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Comunicação Instituto Mauá de Tecnologia

Com o objetivo de levar aos alunos e também à comunidade o contato direto com tecnologia e a cultura maker, o Instituto Mauá de Tecnologia inaugurará, entre março e abril próximo, no campus de São Caetano do Sul, o laboratório Fab Lab Mauá, o primeiro na região do Grande ABC.

Pensar em inovação e atuar com a mão na massa na solução de problemas são características da cultura maker, propiciada no ambiente do Fab Lab Mauá, que integra recursos das áreas de engenharia, administração e design.

“Com o apoio de profissionais e monitores, para difundir o alcance do FabLab, teremos já em 2018 projetos envolvendo a comunidade em diversos públicos e segmentos, tornando acessível essa tecnologia e disseminando o movimento maker”, comenta a coordenadora de Design do Instituto, professora Claudia Facca.

O ambiente terá 900m2, com laboratórios anexos de Computação Avançada, Criação Digital, Modelagem em Clay e diversos materiais, formando a base do Fab Lab. Impressoras 3D, cortadora a laser entre outros equipamentos estarão disponíveis para a fabricação de objetos, sistemas, dispositivos e protótipos de projetos e experimentos.

“(...) Projetamos um espaço altamente tecnológico que fará a sinergia das áreas existentes e que estimulará os alunos a incorporarem a filosofia do ambiente para o melhor crescimento profissional”, diz o engenheiro responsável pelo Fab Lab Mauá, Rodrigo Nicola.

 

 

Imagem: Divulgação Instituto Mauá
FabLab Mauá
Ilustração de um dos ambientes no Fab Lab Mauá.

 

 

 

 

 

 

 

Comunicação SEESP*

Os engenheiros do Grande ABC comemoram, tradicionalmente, o Dia do Engenheiro em uma sessão solene na Câmara Municipal, devido a um decreto legislativo de 1995 que determina que a data seja celebrada na primeira quinzena de novembro. Neste ano, será no dia 7, às 19h, no plenário, e há um motivo a mais para a comemoração: os 25 anos da Delegacia Sindical na região. Dois engenheiros do Grande ABC serão homenageados, representando a atuação do profissional no mercado de trabalho.

Após a cerimônia, haverá um coquetel para brindar a ocasião no salão do Sindicato dos Bancários do ABC.

“É com grande alegria que celebramos esses 25 anos. A região possui muitos engenheiros na indústria, que possuem sindicatos majoritários. Então, tem sido um trabalho intenso para conscientizar a categoria sobre a importância de fortalecer a nossa entidade”, ressalta Silvana Guarnieri, presidente da Delegacia Sindical do SEESP no Grande ABC.

 

* Texto publicado, originalmente, no Jornal do Engenheiro, edição de outubro de 2017

 

Enchentes SBCampo.jpg pequenaNo dia 4 de julho último, foi apresentado o Plano Regional de Macro e Microdrenagem para sete cidades do ABC paulista pelo Consórcio Intermunicipal. O documento aponta que para dirimir os problemas das enchentes nestes municípios será necessário construir 38 tanques de contenção e realizar outras 214 intervenções em cerca de 50 quilômetros de vias. O custo estimado das obras é de R$ 2 bilhões.

A construção do piscinão do Jaboticabal, em área localizada próxima à Via Anchieta, é outra obra essencial para acabar com as enchentes em São Caetano e em alguns bairros da capital. No entanto, o projeto não saiu do papel por conta de entraves entre a prefeitura paulistana e o Estado envolvendo desapropriações.

Na reunião também foi discutido o Plano Regional de Resíduos Sólidos, que, a exemplo do Plano de Macro e Microdrenagem, foi definido como prioridade no Plano Plurianual (PPA) Regional Participativo 2014-2017 do Consórcio.

As ações regionais para o setor, aponta Marinho, seguirão o que já está amparado em lei federal pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que definiu os princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes relativas à gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, inclusive os perigosos, em âmbito nacional. 

A chamada logística reversa, definida em lei federal (12.305/10), é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

 

Com informações da Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

A Delegacia Sindical do SEESP no Grande ABC participou, no dia 11 de junho último, da 6ª Conferência Municipal das Cidades, em Santo André, que contou com a participação de representantes do Poder Público Municipal, do Conselho Municipal de Política Urbana (CMPU) e de entidades da sociedade civil. Na oportunidade, o diretor Helton Alves da Costa elogiou a organização do evento: “As palestras foram em alto nível e houve a oportunidade de ampla discussão onde levantamos problemas e apontamos soluções para a melhoria do funcionamento das cidades brasileiras.”


