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O programa Jornal do Engenheiro (JE) na TV, do SEESP, desta semana, traz entrevista com a estudante Marcellie Dessimoni sobre a criação do departamento de jovens profissionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU).

A reportagem mostra como foi o seminário, também da confederação, sobre a necessidade de reindustrialização do País. Uma das conclusões evidenciadas no encontro foi de que recuperar a atividade produtiva é fundamental ao crescimento socioeconômico sustentável do Brasil, que vive um processo de desindustrialização.

Já o quadro “No Ponto”, com o presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, o tema é a Carta de Porto Alegre, elaborada no dia 17 de junho último, onde a engenharia representada pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) lançou o desafio da categoria, unida, apresentar propostas para que o País não “mergulhe” num quadro recessivo nos próximos anos.

Tudo isso e muito mais você confere no programa que vai ao ar, às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet  no mesmo dia e horário neste link. O programa é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.



 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP








No dia 29 de junho, das 15h às 18 horas, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) promove o seminário "O desafio de reindustrializar o Brasil", na sede do SEESP, na Capital paulista (Rua Genebra, 25, Bela Vista), que contará com a participação dos economistas e professores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Antonio Corrêa de Lacerda e Anita Kon, e do ex-ministro da Fazenda de 1988 a 1990, Maílson da Nóbrega.

A proposta da confederação é colocar em pauta a necessidade de um processo de reindustrialização que assegure a produção de bens e serviços com maior valor agregado, geração de empregos de qualidade e aumento da produtividade para que haja a retomada do crescimento e desenvolvimento econômico do Brasil.

Para o diretor da entidade e coordenador do evento, Waldir Pereira Gomes, "a CNTU pretende contribuir com a discussão sobre as alternativas para a retomada da economia brasileira".

Mais informações e inscrições pelos telefones (61) 3225-2288 e (11) 3113-2634 e e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O evento terá transmissão online nesse link.


Programação

15h
Sessão de abertura
Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente da CNTU

Waldir Pereira Gomes
Coordenador do Departamento de Conjuntura Econômica da CNTU

15h15
Palestras
Antonio Corrêa de Lacerda
Coordenador do Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Maílson da Nóbrega
Ministro da Fazenda entre janeiro de 1988 e março de 1990, atualmente é consultor em economia

Anita Kon
Coordenadora do Grupo de Pesquisas em Economia Industrial, Trabalho e Tecnologia do Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política da PUC/SP

16h45
Debate 



Arte: Eliel Almeida
Seminário reindustrialização editada 



 

Imprensa SEESP
Com informações da Comunicação CNTU

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MauroLourenco editadoQuem é do ramo sabe que, nos últimos anos, o Brasil vem importando cada vez mais produtos manufaturados, o que tem contribuído para o processo de desindustrialização, que significa o sucateamento ou destruição do parque industriall. Afinal, se a indústria local não fabrica produtos a preços competitivos ou fecha as portas, o mercado é obrigado a buscar lá fora o que precisa.

Obviamente, essa perda de competitividade do manufaturado nacional é reflexo dos elevados custos que cercam as operações de comércio exterior – mais de 30% dos custos das exportações são provocados por uma infraestrutura rodoferroviária deficiente e uma incipiente infraestrutura hidroviária.

Por exemplo, se uma indústria próxima à faixa litorânea está muito distante do porto de embarque, uma alternativa seria recorrer à cabotagem, mas neste modal os problemas não são menores. E o mesmo se dá se o importador precisa levar o seu produto de um hub portnacional para um porto mais próximo de seu galpão. Basta ver que no combustível dos navios de longo curso não incide Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), mas no bunker das embarcações que se limitam às águas brasileiras incide toda a carga de impostos, inclusive ICMS. E esse preço tem de ser adicionado ao custo final da operação.

Infelizmente, a situação tende a piorar, pois não se vê um plano amplo destinado a inserir o País no mercado internacional, além de iniciativas isoladas de promoção da marca Brasil em algumas feiras e exposições que quase sempre são empreendidas por associações de exportadores de determinado segmento, ainda que com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Diz-se isto porque, até agora, não se sabe de nenhuma obra para a construção de plataformas offshore capazes de receber navios com capacidade para 22 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

No entanto, os grandes armadores, em busca de melhores índices de competitividade, vêm construindo navios cada vez maiores, além de formar joint ventures internacionais que permitem o transporte de cargas de um número cada vez maior de armadores. E o Brasil não dispõe de portos preparados para receber esses navios, o que significa que pode ser excluído de muitas rotas.

