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Companhia de Imprensa

 

Cerca de 1,7 mil estudantes de cursos de engenharia participam da 25ª Competição Baja SAE BRASIL, de 20 a 24 de fevereiro, que será realizada no Parque Tecnológico de São José dos Campos, interior paulista.

 

Os universitários, organizados em 87 equipes inscritas na competição, representam 84 instituições de ensino superior de 17 estados do País, mais Distrito Federal.

 

Os veículos Baja SAE são projetados e construídos pelos próprios estudantes nas universidades, sob orientação de professores. Cada projeto é avaliado por juízes, engenheiros especializados da indústria automotiva, em provas estáticas e dinâmicas, como aceleração, manobrabilidade, velocidade máxima, tração e enduro de resistência. Além de projetar e construir os carros cabe aos alunos organizar e gerenciar as equipes responsáveis por todo o trabalho, que inclui a viabilidade econômica do carro.

 

Com três equipes a mais que em 2018, a etapa nacional da Competição Baja SAE BRASIL qualificará três equipes que alcançarem as melhores pontuações na soma geral das provas a representar o País na competição mundial, Baja SAE Rochester (6 a 9 de junho, Rochester Institute of Technology, NY, EUA), promovida pela SAE International.

 

 

Foto: Beatriz Arruda
Baja 2017
Etapa Sudeste da competição de 2017, que teve cobertura do Jornal do Engenheiro do SEESP.

 

 

Carros

Os Baja SAE BRASIL são monopostos de estrutura tubular em aço para uso fora de estrada, com quatro ou mais rodas e motor padrão de 10 HP, capazes de transportar pilotos com até 1,90m de altura, com peso de até 109 kg.

 

Histórico

O projeto Baja SAE foi criado na Universidade da Carolina do Sul, Estados Unidos, e a primeira competição norte-americana realizada em 1976. O ano de 1991 marcou o início das atividades da SAE BRASIL, que, em 1994, lançava o Projeto Baja SAE BRASIL e no ano seguinte, 1995, realizava a primeira competição nacional, na pista Guido Caloi, bairro do Ibirapuera, capital paulista. Em 1996 a competição foi transferida para o Autódromo de Interlagos, onde ficaria até o ano de 2002 e depois seguiu para o Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo, em Piracicaba, interior de São Paulo, onde ficou até 2015, e passou para o endereço atual - São José dos Campos - em 2016.

 

 

 

Serviço:

25ª Competição Baja SAE BRASIL

Quando: de 20 a 24 de fevereiro de 2019

Onde: Parque Tecnológico de São José dos Campos - Av. Cesare Monsueto Giulio Lattes, s/n, bairro Eugenio de Melo, ao lado da Fatec.

 

 

 

 

 

Comunicação SEESP*

No dia 24 de fevereiro último, o Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP realizou a sua primeira reunião do ano para dar início às atividades de 2018. Entre essas, está a segunda fase do “Cresce Brasil - Itaim Paulista” que visa a implantação do projeto na escola estadual da região. Jéssica Trindade, estagiária do núcleo, falou sobre reunião realizada com o corpo docente e os próximos passos. Também foi abordado que o NJE irá focar na formação e qualificação dos futuros profissionais e daqueles que já atuam no mercado de trabalho; para tanto, serão realizados minicursos sobre temas voltados à liderança, gestão, gerenciamento e engenharia. A coordenadora Marcellie Dessimoni ressaltou a importância de obter qualificações para corresponder às expectativas do mercado de trabalho.

Foto: Núcleo Jovem Engenheiro
Professor Ricardo Carmona com os estudantes de engenharia do núcleo do SEESP.

Outro tema colocado em pauta foi a cobrança de anuidade, num valor simbólico, para o estudante pela utilização dos serviços, benefícios e bolsas que os acadêmicos usufruem do sindicato. Tal encaminhamento foi aprovado por unanimidade.

