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Depois do fogão, da geladeira e da televisão, presentes em quase todos os domicílios do país, os brasileiros se empenham em adquirir máquina de lavar e microcomputadores com acesso à internet, como mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2013, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, os percentuais de domicílios que tinham fogão (98,8%) e televisão (97,2%) mantiveram-se os mesmos em relação a 2012. A fatia dos possuíam geladeira aumentou um pouco, de 96,7% para 97,3%.

No mesmo período, as casas brasileiras com máquina de lavar passaram de 55,2% para 58,3%. Também houve crescimento de 8,8% dos domicílios com presença de microcomputadores, que estão em 32,196 milhões de residências no país em 2013, ou 49,5% do total. Em 2012, eram 46,4%. O número de residências com computadores com acesso à internet também subiu entre 2012 e 2013, para 43,1% dos domicílios.

Ao aumento tempo que acessa mais a internet, o brasileiro reduz o uso de aparelho de rádio e DVD. As proporções de domicílios que possuíam esses bens foram de 80,9% para 75,8%, no caso do rádio, e de 76% para 72,4%, no caso do aparelho de DVD.

Ainda de acordo com o instituto, o número de domicílios com algum tipo de telefone seguiu a tendência dos últimos anos e, de 2012 para 2013, cresceu 3,8%, o equivalente a 2,2 milhões de novos domicílios com acesso a esse serviço no País. O IBGE apurou que 92,7% dos domicílios pesquisados possuíam algum tipo de serviço de telefonia.

No entanto, enquanto caiu o número de domicílios somente com telefone fixo, cresceu a quantidade de residências somente com celular. Em 2013, 1,8 milhão de domicílios possuíam somente a telefonia fixa (2,7% do total de domic ílios investigados), 5,6% inferior de 2012. Ao mesmo tempo, o número de domicílios com acesso apenas à telefonia móvel celular subiu 5,6% no País, um aumento equivalente a 1,8 milhão de unidades, de 2012 para 2013, chegando a 34,6 milhões de residências.

A pesquisa mostrou ainda que, de 2012 para 2013, ocorreu elevação de 4,8% no número de domicílios em que ao menos um morador possuía carro para uso pessoal, chegando a 28,4 milhões de unidades (ou 43,6% do total). Também houve aumento de 1,4% no número de domicílios com motocicletas, presente em 12,9 milhões de residências (ou 19,9% do total).

A Pnad mostrou que o número de domicílios particulares permanentes no país, em 2013, correspondeu a 65,1 milhões.

Fonte: Valor Econômico






O jornalismo investigativo econômico vai de mal a pior. Faltam profissionais que se engajem em reportagens de fôlego e que traduzam de forma clara, em uma linguagem popular, os números da economia do país e do mundo. Esse era o trabalho que o jornalista Aloysio Biondi fazia cotidianamente e com maestria até os últimos dias de vida. Morreu em 21 de julho de 2000, após um infarto, deixando órfãos seus leitores do Diário Popular, revista "Bundas" e "Caros Amigos", veículos com os quais colaborava na ocasião.

 

Foto: Ariovaldo Santos/AJB/“Brasil Digital"/Projeto Brasil de Aloysio Biondi
biondi



A vida e obra do profissional foi lembrada com bastante emoção na noite de segunda-feira (15/9), no auditório do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), durante o relançamento de uma de suas obras “O Brasil Privatizado” (R$ 29,99), lançada pela primeira vez em 1999, pela Editora Perseu Abramo, e agora pela Geração Editorial.

Durante o evento, promovido pela editora e pelo Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé,  era esperado um debate entre os jornalistas Janio de Freitas, colunista da Folha de S.Paulo, Amaury Ribeiro Jr., autor de A Privataria Tucana, e o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Unicamp. No entanto, por uma infeliz coincidência, todos os convidados não puderam estar presentes.

