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Nos próximos 20 anos, a frota mundial de aeronaves para mais de 100 passageiros deve mais do que dobrar e chegar à casa das 40 mil unidades, o que representa um crescimento médio de 4,4% por ano. Os dados são de um estudo entitulado Airbus Global Market Forecast 2017-2036.


Fotos: Divulgação
simulador airbus campinas home


Para chegar ao dobro da frota comercial atual em 20 anos serão necessários 530 mil novos pilotos e 550 mil novos engenheiros de manutenção. É por isso que a Airbus expandiu seus centro de treinamentos de cinco para 16 nos últimos três anos. O mais recente é o Airbus Brazil Training Centre (ABTC), inaugurado na quinta-feira última (8/6), em Campinas (SP), o primeiro da América do Sul a ter o simulador do A320neo.

Ainda de acordo com o levantamento, o número de passageiros que voarão pela primeira vez aumentará, tal como investimentos com tráfego aéreo, expansão do Turismo, liberalização da indústria, novas rotas e novos modelos de negócios na aviação, o que demandará 34.170 aeronaves de passageiros e 730 de carga, em um montante total de US$ 5,3 trilhões.

Outro dado apontado é que mais de 70% de novas unidades serão de corredor único, com 60% de crescimento e 40% de reposição por aeronaves mais eficientes no consumo de combustível.


Com agências
Comunicação SEESP
(publicado por Deborah Moreira)




A Força Aérea Brasileira (FAB) e as empresas de defesa e segurança Saab e Embraer inauguram, no dia 22 de novembro, o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (na sigla em inglês: GDDN – Gripen Design Development Network), na cidade paulista de Gavião Peixoto. Segunda a Agência Força Aérea, esse é o principal marco no processo de transferência de tecnologia entre Brasil e Suécia do projeto Gripen NG. “Trata-se do primeiro da lista de 60 projetos de offset (compensações de natureza industrial, tecnológica ou comercial) avaliados em U$$ 9 bilhões.”


Foto: Agência Força Aérea
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Quando estiver em pleno funcionamento, o GDDN deve abrigar em torno de 300 engenheiros e técnicos dedicados à nova aeronave de caça do Brasil, cujas 36 unidades devem ser entregues em cinco anos a contar a partir de 2019. Desse total, 23 serão produzidos pela Embraer, sendo 15 totalmente fabricados no Brasil. O centro brasileiro está conectado à Saab na Suécia e aos parceiros industriais no Brasil.

O processo de transferência de tecnologia iniciou há um ano com a ida de mais de cem engenheiros brasileiros para a Suécia. Até 2024, 350 profissionais participarão de cursos e treinamentos on-the-job no centro de pesquisa nórdico. Eles são peças-chave para que o País crie competências e capacidades técnicas para, ao final do programa, dominar todo o conhecimento crítico necessário para o desenvolvimento de aviões de caça. Neste mês, 20 profissionais do primeiro grupo enviado retornaram. Eles trabalharão no novo centro, onde também atuarão 12 engenheiros da Saab.

O novo prédio fica no complexo industrial da Embraer no interior de São Paulo, onde também é produzido o cargueiro KC-390. Com quase 4mil m2 de área construída, o espaço abrigará os equipamentos de testes para o desenvolvimento do Gripen, entre eles o simulador de voo que verifica a funcionalidade dos sistemas. “Todos os testes realizados na Suécia também serão reproduzidos aqui”, explica o Coronel Tavares. “Parte dos ensaios de voos para certificação da aeronave serão feitos no Brasil”, complementa.

O Brasil vai investir U$$ 5bilhões na aquisição das novas aeronaves de alto desempenho. De acordo com a COPAC, o projeto pode ser considerado um mecanismo facilitador para que o País avance nesta área tecnológica. Para se ter uma ideia, a Suécia desenvolve caças desde 1924.

 

Comunicação SEESP
Informação da Agência Força Aérea







A Petrobras Distribuidora S.A. não pode contratar mão-de-obra terceirizada para a função de técnico de abastecimento de aeronaves, sob pena de multa diária de R$ 5 mil por trabalhador encontrado nessa condição. A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a recurso da empresa, confirmando sentença que considerou ilícita a contratação realizada por meio da Marlim Azul Comércio de Petróleo e Derivados Ltda., pois o abastecimento de aviões compõe sua atividade-fim.

A decisão foi proferida em ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho da 9ª Região (PR), que questionou o tipo de contratação feita pela Petrobras no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, a 18 km do centro de Curitiba. A 17ª Vara do Trabalho da capital julgou procedente a ação, por entender que o abastecimento de aeronaves dos clientes é inerente à atividade econômica desenvolvida pela Petrobras no aeroporto, e, portanto, não pode ser terceirizada. O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) manteve a sentença.