Foto: Prefeitura Municipal de Santo André
SantoAndré Conferência 
Conferência municipal de Santo André reuniu poder público e sociedade
 

Costa destacou a conferência como um instrumento de suma importância, “uma vez que podemos debater estes temas junto ao poder público e levar nossas propostas para a melhoria da organização da sociedade”.

Pela manhã, após a abertura, os participantes acompanharam palestras de Benedito Roberto Barbosa, advogado na área de Direito à Moradia e Direitos Humanos, Luciana Nicolau Ferrara, doutora em Arquitetura e Urbanismo e professora da UFBAC, e Rosana Denaldi, também doutora em Arquitetura e Urbanismo e professora da Universidade Federal do ABC (UFABC). O período da tarde foi dedicado ao trabalho em grupos e à aprovação de propostas e dos delegados para a Conferência Estadual, prevista para acontecer até o início de 2017.

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação Paulo Piagentini destacou a importância da realização da conferência na cidade. “Este é o primeiro passo para podermos participar do encontro estadual e federal. É um momento importante de participação dos representantes da sociedade civil para que juntos possamos buscar de soluções para tratar dos problemas habitacionais de nossa cidade”, afirmou.

Para as discussões no período da tarde, os participantes foram divididos em grupos para o debate sobre o tema da conferência “A função social da cidade e da propriedade”, e o lema “Cidades inclusivas, participativas e socialmente justas”. “Santo André fez a lição de casa. Temos três propostas que serão encaminhadas ao encontro estadual, que será realizada até o início do próximo ano”, disse Reinaldo Alfredo Caetano Bascchera, diretor do Departamento de Desenvolvimento e Projetos Urbanos da Prefeitura e representante do CMPU.

Segundo Bascchera, as três propostas são: para o Programa “Minha Casa, Minha Vida”, a manutenção da modalidade “Entidades”, a ampliação dos recursos do programa destinados à Faixa 1 (mais baixa renda), com manutenção da política de subsídios, e qualificação dos projetos, incluindo a adoção de tecnologias e infraestrutura sustentáveis; a ampliação dos recursos para programas de urbanização de favelas, incluindo recursos subsidiados para a produção habitacional decorrente de reassentamentos necessários, regularização fundiária, assistência técnica, e programas de mobilidade urbana; a vinculação da liberação de recursos federais para os municípios que apliquem os instrumentos de combate à especulação imobiliária previstos no Estatuto da Cidade. Ao final dos trabalhos também foram eleitos os delegados andreenses para a Conferência Estadual, sendo 17 representantes do Poder Executivo Municipal e 25 representantes da sociedade civil.

A atividade tem como objetivo principal debater os assuntos relacionados às políticas municipal, estadual e nacional de desenvolvimento urbano, bem como estimular os cidadãos andreenses a debaterem metas e planos de ação que enfrentem os problemas existentes na cidade.


 

Imprensa SEESP
Com informações da Prefeitura Municipal de Santo André






Foi criada em 21 de julho a Associação dos Engenheiros, Agrônomos, Arquitetos, Geógrafos, Geólogos, Tecnólogos e Técnicos Industriais e Agrícolas do Município de Diadema, tendo à frente Silvana Guarnieri, que é vice-prefeita da cidade e preside a Delegacia Sindical do SEESP no Grande ABC. Segundo ela, a nova entidade é um projeto acalentado há anos, sem fins lucrativos e com o intuito de congregar os profissionais realizando atividades técnicas, culturais, esportivas e sociais.


Foto: Ada Gomide
ABC JUL2015 editada 
Diretoria da nova associação 




Imprensa SEESP








Nos dias 28 e 29 de agosto de 2015 o Município de São Bernardo do Campo realizará o Seminário Internacional “Participação Cidadã, Gestão Democrática e as Cidades no século XXI”.

O objetivo do evento será debater os desafios e perspectivas da democracia e a participação cidadã, refletindo sobre valores e comportamentos, assim como identificando as tensões e alcances da ação coletiva no desenvolvimento das nossas cidades.

Na ocasião, será entregue o Livro dos Protagonistas com uma reflexão aberta e provocadora sobre os persos entendimentos, usos e dimensões da participação, suas características e capacidades para transformar e melhorar a vida em sociedade. Saiba mais aqui.



