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Elaborados a partir dos investimentos executados para a realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, em 2014, os planos de desenvolvimento sustentável da região contida na Microbacia do Córrego Jacu, onde está localizado o bairro de Itaquera, na periferia de São Paulo, contemplam em boa medida as aspirações da população local. A despeito disso, aspectos importantes para alcançar os objetivos traçados, como a definição de políticas públicas destinadas à melhoria da educação e ao combate à gentrificação, fenômeno que provoca a alteração do perfil imobiliário e força a saída dos moradores mais pobres do lugar, não foram considerados nas propostas. A constatação é da dissertação de mestrado do engenheiro civil André Ferreira Overa, defendida na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Unicamp, sob a orientação do professor André Munhoz de Argolo Ferrão.

 

Foto: Delfim Martins/ Portal da Copa
Itaquerao Delfim Martins Portal da Copa



De acordo com Overa, o objetivo da pesquisa não foi analisar diretamente o legado deixado pelos investimentos realizados para viabilizar a Copa de 2014, mas sim compreender as perspectivas de desenvolvimento almejadas pela população e verificar se os planos contemplam esses anseios. “Queríamos avaliar exclusivamente se esses planos atendiam ou não as aspirações das pessoas que vivem naquela faixa da cidade de São Paulo”, explica. No trabalho, o engenheiro civil considerou os principais pontos de três documentos: Operação Consorciada Rio Verde-Jacu, Plano Diretor Estratégico de São Paulo e Plano de Bacia do Alto Tietê, de modo a abarcar projetos nas áreas econômica, social, cultural e ambiental.

Dito de modo simplificado, os três planos definem ações de planejamento de diversas ordens e abrangências. Estas abarcam desde questões relativas à drenagem e uso da água até a definição de áreas para a implantação de pontos comerciais, passando por propostas de melhoria da mobilidade urbana. “A partir do levantamento desses pontos, nós entrevistamos os principais atores envolvidos com a realidade e a dinâmica da região, para verificar se suas necessidades estavam consignadas nos planos elaborados a partir dos investimentos executados para a Copa”, reafirma Overa.

Entre os atores ouvidos estavam moradores, comerciantes, corretores imobiliários, gestores públicos, urbanista etc. Estes foram separados em três grupos: Desenvolvimento Esportivo, Desenvolvimento Urbano e Governança. Ao cruzar as determinações contidas nos planos com as manifestações dos entrevistados, o pesquisador diz ter constatado que as propostas presentes nas políticas públicas formuladas para a região atendem a boa parte das demandas da população local. Nem por isso, entretanto, os documentos podem ser considerados perfeitos. “São bons planos, mas que precisam ser aperfeiçoados em alguns aspectos”, avalia Overa.

Um ponto fundamental que não está considerado nas propostas, conforme o autor da dissertação, é a definição de mecanismos que possam combater a gentrificação. O fenômeno ocorre com certa frequência em regiões que recebem investimentos para abrigar megaeventos como é o caso do Mundial de Futebol. Com a valorização imobiliária decorrente do desenvolvimento local, as famílias mais pobres normalmente são forçadas a se mudar, pois não conseguem mais arcar com a elevação significativa dos preços dos aluguéis. “Segundo os entrevistados, esse problema foi verificado nas imediações de Itaquera. Muitas famílias tiveram que deixar o bairro e se transferir para o que podemos considerar uma ‘nova periferia’”, relata.

Uma maneira de evitar esse tipo de evasão, diz Overa, é estabelecer políticas públicas na área de habitação que favoreçam a população mais vulnerável. Outro assunto que não é sequer citado nos planos de desenvolvimento da Microbacia do Córrego Jacu é a educação. “Curiosamente, o tema também não foi mencionado pelos atores entrevistados durante a realização da pesquisa. A dissertação também deixou de fazer referência a essa importante dimensão, o que foi observado pelos membros da banca avaliadora, no momento da defesa. Obviamente, a educação tem impacto significativo em várias outras áreas e precisa contar com políticas públicas que a qualifiquem e a ampliem”, declara o engenheiro civil.

Uma das formas de melhorar estes e outros planos de desenvolvimento de uma dada região, no entender de Overa, é democratizar a participação da sociedade nas discussões que antecedem a elaboração das propostas. “Não adianta convocar a população para participar de uma audiência pública que será realizada daqui a uma semana. Antes, é preciso capacitar as pessoas para que elas possam contribuir de forma efetiva para a definição das diretrizes e projetos. Isso pode ser feito, por exemplo, oferecendo cursos e promovendo palestras, de modo a estimular a reflexão dos moradores sobre a realidade na qual vivem”, sugere o autor da dissertação, que contou com bolsa de estudos concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência de fomento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).


Dissertação: “Perspectivas de desenvolvimento local na Bacia do Alto Tietê a partir da implantação de empreendimentos civis para um megaevento esportivo: sustentabilidade ou gentrificação?”
Autor: André Ferreira Overa
Orientador: André Munhoz de Argollo Ferrão
Unidade: Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC)
Financiamento: CNPq


Fonte: Portal da Unicamp




O reclamante trabalhou como engenheiro civil para uma fundação contratada pelo Ministério do Esporte e tinha como atribuição fiscalizar o andamento de obras para a Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte (MG). Como ele utilizava o próprio veículo para tanto, pediu na Justiça a restituição das despesas com o deslocamento. Segundo o trabalhador, a distância média percorrida era de 100 km por dia.

E o pedido foi acolhido tanto em 1º Grau quanto pela 7ª Turma do TRT-MG, que analisou o recurso da ré. Atuando como relator, o juiz convocado Cléber Lúcio de Almeida considerou verdadeira a versão apresentada pelo trabalhador, por falta de impugnação específica por parte da reclamada. "É incontroverso nos autos que, no exercício de suas funções, cabia ao reclamante, rotineiramente, acompanhar e vistoriar as diversas obras de infraestrutura e estádios, necessárias à realização da copa do mundo de 2014", registrou.

Para o julgador, é evidente que a reclamada deve arcar com as despesas de deslocamento, uma vez que a utilização de veículo próprio não se dava por mera conveniência ou conforto do reclamante. Na verdade, isso ocorria por necessidade, otimizando o trabalho realizado.

Ao caso foi aplicado o princípio da alteridade, pelo qual os custos da atividade econômica não podem ser transferidos ao trabalhador. O magistrado também lembrou na decisão que os meios para a execução dos serviços, bem como os riscos do empreendimento, devem ser suportados pelo empregador. Nesse sentido, invocou os artigos 2º e 458 da CLT.

Acompanhando o relator, a Turma de julgadores negou provimento ao recurso da reclamada e confirmou a condenação imposta em 1ª instância, no valor de R$40,00 por dia, ao longo de todo o contrato de trabalho, de segunda a sexta-feira, exceto em feriados.

Acesse o teor do processo: 0001209-38.2013.5.03.0099 RO

 



Fonte: Âmbito Jurídico

 

 

 

 






Até o dia 11 de junho de 2014, eram dadas como verdades sete profecias. A organização da Copa no Brasil envergonharia o País. Os estádios, caso fossem entregues, apresentariam sérios defeitos operacionais. Haveria caos aéreo.  A insegurança e o aumento da criminalidade seriam marcantes. As cidades-sede enfrentariam crises de transporte. As ruas estariam tomadas por enormes manifestações contra a realização do evento. A seleção brasileira de futebol já estava com a mão na taça.

