõem a CNTU e de várias regiões do País.” O evento, além de dois painéis na parte da manhã sobre o perfil social dos profissionais e comunicação, contou, no período da tarde, com uma dinâmica específica com a divisão de grupos de trabalho que discutiram o “tripé” do departamento, segundo Dessimoni, trabalho, política e cultura. A partir disso, foram formuladas propostas e diretrizes para o ano de 2016. “Inúmeras sugestões foram levantadas, como a da redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais; combate ao assédio moral e sexual, maior participação nos espaços sociais, como nos conselhos profissionais; e a importância do fortalecimento dos direitos humanos para combater a intolerância racial e de gênero.” Outra proposta, informa, é a criação de cinco departamentos regionais da CNTU, contemplando o Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. “O nosso objetivo é trabalhar com unidade e para que a confederação possa representar cada vez melhor os profissionais, adequando ações e políticas aos jovens e para que se chegue a 2022 com o Brasil que idealizamos.”

 

A abertura do evento foi prestigiada pelos presidentes das federações dos Nutricionistas (Febran), Ernane Silveira Rosas, dos Odontologistas (FIO), José Ferreira Campos Sobrinho e do Sindicato dos Economistas de São Paulo, Pedro Afonso Gomes; e pelos representantes das federações dos Médicos (Fenam) José Antonio Alexandre Romano e dos farmacêuticos (Fenafar) Dalmare Anderson Bezerra de Oliveira Sá.

 

Os sindicatos precisam conquistar o jovem 

A seguir, declarações de alguns participantes do seminário do dia 9 de dezembro:

Isabela Fernandes 2 DepJovemCNTU 091215 editadaIsabella Fernandes - economista do Mato Grosso do Sul
“Foi muito importante participar dessa atividade, porque em nosso estado temos uma imensa dificuldade em filiação dos jovens. Discutirmos juntos as nossas dificuldades e definir ações para enfrentá-las sem dúvida vai ajudar a mudar essa realidade. O importante é começar.”

 


Tainara Bastos DepJovemCNTU 091215 editada



Taynara Bastos Trindade – coordenadora do Senge (Sindicato dos Engenheiros) Jovem do Acre
“Normalmente, o jovem que está na faculdade tem uma visão ruim da política e do trabalho sindical. Por isso, tudo que se discute para quebrar esse muro é fundamental. Precisamos mostrar que o sindicato existe para defender os nossos direitos, para valorizar o profissional no mercado de trabalho.”

 



Glauber 2 DepJovemCNTU 091215 editada




Glauber Victor Cabral de Moraes, cirurgião-dentista de Natal (RN)
“A CNTU abre um canal fundamental para o nosso jovem debater não apenas questões específicas da profissão, mas para abrir o horizonte sobre vários outros assuntos importantes, como a saúde e a defesa do SUS (Sistema Único de Saúde), por exemplo.”




 

Dalmari Anderson DepJovemCNTU 091215 editada




Dalmare Anderson Bezerra de Oliveira Sá, farmacêutico de Aracaju (SE)
“O movimento sindical precisa acordar para o jovem profissional e visualizar nele o seu próprio fortalecimento. Os sindicatos precisam conquistar esse público que, com certeza, vai trazer ideias e dinâmicas novas à ação sindical, com isso todos sairemos ganhando.”














Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP














Murilo CNTU 10DEZ2015 editada

O 3º Encontro Nacional da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados) iniciou os seus trabalhos na manhã desta quinta-feira (10/12), na sede do SEESP, na Capital paulista, discutindo a importância da educação continuada para os profissionais. À mesa de abertura, o presidente da entidade, Murilo Celso de Campos Pinheiro [foto ao lado], conclamou aos presentes ajudar na formulação de propostas em defesa de um Brasil melhor para todos. “Nossos passos e ações devem ir muito além das críticas, precisamos apresentar propostas sérias e factíveis com o objetivo de garantir o desenvolvimento do País. Por isso, aqui não falamos em recessão ou crise, mas em trabalho.” O coordenador do evento, o diretor Allen Habert, observou que a CNTU é fruto da modernidade, reunindo diversos saberes que têm em comum o desenvolvimento, a defesa dos direitos humanos e da democracia. 