Fonte: Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo








Em novo protesto contra o anúncio de demissões na fábrica de São Bernardo do Campo, cerca de 300 trabalhadores na Mercedes-Benz fizeram manifestação, nesta quarta-feira (3/6), pela manhã em frente a uma concessionária da montadora no bairro Rudge Ramos, no município. Outra mobilização foi realizada, também em frente a uma concessionária da marca, em Moema, zona sul da capital, no dia 2.


Foto: Divulgação/SMABC
ABC Mercedes 
Metalúrgicos nas ruas de São Bernardo do Campo mostram à sociedade
a luta em defesa do emprego na montadora Mercedes-Benz 


Durante o protesto, os trabalhadores conversavam com pedestres, informando a situação vivida na fábrica e a luta pela manutenção dos empregos. “Estamos aqui sensibilizando a sociedade, mostrando que a empresa que fabrica os melhores caminhões do mundo, ao primeiro sinal de crise, quer jogar a conta em cima daqueles que a ajudaram a construir a sua história”, destacou o coordenador do Comitê Sindical na Mercedes-Benz, Ângelo Máximo de Oliveira Pinho.


 

Fonte: Imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC)










O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, participou, no dia 9 de fevereiro último, da assembleia mensal de prefeitos do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, em Santo André. O encontro permitiu ao ministro analisar projetos regionais propostos pelo consórcio, bem como obras em execução e ideias e ações que podem ser implantadas em futuro próximo.


Foto: Ministério das Cidades
ABC Cidades 
Prefeitos do ABC levaram reivindicações das cidades da região ao ministro Kassab 


Acompanhado dos secretários Nacionais Inês Magalhães (Habitação), Dario Rais Lopes (Transporte e da Mobilidade Urbana), Paulo Ferreira (Saneamento Ambiental) e Luiz Oliveira Ramos (Acessibilidade e Programas Urbanos), o ministro aprovou a criação de um grupo de trabalho que permitirá contato direto e permanente das prefeituras da região do Grande ABC com os quatro secretários da pasta.

De acordo com Kassab, a medida, inédita, “permitirá que as ações necessárias para apoiar as cidades da região sejam implantadas com mais celeridade”. Ele destacou que o Grande ABC “é uma das regiões mais importantes do país em número de habitantes e necessidades de geração de empregos e de investimentos em obras de infraestrutura”.

O ministro explicou que a criação do grupo de trabalho se deu em razão da importância econômica e social da região do Grande ABC, formada por sete municípios de São Paulo. Ele lembrou que o Governo Federal tem um número considerável de obras e projetos em andamento na região. “Todas as cidades do ABC precisam de apoio para atender às necessidades da região e o Governo Federal vai dar a maior ajuda possível”, afirmou.

Os prefeitos do consórcio elogiaram a disposição e a atenção de Kassab em ir a Santo André para se reunir com os prefeitos. “Quero registrar o meu agradecimento, pois estive em Brasília, fui recebido e o ministro já cumpriu a promessa de vir aqui, ouvir todos e trazer toda a equipe do Ministério das Cidades para resolver problemas e avançar nas parcerias”, disse o presidente do consórcio, Gabriel Maranhão, prefeito de Rio Grande da Serra.

Gilberto Kassab agradeceu a todos os presentes e afirmou que o evento “foi também uma oportunidade para que os integrantes do consórcio regional pudessem se integrar à equipe da nova gestão da presidenta Dilma”, finalizou. Com informação da Assessoria de Comunicação Social do Ministério das Cidades.










Nesta quarta-feira (3/12), acontece o lançamento da coleta seletiva porta a porta na cidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Com isso, o município chega a 100% do serviço.

Iniciada em junho de 2013, pelo Rudge Ramos, a coleta seletiva faz parte do Sistema Integrado de Manejo e Gestão de Resíduos Sólidos da cidade. O efetivo alcance do serviço em todo o município será no dia 9, com o início do atendimento na região do Riacho Grande, atingindo, assim, a meta de 100% do serviço até o fim de 2014. A meta mínima da Prefeitura é reciclar 10% do lixo coletado em toda a cidade até 2017.


 

Imprensa SEESP
Com informação da Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo









A Delegacia Sindical do Grande ABC acompanha as discussões sobre projeto de construção de um aeroporto em São Bernardo do Campo. A questão foi levada pelo prefeito da cidade ao ministro da Aviação Civil da Presidência da República, Moreira Franco, que desconhecia a proposta, segundo revela o Repórter Diário. 

