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O programa Jornal do Engenheiro (JE) na TV, do SEESP, desta semana, traz entrevista com a estudante Marcellie Dessimoni sobre a criação do departamento de jovens profissionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU).

A reportagem mostra como foi o seminário, também da confederação, sobre a necessidade de reindustrialização do País. Uma das conclusões evidenciadas no encontro foi de que recuperar a atividade produtiva é fundamental ao crescimento socioeconômico sustentável do Brasil, que vive um processo de desindustrialização.

Já o quadro “No Ponto”, com o presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, o tema é a Carta de Porto Alegre, elaborada no dia 17 de junho último, onde a engenharia representada pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) lançou o desafio da categoria, unida, apresentar propostas para que o País não “mergulhe” num quadro recessivo nos próximos anos.

Tudo isso e muito mais você confere no programa que vai ao ar, às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet  no mesmo dia e horário neste link. O programa é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.



 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP








Na sua 44ª reunião, no dia 22 de junho último, o comitê gestor do Conselho Tecnológico do SEESP trouxe o gerente do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Renato Corona, para falar sobre desindustrialização. Em sua explanação, Corona disse que esse debate foi iniciado, pela federação, em 2002.  “Já mostrávamos àquela época que o País entrava num processo de perda de indústria, e fomos criticados por isso”, lembra.


Foto: Beatriz Arruda
Conselho Tecnologico Canteiro editada 
Dirigente da Fiesp apresentou dados sobre a desindustralização precoce do Brasil
 

Ele apresentou dados que mostram a queda livre da manufatura nacional, mostrando que, de 2003 a 2014, o volume das vendas no comércio aumentou 110,5%, todavia a produção física da indústria de transformação cresceu somente 15,7% . “Ou seja, o incremento do consumo interno foi abastecido majoritariamente por importações.” O cenário foi acompanhado, ainda, pelo encolhimento da participação dos produtos brasileiros nas exportações, passou de 86% da pauta em 2000 para 64% em 2014.

Em 30 anos, prosseguiu o dirigente empresarial, a ocupação industrial perdeu mais de 10 pontos percentuais de participação no total de empregos da economia, passando de 27,7% em 1986 para 16,6% em 2014.

Outra situação que prejudica o setor, argumenta Corona, é o câmbio apreciado e o Custo Brasil, o que fez com que a participação da indústria no Produto Interno Brasileiro (PIB) caísse para 10,9% em 2014, e poderá chegar em 10,6% em 2015, o menor patamar nos últimos 68 anos. “E, se nada for feito, esse índice pode ser reduzido ainda mais, e chegar a apenas 5,2% do PIB em 2029.”

Corona apresentou alguns números para ressaltar a importância do setor ao desenvolvimento do País. Segundo ele, para cada R$ 100,00 produzidos pela indústria de transformação são gerados mais R$ 109,00 indiretamente na economia. Ela é ainda responsável pela maior massa salarial dentre os setores privados – equivalente a R$ 215 bilhões em 2013 – e investe 70% dos seus gastos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e 77% em atividades inovativas.

Seminário da CNTU
No dia 29 próximo, das 15h às 17h30, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) realiza o seminário "O desafio de reindustrializar o Brasil", na sede do SEESP, na Capital paulista (Rua Genebra, 25, Bela Vista). Confira a programação aqui.


* Apresentação do diretor da Fiesp, Renato Corona

 

 


Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

 

 


Uma das maiores tarefas da sociedade brasileira e dos governos é combater a desindustrialização.

A participação da indústria no conjunto da produção nacional é um dos indicadores positivos de crescimento que, junto com o aumento do emprego formal e ganhos reais de salários, transforma-se em desenvolvimento.

A produtividade – de todos os fatores – é a medida do avanço no cumprimento dessa tarefa. A batalha da produtividade é travada pelo setor produtivista da economia contra o setor rentista que, desde o ministro Malan, convive com a desindustrialização e a acalenta, afrontando governos, industriais, trabalhadores e toda a sociedade.