Mas, como o assunto da obra é atual e o legado do autor permanece vivo nas publicações que deixou e na memória dos que fizeram questão de estar presentes, não foi difícil improvisar uma nova configuração para a atividade. Antonio Biondi, jornalista e filho do colunista econômico; Renata Mielli, do Barão de Itararé; e Willian Novaes, diretor da Geração; fizeram falas iniciais curtas, mas fortes à altura de Biondi.

Seu filho, além de comentar sobre a nova edição do livro, que conta com apresentação de Jânio de Freitas e prefácio do jornalista Amaury Ribeiro Jr., deu uma boa notícia aos presentes. “Hoje mesmo tivemos hoje uma notícia muito boa do projeto, o Brasil de Aloysio Biondi, que, em plena greve da Unicamp, o Centro de Documentação Alexandre Eulálio que é o espaço que doamos os arquivos do Biondi, e a equipe do Cedae concluiu a preparação dos documentos para disponibiliza-los ao público em geral”, disse.

São milhares de documentos jornalísticos, reunidos em 44 anos de vida dedicada ao jornalismo, com estudos e anotações do profissional, que ficaram empilhados durante anos em sua casa. Agora, eles estão acondicionados devidamente, com ambiente climatizado. “Os documentos estão todos salvos e preservados definitivamente e disponíveis ao público”, completou Antonio Biondi.

Seu pai não foi somente um mestre do jornalismo prático, do dia a dia, mas também em sala de aula. Nos dois últimos anos de vida, ele deu aula para estudantes de jornalismo da Faculdade de comunicação Cásper Líbero, quando, nas palavras de Sergio Gomes, diretor da OBORÉ e um dos coordenadores do projeto “Repórter do Futuro”, “fez as pazes com a juventude”.

“O fato dele ter sido severo, sobretudo com a juventude nas redações, ele tinha uma grande dificuldade em reconhecer que as pessoas tinha afeição por ele, que gostavam dele. Isso mudou de alguma maneira durante aqueles dois anos em que ele foi o principal professor da Casper Libero e finalmente a juventude o descobriu e ele descobriu a juventude. E durante aqueles dois anos ele era um homem feliz e amado”, disse Sérgio Gomes, conhecido no meio jornalístico como Serjão, que foi algum dos convidados presentes que deu seu testemunho. “O Aloysio era, sobretudo, um sujeito que tinha razão porque ele sabia o que os números significavam. E estão faltando aloysios no jornalismo”, completou Serjão que trabalhou com Biondi com quem também teve uma convivência muito próxima.

 Com a presença na plateia da filha Bia e da viúva Ângela, artista plástica, outras pessoas que conviveram com o jornalista deram seus depoimentos, lembrando de seu lado humano e ético. “Ele lia editais de licitações, diário oficial. Quando faltavam informações ele ia às Juntas Comerciais para saber quantos pedidos de falência estavam em andamento, no Serasa para saber o quanto as pessoas estavam se endividando. Estava se desenhando no país uma situação que só não via quem não queria. E realmente a imprensa comercial naquela época não queria que isso fosse visto. E as portas das redações começaram a se fechar pra ele”, recordou o jornalista Paulo Donizete, editor da Revista do Brasil, que trabalhou na Revista dos Bancários.

O jornalista Audálio Dantas, que também deu seu depoimento, lembrou que o colega e amigo sempre recomendava que o jornalista não deve ser um sujeito arrogante como alguns são: “Mas ser um sujeito capaz de andar de ônibus. Não apenas para economizar alguns trocados, mas andar de ônibus para sentir e saber o que é que o povo está sentindo.  Era um sujeito que pensava o Brasil e pensar o Brasil naquela ocasião era difícil porque já vinha uma onda de maneira fortíssima de cima para baixo no sentido de que o estado não deve se meter”.

O pensamento de Aloysio Biondi era justamente o contrário. Ele defendia que o estado tinha o dever de tomar as iniciativas para promover o desenvolvimento econômico do País. E não era uma defesa simplista e panfletária. Biondi tinha propriedade no que pensava e escrevia. Ele tinha convicção de que o que estava em curso na década de 1990 era um desmonte do patrimônio público, vendido “a preços de banana”.
  
