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João Guilherme Vargas Netto*

 

O sucesso é estimulante, mas não deve subir à cabeça. Cria as melhores condições para a continuidade da luta, mas exige criteriosa análise que corrija os erros e supere as fragilidades.

 

A manifestação unitária do 1º de maio, no Vale do Anhangabaú, com as 10 centrais representadas no palanque e os vários discursos aí pronunciados reforçou o papel da unidade de ação como método estratégico. O repúdio à deforma Previdenciária do governo foi unânime, apesar de algumas ressalvas que não levaram em conta o desprezo de Bolsonaro pelo movimento sindical.

 

Mas, em comparação com o evento de São Paulo, as manifestações que aconteceram no país inteiro foram menos pujantes talvez devido à novidade unitária, talvez devido às falhas na mobilização.

 

Em todas elas ecoou o grito “greve geral”. Trata-se agora de prepara-la com afinco, inteligência e unidade, sem ilusões sobre a dificuldade de sua realização na data indicativa.

 

A “construção” da greve geral, para deixar de ser apenas um mito de excitação (e disfarce de impotência real) exige a continuidade da coleta de assinaturas do abaixo-assinado, ocasião propícia ao contato esclarecedor com as bases sindicais nos locais de trabalho.

 

Exige também uma criteriosa análise – a tempo e a hora – das condições reais de paralisação em cada destacamento sindical. Não se pode, por exemplo, eludir as dificuldades criadas pelo posicionamento do presidente da UGT, contrário à greve, às pretensões grevistas dos condutores em são Paulo.

 

A tática das Greves Programadas Simultâneas, aplicada com afinco, pode coordenar nossas iniciativas com o andamento das discussões no Congresso Nacional ao mesmo que serve de “esquenta” na preparação efetiva da greve.

 

A pedagogia do sucesso pode nos ser favorável desde que, no mês de maio e metade de junho (se for mantida a data prevista para a greve geral) aproveitemos todo o tempo para mobilizar as bases e convencer os trabalhadores.

 

 

 

 

 

 

 

Joao boneco atual 

 

 *Consultor sindical.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agência Sindical

 

Após as manifestações de 20/2 último, quando foram realizados protestos em várias partes do País contra a proposta de reforma da Previdência apresentada por Bolsonaro, as centrais sindicais voltam a se reunir nesta terça-feira (26), às 15h, na sede do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na capital paulista.

 
O encontro servirá para avaliar as manifestações e levantar os pontos mais polêmicos da PEC 6/2019, encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional. Os dirigentes também devem definir nesta reunião uma agenda de lutas a ser desencadeadas em todo o Brasil.

Para João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical, o momento é de unidade contra a proposta, que praticamente acaba com a aposentadoria.

“Vamos definir datas e locais para realizar atos unitários das Centrais. Também queremos discutir como debater com deputados e senadores. Queremos conversar com líderes de partidos e com os presidentes das duas Casas do Congresso. Para isso, precisamos afinar o discurso”, diz Juruna.

Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), avalia que as manifestações da última quarta foram positivas. “A Assembleia Nacional foi o pontapé inicial para uma jornada de lutas. Precisamos dialogar com a sociedade e mostrar que a reforma da Previdência é prejudicial não só aos trabalhadores da ativa, mas também aos inativos e toda cadeia produtiva”, afirma.

Mulheres

Um dos pontos desta agenda é transformar as comemorações do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, em fortes manifestações contra a reforma, que agride principalmente as trabalhadoras do campo e da cidade.

Dieese

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos está preparando um texto, no qual aponta as principais maldades que a reforma da Previdência traz. A partir dele, os dirigentes pretendem debater ponto a ponto com os parlamentares e, também, esclarecer os trabalhadores e a população.

Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese, destaca que os técnicos da entidade fizeram um estudo detalhado sobre a proposta de Bolsonaro. “Essa reforma é um processo de mudança nos critérios de acesso aos benefícios previdenciários visando reduzir custos e diminuindo os direitos dos trabalhadores”, ele ressalta.

 

 

 

 

 

Agência Sindical

 

As centrais sindicais se reuniram na sede do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em São Paulo, na última terça-feira, 15/1, para definir um calendário de lutas para 2019, começando pelo enfrentamento da nova ofensiva pela aprovação de uma reforma neoliberal da Previdência.

 

Estiveram presentes representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Intersindical e Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas).

 

As entidades emitiram uma nota conjunta, na qual anunciam a realização da “Plenária unitária das centrais em defesa da Previdência e contra o fim da aposentadoria”, no próximo dia 20 de fevereiro. 

 

O evento deve ser precedido de plenárias estaduais e assembleias nas entidades de base dos trabalhadores. O objetivo, segundo a nota, é “construir a mobilização, decidir formas de luta e paralisações para enfrentar as propostas do governo e alertar os trabalhadores sobre a nefasta proposta de reforma da Previdência e ataques à aposentadoria”.