O pacto produtivista, baseado no tripé governo, industriais e trabalhadores, deve ser o eixo central na luta pelo desenvolvimento. No passado recente, em maio de 2011, foram afirmadas estas posições em particular pela FIESP, os sindicatos de metalúrgicos de São Paulo e de São Bernardo e as centrais sindicais. Mas, nacionalmente, existe um grave problema a ser enfrentado para a continuidade da luta.

Refiro-me às posições da CNI (Confederação Nacional da Indústria) com seus famosos 101 pontos e, em especial, ao artigo de seu presidente Robson de Andrade, publicado na Folha de S. Paulo de domingo.

Em vez de afirmar a dificuldade da tarefa e a urgência de um verdadeiro pacto para a produção, transfere a maior parte da responsabilidade ao governo (ao mesmo tempo em que exige menos impostos) e praticamente exclui os trabalhadores porque “propõe modernizar a legislação trabalhista”, o que quer dizer, para todo bom entendedor, menos salários e menos direitos. É o samba do industrial doido, como diria, Stanislaw Ponte Preta.

Embora reivindique crédito fácil e barato, no documento da CNI não aparecem as palavras “juros” e “juros altos”, um esquecimento que pode ser atribuído ao peso do rentismo entre os próprios industriais e à alienação do presidente Robson.

Se a CNI não rever seu posicionamento estratégico, a luta contra a desindustrialização será ainda mais difícil.


* por João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical










O presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, participou, no dia 11 último, do VI Encontro Técnico da Associação Nacional de Engenheiros e Arquitetos da Caixa Econômica Federal (Aneac), em Aracaju (SE). Na oportunidade, ele resgatou a história do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado em 2006, resultado do debate que percorreu as cinco regiões do Brasil, em 14 seminários sobre os temas considerados cruciais ao desenvolvimento (energia, saneamento, recursos hídricos e meio ambiente, transportes, comunicações, ciência e tecnologia e agricultura), recebendo colaborações de milhares de profissionais.


Foto: Divulgação Aneac
Aneac VI Encontro, em Aracaju, foi mais uma oportunidade de divulgar o trabalho dos engenheiros
da FNE pelo desenvolvimento sustentável do País


O projeto da FNE, que se transformou em um movimento da engenharia, como explicou Pinheiro, vem se atualizando a cada ano, com novas prioridades associadas ao desenvolvimento nacional e soluções aos problemas regionais. Em julho último, lançou a edição “Novos desafios”, onde está apresentada a necessidade do País agir para evitar a desindustrialização.

Pinheiro mostrou, ainda, que a entidade promove discussões sobre saneamento, infraestrutura e tecnologia e se empenha na elaboração de propostas factíveis, como as do Cresce Brasil, nos vários temas de interesse da sociedade. O dirigente, para exemplificar a interação da categoria aos grandes debates nacionais, citou a realização, no dia 9 último, de debate com a candidata à reeleição Dilma Rousseff, no SEESP, promovido pela "Campanha banda larga é um direito seu!", da qual a FNE é participante.

O tema do VI Aneac foi “Oportunidades e Desafios para o Desenvolvimento Sustentável no Brasil”, tendo como palestra de abertura o ministro das Cidades, Gilberto Magalhães Occhi. O evento reuniu associados de todo o Brasil, além de outros profissionais da engenharia e da arquitetura, agentes públicos, iniciativa privada, acadêmicos e movimentos sociais.

Participaram do encontro, entre outros palestrantes, o diretor do Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo, com uma exposição sobre Agronegócio e Sustentabilidade; José Carlos Medaglia, vice-presidente de Governo da Caixa, no painel Conjuntura Nacional e Polícias de Governo; o coordenador-Geral do PAC, engenheiro Luiz Alberto Nosaki, falando sobre Infraestrutura e Saneamento e a arquiteta Maria Salette Weber, gerente de Projetos da Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, explicando as políticas de governo para o setor. O presidente da Caixa, engenheiro Jorge Hereda participou da mesa de encerramento.



