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Comunicação SEESP*

O Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe abriu inscrições para curso gratuito em espanhol e inglês sobre conceitos e metodologias de gestão integral e responsável de recursos naturais e boas práticas à produção da agricultura familiar. É um curso online, à distância e de autoaprendizagem, para que cada aluno possa acessar o conteúdo em seu próprio ritmo. Estará disponível até março de 2019.

Foto: site da FAO

Oferecido pelo Núcleo de Capacitação em Políticas Públicas do Escritório Regional da FAO, a atividade é baseada nas experiências e lições aprendidas do programa "Cultivando Água Boa" que a empresa binacional Itaipu realiza no Brasil e que já foi replicado em outros países como Paraguai e Guatemala.

O curso é voltado aos interessados em implementar programas e ações para o manejo sustentável dos recursos naturais e a produção sustentável nos sistemas de silvicultura, aquicultura e pesca da agricultura familiar.

O treinamento tem carga total de 40 horas e inclui aspectos como o panorama regional da agricultura familiar e pesquisa, tecnologias e boas práticas de manejo sustentável dos recursos naturais aplicáveis ao setor.

Os alunos podem aprender novas ferramentas e metodologias para desenvolver modelos socioprodutivos que incluam planejamento e gestão territorial, necessários à sustentabilidade da produção de bens e serviços da agricultura familiar.

Programa Cultivando Água Boa
O curso da FAO é baseado no programa Cultivando Água Boa, premiado pelas Nações Unidas em 2015 como uma das melhores práticas na categoria "Água: fonte de vida".

O programa trabalhou para promover a conservação das bacias do Paraná, estimulando o desenvolvimento social equitativo e a erradicação da pobreza.

Trata-se de um movimento de participação permanente, envolvendo mais de 2.000 parceiros, cujas ações incorporam objetivos de desenvolvimento sustentável e são orientados por uma metodologia integrada de gestão de bacias hidrográficas.

A partir dos temas e experiências analisadas, espera-se contribuir para que os participantes, uma vez concluído o curso, adquiram uma visão holística da gestão sustentável dos recursos naturais para o desenvolvimento de ações socioambientais.

Para participar do curso, é necessário criar uma conta no Núcleo de Capacitação em Políticas Públicas do Escritório Regional da FAO. Se você ainda não tem uma conta, pode seguir este tutorial de inscrição.

Para se cadastrar e obter mais informações sobre o conteúdo, acessar o seguinte link: Cultivando Água Boa Espanhol e Inglês.

* Informação da assessoria de comunicação da FAO

 

No próximo dia 1º de dezembro, às 16h, acontece mais um aula online sobre agricultura de precisão, desta vez com um evento especial: uma mesa-redonda composta pelos professores José Paulo Molin (Esalq/USP) e Paulo Graziano (Feagri/Unicamp), ao lado dos agrônomos Rodrigo Trevisan (coordenador de AP do grupo Vanguarda Agro) e Leonardo Menegatti (CEO da InCeres), que irão debater “O uso dos mapas de produtividade no Brasil”. Promovida pela InCeres - Sistemas para Agricultura de Precisão, a aula faz parte do programa de difusão de conhecimento “Agricultura de Precisão ao Alcance de Todos”.

Para participar, basta acessar o site da InCeres (www.inceres.com.br/webinars) e se inscrever; em seguida, os participantes recebem um e-mail com as ações necessárias para o dia do evento. Serão emitidos certificados.

Todos os meses, um novo assunto da Agricultura de Precisão é abordado por diferentes especialistas, de diversas instituições, dentro dos pilares de Agricultura de Precisão, Fertilidade do Solo, Nutrição de Plantas e Pragas e Doenças. São convidados a participar da aula online profissionais do agronegócio, estudantes e público em geral. Todos os webinars ficam disponíveis no site http://inceres.com.br/webinars/.

Para o professor Molin, “o uso dos mapas de produtividade deu início à agricultura de precisão no país, porém seu uso não se popularizou no mesmo ritmo que outras ferramentas para descrição da variabilidade de uma lavoura”.

Os prós e contras do uso da ferramenta no campo, além do debate sobre as razões que evitam a expansão do uso dos mapas de produtividade nas lavouras brasileiras, serão discutidos pelos profissionais no evento.

 

 

Comunicação SEESP
Informação da assessoria de imprensa do evento

 

 

 

 

 

 

 

Nesta segunda-feira (17/10), das 9h às 18h, acontece o seminário "Cartografias da Agricultura Brasileira", promovido pela CNTU e pelo Sindicato dos Nutricionistas do Estado de São Paulo (Sinesp), na capital paulista. Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. De acordo com um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), 70% dos alimentos in natura consumidos por brasileiros estão contaminados por agrotóxicos. Para debater alternativas a esse cenário e alertar os profissionais de saúde. O evento, que será realizado no auditório do Sinesp (Rua 24 de Maio, 104 – 8º andar – Centro – São Paulo/SP), é gratuito.