É dura a vida dos profetas! Ainda mais quando o intervalo entre o augúrio e a manifestação do portento se conta em semanas – e não em escala bíblica ou geológica –  e os videntes ainda estão vivos, firmes e fortes. Menos de 40 dias de travessia foram suficientes para demonstrar o deserto dos vaticínios. A vergonha anunciada transformou-se em generalizada percepção de sucesso organizativo.

Os estádios não só ficaram prontos a tempo como não apresentaram nenhum problema significativo, quer para os atletas, quer para os espectadores. Pesquisa realizada pelo instituto Datafolha, entrevistando 2.209 turistas estrangeiros, de mais de 60 nacionalidades, revelou que 92% deles consideraram seu conforto e segurança como ótimos e bons. Bobagens como a “prova matemática” de que somente em 2032 as obras seriam concluídas integrarão o rol das grandes “barrigas”, como se denominam os erros no mundo do jornalismo.

O índice de atrasos de voos foi de 7,46%, ante um padrão internacional médio de 15%, que engloba não somente períodos de pico, como as operações cotidianas. Os 21 aeroportos que atenderam torcedores e delegações receberam, sem maiores dificuldades, uma média de 485 mil passageiros por dia, enquanto no Carnaval atendem diariamente 365 mil e no período de Natal, 404 mil. O portal G1 publicou uma reportagem que simboliza muito bem o cenário. Intitulada “‘Parabéns, Brasil’, a matéria informa que “o escocês Gary Meenaghan, de 30 anos, foi um de centenas de jornalistas estrangeiros que viajaram por todo o Brasil a trabalho durante a Copa do Mundo. Repórter esportivo do jornal The National dos Emirados Árabes Unidos, Meenaghan assistiu de dentro do estádio a 17 jogos do mundial de futebol em dez das 12 cidades que sediaram o evento. Para chegar a todos esses lugares, ele pegou 29 voos em 28 dias, e comemorou o fato de nenhum deles ter atrasado”.

Os entrevistados pelo Datafolha avaliaram sua segurança pessoal, nas ruas, nas festas e em sua convivência com os brasileiros como ótima ou boa (72%) e regular (19%). O ponto máximo da “insegurança” foi a invasão de cerca de 80 torcedores chilenos à área de imprensa do Maracanã, por falha do esquema de controle da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), prontamente resolvida pela intervenção do aparato policial público. E foi no Brasil que, pela primeira vez, desbaratou-se o criminoso esquema internacional de manipulação na venda de ingressos, colocando na cadeia chefões da operação mundial do cambismo.

Não só 76% dos turistas estrangeiros avaliaram como ótimo e bom o transporte até os estádios (e 14% deles o julgaram regular), como 69% deles também afirmaram ser bom ou ótimo o transporte cotidiano nas cidades que visitaram (17% deram nota regular e apenas 9% o julgaram ruim ou péssimo). E esse é um quesito que merece considerações adicionais: ainda que várias intervenções não tenham sido concluídas a tempo para a Copa, só uma enorme má vontade deixará de levar em conta que obras essenciais para a melhoria da mobilidade nas grandes cidades, com ênfase no transporte de massas, apenas foram postas em marcha por força da pressão gerada pelo evento. Serão entregues para uso de seus cidadãos monotrilhos, BRTs e novos complexos viários em cidades tão diversas como Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Belo Horizonte.

As manifestações de massa que realmente marcaram as ruas brasileiras foram as de enorme confraternização de turistas e torcedores do mundo todo com um povo hospitaleiro e muito bem humorado, até na derrota nos campos. Fan Fests, Copacabana, Vila Madalena, Savassi e Santa Cruz de Cabrália são nomes que ficam como modelos de convivência alegre, espontânea e pacífica de multidões mundiais.

O gol da FNE
A sétima profecia, melhor não falar muito dela... Melhor é tratar de um grande acerto. A FNE acertou em cheio ao promover, ao longo de mais de dois anos, o projeto “Cresce Brasil – Copa 2014”. Suas premissas eram muito claras: o Brasil pode e deve sediar grandes eventos; tais funcionam como indutores de ações que o País demanda; e a engenharia nacional tem plena capacidade de responder a desafios de grande porte, mesmo que premida por prazos exíguos, incertezas orçamentárias, alterações súbitas de projetos e indefinições políticas.

Enfrentando o ceticismo e a crítica exacerbada, os engenheiros brasileiros demonstraram competência, seriedade, criatividade e flexibilidade, sem abandonar a consistência técnica e critérios éticos e de segurança. A FNE não cedeu ao apelo fácil do negativismo e “imaginou na Copa” um momento especial para comprovar que somos uma nação plenamente capaz de grandes realizações, inclusive por contar com profissionais plenamente habilitados a gerarem soluções, ao invés de se somar à lamúria dos problemas. Os fatos estão aí. Estávamos certos.

Abriu-se, também, uma grande oportunidade de reflexão nacional, para a qual os engenheiros serão decisivos. Será que outras profecias tão em voga – apagão elétrico, crise econômica profunda, colapso de infraestrutura, desindustrialização irreversível, desestruturação da Petrobras – não têm, também, muito de amplificação artificial e interessada e devem e podem ser transformadas em erros pela ação dos cidadãos e dos governos, como o acerto em relação à Copa o fez?

 

* Por Artur Araújo – Consultor do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”

 

 

 

 

 

 

 

 

O tema da seção “No Ponto”, do Jornal do Engenheiro na TV desta semana, abordado pelo presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), Murilo Pinheiro, é a Copa 2014, em que faz um balanço positivo do megaevento, realizado no Brasil em junho e início de julho, lembrando da capacidade do país para planejar grandes acontecimentos, além de enfatizar o investimento em tecnologia.

                                                                             Foto: reprodução JE na TV
Murilo No Ponto Copa 2014


“Tivemos condições de mostrar que o Brasil além de ter as condições de realizar uma copa do mundo, é um país acolhedor e que sabe realizar e tem, de fato, feito a melhor copa do mundo de todos os tempos”, declara.   

Na Entrevista desta semana, o entrevistado é o engenheiro Celso Atienza, vice-presidente do SEESP. Já a matéria aborda a comunicação do SEESP.

Tudo isso e muito mais você confere no JE na TV que é exibido às segundas-feiras, às 19h30, na Capital paulista, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet (neste link) no mesmo dia e horário. O programa é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.

Imprensa SEESP


Assista a íntegra do JE na TV desta semana:












Nesta quarta-feira (9/7), a Arena Corinthians receberá seu sexto e último jogo pela Copa do Mundo FIFA 2014. Pela semifinal, Argentina e Holanda disputarão uma vaga pela final do Mundial, às 17h, no estádio localizado em Itaquera. A imprensa do SEESP acompanhou visita monitorada da Fifa, ao estádio, alguns dias antes do início do mundial, quando fez uma cobertura fotográfica.