Imprensa SEESP
Com informação da FNE
Edição Rosângela Ribeiro Gil 








Em 2009, um estudo de expansão do Porto de Santos, elaborado pelo consórcio The Louis Berger Group e Internave Engenharia por encomenda do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), traçou os cenários de movimentação de carga no complexo até 2024 e previu o esgotamento do sistema viário em breves anos por conta do crescimento do volume de mercadorias e do aumento da frota de veículos e tráfego entre as cidades da Baixada Santista.

Estudos geralmente são feitos para que os gestores públicos tomem providências a tempo, optando pelas alternativas oferecidas. Mas não é assim que ocorre no Brasil. Acostumados a trabalhar sob pressão da opinião pública, os gestores começaram a se movimentar só no ano passado, quando foram registrados megacongestionamentos durante o escoamento da safra agrícola entre março e maio.

Desde então, é preciso reconhecer, muito se fez. Houve a implantação do programa Porto 24 Horas, que em tese garante a atuação durante todo o dia dos órgãos federais e de fiscalização das cargas, embora se saiba que não é bem assim, e a execução de obras imprescindíveis para dar maior fluidez em direção ao Porto e ao Polo Industrial de Cubatão, como o anel viário Luiz Antônio Veiga Mesquita, composto por seis viadutos, na confluência da Via Anchieta com a Cônego Domênico Rangoni, e das terceiras faixas nesta última rodovia, cuja conclusão está prometida para o final de setembro.

Além disso, a Secretaria de Portos (SEP) soube como agir rapidamente para exigir o agendamento de caminhões, o que pelo menos evitou a repetição dos megacongestionamentos do ano passado, em razão da chegada descontrolada de grande número de veículos pesados. Para 2015, a previsão é que esses problemas sejam minimizados mais ainda com a implantação a partir de janeiro do programa de monitoramento de todos os veículos de carga (e não apenas caminhões com granéis de origem vegetal), através de antenas, câmeras e sensores que estão sendo instalados em rodovias e no complexo portuário.

Todas essas medidas – inclusive a execução de outras obras previstas, como o túnel submerso entre Santos e Guarujá, novos viadutos na entrada da cidade e a passagem subterrânea na Avenida Perimetral, o chamado Mergulhão, na zona central – são fundamentais e têm caráter de urgência, levando-se em conta as previsões do Masterplan, que já se mostram conservadoras. Até porque o esgotamento dos acessos viários à região deu-se antes do tempo anunciado.

Seja como for, não foi por falta de aviso que aconteceu esse esgotamento, que levou as autoridades a um tour de force para evitar prejuízos maiores. O que não pode ocorrer agora é certo relaxamento. Até porque a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) já anunciou que, neste ano, 3,9 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) serão movimentados, o que representa um aumento de 13,1% em relação a 2013. Nesse ritmo, as projeções do Masterplan vão se dar bem antes do previsto.


* por Mauro Lourenço Dias, engenheiro eletrônico, é vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo-SP, e professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)









 

O presidende do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, recebeu do presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, a revista especial do Projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento - Novos Desafios".

Mestre e doutor em Economia pela Universidade de Cornell (EUA) e professor convidado licenciado da Unicamp, Coutinho é especialista em economia industrial e internacional. A entrega das propostas do novo Cresce Brasil foi realizada na segunda-feira (1/9).

Entre outros pontos, a publicação reforça a necessidade de prosseguir com os investimentos e projetos em infraestrutura, aponta para a urgência de se conter a desindustrialização precoce no País, além de fortalecer esse setor que é estratégico para o País.

Lançado em 2006, o projeto é uma contribuição da categoria a um plano nacional de desenvolvimento sustentável com inclusão social, fruto de debates realizados com milhares de profissionais em todo o País.

 

Imprensa FNE

 

 

 

 

 

 


A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), entidade que representa 500 mil profissionais, concluiu há poucos dias um documento com uma proposta de reindustrialização para o país. O relatório ressalta a necessidade principalmente de que o Brasil dê prioridade nos próximos anos aos investimentos em infraestrutura, como em ferrovias, transporte fluvial, na geração de energia, em petróleo, gás natural e biocombustíveis, além da universalização da comunicação e do saneamento.


