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Comunicação SEESP*

O Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP se reuniu, no dia 16 último, para encerrar suas atividades referentes a 2017. Na oportunidade, a coordenadora Marcellie Dessimoni ressaltou a importância de mais um ano onde todos estiveram empenhados na realização dos projetos. “Este ano foi marcado pelo fortalecimento do núcleo em todo o Estado de São Paulo com a realização de diversos encontros. Assim como recebemos diversos profissionais da área tecnológica o que possibilitou um enorme ganho em conhecimentos e experiências”, comemorou. Para ela, aqueles que participaram “se engajaram em prol da engenharia e do desenvolvimento nacional, contribuindo com projetos e ações em benefício da categoria e da sociedade”.


Foto: Núcleo Jovem Engenheiro
Participantes da reunião seguram os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Já a estagiária Jéssica Trindade apresentou a retrospectiva do ano com a exibição de um vídeo e falou sobre as propostas de trabalhos para 2018, dando sugestões baseadas nos valores do grupo que dentre todos se destacam a comunicação, inovação, valorização profissional, desenvolvimento e liderança.

A convidada Cláudia Saleme, gestora em educação ambiental e professora, falou sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a importância dos engenheiros se engajarem nessa causa, trabalhando dentro das metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e assim levando qualidade de vida para as pessoas.


* Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro

 

Da ONU

Todos os anos, as Nações Unidas (ONU) procuram jovens altamente qualificados que queiram começar a se dedicar a uma carreira internacional no órgão. Por meio de seu concurso anual, o Programa Jovens Profissionais (YPP, na sigla em inglês) busca novos talentos para incorporar-se à ONU. O exame será em dezembro de 2017 em três áreas – Gestão e Administração; Política, Paz e Assuntos Humanitários; e Informação Pública e Gestão de Conferência. Os candidatos devem ter até 32 anos até o final de 2017.

Se você é graduado no ensino superior, fala inglês ou francês fluentemente, é cidadão de um dos países participantes do programa (acesse aqui a lista), saiba abaixo como participar. Entre os países incluídos estão seis lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O período para se candidatar ao exame segue aberto até 22 de agosto de 2017, por meio do portal de Carreiras da ONU.

Candidaturas
É importante observar que candidaturas incompletas e/ou atrasadas não serão consideradas. Portanto, é preciso preencher e enviar o seu pedido antes do prazo final.

É importante completar e atualizar todas as informações com precisão, pois estes dados servirão como uma base para avaliar a sua elegibilidade e adequação ao exame. Você receberá, por e-mail, um número de candidatura.

Orientações adicionais sobre a elaboração de candidaturas estão disponíveis por meio de um manual (clique aqui) e nas perguntas frequentes sobre o YPP (clique aqui).

Dúvidas e outras vagas na ONU
Toda e qualquer dúvida adicional deve ser enviada diretamente para o contato disponível na página do programa, clique aqui.

Além do YPP, pessoas em qualquer faixa etária podem buscar vagas na ONU a qualquer tempo, sendo que as vagas sem critérios de faixa etária representam a vasta maioria das oportunidades disponíveis na ONU. Saiba mais sobre estas vagas em nacoesunidas.org/vagas.

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

As mudanças climáticas são uma ameaça crescente e sem precedentes à paz, à prosperidade e ao desenvolvimento. Cumprir os acordos do clima é uma oportunidade econômica para governos e empresas. A conclusão é de representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) que participaram de um encontro de alto nível da Assembleia Geral, em Nova Iorque, no último dia 23 de março.


Foto: Exército da Colômbia
deslizamento foto exercito colombia homeO aumento de chuvas torrenciais, como a que devastou a cidade de Mocoa, na Colômbia, na sexta-feira (31/3), é consequência das mudanças climáticas. O presidente Juan Manoel Santos decretou estado de calamidade no município, que contabiliza mais de 250 mortes por conta do deslizamento causado pelo temporal.


“Estamos lidando com fatos científicos, não políticos. E os fatos são claros: mudança climática é uma ameaça direta e multiplicadora”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

“Em primeiro lugar, a mudança climática é uma ameaça crescente e sem precedentes à paz e prosperidade e o mesmo acontece em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Em segundo lugar, abordar a mudança climática é uma oportunidade imensa e não podemos perdê-la”, enfatizou.

O Acordo de Paris, adotado em dezembro de 2015, é único e universal: foi assinado por todos os governos e entrou em vigor menos de um ano depois, com mais de 130 membros ratificando o documento. Os países que apoiam o Acordo de Paris são os mesmos que adotaram a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, e isto inclui todos os países membros das Nações Unidas.

O motivo para este consenso é claro: todas as nações reconhecem que a implementação da Agenda 2030 caminha de mãos dadas com a limitação do aumento da temperatura global e da resiliência climática.

Guterres lembrou que 2016 foi novamente um ano com temperaturas recordes. Nos oceanos, o gelo diminuiu e as águas aumentaram em níveis históricos. Segundo ele, estas tendências são indiscutíveis e as consequências das mudanças climáticas incluem insegurança alimentar, escassez de água, pobreza e deslocamento.

O secretário-geral da ONU afirmou ainda que enfrentar as mudanças climáticas é uma oportunidade para governos e negócios. “Precisamos agir, urgente e decisivamente, agora. É o único caminho viável para garantir a paz, a prosperidade e um futuro sustentável.”

O presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, contou ter recebido a confirmação de que a temperatura global está aumentando entre 3 e 4 graus Celsius, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM). “Sempre achei que, neste patamar, a sobrevivência da humanidade no planeta estaria ameaçada”, afirmou.

“Embora o prognóstico seja desastroso, a comunidade científica nos garante que é possível mudar a curva das trajetórias atuais, se trabalharmos juntos para controlar a crescente emissão de gás carbônico”, afirmou Thomson, reiterando o pedido para que todos os Estados-membros ratifiquem sem demora o Acordo de Paris.

Patrícia Espinosa, secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), falou sobre a necessidade de desenvolver políticas focadas no bem-estar sustentável e no crescimento econômico responsável. “Estamos realmente na era da implementação. Está nas nossas mãos, coletivamente como uma comunidade de nações, construir um futuro melhor para todos”, afirmou.


Publicado por Deborah Moreira
Comunicação SEESP
Fonte: Site das Nações Unidas no Brasil




Os planos do governo de congelar o gasto social no Brasil por 20 anos são inteiramente incompatíveis com as obrigações de direitos humanos do Brasil, disse na sexta-feira (9/12) o relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para extrema pobreza e direitos humanos, Philip Alston.