Dados de 2015, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apontavam que o mercado mundial de agrotóxico cresceu 93%, nos últimos dez anos, enquanto no Brasil, esse crescimento foi de 190%. Ainda de acordo com a Anvisa, durante a safra entre o segundo semestre de 2010 e o primeiro semestre de 2011, o mercado nacional de venda de agrotóxicos movimentou 936 mil toneladas de produtos, das quais 833 mil toneladas produzidas no Brasil e 246 mil toneladas importadas.


Cartografias

“O Sindicato dos Nutricionistas e a CNTU vão atuar para fazer esse alerta à população e aos profissionais que trabalham com saúde. Não tem cabimento apoiar o que vem sendo feito pelos governo federal, que usa a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e governos estaduais. O governo do Estado de São Paulo mais ainda. A denúncia sobre a atual política em curso também é papel do nutricionista”, alerta Ernane Rosas, presidente do Sinesp e diretor da CNTU, lembrando que São Paulo é o estado que mais consome agrotóxico no País. 

Ele integrará, como moderador, a primeira mesa-redonda do evento, às 9h15, “Alimentação, nutrição e câncer”. Para debater, foram convidados a nutricionista Thainá Alves Malhão, coordenadora substituta da Unidade Técnica de Alimentação, Nutrição e Câncer do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca); e o advogado Marcelo Carneiro Novaes, defensor público da Capital e Região Metropolitana do Estado de São Paulo.

“Os governos estaduais criam leis que favorecem a redução de impostos para os fabricantes e fazem vista grossa sobre a causa da morte de trabalhadores rurais e pilotos de aviões que aplicam esses venenos no campo. Os óbitos apenas registram como morreram, como infarte e pneumonia. Mas o que causou essas complicações”, indaga Rosas. 

Cartografias
Na programação da tarde, duas mesas apresentarão estudos cartográficos que cruzaram imagens de satélites de regiões que há maior incidência de agrotóxico e registros médicos do Sistema Único de Saúde (SUS). “A cartografia mostra quais as regiões do Brasil, de São Paulo, que há mais casos graves de doenças onde mais se produz milho, soja, cana e eucalipto, espécies que utilizam mais agrotóxico”, ressalta Ernane Rosas.

O agrônomo Evaristo Duarte de Miranda, chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, que coordena o Grupo de Inteligência Territorial Estratégica, apresentará o estudo “Cartografias dos territórios agrícolas e da produção de alimentos”. Já o advogado Tito Livio Maule Filho, doutorando em geografia humana na Universidade de São Paulo (USP) e professor de direito da Universidade Paulista (Unip), abordará as “Cartografias dos impactos dos agrotóxicos sobre a saúde dos trabalhadores agrícolas”.

O encontro também coincide com o Dia Mundial da Alimentação (dia 16 de outubro) para lembrar da importância da data.
 


Comunicação SEESP
Notícia do site da CNTU

 

 

 

 

 

 

 

 

AlimentosdentroOs índices de preços dos alimentos caíram pelo terceiro mês consecutivo em dezembro de 2012, registrando queda de 1,1%, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (cuja sigla em inglês é FAO). A queda foi impulsionada pela redução dos preços internacionais dos principais cereais e óleos. O índice anterior baixo em 2012 ocorreu em junho, com 200 pontos.

Ao longo de 2012 foi registrada uma queda 7% menor do que em 2011. As baixas mais acentuadas foram observadas no açúcar, nos produtos lácteos e óleos, além de cereais e carne. O estudo completo pode ser obtido no site da FAO.

O diretor-geral adjunto do Departamento de Desenvolvimento Econômico e Social da FAO, Jomo Sundaram, lembrou que o resultado da pesquisa, apontando a queda, ocorreu no momento em que se temia a insegurança alimentar. Segundo ele, os números positivos ajudaram a “acalmar” o mercado.

Em novembro, a FAO divulgou o estudo Perspectivas Alimentares, informe bianual elaborado pela organização sobre os mercados mundiais, destacando a diminuição dos preços internacionais e dos fretes, assim como a diminuição das compras de cereais, reduzindo o interesse mundial pela importação de alimentos no ano passado.

Pelos cálculos da FAO, o gasto mundial com a importação de alimentos atingiria US$ 1,14 bilhão em 2012, montante 10% menor do que o recorde de 2011. Mas esses dados ainda não foram divulgados.