Na última parte da reunião, foi realizada o “Círculo de Diálogo” do núcleo, cujo tema, desta vez, foi “Indústria e profissional 4.0” com palestra de Ricardo Carmona, graduado em engenharia mecatrônica pela Universidade de Mogi das Cruzes, mestre em engenharia biomédica, pós-graduado em planejamento e implementação e gestão da EaD pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Durante a exposição, Carmona enfatizou a importância dos profissionais da área treinarem suas habilidades humanísticas como a gestão de pessoas, liderança, visão holística do todo para encontrar saídas na resolução de problemas.

Carmona abordou os sistemas de produção inteligentes, internet das coisas, análise de dados, robótica, realidade aumentada, as tendências mundiais e principalmente a necessidade de profissionais voltados a essa área. Segundo ele, a engenharia tem um papel fundamental no desenvolvimento de novas tecnologias, mas para que isso aconteça é preciso investimento e profissionais qualificados, hoje já existem cursos de cientistas de dados uma nova profissão surgindo para atender à demanda dessa nova indústria.

O especialista esclareceu, ainda, dúvidas e indicou caminhos para os futuros engenheiros que ainda não conseguem vislumbrar um cenário positivo em suas profissões. “Concluímos que o profissional 4.0 deve estar preparado para suprir a demanda do mercado aliado à uma equipe multidisciplinar, mudando o conceito onde trabalhadores apenas exerciam o fazer agora passam a exercer o pensar (desenvolver)”, observou Dessimoni.  

* Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro

 

Comunicação SEESP*

O Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP participou da primeira Semana da Engenharia das Faculdades Integradas de Ourinhos (FIO), em 31 de outubro último, realizando a palestra “Engenharia, profissão e mercado de trabalho”.

A coordenadora do Núcleo, Marcellie Dessimoni, falou aos estudantes sobre questões que norteiam a profissão e a influência da categoria para o desenvolvimento nacional. Abordou também critérios de seleção em vagas de estágio e emprego na área. Jéssica Tridade, estagiária do Núcleo, salientou na palestra a relevância do movimento jovem, que tem se consolidado em todo País através dos sindicatos, com o propósito de aumentar a participação do jovem profissional no debate sobre a engenharia.

“Foi um momento importante para orientar os jovens acadêmicos sobre a legislação trabalhista, os direitos e deveres do profissional da categoria, as exigências do mercado de trabalho e a criação do Núcleo Jovem Engenheiro na cidade”, conta Dessimoni.

 

Foto: Núcleo Jovem Engenheiro
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Estudantes após a palestra do Núcleo Jovem do SEESP.

 

 

 

 

 

*Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro

 

 

 

Comunicação SEESP*

Jovens engenheiros de Bauru estiveram juntos nesta segunda-feira (30/10), em reunião do Nucleo Jovem da delegacia sindical do SEESP na cidade, realizada na Universidade Paulista (Unip-Bauru). O grupo foi criado em 22 de agosto último, após uma palestra da coordenadora do núcleo da capital, Marcellie Dessimoni, na Unip-Bauru.

A partir de 2018, o Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP intensificará a criação do movimento em todas as delegacias sindicais, conforme conta Dessimoni, com o objetivo de aumentar a participação da juventude no debate em torno da engenharia e do desenvolvimento nacional, “formando profissionais cada vez mais cientes dos seus direitos, deveres e contribuindo na luta sindical pelo futuro da profissão”.

Além da coordenadora, marcaram presença na reunião o diretor da delegacia sindical de Bauru, Cezar Santana, o professor e coordenador dos cursos de engenharia Mecânica e Civil da Unip, Luiz Adriano, o representante do núcleo em Bauru, Alison Tiburcio e a estagiária do núcleo, Jéssica Trindade.

Na avaliação de Dessimoni, a reunião foi bastante positiva: “todos estavam motivados a contribuir com os problemas reais da região e unir a categoria em prol do fortalecimento e da valorização profissional”.



Foto: Núcleo Jovem Engenheiro
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Participantes da reunião do Núcleo Jovem Engenheiro de Bauru.

 

 

 

*Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro 

 

 

 

 

Comunicação SEESP*

O Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP visitou o bairro Itaim Paulista, no último sábado (21/10), para conhecer o espaço onde acontecerá a segunda fase do projeto Cresce Brasil - Itaim Paulista. A proposta desta edição é realizar um Ciclo Educativo de Sustentabilidade na Escola Estadual Wilson Rachid.