Foto: Beatriz Arruda
LançamentoNovosDesafios Lançamento do projeto Cresce Brasil - Novos desafios, que trata,
nesta edição, do perigo da desindustrialização do País, no dia 31 de julho


A intenção é discutir a proposta com alguns candidatos a governadores de Estado e com os presidenciáveis. A FNE entende que com o foco nesses setores econômicos, aliado a mais recursos para inovação e educação, será possível o Brasil crescer a 6% ao ano e chegar a uma taxa de investimentos de 25% do PIB. Há alguns anos o país não ultrapassa 20% na taxa de investimento e o PIB do ano passado, apenas para comparação, teve uma elevação de apenas 2,3%.

O diagnóstico da FNE, de acordo com Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da federação, é o de que o país vive um processo de desindustrialização relativa e que a indústria deveria ser colocada como prioridade dos governantes, sendo necessário reativar os investimentos públicos e privados no setor produtivo. Para isso, é preciso que seja "reequilibrado o câmbio no sentido da maior competitividade industrial" e haja o "adensamento" de cadeias produtivas, com o país estimulando a produção nacional de bens intermediários e criando condições para a industrialização nacional de insumos agropecuários e minerais.

Pinheiro destaca que para haver mudanças em prol da produção industrial será preciso ainda juros básicos "bem mais baixos" para viabilizar o investimento produtivo, a expansão e modernização dos parques fabris, e a adoção de uma política industrial que integre iniciativas creditícias, tributárias, de promoção das exportações e estímulo para a produtividade e inovação. Também defende que haja elevação dos recursos para ciência e tecnologia de cerca de 1% para 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo Pinheiro, o dólar - entre R$ 2,20 e R$ 2,30 -, embora menos valorizado do que há dois anos, segue enfraquecendo a indústria nacional. "A combinação de ações de agentes do mercado e de atuações do Banco Central têm levado a taxa efetiva de câmbio a um patamar desfavorável ao investimento produtivo no país. Esse patamar artificial estimula a importação, reduz as margens da indústria no Brasil e no médio prazo acaba desestimulando a produção no país", diz ele, preferindo não estimar quanto seria o câmbio que daria competitividade ao setor.

"Acho que temos que pensar no curto prazo em melhorar as margens [de lucro] da indústria. Se você não tiver "um câmbio razoável" e investimento, não tem crescimento. E não são medidas simples, pois afetam alguns mecanismos de controle da inflação", disse Pinheiro, lembrando que o câmbio tem sido manejado prioritariamente com foco na desaceleração de preços.

Na questão do transporte de cargas, o estudo da FNE trata, entre outros aspectos, da necessidade de o país dar prosseguimento à expansão e recuperação de ferrovias e de incentivos ao transporte fluvial. Em relação à energia, ressalta a necessidade de investimentos em fontes renováveis e no aumento da eficiência, através de cogeração de energia, por exemplo. Sobre petróleo, gás e biocombustíveis, a entidade afirma que devem ser priorizados os fornecimentos de bens e serviços nesses ramos pela indústria de capital nacional e ressalta também a necessidade de recuperação da produção de álcool e ampliação dos demais biocombustíveis.

Já sobre saneamento, o documento diz que é preciso que seja de fato efetivado o investimento previsto até 2033 por meio do Plano Nacional de Saneamento, de R$ 508,4 bilhões, para se alcançar as metas de 99% de cobertura no abastecimento de água potável e de 92% no esgotamento sanitário. Sobre comunicações, o relatório defende que seja realizado um programa do tipo "Comunicações para Todos", similar ao "Luz para Todos", para universalizar o acesso à telefonia, além de defender investimentos para que o acesso à internet também seja universal.


 

Fonte: Valor Econômico/Por Vanessa Jurgenfeld/13 de agosto de 2014








O secretário de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Mauro Arce, recebeu do presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, as propostas do "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento - Novos desafios".


Foto: Paula Bortolini
Mauro Arce dentro Dirigentes dos engenheiros entregam novo Cresce Brasil a secretário estadual de São Paulo


Além de falar sobre as propostas que estão descritas na publicação, feita especialmente para essa nova fase do projeto, o presidente da entidade, Murilo Pinheiro, contou ao secretário as novidades do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), que neste segundo semestre abrirá inscrições para o processo seletivo da graduação em Engenharia da Inovação, primeiro curso no ensino superior da área. A graduação se dará a partir de 2015.