Foto: Mário Lúcio Sapucahy
Arena Corinthians Confira mais fotos neste link


Segundo informação no site do Arena Corinthians, o estádio foi construído numa das regiões mais carentes da cidade de São Paulo. São quatro milhões de pessoas que vivem na Zona Leste, que se beneficiaram com diretamente com a obra e com toda a infraestrutura criada em decorrência do novo campo. “Desenvolvimento que gera empregos, melhores salários, melhores condições de vida e até mesmo melhorias na autoestima de uma população que sempre aguardou um olhar mais atento do poder público.”

O governo federal investiu R$ 1,5 bilhão na modernização e ampliação do Terminal Itaquera, e em obras como os corredores Radial Leste, Aricanduva e Leste Itaquera. Recentemente, a Prefeitura e o governo do estado inauguraram o túnel que integra o chamado Complexo Viário de Itaquera, aumentando a fluidez do principal acesso à Zona Leste. De acordo com o município, somente as obras viárias já geraram dois mil empregos diretos e outros cinco mil indiretos. Em janeiro de 2014, a região recebeu isenção fiscal de 20 anos para a instalação de empresas do setor de serviços.

Um Polo Institucional também está sendo construído na região e contará com Escola Técnica, Fatec e Senai, equipamentos que vão facilitar muito o acesso dos jovens da Zona Leste ao ensino profissionalizante. Além disso, estão previstos um Fórum Judiciário, batalhão da PM, centro de convenções, centro cultural e uma incubadora e laboratórios que integrarão o futuro Parque Tecnológico da Zona Leste.

Infraestrutura
Localizado em Itaquera, Zona Leste de São Paulo, o estádio do Corinthians terá capacidade para 48 mil torcedores. Sport Club Corinthians Paulista e Odebrecht iniciaram em 2004 os primeiros contatos para a construção e, em 2010, como parte das comemorações do Centenário corinthiano, foi firmado um primeiro acordo entre as duas partes. Os trabalhos foram iniciados no dia 30 de maio de 2011. Em setembro do mesmo ano, foi assinado o contrato no valor de R$ 850 milhões para a execução das obras.


 

Imprensa SEESP
Com informação do portal da Arena Corinthians









Nós vivemos nos meses que precederam a Copa do Mundo (e, por coincidência, também as articulações eleitorais e as convenções partidárias) um clima artificial de pessimismo fabricado pela mídia, que desorientou leitores e espectadores, contaminou os políticos e perturbou alguns do movimento sindical: expectadores de uma tragédia anunciada.

Embalados pelas mentiras que a mídia difundiu – por exemplo, sobre o clima favorável à belicosidade das manifestações – alguns setores do movimento lançaram-se em aventuras que, no fim das contas, prejudicaram a própria obtenção legítima dos resultados desejados. Um sindicato chegou a exigir “bônus da Copa” por conta do aumento de receita de seus empregadores durante a Copa e ameaçou greve. Foi convencido do erro de sua apreciação contábil (as receitas do setor não aumentaram durante a Copa) e sofreu pesadas sanções.

Mas se compararmos os estragos causados pelas mentiras pessimistas entre os leitores e espectadores (com reflexos hoje na queda de credibilidade dos meios de comunicação já observada por jornalistas experientes), entre as forças políticas e no movimento sindical, foi esse que apresentou a menor taxa de “contaminação” e comportou-se da melhor forma possível.

Até mesmo porque o pessimismo mentiroso, muito além de tal ou qual opção político-partidária, procurava jogar para baixo a dignidade dos brasileiros e apostava na incapacidade de nosso povo – em particular dos trabalhadores – de realizar grandes feitos, como receber aqui no Brasil a Copa do Mundo com suas emoções.


 

* por João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical










Enquanto o Brasil estiver em campo, 3,6 bilhões de expectadores, quase metade da população da Terra, deve acompanhar pela TV, internet, celular e demais dispositivos eletrônicos o evento esportivo mais popular do planeta.

Empregos formais
A Copa do Mundo gerou cerca de 1 milhão de empregos no País, o equivalente a mais de 15% dos 4,8 milhões de postos de trabalho formais criados ao longo do governo da presidente Dilma Rousseff. Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido do Ministério do Turismo.

O estudo tem como parâmetro uma comparação entre a projeção dos impactos gerados pela Copa e as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O período de referência vai de janeiro de 2011 a março de 2014.

Vagas
Segundo o levantamento, do total de vagas relacionadas à Copa, 710 mil são fixas e 200 mil são temporárias (todos com Carteira assinada). Só na cadeia do turismo, foram gerados 50 mil novos empregos em função do evento esportivo.

Dados regionais
O Turismo divulgou regionalmente a projeção de turistas por cidade-sede e seus gastos no país durante o período da Copa: Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Minas Gerais, Natal, Porto Alegre, Salvador, São Paulo, Recife e Rio de Janeiro. Confira a tabela com os dados regionalizados.

Turistas estrangeiros
Os maiores gastos serão feitos pelos turistas estrangeiros que virão, especificamente, para acompanhar a Copa. Em média, devem assistir quatro jogos e a projeção é que gastem R$ 5,5 mil durante sua estada no país, já descontadas as despesas com passagens aéreas e valores gastos no país de origem. O número desses visitantes foi calculado com base nas vendas de ingressos até a primeira semana de abril.

“Os turistas que vem para os jogos são visitantes que gastam mais. É um público qualificado e queremos conquistá-los durante esse período da Copa do Mundo”, afirma o ministro Vinicius Lages. Segundo ele, um dos bons resultados pode ser verificado na Copa das Confederações, de 2013, quando mais de 70% dos turistas estrangeiros entrevistados pretendiam voltar ao país neste ano. A chegada de turistas estrangeiros ao Brasil pode aumentar entre 5% e 10% após a Copa do Mundo, segundo o ministro.

A projeção considerou o gasto médio do turista na Copa das Confederações e a proporção de pessoas hospedadas na casa de parentes e amigos durante o evento. A base é a pesquisa feita pelo MTur em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). Também foram relacionados os gastos médios dos turistas brasileiros considerados pelo estudo de Demanda Turística Nacional e estrangeiros da Demanda Turística Internacional.

Audiência
Metade dos habitantes da Terra estarão ligados na Copa do Mundo de 2014, seja pela TV, pelo celular ou por outro dispositivo móvel que receba sinais de televisão. Serão mais de 3,6 bilhões de pessoas acompanhando o Mundial, número recorde para o evento esportivo de maior audiência do mundo, de acordo com estimativa do Ministério do Turismo (MTur). O aumento é de 12,5% em relação à última Copa, da África do Sul.

A Copa da África do Sul (2010) foi acompanhada por 3,2 bilhões de telespectadores, de acordo com a agência de pesquisa Kantar Sport, que analisa o impacto do esporte no comportamento do consumidor, encomendada pela Fifa. Segundo a agência, cerca de 2,2 bilhões de pessoas assistiram o Mundial por pelo menos 20 minutos consecutivos, superando em 3% a audiência da edição anterior, em 2006, na Alemanha.

A projeção de audiência para a Copa do Mundo no Brasil está baseada no alcance que o país conseguiu com a Copa das Confederações, em 2013. Segundo um estudo do Ministério do Turismo sobre o impacto econômico e social do evento, a audiência média das partidas da Copa das Confederações Fifa Brasil 2013 subiu 50% em relação à última edição da competição, também sediada na África do Sul - e muito disso se deve à capacidade e infraestrutura do Brasil de geração e difusão das imagens.