Apesar de todos os problemas causados pelo uso excessivo do modal rodoviário – mais de 93% das cargas no Estado de São Paulo viajam em cima de caminhões –, o Porto de Santos ainda é o que oferece as melhores condições de escoamento. Acontece que o seu canal de navegação só suporta cargueiros de até 10 mil TEUs, em época de maré alta. Aprofundar seu calado de 15 para 17 metros é um risco a ser ainda avaliado porque pode comprometer estruturas antigas construídas à beira do canal do estuário e até causar desastres ecológicos. E, ainda assim, será só para receber cargueiros de até 14 mil TEUs. Continuar a negar a saída offshore é seguir na contramão do mundo.

 

 

* Mauro Lourenço Dias, engenheiro eletrônico, é vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo-SP, e professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

 

 

 

 

 

 

 


A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), entidade que representa 500 mil profissionais, concluiu há poucos dias um documento com uma proposta de reindustrialização para o país. O relatório ressalta a necessidade principalmente de que o Brasil dê prioridade nos próximos anos aos investimentos em infraestrutura, como em ferrovias, transporte fluvial, na geração de energia, em petróleo, gás natural e biocombustíveis, além da universalização da comunicação e do saneamento.


Foto: Beatriz Arruda
LançamentoNovosDesafios Lançamento do projeto Cresce Brasil - Novos desafios, que trata,
nesta edição, do perigo da desindustrialização do País, no dia 31 de julho


A intenção é discutir a proposta com alguns candidatos a governadores de Estado e com os presidenciáveis. A FNE entende que com o foco nesses setores econômicos, aliado a mais recursos para inovação e educação, será possível o Brasil crescer a 6% ao ano e chegar a uma taxa de investimentos de 25% do PIB. Há alguns anos o país não ultrapassa 20% na taxa de investimento e o PIB do ano passado, apenas para comparação, teve uma elevação de apenas 2,3%.

O diagnóstico da FNE, de acordo com Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da federação, é o de que o país vive um processo de desindustrialização relativa e que a indústria deveria ser colocada como prioridade dos governantes, sendo necessário reativar os investimentos públicos e privados no setor produtivo. Para isso, é preciso que seja "reequilibrado o câmbio no sentido da maior competitividade industrial" e haja o "adensamento" de cadeias produtivas, com o país estimulando a produção nacional de bens intermediários e criando condições para a industrialização nacional de insumos agropecuários e minerais.

Pinheiro destaca que para haver mudanças em prol da produção industrial será preciso ainda juros básicos "bem mais baixos" para viabilizar o investimento produtivo, a expansão e modernização dos parques fabris, e a adoção de uma política industrial que integre iniciativas creditícias, tributárias, de promoção das exportações e estímulo para a produtividade e inovação. Também defende que haja elevação dos recursos para ciência e tecnologia de cerca de 1% para 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo Pinheiro, o dólar - entre R$ 2,20 e R$ 2,30 -, embora menos valorizado do que há dois anos, segue enfraquecendo a indústria nacional. "A combinação de ações de agentes do mercado e de atuações do Banco Central têm levado a taxa efetiva de câmbio a um patamar desfavorável ao investimento produtivo no país. Esse patamar artificial estimula a importação, reduz as margens da indústria no Brasil e no médio prazo acaba desestimulando a produção no país", diz ele, preferindo não estimar quanto seria o câmbio que daria competitividade ao setor.

"Acho que temos que pensar no curto prazo em melhorar as margens [de lucro] da indústria. Se você não tiver "um câmbio razoável" e investimento, não tem crescimento. E não são medidas simples, pois afetam alguns mecanismos de controle da inflação", disse Pinheiro, lembrando que o câmbio tem sido manejado prioritariamente com foco na desaceleração de preços.

Na questão do transporte de cargas, o estudo da FNE trata, entre outros aspectos, da necessidade de o país dar prosseguimento à expansão e recuperação de ferrovias e de incentivos ao transporte fluvial. Em relação à energia, ressalta a necessidade de investimentos em fontes renováveis e no aumento da eficiência, através de cogeração de energia, por exemplo. Sobre petróleo, gás e biocombustíveis, a entidade afirma que devem ser priorizados os fornecimentos de bens e serviços nesses ramos pela indústria de capital nacional e ressalta também a necessidade de recuperação da produção de álcool e ampliação dos demais biocombustíveis.

Já sobre saneamento, o documento diz que é preciso que seja de fato efetivado o investimento previsto até 2033 por meio do Plano Nacional de Saneamento, de R$ 508,4 bilhões, para se alcançar as metas de 99% de cobertura no abastecimento de água potável e de 92% no esgotamento sanitário. Sobre comunicações, o relatório defende que seja realizado um programa do tipo "Comunicações para Todos", similar ao "Luz para Todos", para universalizar o acesso à telefonia, além de defender investimentos para que o acesso à internet também seja universal.