Segundo o especialista independente, o efeito principal e inevitável da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, elaborada para forçar um congelamento orçamentário como demonstração de prudência fiscal, será o prejuízo aos mais pobres pelas próximas décadas. A emenda deverá ser votada pelo Senado no dia 13 de dezembro.

“Se adotada, essa emenda bloqueará gastos em níveis inadequados e rapidamente decrescentes na saúde, educação e segurança social, colocando, portanto, toda uma geração futura em risco de receber uma proteção social muito abaixo dos níveis atuais”, afirmou Alston.


Ilustração Maringoni
Violação Direitos Humanos 600 

O relator especial nomeado pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas recomendou ao governo brasileiro que garanta um debate público apropriado sobre a PEC 55; que estime seu impacto sobre os segmentos mais pobres da sociedade; e que identifique outras alternativas para atingir os objetivos de austeridade.

“Uma coisa é certa”, acrescentou o especialista independente. “É completamente inapropriado congelar somente o gasto social e atar as mãos de todos os próximos governos por outras duas décadas. Se essa emenda for adotada, colocará o Brasil em uma categoria única em matéria de retrocesso social.”

O plano de mudar a Constituição para os próximos 20 anos vem de um governo que chegou ao poder depois de um impeachment e que, portanto, jamais apresentou seu programa a um eleitorado. Isso levanta preocupações ainda maiores sobre a proposta de amarrar as mãos de futuros governantes, afirmou Alston.

O Brasil é a maior economia da América Latina e sofre sua mais grave recessão em décadas, com níveis de desemprego que quase dobraram desde o início de 2015.

O governo alega que um congelamento de gastos estabelecido na Constituição deverá aumentar a confiança de investidores, reduzindo a dívida pública e a taxa de juros, e que isso, consequentemente, ajudará a tirar o país da recessão. A medida, porém, terá um impacto severo sobre os mais pobres, alerta o relator especial.

“Essa é uma medida radical, desprovida de toda nuance e compaixão”, disse. “Vai atingir com mais força os brasileiros mais pobres e mais vulneráveis, aumentando os níveis de desigualdade em uma sociedade já extremamente desigual e, definitivamente, assinala que para o Brasil os direitos sociais terão uma prioridade muito baixa nos próximos vinte anos.”

Alston lembrou que “isso evidentemente viola as obrigações do Brasil de acordo com o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, que o pais ratificou em 1992 e que veda a adoção de ‘medidas deliberadamente regressivas’ a não ser que não exista nenhuma outra alternativa e que uma profunda consideração tenha sido feita dada de modo a garantir que as medidas adotadas sejam necessárias e proporcionais”.

O especialista independente apontou que, ao longo das últimas décadas, o Brasil estabeleceu um impressionante sistema de proteção social voltado para a erradicação da pobreza e o reconhecimento dos direitos à educação, saúde, trabalho e segurança social.

“Essas políticas contribuíram substancialmente para reduzir os níveis de pobreza e desigualdade no país. Seria um erro histórico atrasar o relógio nesse momento,” disse.

O Plano Nacional de Educação no Brasil exige um aumento anual de 37 bilhões de reais para prover uma educação de qualidade para todos os estudantes, ao passo que a PEC reduzirá o gasto planejado em 47 bilhões de reais nos próximos oito anos. Com mais de 3,8 milhões de crianças fora da escola, o Brasil não pode ignorar o direito deles de ir à escola, nem o direito de todas as crianças a uma educação de qualidade, afirmou o relator.

O especialista afirmou que o debate sobre a PEC 55 foi conduzido apressadamente no Congresso Nacional pelo novo governo com a limitada participação dos grupos afetados e sem considerar seu impacto sobre os direitos humanos. Um estudo recente sugere que 43% dos brasileiros não conhecem a emenda e, entre aqueles que conhecem, a maioria se opõe a ela.

O relator especial, que está em contato com o governo brasileiro para entender melhor o processo e o conteúdo da emenda proposta, ressaltou ainda que “mostrar prudência econômica e fiscal e respeitar as normas internacionais de direitos humanos não são objetivos mutuamente excludentes, já que ambos focam na importância de medidas cuidadosamente concebidas para evitar ao máximo consequências negativas para as pessoas”.

“Efeitos diretamente negativos têm que ser equilibrados com potenciais ganhos a longo prazo, assim como esforços para proteger os mais vulneráveis, especialmente os mais pobres, na sociedade”, afirmou Alston.

“Estudos econômicos internacionais, incluindo pesquisas do Fundo Monetário internacional, mostram que a consolidação fiscal tipicamente tem efeitos de curto prazo como redução da renda, aumento do desemprego e da desigualdade de renda. E a longo prazo, não existe evidência empírica que sugira que essas medidas alcançarão os objetivos sugeridos pelo governo”, salientou o especialista independente.

O apelo do relator especial às autoridades brasileiras foi endossado também pela relatora especial sobre o Direito à Educação, Koumbou Boly Barry.

Os Relatores Especiais são parte do que é conhecido como Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos. Procedimentos Especiais, o maior corpo de peritos independentes do sistema ONU para Direitos Humanos, é o nome dado aos mecanismos independentes para monitoramento do Conselho.

Relatores especiais são especialistas em direitos humanos apontados pelo Conselho de Direitos Humanos para tratar de questões específicas de país ou temáticas em todo o mundo. Eles não são funcionários da ONU e são independentes de qualquer governo ou organização.

Eles servem em capacidade individual e não recebem salário por seu trabalho. Para mais informações, clique aqui.

Acesse aqui esse comunicado original, em inglês e português.

 

Comunicação SEESP
Reprodução de material da ONU

 

 

 

 

 

Um grupo de especialistas independentes do sistema de direitos humanos das Nações Unidas pediu ação imediata do governo brasileiro e das empresas envolvidas para solucionar os impactos do colapso de uma barragem da empresa Samarco, ocorrido em 5 de novembro de 2015 em Mariana (MG).

Na declaração, que marca o primeiro aniversário do desastre provocado pela ruptura da barragem de rejeitos de Fundão, os especialistas destacaram vários danos não solucionados, dentre eles o acesso seguro à água para consumo humano, a poluição dos rios, a incerteza sobre o destino das comunidades forçadas a deixar suas casas, e a resposta insuficiente do governo e das empresas envolvidas.