“À primeira vista, a pressa do governo (em privatizar) teria até uma explicação. Desde maio de 1998, os banqueiros e investidores internacionais já estavam fugindo, cortando o crédito, do Brasil, e o real caminhava para a desvalorização. Os leilões da Telebrás, a toque de caixa, eram uma forma de captar dólares e reais, mesmo que em quantidades abaixo do preço justo, e permitir que o governo mantivesse a ilusão do real até a reeleição. Prevaleceu a política de vender as estatais a preços de banana, com a “torra” de um patrimônio de 120 bilhões de reais. Mas o preço baixo da Telebrás não foi uma exceção”, diz um dos trechos da obra, que é referência até hoje.

Como bem lembrou Willian Novaes, da Geração, o livro foi fonte fundamental para o trabalho de apuração dos jornalistas como Amaury Ribeiro Jr, que publicou A Privataria Tucana, e Palmério Dória, autor de “O Príncipe da Privataria”, presente na plateia e que também deu seu testemunho. “Queria ter tido a oportunidade de ter sido amigo do Biondi, ter convivido mais com ele”, afirmou.


Deborah Moreira
Imprensa SEESP






O projeto do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) voltado para o diagnóstico e proposição de políticas para o setor empresarial deverá provocar um impacto positivo importante na produtividade brasileira, previu o ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e presidente do instituto, Marcelo Neri, ao participar, na reunião do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo (MBC), em 13  último, com a presença do ministro Mauro Borges, do de Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), e Jorge Gerdau Johannpeter entre outras lideranças empresariais.

Além de identificar e mapear a situação da produtividade no Brasil, Neri afirmou que a iniciativa também vai ajudar a promover o uso das políticas, gerar maior sinergia entre os programas e suprir as lacunas existentes. A abordagem macro tradicional dos desafios da produtividade é também complementada por uma abordagem setorial implementada pelo Ipea sob a responsabilidade da Diset.

A Diretora da Diset do Ipea, Fernanda De Negri, detalhou alguns aspectos relacionados ao projeto do Ipea que detalha as diferenças de produtividade entre setores. “Sabemos que a produtividade é resultado de uma série de fatores, como infraestrutura, qualidade da mão de obra e carga tributária, por exemplo. São inúmeros os fatores que afetam a capacidade das empresas de transformar insumos em produtos finais de maneira mais eficiente. O que queremos é investigar qual é o elemento mais relevante nesse processo”, complementou.

Segundo avaliação da visão empresarial levantada pelo Ipea, a baixa qualificação da mão de obra é o principal fator que afeta a produtividade no Brasil, segundo Marcelo Neri. A visão das empresas sobre os ganhos da produção foi levantada a partir de um questionário eletrônico aplicado pelo Ipea diretamente às empresas. Também foram citados como entraves a baixa escala do volume de produção e o baixo desempenho dos fornecedores em relação aos prazos, além da infraestrutura inadequada. A pesquisa, segundo o ministro, faz parte de uma parceria do Ipea com o MBC e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Informação do Ipea.









Li diversos artigos do livro produzido pela Casa das Garças (ninho de tucanos cariocas) com debates sobre a desindustrialização. Alguns deles têm a fosforescência ilusória do rigor matemático, mas são inabordáveis e inúteis. Outros expõem o tema de modo a induzir duas conclusões: o futuro da indústria no Brasil (título do livro) é incerto, porque o fenômeno da desindustrialização é complexo e todos os problemas seriam sanados se houvesse uma derrubada dos salários.

Que a questão é complexa não precisamos dos estudos; basta olhar em volta. Que o ajuste tem que ser feito baixando salários (e se possível criando desemprego e recessão) estamos roucos de ouvir dos rentistas e seus divulgadores que se contrapõem em definitivo à política de crescimento, distribuição de renda e arbitragens sucessivas que enfraquecem a jurolândia. Não deixa também de haver, no receituário neoliberal enfraquecido, uma intenção oposicionista que mal se disfarça.