A visita técnica teve o objetivo de verificar os principais desafios presentes na comunidade escolar relacionados a questões de sustentabilidade e educação ambiental, visando a criação e desenvolvimento de atividades que promovam melhorias na qualidade de vida dos participantes do projeto e da comunidade. Na ocasião, os jovens engenheiros avaliaram o espaço da escola e os pontos a serem trabalhados no evento.

O núcleo entrevistou moradores e voluntários da região, mapeando a área. Elias, há 13 anos é voluntário na escola com um projeto de treinamento de futebol de salão para garotos de oito a 18 anos. Para ele, ações como essa só trazem benefícios à região, pois “as crianças são tiradas das ruas e aprendem valores éticos no esporte e na cultura”.

A próxima etapa do projeto é fazer um briefing sobre o diagnostico levantado pelos participantes do Núcleo na visita técnica, e finalizar o desenvolvimento das oficinas que serão aplicadas na data do evento.

 

 

Fotos: Núcleo Jovem Engenheiro
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Visita técnica do Núcleo Jovem faz parte da segunda fase do projeto Cresce Brasil – Itaim Paulista.

 

 

 

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Crianças do projeto voluntário de futebol de salão.

 

 

 

 

*Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro

 

 

 

Companhia de Estágios PPM

Scania, LG, Goodyear e várias outras empresas estão com inscrições abertas para programa de estágio em engenharia e demais áreas, com bolsa auxílio compatíveis com o mercado e benefícios. Confira:


Scania

Uma das principais fabricantes mundiais de caminhões pesados, ônibus e de motores industriais e marítimos, a Scania tem inscrições abertas para estágio em São Bernardo do Campo. São 10 vagas para nível superior e técnico, com previsão de conclusão em dezembro de 2019, nas áreas: Administração de Empresas, Ciências Contábeis, Economia, Engenharias e Secretariado Executivo.

Inscrições até: 05/11
Site: https://recrutamento.ciadeestagios.com.br/scania/


Mídea Carrier

A Midea Carrier é fruto da união de duas gigantes mundiais do mercado: a Midea, líder em produção de eletrodomésticos e a Carrier, líder em climatização. As vagas são para Rio grande do Sul, São Paulo e Manaus. São elegíveis os cursos de Engenharia, Administração, Economia, Ciências Contábeis, Direito, TI, Técnico em Refrigeração e Técnico em Mecânica/Mecatrônica.

Inscrições até: 05/11
Site: https://recrutamento.ciadeestagios.com.br/mideacarrier/


LG

A LG Electronics é a principal empresa do Grupo LG no mundo e a maior empresa de eletrônicos do Brasil. Em seu programa de estágio são 15 vagas para cidades de São Paulo. As vagas são para os cursos de Administração; Comex; Contábeis; Ciências da Computação; Direito; Economia; Sistemas de Informação; Marketing; Publicidade e Propaganda e Jornalismo. Poderão se candidatar apenas estudantes que estejam cursando do 2° ano em diante, com conclusão prevista a partir de junho de 2019. O início do estágio será em Janeiro de 2018.

Inscrições até: 05/11
Site: https://recrutamento.ciadeestagios.com.br/LG/


EDP

A EDP é uma multinacional portuguesa do setor de energia líder mundial. Em seu Programa de Estágio são 50 vagas para diversos cursos e áreas para as cidades: São Paulo, Mogi das Cruzes, São José dos Campos, Serra (ES), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS).

Inscrições até: 05/11
Site: https://recrutamento.ciadeestagios.com.br/edp/


Clariant

A Clariant é uma indústria suíça líder em especialidades químicas em todo mundo. Tem 50 vagas para diversos cursos superiores e técnicos em São Paulo, Suzano, Vitória da Conquista (BA), Rio das Ostras (RJ) e Niterói (RJ).