Mais de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos e água foram despejados sobre a região de Mariana, em Minas Gerais, com a queda das barragens. Dezenove pessoas morreram, e milhões foram afetadas pela lama tóxica e pela falta de água em dezenas de cidades em dois estados brasileiros, com possibilidade de outros serem atingidos. 

Leia abaixo o comunicado, na íntegra:

“Na véspera do primeiro aniversário do colapso catastrófico da barragem, de propriedade da Samarco, instamos o governo brasileiro e as empresas envolvidas a darem resposta imediata aos numerosos impactos que persistem, em decorrência desse desastre.

As medidas que esses atores vêm desenvolvendo são simplesmente insuficientes para lidar com as massivas dimensões dos custos humanos e ambientais decorrentes desse colapso, que tem sido caracterizado como o pior desastre socioambiental da história do país.

Após um ano, muitas das seis milhões de pessoas afetadas continuam sofrendo. Acreditamos que seus direitos humanos não estão sendo protegidos em vários sentidos, incluindo os impactos nas comunidades indígenas e tradicionais, problemas de saúde nas comunidades ribeirinhas, o risco de subsequentes contaminações dos cursos de água ainda não recuperados, o avanço lento dos reassentamentos e da remediação legal para toda a população deslocada, e relatos de que defensores dos direitos humanos estejam sendo perseguidos por ação penal.

Relembramos o governo e as empresas que um desastre dessa escala — que despejou o equivalente a 20 mil piscinas olímpicas de rejeitos — requer resposta em escala similar.

Apelamos ao Estado brasileiro para que forneça evidências conclusivas sobre a segurança da qualidade da água dos rios e de todas as fontes utilizadas para consumo humano e que estas atendem os padrões legais aplicáveis. Estamos preocupados com relatos sugerindo que alguns dos cursos de água nos 700 km afetados, sobretudo do vital Rio Doce, ainda estejam contaminados pelo desastre inicial. Especialmente, de que níveis de alguns metais pesados e de turbidez ainda estariam violando os limites permissíveis.

Tal quadro é particularmente urgente, à luz de relatos de que comunidades afetadas pelo desastre estarem sofrendo efeitos adversos sobre sua saúde. Receamos que o impacto sobre as comunidades ribeirinhas sejam resultado não apenas da contaminação da água, mas também da poeira resultante do ressecamento da lama.

Destacamos ainda as conclusões do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), indicando que os esforços das empresas envolvidas — Samarco, Vale e BHP Billiton — para deter os contínuos vazamentos de lama da barragem de Fundão, estejam sendo insuficientes. Receamos que mais rejeitos possam atingir as regiões de jusante quando a temporada chuvosa iniciar, daqui a algumas semanas.

Além de estarmos solicitando urgentes esclarecimentos sobre a qualidade da água e a saúde das vítimas, estamos preocupados também com o destino das comunidades que foram forçadas a abandonar suas casas devido ao desastre. Após um ano, o processo de reassentamento está longe de concluído. Devem ser tomadas medidas de restituição e reassentamento que incluam a reinstalação de povos indígenas e comunidades locais deslocados para terras, territórios e recursos de igual qualidade, tamanho e estatuto jurídico às terras de onde foram forçados em decorrência do desastre.

Acreditamos que o Governo Brasileiro e as empresas envolvidas necessitam acelerar o processo de reassentamento e assegurar que esteja em consonância com o marco internacional dos direitos humanos. Atenção especial deve ser prestada aos direitos dessas comunidades, à melhoria progressiva de suas condições de vida, e ao respeito a seus valores culturais.

Anteriormente, elogiamos a suspensão do acórdão pelo Superior Tribunal de Justiça brasileiro, devido a várias preocupações quanto a seus termos. No entanto, observamos que este acordo ainda se encontra sem solução nas instâncias judiciais inferiores. Reiteramos a nossa grave preocupação com os efeitos adversos que alguns dos termos do acórdão podem provocar no direito das populações de acesso à justiça.

Ainda que sejam positivas as iniciativas para a conciliação e o acesso rápido a medidas reparatórias, o acórdão não deve desproteger as comunidades afetadas quanto a um acesso pleno a soluções efetivas a longo prazo.

Instamos as empresas a se absterem de tomar qualquer ação que traga intimidação do trabalho dos defensores dos direitos humanos, e a assegurarem que qualquer medida para a proteção de suas propriedades seja proporcional aos fatos e não conflitem com o direito da população à liberdade de expressão e acesso à justiça.

Apelamos ao Governo Brasileiro para que intensifique seus esforços de prover uma solução a esse impasse legal, de modo a evitar subsequentes impactos sobre os direitos humanos das comunidades afetadas e a alcançar uma integral reparação. Isto deve incluir garantias de que desastre semelhante jamais se repita.

Reconhecemos alguns passos importantes que as empresas vêm tomando para interagir com o Ministério Público, os procuradores da justiça e lideranças comunitárias, para se encontrarem soluções comuns e resolver todas as pendências o mais rapidamente possível.

É preciso agora redobrar todos os esforços, para assegurar que os direitos humanos de todos os afetados, incluídos os familiares das 19 pessoas falecidas em decorrência do desastre, sejam integral e rapidamente cumpridos.”

 

* Leia reportagem especial do Jornal do Engenheiro sobre o assunto aqui

 

 

Comunicação SEESP
Notícia extraída do site da ONU Brasil

 


 

 

 

 

 

O engenheiro e ex-primeiro-ministro português António Guterres é o favorito para se tornar o próximo secretário-geral das Organização das Nações Unidas (ONU). O Conselho de Segurança da ONU elegeu Guterres na sexta votação secreta do processo de escolha, na quarta-feira (5/10). Hoje, ela deve ser homologada e divulgada oficialmente. O ritual também prevê que o nome de Guterres seja submetido à aprovação final dos 193 países da Assembleia Geral das ONU, possivelmente até o fim deste mês.


Foto: Divulgação ONU
antonio guterres divulgacao onu



O Conselho de Segurança da ONU tem cinco membros permanentes: Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, França e China, os chamados P-5. Os membros não-permanentes são dez e com mandatos rotativos. Atualmente as vagas são de Angola, Egito, Espanha, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Senegal, Ucrânia, Uruguai e Venezuela.

O atual presidente do Conselho de Segurança, o embaixador russo Vitaly Churkin, informou ao comando da Assembleia Geral que o sexto voto necessário para a aprovação de Antonio Guterres foi revelado hoje de manhã, confirmando o nome do ex-primeiro-ministro português para o cargo de secretário-geral.

