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Em audiência nesta terça-feira (19/11), em Brasília, o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, discutiu com o ministro da Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, a necessidade de avanços nas obras dos aeroportos brasileiros para a Copa Mundial de 2014. Como resultado, deve ser firmada parceria sobre o tema a exemplo do que já ocorre com o Ministério do Esporte, que assinou Termo de Cooperação Técnica com a entidade em março de 2012.

O encontro, proposto pelo ministro, também foi oportunidade para que ele reafirmasse seu reconhecimento à competência dos engenheiros brasileiros, afirmando ter sido mal interpretado em matéria divulgada pelo UOL, em 31 de novembro último.
 

Foto: Divulgação
MuriloMoreiradentroPinheiro (à esquerda) participa de audiência com o ministro Moreira Franco cujo tema
foram as obras de expansão e modernização dos aeroportos brasileiros 

 

Imprensa – SEESP





A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) contesta veementemente as declarações do ministro da Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, sobre a competência dos engenheiros brasileiros. Conforme, divulgado pela mídia neste sábado (2/11), ele afirmou em evento na sexta-feira (1/11) que a responsabilidade pelos atrasos nas obras dos aeroportos nacionais é dos profissionais que seriam “muito ruins”. É profundamente lamentável que uma autoridade do governo federal, ao ser cobrada pelas tarefas sob sua alçada, em vez de prestar contas devidamente à sociedade, transfira a responsabilidade a técnicos que definitivamente já demonstraram sua capacidade. A engenharia civil brasileira, apesar das duas décadas de estagnação que frearam investimentos e oportunidades de trabalho, tem sido reconhecida no País e no exterior e é considerada do mais alto nível.

Como os engenheiros brasileiros vêm alertando há anos, é fundamental que haja investimentos em projetos e que esses não sejam contratados simplesmente pelo menor preço, mas levando-se em conta a qualidade e optando-se pela melhor relação custo-benefício aos cofres públicos e à população. Trata-se de problema de gestão, não de engenharia.

A FNE, que já mantém acordo de cooperação com o Ministério do Esporte para acompanhamento das obras de infraestrutura previstas para a Copa 2014, coloca-se à disposição também da Secretaria da Aviação Civil para colaborar na avaliação dos projetos dos aeroportos brasileiros. Certamente, não será por falta de bons engenheiros que o País será penalizado.




MuriloMEsportedentroO ministro do Esporte, Aldo Rebelo, recebeu nesta quarta-feira (6/02) o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Celso de Campos Pinheiro. Durante a reunião, o presidente reeleito convidou o ministro para a cerimônia de sua posse à frente da FNE. A entidade e o Ministério do Esporte têm firmado um termo de cooperação técnica para a Copa do Mundo 2014.

Assinado em março de 2012, o termo prevê uma ação conjunta para que os projetos, obras e serviços de engenharia relacionados à Copa do Mundo 2014 sejam desenvolvidos com transparência, eficiência, sustentabilidade e segurança. “A nossa federação participa ativamente, vendo e acompanhando as atividades do Ministério do Esporte na Copa 2014. Esta foi mais uma visita onde nós reafirmamos as nossas intenções”, disse Pinheiro.


Imprensa - SEESP
Notícia do Ministério do Esporte




 

Os desafios, preparativos e o legado da Copa 2014 foram abordados na mesa inicial do segundo dia do VIII Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros), nesta terça-feira (25/09), na Capital paulista. Segundo Luís Antonio Paulino, secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte, em sua apresentação, mostrou que os megaeventos esportivos, tanto a Copa 2014 como as Olimpíadas de 2016, apresentam um alto grau de complexidade em sua implementação e operação, mas que são, também, um grande benefício ao país em razão dos investimentos, nacionais e estrangeiros, que serão feitos. No entanto, ele observa que o evento depende do envolvimento da iniciativa privada, da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), dos setores de serviços e, principalmente, da população, para que a Copa se transforme numa grande festa popular.

* Fotos da mesa sobre a Copa 2014

É oportunidade para que se melhore a infraestrutura urbana, procurando reduzir uma carência muito grande nessa área, como de hidrovias, aeroportos, portos, telecomunicações, transporte e energia. O passivo não será sanado, explica Paulino, mas é uma forma de se acelerar investimentos nesses setores.

A avaliação do ministério é que o contexto nacional favorável, com economia estável e retomada dos investimentos, democracia sólida e diversidade cultural, faz com que o Brasil se constitua como protagonista no cenário internacional, o que facilita conquistar seus objetivos com a Copa, como: conseguir modernizar a infraestrutura, promover uma imagem mais positiva no mundo e internamente, gerar um saldo de qualidade nos serviços, aperfeiçoar os instrumentos de gestão e transparência e promover desenvolvimento urbano e descentralização econômica.