Inscrições até: 05/11
Site: http://www.ciadeestagios.com.br/


DOW

A DOW é uma das maiores indústria química multinacional americana. Em seu programa de estágio oferece 30 vagas para cidades de São Paulo, Jundiaí, Hortolândia, Jacareí, Guarujá, Breu Branco (PA), Santos Dumont (MG), Pindamonhangaba e Aratu (BA). As vagas são para o nível superior de diversos cursos e áreas previsão de formação em junho até dezembro de 2019.

Inscrições até: 05/11
Site: http://www.ciadeestagios.com.br/  


Goodyear

A multinacional americana Goodyear é uma das maiores empresas de pneus do mundo. No Brasil desde 1919 abre seu Programa de Estágio para administração, TI, contábeis, direito, economia, engenharias ambiental, automação, de produção, elétrica, mecânica, mecatrônica, química, marketing, matemática, psicologia, publicidade e propaganda, psicologia, relações públicas e secretariado. A conclusão da graduação deve estar prevista para o período entre junho a dezembro de 2019. As oportunidades são para Americana (SP) ou Santa Bárbara d’Oeste (SP) e São Paulo (SP).

Inscrições até: 30/10
Site: https://recrutamento.ciadeestagios.com.br/goodyear/


BASF

A BASF é uma indústria química alemã líder mundial com mais de 112 mil colaboradores em todo mundo. São 60 vagas de estágio para diversas áreas como direito, psicologia, marketing, matemática, administração, contábeis, química, farmácia, publicidade, biblioteconomia, todas as engenharias e outras. Atuação é em São Paulo (Morumbi e Grande ABC).

Inscrições até: 05/11
Site: https://recrutamento.ciadeestagios.com.br/basf/ 

 

 

(Atualizada em 30/10/2017, às 10h50)

 

 

Do portal G1

Em 2015, as mulheres respondiam por 30,3% das matrículas em cursos de engenharia civil, e por 26,9% dos profissionais no mercado. Para as engenheiras, aumento da presença feminina ajudou na queda da discriminação.

As mulheres estão quebrando, ano a ano, o mito de que exatas não é coisa de menina. Dados do Censo da Educação Superior levantados pelo IDados a pedido do G1 mostram que o número de mulheres matriculadas em cursos de graduação em engenharia civil vem crescendo todos os anos desde 2007. Mas essa tendência ainda não está tão consolidada no mercado de trabalho. Segundo um levantamento do Conselho Federal de Engenheiros e Agrônomos (Confea), a tendência de alta ininterrupta só começou em 2012 e, ainda assim, cresce em um ritmo mais lento.

Segundo os dados do Confea, entre 1º de janeiro e 8 de agosto de 2017, 20.813 pessoas fizeram o registro no conselho na modalidade de engenharia civil. Destes, 14.971 eram homens e 5.842 eram mulheres. A presença feminina neste ano representou 28,1% do total de novos engenheiros e engenheiras com registro no órgão. Os dados do Censo mais recentes são referentes a 2015.

Estudantes, ex-alunas e professoras de engenharia civil relataram ao G1 que o aumento em termos numéricos foi acompanhado da redução da discriminação de gênero nas universidades. Formada na graduação em engenharia civil na década de 1990, Silva Santos, hoje professora da Univali, afirma que, hoje em dia, as mulheres estão em pé de igualdade em sua universidade. Mas ela lembra que, na sua época de estudante, já chegou a sofrer com o comportamento inadequado de professores.

Quando um professor decidiu elogiar publicamente Silvia e uma colega sua, acabou fazendo uma das famosas "piadinhas sem graça" sobre o papel da mulher. "Ele chamou a mim e minha amiga e falou para os outros alunos: 'Essas meninas, quando vão cozinhar em casa, calculam o volume do trigo para usar na massa com [cálculo] integral, e vocês não sabem calcular integral na prova'", lembra ela.

Naquela época, ela diz que as mulheres não protestavam ou denunciam as discriminações. "A gente respondia: 'Ah, é assim? Então espera pra ver'. A gente reclamava menos e agia mais."

Há alguns anos, Ana Paula Guedes tem uma agenda corrida com o trabalho de bailarina do programa Domigão do Faustão. Mas o pouco tempo livre ela preenche com a faculdade de engenharia civil. Atualmente no quarto ano, a jovem de 23 anos já chegou a transferir de universidade duas vezes para poder seguir conciliando o trabalho e os estudos.