A mesa-redonda “O direito à educação continuada” reuniu profissionais das seis categorias representadas pela confederação. Iniciando o debate, Maria Rosa Ravelli Abreu, educadora e pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), definiu a educação continuada como o direito de aprender ao longo da vida e apresentou um quadro histórico sobre o tema em todo o mundo que inclui lutas desde as décadas anteriores a segunda Guerra Mundial (1939-1945) até os dias atuais, criando marcos legislativos, institucionais e sociais. Abreu citou, como um dos grandes exemplos atuais, a lei francesa de 1971 (71.575) que garante esse direito aos trabalhadores daquele país. “Essa legislação, inclusive, acabou de ser atualizada à luz das mudanças dos últimos 30 anos, incluindo as inovações no ensino, as mudanças climáticas e o desenvolvimento sustentável.” Segundo ela, a empregabilidade cada vez mais vai depender da requalificação da mão de obra. Para tanto, observa a importância da Convenção 140, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 1974, que define como direito a licença remunerada de estudos. 

Já no ano seguinte, 1975, informa a professora, cinco países pioneiros adotaram a convenção: Cuba, França, Hungria, Reino Unido e Suécia. O Brasil promulgou-a em 1994, todavia ainda não a implantou. Em seu artigo 1º, o documento define "licença remunerada de estudos" um período concedido aos trabalhadores, com fins educativos, por um prazo determinado, durante as horas de trabalho e com o pagamento de prestações econômicas adequadas. 

Segundo ela, a CNTU constrói essa campanha pioneira ao lado da defesa de setores estratégicos, para a qualidade de vida de todos. “Essas e outras lutas têm por base a educação ao longo da vida, pois dependem, fundamentalmente, da inovação e da atualização permanentes do conhecimento.” Como um dos exemplos positivos, no País, Abreu citou a Lei 8029, de 1992, promulgada pelo governo do Estado de São Paulo, que instituiu o “Programa de Desenvolvimento Profissional e Reciclagem Tecnológica no âmbito da Educação Continuada”. O programa contempla engenheiros, agrônomos, geólogos, arquitetos, meteorologistas, tecnólogos, técnicos industriais, e técnicos agrícolas dos Quadros da Administração Direta e Indireta do Estado e prevê um mínimo de seis dias úteis por ano a serem utilizados em atividades de reciclagem tecnológica, sem qualquer prejuízo na remuneração dos profissionais. 

O professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Claudemir Galvani, reforçou a importância da educação continuada ou permanente, definindo-a como um direito à cidadania. Ao mesmo tempo, criticou que a educação, no País, tenha se transformado em mera mercadoria, informando que o mercado financeiro está por trás de muitas faculdades privadas no território nacional. “A formação dos nossos jovens está nas mãos do sistema financeiro. Ou seja, o conhecimento está sendo gerado e passado dentro de uma instituição que está preocupada com o retorno financeiro dos seus acionistas.” 

Para o diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), José Roberto Castilho Piqueira, sem uma boa e consistente base na graduação não tem milagre ou educação continuada que dê jeito. “O dia a dia do trabalho requer conhecimento de gestão, de segurança do trabalho, uma formação de qualidade”, informou especificamente sobre a área de engenharia. Para ele, o que se faz fora disso desprestigia a boa engenharia, que é trocada por uma planilha de Excel. “Temos de valorizar a engenharia para evitar que o capital sem regulação cause desastres, como o de Mariana (MG)”, lamentou, referindo-se ao rompimento de barreiras de rejeitos da mineradora Samarco. E acrescentou: “Se querem engenharia de alto nível tem de investir; se não querem, que invistam numa “rodovia” de rejeitos.”


Fotos: Beatriz Arruda/SEESP
CNTU 10DEZ2015 abertura 
Mesa de abertura do 3º Encontro Nacional da CNTU 


Formação x mercado
Já a farmacêutica e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Silvana Nair Leite Contezini, ao analisar a evolução dos cursos profissionais da sua área, apresentou números que preocupam quanto à qualidade da formação, informando que hoje são mais de 450 cursos espalhados pelo Brasil, a maioria nas mãos da iniciativa privada. “Esse ensino nos preocupa porque assumiram a carga mínima de quatro mil horas.” Nesse sentido, citou o exemplo da especialização a distância em gestão de assistência farmacêutica, oferecida pela Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UMA-SUS), que, na sua segunda edição em 2015, teve mais de 1.400 concluintes na área e das cinco regiões do País. 