Paulino apresentou alguns números que mostram a magnitude da Copa 2014: são esperados 600 mil turistas estrangeiros e três milhões de nacionais, 204 países transmitirão os jogos. Na Copa de 2006, na Alemanha, lembra, foram gastos R$ 2,6 bilhões em alimentação e R$ 600 milhões em hotelaria.

Obras de grande porte
O assessor especial para Aeroportos do Grupo EcoRodovias, Dario Rais Lopes, traçou um panorama das obras de expansão e modernização dos aeroportos nacionais para atender ao grande número de turistas estrangeiros e também voos internos, acreditando que o cronograma para a Copa será cumprido, apesar de estudos do Ipea (Instituto de Pesquisa de Economia Aplicada) apontarem a possibilidade de atrasados.

Atualmente, os aeroportos brasileiros, afirma, já operam muito próximos do movimento previsto para 2014, os casos de Guarulhos (SP) que já está acima da sua capacidade, e o de Brasília (DF). Por conta disso, há um elenco de investimentos alocados para projetos em Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Rio de Janeiro, muitos deles já concluídos e outros em fase de projeto. “Particularmente entendemos que há possibilidade de tudo isso ficar pronto, pelo menos as obras civis. Sistemas e equipamentos são mais complicados. O que nos causa mais preocupação são os aeroportos recentemente concedidos [à iniciativa privada]. Temos compromissos assumidos pelo setor privado de fazer novos investimentos vultosos a partir do nada. Em Guarulhos, há necessidade de se fazer um novo terminal, assim como o de Viracopos (Campinas). Natal tem de fazer um aeroporto praticamente novo. Brasília precisa de uma série de obras de expansão.”

Recentemente, em agosto deste ano, informa o assessor da EcoRodovias, numa apresentação do Ipea (Instituto de Pesquisa de Economia Aplicada), houve um recálculo de capacidade por parte da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e os aeroportos de Porto Alegre e Manaus, por exemplo, tiveram aumento da capacidade, respectivamente, em 180% e 156%. “Parece-nos, do ponto de vista da engenharia, mais prudente redesenhar alguns cronogramas e soluções para se ter um nível de serviço melhor. Questão do prazo é muito complicado em obras grandes e que têm muitas interferências, como as dos aeroportos. Atrasar é uma coisa normal. E mesmo que a gente consiga entregar a obra física no prazo, tem a parte operacional. Existem casos de aeroportos, como o de Denver (EUA), que tiveram suas operações suspensas porque sistemas operacionais não foram testados no tempo necessário.”

Para ele, o legado da Copa para o Brasil em relação à infraestrutura são as grandes obras e as estruturas temporárias que dependem de uma boa engenharia; à gestão são os procedimentos de facilitação e gerenciamento de eventos mundiais e à aviação civil será consolidar o Brasil como líder no segmento da aviação executiva.

Monitoramento dos estádios
Roberto Siviero, gerente geral de Estádios e Instalações do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo), empresa privada financiada 100% pela Fifa (Federação Internacional de Futebol), que não contrata nenhum trabalho relativo a obras, apenas monitora o desenvolvimento dos serviços, informa que há uma central de monitoramento, no comitê, com imagens dos 12 estádios em construção ou em reformas, e mantém em torno de 25 engenheiros e arquitetos. Para ele, a Copa também será um catalisador de obras públicas necessárias, como a melhoria de sistema de transporte, expansão e modernização de aeroportos e iniciação de novas áreas de desenvolvimento, como está sendo acontecendo em Recife, Capital pernambucana.

Segundo Siviero, mais de R$ 100 bilhões serão investidos até 2014, recursos que garantirão como legado estádios à altura do “país do futebol”, modernos e com uma nova era de serviços ao torcedor, como acessos largos e organizados, maior atenção com segurança e assentos demarcados. Ao mesmo tempo, acredita, haverá um novo posicionamento para a “marca” Brasil no mundo, ligada à capacidade de execução e competência. Outro ponto favorável é a certificação ambiental de estádios, o que está sendo conquistado pelo Estádio Nacional, de Brasília. A Fifa já discute incluir em suas regras essa questão para as próximas Copas.

Capacidade de público das arenas em reforma ou construção no Brasiltabela-copa 2

* Veja aqui a programação do VIII Conse

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP



Um termo de cooperação técnica visando ação conjunta para que os preparativos ao campeonato que o Brasil sediará em 2014 sejam desenvolvidos com “transparência, eficiência, sustentabilidade e segurança” foi firmado entre o Ministério do Esporte e a FNE. A cerimônia aconteceu em 30 de março, na cidade de Manaus, durante a abertura do seminário “O mundial e o desenvolvimento”, integrante do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”.

 

 

Imprensa – SEESP
* Informação do site da FNE



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