E, no entanto, é preciso agir para mudar o que anda acontecendo de errado na indústria.

Além dos temas do atacado como juros e câmbio, além das desonerações e incentivos no varejão, é preciso agir – e o movimento sindical tem demonstrado estar disposto a isso – para obter:

1) Um fundo especial de garantia de emprego nos moldes do existente na Alemanha;

2) Atenção emergencial às pequenas e médias empresas que têm sofrido as mais fortes pressões negativas e não têm as melhores condições efetivas de resistência (quaisquer oscilações negativas provocam imediatamente quebradeira e demissões);

3) Contrapartidas específicas que favoreçam os trabalhadores, controladas pelos Sindicatos e que, além de garantir o emprego, o aumento salarial e a diminuição da rotatividade, induzam à qualificação dos trabalhadores;

4) Rediscussão, principalmente no complexo automotivo, das cláusulas do conteúdo nacional, exigindo porcentagens que correspondam às realidades físicas e não apenas à contabilidade;

5) Diálogo tripartite constante entre empresários, trabalhadores e governo, mas principalmente sensibilidade presidencial para ouvir os dirigentes sindicais, como tem sido feito com representantes empresariais e economistas.

* por João Guilherme Vargas Netto, membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical do SEESP

 

Imprensa – SEESP



O mercado de Petróleo e Gás é a “menina dos olhos” da economia brasileira. Não por acaso, 77,8% das empresas do segmento estão ao menos otimistas com relação às suas perspectivas no Brasil, de acordo com levantamento da Robert Half, líder mundial em recrutamento especializado. O principal motivo de tanto otimismo é o horizonte de novos negócios para 55,6% dos entrevistados, seguido pelo Pré-sal (25,9%) e o momento da economia brasileira (11,1%). “O cenário é bastante positivo”, comenta Fabio Porto d’Ave, gerente da divisão de Engenharia Petróleo e Gás da Robert Half. “Diferente de outros setores, os projetos na área de Petróleo e Gás são de longa maturação e por isso há ainda investimentos a serem feitos no longo prazo e potencial de crescimento”, completa.

O principal desafio levantado para que o otimismo se concretize, segundo 44,4% das empresas, é a escassez de mão de obra qualificada no setor; seguido por carga tributária elevada e incertezas com relação à economia global.  A falta de profissionais experientes no setor/função já é atualmente o principal desafio com relação às pessoas da equipe/empresa para um em cada três entrevistados. Salários inflacionados e a alta rotatividade profissional aparecem como segundo motivo.

A escassez de talentos deve continuar a incomodar as empresas do setor. Para 47,4% dos entrevistados, em 2013, a dificuldade para contratar aumentará. Apesar do desafio em compor os quadros, 29,7% das empresas pesquisadas contratará mais em 2013 em comparação ao realizado em 2012.  Outros 48,1% manterão os ritmos de contratações.

A estratégia usada para compensar a oferta insuficiente de profissionais segundo 37,5% dos participantes é a busca por profissionais na concorrência enquanto 20,8% apostam em investimentos em programas de formação de talentos.  Contratar estrangeiros é a terceira opção empatada com a alternativa de busca de talentos em outros setores (12,5%). “Ainda existe no setor pouca oxigenação. Quando se pensa em alternativas de longo prazo será importante o crescimento dos investimentos tanto na formação de talentos como na busca de profissionais de outros setores, caso contrário as empresa terão muita dificuldade de compor os quadros e a inflação salarial será constante”, avalia Porto d’Ave.

Quando questionados sobre o perfil de profissional mais difícil de encontrar, 36% dos pesquisados apontam experiência na área, seguido por inglês fluente (24%) e capacidade de trabalhar em equipe (16%). De acordo com o levantamento, 36% das empresam destacam a área de operações como a mais demandada, seguido por elaboração de projetos e vendas (16%) e manutenção (12%).

 

Imprensa – SEESP
Informação da Assessoria de Imprensa Robert Half

 

 

 

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