A médica Ivone Duarte, que foi coordenadora do curso de medicina da Universidade Nove de Julho (Uninove), de 2003 a 2012, explicou a demografia da sua área no País, dizendo que a maior concentração desses profissionais se dá nas capitais e nas grandes capitais. Ela informou algumas modalidades de educação continuada no setor, como as especializações lato sensu reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC), que tem 360 horas mais monografia; pós-graduações stricto sensu (mestrado, doutorado e pós-doc) e capacitações profissionais específicas em serviço e Telessaúde. 

A nutricionista Sandra Maria Chemin Seabra da Silva, coordenadora do curso do Centro Universitário São Camilo, também disse que na sua área houve um aumento considerável de cursos, citando que, de 1939 a 1996, foram criados 45 cursos, mas que de 1997 a 2015, esse número pulou para 378 cursos. “Em 18 anos tivemos esse acréscimo que acaba prejudicando o nível da formação, boa parte faz o curso na carga mínima de 3.200 horas. Disciplinas importantes para a formação do profissional, como dietoterapia e nutrição em saúde pública, têm cargas de 40 a 20 horas, o que é um absurdo”, reclamou. No caso específico da sua área, ela questiona se a educação continuada não acabaria sendo usada para preencher lacunas da formação profissional da graduação. “Na nutrição, a especialização surge como uma necessidade.” 

Fechando o debate da manhã, o odontologista Celso Zilbovicius, professor da USP e diretor da Associação Brasileira de Educação Odontológica, defendeu a educação permanente para a sua categoria para ajudar na formação do profissional para o SUS, fazendo com que esse profissional conheça as necessidades de saúde da população brasileira. “O SUS tem a lógica da integralidade, da universalidade, do cuidado. Ou seja, na educação continuada será feito o que a graduação não fez.” 

Zilbovicius alerta para o que ele define como a “lógica de uma modernidade capitalista” que tem entrado no SUS sem o devido debate crítico. Por isso, ele enxerga na educação continuada, como uma política de Estado, a esperança de formar profissionais que valorizem o espírito cuidador e universal do sistema, servindo de resistência às tentativas de mercantilização do SUS. “Sem dúvida nenhuma, temos o melhor sistema público de saúde do mundo, deixando para trás países desenvolvidos, como Inglaterra e tantos outros.”

À mesa de abertura do evento estava, também, o deputado estadual Carlos Neder (PT) participou, também, do evento, classificando-o como fundamental ao debate em defesa da educação continuada, informando que na Assembleia Legistiva foi formada, recentemente, uma frente parlamentar que discutirá o fortalecimento da atuação das universidades públicas federais e estaduais de São Paulo. "Estou tão motivado com essa atividade que farei um pronunciamento, na Assembleia, a respeito da campanha da CNTU", avisou.

 

 

 


 

 

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP

 





No quarto e último painel do IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), nesta quarta-feira (6/10), em Campo Grande (MS), discutiu-se a valorização profissional e a engenharia brasileira com o Gerente Regional do Centro-Oeste do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Jary de Carvalho e Castro, o professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Marco Aurélio Cabral Pinto, e o coordenador de Relações Sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), José Silvestre Prado de Oliveira.

Castro, na sua apresentação, mostrou as ações do conselho em prol do exercício profissional de mais de um milhão de engenheiros em todo o Brasil, das mais variadas áreas, como agronomia (187 mil), agrimensura (23 mil), civil (340 mil), elétrica (453 mil), mecânica e metalurgia ((257 mil), entre outras. Entre elas está a atuação junto ao Congresso Nacional acompanhando projetos de interesse da categoria, como o que cria a carreira de estado em todos os níveis de governo (PLC 13/2013) para os engenheiros e agrônomos.


Foto: Marcelo Kanashiro
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Último painel do IX Conse discutiu valorização profissional e educação
 

Segundo ele, o sistema também está preocupado com a situação de instabilidade política e a crise econômica, no País, que tem prejudicado sensivelmente a área de engenharia, causando desemprego de muitos profissionais. Da mesma forma, a atualidade do Confea também se reflete no debate de temas emergentes como o da inovação e as perspectivas para os setores elétrico e hídrico. Castro informou, ainda, a campanha nacional “Projeto completo garante uma boa obra! Contrate um engenheiro” que o conselho vem desenvolvendo junto as mais de cinco mil prefeituras brasileiras, evidenciando as atribuições e a importância da contratação dos engenheiros.