"Eu amo dançar, essa é a minha paixão. Comecei a dançar com quatro anos de idade, comecei a dar aula aos 12 anos, dançar é o grande amor da minha vida", disse ela. "E sempre gostei muito de matemática, de construir. Quando pequena eu já desenhava casa, eu gosto muito desse lado de projetar. Inclusive é o que pretendo seguir: quero ser projetista. É algo que vai me permitir conciliar tudo, essa veia artística e esse lado do cálculo, que é meio louco, mas eu amo."

Arrastando uma multidão de 300 mil seguidores no seu dia a dia, que ela registra pelo Instagram, Ana Paula diz que não sofreu preconceito na área de engenharia por ser mulher. Pelo menos, não mais do que o preconceito que todas as mulheres brasileiras sofrem na sociedade.

"Os professores tratam todo mundo da mesma maneira, com certeza", diz ela. "Mas eu acho que o brasileiro sabe que o nosso país ainda carrega um ar machista muito forte, não é de hoje. Mas eu carrego para a minha vida que, dependendo da forma como você se porta diante das pessoas, como você age, como você fala, isso reflete muito na forma como você é recebida. Acho que a forma de se impor é muito importante, independente do que a gente sofra, porque essa questão é muito mais cultural do que qualquer outra coisa."

Marina Anton também fez engenharia civil no século passado, mas, atualmente, trabalha dando mentoria para empresárias. "Quando entrei na faculdade eu imaginava que trabalharia com engenharia, mas não sabia exatamente com o que. A realidade me fez abandonar a engenharia."

Ela passou na Fuvest em 1993 e se formou na Escola Politécnica em 1997. Filha de um engenheiro e empresário, cresceu estudando matemática, física e negócios com o pai. "Me encantei com o raciocínio lógico que a engenharia despertava", disse ela, lembrando que, naquela época, "ainda se tinha a concepção que, para se ter sucesso, as únicas faculdades possíveis eram engenharia, medicina e direito".

Na turma de 100 alunos, ela afirma que cerca de 30 eram mulheres. Entre os colegas, sempre houve um relacionamento muito respeitoso. "Tenho vários bons amigos até hoje e um deles é pai dos meus filhos", conta. "Já quando se tratava de atendimento personalizado por parte dos professores, sentia diferenciação."

Ela recontou ao G1 um dos episódios em que foi tratada pior do que os colegas homens.

Marina diz, porém, que em outras vezes as mulheres eram incentivadas a estar nos mesmos ambientes que os homens, mesmo que fossem locais pouco confortáveis, como a visita a uma obra em um dos túneis que passam embaixo do Rio Pinheiros. "Eu e algumas colegas estávamos com medo e pedimos para o professor se podíamos voltar. Ele respondeu rispidamente que não, que se queríamos ser engenheiras tínhamos que enfrentar a obra como os colegas homens", disse ela.

A empresária afirma, ainda, que as estudantes de engenharia também sofriam preconceitos dos alunos de outras faculdades. "Era comum frases do tipo: 'Na Poli só tem sereia: metade mulher, metade baleia.'"

Depois de formada, ela conta que tentou exercer a profissão, mas acabou desistindo tanto porque outros mercados, como o financeiro e o marketing, pagavam mais, quanto por causa da falta de espaço para mulheres. "No canteiro de obras só tinha o mestre de obras e vários operários da construção. Para mim era muito amedrontador. Quando o engenheiro chega à obra ele precisa conversar com o mestre de obras, e quando eu ia falar com ele a primeira pergunta era sempre: 'Onde está o engenheiro?' e a resposta 'Eu sou a engenheira' nunca era convincente."

"Está mudando muito por causa das mulheres que resolveram se juntar e não ficar mais quietas", afirma Mariana Duran Meletti, de 23 anos, que está no quinto ano do curso, na Escola Politécnica da USP. "Na Poli tem muito mais homem, bastante, inclusive a quantidade de ingressantes na Poli foi basicamente a mesma nos últimos anos, em torno de 25%", diz ela. Na Fuvest 2016, segundo dados da própria USP, 80% dos novos calouros eram homens.