Em consequência de o recurso de revista também ter seguimento negado, a empresa interpôs agravo de instrumento ao TST, buscando o processamento do recurso. Para isso, alegou que o cargo de técnico de abastecimento previsto em seu plano de cargos e salários compreende funções específicas e mais complexas que as dos terceirizados que abastecem as aeronaves, e sustentou que o fato de esses trabalhadores utilizarem uniforme com a marca Petrobras é exigência legal, a fim de que se garanta a procedência do combustível.


 

Fonte: Notícias do TST







A situação das companhias aéreas brasileiras continua em alta turbulência e mantém seus executivos com adrenalina à flor da pele. Os recentes prejuízos que vêm enfrentando pressionam seu fluxo de caixa e provocam cada vez mais dificuldade em se vislumbrar um benefício aos seus acionistas. Nesse contexto, foi realmente uma surpresa o anúncio da Gol relativo à compra de 60 aeronaves Boeing, a maior aquisição de toda a história da aviação comercial brasileira.

A briga por tarifas mais competitivas e a manutenção de serviços básicos no atendimento aos seus usuários têm demonstrado que a briga somente por redução de custos não é uma das melhores estratégias hoje. Muito se discutiu no passado sobre as novas estratégias do “Agente Laranja”, com uma alternativa inovadora no serviço de bordo e redução de custos, a fim de proporcionar melhor benefício de tarifa aos passageiros. Como empresa nova e enfrentando um mercado em que a popularização do voo ainda não era tão grande, a estratégia fazia sentido, à medida que a busca por maior ocupação de assentos acarretava benefícios no aproveitamento dos seus custos fixos.

Com um aumento dos custos operacionais e dos recursos humanos, além dos combustíveis e uma pressão pela desvalorização do real frente ao dólar para estimular as exportações, a situação de endividamento torna-se mais grave, pois algumas dívidas das empresas aéreas têm como base o pagamento do leasing das aeronaves para fabricantes estrangeiros, tornando a variação do câmbio um outro vilão redutor de seus resultados.

Se não bastassem os problemas que afligem as maiores companhias aéreas, as regionais também começam a ter problemas. A Azul, que busca uma fusão com a Trip, vem alertando que o aumento do petróleo em moeda dos Estados Unidos, com o barril acima de 100 dólares, a desvalorização do real e o aumento das taxas portuárias estão fazendo com que os resultados sejam cada vez mais minguados ou negativos. As empresas maiores buscam sinergias, com a combinação e fusão com outras, inclusive internacionais, como é o caso da Delta Airlines e a Lan Chile. Entretanto, com todas as empresas buscando melhores resultados por assento em seus voos, sejam elas de maior ou menor percurso, regional ou internacional, é aparente que haverá de se buscar um novo modelo para que seja possível o equilíbrio do fluxo de caixa e a manutenção dos negócios.

O governo parece que se mostra preocupado com a situação, depois da apresentação do quadro negativo dos resultados apontado pelas duas primeiras empresas, cujos prejuízos chegaram a R$ 1,6 bilhão, somente no segundo semestre. A preocupação floresce na apresentação dos resultados do terceiro trimestre de 2012, que devem ser novamente negativos, mesmo com a desoneração da folha de pagamentos, que deve representar, em média, R$ 300 milhões, conforme declaração do especialista Eduardo Sanovicz.

Embora as companhias aéreas não falem em aumentar os preços das passagens para os passageiros, talvez seja essa uma das únicas alternativas para melhorar o fluxo de caixa. É necessário ponderar, contudo, que o momento não é propício para majorações, com a situação econômica brasileira apresentando sinais de enfraquecimento em virtude do endividamento provocado pelo estimulo do governo à redução das taxas de juros para estimular o consumo. Esta estratégia será temporária e não manterá o nível de consumo no patamar necessário para manter o PIB atual e um superávit primário confortável para a redução da dívida interna. Estamos próximos da Copa do mundo, e fazer a lição de casa está ficando cada vez mais difícil e cara. A turbulência é cada vez maior. Torna-se fundamental que haja mais rigor nos controles dos custos e melhor ocupação dos assentos. Um aumento de tarifas agora poderia ser saudável para a sobrevivência das empresas, mas prejudicial ao governo em virtude do aspecto negativo que poderia gerar no mercado.

* por Reginaldo Gonçalves, coordenador de Ciências Contábeis da FASM (Faculdade Santa Marcelina)


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