O dirigente mostrou, também, as ações que o conselho vêm promovendo com entidades internacionais do setor, criando uma integração profissional com países da América Latina (União Panamericana de Associações de Engenheiros – Upadi) e de Portugal.

Educação libertadora
O professor da UFF destacou a importância de o País pensar a educação que quer oferecer aos brasileiros que, para ele, deve ter o objetivo de criar cidadãos conscientes e independentes na observação e análise da realidade. “Devemos trabalhar uma educação a partir do conceito de independência intelectual sem o foco na perspectiva de mercado e sem trazer modelos educacionais de outros países. Precisamos formar o nosso modelo a partir do próprio povo brasileiro.”

Essa educação, explica Cabral Pinto, tem duas bases fundamentais, são elas: desenvolver a capacidade de aprender a aprender, relacionando conhecimentos sobre a realidade; e de extrair aprendizado com os contraditórios. “É pensar na conscientização desse indivíduo sobre a história, aprendendo a ler a realidade e a se mover, com confiança, nessa mesma realidade.”

Perfil profissional
Na sequência, o técnico do Dieese apresentou a pesquisa que traçou o perfil dos profissionais de engenharia no Brasil a partir do ano de 2003 até 2013, onde foram tratados, exclusivamente, os profissionais com vínculo empregatício (Consolidação das Leis do Trabalho ou estatutários). O estudo foi encomendado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e mostra uma expansão de 87,4% nos empregos formais no setor, saindo de 127,1 mil para 273,7 mil postos com carteira assinada no País. O crescimento foi superior ao crescimento do emprego geral no Brasil nesta década, que foi de 65,7%.

Todavia, dados de movimentação do emprego formal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) já apontavam relativo desaquecimento do mercado de trabalho formal para os profissionais. Em 2013, foram gerados 2,8 mil postos de trabalho, 4,6 mil a menos do que em 2012, quando haviam sido criados 7,4 mil. Já em 2014, o saldo entre admitidos e desligados foi negativo, com perda de mais de 3 mil empregos. E dados de janeiro a agosto deste ano, mostram uma perda ainda maior na ordem de menos 12.230 postos de trabalho, com 28.053 admissões contra mais de 40 mil demissões.

A década observada, explica Silvestre, é o período de maiores investimentos públicos e privados e de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), com estímulo à produção, ao incremento da infraestrutura nacional, da oferta de crédito e de políticas de distribuição de renda, o País pôde prosperar e isso se refletiu diretamente no emprego da categoria.

A pesquisa mostra que a distribuição regional do emprego – tanto dos engenheiros quanto do total de empregados formalmente vinculados – não apresentou alterações significativas no decorrer da década 2003-2013: em ambos os momentos, a maior parte dos vínculos concentra-se na região Sudeste. No caso dos engenheiros, quase dois terços dos 273,7 mil postos de trabalho em 2013 – 61,5% – estão localizados no Sudeste; 14,4% na região Sul; e 13,3% na Nordeste. Nas regiões Norte e Centro-Oeste estão 10,7% dos empregos desses profissionais.

Considerando-se as diversas modalidades, os engenheiros civis foram os que mais contribuíram para o crescimento do emprego formal no período. Dos cerca de 127 mil postos gerados entre 2003 e 2013, quase 38 mil o foram nessa especialidade. O segundo grupo mais relevante foi o dos engenheiros industriais, de produção e de segurança, com mais de 25,5 mil ocupações criadas, seguidos dos engenheiros mecânicos, com 16,6 mil. Os postos de trabalho criados nessas três famílias ocupacionais responderam por quase 80 mil empregos a mais, ou seja, 62,6% do crescimento do emprego formal da engenharia entre 2003 e 2013.

Apesar de ser uma categoria majoritariamente masculina – em 2013, os homens representavam 79,2% do total dos profissionais da engenharia empregados no Brasil –, as mulheres engenheiras vêm aumentando sua participação ao longo do período analisado. Em 2003, representavam 16,8% do total de profissionais; em 2009, já eram 18,7%; e em 2013, chegam a 20,8%.