A audiência das finais de Copa chamam a atenção. Cerca de 715,1 milhões de pessoas assistiram à final da Copa do Mundo da FIFA 2006, entre Itália e França na Alemanha. A final da Copa do Mundo da África do Sul 2010, entre Espanha e Holanda, foi acompanhada por quase 620 milhões de telespectadores.

A última Copa das Confederações, no Brasil, registrou números expressivos. A partida final entre Brasil e Espanha, na Copa das Confederações, foi assistida por quase 70 milhões de espectadores. O jogo entre Brasil e Uruguai, semifinal do campeonato, foi acompanhado pela televisão por 53,5 milhões de pessoas em nove mercados chaves. A outra semifinal da Copa, entre Espanha e Itália, foi o evento esportivo mais assistido na Itália desde a final do Campeonato Europeu de Futebol em 2012, com 12,5 milhões de espectadores naquele país.

Para esta Copa do Mundo serão 73 mil horas de transmissão de TV para mais de 200 países, o equivalente a um aparelho de TV ligado por oito anos. Até o momento, são 19 mil profissionais de imprensa credenciados, o que configura uma ótima oportunidade de apresentar não só os atrativos das cidades-sede, como também de diversas outras cidades brasileiras. (Com MTur)

 

 

Imprensa SEESP
Fonte: Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


A protagonista da Copa do Mundo de 2014 é a Brazuca, a 12ª bola criada pela Adidas para os mundiais de futebol e que traz um design inspirado em cores vibrantes e muita tecnologia. Após uma votação pública no Brasil, em setembro de 2012, que envolveu 1 milhão de fãs do esporte, “Brazuca” foi o nome escolhido, popular expressão que significa "brasileiro". As cores e o desenho dos seis painéis da bola foram inspirados nas fitas da sorte do Senhor do Bonfim da Bahia e simbolizam a paixão e alegria associadas ao futebol no Brasil.

Antes de se tornar a protagonista do momento, a Brazuca passou por um completo processo de testes durante mais de dois anos e meio, envolvendo mais de 600 dos melhores jogadores do mundo e 30 equipes de dez países espalhados por três continentes. Esta é a bola que mais provas enfrentou, de forma a garantir uma performance perfeita em todas as condições. Equipes como o AC Milan, o Bayern de Munique, o Palmeiras e o Fluminense participaram dos testes. Leo Messi, Iker Casillas, Bastian Schweinsteiger e Zinedine Zidane foram alguns dos jogadores envolvidos no processo. A bola já havia sido testada em campo em encontros internacionais durante o Campeonato do Mundo sub-20 da Fifa, ainda que com um design diferente, e também num jogo amigável entre a Suécia e a Argentina em fevereiro de 2013.

A tecnologia por trás
A bola deste Mundial conta com seis painéis, dois a menos do que os oito da Jabulani e os 14 da Teamgeist (a bola da Copa da Alemanha, em 2006) ou os 32 das bolas tradicionais. Os painéis são termosselados, ou seja, são unidos com calor e não costurados à máquina, como na Jabulani. Ela incorpora, ainda, uma nova superfície, com pequenas protuberâncias para criar mais aderência. A forma dos painéis e a maneira como são unidos são elementos cruciais, pois mudam a forma como a bola agita o ar ao se deslocar.

Simon Choppin, pesquisador do Centro de Engenharia de Esportes da Universidade Sheffield Hallam, na Inglaterra, analisou as uniões dos gomos da bola. "Descobrimos que a profundidade das emendas da Jabulani é de cerca de 0,48mm, enquanto as da Brazuca têm 1,56mm - mais de três vezes. Por outro lado, medi a longitude das uniões de cada bola delineando-as com uma corda. A longitude total é cerca de 203 cm na Jabulani e 327 na Brazuca", relatou.

Choppin explicou que, quando uma bola se move no ar, suas emendas "agitam o ar, assim como a felpa de uma bola de tênis". Apesar do menor número de painéis, as emendas mais profundas e longas aumentam uma das características cruciais: a rugosidade.

Rugosidade
"O mais importante em uma bola de futebol é seu grau de rugosidade, porque isso afeta a velocidade na qual se produz o máximo do chamado knuckling effect", disse Rabi Mehta, especialista em aerodinâmica do centro de pesquisa Ames, da Nasa (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration – Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço). Esse efeito, também conhecido como knuckleball, é produzido quando a bola, movendo-se sem ou com pouca rotação, torna-se imprevisível e muda de direção ao alcançar certa velocidade. "Quanto mais lisa a bola, maior a velocidade na qual ela produz esse efeito", disse o engenheiro da Nasa. Para ele, o problema da Jabulani era justamente sua menor rugosidade. “A velocidade crítica para esse efeito no caso da Brazuca é de cerca de 48 km/h. Acredito, então, que ela se comportará mais como a bola tradicional de 32 painéis, por isso deve haver menos queixas do que as que vieram à tona no Mundial anterior," disse Mehta.

Uma bola rugosa também vai mais longe, e isso pode ser visto nas bolas de golfe. "Todo mundo sabe que as bolinhas de golfe têm umas protuberâncias. Isso surgiu quando os 'caddies' praticavam golfe com bolas velhas e notaram que elas iam mais longe do que as novas", explicou o engenheiro Raúl Bertero, professor titular de Mecânica da Faculdade de Engenharia da Universidade de Buenos Aires.

O efeito Magnus
"Quando a bola não gira ou gira muito pouco, temos o chamado efeito knuckling. Quando gira, temos o efeito Magnus, que faz com que a bola tenha o efeito de uma curva," explica Rabi Mehta, da Nasa.

Raúl Bertero explicou que esse efeito "é conseguido ao se fazer girar a bola sobre seu eixo. Ao fazer isso e ao avançar na corrente de ar, cada lado da bola passa por uma velocidade do ar distinta". "Como a diferença de velocidade implica em uma diferença de pressão, a bola recebe uma força lateral - e isso se chama efeito Magnus."

A altitude
Segundo Bertero, o efeito Magnus varia com a altitude porque a densidade do ar é alterada. Em 2013, ele se propôs a investigar se era factível o que havia dito o então técnico da Argentina, Daniel Passarella, quando sua seleção perdeu por 2 x 0 em uma partida eliminatória em 1996, em Quito, a mais de 2.700 metros de altitude: "Aqui, a bola não faz curvas."

"Propus-me a fazer um modelo do comportamento de uma bola em um planície e no estádio de Siles Suazo, na Bolívia, que está a 3.700 metros de altitude", contou o engenheiro.

Ele pegou como exemplo o famoso chute de Roberto Carlos, que colocou a bola no ângulo com uma curva espetacular, que deixou atônito o goleiro da França, Fabian Barthez, em um amistoso em 1997.

"Se essa mesma bola entra no ângulo na planície, vimos que em La Paz ela chega 4 metros fora do arco", explica. "Assim, Passarella, que foi muito criticado e ridicularizado, tinha razão. Na altitude, a bola faz menos curvas, mas não da mesma maneira."

Poliuretano
Os painéis da Brazuca são de poliuretano. "Ao se passar das bolas de couro para esses materiais artificiais, como o poliuretano, as bolas se tornaram totalmente impermeáveis, de maneira que, quando chove, a massa da bola não muda", explica Mehta, da NASA.