O aeroporto de cargas teria o objetivo de atender à demanda do Porto de Santos e também do pré-sal. O terreno já foi comprado na área de 10 milhões de metros quadrados, sendo 1 milhão de área construída. O local indicado é próximo ao Rodoanel entre São Bernardo e Cubatão, próximo à via Anchieta, a 22 Km do marco zero de São Paulo, 38 Km do porto de Santos e a 6 Km do Rodoanel.

O projeto será levado ao IV Comando Aéreo Regional, em São Paulo, que o encaminhará, em 15 dias, ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DCEA), que dará o parecer sobre a viabilidade do projeto. "Vamos nos basear no estudo do DCEA para a liberação da construção. Ele (o DCEA) é o que permite essa autorização", afirmou Moreira. 

O aeroporto custará cerca de R$ 6 bilhões e será custeado por dois investidores sem qualquer recurso público. Três construtoras deverão tocar a obra prevista para durar quatro anos, após a autorização para os trabalhos. O projeto já tem, segundo a assessoria do prefeito, parecer ambiental. O prefeito, contudo, disse que não revela os nomes das empresas até que o projeto esteja concluído e aprovado. O projeto está sendo executado por uma empresa dos Estados Unidos, contratada por uma das companhias do consórcio.

 

 

Fonte: Repórter Diário








O governo federal recebeu, no dia 24 último, documento assinado por 14 entidades, entre sindicais, industriais e acadêmicas, com 21 propostas da cadeia ao poder público com ações em defesa das empresas nacionais de autopeças. O principal apelo é para que o governo fiscalize e barre a invasão de autopeças importadas, que só no ano passado trouxe um déficit comercial de US$ 5,7 bilhões ao Brasil.

"As empresas nacionais da cadeia automotiva, em particular as da base da pirâmide não tem participado da evolução do setor, vêm se desestruturando e perdendo participação no fornecimento", informa o documento para justificar a criação do Inovar-Peças, já que o Inovar-Auto prevê o aumento do índice de nacionalização de veículos atrelado à desoneração tributária do setor.

Entre as propostas apresentadas, a "Carta do Grande ABC em Prol do Inovar-Peças" cobra a garantia da efetivação dos índices de nacionalização de peças por meio de um sistema de rastreabilidade e que sejam tornadas públicas as despesas das montadoras com as peças que irão gerar o crédito no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) dos veículos. O documento pede também que seja criado um sistema, no Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), para que empresas sejam denunciadas pelo uso de autopeças importadas e "maquiadas" para se "transformarem em nacionais".

Confira a íntegra da Carta

Nesta data, em São Bernardo do Campo, Região do Grande ABC Paulista, realizou-se o Seminário "INOVAR-AUTO: DESAFIOS E OPORTUNIDADES PARA A REGIÃO DO Grande ABC", que reuniu representantes dos trabalhadores, dos empresários, do poder público (esferas municipal, estadual e federal) e das instituições de ensino e pesquisa de nível superior e técnico, com vistas a debater os desafios para a cadeia automotiva da região e do Brasil, com a entrada em vigor do novo Regime Automotivo, o "Inovar-Auto".

A partir das discussões do seminário e do Arranjo Produtivo Local (APL) de Autopeças da Região do Grande ABC, ora em formação, nós, membros dos diversos segmentos da cadeia produtiva, concluímos que o Inovar-Auto representa um avanço na política industrial. Pela primeira vez no setor, a política automotiva condiciona os incentivos a contrapartidas em termos de inovação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico no país.

Contudo, queremos alertar que, apesar do mercado de veículos no Brasil ter crescido continuamente nos últimos dez anos, tornando-se o quarto maior mercado mundial, as empresas nacionais da cadeia automotiva, em particular as da base da pirâmide, não têm participado desta evolução. Ao contrário: elas vêm ano a ano se desestruturando e perdendo participação no fornecimento de peças, componentes, máquinas e ferramentas na produção brasileira de veículos. Um dos resultados é o crescimento do déficit comercial no setor, que, em 2012, atingiu US$ 5,7 bilhões.

Dentre as causas dessa desestruturação de importantes elos da cadeia automotiva, destacamos:

A gradativa redução da participação de peças, componentes, máquinas e ferramentas nacionais nos projetos de veículos das montadoras;

A perda da competitividade do setor nacional de autopeças e seus fornecedores, bem como a diminuição significativa de sua capacidade de investimento e modernização;

A falta de eficácia dos atuais programas de inovação tecnológica, bem como os de qualificação profissional, no apoio às empresas da base da pirâmide da cadeia automotiva;

A dificuldade do efetivo acesso ao crédito para investimento e capital de giro, especialmente no caso das empresas de pequeno e médio porte pertencentes à base da pirâmide.