O modelo adotado pelo Isitec segue modelo de universidades internacionais - como os da Texas University, do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e da Harvard University.

Também estiveram presentes no encontro, que ocorreu dia 25 último, na sede do SEESP, o 1º Secretário do sindicato e coordenador do Projeto Cresce Brasil, Fernando Palmezan Neto; e o vice-presidente do sindicato, João Carlos Gonçalves Bibbo.



Deborah Moreira
Imprensa SEESP









 


Engenheiros de todo o País reuniram em documento as principais sugestões da categoria para impulsionar o desenvolvimento nacional e apresentam alerta para o risco da desindustrialização precoce. A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) vai lançar, nesta quinta-feira (31/7), às 14h, na sede do SEESP, mais uma publicação do “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, denominada “Novos Desafios”. O documento será entregue aos candidatos à Presidência da República das eleições de 2014 como sugestão dos profissionais a seus programas de governo. Lançada pela entidade em 2006, a iniciativa põe foco central na necessidade de evitar a desindustrialização do País, investir em inovação e ciência e tecnologia. Além disso, aborda temas como logística e transporte, saneamento básico, energia e comunicações.

O presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, acredita que, para que essas propostas sejam colocadas em prática, o engenheiro é a mão de obra essencial para alcançar tais metas. “É por meio desses profissionais que poderemos retomar a industrialização do País, com inovação e ganhos de produtividade. Também é preciso que o governo tome medidas corretas na área econômica no sentido de estabelecer uma política de Estado que pense num planejamento em longo prazo. É urgente, ainda, investir em pesquisa e desenvolvimento”, comenta.

Artur Araújo, consultor do “Cresce Brasil”, explica a decisão de inserir o problema relativo ao baixo desempenho da indústria no debate: “Hoje, o país se dedica às questões de infraestrutura e já encontramos alternativas para resolver esse problema. Mas a perda de participação na produção industrial é gravíssima. Nossa ideia é mostrar o que tem levado ao processo de desindustrialização e o que é necessário para reverter esse processo”, explica. O coordenador técnico do projeto, Carlos Monte, explica que o desafio é tornar a área de pesquisa e desenvolvimento parte integrante das etapas de produção. “Nós temos uma riqueza de recursos primários que não são utilizados em detrimento da vantagem competitiva de utilizarmos produtos importados. Para o equilíbrio econômico, é importante investir tanto na importação como na exportação de nossa produção. Para isso se tornar realidade, nossa indústria tem que introduzir todas as etapas da cadeia de produção, ou seja, participar dos processos até o produto final. É o que chamamos de adensar as cadeias produtivas”, exemplifica.

Para a área econômica, o documento aponta avaliações positivas sobre políticas importantes adotadas pelos governos e críticas às falhas no controle da taxa de juros. Segundo avaliação dos especialistas, para solucionar o problema, é preciso agir em três grandes esferas: macroeconômica – com o reequilíbrio da taxa de câmbio, juros e tributos; intermediária – reduzindo excesso de burocracia e preenchendo as lacunas nas políticas industriais e políticas de incentivo à inovação; e microeconômica – com ações empresariais para aprimorar a gestão produtiva e a criatividade.

Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento
Lançado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e seus sindicatos filiados em 2006, o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” nasceu como uma contribuição da categoria a um plano nacional de desenvolvimento sustentável com inclusão social, fruto de debates realizados com milhares de profissionais em todo o País. A infraestrutura nacional era precária e não havia planejamento para o futuro, o que comprometia a existência de projetos e o investimento produtivo. Com isso, faltavam postos de trabalho e oportunidades, sobretudo para os jovens que saíam das escolas, inclusive e principalmente as de engenharia.