Rede da tecnologia e inovação
Sérgio Gonçalves Dutra, da MZO Interativa, empresa de São Carlos (SP), falou sobre a criação da Rede da tecnologia da FNE cujo intuito é conectar mais de um milhão de profissionais da tecnologia para terem acesso a uma série de conteúdo e informação organizada e ágil num ambiente seguro. Os benefícios, como explica Dutra, do sistema são diversos, como permitir ao profissional interagir mais e se aproximar das suas entidades representativas, assim como ampliar oportunidades de emprego e acesso à educação. Ele resumiu a nova ferramenta digital dos engenheiros: “Vamos usar a tecnologia a serviço da comunidade com grande criatividade.”

Fechando o painel, o diretor geral do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), Saulo Krichanã, apresentou a palestra “Inovação e educação”, mostrando como está estruturada a faculdade mantida pelo SEESP, que iniciou seu primeiro ano letivo em fevereiro último. Ele falou sobre conceitos de inovação lembrando a genialidade de Leonardo da Vinci, “que tinha um conhecimento sobre tantas coisas em pouco tempo e que levou ao extremo a história de perguntar e questionar”. E relacionou: “É nesse DNA que vem esse negócio de inovação, que combina a invenção, a ideia e a descoberta.”

Segundo ele, inovação é tudo aquilo que chega ao mercado, que é feita de forma planejada, ainda que gerada casualmente, e que implica em impactos tangíveis e, sobretudo, em impactos inatingíveis sobre a ordem das coisas até então prevalecente.

Krichanã explicou que a inovação exige observação, conhecimento, projeto, avaliação e negócio. “A nossa matéria-prima no Isitec é o estudante inquieto e inconformado. Da mesma forma, quem ensina precisa ser provocador e emulador, professor e facilitador e integrado e antenado.”

Na matriz curricular da instituição de ensino dos engenheiros constam formações básica, técnico científica, em engenharias, empresarial e aprofundamento profissional. A carga total é de 4.620 horas em cinco anos. Atualmente o Isitec está com 33 alunos e já se prepara para abrir as inscrições para a segunda turma do curso de Engenharia de Inovação.

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP









 

Entre as bandeiras e propostas ao País defendidas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), está a criação de um sistema de educação continuada como política de Estado. O objetivo é tornar exequível o consenso já existente quanto à necessidade de “estudar para o resto da vida”.

Assim, temos  debatido o tema com os profissionais de nossa base e estabelecido diálogo com diversos atores sociais,  a fim de desenhar um modelo que atenda à demanda por qualificação não só das categorias ligadas à nossa confederação, mas de todo o contingente de formação universitária que hoje soma em torno de 15 milhões de pessoas no Brasil.

Em linhas gerais, propõe-se a aprovação de um projeto de lei que assegure aos profissionais 12 dias por ano, sem prejuízo de remuneração, para que se dediquem a atividades de educação continuada. Uma iniciativa dessa natureza, além de ser uma necessidade, tem respaldo na Constituição Federal e nas convenções 140 e 142 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), das quais o Brasil é signatário. Também criaria instrumento para ampliar a ação do Ministério do Trabalho e Emprego no que diz respeito à qualificação da mão de obra nacional.

Essa discussão, que vem amadurecendo ao longo do tempo, ganha agora destaque nesta quarta edição da revista Brasil Inteligente, que aborda o tema em matéria de capa e traz um amplo apanhado da realidade nacional em educação continuada e dos desafios colocados. Qual o papel das empresas, dos governos e dos próprios profissionais nessa empreitada? Como as tecnologias de informação e o ensino a distância podem contribuir para que se dê o salto necessário e quais são os limites desses instrumentos?

Abordando o tema de forma mais ampla, Brasil Inteligente coloca em debate também que modelo de formação se almeja em todos os níveis. Para além de cumprir metas quantitativas – que não podem ser desprezadas – e de se pensar a qualificação da população como essencial ao desenvolvimento, como a educação pode se tornar um instrumento de transformação, contribuindo para a construção de uma sociedade solidária e inclusiva e favorecendo a cidadania plena.

Completando essa rica pauta, dois artigos apontam a situação do acesso à graduação e dos programas de pós no País, indicando que, se ainda há muito a fazer, ao menos já se avançou significativamente nesses campos.