Miguel Torres, presidente da Força Sindical, disse que a proposta de reforma da Previdência, que ainda não foi oficializada pelo governo, mas vem sendo divulgada aos poucos, não atende aos trabalhadores, não acaba com o déficit e privilegia os bancos com a tal da capitalização. “Tudo isso precisa ser levado aos trabalhadores”, afirma o dirigente.

 

Adilson Araújo, presidente da CTB, destacou a união das centrais. Ele lembrou as propostas aprovadas por Temer, como a PEC 95, terceirização e a reforma trabalhista, que atacou diretamente os sindicatos. “Agora, esse governo quer consagrar o regime de capitalização na Previdência Social”, critica. E completa: “É preciso aprofundar o debate, resgatar a Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora e ser protagonista nessa nova situação.”

 

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, há sintonia entre as centrais. “Precisamos criar uma Frente Nacional em Defesa dos Trabalhadores e da Democracia. É extremamente importante voltarmos às bases, para esclarecer os trabalhadores”, ele afirma.

   

 

Site da Agência Sindical
Centrais 150119Centrais definem plenária unitária no proximo dia 20/2, em defesa da Previdência Social. 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Agência Sindical

Com o fim do recesso parlamentar e a volta dos deputados às atividades no Congresso Nacional, as Centrais Sindicais aproveitam o retorno dos parlamentares a Brasília para realizarem blitzes nos aeroportos de todo o País, intensificando a pressão contra a votação da reforma da Previdência.


Foto: Divulgação
se votar nao volta homeConcentração no aeroporto do Espirito Santo na manhã de segunda-feira (5).

As ações começaram na madrugada da segunda (5/2) e continuaram ontem (6). Com a palavra de ordem “Se botar pra votar, o Brasil vai parar”, centenas de manifestantes se reuniram em diversos aeroportos, a fim de abordar os deputados que estavam embarcando.


Espírito Santo
Os protestos iniciaram o esquenta para o Dia Nacional de Luta, convocado para o próximo dia 19 de fevereiro – data em que está marcado para a PEC 287 entrar na ordem do dia do plenário da Câmara dos Deputados.

Após reunião com dirigentes da CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central, UGT, CSB e Intersindical, dia 31, as Centrais orientaram suas bases a entrarem em estado de alerta e desenvolver ações para denunciar a sociedade sobre a perversidade da proposta que reforma da Previdência Social.


Rio Grande do Sul
Ativistas ocuparam na terça (6) os aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro; Confins, em Belo Horizonte; Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Salvador; Salgado Filho, em Porto Alegre; Eurico Aguiar Salles, em Vitória e Cunha Marchado, em São Luis.

Rio de Janeiro

“Essa conta não é nossa. As trabalhadoras e os trabalhadores dão a sua cota de sacrifício cotidianamente e querem ver esse País desenvolvido, querem o retorno do emprego que as reformas desse governo estão nos tirando”, afirma o presidente da CTB-RJ, Paulo Sérgio Farias.




Agência Sindical

As centrais sindicais retomaram nesta segunda-feira (15) as articulações para ajustar uma agenda de ações a fim de barrar a reforma da Previdência. O início da votação da Proposta de Emenda Constitucional que desmonta a Seguridade Social está marcado para 19 de fevereiro, na Câmara dos Deputados.

A primeira reunião dos dirigentes deste ano, na sede da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em São Paulo, também decidiu pela continuidade da resistência contra a onda de ataques às conquistas sociais e direitos históricos da classe trabalhadora. Participaram representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, CTB, Nova Central e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

"A reunião afina nossas agendas para orientar as bases frente à ameaça de votação da proposta que acaba com o direito à aposentadoria", afirmou Adilson Araújo, presidente nacional da CTB.

João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical, frisou a falta de transparência na propaganda do governo: "A proposta não tem o objetivo de combater privilégios, como sugere a propaganda oficial. Ela vai retirar direitos, dificultar o acesso e achatar o valor das aposentadorias e pensões dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil".

"A reforma abre caminho para a privatização do sistema previdenciário, o que contempla interesses alheios aos do nosso povo e atende, sobretudo, ao sistema financeiro", completou Alvaro Egea, o secretário-geral da CSB.

 

 

 

 

João Guilherme Vargas Netto*

Para definir hoje no Brasil o papel das centrais sindicais nada melhor que a declaração de objetivos do Conselho Sindical de Londres em 1861:

“Zelar pelos interesses gerais dos trabalhadores, tanto políticos como sociais, dentro e fora do Parlamento; usar sua influência em apoio de qualquer medida que possa beneficiar os sindicatos.”

