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Comunicação SEESP*

Os engenheiros Jurandir Fernandes, coordenador do Conselho Assessor de Transportes e Mobilidade Urbana do SEESP, Edilson Reis, diretor do SEESP e membro do Conselho Assessor, se reuniram com Maurício Ferro, presidente da Comissão Especial de Mobilidade Urbana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Na pauta, a parceria entre as entidades para a troca de experiências e a soma de esforços no sentido de viabilizar projetos para o setor.


Imagem: Fotos Públicas
mobilidade home



Durante a reunião, ocorrida em 8 de novembro último, na sala de reunião da Presidência do sindicato, o representante da OAB contou que a Comissão montará um observatório para acompanhar os projetos de leis em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo e na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Jurandir Fernandes fez um breve relato sobre as atribuições do Conselho Assessor, que consiste em assessorar tecnicamente o coordenador do Conselho Tecnológico, bem como o presidente do sindicato, e que vem debatendo políticas públicas e tendências para o transporte público de passageiros, em especial transporte sob demanda (aplicativos) e seu impacto no estado.

O representante da OAB contou que a comissão que preside também tem como finalidade assessorar integrantes da Ordem sobre o setor, no sentido de acompanhar a Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Ao final, foram dados alguns encaminhamentos como a participação em atividades futuras nas duas entidades, participação conjunta da análise de viabilidade de projetos de lei que tramitam nas Comissões de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana da CMSP e Alesp. Maurício Ferro contou que está realizando levantamento dos projetos na Câmara e na Assembleia Legislativa.

A convite da OAB, o SEESP participará de evento para avaliar os resultados operacionais dos 5 anos da Lei Federal da Mobilidade Urbana. As duas entidades articularão com as Comissões de Transporte, Trânsito e de Mobilidade Urbana das duas casas legislativas de São Paulo para, formalmente, participarem ativamente da análise dos projetos de lei na área.

Por fim, ficou combinado uma série de seminários, em parceria com a Comissão Especial da OAB para o próximo ano, como: fontes de financiamentos e de Custeio de Infraestrutura de Transporte, Bem Como de Tarifas e Remuneração; Veículos Autônomos e as responsabilidades técnicas e jurídicas; Avaliação dos Estatutos: da Mobilidade, da Metrópole, da Cidade, do Pedestre, etc e sua contribuição para a mobilidade urbana.


* Com informações do Conselho Assessor de Transporte e Mobilidade Urbana do SEESP



Transporte sobre trilhos foi o tema principal da 6ª reunião do Conselho Assessor de Transporte e Mobilidade Urbana, do Conselho Tecnológico do SEESP. O encontro ocorreu na tarde de sexta-feira (27/11), no auditório do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), no bairro Bela Vista, São Paulo (SP). O Isitec, que também foi pauta da reunião, oferece cursos de capacitação e especialização para incrementar esse modal. Especialista convidado falou sobre a falta de capacitação técnica nesse tipo de transporte.

 

Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
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O coordenador do Conselho Assessor de Mobilidade, o professor e engenheiro Jurandir Fernandes fez uma fala inicial saudando a todos os presentes e logo passou a palavra para o vice-presidente do sindicato, João Paulo Dutra, representando Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do SEESP, instituição que é mantenedora do Isitec.

“Temos que fortalecer nossos programas voltados para o mercado de trabalho, que é missão do sindicato. É fundamental atacar e elevar o nível de desenvolvimento para não deixar a mola cair”, declarou Dutra.

Edilson Reis, diretor do SEESP, falou da importância da atuação de todos os conselhos assessores, citando todos, e lembrou que em breve haverá reunião de balanço sobre as atividades dos conselhos assessores que compõem o Conselho Tecnológico.

Saulo Krichanã Rodrigues, diretor geral do Isitec, fez uma apresentação sobre a proposta da instituição, do sistema de seleção para a graduação em Engenharia de Inovação, e dos planos para 2016, que, entre outros pontos, é investir em Ensino a Distância. Entre os setores beneficiados com os cursos, está o de transporte e mobilidade urbana. Atualmente existem 5 mil empresas que oferecem essa modalidade de ensino.