Convicta de que era não só necessário como possível mudar esse cenário, a FNE reuniu especialistas nas áreas consideradas cruciais ao desenvolvimento – energia, ciência e tecnologia, meio ambiente, recursos hídricos e saneamento, comunicações, transportes de cargas e coletivo e agricultura – e levou o debate às cinco regiões do Brasil, contando com a participação de milhares de profissionais. Depois, lançou, durante o VI Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), o manifesto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento, cuja proposta básica é a expansão econômica anual de 6%, elevando-se os investimentos para 25% do PIB (Produto Interno Bruto), com participação pública e privada, e alterando a política macroeconômica, reduzindo juros e facilitando o crédito.

“Novos desafios”
Após debater a necessidade de investimentos em infraestrutura, o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento aponta a urgência em se avançar na industrialização do país, com inovação e ganhos de produtividade. Mais que isso, evitar que esse setor, essencial à expansão econômica, passe por um processo precoce de encolhimento. Os “Novos Desafios” identificados exigem medidas corretas na área econômica. É preciso estabelecer uma política de Estado estrategicamente voltada a tal objetivo, por exemplo, adensando cadeias produtivas promissoras.

 

 

Imprensa SEESP
Fonte: Assessoria da FNE










Acontece, nesta quinta-feira (31/7), às 14h, no auditório do SEESP, na Capital paulista, o lançamento de mais uma etapa do “Cresce Brasil +Engenharia + Desenvolvimento”, projeto criado, em 2006, pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE). Neste ano, com o mote “Novos desafios”, os engenheiros querem dar continuidade aos esforços de ampliação e modernização da infraestrutura de serviços públicos e de apoio à produção, agregando um novo desafio do cenário nacional: o da desindustrialização.

Segundo Artur Araújo, consultor do “Cresce Brasil”, que compilou as notas técnicas que compõem a atual versão e a redigiu, “sua grande adição é o tema da produção industrial”. Ele aponta como prioridades identificadas agora “evitar a desindustrialização precoce em curso, adensar as cadeias produtivas e, sobretudo, inovar e agregar tecnologia, ao que o papel do engenheiro é estratégico”. De acordo com o especialista, tais demandas partem da premissa de que o aumento do poder aquisitivo do brasileiro, nos últimos tempos, não foi acompanhado na mesma velocidade e intensidade pela produção interna. Como consta do documento, é preciso ainda, para tanto, “valer-se criativamente das vantagens competitivas nacionais e da pujança potencial do mercado interno brasileiro”.

Diante do quadro atual, consequentemente, diz Araújo, “quem tem levado vantagem é o produtor externo”. Na nova versão do “Cresce Brasil” é evidenciado esse problema: “A participação de itens importados no consumo brasileiro de máquinas e equipamentos cresceu de 52% em 2007 para 66% em 2013.”

O evento desta quinta-feira terá transmissão ao vivo online, neste link.

 

 

Imprensa SEESP











O presidente da FNE, Murilo Pinheiro, e o presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Acre (Senge-AC), Sebastição Fonseca, entregaram as novas propostas do “Cresce Brasil +Engenharia + Desenvolvimento Novos Desafios” ao governador Tião Viana (PT), e ao prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT). Em visita ao estado acreano, Pinheiro conheceu algumas obras que vêm transformando a região, como o Complexo de Piscicultura do Acre Peixe da Amazônia e o programa habitacional Cidade do Povo.

Localizado na capital daquele estado, o Cidade do Povo prevê a construção de mais de 10 mil casas populares com uma rede de serviços públicos como escolas, unidades de saúde e postos policiais. O prefeito Marcus Alexandre também apresentou os investimentos que, em parceria com os governos estadual e federal, como a duplicação e alargamento de sete ruas e avenidas estruturantes da capital, a construção de vinte e duas novas unidades de saúde, dez creches, quadras esportivas em vários bairros e o Shopping Popular.

Outros investimentos apresentados pelo prefeito Marcus Alexandre foram a construção de cinco terminais de integração de ônibus, dos quais três serão entregues até o final do ano, a renovação da frota do transporte coletivo, a implantação da bilhetagem eletrônica e a instalação da Central de Controle Operacionais (CCO) que monitora via GPS todos os 170 coletivos da capital. Também já foram aprovadas obras que devem ser executadas em breve, como a substituição de pontes de madeira por concreto em vários bairros, a construção da quinta ponte sobre o rio Acre e investimentos em corredores de ônibus e na mobilidade urbana de forma geral.