O Conselho havia sido criado depois de uma onda de incorporações e ampliações de bases geográficas dos sindicatos dispersos seguindo o exemplo da Sociedade dos Engenheiros Unidos.

O apoio desta entidade, fundada em 1850 em base nacional, foi decisivo para a vitória dos trabalhadores da construção civil de Londres em seu enfrentamento contra seis meses de lockout dos empreiteiros em 1859. O sindicato amalgamado (ou seja, unificado) dos engenheiros doou aos trabalhadores três mil libras, uma pequena fortuna na época.

A experiência de centralização deu um novo impulso à organização sindical inglesa (e europeia) e foi decisiva para a criação da Associação Internacional dos Trabalhadores em 1864 e do Congresso Sindical (TUC), central única até hoje dos trabalhadores ingleses, em 1868.

Aprendendo com a história de lutas dos trabalhadores não encontro melhor orientação para o papel das centrais brasileiras hoje que a declaração de 1861 dos trabalhadores londrinos.

No confuso Brasil da atualidade enquanto a base dos trabalhadores tem sido castigada pela recessão duradoura e pelo desemprego, assolada pelas agressões patronais materializadas na lei celerada e assustada pela pretendida deforma previdenciária, cresce nela a desconfiança nas centrais sindicais, apesar de sua unidade de ação formal, que já não basta.

E é exatamente por conta desta disfunção prejudicial também aos sindicatos, federações e confederações, alimentada pelos posicionamentos erráticos das centrais e por reuniões mal preparadas e imprudentes (até em busca de “resíduos” financeiros) que é preciso e urgente que elas recuperem suas atribuições e prerrogativas definidas no artigo 1º, parágrafos I e II da lei de 2008 que as reconheceu.

Chega de quererem comandar sem tropas e orientar com desorientação! Quem acredita que às vésperas do Natal o Brasil vai parar se o Congresso, apesar de sua confusão, “colocar” a voto a deforma da Previdência?

É preciso que as centrais se aproximem da base, zelando pelos interesses e preocupações reais dos trabalhadores nos locais de trabalho e na arena política e fortalecendo os sindicatos.

As centrais unidas tornam-se fortes e protagonistas quando se aproximam dos trabalhadores ressabiados e apoiam os sindicatos e categorias que travam a luta de resistência unitária, não quando dão voz de comando que ninguém escuta ou alardeiam com matérias pagas sua irrelevância; isto não é papel, é papelão. 

 


* Consultor sindical

 

 

 

Da Agência Sindical

Após reunião de sexta-feira última (24/11), na Força Sindical, em São Paulo, as nove centrais sindicais anunciaram paralisação nacional dia 5 de dezembro contra a nova proposta de reforma da Previdência. O protesto ocorrerá à véspera da data em que o governo Temer pretende levar o projeto à votação em primeiro turno na Câmara dos Deputados.

O governo remodelou sua proposta inicial em um pacote mais enxuto, porém não menos perverso, na expectativa de conseguir reunir os 308 votos necessários para aprovar a medida. Entre os pontos do novo texto, estão exigência de idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres), 15 anos de contribuição (setor privado) e 25 anos (setor público) e 40 anos de contribuição para obter aposentadoria integral pelo teto do INSS.

Foto: Reprodução do boletim Repórter Sindical
Dirigentes de centrais, confederações, federações e sindicatos definem paralisação.

Nota assinada por CUT, Força Sindical, CTB, CSB, Nova Central, UGT, Intersindical, CSP-Conlutas e CGTB orienta que, desde já, as entidades realizem “ampla mobilização nas bases com assembleias, atos, debates e outras atividades” como processo de organização da greve contra a reforma que “acaba com o direito à aposentadoria dos trabalhadores brasileiros”.

Transporte
Segundo o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves (Juruna), a ideia é concentrar o movimento nas Capitais. “Vamos reforçar a mobilização no setor de transportes”, diz. O presidente da Nova Central SP, Luiz Gonçalves, informou à Agência Sindical que amanhã (28) haverá reunião na Federação dos Rodoviários do Estado de São Paulo para articular as paralisações.

“O tempo é curto, mas o tema está bastante difundido. Existe um certo repúdio, por parte da população, a essa reforma da Previdência. O governo foi pra mídia, mentindo mais uma vez, dizendo que a reforma é justa. Vamos reagir, falando a verdade sobre ela”, afirma Chiquinho Pereira, Secretário de Organização e Políticas Sindicais da UGT.

Campanha
Adilson Araújo, presidente da CTB, ressalta que é preciso dar uma resposta contundente contra a emenda cosmética que Temer apresentou. “Sem pudor, o governo ilude, através de uma campanha publicitária sórdida e que mente descaradamente para o nosso povo”, denuncia.

Para o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, o importante “é lembrar que a Previdência mexe com a vida de todos”.


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