Compõem ainda esta edição uma retrospectiva das mais importantes atividades da CNTU no segundo semestre de 2014 e no primeiro de 2015, a preciosa colaboração de vários especialistas e a fundamental participação das nossas federações e dos membros do Conselho Consultivo da CNTU. Por fim, a revista desenvolve os objetivos do projeto Brasil 2022, que, com o horizonte do bicentenário da Independência, propugna por avanços fundamentais no nosso País. Dá, assim, a senha para que sigamos na luta, unidos e determinados.


Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente


 


* Editorial publicado na Revista Brasil Inteligente, nº 04










A matéria desta semana do JE na TV, programa do SEESP que é veiculado semanalmente na TV a cabo, traz alguns dos destaques do II Seminário Internacional de Integração dos Trabalhadores Universitários, promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), por intermédio de seu Departamento de Relações Internacionais. O evento ocorreu no SEESP, na Capital, e reuniu trabalhadores universitários de diversos países como Peru, Nicarágua, Uruguai e Argentina.

 

Imagem: reprodução JE na TV
fernando palmezan no JE na TVO engenheiro Fernando Palmezan é o entrevistado do JE na TV


Na entrevista, o engenheiro Fernando Palmezan, diretor Administrativo e Financeiro do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), para falar sobre educação continuada. O tema é uma das bandeiras de luta do projeto Brasil Inteligente, da CNTU, que teve uma nova edição de sua revista lançada durante a segunda edição do seminário internacional.

"A educação continuada hoje é vital para o profissional. Não sobrevive sem estar continuamente se aperfeiçoando e conhecendo novas técnicas da engenharia", afirma Palmezan.

A coluna No Ponto, do presidente do sindicato, Murilo Pinheiro, fala sobre a proposta de uma política nacional de iluminação pública, feita pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).

O programa vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet  no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.


Imprensa SEESP







Em 20 anos o número de jovens matriculados no ensino médio aumentou 120%. Agora, o País tem o desafio de garantir uma educação atrativa e de qualidade, evitando a evasão e recuperando os alunos que, apesar da idade, ainda não concluíram o ensino fundamental. Um projeto de reformulação do ensino médio está em tramitação na Câmara. A proposta é de autoria de uma comissão especial de deputados.

Na tentativa de solucionar as distorções encontradas atualmente, existem algumas opções: educação em tempo integral, melhoria no ensino profissionalizante e uma grade curricular flexível.

Durante o ano de 2013, uma comissão especial da Câmara estudou o problema e apresentou um relatório com sugestões para mudar o ensino médio. A proposta se transformou no Projeto de Lei 6840/13, que será analisada por uma nova comissão especial antes de ser votada em Plenário.

O relator da comissão, deputado Wilson Filho (PTB-PB), destacou que apenas 12% dos alunos que concluem o ensino médio cursam o ensino superior. "Doze por cento vão para o ensino superior, 88% não vão. Para esses 88%, para que serviu o ensino médio? Eles não usam o ensino médio para nada. Se nem para os 88% serve, nem para os 12% serve, dá 100%, não serve para ninguém. Então é esse o ensino médio atual.”

A presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Manuela Braga, destacou que a falta de interesse dos alunos se reflete na evasão escolar. "Há uma evasão de 10%. E os que permanecem no ensino médio não conseguem se identificar. Porque ele sai do ensino médio, ele não está preparado para a vida, para o mercado de trabalho. A maioria dos estudantes que saem do ensino médio lê uma redação do Enem e não consegue interpretar, não consegue trabalhar em cima dessa redação".

Falta de professores
Outro problema do ensino médio é a falta de 170 mil professores na rede pública, em especial nas áreas de química, física, biologia e matemática. Na tentativa de estimular os jovens a seguirem a carreira de magistério o Ministério da Educação lançou um programa que concede bolsas para os estudantes do ensino médio que demonstrarem interesse por essas áreas do conhecimento.

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante, que já ocupou o cargo de ministro da Educação, explicou na Câmara que o programa será voltado principalmente aos estudantes do programa Ensino Médio Inovador, que tem jornada de ensino ampliada. A ideia é que as atividades sejam consolidadas nas três horas do contraturno. Alunos que obtenham destaque nos anos finais do ensino fundamental também poderão participar. Terão prioridade, ainda, estudantes premiados em olimpíadas científicas.