 

Fonte: Valor Econômico/Por Vanessa Jurgenfeld/13 de agosto de 2014








No debate inicial do 2º Encontro Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), na manhã desta quinta-feira (5/12), os expositores Armando Boito Jr., cientista político da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Waldir Quadros, economista do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit/Unicamp), falaram sobre as “Camadas médias, sindicalismo e desenvolvimento nacional: a necessidade de inovar”. Para este último, o grande desafio brasileiro é a reindustrialização para que o país tenha um futuro. “Não se pode falar em desenvolvimento sem indústria.” Segundo ele, os países que resolveram a questão da educação, por exemplo, são os que têm Produto Interno Bruto (PIB) alto.


Fotos: Beatriz Arruda/SEESP
QuadrosReindustrialização é o rumo certo para o País, segundo Waldir Quadros
 

Boito apresentou vários índices mostrando a nova fase brasileira a partir de 2003. Naquele ano, afirma, início do primeiro mandato dos governos do PT, apenas 18% das convenções e acordos coletivos de trabalho conseguiram reajuste acima da inflação. Em 2012, prossegue Boito, 96% dos acordos obtiveram reajuste acima da inflação. “Ou seja, a massa salarial cresceu.” Da mesma forma, o número de greves aumentou, assim como o perfil das reivindicações das categorias profissionais que, na década de 1990, era defensivo, pela garantia do não atraso do pagamento dos salários, nos anos 2000, será ofensivo, incluindo o aumento real e a produtividade.

 

Boitodentro
Números indicam mais lutas e conquistas para os trabalhadores nos últimos anos, afirma Boito
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Ele explica o fenômeno do aumento das lutas sindicais porque a situação econômica melhorou, com a redução do desemprego, principalmente. Isso, destaca Boito, “deu mais disposição de luta e coragem aos trabalhadores para fazerem suas lutas”. O cientista político da Unicamp diz que o processo político brasileiro, desde o final dos anos 1990, está organizado da seguinte forma: de um lado o grande capital internacional que pressiona os governos a adotarem políticas neoliberais; e de outro, o setor da grande burguesia interna – grandes empresas, construtoras, mineradoras, agronegócio, etc – que procura preservar a sua posição dentro da economia nacional e crescer na mundial. Ele denomina este último como uma “frente neodesenvolvimentista”, que seria o ponto principal de apoio dos últimos três governos – os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o atual de Dilma Rousseff. Na próxima eleição presidencial, portanto, Boto antecipa que o embate se dará ainda mais forte entre essas duas forças.

Quadros defende a realização da reforma agrária em território nacional como forma também de impulsionar a reindustrialização do País e critica: “Em 30 anos, 50 milhões de pessoas saíram do campo e vieram para as cidades em situação miserável.” E afirma que a grande problemática do milênio vai ser a questão do emprego frente à robótica e à inteligência artificial. “Temos uma “janela” de uns 15 ou 20 anos para impulsionarmos a nossa indústria para não sofrermos o impacto da renovação tecnológica, que vai eliminar emprego qualificado e desqualificado”, adverte.

Os trabalhos dessa mesa foram coordenados por Geraldo Ferreira Filho, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), e José Ferreira Campos Sobrinho, presidente da Federação Interestadual dos Odontologistas (Fio), ambos diretores da CNTU.

Próximas atividades do 2º encontro da CNTU

5 de dezembro

14h30 - Sindicalismo e organização dos profissionais universitários: desafios para o avanço

17h30 - Leitura, debate e aprovação da Carta do 2º Encontro Nacional da CNTU - “Desafios do sindicalismo de profissionais universitários no Brasil”

6 de dezembro

9h - Instalação e apresentação da escultura do marco um do Brasil 2022

10h - Brasil 2022: um projeto estratégico de país Apresentação pela Diretoria da CNTU e debate

13h - Intervalo para almoço

14h30 - Posse dos novos membros do Conselho Consultivo da CNTU - “1000 Cabeças para Mudar o Brasil”

        3ª Plenária do Conselho Consultivo da CNTU

        Debates sobre iniciativas e programações para 2014

        Coletivo de Mulheres da CNTU.

        Formação das Comissões de Trabalho do projeto Brasil 2022

19h – Cerimônia de entrega do Prêmio Personalidade Profissional 2013 Coquetel de confraternização

 


 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP






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