Além de António Guterres, que foi chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) de 2005 a 2015, mais 12 candidatos estavam na corrida para suceder o atual secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que deixa o cargo no final do ano.

Transparência
A decisão adotada hoje pelo Conselho de Segurança dá sequência a um processo histórico que tem dado mais transparência à eleição par o cargo de secretário-geral da ONU. Antes de esse processo, a escolha era feita a portas fechadas e comandada por poucos países. A escolha concluída hoje envolveu, pela primeira vez na história, discussões públicas e permitiu que os países fizessem campanha pelo candidato de sua preferência.

A eleição começou em 12 de abril deste ano, quando os candidatos ao posto de secretário-geral começaram a ser chamados para dar briefings informais, em que respondiam perguntas sobre o desenvolvimento sustentável, esforços pela paz, proteção dos direitos humanos e catástrofes humanitárias.

Em julho, a ONU fez uma transmissão ao vivo, para todo o mundo, pela TV e internet, em que os candidatos responderam a perguntas de diplomatas e do público.

O presidente da 70ª Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, disse que o processo mais transparente é “uma virada de jogo” para a ONU. “A apresentação de duas horas de cada um dos candidatos nos diálogos da Assembleia Geral foi destaque e ajudou a incluir o público global no debate sobre o futuro da ONU.”


Fonte: Agência Brasil



O Núcleo Jovem Engenheiro realizou, no dia 4 de junho último, mesa-redonda com especialistas para discutir problemas relacionados às inundações nas cidades a partir das informações levantadas junto aos moradores do bairro Itaim Paulista, de São Paulo, que sofrem com o fenômeno regularmente após precipitação pluviométrica. Inicialmente, a coordenadora do núcleo, Marcellie Dessimoni, agradeceu a presença dos profissionais, estudantes e recém-formados em engenharia e ressaltou que o projeto “Cresce Brasil – Itaim Paulista” já integra os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU). “Precisamos aproximar a nossa área cada vez mais das pessoas, aliar a engenharia ao protagonismo humano, além de buscarmos, claro, a nossa segurança profissional”, observou.


Fotos: Beatriz Arruda/SEESP
MesaRedonda 04JUN2016 
Abertura da atividade contou com a participação do coordenador do projeto Cresce Brasil,
Fernando Palmezan (ao microfone); de Marcellie Dessimoni, do Núcleo Jovem Engenheiro;
e dos diretores Celso Renato de Souza (esq.) e José Carlos Bento
 

A primeira apresentação foi da professora Melissa Cristina Pereira Graciosa, da Universidade Federal do ABC (UFABC), que agradeceu muito a oportunidade de contribuir com o projeto do sindicato. “A iniciativa de vocês vem ao encontro do que acredito deva ser a engenharia e a universidade”, elogiou. Na sequência, ela detalhou conceitos pertinentes à temática, fazendo a seguinte pergunta: “Por que a cidade está sempre embaixo de água?”. Segundo ela, são várias as causas naturais e antrópicas que devem ser sempre consideradas a partir da bacia hidrográfica inserida dentro de um contexto urbano. “Estamos falando, no caso dos fenômenos naturais, das chuvas, das ressacas marinhas etc.. Já no caso antrópico (tudo aquilo que resulta da intervenção humana), temos as ocupações das várzeas, a impermeabilização de áreas e canalização e tamponamento dos rios urbanos.” E acrescentou: “O rio, em seu estado natural, não aguenta a urbanização.”

Outro ponto destacado pela professora foi a devida conceituação dos termos enchente, alagamento e inundação. O primeiro refere-se ao aumento do nível do rio; o segundo é quando as redes de drenagem não funcionam; e o último é no momento em que as águas atingem as pessoas nas cidades. Para trabalhar essas situações, a engenharia, observa Graciosa, dispõe da moderna drenagem urbana que aborda de forma integrada a bacia hidrográfica, com quatro objetivos: controle da quantidade e da qualidade; restauração dos rios urbanos e recarga dos aquíferos com o restabelecimento da parcela de infiltração. “A ferramenta que temos à disposição hoje é o plano diretor de macrodrenagem”, salienta.

* Confira aqui a apresentação da professora da UFABC

Na sequência, o delegado sindical do SEESP Pedro Bonano, da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), apresentou a missão da empresa que é a de promover a melhoria contínua da qualidade de vida da população, oferecendo produtos e universalizando serviços de saneamento ambiental. Para ele, é fundamental que a engenharia saiba se comunicar com todos os segmentos da sociedade e também com os profissionais de outras áreas. Ao mesmo tempo, defendeu que o lucro de quem quer que seja não pode se sobrepor à qualidade e procedimentos vitais da engenharia.

Bonano salientou que para cada dólar investido em saneamento se economiza cinco dólares em saúde curativa, citando dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). “O saneamento está ligado diretamente à redução da mortalidade infantil”, também observou.

* Confira aqui a apresentação de Bonano

Já a professora Claudia Bittencourt, das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e engenheira na Sabesp, atuando na regulação do setor de saneamento, destacou a importância de se saber o que é recurso hídrico para se saber as soluções necessárias nas cidades, assim como construir uma educação para a civilização que está em pequenos gestos, como a de não jogar lixo no chão em hipótese alguma. “Tudo é meio ambiente e todas as ações, desde projetos grandiosos de engenharia até ações individuais, são importantes.” Ela explicou que a sustentabilidade compreende três pilares: o social, o ambiental e o econômico. E falou sobre a evolução do conceito já que teve um tempo, disse, que o nível de poluição indicava o desenvolvimento de um país.

Bittencourt mostrou a evolução em prol do meio ambiente, citando o Relatório Brundtland, também conhecido como “Nosso Futuro Comum”. No início da década de 1980, a ONU retomou o debate das questões ambientais e indicou a primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, para chefiar a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, para estudar o assunto. O documento final foi apresentado em 1987 e propôs o desenvolvimento sustentável, que é “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas necessidades”.

Nesse sentido, ressalvou a engenheira química, é importante que as políticas públicas sejam criadas a partir desse entendimento sobre o que é sustentabilidade.

* Confira aqui a apresentação da professora da FMU

Maior parque linear do mundo
Fechando as atividades do dia, a coordenadora do Programa Várzeas do Tietê do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), Marta Maria Alcione Pereira, apresentou o Parque Várzeas do Tietê (PVT) que tem 75 km de extensão e 107 km2 de área, colocando-o como o maior parque linear do mundo. Implantado ao longo do rio Tietê, unindo o Parque Ecológico do Tietê (localizado na Penha) e o Parque Nascentes do Tietê (localizado em Salesópolis), o projeto foi apresentado pelo Daee em 20 de julho de 2010 e teve início em 2011.