No entanto, a água pode afetar outro aspecto: "Quando [o argentino] Riquelme vai bater um escanteio, ele seca a bola com a camiseta. Isso não é uma mania dele", disse o engenheiro Bertero. "Ele faz isso porque sabe, instintivamente, que a bola tem um comportamento diferente se está molhada. A água cobre os gomos e deixa a bola lisa - então o efeito que se quer dar com um determinado chute pode não funcionar por não haver essa rugosidade necessária", completa.


 

Imprensa SEESP
Fonte: VDI-Brasil

 

 

 

 

 

 

 


Considero que referenciar no padrão Fifa o imaginário da utopia da qualidade dos bens e serviços públicos que se busca no presente é subverter o sentido da transformação e dar-lhe um significado oposto. Trata-se de um atraso e de um equívoco!

Muitos lutam e trabalham para promover bem estar, qualidade de vida, melhor viver e sustentabilidade ambiental para todos. A igualdade é o sentido da direção para as transformações requeridas, cujo significado se materializa na justa distribuição da renda e da riqueza gerada pelo trabalho de todos. Há muito para ser feito e é muito bom que a sociedade manifeste o desejo de mudança. Aliás, não há avanço no sentido da igualdade sem luta social, sem uma sociedade civil determinada a cobrar de suas instituições a promoção concreta do significado da justa distribuição da renda e da riqueza.

As transformações históricas são construídas no presente contínuo do aqui e agora que se sucede, especialmente porque na luta já se deve anunciar e promover o conteúdo e a forma do novo que se quer promover. Esse novo conteúdo se expressa, por exemplo, nas práticas que investem para reunir forças sociais para mudar; no modo democrático como ocorrem os debates e os convencimentos expressos em acordos, deliberações ou escolhas pelo voto; na qualidade das ideias e do imaginário que antecipa o futuro querido e que faz da utopia uma força que nos mobiliza para construir a transformação.

A sociedade, no Brasil, mais uma vez acordou para as mazelas do país e passou a manifestar o desejo de mudança. Ótimo! Faz um ano que, para manifestar o significado do que se quer como qualidade do serviço e dos bens públicos, cunhou-se o bordão “eu quero padrão Fifa!”.

Considero que referenciar no padrão Fifa o imaginário da utopia da qualidade dos bens e serviços públicos que se busca no presente é subverter o sentido da transformação e dar-lhe um significado oposto. Trata-se de um atraso e de um equívoco!

Padrão Fifa significa uma institucionalidade marcada pelos meandros do poder dos grandes interesses financeiros e corporações, de conexões e ganhos ilícitos, de corrupção do privado e do público, algumas das mazelas já largamente denunciadas.

Padrão Fifa significa a ingerência sobre a soberania de estados e nações, com regras que violam a cultura, preceitos, regras, valores de diferentes sociedades. O interesse econômico subverte um encontro encantador entre nações por meio da prática de um esporte mágico que é o futebol, subvertendo a soberana oportunidade de um povo mostrar aos outros o seu jeito de ser feliz e de lutar, mesmo com suas contradições e mazelas.

Padrão Fifa significa transformar esse espaço de encontro, os estádios, em um espaço segregador e elitizado. Uma estética contrária ao encontro, cadeirinhas “bem comportadas”, destroem a nossa cultura de curtir a mágica do futebol em pé, na galera! Arena, esse infeliz nome, recupera a ideia da guerra, do sangue que corre pelas garras dos leões, da diversão oriunda do sofrimento e humilhação do outro.

Padrão Fifa significa excluir, pelos preços exorbitantes dos ingressos das “arenas”, a galera que sempre lotou os estádios. A alegria de ir ao estádio foi transformada em um negócio que exclui a maioria, mais uma vez colocados para fora de um espaço que era seu! Padrão Fifa significa exclusão.

Padrão Fifa significa colocar para fora dos estádios, e no seu entorno, todos aqueles que faziam do picolé, da pipoca, da água, do amendoim, da bandeira, o seu trabalho à serviço do lazer e da confraternização, do sofrimento e da alegria.

Padrão Fifa significa concordar com a mercantilização do futebol como máquina de fazer dinheiro – ou de lavá-lo – na qual elenco, comissão técnica e os times viram máquinas do marketing de consumo a serviço da desigualdade. É recorrente o salário de todos os jogadores de um time ser menor que o salário de um dos jogadores do time adversário. O ganho mensal de um craque é maior que o salário de toda uma vida de um trabalhador. Padrão Fifa é desigualdade sem fim!

Padrão Fifa significa construir uma estética nos estádios desconectadas da cultura e das condições econômicas da nossa sociedade, um padrão que não permite o acesso à todos, que não é passível de universalização, que não nos leva ao encontro do outro. Padrão Fifa elimina o valor das nossas diferenças para promover a iniquidade da desigualdade.

Seríamos mais felizes com o futebol sem o padrão Fifa!

Não quero esse padrão nem para escola, nem para a saúde, nem para o transporte coletivo, nem para nada! Quero um padrão que seja a nossa cara, que nos permita ter qualidade para todos, sem ser suntuoso e, muito menos, segregador. Quero um padrão que traga o sentido da igualdade e da qualidade como um valor manifesto substantivamente nos bens e serviços públicos.

Quero um padrão de bem público que nos leve ao encontro, que favoreça nosso relacionamento e que nos permita sermos diferentes – não desiguais - e, com os outros, felizes. Quero um padrão que nos faça criativos para superar nossas iniquidades. Quero um padrão que faça de cada criatura um criador, pelo que é, pelo que pode oferecer ao outro e ao país. Quero a descoberta, renovada a cada dia, de que a alegria é o contentamento compartilhado com o outro e que cada espaço deve ser construído com essa intencionalidade.

No padrão Fifa o outro não existe e sem ele não há alegria! Não quero o padrão Fifa! Usar esse bordão é destruir a minha (ou a nossa!) utopia!

Vou me divertir com a Copa. Vou torcer pelo Brasil, vou torcer pelo bom futebol, vou curtir o espetáculo e o encanto desse campeonato. Vou esquecer e ignorar a Fifa.

Depois, vou continuar lutando para avançar no legado da Copa!


* por Clemente Ganz Lúcio, sociólogo, diretor técnico do Dieese, membro do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social)












Em um quadro econômico langoroso de juros altos e com as excitações provocadas pela mídia, pela Copa do Mundo e pela disputa eleitoral vindoura, quatro fatores pesam na vida da massa de milhões de trabalhadores e pobres brasileiros: o emprego, a renda (ganhos reais de salários e outros rendimentos), a inflação e a utilização dos serviços públicos (estatais ou privados), levando-a a querer garantir a continuidade do que é positivo e a mudança daquilo que julga errado ou insuficiente.

Muito mais que as pesquisas e o quadro histérico desenhado nos meios de comunicação, o acompanhamento preciso de como se comportam esses fatores de peso e sua percepção pelas multidões de brasileiros, nos fornece a chave para a compreensão do momento e o estabelecimento de estratégias corretas.

Até hoje dois deles têm sido positivos e percebidos positivamente: o emprego e a renda. Nestes quesitos a realidade brasileira vai na contramão do mundo, em particular do mundo desenvolvido.