Assim, neste momento de regulamentação do Inovar-Auto, nós, integrantes da cadeia automotiva da Região do Grande ABC, que é o mais importante polo produtivo do setor no país, apresentamos as seguintes propostas ao Governo Federal e aos demais representantes da cadeia automotiva, visando constituir O "INOVAR-PEÇAS" no âmbito do INOVAR-AUTO:

I - NACIONALIZAÇÃO, INOVAÇÃO E QUALIFICAÇÃO

1. Garantir a efetivação dos índices de nacionalização de peças e componentes criados pelo Inovar-Auto, por meio de um sistema transparente de rastreabilidade.

2. Subtrair as despesas com componentes e peças importadas utilizadas, tanto nos veículos como nos subconjuntos, dos gastos que geram crédito tributário no Inovar-Auto.

3. Tornar públicas, por meio de mecanismos apropriados, as despesas das montadoras que geram crédito de IPI.

4. Criar sistema de denúncia formal e documentada ao MDIC referente à "maquilação" da produção nacional de veículos.

5. Desenvolver, por meio de incentivos tributários e de crédito, o adensamento da cadeia automotiva no Brasil.

6. Apoiar, por meio de incentivos tributários e de crédito, a diversificação da produção da cadeia automotiva para setores correlatos, que projetam elevados investimentos para os próximos anos, tais como, ferroviário, naval, defesa, aeroespacial, petróleo e gás, tratamento de superfícies, beneficiamento de materiais, entre outros.

7. Apoiar a estruturação de APLs regionais para setores ligados à cadeia automotiva.

8. Promover, por meio de incentivos tributários e de crédito, parcerias nacionais e internacionais no setor de autopeças (fusões, joint ventures entre outros).

9. Desonerar os bens de produção produzidos no Brasil para as empresas de autopeças e as montadoras de veículos.

10. Viabilizar estudos da cadeia automotiva que identifiquem as necessidades das empresas do setor.

11. Apoiar a criação de um Observatório Regional voltado à identificação das necessidades de qualificação de trabalhadores para a cadeia automotiva, e atendê-las por meio do Pronatec.

12. Constituir um banco de informações de recursos humanos qualificados e aptos a exercer as funções na indústria de autopeças.

II- ACESSO AO CRÉDITO 

13. Implantação de um plano de renegociação de dívidas para micro, pequenas e médias empresas, a fim de resolver o problema da emissão de Certidão Negativa de Débito (CND).

14. Construir linhas alternativas de crédito direcionadas à base da pirâmide da cadeia automotiva, por meio do BNDES e de intermediários financeiros não públicos que assumam o risco do financiamento, tendo como garantia os pedidos das montadoras e sistemistas.

15. Garantir a participação das Centrais Sindicais nas decisões de investimentos dos bancos oficiais, de formar a assegurar as contrapartidas em termos de geração de empregos e de qualificação continuada dos trabalhadores (as) que atuam na indústria de autopeças, em especial os da base da pirâmide.

III - INOVAÇÃO

16. Desenvolver política específica de apoio à inovação tecnológica para a cadeia automotiva, em especial as empresas produtoras de autopeças e ferramental.

17. Regulamentar o gasto obrigatório das montadoras em inovação, engenharia, tecnologia básica e desenvolvimento de fornecedores, de modo que parte desses recursos sejam gastos "fora" das montadoras.

18. Estabelecer em regulamento a obrigatoriedade de que as montadoras despendam localmente os gastos exigidos pelo Inovar-Auto em centros de engenharia independentes, universidades, parques tecnológicos e projetos de qualificação profissional, com vistas à modernização das empresas da base da pirâmide alocadas nas regiões em que estão instaladas as montadoras.

IV - TRIBUTOS

19. Alterar a regulamentação da desoneração da folha de pagamento do setor de autopeças, permitindo que a mesma atinja a totalidade da empresa, de modo a viabilizar as estratégias de diversificação da produção.

20. Envolver as Centrais Sindicais e os sindicatos de trabalhadores metalúrgicos nas negociações de desoneração fiscal ora em curso no âmbito dos governos federal e estaduais, que tenham como objetivo incentivar a indústria de autopeças.

21. Postergar o prazo do pagamento dos tributos em relação ao fato gerador como forma de liberar capital de giro para as empresas do setor.

 

Fonte: Repórter Diário




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