O empreendimento, destacou Pereira, beneficiará diretamente três milhões de pessoas da Zona Leste da capital e indiretamente toda a população da Região Metropolitana de São Paulo. O investimento previsto é de R$ 1,7 bilhão até 2022, sendo que a programação de trabalho está dividida em três fases. A primeira, de 5 anos, entre 2011 a 2016, será implantada num trecho de 25km entre o Parque Ecológico do Tietê até a divisa de Itaquaquecetuba. A segunda etapa tem 11,3 quilômetros e abrange a várzea do rio em Itaquaquecetuba, Poá e Suzano, com previsão de término em 2018. E a terceira fase, de 38,7 quilômetros, se estenderá de Suzano até a nascente do Tietê, em Salesópolis e deverá ser concluída em 2022.

Segundo ela, o objetivo do programa é recuperar e proteger a função das várzeas do rio, além de funcionar como um regulador de enchentes, salvando vidas e o patrimônio das pessoas. O PVT também oferecerá uma grande área de lazer à população, com  33 núcleos de lazer, esportes e cultura; 77 campos de futebol; 129 quadras poliesportivas; 7 polos de turismo; ciclovia com 230 km de extensão; recomposição de mata ciliar, equivalente a 360 campos de futebol; reordenação da ocupação das margens; recuperação e preservação do meio ambiente; despoluição de córregos; redução de 3.800 milhões m3 em perdas de água, entre outros benefícios.

* Confira aqui a exposição da coordenadora do Daee

A mesa-redonda contou com a participação, ainda, do coordenador do “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Fernando Palmezan, para quem a ação do núcleo do SEESP agrega ainda mais valor e maturidade ao projeto lançado há dez anos pela entidade. “Desde 2006, discutimos grandes temas nacionais, e agora, no debate das cidades, temos a contribuição do núcleo jovem que se debruça num problema que aflige uma comunidade paulistana.” Estiveram presentes os diretores do sindicato Celso Renato de Souza (São José dos Campos) e José Carlos Bento (Marília). Os trabalhos técnicos do Itaim Paulista do Núcleo Jovem Engenheiro contam a assessoria do professor Marcelo de Melo Barroso, do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec).


MesaRedonda 04JUN2016 8Da esquerda para a direita: Marta Maria Alcione Pereira (Daee); Marcelo de Melo Barroso (Isitec);
Melissa Graciosa (UFABC); Marcellie Dessimoni; Pedro Bonano (Sabesp) e Claudia Bittencourt (FMU)

 


Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP









 

O SEESP participou, no dia 2 de junho último, do 1º Encontro do Núcleo Estadual pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo. A representante da entidade foi a coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro, Marcellie Dessimoni, que destacou a importância da atividade e do engajamento da categoria “nesse debate fundamental à humanidade”.

Em setembro de 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O documento conta com 17 objetivos e 169 metas, que incluem a erradicação da pobreza e da fome; combater as desigualdades dentro dos países e entre eles; construir sociedade pacíficas justas e inclusivas; proteger os direitos humanos e promover a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas; e assegurar a proteção do planeta e seus recursos naturais. Para cumprir essa agenda até 2030 a ONU pretende implementar uma grande parceria global.  


Foto: Roberto Navarro/Alesp
Marcellie ODS 2 
Da esquerda para a direita: Dessimoni representa SEESP nas discussões sobre programa da ONU
 

Dessimoni fez parte da mesa de abertura da atividade, quando apresentou os projetos que o sindicato desenvolve convergentes aos 17 ODS, como o “Cresce Brasil – Itaim Paulista”, por exemplo. A coordenadora destacou, ainda, a importância da corresponsabilidade da juventude com a agenda 2030, por se tratar de um acordo mundial entre 190 países visando a erradicação da pobreza extrema.

Ieva Lazareviciute, representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, destacou que, na missão de erradicação da pobreza, "já caminhamos muito e não podemos parar no meio dessa corrida".

Ela fez um histórico da agenda de desenvolvimento mundial, que, impulsionada por crises e conflitos, chegou à definição do Índice de Desenvolvimento Humano. A conclusão de que os recursos econômicos mundiais eram suficientes para atendimento às questões de direitos humanos, mas mal direcionados, deu origem aos atuais ODS, como instrumento para direcionar recursos públicos.

A mesa foi composta, ainda, por Cleonice Caetano Souza (Secretária  de Saúde e Segurança da UGT), Mariana Borges (Nós Podemos SP), Cristina Palmieri (Comite de Sustentabilidade-UGT), Américo Sampaio (Cidades Sustentáveis), Renato dos Prazeres (Cooperativa de coleta seletiva Coopercral) e Albertina Takiuti (da Coordenação de Políticas para Mulheres do Governo de São Paulo).


Assista ao vídeo a seguir e saiba mais sobre a ODS:




Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
Com informações da Assembleia Legislativa de São Paulo








A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e parceiros criaram, no dia 13 de abril último, em Manaus (AM), uma rede internacional de pesquisadores, representantes de governos e organizações para promover a segurança alimentar em países em desenvolvimento e reforçar o compromisso global com a nutrição. O evento foi organizado pelos ministérios das Relações Exteriores e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp), além da FAO.

A Rede Global de Institutos de Pesquisa, Ensino e Extensão em Segurança Alimentar e Nutricional tem como objetivo desenvolver ações voltadas para a agricultura familiar e a soberania alimentar em países em desenvolvimento.

A expectativa é que a rede estimule o compartilhamento e a disseminação do conhecimento científico, técnico e tecnológico em segurança alimentar e nutricional e as políticas públicas desenvolvidas em diversos países.

Durante o encontro de lançamento, o coordenador-geral de Ações Humanitárias e Combate à Fome do Ministério das Relações Exteriores, Milton Rondó, explicou que a rede atende ao direito à informação científica e empírica sobre segurança alimentar e nutricional.

O vice-diretor do Centro de Excelência contra a Fome, Peter Rodrigues, abordou a importância da cooperação entre países para que o mundo alcance o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2, que trata do combate à fome e à desnutrição.

“O mundo produz comida suficiente para alimentar toda a população, o que falta é termos nutrição adequada para todos”, afirmou Rodrigues. “O Centro de Excelência conseguiu compartilhar as melhores práticas brasileiras na área de segurança alimentar e nutricional com 38 países em quatro anos. Este grupo de pesquisadores pode certamente alcançar mais de 200 países no mundo”, completou.