A inflação, renitente, oscila em média entre o teto da meta e seu centro, mas dificulta a vida dos trabalhadores mais pobres porque pesa sobre os salários e encarece os bens essenciais.

A luta contra a inflação, que não deve seguir os ditames dos rentistas que tomam com a mão o que chutam com os pés, é essencial para garantir mais positividade ao quadro; segurar tarifas públicas faz parte desta luta.

Os serviços públicos, privados ou estatais, federais, estaduais ou municipais são, na atualidade, o grande contexto em que se confirma a insatisfação ou a satisfação da população. Em alguns casos há acertos evidentes, como no veto presidencial à anistia de multas nos planos de saúde (aprovada pelo Congresso depois de manobra espúria do relator do projeto), mas muito ainda tem que ser feito pelas empresas, pelas prefeituras, pelos governos estaduais e pelo governo federal.

O somatório ponderado desses quatro fatores nos dá, a cada instante, uma radiografia muito precisa do que importa na vida do povo, de suas preocupações e aspirações.



João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical










O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a articulação e movimentos Resistência Urbana tingiram de vermelho a Ponte Estaiada, cartão postal da cidade de São Paulo, na noite de quinta-feira (23/5), durante o 3° Ato “Copa Sem Povo, Tô na Rua de Novo!”. Apesar da forte chuva que se abateu pela cidade e dos reflexos da greve dos motoristas e cobradores de ônibus, o protesto reuniu milhares de pessoas. Segundo os organizadores cerca de 20 mil. Outros atos devem ocorrer ao longo de junho.


Foto: Mídia Ninja
MTST copa do povo foto ninja
Movimentos afirmam que se reivindicações não foram atendidas novos atos ocorrerão em junho, mês da Copa 



Também participaram do ato: Movimento Passe Livre (MPL), Comitê Popular da Copa, Se não Tiver Direitos Não vai ter Copa, Frente Nacional de Lutas Campo e Cidade, Coletivo Juntos, Fórum Popular de Saúde, Coletivo Construção, Coletivo Domínio Público, Rede Emancipa, Conafer, Nós da sul e MST/Taboão.

A manifestação, tingida de vermelha graças às camisetas dos integrantes, saiu do Largo da Batata (Pinheiros), passou pela Marginal Pinheiros, ocupando as vias completamente. Os manifestantes não concordam com os gastos com a Copa do Mundo que, de acordo com eles, só favorecem as grandes construtoras e o mercado imobiliário.

Não houve incidentes ou confrontos com a polícia. O MTST convocará novos atos caso não haja atendimento das pautas reivindicadas aos governos.

As pautas específicas do MTST, ligadas à moradia e reforma urbana, são:

1. Por um controle público do reajuste de aluguéis urbanos estabelecendo o índice inflacionário como teto dos reajustes. Esta medida é essencial para combater a especulação imobiliária que afeta os trabalhadores mais pobres.

2. Por uma política federal de prevenção de despejos forçados, com a formação de uma Comissão de Acompanhamento, ligada a Secretaria Especial de Direitos Humanos.

3. Mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida, fortalecendo a modalidade Entidades e com regras que estimulem melhor localização e maior qualidade das obras.

O MTST promove no sábado (24) um sarau em memória aos operários mortos nas obras da Copa do Mundo, às 18h, na Ocupação Copa do Povo, próximo ao Itaquerão.

Greves pelo país

Nesta semana, diversas categoriais deflagraram greves e paralisações em várias cidades brasileiras. A capital paulista foi palco de novos atos dos professores municipais e do MTST e foi surpreendida pela greve dos condutores de ônibus, na terça (20) e quarta-feira (21), à revelia do sindicato. Na Universidade de São Paulo (USP), funcionários, professores e estudantes também declararam greve geral a partir da próxima semana. Também os metroviários votaram estado de greve na última assembleia e ameaçam cruzar os braços na terça-feira (27).

No Rio de Janeiro, professores e funcionários em greve decidiram apoiar explicitamente os protestos contra a Copa, inclusive se incorporando. Para as entidades e movimentos sociais os gastos da copa e os "desmandos" da Fifa evidenciaram o papel dos governos enquanto parceiros dos lucros do grande capital, enquanto os problemas estruturais da população brasileira não são enfrentados. Questionados sobre o fato de as mobilizações estarem ocorrendo neste momento, quando o Brasil sedia uma copa do mundo, representantes das organizações sociais negaram que as manifestações e paralisações ocorram só por causa da Copa do Mundo e com o objetivo de desgastar o governo da presidente Dilma Rousseff. Mas, eles afirmaram que o megaevento expõe as contradições do País que financia estádios e obras bilionários, incentiva a especulação imobiliária, no entanto, continua com sérios problemas de infraestrutura e serviços públicos.


Imprensa SEESP
Com informações do MTST e agências







O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que promove desde o início da manhã desta quinta-feira (15/5) uma série de mobilizações, em São Paulo e outras capitais, em defesa da moradia e contra os gastos públicos da Copa 2014, desmentiu alguns veículos de imprensa que divulgaram que o movimento teria dado um “ultimato” ao governo federal. Em coletiva de imprensa no SEESP, por volta das 14h30 de hoje, representantes da organização social fizeram um balanço positivo sobre a mobilização, que ainda terá uma marcha com concentração a partir das 17h, na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP 
coletiva mtst
Coletiva MTST: da esquerda para a direita, Jussara Basso, Gulherme Boulos e Josué Rocha


“Foi publicado que o MTST teria dado um ultimato a presidente da república e isso não procede. Não nos colocamos na condição de dar ultimato a quem quer que seja, ainda menos para a presidente da República. Colocamos que esperamos que essas pautas sejam atendidas. O movimento está nas ruas para isso e o governo já tem conhecimento. Enquanto não forem atendidas, vamos continuar nas ruas, o que é natural” explicou Guilherme Boulos, da coordenação nacional do MTST.

Na semana passada, quando a presidente Dilma Rousseff visitou o estádio do Itaquerão, ela se encontrou com representantes do movimento, que naquele dia fez o lançamento da campanha “Copa sem povo; tô na rua de novo” com a ocupação de três empreiteiras na capital paulista – as que mais lucraram com as obras da Copa, de acordo com eles. Na ocasião, foram apresentadas as reivindicações tanto para a presidente, quanto para o prefeito Fernando Haddad, também presente.

Na pauta, consta o controle público do reajuste de aluguéis urbanos estabelecendo índice inflacionário como teto, para combater a especulação imobiliária que afeta os trabalhadores mais pobres; política federal de prevenção de despejos forçados, com a formação de uma Comissão de Acompanhamento, ligada à Secretaria Especial de Direitos Humanos; mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida, fortalecendo a modalidade Entidades e com regras que estimulem melhor localização e maior qualidade das obras.

Josué Rocha, também da coordenação do MTST, ressaltou as responsabilidades das outras instâncias de governo, estadual e municipal, sobre a questão da moradia. “Em relação à ocupação 'Copa sem povo' temos um indicativo de uma conversa de cobrar os governos municipal e estadual em relação a desapropriação da área. As próprias mobilizações não são focadas no governo federal, mas sim para cobrar as responsabilidades de todos”, declarou Josué.