Murilo Pinheiro fez questão de parabenizar o prefeito e também o governador Tião Viana, com quem também se reuniu para abordar as propostas do Cresce Brasil. Além disso, visitou o Complexo de Piscicultura do Acre Peixe da Amazônia, juntamente com o secretário de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis, Edvaldo Soares de Magalhães.

Com o objetivo de promover a piscicultura, o complexo inaugurou recentemente a Fábrica de Ração para Peixes para reduzir os gastos dos criadores de peixes. Trata-se da fábrica mais moderna que existe na América do Sul, outra comparada a ela só no Chile. A tecnologia veio da Dinamarca e o incentivo do Governo Federal foi essencial para sua construção. O presidente da FNE falou do orgulho da piscicultura na região, que é exemplo para o País. “É um trabalho que serve de vitrine para todo o país. É preciso contar a todos o que está acontecendo no Acre”, destacou Murilo Pinheiro

Os novos desafios do Cresce Brasil

A nova plataforma do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, que se mantém mais atual que nunca. Agora, um novo desafio agora integra o cenário nacional: o da desindustrialização.

A partir desse diagnóstico, a FNE lança um novo conjunto de propostas e desafios ao País e, sobretudo, aos candidatos à eleição e reeleição em 2014. A revista “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento Novos Desafios”, que reúne esses temas, foi entregue ao parlamentar, que é candidato à reeleição, na capital paulista, na tarde de segunda-feira (7/7).

A desindustrialização está entre as prioridades dos engenheiros. Por isso, a publicação reservou 10 páginas para falar sobre a importância da produção industrial sob uma perspectiva da necessidade de um novo ciclo desenvolvimentista – reindustrialização – no país. Para alcançá-la foram elencadas algumas prioridades como o adensamento das cadeias produtivas e, sobretudo, inovar e agregar tecnologia, com papel estratégico para o engenheiro nesse processo.

O novo documento dá continuidade ao projeto dos engenheiros ao desenvolvimento nacional sustentável com distribuição de renda, a exemplo dos anteriores, e será entregue aos demais candidatos ao Congresso Nacional, bem como aos candidatos a presidente, a governadores. O objetivo é contribuir com seus programas de governo.

Confira mais fotos da entrega de propostas do "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento - Novos Desafios" no Facebook da FNE, neste link.

 

Imprensa FNE

 

 

 

 

 

 

 

 

Dirigentes do SEESP, filiado à Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), entregaram ao deputado federal Arnaldo Jardim (PPS) a nova plataforma do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, que se mantém mais atual que nunca. Agora, um novo desafio integra o cenário nacional: o da desindustrialização.

 

Foto: Paula Bortolini
CresceBrasil ArnaldoJardim dentro
Diretores do SEESP, entidade filiada à FNE, entregam ao
deputado Arnaldo Jardim nova edição do projeto Cresce Brasil

 

A partir desse diagnóstico, a FNE lança um conjunto de propostas e desafios ao País e, sobretudo, aos canditados à eleição e reeleição em 2014. A revista “Novos Desafios”, que reúne esses temas, foi entregue ao parlamentar, que é candidato à reeleição, na capital paulista, na tarde do dia 7 último.

Desindustrialização
A desindustrialização está entre as prioridades dos engenheiros. Por isso, a publicação reservou 10 páginas para falar sobre a importância da produção industrial sob uma perspectiva da necessidade de um novo ciclo desenvolvimentista – reindustrialização – no País. Para alcançá-la foram elencadas algumas prioridades como o adensamento das cadeias produtivas e, sobretudo, inovar e agregar tecnologia, com papel estratégico para o engenheiro nesse processo.

O novo documento dá continuidade ao projeto dos engenheiros ao desenvolvimento nacional sustentável com distribuição de renda, a exemplo dos anteriores, e será entregue aos demais candidatos ao Congresso Nacional, bem como aos candidatos a presidente, a governadores. O objetivo é contribuir com seus programas de governo.

 

Deborah Moreira
Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

 

 

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