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A Reportagem do JE na TV desta semana fala sobre assédio moral no trabalho. Pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que 42% dos trabalhadores brasileiros já sofreram essa violência psicológica.

A Entrevista é com Alexandre Harkaly, da certificadora brasileira Inspeções e Certificações Agropecuárias e Alimentícias (IBD), sobre agricultura orgânica.

Na seção No Ponto, o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, fala sobre os serviços e atuação da entidade sindical em prol da categoria.

Tudo isso e muito mais você confere na exibição do programa do sindicato, que vai ao ar às segundas-feiras, na capital paulista, pela TV Aberta SP, às 19h30, nos canais 9 (NET), 8 (Fibra 8) e 186 (Vivo TV). Ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE é transmitido também para 50 cidades de todo o Estado em dias e horários diversos. Confira a grade aqui.


Comunicação SEESP
(publicado por Deborah Moreira)



O Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP realizou reunião mensal no dia 25 último, na sede do sindicato, em São Paulo. O encontro foi especial porque contou com o especialista Fábio Mizobuti, com formação profissional rural pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo (Senar-AR/SP). Ele falou sobre “Agricultura orgâniga, natural e alternativa” e os participantes da atividade puderam tirar dúvidas e aprender, na prática, como realizar uma compostagem e fazer adubos orgânicos em casa.


Foto: Núcleo Jovem Engenheiro
Foi grande o interesse e atenção durante a palestra do especialista, na reunião do sindicato.

Mizobuti alertou sobre os malefícios dos agrotóxicos e as doenças que estamos sujeitos a contrair com uso excessivo dessas substâncias; e informou onde encontrar produtos orgânicos de qualidade e como cultivar sua própria plantação.

Segundo ele, o Senar oferece cursos gratuitos sobre agricultura. Por fim, ensinou: “Para uma vida mais saudável é necessário aprender a cultivar dentro de casa e mudar hábitos.”

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

Nesta edição do Jornal do Engenheiro na TV, veiculada em diversos canais da TV a cabo, a entrevista é com a engenheira agrônoma Marly Terezinha Pereira, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), sobre o tema agricultura familiar. Na seção no Ponto, o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, fala sobre o projeto ‘Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento’ com um novo desafio que desponta no cenário nacional: o da desindustrialização. 


Imagem: reprodução
JE na TV entrevista com engenheira marly
Engenheira agrônoma Marly Terezinha aborda os problemas do campo,
como uso excessivo de agrotóxico



De acordo com a engenheira, o Pronaf foi a primeira política pública criada nos anos 1990 e ainda é o carro-chefe da agricultura familiar. Com relação às técnicas adotadas na lavoura, a especialista ressalta que, independente da escolha do produto, seja a agroecologia, seja a agricultura que faz uso de defensivos agrícolas, é fudamental a supervisão de um técnico responsável e preparado. Ela também lembrou que o agrotóxico além de interferir na segurança alimentar, incide diretamente sobre os trabalhadores que atuam diretamente com essas substâncias. "Gostaria de lembrar tambpém o numero de mortes e problemas que temos com o pessoal que manuseia esse tipo de produto", lembra.


Reportagem da semana
A reportagem aborda a atuação do Ministério do Trabalho no combate ao trabalho escravo. No ranking mundial, o País está na posição 94 e contabiliza cerca de 200 mil pessoas vítimas do trabalho forçado.

Confira o JE na TV que é exibido às segundas-feiras, às 19h30, na Capital paulista, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet  no mesmo dia e horário. O programa é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.


Assista ao programa completo:






Deborah Moreira
Imprensa SEESP

 

 





A agricultura orgânica tem crescido a taxas elevadas no Brasil. Segundo dados divulgados em 2013 pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, o mercado de produtos orgânicos se expande de 15% a 20% ao ano, abastecido por cerca de 90 mil produtores, dos quais aproximadamente 85% são agricultores familiares.

Uma pesquisa, conduzida por Mauro José Andrade Tereso, professor associado da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), investigou as condições de trabalho e a inovação tecnológica no setor.

O estudo, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), contou com a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Unicamp, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

No período de vigência da pesquisa, que se estendeu de maio de 2010 a maio de 2013, foram investigadas 33 Unidades de Produção de Agricultura Orgânica (UPAO) dedicadas prioritariamente ao cultivo de hortaliças. Esse montante representava um terço das UPAOs dedicadas à horticultura certificadas no Estado de São Paulo na data inicial da pesquisa.

Aproximadamente dois terços das UPAOs visitadas eram propriedades familiares, com áreas totais não superiores a 20 hectares e nenhuma dedicando à horticultura mais do que 15 hectares. A maioria contava com área de proteção ambiental e se caracterizava pela grande diversidade de itens produzidos.

Os pesquisadores buscaram mapear as tecnologias empregadas e as demandas, adaptações e inovações tecnológicas, destinadas a minimizar a carga de trabalho e as dificuldades na execução das tarefas e a aumentar a produtividade.

“Como a tecnologia disponível no mercado foi desenvolvida para o modelo convencional de agricultura, os produtores orgânicos são obrigados a adaptar ferramentas e equipamentos e a realizar outras inovações a fim de aumentar a produtividade de seu trabalho”, disse Tereso à Agência FAPESP.

A agricultura convencional, que se difundiu em escala planetária a partir da chamada “revolução verde”, durante as décadas de 1960 e 1970, baseia-se, grosso modo, em: monocultura; uso intensivo de compostos químicos sintéticos para recuperação do solo e controle de pragas; uso de maquinário no processo de produção, do preparo do solo à pós-colheita; uso de sementes geneticamente adaptadas ao modelo de produção; uso de fontes exógenas de energia em relação ao espaço produtivo.

Já a agricultura orgânica, segundo definição do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, é um sistema de produção que exclui amplamente o uso de fertilizantes, pesticidas, reguladores de crescimento e aditivos para a alimentação animal compostos sinteticamente.

Baseia-se também, tanto quanto possível, na rotação de culturas e na utilização de estercos animais, leguminosas, adubação verde, reaproveitamento de materiais orgânicos vindos de fora das propriedades, minerais naturais e controle biológico de pragas para manter a estrutura e a produtividade do solo, fornecer nutrientes para as plantas e controlar insetos, ervas daninhas e outras pragas.

A agricultura orgânica geralmente emprega o cultivo mecânico, retomando antigas práticas agrícolas, porém adaptando-as às modernas tecnologias de produção agropecuária, com o objetivo de aumentar a produtividade com o mínimo de interferência nos ecossistemas.

“Os agricultores orgânicos compensam a ausência de equipamentos concebidos diretamente para eles com a inovação dos processos produtivos e a adoção de novos métodos organizacionais. São também comuns adaptações muito engenhosas dos equipamentos convencionais”, afirmou Tereso.

A diversidade de produtos e de alternativas de vendas também constituem estratégias importantes para os agricultores orgânicos competirem no mercado.

“Nossa pesquisa mostrou que esses agricultores são altamente qualificados, com uma impressionante quantidade de conhecimentos acerca das plantas, do solo, da relação solo-água e de outros tópicos agronômicos. Além disso, trabalham com uma grande diversidade de produtos”, informou Tereso.

“Na agricultura convencional, o agricultor lida muitas vezes com um único tipo de produto, por exemplo, alface ou tomate. Já na agricultura orgânica, é comum os agricultores lidarem com 15, 20, às vezes 60 itens diferentes. Encontramos uma propriedade com mais de 100 itens hortícolas produzidos”, prosseguiu o pesquisador.

 

Fonte: Agência Fapesp








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