Para o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, um conjunto de ações conseguiu conter a tensão para evitar a alta dos preços e ajudou a prevenir o pânico e a evitar que a pior seca em décadas se convertesse em uma crise de preços de alimentos, como já ocorreu no passado. Ele alertou ainda que a seca e as inundações não são responsáveis pelas crises, e sim a falta de governança.

 

Imprensa – SEESP
Notícia da Agência Brasil



ComidadentroAproximadamente 60% dos paulistanos que se alimentam fora de casa sofrem com problemas relacionados ao sobrepeso, é o que aponta o estudo Alimentação fora do lar e sua relação com a qualidade da dieta dos moradores do município de São Paulo: estudo ISA-Capital. A pesquisa, desenvolvida na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, foi objeto da dissertação de mestrado da nutricionista Bartira Mendes Gorgulho e faz parte de uma parceria de professores da FSP com a Secretaria Municipal de Saúde para a produção do Inquérito de Saúde da Capital paulista.

Bartira procurou mapear a situação da alimentação fora do lar, e gerar estatísticas sobre a quantidade de pessoas que fazem ao menos uma das três principais refeições (café da manhã, almoço e jantar) fora de casa, quais as diferenças qualitativas entre comer dentro e fora do lar e que tipo de alimento é consumido em ambientes externos as residências. A coleta de dados durou um ano, e se deu por meio de 834 entrevistas realizadas em domicílios por toda a cidade, a fim de garantir a representatividade de todas as regiões. Além de colher informações sobre hábitos de vida em geral e condições sociais, as perguntas procuravam saber o quê e onde as pessoas realizaram suas refeições nas ultimas 24 horas.

Do total de entrevistados, mais da metade, 482 pessoas, afirmaram ter se alimentado fora de suas casas. Entretanto, quase metade deste número corresponde ao consumo de lanches, ou seja, o que se come entre as refeições. Apenas 55% havia realizado de fato uma das principais refeições fora do lar. Destes, 15% correspondem ao café da manhã, 30% ao almoço, e 10% ao jantar.

No café da manhã, 80% dos alimentos consumidos foram pães, torradas, manteiga, margarina, café e leite integral. Já no almoço, 70% do consumo correspondeu a arroz, feijão, carne bovina, verduras, legumes, refrigerantes e aves. Enquanto isso, no jantar, os dados apontam também na casa dos 70% para o consumo de salgados, sanduíches, arroz, verduras, legumes, carne bovina, aves, refrigerante e suco de frutas.

Equivalência
A pesquisa apontou que 59% das pessoas que afirmaram ter se alimentado fora de casa têm sobrepeso, número acima da média geral brasileira, a qual ultrapassa os 50%. Como fora constatado na coleta de dados, em comparação ao que se come dentro do lar, não há grandes diferenças entre os alimentos consumidos fora. “Não encontramos muitas diferenças entre o que se come dentro e fora de casa”, afirma Bartira. Os maus hábitos alimentares independem do local em que se realizam as refeições: “o refrigerante, por exemplo, é consumido com maior frequência fora de casa, mas quando o consumo ocorre dentro de casa corresponde a uma quantidade muito maior, o que torna o impacto equivalente”, garante a nutricionista.

A única diferença sensível constatada na pesquisa, e que pode explicar o maior número de pessoas com sobrepeso que comem fora de casa é o maior consumo de gorduras totais e saturadas nas refeições realizadas fora, o que pode ser atribuído a frituras e carnes em geral. “Em um restaurante ‘self-service’, proporcionalmente, consumir carnes é mais barato do que dentro de casa”, afirma.

Apesar disto, para Bartira, a conscientização sobre a necessidade da mudança de hábitos alimentares têm de ser geral, uma vez que o problema está em todos os lugares: “as pessoas comem mal independente do local em que se realizam as refeições, como o consumo de frutas, por exemplo, que é baixo tanto dentro, quanto fora de casa”.

Metrópole
Maior cidade do Brasil, não apenas em extensão geográfica, mas também em número de habitantes, São Paulo é o grande polo da economia nacional. Trânsito, trabalho, escola, e outras tantas responsabilidades, fazem da vida do paulistano uma eterna corrida contra o tempo. E nesta corrida, é cada vez menor a quantidade de horas que sua população passa dentro de casa. Aos poucos, as residências tornam-se simples dormitórios, e os espaços de convivência cada vez mais são as ruas da metrópole, e tudo o que ela pode oferecer. Neste cenário, realizar todas as refeições em casa, mais do que um luxo, é quase uma missão impossível.

Entretanto, a alimentação é fator de extrema relevância para a saúde. A OMS (Organização Mundial da Saúde) a considera como um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças crônicas não-transmissíveis, ou seja, um elemento gerador de doenças que pode ser alterado a partir de uma mudança de hábitos.

 

Imprensa – SEESP
Informação da Agência USP de Notícias



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