A rede fez parte da iniciativa Nutrição para o Crescimento, lançada em 2013, no Reino Unido, como resultado de processo de engajamento político iniciado nas Olimpíadas de Londres em 2012 e que prossegue durante as Olimpíadas do Rio.

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação e Imprensa, com informações das Nações Unidas

 

 

 

 

 

 

A falta de fornecimento de água seguro, adequado e confiável para os setores altamente dependentes de recursos hídricos resulta na perda ou no desaparecimento de empregos e pode limitar o crescimento econômico mundial nos próximos anos, “a menos que exista infraestrutura suficiente para gerenciar e armazenar a água”. O alerta é feito nesta terça-feira (22/03), Dia Mundial da Água, pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A edição de 2016 do Relatório Mundial das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Recursos Hídricos é produzido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em nome da ONU Água. Com o tema a água e o emprego, ele mostra que 78% dos empregos que constituem a força de trabalho mundial são dependentes dos recursos hídricos. “Nós temos algo em torno de 1,5 bilhão de pessoas no mundo que ainda têm problemas de acesso à água, seja em quantidade ou em qualidade. Isso afeta o emprego delas também”, disse o coordenador do setor de Ciências Naturais da Unesco no Brasil, Ary Mergulhão.


Foto: Agência Brasil/Arquivo
Agua ABrasil 
No Dia Mundial da Água, ONU alerta para a relação entre a falta de fornecimento adequado e o desemprego
 

A Unesco estima que mais de 1,4 bilhão de empregos, ou 42% do total da força de trabalho mundial, são altamente dependentes dos recursos hídricos. Entre os setores mais atingidos estão a agricultura, indústria, silvicultura, pesca e aquicultura, mineração, o suprimento de água e saneamento, assim como quase todos os tipos de produção de energia. Esta categoria também inclui empregos em áreas como cuidados de saúde, turismo e setores de gestão de ecossistemas.

Também foi estimado que 1,2 bilhão de empregos, ou 36% do total da força de trabalho mundial, são moderadamente dependentes dos recursos hídricos. São setores para os quais a água é um componente necessário em suas cadeias de valores, como construção, recreação e transporte.

Desde os anos 80, a captação de água doce tem aumentado mundialmente em cerca de 1% ao ano, principalmente devido à crescente demanda em países em desenvolvimento, segundo a Unesco. “A redução da disponibilidade hídrica vai intensificar ainda mais a disputa pela água por seus usuários. Isso afetará os recursos hídricos regionais, a segurança energética e alimentar e, potencialmente, a segurança geopolítica, provocando migrações em várias escalas”.

Economia verde
Além do aumento da demanda, as mudanças climáticas são uma ameaça à disponibilidade de recursos hídricos. “A mudança climática levará, inevitavelmente, à perda de empregos em determinados setores. Uma abordagem proativa de adaptação por meio de políticas pode amenizar algumas dessas perdas”.

A criação de oportunidades de emprego em atividades de mitigação e adaptação e o mercado emergente de pagamentos por serviços ambientais pode oferecer às populações de baixa renda a oportunidade de criar um tipo de empreendedorismo, com aumento de renda e implementação de práticas de restauração e conservação.

“A urbanização acelerada e o aumento dos padrões de vida, o aumento da demanda por água, alimentos e energia de uma população mundial em constante crescimento, inevitavelmente, levarão à criação de postos de trabalho em determinados setores (por exemplo, tratamento municipal de águas residuais) e à perda de postos de trabalho em outros”, diz o relatório.

Segundo a oficial do Programa Mundial das Nações Unidas em Avaliação dos Recurso Hídricos da Unesco na Itália, Angela Ortigara, as maiores potencialidade de emprego estão relacionadas com a economia verde. “Há todo um trabalho para capacitar os empresários para essa transição econômica”, afirma.

A produção de energia, por exemplo, como um requisito para o desenvolvimento, possibilita a criação de empregos diretos e indiretos por todos os setores econômicos. Segundo a Unesco, o crescimento no setor de energia renovável leva ao crescimento do número de empregos verdes e independentes de recursos hídricos. “Podemos dizer que a geração de energia eólica e solar já cria mais empregos do que a de fonte convencional”.

Questões de saúde e gênero
Segundo o relatório, investimentos em saneamento e em água potável de qualidade fomentam o crescimento econômico, com altos índices de retorno. “O acesso ao suprimento de serviços seguros e confiáveis de saneamento e de água potável de qualidade, nas casas e nos locais de trabalho, em conjunto com a higiene adequada, são essenciais para se manter uma força de trabalho saudável, educada e produtiva”.

A Unesco destaca as questões de direitos humanos, economia verde, desenvolvimento sustentável e gênero, a serem consideradas pelos gestores de políticas públicas ao tratar das relações entre recursos hídricos e  trabalho. “Anualmente, 2,3 milhões de mortes são relacionadas ao trabalho. Doenças contagiosas ligadas ao trabalho contribuem para 17% dessas mortes e, nessa categoria, os principais fatores para a proliferação dessas doenças, mas que podem ser evitados, são água potável de baixa qualidade, saneamento inadequado, falta de higiene e falta de conhecimento”.

Segundo o relatório, cerca de 2 bilhões de pessoas necessitam de acesso a melhor saneamento, com as meninas e as mulheres em situação ainda mais precária. Ortigara diz que isso se deve ao fato de que, em lugares sem infraestrutura, as mulheres são responsáveis pela coleta de água e destinação das fezes, ou quando precisam sair de casa e se afastar da comunidade para cuidar da higiene, muitas vezes sofrem violências nesses percursos.

“E não estamos falando só de zona de guerra”, disse a oficial, sobre os problemas relativos à água, saneamento, higiene e emprego. Ela conta que um estudo feito em Bangladesh, com a distribuição de absorventes íntimos em uma empresa onde 80% dos empregados eram mulheres, diminuiu as faltas ao trabalho de 73% para 3%.

Políticas públicas
O relatório da Unesco recomenda que cada país, conforme a sua base de recursos, potencialidades e prioridades, identifique e promova estratégias específicas e coerentes, bem como planos e políticas para alcançar o equilíbrio ideal entre os setores da economia e gerar o melhor resultado possível de empregos decentes e produtivos, sem comprometer a sustentabilidade dos recursos hídricos e do meio ambiente.