Questionados sobre o uso eleitoral das mobilizações contra a Copa de 2014, ano de eleição majoritária no País, os integrantes esclareceram que de fato têm receio de que as mobilizações sejam usadas eleitoralmente por partidos de oposição ao governo, como PSDB e PSB "setores conservadores que não nos representam, atrasados, na nossa opinião”.

“O que os candidatos Aécio Neves e Eduardo Campos têm defendido vai na contramão. Reduzir meta da inflação, aumentar superávit primário, esse tipo de discurso não tem condições de atender as reivindicações das ruas", declarou Boulos.

Para o movimento há uma clara diferença entre 
o governo atual e o governo anterior, inclusive em número - referindo-se aos projetos neoliberais que antecederam o atual projeto do PT. O MTST fez questão de enfatizar que tem autonomia em relação a partidos e governos. "O MTST tem sua posição própria e entende que nenhum governo atual do país está efetivamente comprometido com as reivindicações dos trabalhadores. Por isso estamos fazendo as mobilizações", completou Boulos. 

Os sem-teto estimam que com os recursos gastos na Copa, que eles calculam em cerca de R$ 30 bilhões, seria possível construir cerca de 1 milhão de moradias populares.

Ato unificado

Uma mobilização unificada - entre o MTST e ocupações de outros movimentos - está sendo preparada para a quinta (22), onde estudantes, trabalhadores e coletivos de juventude serão chamados. Os sem-teto já contam com o apoio de estudantes e entidades como o Movimento Passe Livre (MPL). “Pretendemos ter entre 15 e 20 mil pessoas, inclusive trabalhadores de assentamentos rurais. A idéia é levar bastante gente às ruas em defesa da pauta dos trabalhadores”, explicou Guilherme.

Perguntados se haverá protestos durante a copa, os militantes disseram que tudo dependerá dos desdobramentos das negociações com os governos. “Não temos nenhum fetiche ou intenção em barrar a Copa. Não se trata disso. Estamos com uma pauta muito bem definida e buscando fazer mobilizações para pressionar e chamar a atenção”, acrescentou Guilherme. Ele lembrou que atualmente o déficit habitacional no país é de 7 milhões de famílias, segundo IBGE, o que representa cerca de 25 milhões de pessoas.

Sobre as remoções ocorridas por conta das obras da Copa, não há nenhum dado concreto sobre o número total de famílias atingidas. Nem o governo federal, nem os movimentos de moradia realizaram um levantamento. O que existe apenas são estimativas. "O governo não solta nenhum dado unificado. O que há é uma completa desinformação sore os despejos que estão acontecendo por causa da Copa do Mundo. O que temos de mais confiável é um relatório da (urbanista) Raquel Rolnik, que fala em um número considerável", lamentou Boulos, se referindo aos dados divulgados pela Relatoria de Direito à Moradia da ONU de que pelo menos 200 mil famílias foram removidas por causa de obras diretas ou indiretas.

Bloqueios em avenidas


Foto: RUA Foto Coletivo/Rodrigo Zaim
protesto MTST
Protesto na Radial Leste, próximo ao Itaquerão, na manhã desta quinta


As manifestações desta manhã mobilizaram mais de seis mil moradores de ocupações. Elas ocorreram na Radial Leste, em frente ao Itaquerão, com cerca de 2.000 pessoas da Ocupação Copa do Povo (MTST); na Marginal Pinheiros, próximo à Ponte João Dias, onde se concentram cerca de 2.000 pessoas das Ocupações Nova Palestina e Dona Deda (MTST); Marginal Tietê, próximo à Ponte Estaiadinha, com a presença de 300 pessoas da Ocupação Estaiadinha (MTST); Giovanni Gronchi, próximo ao Shopping Jardim Sul, com pelo menos mil pessoas das Ocupações Faixa de Gaza e Capadócia (MTST); Ponte do Socorro, onde cerca de 800 pessoas da Ocupação Anchieta Grajaú (promovida pelo movimento Nós da Sul).

Também ocorrem manifestações em outras capitais do país, do MTST e dos que compõem a Frente de Resistência Urbana, como Brasília (DF), Palmas (TO), Curitiba (PR), Belém (PA), Fortaleza (CE) e João Pessoa (PB).

Com relação á atuação da polícia, não houve abusos em São Paulo. Segundo Jussara Basso, coordenadora do MTST, houve excesso em Brasília (DF) durante a ocupação da Terracap, responsável pela construção do estádio na capital federal. "Por conta de nossa organização em São Paulo não houve abuso da polícia. Deixamos claro que a manifestação era pacífica e que não concordamos com depredação do patrimônio público. As marchas de hoje foram para denunciar o gasto de dinheiro público em estádios e obras de mobilidade que ligam somente aeroportos a hotéis e hotéis a estádios, enquanto a população pobre está pagando essa conta", lamentou.



Deborah Moreira
Imprensa SEESP





 

Desde o início da manhã desta quinta-feira (15/5), integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fazem uma série de bloqueios de vias na capital paulista. As ações fazem parte do protesto “Copa sem povo, to na rua de novo!”, que também promove hoje, a partir das 17h, uma passeata. Às 14h, o MTST e o Movimento dos Trabalhadores Rurais em Terra (MST), que também integra a ação, dão uma coletiva de imprensa no auditório do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP).


Foto: MTST/divulgação
radial leste itaquerao

Sem-tetos realizam manifestação na Radial Leste, em frente ao Itaquerão, Zona Leste de S. Paulo

As manifestações desta manhã ocorrem na Radial Leste, em frente ao Itaquerão, com cerca de 1.500 pessoas da Ocupação Copa do Povo (MTST); na Marginal Pinheiros, próximo à Ponte João Dias, onde se concentram cerca de 2.000 pessoas das Ocupações Nova Palestina e Dona Deda (MTST); Marginal Tietê, próximo à Ponte Estaiadinha, com a presença de 300 pessoas da Ocupação Estaiadinha (MTST); Giovanni Gronchi, próximo ao Shopping Jardim Sul, com pelo menos 500 pessoas das Ocupações Faixa de Gaza e Capadócia (MTST); Ponte do Socorro, onde cerca de 800 pessoas da Ocupação Anchieta Grajaú (Nós da Sul).

Também ocorrem manifestações em outras capitais do país, ligadas ao MTST e a movimentos da Frente de Resistência Urbana, como Brasília (DF), Palmas (TO), Curitiba (PR) e Belém (PA).

Entre as reivindicações dos movimentos sociais envolvidos nas ações deste 15 de Maio, que vem sendo chamado 15M, em alusão ao 15M espanhol - protesto que ocorreu em Madri, contra a crise econômica europeia, em 2011, que passou a ser chamado também de Indignados -, estão: o controle público do reajuste de aluguéis urbanos estabelecendo o índice inflacionário como teto, para combater a especulação imobiliária que afeta os trabalhadores mais pobres; política federal de prevenção de despejos forçados, com a formação de uma Comissão de Acompanhamento, ligada a Secretaria Especial de Direitos Humanos; mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida, fortalecendo a modalidade Entidades e com regras que estimulem melhor localização e maior qualidade das obras.