Segundo Mariana, a discriminação tem um caráter corriqueiro, mas há também casos graves de assédio. "São desde piadas idiotas, tipo quando mandam fazer alicate, eles falam 'ah, mas meninas, tomem cuidado, porque não é alicate de unha', até coisas de professor falando 'vem pedir nota na minha sala sozinha', coisas que deixam a mulher desconfortável."

A reação das mulheres foi se unir, criar um canal de denúncias e deixar de se calar. Neste ano, as alunas da engenharia civil decidiram transformar a tradicional gincana "Integrapoli" em uma plataforma contra o preconceito e o machismo. Elas dublaram a música "Survivor" (Sobrevivente, em português) e até contaram com a participação da vice-diretora da escola. O vídeo foi visto mais de 340 mil vezes entre abril e agosto.

Mariana, que participou da produção, afirma que o grupo fez o vídeo com a ideia de que ele circulasse internamente, mas, apesar de serem surpreendidas com a grande repercussão do clipe, ela afirma que a maior parte das reações foi positiva. E que essa ação, assim como outras de denúncia, têm feito com que os homens abandonem comportamentos e atitudes machistas.

"Não vou mentir, melhorou, muito mesmo. Quando entrei era outra coisa." Ela ressalta, ainda, que as calouras já chegam à faculdade cientes da necessidade de exigir um tratamento igualitário. "Quando entrei, nem passava na minha cabeça. Hoje em dia as pessoas já se questionam isso antes de entrar. Então, para mim, graças a deus melhorou bastante. Mas infelizmente mulheres ainda passam por situações desagradáveis."

 

Da Agência Sindical*

Até poucos anos atrás, não faltava emprego para engenheiros. Isso mudou. A crise política e a recessão paralisaram o País, reduziram drasticamente as oportunidades de trabalho e rebaixaram a situação salarial dos profissionais.

Esse foi um dos eixos do encontro nacional de jovens engenheiros, que reuniu núcleos de 13 Estados, dia 9 de agosto último, em Belém, no Pará. O evento fez parte de programação da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).

A Agência Sindical entrevistou Marcellie Dessimoni, engenheira ambiental e sanitarista, que atua no núcleo de jovens engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP) e ocupa a coordenação nacional na federação.


Foto: Lucas Queiroz/FNE
Marcellie Dessimoni em encontro naa capital paraense.

Coordenações
Começamos em 2015 com dois Estados, já temos coordenadorias em 13, podendo chegar a 18. Reunimos jovens recém-formados e também estudantes.

Trabalho
A grande preocupação hoje é com emprego. A crise leva o jovem engenheiro a disputar mercado com profissional com 20 anos ou mais de experiência. O problema é que esse profissional mais experiente se vê obrigado a rebaixar seu nível salarial.

Direitos
Além das prerrogativas pela lei que regula nossa profissão, temos as conquistas das convenções coletivas. Isso hoje está ameaçado pelas reformas já aprovadas, como a trabalhista. O jovem engenheiro também se mobiliza para garantir esses direitos e conquistas.

Sindicalização
Por orientação da FNE e em conjunto com os sindicatos filiados, tem crescido a sindicalização dos jovens. Mas não se trata apenas de ficar sócio da entidade. O jovem engenheiro quer participar, influir e atuar concretamente, inclusive no âmbito do projeto Cresce Brasil, entendido como um espaço para o debate e encaminhamento de propostas.

Inovação
A inovação tecnológica é inerente à nossa atividade. Entendemos que ela também pode ser levada para o âmbito da ação sindical, somando-se à experiência das atuais direções.

Deformas
O encontro de Belém também ajudou a mostrar os impactos negativos das reformas para o País, os trabalhadores em geral, incluindo os engenheiros. Daí, o crescente entendimento que é preciso haver participação e mobilização.