“Temos que montar cursos diferentes, para atender as demandas do mercado, e para isso vamos nos associar a empresas parceiras interessadas em investir em formação qualificada, na área da engenharia”, destacou Krichanã. Entre outras coisas, ele adiantou que está sendo elaborada uma plataforma digital para atender a demanda do ensino a distância em todo o País.

Uma dessas demandas foi colocada pelo secretário Dario Rais Lopes, da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (Semob), ligada ao Ministério das Cidades. Trata-se da carência de profissionais com especialização em transporte sobre trilhos.

“Temos um problema com a formação atual dos profissionais, pouquíssimos deles com mais de 30 anos de idade. As escolas de engenharia civil abandonaram a formação em ferrovia”, lamentou Dario Lopes, lembrando que a Semob tem uma carteira de R$ 153 bilhões para administrar, sendo 70% em transporte sobre trilhos. “Essa carteira está sendo acompanhada por um grupo de profissionais que não tem a formação que precisamos”, completou o especialista, que assumiu o cargo em janeiro último.

De acordo com o secretário, a Semob tem cerca de 70 profissionais, sendo 30 analistas de infraestrutura – sendo engenheiros e arquitetos concursados - cuja responsabilidade é enquadrar projetos de entes federados (estados e municípios) para concorrer aos recursos federais. “Faz-se o enquadramento e depois acompanha o empreendimento. E temos toda a responsabilidade sobre os recursos públicos alocados”, explicou, acrescentando que para poder atender a demanda que é “muito maior do que se imagina” é fundamental “ter algo mais consistente na formação”, daí a necessidade em estruturar um curso nesse segmento.

Ao final, Lopes respondeu as questões técnicas feitas pelo corpo profissional presente e falou da importância em investir nesse modal, que tem grande potencial. “O que temos é um volume significativo de techos abandonados com trilhos que não são ruins, que têm capacidade de carga maior e dariam para ser utilizados no resgate do serviço urbano”.

Ele observou que há um descompasso do mercado: “Você vai encontrar muita gente da minha faixa etária, dos 60 anos para cima que têm capacidade técnica de instalação do modal. Mas, se você pegar um jovem, que tem maior preparo físico para desempenhar esse tipo de serviço, que precisa andar pela via, checar se há vazamento nos trilhos, não tem conhecimento. Ou seja, o conhecimento que nós temos não combina com o preparo físico que é necessário. E quem tem preparo físico não tem a formação“.

Fernando Palmezan Neto, representante do SEESP no conselho do Isitec, também participou do encontro e lembrou que “se tem um ministério que está fazendo algo no ramo da engenharia, é o ministério das Cidades”. Ele aproveitou a ocasião para convidar a todos a participarem do 3º Encontro Nacional da CNTU, em 10 dezembro próximo, quando haverá a cerimônia do Prêmio Personalidade Profissional 2015 e o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, será um dos agraciados.

Depois de encerrada a reunião, o grupo visitou as instalações do Isitec e conversou com os estudantes.



Deborah Moreira
Imprensa SEESP




A 5ª reunião do Conselho Assessor de Mobilidade Urbana, ocorrida na tarde de sexta-feira (13/11), na sede do SEESP, reuniu dois especialistas no assunto para debater a questão sob o ponto de vista econômico, o que atraiu um número maior de participantes e ampliou o debate. Entre os dados que mais chamaram atenção, foi o cálculo de quanto custa ficar parado no trânsito em São Paulo que, segundo pesquisa do Núcleo de Economia Regional e Urbana da USP (Nereus), vinculado ao Departamento de Economia (EAE/FEA) da Universidade de São Paulo (USP), é de R$ 156,2 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) e também o tempo de viagem esperado, de transporte público, de 70 minutos.


Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
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Antes disso, os engenheiros José Roberto Cardoso, coordenador do Conselho Tecnológico do SEESP, e Jurandir Fernandes, coordenador do Conselho Assessor de Mobilidade Urbana, abriram a reunião dando boas vindas a todos os presentes. Fernandes lembrou que em 2016, durante o processo eleitoral, o sindicato deverá ter posições e posturas sobre temas fundamentais das questões urbanas, que serão fortemente debatidas.

E uma delas é o custo da mobilidade nas grandes cidades. O economista e pesquisador Eduardo Haddad , do Nereus, vinculado ao Departamento de Economia (EAE/FEA) da Universidade de São Paulo (USP), apresentou o estudo “Mobilidade, Acessibilidade e Produtividade: Nota sobre a Valorização Econômica do Tempo de Viagem na Região metropolitana de São Paulo”, que coordenou, com objetivo de estabelecer uma relação entre mobilidade e produtividade com vistas à produtividade.

No estudo de Haddad, buscou comprovar que mobilidade afeta a produtividade, por questões evidentes como atraso, problemas no trânsito, falta de motivação por transitar grandes percursos. Tudo isso foi minunciosamente calculado e contabilizado, abandonando abordagem tradicional, levando em conta a heterogeneidade espacial e das condições de trabalho individuais e até dos rendimentos financeiros.

“Não se pode olhar a região metropolitana isoladamente. São Paulo nos anos 1960, 1970, tínhamos quase um organismo autossuficiente com ligações exteriores. Hoje, cerca de 15% dos empregos industriais estão na região metropolitana que se especializou mais em serviço. A indústria foi para a periferia, para o interior e até para outros estados. E as regiões metropolitanas passaram a concorrer entre si sobre oferecimento de comércio”, contextualizou o pesquisador.

Outro dado do levantamento é que quem trabalha fora de casa gasta, em média, 100 minutos do dia na ida e volta entre os locais de moradia e de trabalho. E que, se considerar as características estruturais da Região Metropolitana de São Paulo e padrões de mobilidade verificados em outras cidades do país, o levantamento afirma que é possível reduzir esse intervalo de tempo em até meia hora. Ou seja, levando em conta a estrutura da região metropolitana, o levantamento estima que o tempo de locomoção classificada como esperado seja de 70 minutos.

A pesquisa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Quem também falou foi o engenheiro Adriano Murgel Branco, consultor de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana, que fez um pequeno histórico da regulamentação do setor em São Paulo, falando da importância da motivação de quem trabalha no dia a dia da cidade para melhorar a equação mobilidade e produtividade, como o funcionalismo público.

Segundo ele, há dificuldade e inadequações no planejamento de São Paulo. Ele lembrou que há estudos que demonstram que, levando em conta os custos e benefícios indiretos, é possível construir habitação e entregá-la sem cobrar nada e ainda levantar no tesouro do estado uma sobra de recursos. "Não levando em conta somente a despesas e receitas, mas sim outros fatores indiretos", disse, citando cálculos da Companhia do Metrô, que apontam que da receita anual de R$ 2 bilhões, os valores socioambientais chegam a representar R$ 10 bilhões.
"Então, funcionário no serviço público que diz que não tem dinheiro, pode mandar embora porque não vai dar certo. Todo e qualquer serviço publico é superavitário. Porque se não for assim, se a população não receber de volta benefícios que justifiquem o investimento, ele não deve ser feito", disse Adriano Murgel.

 
Ele encerrou sua explanação lembrando que é preciso ter ferramentas para a construção de projetos, além de planejamento. "Se nos não soubermos fazer, não adianta plano nenhum. É preciso levar, paralelamente ao planejamento, a preparação adequada dos homens que vão gerir isso", concluiu.

Ao final, Saulo  Krichanã Rodrigues , diretor geral do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), contou um pouco sobre o modelo da instituição e fez um convite a todos os presentes para irem pessoalmente conhecer a iniciativa do SEESP, que é mantenedor da primeira faculdade de Engenharia de Inovação do País.



Deborah Moreira
Imprensa SEESP






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