“Com vistas a promover o crescimento econômico, a redução da pobreza e a sustentabilidade ambiental, deve-se considerar os métodos que reduzem a perda de empregos ou o deslocamento de pessoas, além daqueles que maximizam a criação de empregos resultantes da implementação de uma abordagem integrada na gestão dos recursos hídricos”, acrescenta o relatório.

 

 
 
Fonte: Agência Brasil
 
 
 
 
 
 
 
 

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) destacou, no dia 19 último, que os países emergentes podem superar diversos desafios de desenvolvimento caso explorem a tecnologia conhecida como ‘internet das coisas’. Em 2015, mais de um bilhão de equipamentos automatizados foram encomendados. Segundo previsões da agência da ONU, esse ramo das tecnologias de comunicação e informação (TICs) deve gerar lucros de cerca de 1,7 trilhão de dólares, até 2019.

Em relatório elaborado com a empresa multinacional Cisco Systems, a agência das Nações Unidas identificou as razões pelas quais a ‘internet das coisas’ (ou IoT, na sigla em inglês) conserva um enorme potencial para o cumprimento da Agenda 2030 em economias em desenvolvimento.


Foto: Postscapes (cc)
Internet coisas 2 
Sensores usados nas plantas medem a quantidade de água, sol e temperatura 

 

O conceito de IoT diz respeito a um número crescente de aparelhos, desde computadores e smartphones até sensores e chips simples, que estão conectados à internet e são capazes de se comunicar com outros equipamentos, frequentemente sem a necessidade de uma intervenção humana. Essa conectividade já é extensivamente utilizada em sistemas de armazenamento, na gestão de frotas, no monitoramento ambiental e em muitos processos industriais. Até 2020, estima-se que 20 bilhões de aparelhos estarão conectados em alguma forma de rede.

Para a UIT, nações em desenvolvimento podem explorar a ‘internet das coisas’ na prestação de serviços básicos de saúde e educação, bem como em outras áreas, para melhorar a qualidade de vida das populações. Em sua pesquisa, a agência mostra como os aparelhos equipados com essa tecnologia já são comuns, baratos e facilmente substituíveis em mercados emergentes. Esses países também contam com a infraestrutura básica necessária para o funcionamento da IoT, como conexão com a internet.

A agência da ONU calcula que a conectividade móvel alcança quase todas as pessoas residentes em países em desenvolvimento. A cobertura 2G já atingiu o índice de 95% e níveis cada vez maiores têm sido registrado para a conexão 3G, cuja penetração é estimada em 89% para moradores de áreas urbanas. A UIT ressaltou ainda que a ‘internet das coisas’ não necessita de uma estrutura tão complexa como a existente em nações desenvolvidas para funcionar em economias emergentes.

De fato, aparelhos dotados da IoT já têm sido usados nesses países, mesmo em áreas remotas e pouco habitáveis, contribuindo para operações em zonas externas, onde as condições climáticas são instáveis. A agência da ONU destacou também a facilidade de instalação e manutenção dos equipamentos, bem como sua adaptabilidade a contextos em que o fornecimento de energia elétrica está comprometido. Segundo a UIT, muitos desses aparelhos funcionam com fontes alternativas de energia, como a solar.

 

 

Fonte: ONU

 

 

 

 

 

 

A embaixadora Regina Maria Cordeiro Dunlop, representante do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU), discursou na 104ª Conferência Internacional do Trabalho, nesta semana, na Comissão de Aplicação de Normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre o relatório “Dar voz aos trabalhadores rurais”, no qual são analisados os direitos de associação sindical dos trabalhadores rurais nos 185 países membros da Organização. A apresentação foi acompanhada pela delegação brasileira - como o presidente Murilo Pinheiro, da CNTU, e o ministro Manoel Dias, do Trabalho e Emprego.


Foto: Rita Casaro
Murilo Regina ManoelDias editada 
Embaixadora Regina Dunlop, Murilo Pinheiro e Manoel Dias
 

Dunlop destacou a importância da agricultura familiar para o País. “Este setor é a uma espinha dorsal para a produção de alimentos e para a geração de emprego nas áreas rurais. Mais de 14 milhões de pessoas são empregadas neste setor, o que representa cerca de 74% das ocupações no campo, e é responsável pela produção de muitos dos alimentos mais importantes na nossa cesta”, disse.

Outro ponto tratado pela embaixadora foi a inclusão produtiva. Para ela, nesse aspecto, a agricultura continua a ser um dos principais pontos do Programa Brasil Sem Pobreza. “No seu âmbito de aplicação, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), iniciado em 2003, visa assegurar uma demanda estável para os agricultores familiares, por meio de compras institucionais, muitas das quais são destinadas à alimentação escolar. Este programa mantém o emprego no campo e também contribuiu para uma alimentação saudável nas escolas”, afirmou.

A embaixadora também enfatizou a importância do Plano Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PNDRSS). O documento aprovado em 2013 apresenta estratégias, iniciativas e metas para efetivar políticas do desenvolvimento rural brasileiro, considerando o protagonismo das mulheres, da juventude rural e de povos e comunidades tradicionais.

Entre as iniciativas do PNDRSS estão a ampliação da oferta de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para a agricultura familiar e organizações econômicas; o desenvolvimento de planos específicos que contemplem os biomas brasileiros, em especial o Amazônico, com vistas ao fortalecimento do extrativismo; e a promoção do acesso à educação e qualificação profissional qualificada.

A embaixadora destacou três objetivos estratégicos do plano: assegurar o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Brasil rural e fortalecimento da agricultura familiar e agroecologia, com o crescimento da receita, produção e disponibilidade, e acesso aos alimentos saudáveis; promover uma gestão social e participação na execução, monitoramento e avaliação de políticas públicas; e estimular o empoderamento das mulheres por meio do acesso à terra e à segurança dos cidadãos, a organização da produção, gestão econômica e políticas de qualificação e serviços públicos.



 

Edição Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
Fonte: Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)









A crise econômica prejudicou o combate à fome, que afeta 795 milhões de pessoas, segundo um relatório anual da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta terça-feira (27/5), e que registou queda nos números globais.

De acordo com a última edição do relatório da ONU O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2015, estima-se que caiu para 795 milhões o número de pessoas com fome no mundo, 10 milhões a menos do que o registrado no ano passado e 167 milhões a menos do que na década passada.

A situação melhorou nas regiões em desenvolvimento, onde a taxa de desnutrição – que mede a proporção de pessoas incapazes de consumir alimentos suficientes para uma vida ativa e saudável - diminuiu para 12,9% da população, contra 23,3% há 25 anos.