Imprensa SEESP
Com informações MTST






Movimentos sociais, principalmente de moradia, ocuparam as sedes da Odebrecht , OAS Empreendimentos e Andrade Gutierrez , na capital paulista, responsáveis pela construção dos estádios para a copa 2014, marcada para começar no dia 12 de junho, na mesma cidade. Os atos, ocorridos na quinta-feira (8/5), foram para protestar contra os gastos no megaevento e chamar a atenção para a situação de milhares e famílias sem-teto. A presidenta Dilma Rousseff e o prefeito Fernando Haddad se encontraram no mesmo dia com lideranças dos movimentos.


Foto: MTST-divulgação
ocupacao construtoras
Movimentos de moradia ocupam sedes de construtoras


Os militantes apresentaram à presidenta reivindicações para mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida. Os sem-teto pretendiam fazer um ato em frente ao Itaquerão durante a visita de Dilma ao estádio. A manifestação foi suspensa após o encontro. Segundo um dos coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, o encontro durou 20 minutos e foi positiva. O governo afirmou que vai estudar a possibilidade de desapropriação do terreno onde está a ocupação Copa do Povo, em Itaquera, desde o sábado (3), com cerca de 1,5 mil famílias acampadas.

Na quarta (7), o juiz Celso Maziteli Neto, da 3ª Vara Cível de Itaquera, concedeu uma liminar determinando o fim da ocupação , atendendo ação movida pela Viver Incorporadora, proprietária do terreno. No entanto, ontem, o juiz Celso Maziteli Neto suspendeu a liminar de reintegração de posse após pedido de reconsideração dos advogados do MTST. Foi marcada Audiência de Conciliação para a sexta-feira (23).

De acordo com relatos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), também foram realizadas passeatas em diversas regiões da capital, como na Avenida Paulista. Durante as ocupações, foram colados cartazes e feitas pichações e leitura de manifesto contra a Copa.

Anistia lança campanha por liberdade de manifestação

Foi lançada na quinta (8) a campanha mundial “Brasil, chega de bola fora”, promovida pela Anistia Internacional. O objetivo é defender o direito à liberdade de expressão e manifestação pacífica durante a Copa do Mundo, tendo em vista os projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional e que podem levar à restrição de direitos e à criminalização de manifestantes.

Foram mobilizadas 20 seções da Anistia Internacional em diversos países para coletar assinaturas online nos endereços cartaoamarelo.org.br e aiyellowcard.org. A petição será entregue à presidente Dilma e ao presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, no início de junho.

De acordo com a assessora de direitos humanos da Anistia Internacional Brasil, Renata Neder, a petição pretende dar um cartão amarelo ao governo brasileiro, como um aviso de que o mundo inteiro está de olho na garantia do direito à manifestação pacífica.

A campanha defende a regulamentação do uso de armas chamadas de “menos letais”, além de treinamento adequado aos agentes de segurança que atuam em manifestações. Também foi lembrado o uso inadequado da legislação para enquadrar os manifestantes detidos. “Em São Paulo, foi a Lei de Segurança Nacional; no Rio de Janeiro, a Lei de Organizações Criminosas. Muitas pessoas sendo enquadradas pelo crime de formação de quadrilha, uma legislação que não tem nada a ver com o contexto dos protestos, e sim com o crime organizado. Na nossa avaliação, isso é uma tentativa de criminalizar os manifestantes”, afirma Renata Neder.

Outro problema, segundo a Anistia Internacional, é a falta de investigação dos abusos cometidos pelas forças de segurança. “Não há mecanismos claros de investigação e responsabilização dos eventuais abusos cometidos pela polícia, então todas essas denúncias feitas por manifestantes que sofreram agressões e violações não estão sendo devidamente investigadas e os responsáveis não estão sendo levados à Justiça, isso é muito grave”.


Imprensa SEESP
com informações da Agência Brasil e MTST





 

Desde sua primeira edição, em 2008, em quito, Equador, o Encontro Sindical Nossa América (Esna) vem unindo cada vez mais trabalhadores do continente. Neste ano, quando a edição ocorre em Cuba, a CNTU participa em peso. Para falar sobre o evento e sobre a organização dos trabalhadores na América Latina, o Jornal do Engenheiro desta semana conversa com Gilda Almeida, vice-presidente da CNTU.

Na seção “No Ponto”, o presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, aborda os planos de saúde. “O profissional da área tecnológica, o engenheiro, tem que ser devidamente atendido. Então no nosso sindicato tem plano de saúde, tem planos de previdência”, orienta.

Na reportagem da semana, os principais momentos do seminário “Copa 2014 – Perspectivas para realização do mundial de futebol no Brasil”, que reuniu autoridades e especialistas, como o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. O evento foi realizado no auditório do SEESP e ocorreu na sexta-feira, dia 11 de abril.

América Latina em luta

Antes de viajar à Cuba, Gilda Almeida, que também é secretária de Assuntos Internacionais da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) e tesoureira adjunta da central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), explicou ao jornalista e apresentador Fábio Pereira que o encontro “conseguiu articular muitas entidades na América Latina, no Caribe e América do Norte”. Segundo a dirigente sindical, o Esna é resultado de uma somatória de esforços de entidades latino-americanas que têm em comum uma visão classista e que pretendem construir uma pauta unitária dos trabalhadores. “Naquela ocasião quando surgiu, no início dos anos 2000, as políticas trabalhistas estavam fragilizadas por conta das políticas neoliberais”, explica a vice-presidente da CNTU.

Apesar de a primeira edição do Esna ter ocorrido em 2008, a idéia surgiu no 2º Congresso Bolivariano dos Povos, realizado em Caracas, Venezuela, em dezembro de 2004. Durante o 1º Esna, foram estabelecidos três eixos importantes para pautar o debate no continente: a defesa dos direitos trabalhistas e sociais; a integração solidária e soberana, com a unidade contra a ofensiva militar dos Estados Unidos; e o terceiro eixo é a luta em defesa da soberania alimentar em defesa sobre os recursos estratégicos hídricos, biodiversidade e a sustentabilidade ambiental.

O evento em Cuba será realizado em meio a celebração do Dia Internacional dos Trabalhadores (1º de Maio), e também no ano em que se comemoram o aniversário de 75 anos da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC).

“A CNTU já esteve presente na última edição e agora estará com uma delegação maior, o que vai contribuir para ampliar a visão dos trabalhadores universitários, sobre os países, mas também trazer para a CNTU a agenda de luta dos trabalhadores”, comenta Gilda Almeida, que enfatiza o papel da mulher na retomada do continente por forças progressistas, como na Argentina, com Cristina Kirchner; no Chile, com Michelle Bachelet; e no Brasil, com Dilma Rousseff.

No entanto, a vice-presidente da CNTU frisa que ainda existe muito machismo no meio político e, mais especificamente, no meio sindical: “Hoje a gente vê que os cargos principais, que é presidência, secretaria-geral e tesouraria, na maioria das vezes são ocupados por homens, inclusive, em entidades onde a maioria é de mulheres”.

Gilda reforma que a igualdade entre homens e mulheres é uma das preocupações da CNTU com foco no trabalho, na política e na saúde da mulher. “Vamos lutar para que a mulher tenha seu espaço no mundo sindical e no mundo político”

Imprensa SEESP


Assista abaixo a íntegra do programa:








 

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