Contatos
Segundo Marcellie, a comunicação entre as coordenações nos Estados é permanente, por meio de um grupo específico no WhatsApp. “Buscamos um ambiente de diálogo e debates, mas sem disputa”, ela observa. Para contatos gerais, utiliza-se o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

* Essas e outras notícias estão no site da Agência Sindical

 

 

 

 

 

A Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, abriu, nesta terça-feira (1º/08), inscrições para seus programas de estágio universitário e técnico. Serão selecionados mais de 300 jovens para atuar em diversas áreas, nas unidades da empresa nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Alagoas. Os interessados devem se cadastrar no site www.jovensbraskem.com.br até 31 de agosto. Além de bolsa-auxílio compatível com o mercado, a empresa também oferece transporte, alimentação, assistência médica e seguro de vida.


A companhia está em busca de estudantes quem enxerguem no estágio uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento por meio da vivência prática dos conhecimentos apresentados pelas instituições de ensino. Os interessados também devem ter vontade de assumir desafios e serem inovadores. “Buscamos jovens que se conectem com o nosso propósito que é melhorar a vida das pessoas criando as soluções sustentáveis através da química e do plástico”, destaca Camila Dantas, diretora de Desenvolvimento na Braskem.

Programa de Estágio Universitário
Estão abertas 201 vagas para estudantes de penúltimo e último ano de formação universitária. O programa de formação de estagiários da empresa contempla ensino presencial e à distância no “Mundo Braskem”, plataforma interna de capacitação da companhia, e apoia o processo de autoconhecimento desse jovem profissional, que também terá um “líder educador” para acompanhar sua evolução por meio do PDE (Plano de Desenvolvimento de Estágio).

As áreas de formação são: engenharia, administração, economia, psicologia, ciências contábeis, química, publicidade, sistemas da informação, comunicação social (jornalismo, marketing, publicidade e relações públicas), biotecnologia, relações internacionais, direito e outros. O estágio tem duração de um a dois anos.

Programa de Estágio Técnico
Para o estágio técnico, estão abertas 110 vagas para estudantes com mais de 18 anos que já tenham concluído o primeiro semestre do respectivo curso. Formação técnica: química, eletrotécnica, mecânica, automação industrial, eletrônica, petroquímica elétrica e elétrica com ênfase em instrumentação, eletromecânica, manutenção mecânica, instrumentação, automação, inspeção de equipamentos, polímeros/plásticos, inspeção de equipamentos, robótica, mecatrônica, mecânica/civil, edificações, eletroeletrônica e segurança do trabalho. Duração: um ano.

 

Da TN Petróleo
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

Trabalhando na integração de estudantes e recém-formados ao mundo sindical, o Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP se reuniu no último sábado (15/7), na sede do sindicato, na capital paulista.

Na ocasião, a coordenadora do Núcleo, Marcellie Dessimoni, introduziu a segunda etapa do projeto "Cresce Brasil – Itaim Paulista", que organizará um ciclo educativo de sustentabilidade. Os participantes formaram grupos para debater propostas de atividades, que devem acontecer no próximo ano.

O engenheiro e consultor em Building Information Model (BIM), Renan Galvão, 23, palestrou sobre a importância dessa tecnologia à engenharia. Galvão, que atua numa startup de construção de casas pré-fabricadas, enfatizou a utilização da plataforma BIM no ciclo de vida da construção, incluindo projetos, processos construtivos e fases de instalação. Toda informação necessária ao planejamento de uma obra, desde validação até execução, pode ser feita por meio sistema, segundo explicou o jovem engenheiro.


O encontro ainda teve a presença da arquiteta e coordenadora técnica de cursos de extensão do Instituto Superior de Tecnologia e Inovação (Isitec), Meire Garcia, falando da contribuição do SEESP à engenharia com a criação da instituição de ensino.

O Isitec, que foi pioneiro na graduação de Engenharia de Inovação no País, também oferece cursos de extensão e pós-graduação na área de plataforma BIM.

 

Fotos: Beatriz Arruda
JovemEng BIM1 150717
Reunião do último sábado (15/7) fez parte de agenda mensal de atividades do núcleo jovem.

 

 

JovemEng BIM2 150717
Renan Galvão, em palestra sobre a plataforma BIM.

 

 

 

 

Publicado por Jéssica Silva
Comunicação SEESP
Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro 

 

 

 

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