Ainda assim, na África Subsariana, 23,2% dos habitantes passam fome e 24 países africanos enfrentam atualmente crises alimentares – o dobro do que em 1990, indica o relatório, publicado hoje pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e Programa Mundial de Alimentos (PMA).

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, mostrou-se otimista pelo fato de a maioria – 72 entre 129 dos países monitorados – terem atingido a meta do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio de reduzir para a metade a prevalência de desnutrição em 2015, enquanto as regiões em desenvolvimento falharam por uma margem reduzida.

Outros 29 países terão cumprido a meta definida na Cúpula Mundial da Alimentação em 1996, quando os governos se comprometeram a reduzir pela metade o número absoluto de pessoas subnutridas até 2015.

"O quase cumprimento das metas mostra que podemos realmente eliminar o flagelo da fome durante esta geração. Nós devemos ser a geração Fome Zero. Esse objetivo deve ser integrado em todas as intervenções políticas e no coração da nova agenda de desenvolvimento sustentável a ser criada este ano", defendeu.

Segundo o documento, a crise econômica dos últimos anos prejudicou os progressos no combate à fome, juntando-se a outras causas como desastres naturais, fenômenos meteorológicos graves, instabilidade política e conflitos civis.

O relatório indica que, ao longo dos últimos 30 anos, as crises têm evoluído de eventos catastróficos, curtos, agudos e de grande visibilidade até situações prolongadas, devido a uma combinação de fatores, especialmente os desastres naturais e conflitos, com as mudanças climáticas, crises de preços e financeiras frequentemente entre os fatores agravantes.


 

Fonte: Agência Brasil








Em 21 de março de 1960, em Joanesburgo, capital da África do Sul, 20 mil negros saíram às ruas para protestar pacificamente contra a lei do passe, que impunha a obrigatoriedade aos negros de portarem cartões de identificação, especificando quais lugares podiam circular. No bairro de Shaperville, os manifestantes foram cercados por tropas do exército do país que atirou na multidão matando 69 pessoas. O Massacre de Shaperville inspirou a Organização das Nações Unidas (ONU) a instituir, em 1969, o 21 de março como Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. No Brasil e no mundo, esta é uma data em que o movimento negro reafirma a luta pela igualdade entre brancos e negros. Atos, debates e encontros ocorrem em todo o Brasil nesta sexta-feira (21/3) e durante todo o mês de março.


Foto: Deborah Moreira
cotas raciais SP deborah moreira 2Audiência Pública na Assembleia Legislativa de SP, em 13/3/2013, sobre o Pimesp, reuniu estudantes 


Em São Paulo, organizações promovem um ato em defesa das cotas raciais nas universidades públicas estaduais. Organizado pela Frente Pró-Cotas Raciais de São Paulo, a manifestação, que começou por volta do meio-dia, tem previsão para se encerrar às 18h.

Também será realizado um mutirão de coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLP) que prevê a destinação de 55% das vagas para negros, indígenas e alunos de escolas públicas nas instituições estaduais (USP, Unesp, Unicamp e Fatec). A coleta de assinatura pretende colher 200 mil assinaturas.

O PLP foi uma reação ao projeto ao Poder Executivo do Estado de São Paulo que, em conjunto com as reitorias de USP, Unesp e Unicamp, apresentou o Programa de Inclusão por Mérito (Pimesp), proposta que não foi aceita pelo movimento negro por não atender reivindicações históricas de democratização do acesso à educação.

Violência
A realização de atos políticos contra a violência policial na periferia, que afeta principalmente jovens negros e negras, vem se intensificado nos últimos anos. 
Dados recentes do Ministério da Justiça demonstram que a cada quatro pessoas que a polícia brasileira mata, três são negras. Só na Paraíba para cada jovem branco que é assassinado de forma violenta, morrem 20 jovens negros como foi divulgado em relatório pelo ministério.

Governo
O Ministério da Educação lançou, também nesta sexta-feira (21/3), uma série e materiais pedagógicos sobre história e cultura africana. O ministro Henrique Paim defendeu investimentos na Educação Infantil como estratégia para combater a discriminação racial e valorização da cultura africana.

Desde 2003 a Lei 10.639 obriga o ensino da história e cultura afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e particulares. No entanto, 11 anos depois, essa ainda não é uma realidade na rede educacional. Faltam cursos e, consequentemente, profissionais capacitados; materiais didáticos e vontade política dos estabelecimentos de ensino. O movimento negro aponta a falta do comprometimento dos governantes com o combate à discriminação.

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) participa nesta sexta-feira (21), no auditório do Instituto Rio Branco, em Brasília (DF), juntamente com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), da Reunião Regional dos países da América Latina e do Caribe sobre a Década dos Afrodescendentes, instituída pela Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac) e pela Organização das Nações Unidas (ONU). O atividade faz parte das comemorações dos 11 anos de criação da Seppir.

O objetivo do encontro, que começou na quinta (20), é fortalecer os compromissos assumidos ao longo de 12 anos pós 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, realizada em Durban, África do Sul, em 2001. Experiências recentes serão avaliadas e será feita também uma revisão das atuais propostas para que novas prioridades e estratégias de atuação sejam traçadas.


Deborah Moreira
Imprensa - SEESP








A alta comissária da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, destacou, na última segunda-feira (10/02), a necessidade de que um apelo pela igualdade de gêneros seja plenamente integrado à agenda de desenvolvimento pós-2015. “Acreditamos que deve haver uma meta ou metas separadas sobre igualdade e não discriminação que aborde todos os tipos de discriminação, incluindo discriminação baseada no sexo”, disse Pillay durante a abertura da 57ª Sessão do Comitê sobre a Convenção para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), que será realizada até o dia 28 de fevereiro, em Genebra.


Foto: ONU Mulheres/Anindit Roy-Chowdhury
Igualdade GenerodentroMulher bengali de uma comunidade pesqueira no leste da Índia 


A chefe de direitos humanos da ONU também elogiou os 30 anos de atuação do Comitê em defesa dos direitos das mulheres. Uma nova agenda de desenvolvimento para as décadas após 2015 está sendo formulada pela ONU, expandindo os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) adotados por um comitê da Organização em 2000 para exterminar a fome e a pobreza, reduzir a mortalidade infantil e materna, combater doenças e garantir o acesso a serviços universais de educação e saúde até o final de 2015.

Saiba mais sobre a agenda pós-2015 em www.onu.org.br/especial/pos2015

 

Fonte: ONU Brasil








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