"Nós estamos dando 40 mil bolsas, vamos chegar a 100 mil para os estudantes de matemática, física, química e biologia que querem fazer ciência e querem ser professores", anunciou Mercadante.

Os estudantes vão participar de atividades de monitoria, pesquisa científica e tecnológica. Os bolsistas, que vão receber R$ 150 por mês, vão ter orientação e supervisão de professores e estudantes universitários que já recebem bolsas de estímulo à pesquisa. A seleção dos bolsistas será feita pelas secretarias estaduais de Educação e por universidades.

Incentivo na universidade
Para aproximar as universidades desse esforço para a formação de mais professores, foi criado o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). O programa concede bolsas a alunos de licenciatura que participam de projetos de iniciação à docência desenvolvidos por instituições de educação superior em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino.

A diretora de Formação de Professores da Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Carmen Moreira de Castro Neves, explica que os alunos que participam do programa mudam a realidade das escolas e das universidades.

"A universidade começa a tentar responder a essas perguntas todas que o aluno traz, a trabalhar com novas metodologias, novas tecnologias, a rever seu próprio currículo de formação de professores adequando à realidade da escola pública. E a escola pública ao receber esse bolsista consegue trabalhar em novas ações, aperfeiçoando seu projeto pedagógico, investindo mais na formação dos próprios professores que às vezes estavam afastados de processos formativos", explica a diretora.

O Pibid oferece bolsas em 14 áreas, entre elas química, matemática, português, história e educação física.

Resultados demoram
Para o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Luiz Cláudio Costa, o País está avançando, mas quando se trata de educação os resultados só são percebidos depois de alguns anos.

"O Brasil vem fazendo inclusão e o mesmo tempo melhorando a qualidade. É por isso que quando a gente olha o filme o Brasil está muito bem avaliado. Não existe no mundo história como a nossa, de você ter essa inclusão em tão curto espaço, ao mesmo tempo em que você consegue fazer esse controle de qualidade. Mas, com coragem de avaliar e discutir com a sociedade, sem esconder que aqui estamos com dificuldade, isso é muito bom para o País", avalia Costa. Informação da Agência Câmara de Notícias.












Esta semana o programa de televisão do SEESP, o JE (Jornal do Engenheiro), traz entrevista com o engenheiro Allen Habert, diretor de articulação nacional da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados). Ele destaca a importância da educação para um Brasil que quer ser forte nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, desenvolvimento cujo condutor é o profissional, por isso, durante a jornada de trabalho precisar ter tempo para se requalificar. Nesse sentido, a CNTU elaborou projeto de lei que prevê 5% dos dias trabalhados para que o trabalhador liberal tenha condições de fazer cursos. “Isso dá um dia por mês, ou seja, 12 dias por ano. Temos hoje, no país, 10 milhões de profissionais com diploma, isso significa 10% da população economicamente ativa (PEA). É um patrimônio nacional, uma coluna vertebral decisiva para ganhar o campeonato da civilização”, defende.

Habert aborda, ainda, a importância da implantação, em todo o território nacional, da internet em locais públicos e discorre sobre as várias campanhas nacionais que os integrantes da CNTU desenvolvem este ano. Ele observa que a entidade, no esforço de pensar o Brasil e fazer o país pensar também, tem como objetivo unir as culturas das diversas categorias, economistas, médicos, farmacêuticos, engenheiros, e outras, para poder quebrar as diferenças e, eventualmente, os “muros” em torno de um projeto comum para o bem da sociedade brasileira.

Campanhas salariais
O presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, no quadro “No Ponto”, fala sobre as campanhas salariais dos engenheiros em andamento, destacando que o sindicato, nas mesas de negociação, luta não apenas por reajuste ou ganho salarial, mas desenvolvimento tecnológico que valorize o profissional dentro das empresas, sejam elas públicas ou da iniciativa privada.

Ainda no JE na TV, desta semana, você confere como foi a homenagem do SEESP aos 120 anos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), que reuniu diferentes gerações de profissionais formados pela instituição criada em 1893.

O programa vai ao ar para a cidade de São Paulo sempre às segundas-feiras, às 19h30, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet (neste link) no mesmo dia e horário. Outros 40 municípios paulistas e de outros estados têm grade variada (veja aqui).


Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP

Durante a 3ª Jornada da Campanha Brasil Inteligente, realizada em 5 de dezembro, na sede do SEESP, na Capital paulista, a CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados) deu posse a cem novos membros em seu Conselho Consultivo. Agora, já são 500 nomes. A meta é chegar a mil até final de 2013. Programa de trabalho para o próximo ano foi discutido em plenária realizada na sequência. 

* Veja aqui as fotos da 3ª Jornada da Campanha Brasil Inteligente da CNTU

Esse colegiado reúne, como lembrou Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da CNTU, pessoas de alta qualificação técnica, cultural e científica de diversas áreas de atuação, todas colocando voluntariamente sua inteligência a serviço de um país mais justo e soberano. Assim, contribuem para os debates e proposições de questões de interesse dos profissionais liberais universitários, dos trabalhadores e da sociedade em geral. “É um dever que devemos perseguir, participando do crescimento e desenvolvimento nacional através de propostas no âmbito tecnológico e para a qualidade de vida da população.” 

Representando os conselheiros veteranos, o professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) Marco Aurélio Cabral Pinto destacou: “Hoje, a grande discussão é como inovar no País. O movimento sindical agrega uma elite para pensar nisso. Temos conhecimento e tecnologia e juntos vamos ter melhor oportunidade de contribuir com soluções que atendam as múltiplas dimensões de cada problema.” Tomando posse no ensejo, Cristina Palmieri falou em nome dos novos. Ela manifestou a crença no Conselho Consultivo como um espaço para colaborar com a necessária transformação da sociedade. Nesse contexto, ressaltou a importância da educação como agente rumo à mudança almejada. Concordando que esse é um dos grandes nós a desenrolar, João Sergio Cordeiro, membro do Conselho de Administração do Isitec (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia), é outro que passa a ocupar uma cadeira junto a tal colegiado. “Temos grandes desafios e responsabilidade de trazer ideias e apontar ações. Vamos todos arregaçar as mangas.” 

A plenária
Clima otimista dominou a sessão ocorrida durante a jornada da Campanha Brasil Inteligente. Logo ao início, a economista e pesquisadora Ceci Juruá congratulou a CNTU pela proposta de se planejar o País que se quer nos próximos dez anos, no horizonte do Brasil 2022 – ano que marcará o bicentenário da Independência. Ela lembrou de personalidades que contribuíram para a construção nacional e da importância de se revisitar a história. Assim, sugeriu que se pense em comemorar em 2013 o bicentenário de nascimento de Barão de Mauá, “um idealista, um homem que procurou servir do Oiapoque ao Chuí”. 

Entre os que se manifestaram, Gilberto Alfredo Pucca Júnior, coordenador nacional de saúde bucal do Ministério da Saúde, responsável pelo “Programa Brasil Sorridente”. Agraciado em 2011 com o Prêmio Personalidade Profissional em Odontologia concedido pela CNTU, ele louvou a iniciativa da entidade e traçou panorama da área em que atua: “Somos pródigos em injustiça. Em 2003, quando o ‘Brasil Sorridente’ foi lançado, a cada quatro brasileiros de 60 anos, três não tinham nenhum dente na boca, um processo de mutilação em massa. No século XXI, admitir isso é quase voltar à era medieval.” Segundo ele, após o lançamento do programa governamental, houve um salto, reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde), com o combate a um dos principais problemas: a cárie. Citando como ousada a campanha “Zerar a demanda por próteses dentárias”, ele enfatizou: “Vamos continuar a sedimentar o acesso à saúde bucal para as pessoas.”

 

Já Sebastião Soares, da Nova Central Sindical dos Trabalhadores, salientou a importância de se incluir o desenvolvimento social e uso sustentável do Cerrado entre as campanhas a serem tocadas pela CNTU. Ainda entre as propostas, Paulo Feldmann, da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) sugeriu que se discuta o fundamental apoio às pequenas empresas. Já Thereza Neumann, presidente do Senge-CE, propôs que a confederação se engaje na luta pela engenharia pública. Gilda Almeida, vice-presidente da CNTU, parabenizou o Conselho Consultivo, destacando sua grande contribuição para se construir uma política de desenvolvimento nacional.

 

Soraya Misleh
Imprensa – SEESP



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